O
Comandante Camilo Cienfuegos completa neste 6 de fevereiro, 84 anos.
Dito assim, no presente, pois não pode ser de outro modo, quando sua
presença se conserva viva no seio do povo de onde surgiu.
E
é em pouco mais de três anos de participação na vida pública do país, o
jovem e audaz guerrilheiro deixou uma profunda e impressionante marca
na história recente da luta pela libertação nacional.
Camilo,
evidentemente, soube impor-se, como pedia Mariana Grajales a seus
filhos, e assim, desde simples e típico menino de bairro e família
humilde, realizou façanhas extraordinárias. E o fez com a naturalidade
dos genuínos heróis, uma razão mais para tocar profundamente no coração
dos seus compatriotas, que viram nele a alma pura e nobre dos bons, dos
escolhidos.
O
treinamento rigoroso no México, a expedição do iate Granma, os difíceis
primeiros tempos da Sierra Maestra, as audazes operações em terra, a
invasão do Ocidente, a tomada e a libertação de Yaguajay e a firmeza e a
lealdade para enfrentar traidores e inimigos, o forjaram como
combatente e chefe capaz.
Essa
intensa entrega à causa revolucionária lhe ofereceu também a
oportunidade de manifestar suas excepcionais capacidades pessoais e
virtudes humanas.
Com
essa capacidade reconhecida para penetrar na essência das coisas e dos
homens, Fidel reconheceu sua fibra e sem vacilação o enviou,
primeiramente para dominar o Llano, e mais tarde para reeditar a epopeia
invasora de 1895, convencido de que com ele ia a Revolução.
No
“Voy bien Camilo?” daquele memorável 8 de janeiro de 1959, estava
contida toda a simpatia e a confiança acumuladas desde os iniciais e
incertos dias da Sierra Maestra.
Disse
Che sobre ele: “em sua renovação contínua e imortal Camilo é a imagem
do povo”. E Fidel, ao anunciar seu desaparecimento físico, o destacou
como paradigma revolucionário, como indiscutível herói popular e
expressou sua convicção de que no povo havia muitos Camilos.
Estudos científicos publicados na importante revista cubana Bohemia
– editada desde 1908 - afirmam que os Estados Unidos introduziram em
1981 um surto de dengue hemorrágica em Cuba, o que acabou provocando a
morte de 158 personas, entre elas 101 crianças.
A doutora em Ciências e pesquisadora no Instituto de Medicina Tropical
Pedro Kouri (IPK), Rosmari Rodríguez, foi quem informou que nos anos de
1990 muitas instituições na região financiaram estudos para determinar a
causa da epidemia de dengue hemorrágica que atingiu Cuba na década
anterior (anos 80).
Segundo ela “as investigações permitiram obter a sequência de uns 300
pares de bases, dos quase 11 mil que têm o genoma viral completo, com o
uso de metodologias de sequenciamento manual e ferramentas
bioinformáticas muito simples, disponíveis para tal fim”.
A autora principal da investigação afirmou que foi feito o suficiente
para demonstrar que a cepa causadora da epidemia de 1981 tinha grande
semelhança com a que foi isolada durante a segunda guerra mundial a
partir do sangue de soldados estadunidenses infectados na região de Nova
Guiné (norte da Austrália), em 1944, e que ficou conhecido como
sorotipo 2.
Em 1995 os médicos cubanos já tinham mostrado evidências sobre a
semelhança da cepa que circulava em Cuba em 1981 com a primeira dengue 2
isolada no mundo, conhecida como um protótipo de referência. Alguns
autores relatam que a entrada do vírus da dengue de sorotipo 2 na região
das Américas tenha sido causada por soldados que estiveram no Vietnã,
região onde esse tipo de cepa era presente, e que voltaram infectados.
Mas se fosse assim, o foco epidêmico teria de estar nos Estados Unidos e
não em Cuba. Então, para os pesquisadores é bem mais provável que a
disseminação do vírus tenha sido fruto de “guerra biológica”, no âmbito
da guerra fria que ainda vigorava em 1980.
