12 de abr. de 2015
11 de abr. de 2015
#FIMDOBLOQUEIO VENCEREMOS !!!
RIO — Após a segunda visita a Fidel Castro neste ano, o escritor Frei Betto ressaltou que o ex-presidente cubano mostrou-se esperançoso, mas não tem ilusões em relação ao encontro entre Raúl Castro e Barack Obama na Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira. Betto foi recebido por Fidel em sua casa em Havana, na última quarta-feira, numa conversa que durou cerca de uma hora e meia. Segundo o escritor, Fidel, que é constantemente alvo de rumores sobre seu estado de saúde, estava com um aspecto jovial, “como quem acabou de sair de uma festa”.
Quais foram as suas impressões sobre o estado de saúde de Fidel?
Ele estava melhor do que no primeiro encontro, como quem acabou de sair de uma festa, de um bom banho. Me recebeu com um blusão branco, ele e a mulher, Dalia. Estava bem disposto e jovial, com aspecto saudável.
O que ele comentou sobre o encontro histórico entre os presidentes Raúl Castro e Barack Obama, previsto na Cúpula das Américas?
Fidel disse que é um passo importante, que estava criticamente esperançoso, mas não tem ilusões. Ele ressaltou que é um processo demorado e espera que Obama chegue ao Panamá já tendo retirado Cuba da lista dos países que apoiam o terrorismo. E ironizou: quem são os EUA para considerar Cuba terrorista levando em conta o que o país faz no Afeganistão e no Iraque. Para Fidel, o grande terrorista é o governo dos EUA. Ele sempre usa a palavra “governo”, nunca país. Ou “Casa Blanca”.
Fidel abordou a reaproximação de Cuba com os EUA e as mudanças na ilha?
Ele disse que Obama está mudando o método, mas que precisa mudar o objetivo e parar de querer sempre intervir e dizer o que é bom e o que não é para Cuba. É preciso respeitar a autodeterminação de Cuba. Para ele, a condição de reatamento é a suspensão do bloqueio, tirar Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo, suspender restrições de viagens, facilitar o comércio e devolver Guantánamo, o que ele já tinha me dito na conversa anterior.
E sobre o Brasil e a presidente Dilma, ele fez alguma menção?
Fidel me perguntou sobre a situação no Brasil. Expliquei o ajuste fiscal e respondi que o país está entrando no período especial, uma expressão usada após o fim da União Soviética que equivale ao nosso “vacas magras”. Ele disse que é uma lástima que países governados por três mulheres — Chile, Brasil e Argentina — estejam em crise.
A situação da Venezuela e do presidente Nicolás Maduro também foi comentada por Fidel?
Ele afirmou que tem muita confiança no Maduro e que sente que o governo está sólido, apesar de toda onda na mídia de crítica à Venezuela.
Além de assuntos diplomáticos, os senhores trataram de outros temas?
Fidel me apresentou a semente teff, da Etiópia. Disse que é a mais nutritiva e não tem glúten. Depois, me contou a história de uma mulher que começou a cultivar a semente e tornou-se uma grande empresária.
Novamente não foi tirada nenhuma foto do encontro. Por quê?
Na última visita, Fidel disse que não tinha fotógrafo e que não sairíamos bem. Nesta, nem levantei a questão.
Qual motivo o levou a Cuba pela segunda vez neste ano?
Fui a Cuba comemorar os 30 anos da publicação do meu livro “Fidel e a religião”, de 1985. Também participei da Assembleia de Estudos do Conselho Nacional de Igrejas.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/frei-betto-fidel-esta-esperancoso-mas-sem-ilusoes-sobre-encontro-entre-raul-obama-15832383#ixzz3X12sakA4
© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
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#FIMDOBLOQUEIO - VENCEREMOS !!
MOVIMENTOS SOCIAIS
09.04.2015
[ Américas ]
Movimentos denunciam presença de mercenários cubanos na Cúpula das Américas
Adital
Durante esta quarta-feira, 08 de abril, foram registradas ocorrências que desmobilizaram os cidadãos panamenhos, seja pela "excludente” Cúpula das Américas e pelo estado de sítio camuflado por militares protegendo o presidente estadunidense, Barack Obama. A denúncia parte de movimentos sociais presentes na Cidade do Panamá para as Cúpulas dos Povos e das Américas, que reúnem os movimentos sociais e os governantes latino-americanos e caribenhos, respectivamente, em eventos paralelos.
