16 de nov. de 2015

GUANTÁNAMO... ATÉ QUANDO?


WASHINGTON — O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira um projeto de lei de política anual militar que impede a transferência de presos no centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, aos Estados Unidos. A Casa Branca afirmou que o presidente Barack Obama deve ratificar a decisão, apesar do atraso que causaria no fechamento da prisão, medida que o presidente queria tomar antes de sair do cargo.

Com 91 votos favoráveis e três contra, a medida aprovada autoriza o gasto de US$ 607 bilhões para o Departamento de Defesa no ano que vem e inclui US$ 5 bilhões em cortes excluídos da versão vetada anteriormente por Obama. O presidente negou a anterior porque diminuía os cortes em gasto militar sem afrouxar restrições nas despesas domésticas.

O projeto, que foi revisado para caber em um orçamento de dois anos que Obama assinou na semana passada, foi aprovado com facilidade na Câmara Baixa do Congresso, por 370 votos a favor e 58 contra. A votação para o Ato de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) representou um golpe contra a vontade do presidente de fechar a prisão antes de sair do cargo em 2017.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, afirmou que há pontos muito importantes no projeto de lei para ser vetado novamente.

— Eu esperaria que o presidente assinasse o NDAA quando chegar à sua mesa — declarou em coletiva de imprensa. — Isso certamente não reflete mudança na nossa posição, ou na intensidade de nossa posição, sobre a necessidade de fechar a prisão de Guantánamo.

Junto com a extensão do impedimento da transferência dos presidiários em Guantánamo aos Estados Unidos, o projeto impõe novas restrições a transferências para outros países, como Líbia, Síria, Iêmen e Somália.

Até mesmo legisladores que querem fechar a prisão, como o senador republicano John McCain, se mostraram frustrados que Obama, na Presidência desde 2009, ainda não tenha enviado um plano para o Congresso para tanto. O chefe de Estado deve apresentar uma estratégia esta semana, segundo a Reuters.

Para parte dos republicanos, Guantanamo é essencial para a prender de militantes estrangeiros suspeitos. No entanto, Obama e legisladores a favor, principalmente democratas veem a prisão como símbolo prejudicial de abuso e detenção sem culpa.

POR O GLOBO E COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

                                                               VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

FOTOS DE TURISMO EM CUBA.


#‎FIMDOBLOQUEIO‬

1 - Jardins de la Reina é um arquipélago formado por cerca de 250 ilhas virgens e alguns cabos e ilhotas que no total somam 661 localizadas a 50 milhas náuticas da costa sul das províncias de Ciego de Ávila e Camaguey na ilha de Cuba. 

O fundo do mar do Parque Nacional ali localizado é um dos mais conservados e protegidos, sendo a pesca esportiva e o mergulho as atividades mais realizadas. 


2 - Varadero
Também conhecida como a praia azul, é a praia mais bela de Cuba e uma das mais famosas de todo o mundo.

Adquiriu celebridade e popularidade por estar localizada em um país tropical que durante todo o ano mantém-se uma temperatura calorosas propícia para usufruto da praia, pelo mar que a rodeia de água cristalina sem poluição, por a sua areia fina e abundante em todo o litoral e pela sua infra-estrutura hoteleira e condições ideais para o turismo.
    
 

                                                               
3 - Ponte Bacunayagua
Na cidade de Massacres, cidade situada na costa norte de Cuba, a uns 90 km ao norte de Havana, encontra-se Bacunayagua Bridge ou o ponte de Bacunayagua, considerada como uma das sete maravilhas da arquitetura cubana, inaugurada durante o primeiro ano da revolução e até o momento é o mais alto e mais longo da ilha.


4 - Cavernas de Bellamar
Estão localizadas na província cubana de Massacres. Estas cavernas são um grande atrativo turístico desta província, situada a 100 quilômetros a leste da cidade de Havana. Foram descobertas há mais de 140 anos atrás e estão abertas ao público a maior parte do tempo. São famosas por suas formações muito especiais e por restos marinhos encontrados, que se estima ultrapassam os 25 milhões de anos.


