20 de out. de 2015

Gregório Duvivier: “Muita gente morre por causa do conservadorismo”.


#‎FIMDOBLOQUEIO‬



Por Fania Rodrigues
Do Brasil de Fato

Conhecido pelos vídeos de um canal de humor da internet e por declarações sobre a política nacional, o ator, humorista e escritor Gregório Duvivier, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, fala sobre mídia, conservadorismo e o cenário político atual.

“As pessoas acham que é mais seguro ser conservador. Mas, muita gente morre por causa do conservadorismo. Ele incentiva a homofobia, o machismo e uma série de coisas que são letais.

Duvivier afirmou acreditar na arte como um instrumento de transformação. “Um dos papéis mais importante do humor é puxar o tapete das certezas”. Nesse sentido, deixou clara sua posição em relação ao governo: “ódio ao PT é um ódio de classe. O que me incomoda não são essas pessoas estarem criticando o PT, mas sim o fato de estarem criticando pelas razões erradas”.

Confira a íntegra da entrevista.

Qual é o papel do humor e da arte no debate político da sociedade?
 O artista é parte da sociedade, mas também é um agente transformador. Um dos deveres do artista é contribuir para uma sociedade melhor. A arte é muito poderosa. Quando alguém escreve um livro está criando um mundo. Isso pode ser transformador. E um dos papéis mais importante do humor é puxar o tapete das certezas.

Você tem uma coluna na Folha de S. Paulo e faz trabalhos na Globo. Acha que é possível romper o discurso conservador da grande mídia?

É muito difícil. Em alguns meios mais que em outros. Na Globo é mais difícil que na Folha. Um programa na Globo passa por 12 pessoas [antes de ser aprovado], em geral todas de interesses conservadores. Todas as etapas são conservadoras dentro da Globo. A Folha, ainda que seja uma empresa conservadora, também abriga várias pessoas de esquerda lá dentro. Na Folha nunca fui censurado.

Em sua opinião, o conservadorismo está melhorando ou piorando?

Está piorando. No Congresso os conservadores têm uma bancada muito organizada. A sociedade sempre foi conservadora, mas antigamente não estava tão bem aparelhada. Hoje a gente tem a bancada dos BBBs: do boi, da bala e da Bíblia, que são os ruralistas, militaristas e evangélicos. Essas três bancadas estão unidas. Existe uma escalada do pensamento conservador e isso é muito perigoso.

Perigoso em que sentido?

As pessoas acham que é mais seguro ser conservador. Mas, muita gente morre por causa do conservadorismo. Ele incentiva a homofobia, o machismo e uma série de coisas que são letais. O Brasil é o país com o maior número de assassinatos do mundo. Uma das críticas que tenho ao PT é o incentivo à indústria bélica. Somos um dos maiores produtores de armas leves, como o revólver. A Primavera Árabe foi sufocada com armas brasileiras.

Você acha que a sociedade pode regredir ainda mais?

Esse perigo existe. O Brasil está virando um país mais careta. Estamos indo na contramão do mundo. Os Estados Unidos, um país que sempre foi moralmente conservador, aprovou o casamento gay e liberou o uso da maconha em alguns estados. E não tem mais gays ou maconheiros por causa disso. As coisas não deixam de existir porque são proibidas, como o aborto, que expõe a mulher ao risco de morte. Nesse caso, a mulher pobre.

Tem uma parte da classe média que odeia o PT. Qual é a razão desse ódio?

Acho que as críticas ao PT são fundadas, na maioria das vezes, na ignorância. O que me incomoda não são essas pessoas estarem criticando o PT, mas sim o fato de estarem criticando pelas razões erradas. Não estão batendo no PT por ele ser militarista, anti-ambientalista, anti-indígena. Isso a direita não diz. Vejo a direita dizendo que o Brasil vai virar Cuba. Definitivamente, se tem uma coisa que o governo Dilma não está fazendo é transformar o Brasil em Cuba. Qual é a principal crítica ao PT, é a corrupção? Até agora os maiores escândalos de corrupção não são do PT, são do Eduardo Cunha e do Renan Calheiros, os dois do PMDB, que também compôs o governo Fernando Henrique Cardoso.

E também tem a questão do ódio de classe.

