10 de jul. de 2015

CRIANÇAS SAHARAUIS ESTUDAM EM ESCOLAS CONSTRUÍDAS POR CUBA E VENEZUELA.




Internacionalismo cubano

TeleSUR.- Graças à solidariedade de Cuba e Venezuela com o povo saharaui, diariamente 360 crianças que vivem em acampamentos de refugiados vão à escola. Matemática, biologia, química e natureza são algumas das matérias lecionadas por professores na escola secundária Simón Bolivar do campo de refugiados da provícia de Tinduf, construída com recursos do governo da Venezuela e assessoria de especialistas cubanos.

                                                   #FIMDOBLOQUEIO

TRANSCRIÇÃO FIEL DA ENTREVISTA QUE GERARDO HERNÁNDES CONCEDEU AO BRASIL DE FATO.

"Nós cubanos não nos afastamos nem um milímetro de nossos princípios. Os EUA que estão reconhecendo que sua política tem sido errada"


Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Gerardo Hernández, um dos “cinco heróis cubanos”, fala sobre terrorismo, a relação entre Cuba e os EUA e o embargo econômico: "não perdoaram Cuba por ter feito a primeira revolução na América". 

Por Catiana de Medeiros e Vivian Fernandes, De Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP)


Há um mês, os Estados Unidos anunciou a retirada de Cuba da lista de países que consideram terroristas. A medida foi tratada um avanço no sentido do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, rompidas em 1961, dois anos após a Revolução Cubana. Apesar disso, tal medida não põe fim ao embargo econômico que os norte-americanos impõem sobre a nação cubana. 

Passos de aproximação entre os dois países já haviam sido dados pouco tempo antes. Um dos mais marcantes foi a libertação de todos os “cinco heróis cubanos”, como são chamados em Cuba. Gerardo Hernández é um deles, sendo posto em liberdade em dezembro do ano passado. 

Gerardo esteve preso por 16 anos em um presídio norte-americano. Ele e outros quatro companheiros - Antônio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino e René González - foram presos na Flórida (EUA), em 1998. A saga dos cinco é relatada no livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, do brasileiro Fernando Morais. 

Três anos mais tarde, eles foram condenados pela Justiça estadunidense por espionagem e envolvimento no abatimento de dois aviões. No entanto, o governo cubano, reconhecendo que estes cinco homens eram agentes infiltrados em território norte-americano, afirma que tal operação, batizada de “Rede Vespa”, tinha o objetivo de repassar informações sobre as organizações terroristas anticastristas – de combate ao então presidente cubano Fidel Castro – que operavam nos Estados Unidos, organizando atentados na ilha.

Agora em liberdade, Gerardo conversou com o Brasil de Fato sobre terrorismo, a relação entre cubanos e norte-americanos e as perspectivas em relação ao fim do embargo econômico. 

Brasil de Fato: Você foi condenado por terrorismo pelos Estados Unidos. No último dia 29 de maio, os EUA decidiram retirar Cuba da lista de países considerados terroristas. De que maneira as ditas ações norte-americanas contra o que eles consideram “terrorismo” transformaram a vida no seu país? Pode dar alguns exemplos? 

Gerardo Hernández: Primeiro, manter Cuba como um país terrorista foi uma situação completamente absurda e imoral. Os Estados Unidos não têm moral para por nenhum país na lista de terroristas, enquanto em seu próprio território vivem terroristas de origem cubana que, digamos, realizaram “insurreições” [contra Cuba] que custaram a vida de muitas pessoas e seguem vivendo lá com total impunidade. Eles seguiram muitos anos com total impunidade, atuando em campos de treinamento [de ações terroristas] em território norte-americano, baixo a vista deste governo, que não aplicava suas leis a esses indivíduos. Ou seja, um país que acolhe terroristas que praticam ações contra outros países e os tratam com total impunidade, não tem nenhuma moral de fazer uma lista de países terroristas. 

Por uma parte é isso, por outra, o fato de que Cuba esteve nessa lista [de países terroristas]
afetava também ações e transações comerciais, tão simples como acessar determinados programas e sites da internet, que negava esse serviço aos acessos vindos de Cuba, porque Cuba estava nessa lista. Do ponto de vista de medidas comerciais, o simples fato de Cuba ter saído dessa lista não implica no fim do bloqueio [econômico], porque ainda se mantêm as restrições do bloqueio como tal. Mas, sim, penso que o fato de Cuba ter saído da lista é um ato de justiça que se faz. Porque, em primeiro lugar, Cuba nunca deveria ter estado nessa lista. 