5 - O Cristo de Havana
O Cristo de Havana é uma grande escultura que representa Jesus de Nazaré, de 20 metros de altura construída em mármore de Carrara. O seu peso aproximado é de cerca de 320 toneladas. A estátua é composta por 67 peças que foram trazidas da Itália, já que foi esculpido em Roma e ali abençoado pelo Papa Pio XII. Encontra-se a 51 metros sobre o nível do mar, o que permite aos
ser vista
de muitos pontos da cidade.


 6 - Capitólio de Havana
Em Havana velha se encontra o capitólio, edifício construído no princípios do século XX, é considerado um dos seis palácios de maior relevância a nível mundial. É uma obra quase perfeita da Engenharia. A sua beleza, majestosidade e história atraem milhares de turistas.


7 - Catedral
Localizada ao lado da 
Plaza de Armas na cidade de Havana, a catedral, juntamente com outros edifícios formam o conjunto arquitetônico mais interessante da cidade. A Catedral, construída em 1788 dedicada à virgem, conta com três naves e oito capelas laterais. A fachada surpreende pela sua cor escura, que se destaca do resto da praça como um registro em preto e branco.


8 - A Bodeguita do Meio
O Templo do mojito cubano, o pequeno bar em Havana a Bodeguita do Meio continua a ser uma visita essencial para milhões de turistas, que vêm a descobrir a guarida favorita do escritor americano Ernest Hemingway.

  
9 - El Muero
Atravessando a baía, mas ainda na área geográfica de Havana velha, se encontra o parque Histórico Militar Muero-Gado,
que consiste no Castillo de los Tres Reyes del Morro (1630) e da fortaleza de San Carlos de la Cabana de 1774, Em seu tempo, o complexo de fortalezas foi o mais formidável da América e cuja missão, obviamente, era a proteger  Havana da frota espanhola.
O Parque Morro Cabaña todo ano é a sede da Feira de Livros. Museus, restaurantes e bares completam seu turismo.


10 -  Ilhota Santa Maria A ilhota Santa Maria, juntamente com a ilhota as bruxas e a ilhota Ensenachos, fazem parte de um grupo de  pequenas ilhas conhecidas como Cayos da Ferradura que contém mais de 500 pequenas ilhas que distinguem pelo norte com A segunda barreira de coral maior do mundo e, localizados ao largo da Costa Norte da província de Villa Clara na parte central do país. Estas ilhotas têm sido um destino turístico muito visitado.


11 - Cienfuegos
A Pérola do Sul
Ao lado de uma das melhores baías do mundo, por suas dimensões, silêncio e segurança, esta cidade é considerada uma joia arquitetônica de grande influência francesa.


12 - Vinales
O vale de Viñales está localizado na província mais ocidental da ilha de Cuba, chamada Pinar do Rio, onde se cultiva o melhor tabaco do mundo. Conta com inigualáveis encantos naturais que se alternam entre montanhas,elevações, rios e planícies. Um dos grandes atrativos é o Mural da
Pré-história, localizado no vale Duas Irmãs, colorido sobre uma pedra na encosta perpendicular da elevação chamada Pita e mostra a evolução da vida em sentido natural com o processo natural do homem e os Animais da Serra dos órgãos.

  
13 - Trindade
Uma das cidades mais belas de Cuba, Trindade é considerada pela UNESCO patrimônio da humanidade desde 1988. É uma joia colonial, conservada com cuidado pelos os cubanos,  que  sentem muito orgulho da cidade. Cidade próspera que mantém o seu aspecto primário, cheia de encanto e carregada de história. Os turistas são sempre muito bem recebidos  e assim com suas compras colaboram na economia local.
 


14 - Soroa

Villa Soroa, lugar forte do turismo de natureza, localiza-se na zona oeste da reserva da biosfera serra do Rosário, a 80 quilômetros de Havana, rodeada de uma bela vegetação. Ideal para os amantes da natureza, o lugar é conhecido por um belo salto de água de 21 metros e o maior jardim de orquídeas de Cuba. Caminhadas a cavalo e diversas modalidades de caminhada, com o acompanhamento de pessoal especializado, figuram na ampla oferta de Soroa, a qual inclui passeios por ruínas do café francesas do século XIX, o rio Bayate e a comunidade camponesa Brujito-La Comadre



15 - Cascadas o Nicho
Na Serra de Trindade se encontram as Cascadas o Nicho, mais precisamente no Parque o Nicho, na província cubana de Cienfuegos localizada na parte central da ilha. O Nicho é um parque ideal para os amantes do ecoturismo, seu acesso se dá pela Cordilheira de Guamuaya e atravessa o Vale de Yaguanabo, ao sul de Trindade.