O ódio ao PT é um ódio de classe. O pobre tem mais acesso a bens de consumo e a lugares que antes não tinha. Os pobres começaram a ocupar os lugares. Isso aí os ricos nunca vão tolerar, ter que conviver com pessoas pobres. Além disso, a Veja e a Globo não elegem mais o presidente da República. Olha o ódio que isso deve causar. A mídia estava acostumada a colocar e a tirar do poder quem ela quisesse. Hoje não é mais assim não.

Por que a sociedade tolera políticos como Eduardo Cunha?

As pessoas toleram aquilo que a mídia diz que é aceitável. Acabaram de descobrir uma conta do Eduardo Cunha de 5 milhões de dólares, na Suíça, e não foi capa de nenhuma revista ou jornal. Não foi capa da Veja, que está super indignada com a corrupção. Essa revelação é muito mais grave que qualquer outra coisa que já acusaram a Dilma. A indignação do povo é muito pautada. 

Por Brasil de Fato
Via MST

                                                            VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

PARA ENTENDER CUBA, SÓ CONHECENDO!! AFIRMOU O JORNALISTA CUBANO ALCIDES CARRAZZANA.

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Por Pedro Neves da Agência Jovem de Notícias
Alcides Carrazana, um cubano que está no Brasil junto à (ALBA) Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, veio na Viração bater um papo sobre Cuba e Educomunicação. Alcides é jornalista e professor de Teorias da Comunicação em seu país. Conversamos sobre estigmas da comunicação, tecnologia em Cuba, as reaberturas do país com os Estados Unidos, sobre o governo cubano e liberdade de imprensa.
Ele está no Brasil há três meses e pretende ficar até novembro do ano que vem. Alcides faz parte da comunicação da ALBA, uma plataforma de cooperação internacional baseada na ideia da integração social, política e econômica entre os países da América Latina e do Caribe.
Confira nossa conversa:

AJN: Como professor de Teorias da Comunicação, como definir essa palavra?

Alcides, por Joka Madruga/Terra Sem Malas
Alcides: A comunicação é um conceito que se define pela prática, não pela teoria. As teorias são muito baseadas na Europa e Estados Unidos, levamos esses conceitos como os certos e aí surgem variáveis, como a Educomunicação, comunicação popular, comunicação educativa. Tais conceitos se diferem nas teorias, porém, na prática, a essência é a mesma. Uma comunicação contra os princípios mais hegemônicos, conservadores e tradicionais. São essas novas vertentes que vem para mostrar que as teorias tão consagradas são, na verdade, fruto de uma comunicação popular.

AJN: E o acesso a novas tecnologias em Cuba, como funciona?

Alcides: Tudo isso que você tem aqui, nós não temos por lá. Por exemplo, internet a cabo é uma raridade. Não sabemos direito o que é Wi-fi. Lá em Cuba existem diversas limitações quando o assunto é tecnologia, principalmente na comunicação. Porém, não podemos achar que isso seja um absurdo. Vemos mundo a fora como pessoas se tornam dependentes da internet e da conectividade, tal exagero não é nem um pouco benéfico. Acho que Cuba tem muito a avançar no acesso e distribuição de tecnologia, mas o mundo precisa fazer o caminho inverso e não depender tanto dela.
AJN: O que falar da retomada das conversas com os EUA?

Alcides: Não podemos achar que essa é a solução de todos os problemas, que agora somos amigos e que o dinheiro norte americano é super bem vindo. Não podemos esquecer que foram mais de 50 anos de luta, somos um exemplo para o mundo, os EUA não penetraram em Cuba. Acontece que eles finalmente entenderam isso, sua política com nós falhou. Precisamos ficar muito espertos, pois o mínimo erro pode ser muito prejudicial a Cuba, precisa ficar bem claro que eles não querem ser nossos amigos. O modelo de democracia norte americana não é o que Cuba quer.
AJN: Cuba vive em uma ditadura? Como funciona a liberdade de imprensa e expressão por lá?

Alcides: A questão é que muitos jovens em Cuba não viram o capitalismo, não sabem o que foram todas as revoluções que passamos. Depois dos anos 90 o país foi isolado e tivemos que aprender a sobreviver com 20% da nossa capacidade. O termo ditadura é muito forte, ninguém é sequestrado, reprimido e torturado em Cuba. Para entender o país só conhecendo. A liberdade de expressão ainda é muito limitada e precisa mudar. Mas nos últimos anos, desde que Raul Castro assumiu o poder, o país anda avançando muito na questão da democracia. A liberdade de imprensa é um eufemismo, não existe em nenhum lugar do mundo, existe a liberdade da empresa.