Enquanto os Estados Unidos retiram Cuba da lista de países terroristas, o presidente norte-americano Barack Obama classifica a Venezuela como ameaça à segurança americana. Como você avalia a ofensiva dos EUA com relação à Venezuela? 

Parece que os Estados Unidos necessitam ter um grande inimigo na região. Parece que, não sei se o fazem por escolhas políticas internas, é da natureza do imperialismo. Obviamente eles não irão tolerar nunca que nossos povos, aqui onde eles consideram seu grande quintal, optem por uma via diferente da deles. Eles não toleram, a partir do ponto de vista deles, que “as ovelhas se separem do rebanho”. Por isso, eles não perdoaram Cuba, há mais de 50 anos, por ter feito a primeira revolução na América, e tampouco perdoam a Venezuela. 

Eu acredito que é totalmente absurdo considerar a Venezuela como uma ameaça aos EUA. A Venezuela nunca agrediu os Estados Unidos ou ninguém. Já os Estados Unidos têm uma grandíssima história de intervenções em nossa região e em outras regiões. Então, me parece um ato totalmente injusto, por isso, nós cubanos já declaramos, e eu reitero agora, nossa solidariedade absoluta com o povo da Venezuela. 

Essa reaproximação dos EUA e Cuba, em dezembro, com a libertação de vocês e outras medidas, já tem tido algum efeito na vida do povo cubano? 

Esse processo de restabelecimento das relações conduz ao que todos os cubamos esperamos, que é o fim imediato desse bloqueio ilegal e imoral com o qual, há mais de 50 anos, padecemos nós, cubanos. Então, começaríamos a ver os frutos, não? Mas não podemos falar do restabelecimento das relações plenas, mas de um ato formal e diplomático. Para falarmos do restabelecimento das relações é necessário por fim ao bloqueio, que, como eu já disse, é um ato criminoso e possivelmente único na história da humanidade, com mais de meio século, que deixa um povo submetido a medidas tão bárbaras como essas do bloqueio contra Cuba. 

Nesse sentido, penso que se vai avançando pelo caminho correto. Não podemos pecar pelo excesso de otimismo, mas tampouco podemos ser pessimistas. Esse processo que se dá com os EUA é inevitável. Se fosse depender de Cuba, nós teríamos começado faz tempo, porque nós temos conversado com os Estados Unidos sem ter renunciado a nenhum de nossos princípios. Cuba tem se mantido por muito tempo assim e estava disposta a conversar com os Estados Unidos, conquanto seja de igual para igual. Sempre preservando nossa soberania e nossa independência e é isso exatamente o que está acontecendo. Nós cubanos não nos afastamos nem um milímetro de nossos princípios. Os Estados Unidos sim que estão reconhecendo que sua política em relação ao nosso país tem sido errada. E, claro, isso acaba se convertendo em uma série de diretrizes. 

 O fim do bloqueio a Cuba é algo que você enxerga como possível em um curto prazo? E qual o caminho a percorrer para que isso aconteça?

 O fim do bloqueio, no sentido geral, é algo complicado, pois há muitas medidas contra Cuba que estão solidificadas de maneira tal que é necessário a aprovação do Congresso dos EUA para eliminá-las. Não basta que um presidente queira para que o bloqueio seja desmantelado totalmente, sem mais nem menos, como se diz. Mas, sim, penso que há medidas concretas que a administração pode ir tomando para ir desmantelando o bloqueio. Eu, ainda que gostaria de ser otimista, não penso que vá ocorrer de um dia para outro; penso que vai ser um processo gradual. Mas, sim, chegará um dia em que poderemos celebrar o fim deste ato criminoso contra Cuba.
                                                                               
                                                                                          #FIMDOBLOQUEIO

9 de jul. de 2015

ENFF - ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES, 10 ANOS NA BATALHA DE IDÉIAS!

No dia 27/06 aconteceu o Ciclo de Debates com o tema "A Revolução Cubana e a Atualidade do Socialismo", com Carmen Diniz - do Comitê de Solidariedade a Cuba.
Carmen Diniz dando início ao ciclo da debates,

















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HOMENAGEM DOS CINCO HERÓIS CUBANOS A NELSON MANDELA EM ILHA ROBBEN.