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| Ativistas cubanos se retiram do Foro da Sociedade Civil, na Cúpula das Américas, e denunciam participação de mercenários cubanos e venezuelanos. |
O foco de atenção teria sido a "desesperada” mobilização de representantes da dissidência cubana e venezuelana, que irromperam a soberania panamenha, enquanto o governo descuidou ou admitiu toda manifestación no Foro da Sociedade civil, realizado n oHotel El Panamá.
Ante esse fato a sociedade civil cubana se manifestou nos prédios e denunciou a presença de mercenários cubanos a serviço dos Estados Unidos, no Foro da Sociedade Civil, da Cúpula das Américas.
Sandra Prieto, educadora popular da Rede de Educadores Populares de Cuba, pertencente ao Centro Memorial Martin Luther King, em Havana, assinalou que "essa não é a sociedade civil cubana, é uma lástima que eles a representem lá dentro, quando os cubanos que estão construindo a sociedade”, por sua vez, não podem compartilhar no Foro seus aportes sociais, suas práticas porque não os deixaram entrar, situação que também apresentaram grupos venezuelanos.
Ademais, manifestaram sua solidariedade com o povo panamenho e a defesa da sua dignidade, tendo em vista que dentro do Foro se encontrava Guillermo Fariña, amigo confesso de Luis Posada Carriles. Este é um cubano, nacionalizado venezuelano, ex-agente da CIA, declarado terrorista pelo governo cubano e pelo governo da Venezuela. É acusado de ser o mentor do atentado ao vôo 455, da Cubana de Aviação, em 1976.
Outro dos cenários foi quando distintas organizações do movimento social panamenho se concentraram no Parque Urracá, onde realizaram a mobilização pela dignidade e soberania do Abya Yala [Continente Americano], exigindo o reconhecimento e reparação dos Estados Unidos como responsável pela invasão ao Panamá em 20 de dezembro de 1989 e a limpeza dos antigos polígonos militares dos EUA contaminados com material bélico; a libertação do preso político portorriquenho Óscar López, que está há 34 anos em uma prisión estadunidense por defender a independência de Porto Rico; e a defesa do direito à autodeterminação dos povos contra a intervenção dos Estados Unidos em assuntos internos dos povos do Abya Yala.
Uma grande quantidade de unidades policiais cercaram o grupo que formava a concentração pela dignidade e soberania do Abya Yala, desde antes de que fosse iniciado o ato.
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| Movimentos protestam pela soberania da América Latina durante Foro da Sociedade Civil. |
Frente às diferenças entre os dois grupos concentrados no Parque, se chegou a um acordo com o chefe da polícia, para que ambos permanecessem no lugar, cada um em um extremo; no entanto, isso foi descumprido quando o chefe da polícia mudou sua postura e indicou que a concentração venezuelana ficaria até as 8h da noite e que os panamenhos poderiam ficar. Ao perguntar as razões, foi respondido que eles tinham uma carta, que nunca foi mostrada, na qual contavam com a autorização da Prefeitura do Panamá e da diplomacia.
Rafael Benavides, membro do Movimento Independente de Refundação Nacional (Miren), manifestou que "em vista de que os meios locais não quiseram filmar apesar de chamá-los para fazer a denúncia, se recorreu ao bloqueio de rua para que os veículos pudessem vir e, como consequência, houve um universitário deteido, o qual reprimiram, jogaram nele um líquido desconhecido, spray de pimenta no rosto e o levaram preso”.
6 de abr. de 2015
MAIS DE OITO MILHÕES DE ASSINATURAS PELA VENEZUELA
A campanha de abaixo-assinados pedindo a
revogação do decreto do governo dos Estados Unidos dirigido à Venezuela
alcançou mais de oito milhões, informou o presidente Nicolás Maduro.
Através de uma mensagem em sua conta no
twitter, o mandatário venezuelano agradeceu o apoio recebido pela Venezuela e
em diversas partes do mundo na estratégia apresentada por seu governo contra a
ordem executiva do presidente Barack Obama que classificou a nação sul americana
de ameaça.
A campanha “ Venezuela não é uma ameaça, somos esperança” tem por objetivo conseguir 10 milhões de
assinaturas que serão entregues a Obama no VII Cumbre de las Américas que
acontecerá esta semana no Panamá. A iniciativa, que tem por lema : “Obama, revoga o decreto já” tem circulado nas redes sociais.
Em 9 de março Obama anunciou a
implementação de novas sanções contra sete funcionários venezuelanos e declarou
uma situação de “emergência nacional”
diante do “risco extraordinário” que representaria aquele país para a segurança
dos EUA.
