29 de mar. de 2015

EM NOVEMBRO DE 2013 ERAM ESSES OS ÍNDICES NO PIAUÍ :



Ibge: Piauí possui a 3ª maior taxa de mortalidade infantil

O Piauí possui taxa de mortalidade de 21 bebês até um ano de idade a cada 1 mil nascidos vivos.

29/11/2013 13:40 - Atualizado em 29/11/2013 13:51
 
De acordo com a publicação feita na manhã de hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Síntese de Indicadores Sociais da População Brasileira, o Piauí possui uma das maiores taxas de mortalidade infantil do país.
De acordo com a publicação, o Piauí possui taxa de mortalidade de quase 21,7 bebês até um ano de idade a cada 1 mil nascidos vivos. O IBGE não traz detalhes acerca das principais causas das mortes, mas o Ministério da Saúde cita a desnutrição, a baixa infraestrutura hospitalar e o saneamento básico precário como alguns dos motivos mais importantes.
Em segundo e em primeiro lugar aparecem os estados do Maranhão e do Amapá, respectivamente, com taxas de mortalidade de 25 e 21,9 a cada 1 mil nascidos. O estado que possui a menor taxa é Santa Catarina, com 11 mortes para cada mil bebês.
A meta internacional aplicada ao Brasil é reduzir a mortalidade na infância para 17 óbitos por 1 mil nascidos vivos até 2015. Os dados mostram essa tendência de redução, chegando-se perto do objetivo em 2010, com 18 óbitos por 1 mil nascidos vivos, enquanto a mortalidade era de 53 óbitos por 1 mil nascidos vivos no ano-base, 1990. 

Mortalidade infantil chega a zero após Mais Médicos no Piauí

Programa ‘Mais Médicos’ zera a mortalidade infantil em municípios do Piauí. Médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, professores da Universidade Che Guevara, em Cuba, comemoram o feito e pacientes brasileiros se dizem satisfeitos: “O médico cubano dá atenção a gente, pergunta, fica ouvindo, explica o que gente deve fazer, orienta os exames. Eu achei melhor do que os outros, já fui atendido por vários”

médicos cubanos piauí
Os médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz (Imagem: MeioNorte)
Os médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, professores da Universidade Che Guerava, em sua cidade natal, Pina del Rio, em Cuba, estão trabalhando há um ano no do Posto de Saúde de Barras, na região Norte de Piauí, e sorriem quando falam da conquista em vida que obtiveram no trabalho da atenção básica.
“Há um ano não registramos nenhuma morte de criança e de gestante. Estamos sem mortalidade materna e infantil”, afirmam Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, no Posto de Saúde de Barras, atuando no Programa Mais Médicos, do Governo Federal.
Esta realidade de redução com a capacidade de zerar a mortalidade infantil e materna se espalhou nos municípios onde o Programa Mais Médicos foi implantando para oferecer atenção básica de saúde onde era difícil a permanência de médicos ou de número suficientes de médicos brasileiros para atender a população.
“Tem sido uma experiência muito boa. Encontramos uma comunidade muito carente, mas acolhedora, pessoas muito sensíveis, muito boas e necessitadas”, relata Olívia Rodriguez.
Segundo ela, as doenças mais frequentes são doenças respiratórias, doenças parasitárias, hipertensão, diabetes. Olívia Rodriguez e Omar Diaz fazem visitas domiciliares aos pacientes de Barras, que são programas e os pacientes atendidos são pessoas que não podem ir ao posto de saúde. São crianças com hidrocefalia, puérperas (mulheres que tiveram bebês recentemente), gestantes, hipertensos e idosos.
“Nós não temos mortalidade infantil, nem mortalidade materna. Temos registros de crianças e mães doentes, mas nenhuma chegou a óbito”, enfatiza Olívia Rodriguez, de tem 30 anos trabalhando como médica. “Isso é uma vitória”, comemora Omar Diaz.
Olívia Rodriguez e Omar Diaz afirmam que trabalhar é diferente de onde trabalharam antes com atenção básica na Venezuela, Paraguai e Paquistão, que não tinham uma rede constituída de atenção primária. “Na Venezuela não tínhamos nada, tudo era precária.
No Paraguai igual, não tinha rede implantada. No Brasil, nós temos uma rede de atenção básica de saúde, não temos médicos, mas temos uma rede criada. Nos outros países foram nós que criamos a rede de atenção primária”, falou Olívia Rodriguez.
Omar Diaz, 23 anos de formado em Medicina, sendo que oito anos trabalhando na Venezuela, avalia como muito boa a sua experiência de um ano em Barras.
“Temos encontrado uma população muito necessitada de atenção médica e todos são muito receptivos porque a população é muito receptiva com os médicos cubanos, fica muito contente com o nosso trabalho, muito compreensiva porque nós estamos ajudando a melhorar a saúde dessa população que estava carente de atenção”, falou Omar Diaz, que encontra crianças com baixo peso e desnutrição, mas não com desnutrição extrema.