16 - Cayo longo
Esta pequena ilha cubana situada no mar do Caribe é famosa por ter uma área total de 37,5 km² e 25 km de comprimento, quase na sua totalidade de praia de areias muito brancas e mar quente, muito visitada por naturalistas que praticam o
nudismo.  Tem muito boa infraestrutura hoteleira. As praias mais acessíveis para o turismo são Sereias e Paraíso (no extremo oeste da ilha) e praia Lindamar (no sul, muito perto da área hoteleira). Também há praias mais virgens, às que não chega o transporte turístico: Ponta Mau Tempo (no sudoeste), Praia Branca, os Cocos e Tartaruga (a leste) e praia Lua (ao norte).


 17 - Guardalavaca
Guardalavaca encontra-se situada no destino cubano chamado Norte de Holguín, lugar onde se encontram belas praias nas margens do oceano Atlântico. Guardalavaca e as pequenas, mas fabulosas, praias que a rodeiam, gozam de areias finas e muito brancas, mar de cor azul turquesa e alguns dos melhores hotéis de Cuba. O ambiente é muito bonito, com verdes Colinas. Essa praia foi um dos primeiros lugares que visitou Cristovão Colombo quando chegou à ilha.


 18 - Tropicana
Cabaré Tropicana, um paraíso sob as estrelas; o melhor para desfrutar da música e do folclore cubano e do Caribe com todo seu colorido e ritmo.



                                               VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

MOVIMENTOS SOCIAIS LATINO-AMERICANOS CELEBRAM 10 ANOS DE VITÓRIA CONTRA A ALCA


Proposta de criar uma área de livre comércio no continente previa adoção do dólar como moeda única e controle dos mercados por empresas dos Estados Unidos.

Por Pedro Rafael Vilela e Bruno Pavan,
De Brasília (DF) e São Paulo (SP)

 
Crédito: Reprodução 
Há exatamente uma década, no dia 5 de novembro de 2005, em Mar del Plata, na Argentina, chefes de Estado dos países de todo o continente americano se reuniram para a 4ª Cúpula das Américas. A data entrou para a história porque marca o fim da tentativa dos Estados Unidos de aprovar a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), com o objetivo de promover integração social, política, econômica e militar dos países do continente. Para movimentos sociais de diversos países, a Alca, na verdade, simbolizava a tentativa dos EUA de consolidar sua hegemonia sobre o território como estratégia de poder internacional.

Para essas organizações, no aspecto político, a Alca garantiria a quase total influência norte-americana sobre os países da região, empoderando os EUA na disputa com outras potências mundiais, como Rússia, União Europeia e China. A proposta também previa adaptação das leis nacionais dos países e padronização da política econômica, incluindo flexibilização de leis trabalhistas, privatização de serviços públicos e adoção do dólar como moeda única na região. Haveria livre circulação de bens e capitais, mas, diferentemente da Europa, por exemplo, não haveria livre circulação de pessoas e mão-de-obra, permanecendo as mesmas barreiras de imigração para os Estados Unidos e Canadá. Com a abertura econômica e as desigualdades entre as indústrias e empresas de cada país, as companhias privadas norte-americanas, muito mais avançadas tecnologicamente, passariam a controlar, em poucos anos, os mercados da maioria dos países, consolidando verdadeiros monopólios econômicos.

No plano militar, a Alca facilitaria a presença de tropas dos EUA em todos os países, reduzindo o papel das forças armadas nacionais numa espécie de “neocolonialismo”. “A Alca aparecia como a joia da coroa. Seria a realização do plano imperialista de colonizar a região através do controle econômico, com as soberanias nacionais sendo entregues em bandejas de prata por governos subservientes”, aponta Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP).