4 de abr. de 2015
#FIMDOBLOQUEIO
CUBA FREOU O AVANÇO DO EBOLA NA ÁFRICA
Do Diário Liberdade
Após seis meses, 202 dos 256 trabalhadores da saúde cubanos que combateram o vírus do ebola na África Ocidental voltaram para seu país natal (foto), como heróis. Porém, os meios de comunicação internacionais, controlados pelo grande capital, censuram e se calam sobre a grande ajuda humanitária prestada por esses profissionais aos povos da Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais infectados pela epidemia.
Em programa da emissora Cubainformación, jornalistas analisaram o papel dos médicos cubanos no combate ao ebola e o silêncio da mídia capitalista a esserespeito.
"Cuba freou o avanço do ebola na África Ocidental", afirmaram, destacando que o governo cubano foi o primeiro a atender o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), de impedir a disseminação da doença nos países da África e do mundo.
Em programa da emissora Cubainformación
"Cuba freou o avanço do ebola na África Ocidental"
Entidades internacionais homenagearam os profissionais cubanos por sua dedicação em ajudar as pessoas dos países afetados, como os Médicos Sem Fronteiras e o presidente de Serra Leoa, que reconheceram o papel de Cuba na luta contra o ebola, conforme recordaram os analistas.
Por sua vez, o ensaísta e jornalista Enrique Ubieta Gómez, em um artigo no jornal Granma, recordou que o ministro de Relações Exteriores da Libéria também reconheceu o importante papel desempenhado por esses trabalhadores humanitários. "Para os médicos cubanos, não importava o risco: vieram do outro lado do oceano para nos ajudar como irmãos."
Para Gómez, a ajuda médica cubana na África Ocidental é "uma das práticas solidárias mais exemplares de nosso tempo".
No final de janeiro deste ano, o número de casos semanais nos três principais países afetados caiu para menos de 100. Em setembro do ano passado, foram registrados cerca de mil casos de ebola, o que mostra uma diminuição nos casos. Porém, a ONU afirma que o vírus continua a representar uma "ameaça à vida e ao futuro das crianças, das famílias e comunidades" nos três países africanos mais atingidos.
Desde janeiro de 2014, aproximadamente 10 mil pessoas morreram por causa da doença, segundo a ONU.
Fonte: http://ousarlutar.blogspot.com.br/2015/04/cuba-freou-o-avanco-do-ebola-na-africa.html
"Após seis meses, 202 dos 256 trabalhadores da saúde cubanos que combateram o vírus do ebola na África Ocidental voltaram para seu país natal (foto), como heróis. Porém, os meios de comunicação internacionais, controlados pelo grande capital, censuram e se calam sobre a grande ajuda humanitária prestada por esses profissionais aos povos da Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais infectados pela epidemia"
1 de abr. de 2015
#FIMDOBLOQUEIO MAIS MÉDICOS !!
Edição do dia 31/03/2015
31/03/2015 23h22 - Atualizado em 31/03/2015 23h30
Médicos estrangeiros melhoram a vida de pequenas cidades pelo Brasil
Falta de remédios e especialistas ainda é problema em muitos municípios.
Em algumas cidades, o número de médicos brasileiros caiu com o programa.

O Profissão Repórter esteve em cinco estados para saber como estão trabalhando e vivendo os primeiros médicos estrangeiros que aderiram aos programa Mais Médicos. Acompanhamos a recepção em 2013 e o dia a dia de trabalho um ano e meio depois.
Bahia
Em Serra do Ramalho, na Bahia, a prefeitura não economizou na propaganda quando os três primeiros médicos chegaram. Hoje são oito.
Os médicos do programa recebem uma bolsa de R$ 10 mil. No caso dos cubanos, o dinheiro é pago ao governo de Cuba, que repassa R$ 3 mil aos profissionais de saúde. A cidade de Serra do Ramalho nunca havia tido um médico residente, os cubanos foram os primeiros.
Em 2012, só 38% do município tinha cobertura do programa Saúde da Família. Hoje os médicos atendem 98% da população, mas alguns problemas continuam. A falta de medicamentos prejudica aqueles que precisam de tratamento.
Desde que os médicos chegaram à Serra do Ramalho, a mortalidade infantil caiu 56%. Com as visitas domiciliares, eles avaliam os fatores de risco e orientam melhor os pacientes, até mesmo sobre amamentação.