Abraços e atenção ajudam na cura dos pacientes

Omar Diaz percebeu que muitos pacientes ficam curados mais rápido com um abraço, um cuidado mais afetuoso e fraterno. As pessoas ficam muito agradecidas.
Omar Diaz afirma que quando estão fazendo visitas domiciliares, os pacientes dizem que nunca um médico foram em suas casas. Pedem desculpas porque não podem oferecer refeição melhor, mas Omar Diaz e Olívia Rodriguez avisam que as famílias estão se alimentando com as mesmas refeições com que se alimentam.
“São pessoas muito carentes e quando vemos as pessoas acamadas e não podem caminhar, elas ficam muito contentes porque elas falam dos problemas de saúde que têm e nós também falamos muitas coisas. Essas pessoas ficam muito agradecidas”, fala Omar Diaz.
Omar Diaz afirma que abraçar e ouvir o paciente ajuda psicologicamente os doentes e em sua cura.
“As pessoas que estão acamadas ficam depressivas. A gente fala com elas, falamos que vão melhorar a saúde. Essas pessoas ficam psicologicamente animadas, é a palavra do médico animando o paciente. Isso ajuda na cura”, diz Omar Diaz.
“Tem pacientes que dizem que bastou o médico olhar e já melhoraram. Dizem: ‘esse médico me olhou e eu já me senti bem”, afirma Olívia Rodriguez.
“Quando o médico fala, conversa é muito importante para o paciente e também é muito importante o médico escutar o que o paciente fala. Isso é muito importante para a recuperação e melhorar ao paciente”, falou Omar Rodriguez.

Médica cubana faz terapia contra vício em medicamentos

A médica cubana Olívia Rodriguez Gonzalez iniciou um trabalho com 42 mulheres de uma comunidade da periferia de Barras com atividades fisioterápicas com 42 mulheres para que rompam o ciclo fármaco, vício de medicamentos para dormir, medicamentos ansiolíticos usados como tranquilizantes e contra ansiedade.
O ciclo fármaco é formado por medicamentos como o diazepan, rivotril, contra insônia, antidepressivos e ansiolíticos.
“O resultado é que as mulheres não tomam mais cinco medicamentos que tomavam, estão mais alegres, perderam peso. São 42 mulheres integradas nas atividades fisioterápicas”, falou Olívia Rodriguez.
O trabalho é realizado com mulheres do bairro Residencial Morada de Barras. São realizadas atividades físicas com as mulheres. A coordenadora de Atenção Básica de Barras, Saara Serafim, disse que o trabalho dos médicos cubanos é muito positivo no município.
“Foram muito bem recebidos pela comunidade. Hoje nós temos médicos pela manhã e tarde de segunda-feira a quinta-feira atendendo os pacientes da maneira adequada e a população está muito satisfeita.
Já estamos até ampliando a rede de atenção básica. Nós começamos com 17 equipes e nós estamos com 19. Graças a Deus estamos conseguindo isso porque, antes, nós tínhamos dificuldades com médicos porque eles só atendiam duas vezes na semana”, falou Saara Serafim, adiantando que chegou a ficar seis meses sem médicos para atender a população na atenção básica. Hoje Barras tem seis equipes do Programa Mais Médicos.