                                                                        VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

10 de out. de 2015

SEREMOS COMO CHE !!!


Como homenagem ao Comandante Ernesto Guevara, a cada 8 de outubro crianças cubanas utilizam o lenço azul que as identifica como Pioneiras Moncadistas. Nessa quinta-feira, os pequenos moncadistas da escola primaria Farabundo Martí de Ciego de Ávila, acrescentaram pela primeira vez aos seus uniformes o lenço azul.





















Foto: Osvaldo Gutierrez Gomez / AIN




                                                                    VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

HASTA SIEMPRE COMANDANTE !! 48 ANOS DA MORTE DO COMANDANTE ERNESTO CHE GUEVARA.

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Hasta siempre comandante Che Guevara
Carlos Puebla

Aprendimos a quererte
Desde la histórica altura
Donde el sol de tu bravura
Le puso un cerco a la muerte.

Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu mano gloriosa y fuerte
Sobre la historia dispara
Cuando todo santa clara
Se despierta para verte.

Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Vienes quemando la brisa
Con soles de primavera
Para plantar la bandera
Con la luz de tu sonrisa.

Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Tu amor revolucionario
Te conduce a nueva empresa
Donde esperan la firmeza
De tu brazo libertario.

Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Seguiremos adelante
Como junto a ti seguimos
Y con Fidel te decimos:
Hasta siempre comandante.

Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


                                                                

                                          VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!      

6 de out. de 2015

CUBA SINTETIZA O ANSEIO DE SOBERANIA DA AMÉRICA LATINA.

 

  Darío Pignotti, enviado especial a Havana:

A hostilidade econômica e as sabotagens armadas não fizeram os cubanos se curvarem, ou repensarem seu vigor latino-americanista.

Darío Pignotti, enviado especial a Havana:
Quando Francisco, um papa que toma mate e fala sobre o “Che”, visitou Fidel Castro há duas semanas, e conversou com o único líder que protagonizou vários dos momentos mais intensos da região durante a segunda metade do Século XX, a América Latina viveu um desses acontecimentos destinados a entrar para a História. O encontro de Fidel com o papa Jorge Bergoglio, no contexto da reaproximação entre Havana e Washington, foi um episódio comparável com a Cúpula das Américas de 2005, quando Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez e Néstor Kirchner acabaram com a utopia regressiva da ALCA, a proposta de George W. Bush e seus capangas, o mexicano Vicente Fox e o colombiano Álvaro Uribe.

Ambos os acontecimentos indicam o fracasso das políticas hemisféricas da Casa Branca e mostram, na prática, o potencial político de uma região com os anseios se soberania não alcançados. Épica e complexa, a Revolução Cubana pode ser vista por diferentes ângulos, como o da construção de um sistema político original, e imperfeito, baseado no poder popular. Ou desde a perspectiva das mudanças estruturais, como a nacionalização dos bens de produção ou as políticas que garantiram direitos educativos e sanitários para toda a população.

Mas o aspecto mais interessantes para a análise é o de compreender a Revolução a partir de sua identidade nacional e latino-americana.

América Latina
 

Desde os Anos 60, a soberania intransigente da ilha foi castigada pelos Estados Unidos, inclusive antes de o bloqueio ser formalizado, durante o governo de John Kennedy, em 1962.

Um memorando de 1960, desclassificado nos Anos 90, indica a estratégia de atacar a população para minar a adesão ao governo.

“A maioria dos cubanos apoia Castro, não existe oposição política efetiva, a única forma de reunir o apoio necessário é através do desencanto surgido das dificuldades econômicas da população, para conseguir esse objetivo, deve-se usar qualquer meio”, recomenda o texto apresentado por Dwigth Eisenhower.

Desde então, a estratégia de “contenção do comunismo” e a luta dentro das “fronteiras ideológicas”, ditada por Washington contra o hemisfério foi justificada pelo argumento de evitar que surgissem outras Cubas na América Latina. Esse fantasma foi invocado pelos generais que derrubaram João Goulart no Brasil em 1964, e Salvador Allende, em 1973, um ano depois que de Fidel se hospedar no país durante quase um mês.

Cuba, o modelo de socialismo tipicamente latino-americano, como definiu o herói Ramón Labañino Salazar em entrevista à Carta Maior, foi um tema onipresente no debate latino-americano dos Anos 60 e 70.