Um sinal em Inglês e Afrikaans anuncia a Ilha Robben, pedaço de terra que emergiu no mar fora da costa da Cidade do Cabo, que felizmente encerra uma história de dor da história sul-africana.
A ilha de areia seca, vento, mar calmo, algumas vezes agitado, rodeada por recifes pontiagudos e milhares de pássaros com seus sons únicos a voar, é hoje um símbolo de liberdade.
O acesso a ilha se dá através de uma embarcar que parte do Memorial Nelson Mandela, que está localizado no distrito comercial e turístico de Waterfront. São 12 quilômetros, cerca de meia hora de navegação. Suficiente para ligar o presente com a adversidade que no passado venceu o espírito humano.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González, os cinco antiterroristas cubanos, foram muito inspirados pelo espírito de resistência do preso 46664, Nelson Mandela, confinado na ilha de Robben. A luta de Mandela lhes deu forças para suportarem o isolamento em prisões estadunidenses.
Mandela foi confinado na ilha de Robben - que em Holandês significa ilha das focas, 18 dos 27 anos que o regime do apartheid o manteve em cativeiro.

Acompanhados por Ahmed Kathrada, companheiro de Mandela de idéias e de cárcere,
visitaram o local histórico que foi inaugurado como museu em 1 de janeiro de 1997 e que em 1999 foi declarado Patrimônio Mundial pela organização das Nações Unidas para educação, ciência e cultura (Unesco).
Normalmente, para os turistas, há lugares que não podem ser acessados, só olhando do lado de fora. Mas com os cinco foi diferente. Kathrada abriu a pesada porta de barretes fortes e permitiu-lhes entrar na cela de Mandela, um espaço pequeno e úmido, incapaz de imaginar.

Eles observaram com atenção as barras de ferro onde só cabem nas mãos, o cobertor no chão que serviu de cama para Mandela, e uma pequena janela. 
Cada um deles olhou, tocou as paredes e tentou trazer uma imagem quase fotográfica em sua retina. Foi um momento íntimo de reflexão. Sem perguntas, não eram necessárias.

Então, quando eles se juntaram para tirar uma foto, Fernando marcou a data: "hoje é dia 23 de junho. Em 2001, há 14 anos atrás, o comandante e chefe (Fidel Castro) disse que retornaríamos (a Cuba)"."
Já no livro de visitas Gerardo tinha escrito em nome dos Cinco: "Foi uma grande honra visitar este lugar ao lado de alguns dos bravos companheiros de Nelson Mandela".
Sem dúvida, "todos eles foram uma fonte de inspiração e força para os cinco cubanos conseguirem resistir a mais de 16 anos em cárceres estadunidenses", disse a mensagem.
Um legado - sublinhou-, que "nós cinco honraremos para o resto de nossas vidas."

(Com informações da Prensa Latina)
 
Abaixo seguem fotos da homenagem a Mandela.

















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8 de jul. de 2015

GERARDO RECEBE A BANDEIRA DO MOVIMENTO SEM TERRA.


O evento Reencontro com Cuba - 56 anos de solidariedade brasileira com a Revolução Cubana,

Carmen Diniz: Comitê Carioca de Liberdade aos Cinco
Cubanos e Solidariedade a Cuba.   
realizado na sede do Museu Nacional em Brasília, contou com a presença especial de Gerardo Hernández Nordelo , Herói da República de Cuba e reuniu 35 organizações sociais e forças políticas, entre elas a Associação de Cubanos Residentes no Distrito Federal, a Associação de Médicos Graduados no Brasil, representantes da Brigada Médica no Brasil, representantes do grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba, membros do Governo Federal e Distrital, assim como membros do corpo diplomático no Brasil e a presença especial do Ministro da Defesa Nacional do Equador, Fernando Cordero Cueva.



Gerardo Hernández Nordelo recebe a bandeira do MST das
mãos da companheira Carmen Diniz. 
Após a exibição do vídeo Bloqueio contra Cuba, realizado pelo Comitê Carioca e MST, um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foi uma das pessoas a ocupar a tribuna, onde fez a saudação a Gerardo e lhe devolveu os agradecimentos que ele havia feito aos presentes pela sua libertação: “Nós é que agradecemos a Cuba, que sempre nos inspira e que divide o que tem – e não o que lhe sobra”. Ressaltou que o MST tem um grande número de jovens filhos de assentados e acampados estudando na Ilha e que aqui em seu país não teriam chance de entrar em uma universidade; que centenas de trabalhadores rurais já foram libertados do analfabetismo graças ao método cubano de alfabetização Yo, si puedo – que aqui se chama “Sim eu posso” adotado pelo MST; que o programa “mais médicos” trouxe acesso à saúde pelas populações pobres do Brasil com ênfase nas brigadas cubanas de médicos; as atuações dos cubanos na África (ebola), Haiti, Venezuela, Bolívia, Equador, etc..e mais recentemente no Nepal.