“A médica pergunta, fala e sorri”, diz vendedora em Piripiri

A lavradora e vendedora Maria Aparecida Ferreira, de 48 anos, estava sendo atendida no Posto de Saúde João Mariano dos Santos, no bairro Caixa D´Água, em Piripiri.
Ela vinha sendo atendida por um médico cubano que viajou de volta para Cuba e foi substituído por outra médica cubana, Maritza Duquen Labore.
Maria Aparecida Ferreira diz que os médicos cubanos dão atenção ao paciente, fazem perguntas, ficam ouvindo o que o paciente tem a dizer e sorriem.
“O médico cubano é melhor, ele dá atenção a gente, pergunta, fica ouvindo, o explica o o que gente deve fazer, orienta os exames. Eu achei melhor do que os outros, já fui atendido por vários médicos.
Os outros médicos não falavam, nem olhavam para a gente, não dava atenção, só escrevia no papel. O médico cubano ouve a gente, fala, sorri. Foi melhor, eu adorei”, falou Maria Aparecida.
A estudante do curso de Administração na Universidade Estadual do Piauí (Uespi) Laiana Moreira, de 25 anos, faz acompanhamento e controle de sua diabetes no Posto de Saúde no bairro Caixa D´Água, em Piripiri, e é atendida por médico cubano do Programa Mais Médico.
“O tratamento é mais adequado, o médico cubano dá atenção, avalia o nível de glicemia (taxa de açúcar no sangue), faz exames. A diferença entre os médicos cubanos e os outros é grande.
Eles são mais atenciosos. Dão mais atenção, perguntam o que a gente está sentindo, já os outros não, só passam os exames. Os médicos cubanos perguntam antes de pedir e autorizar os exames”, fala Laiana Moreira.
Efrem Ribeiro, Meio Norte

24 de mar. de 2015

#FIMDOBLOQUEIO

CARTA CAPITAL

Cuba e EUA negociaram em silêncio

Os novos diálogos acontecem em meio a um mal-estar na

 região, gerado pelas novas sanções do governo do 

presidente  Barack Obama contra a Venezuela.


Editorial/Página 12
Arquivo
O terceiro encontro entre Havana e Washington transcorreu em clima profissional e os dois países concordaram em manter diálogo no futuro, informou o Ministério de Relações Exteriores de Cuba. A reunião foi “positiva” e “construtiva”, acrescentaram os EUA. 

Cuba e Estados Unidos fecharam sua terceira rodada de negociações no encontro mais fechado à opinião pública desde que os dois países anunciaram sua aproximação histórica, em dezembro. E, ao contrário das reuniões de janeiro e de fevereiro, nenhuma das partes dialogou com a mídia em Havana. Pelo contrário, limitaram-se a confirmar em dois comunicados breves a realização do encontro entre as delegações lideradas por Josefina Vidal, diretora de Assuntos dos Estados Unidos na Chancelaria cubana, e Roberta Jacobson, secretaria-adjunta para América Latina do Departamento de Estado norte-americano. A terceira conversa entre Havana e Washington aconteceu em clima profissional e os países concordaram em manter diálogo no futuro, informou o Ministério de Relações Exteriores cubano. A reunião fora anunciada na sexta-feira, duas semanas após as últimas conversas. 
 
Os encontros anteriores foram realizados em Havana, em janeiro, e em fevereiro em Washington. “Em 16 de março aconteceu em Havana um encontro entre delegações de Cuba e dos Estados Unidos para tratar de assuntos específicos relacionados com o processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre ambos os países”, afirmou a Chancelaria em um breve comunicado, publicado em seu site. “A discussão de ontem [segunda-feira] foi positiva e construtiva e se manteve em ambiente de respeito mútuo”, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano em uma breve declaração divulgada para a imprensa. 

“Centrou-se no restabelecimento das relações diplomáticas e na reabertura das embaixadas”, acrescentou o documento. Nenhum dos lados deu mais detalhes sobre os temas abordados. 

Fontes diplomáticas norte-americanas informaram de antemão que esta terceira rodada era uma reunião de menor proporção que as duas anteriores e que Jacobson, representante máxima do Departamento de Estado norte-americano para a América Latina, viajava desta vez para Havana com uma delegação menor. 

Apesar da reserva que ronda esta nova etapa de negociações, descobriu-se que Cuba e Estados Unidos retomaram a conexão aérea entre Havana e Nova York com um voo charter, que terá frequência semanal e será operado pela agência de viagens norte-americanas Cuban Travel Services (CTS), no marco da melhoria das relações diplomáticas em que os dois países tentam avançar. A linha entre as duas cidades ficou aberta na manhã de terça-feira com um avião que saiu da capital cubana rumo à Grande Maçã, em que viajaram dez pessoas em uma aeronave que chegara à ilha com procedência de Miami, informaram fontes do aeroporto internacional José Martí. 