Resistência

Segundo o doutor em Ciência Política pela USP e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, Igor Fuser, a estratégia criação da Alca começou em meados dos anos 1990 e o projeto foi enterrado pela confluência de três motivos. Parte dos empresários dos EUA que atuam no setor agropecuário não queriam abrir mão das barreiras protecionistas contra produtos do Brasil e da Argentina, o que gerou certo impasse. Porém, a mobilização popular contra a Alca em escala continental falou ainda mais alto.

Um dos pontos altos foi o plebiscito popular realizado no Brasil com mais de 10 milhões de participantes e 98% de rejeição à adesão do país à aliança comercial. Também pesou na derrocada da Alca a forte resistência de Venezuela, Uruguai, Argentina e Brasil, que se retiraram da Cúpula de Mar del Plata por discordarem dos termos propostos.

Ato

O professor Gustavo Codas, da Fundação Perseu Abramo reforçou, em aula pública realizada nesta quinta-feira (5) em São Paulo, que uma combinação de fortalecimento da luta movimentos sociais e a ascenção de governos populares no continente no início dos anos 2000 conseguiram fazer com que outra visão de integração regional nascesse com a criação de mecanismos como a Unasul, Celac e Alba. “O desafio agora é a busca de um desenvolvimento sustentável, com inclusão social e igualdade”, acredita.

Até o próximo dia 22, movimentos sociais da América Latina organizados em torno da Alba (Aliança Bolivariana dos Povos da América) vão realizar atos em nove países, incluindo Brasil, Chile, Haiti, Cuba, Venezuela, Peru e Nicarágua para celebrar a derrota da Alca, mas principalmente discutir os desafios da atualidade. Para o cientista político e professor Igor Fuser, os EUA e setores do capital internacional seguem tentando obter o controle econômico da região a partir de tratados bilaterais de comércio, diretamente com cada um dos países, mas nos mesmos termos propostos pela Alca.

Ofensiva continua

Apesar do fim da Alca, continuam acontecendo várias outras tentativas dos Estados Unidos de ampliar o seu poder econômico diante dos países latino-americanos. Codas aponta o governo e as transnacionais norte-americanas buscam “quebrar resistências” no continente por meio das mobilizações de empresários para desestabilizar governos progressistas. Outras tentativas são os acordos bilaterais e o Tratado do Transpacífico.

Um exemplo de como o tema segue interferindo nos assuntos internos brasileiros é a questão do pré-sal. A coordenadora geral do Sindipetro, Cibele Vieira, explica que o petróleo brasileiro é o maior símbolo da importância da luta anti-imperialista no país.

“Se a Alca tivesse sido provada o pré-sal não seria mais dos brasileiros. o tema dessa jornada e o que a gente vê nessa conjuntura nacional, mostram o quão atual é a importância de barrar a ofensiva imperialista no Brasil”, apontou.

O (não) exemplo do México

Antes de propor a Alca, os Estados Unidos fecharam um acordo de livre comércio com México e Canadá, chamando Nafta (na sigla em inglês). Era a prévia do que seria estendido ao restante do continente, com forte propaganda midiática. “No entanto, o México, depois do Nafta, enfrentou grave convulsão social. Com a economia desnacionalizada, aquele país assistiu a um aumento sem precedentes da miséria e da violência. De repente o México, que era modelo do que se devia fazer, foi gradativamente sumindo dos noticiários”, afirma Socorro Gomes, da Cebrapaz. Os números ajudam a explicar. Na comparação com o Brasil, o México gerou apenas 3,5 milhões de empregos nos últimos 11 anos, enquanto aqui foram mais de 16 milhões. Enquanto o Brasil reduziu a pobreza para cerca de 15% da população, no México mais da metade da população (51%) vive nessa condição. Não à toa, o país passou a ser o principal entreposto do tráfico internacional de drogas.

Fonte Brasil de Fato

                                                     VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

EX-AGENTE RAUL CAPOTE EM DEBATE NA ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES



No dia 3 de novembro o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba teve a grata tarefa de levar o ex-agente de segurança de Cuba e professor de história Raul Capote Fernández à Escola Nacional Florestan Fernandes para participar de um debate. 