Momentos de muita emoção, muita fraternidade
e solidariedade.
Declarou que tudo que foi feito pelo MST e Comitês pela libertação dos Cinco foi o mínimo que se fez como forma de gratidão e solidariedade a Cuba. E como prova desta gratidão, Gerardo iria receber o símbolo maior do Movimento, aquele que não se vende e só se dá a quem fez por merecer: a bandeira do Movimento Sem Terra. 
Com ela estaremos sempre unidos e ainda temos muitos combates pela frente, a começar com a luta pelo fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos EUA a Cuba.

Vencemos !! Venceremos !!! 

— em Museu Nacional da República DF
                                                                          
                                                                          #FIMDOBLOQUEIO

7 de jul. de 2015

EM BRASÍLIA ANTITERRORISTA CUBANO AGRADECE A BRASILEIROS APOIO POR SUA LIBERDADE.



Brasília – Gerardo Hernández Nordelo, um dos cinco antiterroristas cubanos, confinados por 16 anos em presídeos dos Estados Unidos, agradeceu a solidariedade das organizações brasileiras na batalha por sua libertação e de seus companheiros: “Se não fosse por todos vocês que realizaram uma intensa campanha pela libertação dos Cinco e conseguiram chamar a atenção de parlamentos, presidentes e até da sociedade, estaríamos ainda presos”, afirmou Gerardo em um ato com integrantes de grupos políticos e amigos de Cuba.

Após saudar a presença de embaixadores de países membros da Aliança Bolivariana para os povos da Nossa América (ALBA), acentuou que vários governantes, entre eles o do Equador, Rafael Correa, advogaram pela libertação dele, de Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino e René González. Recordou que a resistência deles para se manterem firmes durante 16 anos de encarceramento teve por inspiração a dignidade dos cubanos e a batalha dos movimentos de solidariedade de muitos países, inclusive nos Estados Unidos, pela sua liberdade e de seus companheiros. "Hoje vivemos uma felicidade indescritível e grandes emoções devido à hospitalidade recebida do povo da Venezuela e do Brasil", ressaltou, ao declarar que outros de seus companheiros visitaram outras nações, onde foram acolhidos com carinho.




Ao fazer referência à 22ª Convenção Brasileira de Solidariedade a Cuba realizada em Recife, disse que sentiu grande emoção ao abraçar companheiros que durante anos empreenderam ações pela liberdade dos Cinco: "Sabemos que podemos contar com vocês para seguir com esta luta pelo fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos contra a ilha e pelo fechamento e devolução do usurpado território de Guantánamo", acrescentou.

O também Herói da República de Cuba destacou que se avizinham novos tempos para o seu país, a partir do avanço das negociações com o governo norte-americano para restabelecer relações diplomáticas.Esclareceu, no entanto, que isto não significa um retrocesso, pois Cuba se mantém firme em seus princípios, em defesa de sua soberania.

A ocasião foi aproveitada, ainda, para saudar uma representação de médicos de todos os estados presentes no evento, denominado REENCONTRO COM CUBA - 56 anos de solidariedade brasileira com a Revolução Cubana.Várias personalidades entre líderes de sindicatos, de partidos políticos, deputados e de movimentos sociais fizeram intervenções para exaltar os Cinco e saudar seu regresso à Pátria. O ato contou, ainda, com a presença da embaixadora cubana, Marielena Ruiz Capote, de integrantes de grupos de amizade e representantes de forças progressistas, assim como membros do corpo diplomático cubano no país.
Fonte: Prensa Latina

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GERARDO HERNÁNDEZ RECEBE MEDALHA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL.

Recebemos, hoje, na Assembleia Legislativa, a visita da embaixadora de Cuba, Marielena Ruiz Capote, e do ativista cubano Gerardo Hernández Nordelo. Tive a oportunidade, em nome da bancada do PT, de entregar a Nordelo uma medalha, em reconhecimento à sua luta e causa. A homenagem foi realizada também em nome das bancadas do PCdoB e PTB. Destaquei, na ocasião, que a homenagem serve para que o herói seja sempre lembrado como um exemplo, principalmente para aqueles que querem um mundo mais tranquilo, de paz, justiça e igualdade. Nordelo foi preso político nos Estados Unidos por 16 anos e foi libertado em dezembro de 2014. Leia mais em http://goo.gl/wvR8Zx  




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