A viagem de volta, procedente do aeroporto internacional JFK, de Nova York, chegou a Havana às 18h30 do horário local, segundo as fontes. Em fevereiro, CTS informou que o voo entre Nova York e Havana seria feito em um Boeing 737-800, alugado para a companhia norte-americana Sun Country. A empresa turística informou que trabalhariam com tarifas únicas: 849 dólares para ida e volta, e 1334 dólares para a classe executiva. Esta conexão se soma a outros novos serviços charter anunciados recentemente entre Estados Unidos e a ilha, como a travessia New Orleans e Havana, retomada no sábado passado, depois de 57 anos. 

Neste contexto de aproximação, Estados Unidos esperam reabrir uma embaixada em Cuba antes da Cúpula das Américas, que acontecerá no Panamá, onde em 10 e 11 de abril estarão reunidos representantes de alto nível de todos os países do continente. A inesperada aproximação entre Washington e Havana, anunciada em 17 de dezembro, gerou grandes expectativas para o encontro, pois os presidentes Barack Obama e Raúl Castro estarão cara a cara pela primeira vez em uma reunião deste tipo.
 
A crise venezuelana e as tensões entre os dois países poderiam prejudicar o encontro. Além de Cuba, outros países da Alba, como Bolívia e Equador, aliados de Caracas, criticaram com dureza os Estados Unidos. Mas também a União das Nações Sul-americanas (Unasul), em que países como Colômbia, Chile e Peru mantêm relações mais cordiais com Washington, pediu que Obama revogasse a ordem executiva que impõe sanções à Venezuela. 

Os novos diálogos acontecem em meio a um mal-estar na região, gerado pelas novas sanções do governo do presidente Barack Obama contra a Venezuela. O presidente norte-americano qualificou recentemente o contexto pelo qual o país caribenho passa como uma ameaça para a segurança nacional de seu país. 

Apesar da aproximação com os Estados Unidos, Cuba criticou nos últimos dias com dureza o que considera uma agressão de Washington contra Caracas. “Não se pode tratar Cuba com uma cenoura e a Venezuela com um cassetete”, protestou o ministro de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodriguez. Os países que integram o bloco da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), próximo ao chavismo, realizaram em Caracas uma cúpula extraordinária para estabelecer uma posição comum diante das ameaças norte-americanas, segundo a imprensa cubana. O ex-presidente Fidel Castro publicou uma carta que elogiava, entre outras coisas, a disciplina e o espírito das forças militares venezuelanas. Trata-se da segunda moção de apoio que Fidel envia a Maduro depois das sanções norte-americanas.


Créditos da foto: Arquivo

20 de mar. de 2015

SEAN PENN CRITICA O BLOQUEIO E DEFINE OS CUBANOS COMO "INCRÍVEIS"





O famoso ator norte-americano Sean Penn, premiado com dois Oscar's e conhecido por seus trabalhos humanitários no Haiti, elogiou 
o diálogo entre Washington e Havana e declarou que este fato enriquecerá culturalmente os Estados Unidos.
As declarações de Penn foram divulgadas hoje nos meios políticos estadunidenses e fizeram parte de sua entrevista nesta quarta-feira à noite no programa de Conan O'Brien da rede de televisão TBS ("Conan"), onde Penn foi divulgar seu último filme, "The Gunman".
Sean Penn, de 54 anos e em geral muito crítico das políticas conservadoras de Washington, qualificou o ainda vigente embargo comercial de "arcaico" e disse que na prática, significa na verdade um BLOQUEIO. Aproveitou para destacar as consequências positivas da Revolução Cubana como a alfabetização.
O ator declarou já ter se reunido com Fidel e Raul Castro - sobre quem não quis se pronunciar - e se referiu aos habitantes daquela ilha caribenha como um povo com um "espírito e inteligência incríveis e muito brilhantes".
"Acredito que certamente vai acontecer uma mudança real em Cuba" afirmou Penn, que declarou que será "fascinante" também para os Estados Unidos "pelo que eles podem nos acrescentar culturalmente", disse.
Em "Conan", Penn também fez declarações dirigidas ao ex-presidente George W. Bush e seu braço direito, o ex-vice-presidente Dick Cheney a quem apontou como responsáveis pelo surgimento do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) e se mostrou surpreso pelo fato de Cheney, de saúde fraca, todavia seguir vivo graças à "tecnologia biônica".
Fonte: CUBADEBATE - 19/03/2015

http://www.cubadebate.cu/noticias/2015/03/19/sean-penn-critica-al-bloqueo-estadounidense-y-califica-a-los-cubanos-como-increibles-y-brillantes/?utm_medium=facebook&utm_source=twitterfeed#.VQxRfI7

19 de mar. de 2015

ENTÃO VAI PRA CUBA !! Matéria (curtinha) de um brasileiro que resolveu seguir o "conselho"





Por André Falcão no Pragmatismo Político

Vai pra Cuba!, esgoelava-se, imaginando estar a agredir quem, como eu, entende que os governos Lula e Dilma, com todas as dificuldades e equívocos em que incorreram, são os melhores que este país já foi capaz de eleger e construir. Dados matemáticos provam irrefutavelmente o que afirmo, para ficar só neles. Abstenho-me de citá-los. Estão na internet, para quem quiser conhecê-los.