Com uma plateia de mais de cem alunos de mais de trinta países diferentes e contando com tradução simultânea, Raul expôs sua experiência como agente duplo que serviu a Cuba por mais de dez anos se passando por contra-revolucionário como se estivesse a serviço da CIA.

No debate respondeu a muitas perguntas sobre Cuba, o bloqueio dos EUA contra a Ilha, as "novas relações" com os EUA a partir de dezembro de 2014, o retorno dos Cinco heróis, etc...

Incansável após duas horas de conversa, Raul presenteou a biblioteca da ENFF com seu livro "El enemigo" onde relata sua experiência como agente duplo e recebeu, além de muitos aplausos, algumas recordações da ENFF, um boné e a bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra como agradecimento por sua contribuição nos cursos que a Escola mantém permanentemente.

A atividade contou com a participação da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul.
Carmen Diniz, Raul Capote Fernández e Rita Buttes

  


                                                     VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

MAMÃE, EU FUI A CUBA

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O dia em que fui pra ilha com Chico Buarque e Maria Bethânia

por Alberto Villas
 
Cuba
Havana...

Quando o avião pousou na Cidade do Panamá, a capital de um país que nunca sonhei visitar, eu estava com o coração na mão. Foi uma baldeação rápida, tempo para comer um pero caliente e tomar uma Fanta no aeroporto internacional de Tocumen.

Agora, estava em outro avião, um avião da Cubana, confesso que mais assustado ainda. As paredes forradas de papel florido estavam descolando, as janelinhas tremelicando e um vapor saía dos cantos do bagageiro, deixando-nos quase cegos.

Durante o voo, foi servido um sanduíche seco, um pacotinho de biscoito tipo Maria e uma cerveja morna, boa, numa garrafa sem rótulo. Cochilei e quando abri os olhos já estava sobrevoando a ilha de Cuba, o pedaço de terra que um dia sonhava conhecer, desde 1959, quando os guerrilheiros desceram a Sierra Maestra e derrubaram o ditador Fulgêncio Batista.

Era um tempo em que andava encantado com o disco Rosa dos Ventos de Maria Bethânia. Cada canção de um vinil cheio de chiados, fazia lembrar um amor universitário desesperado e mal resolvido.

Logo nos primeiros acordes, Bethânia dava o tom: “As sombras são assombrações /As vibrações, a sombra e o som/Da amada, da visitante imaginada/Teu ventre invento e o teu silêncio/É o som de uma celesta”.

Andava também apaixonado pelo disco Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo. Adorava os dois cantando: “Mesmo com toda a fama/Com toda a Brahma/Com toda a cama, com toda a lama/A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando/A gente vai levando essa chama”..

Eu olhava pra trás procurando Maria Bethânia em cada banco daquele avião esquisito da Cubana. Chico, eu enxerguei, mas Bethânia misteriosa, não. Cadê Beta, Beta, Bethânia?

O avião balançou muito antes de pousar em Havana. Eu estava chegando à ilha de Cuba com uma missão do jornal O Estado de S. Paulo: Cobrir o Festival de Música de Varadero.

No saguão do aeroporto, vi Chico Buarque sendo tratado como um paxá. Os cubanos acenavam e diziam seu nome sem parar.
– Chico! Chico! Chico! Hola! Qué tal?

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar, arrastando um mocassim marrom, olhando para um, acenando pra outro, um sorriso tímido, bem Chico.

Ele vivia seus dias de Velho Francisco: “Já gozei de boa vida/Tinha até meu bangalô/Cobertor, comida/Roupa lavada/Vida veio e me levou/Fui eu mesmo alforriado/Pela mão do imperador/Tive terra, arado/Cavalo e brida/Vida veio e me levou”.

Não vi Bethânia no aeroporto. Só fui vê-la no palco ao ar livre, na praia de Varadero, cantando Gostoso demais: “Tô com saudade de tu, meu desejo/ Tô com saudade do beijo e do mel/Do teu olhar carinhoso/Do abraço gostoso/De passear no teu céu”.