Naquele ano (1981) foi em Cuba que aconteceu a primeira grande epidemia
de febre hemorrágica de dengue da América Latina, causada pelo DENV-2
(sorotipo 2/Nova Guiné), e foram notificados cerca de 344 mil casos com
aproximadamente 116 mil internações e 158 óbitos.
Ainda conforme informações da doutora Rodríguez os surtos epidêmicos de
dengue se detectam usualmente a partir de um caso índice em uma área
determinada, ao redor da qual aparecem novos doentes.
Segundo ela os surtos de enfermidades também podem ser introduzidos na
sociedade “se expandindo a outros territórios com o movimento de pessoas
infectadas, e então se observa um aumento paulatino de doentes até
alcançar níveis epidêmicos que dependem em grande medida na densidade de
mosquitos”.
As enfermidades causadas por mosquitos seguem sendo um grande problema
para o mundo hoje. Atualmente o vírus Zika afeta mais de 20 países da
América Latina, sendo os mais afetados Brasil e Colômbia.
O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, representado por Carmen Diniz
participou da II Conferência Internacional apresentando uma exposição
sobre a questão fundiária no Brasil. O trabalho foi aceito pelo Comitê
organizador da Conferência e aprovada sua apresentação no dia 26 de
Janeiro.
A exposição contou com
trabalho de pesquisa "Os crimes do Latifúndio no Brasil" que será
publicado e enviado a bibliotecas e universidades, além de projeção de
um vídeo sobre as agressões sofridas atualmente pelos povos originários
guarani kaiowá. A relatoria daquele dia recomendou que se fizesse menção
ao caso pela Organização do evento para divulgação.
O resultado
prático da denúncia constará do documento final da Conferência, uma vez
que foi entregue aos organizadores o documento aprovado por quem
assistiu àquela apresentação nos seguintes termos:
"Los
participantes de la II Conferencia Internacional con todos y para el
bien de todos presentes en la sala 5 del Palacio de las Convenciones de
Cuba, en su session el dia 26 de enero de 2016, acordamos proclamar el
derecho de los pueblos originarios en Brasil, particularmente los grupos
indígenas Guarani Kaiowá en el estado brasileno de Mato Grosso del
Sur."
Dessa forma, conseguimos angariar a solidariedade com a
causa em um evento que contou com mais de 500 participantes de cerca de
45 países, divulgando a situação no campo no Brasil.
Assim que
recebermos o documento final enviaremos à Presidência da República,
Ministério da Justiça, FUNAI e, especialmente, ao CIMI, que nos forneceu
amplo material e apoio e a quem agradecemos aqui (em Havana) e
publicamente.
O vídeo tinha uma limitação de tempo para expor, fizemos o possível para resumir a denúncia em 11 minutos.
Ao chegar ao aeroporto internacional José Martí, o presidente cubano Raúl castro foi recebido por José Ramon Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.
Durante a sua estada na nação europeia, Raúl foi recebido pelo presidente François Hollande e outras autoridades do Estado e do Governo francês. Também reuniu-se com Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO, e visitou o Museu do Homem.
Desde 1959 começaram as ações dos governantes dos Estados Unidos para
derrubar a Revolução Cubana, que foi piorando até converter-se em um
bloqueio total com o objetivo de asfixiar economicamente a Ilha, posto
em vigor em 03 de fevereiro de 1962.
Bloqueio significa cortar, fechar, tonar incomunicável com o exterior
para alcançar a rendição dos sitiados pela força ou pela fome. É um
princípio aceito no direito internacional de que "o bloqueio é um ato de
guerra."
Em vez
disso, tal como define o direito internacional e a própria legislação
dos EUA, "embargo" consiste em uma ordem ou declaração, emitida por um
Estado em tempo de guerra, em virtude da qual são colocados navios
mercantes estrangeiros e suas cargas, e excepcionalmente outra
propriedade estrangeira sob controle do estado, sem atribuir-lhes para
qualquer utilização em proveito próprio.