Uma vez um alagoano, vendo-me a tecer elogios a Cuba em uma rede social, provavelmente ao sucesso de suaspolíticas educacional e de saúde, indagou-me: André, você já foi a Cuba?, querendo com sua pergunta insinuar que eu só a defendia porque não a conhecia. Claro que para quem, como eu, conhecia um tanto da história e da realidade da ilha (ou das ilhas, como mais correto), mesmo sem lá ter ido, sua pergunta capciosa não encontrava guarida ao fim desejado. Mas ele podia fazê-lo, afinal estivera lá.

Noutra vez, assisti numa rede social alguém destilar lamentações do quão a pobre Cuba estava decadente, naturalmente face ao governo socialista que lá se implantara. Pobre Cuba, lamentava, com sua sensibilidade forjada no preconceito e, por isto mesmo, na ignorância acerca da história daquele povo.

Tratando-se de velho desejo irrefreável, fui à Cuba. E confesso que me surpreendi lembrando-me de suas observações, notadamente porque me era difícil compreender como alguém ligado às artes (ambos supostamente eram) poderia ter uma visão tão preconceituosa, limitada e canhestra acerca da ilha caribenha; a gente sempre tem a ideia (falsa, entretanto) de que um sujeito assim, por em princípio ter a sensibilidade mais aguçada, escaparia do preconceito ideológico que lhe fora, como aos brasileiros em geral, incutido. Ledo engano.

Então, fui. E constatei que Cuba era ainda muito mais impressionante, admirável, bela e culta do que imaginara. Se antes já admirava o cubano, passei a fazê-lo com a razão escorada no testemunho diariamente observado e constatado em cada esquina de qualquer aglomerado urbano de suas muitas cidades.

Aprendi muito. Mas por ora finalizo dizendo que uma das maiores lições que aprendi é que uma nação é mesmo feita de seu povo. Cuba é alegria, generosidade, sacrifício, coragem, beleza, luta, orgulho, autoestima elevada, educação, cultura, amor. E o povo cubano é o maior responsável por Cuba ser o que é. Lembrei-me das vaias e ataques sofridas por seus médicos ao desembarcarem em meu país. E intimamente aplaudi-os novamente, agora ainda mais envergonhado…

André Falcão é advogado e autor do Blog do André Falcão. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político

PESQUISA REVELA QUE 64% DOS NORTE-AMERICANOS APÓIA O FIM DO BLOQUEIO CONTRA CUBA




Pesquisa feita entre os dias 26 e 27 de fevereiro e publicada pela agência Beyond the Beltway Insights demonstra que a maioria da sociedade estadunidense aprova o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos EUA a Cuba há mais de cinquenta anos.
A pesquisa foi realizada em conjunto pelas empresas Benenson Strategy Group y SKDKnickerbocker.


Matéria completa :
http://www.cubavsbloqueo.cu/es/mayoria-de-estadounidenses-apoya-fin-del-bloqueo-segun-encuesta

12 de mar. de 2015

JURISTAS DE DIFERENTES PAÍSES CONDENAM BLOQUEIO DE ESTADOS UNIDOS CONTRA CUBA




Havana, 7 de março de 2015

Juristas de 18 países rechaçaram o injusto bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba, política que consideraram uma flagrante, massiva e sistemática violação ao direito internacional e aos direitos individuais e coletivos de todos os cubanos.


Durante o encerramento do IX Encontro Internacional de Advogados Trabalhistas e de movimentos sindicais, os juristas qualificaram como inaceitável a inclusão de Cuba na manipulada lista de países promotores do terrorismo e ressaltaram os benefícios, segurança e outras facilidades que o Estado cubano oferece a seus trabalhadores.
Os delegados destacaram, ainda, o papel de Cuba como um dos mediadores nos diálogos de paz entre o governo colombiano e as FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo)


Fonte: Radio Habana Cuba.








Quadro : Última votação na ONU a favor de Cuba .