Os cubanos cantavam e dançavam ao som de Los Van Van, aplaudiam Bethânia e Chico de pé, como se fossem uns deuses. Pela primeira vez na vida, vi policiais dançando num festival de música. Éramos todos soldados, braços dados, armados ou não.
Estávamos sendo bombardeados por notícias de todos os lados. Procurava entender a história do alemão Mathias Rust, de 19 anos, que pegou um aviãozinho Cessna, entrou no espaço aéreo da União Soviética e voou 640 quilômetros até pousar no meio da Praça Vermelha, bem pertinho do Kremlin. O marechal Sokolov, ministro da Defesa, acabou exonerado e Mathias, preso para dar explicações.

Em San Francisco, saíam de cena os hippies para dar lugar aos yuppies. Em Nova York, uma notícia pegava todos de surpresa. Depois de uma simples operação de vesícula, morria Andy Warhol, aos 55 anos de idade. E o Alzheimer levava, aos 69, a deslumbrante Rita Hayworth.

Nós perdíamos o escritor Gilberto Freyre, mestre de Casa-grande & senzala, e o nosso poeta maior, Carlos Drummond de Andrade. Aos 84 anos, morreu na Cidade Maravilhosa, doze dias depois da filha, Maria Julieta.
E agora, José?

Em Goiânia, um homem simples assustava o Brasil: Devair Alves de Lima, dono de um ferro-velho que recolheu, no lixo do Instituto de Radioterapia, uma cápsula de Césio 137. Curioso, abriu e espalhou radioatividade pela Rua 57. Mortos, feridos e cicatrizes para sempre. Uma tragédia brasileira.

Chico cantava no toró: “Sambando na lama de sapato branco, glorioso/Um grande artista tem que dar o tom/Quase rodando, caindo de boca/A voz é rouca, mas o mote é bom/Sambando na lama e causando frisson”.

O Festival de Varadero acabou altas horas com o povo suado, cansado e feliz. Poucas horas depois, voamos para Havana.
Foi caminhando pelo Malecón, vendo aquele mar bravo bater nas pedras e jogar água salgada no calçadão, que encontrei duas jovens cubanas, estudantes. Não, elas não invadiram a areia branca da praia de Varadero. Não viram Chico e Bethânia de perto, um sonho delas.

Sabiam de cor e salteado e cantaram juntas A flor de piel:
“Oh qué será que me da/Que me golpea por dentro, será que me da/Que brota a flor de piel, será que me da/Y que me sube a la cara y me hace sonrojar/Y que me salta a los ojos a me traicionar/Y que me apreta el pecho y me hace confesar/Lo que es inutil de disimular”.

Ainda deram uma canja cantando em português, segundo elas, uma marchinha “para hacer dormir los niños”: “Estava a toa na vida, o meu amor me chamou/Pra ver a banda passar...”

Caminhamos e cantamos. Ganhamos charutos, compramos rum, passamos uma hora na fila para conseguir comer uma hamburguesa que era só um pedacinho de carne e pão, sem cebola, sem tomate, sem picles, sem molho especial. Quando a noite chegou, dançamos numa praça pública, cercada por galhos secos, cheia de lâmpadas coloridas e bandeirinhas de papel crepon. Cantamos Guantanamera, Bésame mucho, Yolanda, Amo esta isla e prometemos voltar Cuba um dia.
Quizás, quizás, quizás...
 
Ismael Francisco / Cubadebate

Via Carta Capital.

                                                   VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

MÉDICOS CUBANOS APRESENTAM PROJETOS PARA MELHORAR A VIDA DOS MARANHENSES

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Médico cubano do programa 'Mais Médicos' realiza atendimento na Ilha de Marajó, no Pará. Foto: OPAS/OMS
Médico cubano do programa ‘Mais Médicos’ realiza atendimento na Ilha de Marajó, no Pará. Foto: OPAS/OMS

Com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, iniciativas foram selecionados pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão, pela Secretaria de Saúde do Maranhão e pela Universidade Federal do Maranhão.

Cinco médicos cubanos que trabalham no Brasil por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) apresentaram nesta segunda-feira (26) projetos que serão implementados nos municípios maranhenses em que atuam.

Os trabalhos foram mostrados durante o III Congresso das Prefeituras e Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão, encerrado na última terça-feira (27), em São Luís (MA). Os projetos foram selecionados pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEM-MA), pela Secretaria de Saúde do Maranhão e pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) por estarem em sintonia com as prioridades do Estado para a saúde.