O pretexto da Guerra Fria e o combate ideológico caíram junto com o Muro de Berlim, em 1989. Mas, em vez disso atenuar o bloqueio, o tornou mais feroz, através das leis Torricelli, de 1992, no governo republicano de George Bush, e a lei Helms Burton, de 1996, promulgada pelo democrata Bill Clinton. A hostilidade norte-americana era uma política de Estado, independente do partido que governava.

Washington e (principalmente) a ultradireita de Miami estavam eufóricos, imaginando que o colapso da Revolução era iminente, assim como a restauração de um regime neocolonial, no mesmo estilo do que imperava durante a ditadura de Fulgêncio Batista, época em que os mafiosos ítalo-americanos controlavam hotéis e cabarés na capital cubana.

Posteriormente, nos Anos 90 os ataques terroristas e a guerra desinformativa, orquestradas na Flórida com o aparato de propaganda centrado no Miami Herald, se fizeram mais agressivas.

Um jornalista desse diário, Andres Hoppenheimer, chegou a publicar, com ar profético, um livro que se transformou em um grande “faz me rir”, devido ao título “A última hora de Castro”. Em setembro deste ano, o mesmo colunista do Herald e da CNN criticou Francisco por ter cumprimentado Fidel.

A hostilidade econômica e as sabotagens armadas não fizeram os cubanos se curvarem, ou repensarem seu vigor latino-americanista.

Em 1990, Fidel e Lula criaram o Foro de São Paulo para rebater os cantos da sereia sobre o fim das ideologias e da esquerda.

Visionário, Fidel Castro foi pessoalmente até o aeroporto da capital cubana, em dezembro de 1994, para receber o então ainda coronel Hugo Chávez, recém saído da prisão após liderar um levante contra o governo neoliberal de Carlos Andrés Pérez, o presidente venezuelano que protagonizou a ofensiva privatizadora em seu país, assim como Fernando Henrique Cardoso no Brasil, Carlos Menem na Argentina e Carlos Salinas no México.

CELAC

 Na primeira década do Século XXI, a diplomacia subserviente acabou, graças à guinada dada pelo Mercosul reinventado por Lula e Kirchner, e também pela criação da Unasul. Para os governos progressistas, acabar com o isolamento cubano e revogar a expulsão do país – medida adotada nos Anos 60 – foi uma das prioridades.

Um passo decisivo para isso dado por Lula, em 2008, quando organizou um encontro de presidentes latino-americanos, com a presença de Raúl Castro, numa cúpula na qual foi criada a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC), uma espécie de OEA, mas sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá.

A construção do Porto de Mariel, com financiamento do BNDES e inaugurado em 2014 pela presidenta Dilma, foi outro movimento brasileiro contra o isolamento de Cuba. Certamente, Washington não aprovou a aproximação concreta entre Brasília e Havana.

Um ano depois, Dilma e vários colegas latino-americanos anunciaram que não participariam novamente da Cúpula das Américas se os Estados Unidos deixassem de fora o líder cubano Raúl Castro – encontro que finalmente aconteceu na cúpula de abril deste ano, no Panamá.

Batinas e carros cor-de-rosa

Neste especial da Carta Maior, reunimos artigos sobre Cuba, o acolhimento dado por esse país ao papa, durante uma turnê de 5 dias, cuja repercussão derivarão, possivelmente, em mudanças nos rumos do continente.

Essa seleção de artigos traz crônicas, como a que descreve a luta cotidiana contra o bloqueio contada pelo taxista David Hernández, dono de um Ford Victoria, ano 1953, oito cilindros, pintado de um rosa radical, com o qual nos leva desde o Hotel Nacional até o bairro da Havana Velha.

Também mostramos a entrevista com o ex-agente Ramón Albañino Salazar enviado à Flórida para desarticular os grupos terroristas que atacavam Cuba, preso pelo FBI em 1998, após ser condenado por uma juíza de Miami, ele permaneceu preso durante 16 anos nas cadeias norte-americanas, até ser liberado, no dia 17 de dezembro de 2014, quando Raúl e Obama anunciaram o restabelecimento das relações.

Também publicamos uma análise sobre a terceira viagem de um chefe de Estado do Vaticano em Cuba.

Francisco celebrou uma missa na Praça da Revolução, conversou reservadamente com Raúl e foi até a casa do próprio, defender a ideia de uma “reconciliação” e da “amizade” entre os cubanos.