Amazonas
Em Manaus, o médico espanhol chegado em 2013 está totalmente integrado à comunidade. No espaço cedido por uma igreja, ele dá palestras para as mulheres sobre câncer de mama. Mais de 800 famílias ocuparam um grande terreno ao lado da UBS onde o espanhol atende. Em pouco mais de um ano, o número de pacientes dobrou. Oitenta crianças nasceram desde que o médico chegou à comunidade.
Pará
O programa Mais Médicos já chegou a 73% dos municípios. Hoje a cidade de Cametá, com 120 mil habitantes, vai receber a primeira médica brasileira. O município fica a mais de seis horas de viagem por terra e água saindo de Belém.
A médica Taísa Neville foi criada em Belém e estudou medicina na universidade estadual do Pará. “A expectativa é grande. Estou bastante ansiosa assim de estar conhecendo minha nova família. Porque a comunidade vai ser a minha nova família a partir de agora”. No primeiro dia de trabalho, Taísa atendeu 20 pacientes.
Este ano, os brasileiros vão ocupar 85% das vagas do Mais Médicos. Em 2013, eram 10%. Uma novidade do programa é oferecer como benefício um bônus de 10% na prova que dá acesso à residência médica. Isso atraiu mais profissionais.
O Pará é o estado que enfrenta mais dificuldades para preencher as vagas do programa Mais Médicos. O município de Limoeiro do Ajuru ainda não conseguiu nenhum dos quatro médicos que queria contratar. Parte dos 20 mil moradores da cidade moram em ilhas isoladas.

Rio Grande do Sul
Em 2013, Eurizandra deixou a família em Lisboa para participar do programa Mais Médicos no brasil. Há um ano e meio morando no interior do Rio Grande do Sul, quase na fronteira com o Uruguai, Eurizandra só encontrou a família duas vezes. “Muita saudade, mas eu tive oportunidade de viajar e eles também vieram aqui. Não gostaram e voltaram”. O contrato da médica é de três anos.
A cidade tem 11 médicos estrangeiros. O posto de saúde do bairro recebeu três médicos de fora. “Eles são bons médicos, atendem muito bem. Nos encaminham para algum especialista, se precisa”, diz a aposentada Lamir Maragalione.
A médica Eurizandra atende 20 pacientes por dia e não tem pressa. “Tem que conversar com eles, para eles se sentirem mais á vontade. Porque se não sentir a vontade, podem não contar algumas coisas e dificultar o diagnóstico”.
São Paulo
Agudos, no interior de São Paulo, foi a primeira cidade do Brasil a aprovar um auxílio para os filhos dos médicos cubanos. O município tem sete médicos que vieram de Cuba. Hoje, três moram com os filhos.
“A ideia de criar esse incentivo por filho ao médico oriundo do programa, de R$ 550 por mês por filho, foi para que o médico se sentisse mais motivado, mais estimulado. Houve um problema para eles, vindo do governo de Cuba. Tem havido pressão sobre os médicos, que estão acuados, assustados e receosos em receber esse auxílio. Pressão para que eles enviem os filhos de volta ao país”, conta Éwerton Octaviani, prefeito de Agudos.
Pelo contrato assinado com o governo cubano, os médicos não podem levar a família para morar com eles nem aceitar o auxílio dado pela prefeitura de Agudos.
Pelo contrato assinado com o governo cubano, os médicos não podem levar a família para morar com eles nem aceitar o auxílio dado pela prefeitura de Agudos.
Na manhã desta terça-feira, o Ministério da Saúde foi informado pela prefeitura de Jandira, na Grande São Paulo, que a médica cubana Dianelis Parrada não está mais trabalhando. Segundo seu supervisor, o que motivou a partida da médica para os Estados Unidos foi a pressão do governo de Cuba para que seu filho voltasse ao país.
Quarenta médicos cubanos desistiram do programa desde 2013. Atualmente, 11.400 profissionais cubanos estão trabalhando no Brasil.
O Tribunal de Contas da União fez uma auditoria para avaliar o funcionamento do programa Mais Médicos e visitou 1.176 municípios. Em 161 cidades houve redução de médicos brasileiros após a chegada dos estrangeiros.
A cidade de Santa Bárbara do Oeste, no interior de São Paulo, perdeu 19 médicos em um ano, mesmo tendo recebido sete profissionais cubanos pelo Mais Médicos. A prefeitura do município diz que o atendimento particular é mais atrativo para os profissionais e, por isso, a rotatividade é grande. Nenhum dos médicos foi demitido do serviço público.

LINK para o programa "Profissão repórter" de 31/03/2015 :
http://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2015/03/medicos-estrangeiros-melhoram-vida-de-pequenas-cidades-pelo-brasil.html
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