A médica Maria Lenin Alvarez, que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de São João Batista (MA), elaborou uma intervenção para aumentar a adesão ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Segundo um levantamento feito por ela, essa prática é pouco adotada na região.
Para mudar esse cenário, ela propôs uma capacitação sobre o tema; a criação junto com a equipe de saúde de um grupo de orientação para mães, gestantes e familiares; e a realização de palestras sobre amamentação, buscando incluir os pais nas consultas de pré-natal.

O médico cooperado Wilfredo Alfonso Lorenzo, que trabalha na UBS Santo Antonio – um povoado a 80 km do centro de Caxias, no Maranhão –, exibiu uma série de vídeos mostrando o trabalho dos profissionais no atendimento a casos de suspeita de dengue, febre, dor de cabeça, hipertensão, entre outros.

Além disso, a equipe de filmagem acompanhou uma visita domiciliar feita por uma profissional do programa “Mais Médicos”, na qual ela orientava um paciente com diabetes. O trabalho de Lorenzo na comunidade envolverá a conscientização sobre doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer, em áreas rurais e quilombolas do município de Caxias.

Barbara Caridad San Juan Oberto, que atua no município de Santa Helena (MA), apresentou um projeto para prevenção e cuidados às pessoas com hipertensão. Segundo ela, na área de cobertura da UBS Antenor Abreu, 23% da população é hipertensa. Por isso, propôs organizar oficinas de conscientização sobre a importância e a forma de uso dos medicamentos, bem como de alimentação saudável; estimular a prática de atividades físicas e fornecer informações sobre como prevenir complicações. “Eu quis desenvolver uma ação para melhorar a saúde da minha comunidade”, explica.

Já os médicos Elaine Leon Palarea, que trabalha em Cururupu (MA), e Júlio Gonzales, que atua em Urbano Santos (MA), planejaram atividades para reduzir a gravidez entre adolescentes que são acompanhadas em suas UBS. O mapeamento feito por eles indicou a necessidade de divulgar informações sobre anatomia; mudanças no corpo, menstruação, fecundação, ovulação; doenças sexualmente transmissíveis, importância do uso de métodos contraceptivos e planejamento familiar; além de parcerias com instituições de ensino.

De acordo com o coordenador regional para o Nordeste da Unidade Técnica Mais Médicos da OPAS/OMS, Glauco Oliveira, estes projetos representam um avanço importante. “Eu gostaria de parabenizar todos os médicos cooperados aqui presentes pelo esmero e por ofertar a possibilidade de reestruturação nas comunidades onde atuam. É um exemplo de identificação de pontos chaves que podem se traduzir em grandes mudanças para suas regiões”, disse Glauco.

“É o entendimento de que enfrentar problemas como diabetes, hipertensão, gravidez na adolescência, e criar mecanismos e estratégias para melhorar a atenção primária em saúde significa avançar no aprimoramento do sistema de saúde, o que reflete em avanços para o município e para o Estado como um todo”, acrescentou o representante da OPAS/OMS.

O coordenador destacou ainda o legado deixado por iniciativas como essas. “Este Congresso significa colocar gestor e médico lado a lado. E esses trabalhos são um capital que vocês trazem e deixam para o município, uma intervenção que pode perdurar mesmo sem o médico e o gestor que a iniciaram”.

Ele também ressaltou que o Congresso permite presenciar o progresso do programa ‘Mais Médicos’. “Nossa intenção é dar conhecimento dessas intervenções para outros municípios, outros Estados e outros países que querem avançar na implementação da atenção primária.”
 
Via ONUBR
 
                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS   !!! 

A SOLIDARIEDADE NÃO SE PODE BLOQUEAR !!!

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Fica cada vez mais evidente que o mundo não aceita mais o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos. A demonstração mais significativa deste fato foi o resultado da votação na ONU da resolução que propôs o fim deste crime cruel no dia 27 de outubro. O resultado expressivo foi de 191 países a favor do fim do bloqueio contra 2 votos (EUA e Israel) pela manutenção desta feroz perseguição a soberania de uma nação ! Goleada histórica !!!


Abaixo o vídeo do momento em que foi anunciado o resultado da votação.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!