Bergoglio não repetiu o comportamento de João Paulo II, em 1998, com suas lições incendiárias, resultado de um equívoco essencial.

O papa polaco Karol Wojtyla confundiu Cuba com o leste europeu, e acreditou que a Revolução Cubana poderia implodir no início dos Anos 90 … como aconteceu com a União Soviética e seus países satélites no final os Anos 80.

Tradução: Victor Farinelli

  Por: Carta Maior
 
                                             VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

RAFAEL CORREA SE REUNE COM OS CINCO HERÓIS CUBANOS.

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Photo: Presidencia de Ecuador

Correa reúne-se com Heróis cubanos de visita no Equador


QUITO.— O presidente do Equador, Rafael Correa, reuniu-se em 1º de outubro com os Cinco lutadores antiterroristas que cumpriram longas condenações em cárceres estadunidenses, e com o coronel Orlando Cardoso, quem esteve confinado em um cárcere somaliano durante quase 11 anos.
“Que sorte ter vocês aqui, os esperávamos há muito tempo!”, expressou o presidente a Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, René González, Ramón Labañino e Fernando González, conhecidos internacionalmente como os Cinco, e ao militar cubano, ao recebê-los em seu gabinete.
Após dar um abraço a cada um deles e a suas esposas, Correa agradeceu aos heróis cubanos em nome da Pátria Grande pelo exemplo de dignidade e de patriotismo que deram durante os anos de prisão.
A esse respeito, lembrou que os Cinco cumpriram injustas penas de cárcere após terem sido condenados em um julgamento sem garantias nem respeito ao devido processo.
Correa, quem foi dos primeiros presidentes do mundo a exigir a libertação dos lutadores antiterroristas cubanos, reiterou aos seus convidados o carinho e admiração que disse sentir pelo povo da Ilha caribenha, e por seus dirigentes.
“Eu jamais teria imaginado, quando era jovem, que acabaria sendo amigo de Fidel”, comentou o líder equatoriano durante o fraternal encontro que se estendeu durante mais de uma hora.
Em agradecimento, os heróis cubanos entregaram ao presidente vários presentes, entre eles um quadro do líder da Revolução Cubana pintado por Antonio na prisão.
Ramón colocou na lapela do presidente o selo que se converteu em símbolo da luta por sua liberdade, enquanto Gerardo e Cardoso lhe entregaram vários livros.
“Saiba, senhor presidente que aqui tem seis soldados dispostos a defender a Revolução Cidadã”, expressou Antonio.
No encontro participou também o chanceler Ricardo Patiño, quem em declarações à Prensa Latina ressaltou o privilégio que representa ter de visita aos seis heróis cubanos no Equador.
“É um enorme privilégio ter aqui pessoas que sacrificaram suas vidas por defender, não só a Cuba, mas também aos Estados Unidos do terrorismo”, afirmou.
Os Cinco foram presos em setembro de 1998, em Miami, onde se dedicavam a monitorizar as organizações terroristas anticubanas com sede no sul da Flórida, e depois foram condenados a longas penas de cárcere em um julgamento efetuado em meio de um ambiente politizado.
René e Fernando saíram em liberdade em 2013 e 2014, respectivamente, após cumprirem suas sentenças, enquanto Gerardo, Ramón e Antonio foram liberados em 17 de dezembro passado, como parte das negociações entre Cuba e os Estados Unidos que depois permitiram o início do processo de restabelecimento das relações bilaterais.
Cardoso esteve retido em uma prisão somaliana durante quase 11 anos depois de ser apreendido quando combatia como internacionalista na Etiópia, nos anos 70 do século passado.
Os seis heróis cubanos chegaram ao Equador, em 24 de setembro, convidados pelo presidente Correa, e desde então cumpriram uma agenda que incluiu encontros com autoridades locais e membros dos grupos de solidariedade com a Ilha caribenha.
Também têm previsto visitar a Amazônia para constatar o dano ambiental que provocou a transnacional petroleira estadunidense Chevron, antes de continuar viagem para a Bolívia no domingo próximo.

Por:

DIA 27 DE OUTUBRO NA ONU OCORRERÁ A VOTAÇÃO DA RESOLUÇÃO QUE PÕE FIM AO BLOQUEIO IMPOSTO A CUBA PELOS ESTADOS UNIDOS.