Assim, o bloqueio é uma
guerra econômica, comercial e financeira que os Estados Unidos impõem a
Cuba há mais de meio século, apesar da rejeição quase unânime da
comunidade internacional e do seu pedido de por um fim a este crime.
Se trata de uma estrutura de leis e ações de natureza extraterritorial,
baseada na intenção de privar um país para destruir o sistema político e
socioeconômico escolhido pela grande maioria dos seus cidadãos.
Ele se traduz em proibições de práticas em matéria de comércio, fluxo de
pessoas e veículos, operações de perseguição e guerra da mídia, todos
com o objetivo de isolar o país e gerar descontentamento interno.
Muitas das limitações impostas pelo bloqueio contra Cuba desapareceriam
se o presidente dos Estados Unidos usasse com determinação os grandes
poderes executivos que tem, mesmo que o desmantelamento total desta
política exija uma decisão do Congresso.
No anúncio de 17 de
dezembro de 2014, o presidente Barack Obama reconheceu o fracasso da
política dos EUA em relação a Cuba e se comprometeu a participar de um
debate com o Congresso para por fim ao bloqueio.
Obama anunciou
várias medidas para modificar a aplicação de alguns aspectos da
política; mas, embora constituam um passo positivo, estas medidas têm
limitações.
Desde 1959 começou ações próprias dos governantes
dos Estados Unidos para derrubar a Revolução Cubana, que estavam subindo
em um bloqueio total destinado a asfixia econômica, posto em vigor em
03 de fevereiro de 1962.
Meios de bloqueio de corte, fim,
incomunicável com o exterior para alcançar a rendição dos sitiados pela
força ou pela fome. É um princípio aceite no direito internacional que
"o bloqueio é um ato de guerra."
Em vez disso, tal como definidos
pelo direito internacional e as leis dos EUA em si o "embargo" é uma
ordem ou declaração, emitida por um Estado em tempo de guerra, em que
eles são colocados navios mercantes estrangeiros e suas cargas, e
excepcionalmente outra propriedade estrangeira sob controle do estado,
sem atribuir-lhes para qualquer utilização em proveito próprio.
Assim, o bloqueio é uma guerra econômica, comercial e financeiro que os
Estados Unidos impõem a Cuba há mais de meio século, apesar da rejeição
quase unânime da comunidade internacional e da sua elevação demandas.
É uma estrutura de leis e ações de natureza extraterritorial marcada, é
baseado na intenção de privar um país para destruir o sistema político e
socioeconômico escolhido pela grande maioria dos seus cidadãos.
Ele se traduz em proibições de práticas em matéria de comércio, fluxo
de pessoas e veículos, operações de perseguição e guerra da mídia, todos
com o objetivo de isolar o país e gerando descontentamento interno.
Muitas das limitações impostas pelo bloqueio contra Cuba desapareceria
se o presidente dos Estados Unidos vigorosamente as grandes poderes
executivos que têm por ele, mesmo que o desmantelamento total desta
política exige uma decisão do Congresso.
Ao anunciar a 17 de
dezembro de 2014, o presidente Barack Obama reconheceu o fracasso da
política dos EUA em relação a Cuba e se comprometeu a participar de um
debate com o Congresso para levantar o bloqueio.
Obama anunciou
várias medidas para modificar a aplicação de alguns aspectos dessa
política; mas, embora constituam um passo positivo, estas medidas têm
limitações.
O Congresso dos EUA tem poderes para revogar as leis
que mantêm o bloqueio e decretar o seu fim; No entanto, este ato pode
ser precedido pela eliminação da grande maioria das restrições contra
Cuba que podem ser derrubadas através de uma ação executiva.
As
medidas adotadas no ano passado demonstram que o presidente Barack Obama
mantém amplos poderes para continuar modificando a aplicação do
bloqueio.