Dia 27 de outubro será mais uma vez votada a Resolução que propõe o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos EUA contra Cuba há mais de cinquenta anos. Este ano, frente a pressões internacionais, declarações do próprio presidente Obama e do Papa Francisco, há uma possibilidade dos EUA se absterem na votação. Não custa também participarmos dessa pressão contra um bloqueio que jamais deveria ter existido, basta aderir por aqui:

noalbloqueoacuba@gmail.com 

Leia a Carta que o Comitê Internacional enviou com essa finalidade:

Pronunciamento da Rede em Defesa da Humanidade – Cuba :
O BLOQUEIO A CUBA DEVE CESSAR

Em 17 de dezembro de 2014, com o anúncio paralelo dos presidentes de Cuba e EUA da decisão de restabelecer relações diplomáticas se deu o primeiro passo no longo e complexo processo para a normalização dos vínculos entre os dois países. Barack Obama tornou pública sua intenção de adotar medidas destinadas a modificar a aplicação de alguns aspectos do bloqueio e de solicitar ao Congresso dos EUA seu levantamento. No entanto, esta política genocida segue intacta. 

O Ministro das Relações Exteriores de Cuba Bruno Rodríguez Parrilla declarou em sua intervenção do dia 16 de setembro de 2015 que em que pese ter entrado em vigor algumas emendas nas regulamentações dos Departamentos do Tesouro e Comércio, elas resultam absolutamente insuficientes, não somente pela magnitude e pelo alcance das proibições e sanções que estabelece o bloqueio como também em comparação com tudo que se pode conseguir se o Presidente Obama fizer uso das faculdades executivas que possui.

É necessário denunciar que após o 17 de dezembro de 2014 se manteve o recrudescimento do bloqueio, o que se evidencia na imposição de multas milionárias contra bancos e outras instituições perseguidas pelas transações financeiras internacionais cubanas. Cuba está impedida de exportar e importar livremente produtos e serviços dos EUA, não pode utilizar o dólar estadunidense em sua atividade comercial nem ter contas nessa moeda em bancos de terceiros países. Tampouco se permite seu acesso a créditos bancários nos EUA, de suas filiais em terceiros países e das instituições financeiras internacionais.

Estas medidas, junto a outras vigentes, continuam causando graves prejuízos à economia cubana, limitam o direito ao desenvolvimento de nosso país e causam privações diretas que influem na saúde e no nível de vida da população.

Cuba apresentará à Assembleia Geral das Nações Unidas, como tem feito ano após ano, a Resolução “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. Uma vez mais a comunidade internacional se pronunciará a respeito desta política cruel e imoral. No informe que será divulgado é feita uma análise da legislação do Congresso e das disposições administrativas que estabelecem a política do bloqueio: as medidas executivas adotadas pelo presidente Barack Obama e suas limitações; as prerrogativas executivas a que o presidente pode recorrer para modificar e esvaziar de conteúdo a implementação desta política e que aspectos exigem ação do Congresso para sua eliminação ou modificação; exemplos concretos das sanções aplicadas após o 17 de dezembro de 2014 e o custo dos danos produzidos; uma extensa análise de sua aplicação extraterritorial; assim como a condenação da política do bloqueio tanto dentro dos EUA como no resto do mundo.

Avaliamos que neste novo cenário em que ambos os países se propõem a dialogar a fim de normalizar suas relações, resta inconcebível a manutenção desta política que viola os princípios do Direito Internacional, que em 23 ocasiões tem sido condenada pela maioria absoluta dos países membros das Nações Unidas. Solicitamos ao presidente dos EUA que seja consequente com suas declarações e faça uso de suas amplas prerrogativas executivas para iniciar, verdadeiramente, uma nova etapa das relações entre nossos dois países.

O bloqueio contra Cuba nunca deveria ter existido e deve cessar de uma vez por todas. A solidariedade não pode se desmobilizar. Devemos continuar a luta contra o cerco que tem asfixiado o povo cubano durante mais de cinco décadas.

Convocamos todas as nossas companheiras e companheiros no mundo a se pronunciar aderindo a esta mensagem e a redobrar a luta contra o bloqueio em qualquer de suas modalidades.

Email para adesões : noalbloqueoacuba@gmail.com

¡Hasta la victoria siempre!
 
Red En Defensa de la Humanidad-Cuba

Septiembre de 2015

                                                                   VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!