Existem apenas quatro aspectos da política em que o
presidente dos Estados Unidos não pode agir, exigindo ação do Congresso
para a eliminação ou modificação, a ser regulamentados por leis:
1. A proibição de subsidiárias estadunidenses em países que comercializam mercadorias com Cuba (Torricelli Act).
2. A proibição de transações com propriedades estadunidenses que foram nacionalizadas em Cuba (Helms-Burton).
3. A proibição de cidadãos estadunidenses de viajarem a Cuba para o
turismo (Lei de Reforma das Sanções e Export Extension 2000).
4. A
obrigação de Cuba pagar em dinheiro e com antecedência pelas compras de
produtos agrícolas dos EUA (Lei sobre o Comércio Sanções Reform and
Export Extension 2000)
A realidade mostra que apesar da decisão
do governo dos EUA que deve pôr fim ao bloqueio obsoleto, ele permanece e
continua a causar danos profundos à economia cubana.
O próprio
presidente Obama reconheceu que se deve por fim a esta política
antiquada em relação a Cuba. O presidente Barack Obama deveria realizar
sua vontade e fazer uso dos amplos poderes executivos para para limpar o
bloqueio de seu conteúdo mais substancial, sendo consistente e
respeitando as exigências da comunidade internacional sobre essa
política.
A cada ano, na Assembleia Geral das Nações Unidas, os
resultados da votação contra o bloqueio econômico, comercial e
financeiro imposto pelos Esta¬dos Unidos a Cuba demonstram a rejeição
internacional a essa medida unilateral.
Em 27 de outubro, 191
países na ONU votaram a favor do fim dessa política hostil contra Cuba.
Sem nenhuma abstenção, Estados Unidos e Israel foram os únicos votos
contrários.
Os números são muito eloquentes. A ONU tem 193 Estados membros.
Desses, 191 votaram a favor do projeto de resolução cubano: "Necessidade
de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos
Estados Unidos da América contra Cuba".
Certamente tem sido muito
positivo o restabelecimento das relações diplomáticas bilaterais; como
também que Obama tenha pedido ao Congresso para levantar o bloqueio,
porém, como o governo cubano reiterou, é apenas o início de um "processo longo e complexo" para a normalização das relações.
Isso só será possível quando os Estados Unidos puserem fim ao bloqueio
econômico, cessarem as suas intromissões nas transmissões de rádio e
televisão para a ilha, eliminarem os seus planos subversivos contra o
sistema sociopolítico cubano e devolvam o território ilegalmente ocupado
pela Base Naval de Guantánamo.
Em 1962 Fidel Castro expressou ao
povo cubano: "Se adicionarem outros itens ao bloqueio e tentarem a
nossa rendição pela fome, a nossa repulsa se multiplicará e veremos quem
resiste mais, se a falta de vergonha deles, ou a nossa dignidade. Se a
covardia deles, ou o nosso valor. Se fazem um bloqueio vão engrandecer a
nossa pátria, pois saberemos resistir. Não há dúvida de que vamos
resistir a qualquer bloqueio covarde. O que pode acontecer? Bloqueio
total ou agressão direta. Essas são as alternativas. "
Cuba se levantou e continua com uma força incrível.
Futebol, resistência e solidariedade, neste sentido, a Escola
Nacional Florestan Fernandes lança seus uniformes de futebol, com fortes
traços da resistência dos povos do
mundo homenageando Cuba e sua revolução triunfante, Palestina e sua
resistência história e ao grande Doutor Sócrates por seu exemplo de luta
em defesa da democracia e dos condenados da terra. GANHANDO OU PERDENDO
O QUE VALE É A DEMOCRACIA!
As camisas trazem em destaque o simbolo dos homenageados na frente, já
nas costas está ilustrada com datas marcantes da história de Cuba,
palestina e no caso da camisa em homenagem ao Sócrates com datas que
marcaram a trajetória dos 32 anos do MST. Já as dos goleiros faz uma
homenagem à Via campesina e também á antiga União Soviética, além de todas
trazerem nas costas o mapa do estado Palestino.
Os uniformes
serão usados em jogos e atividades e integra a campanha de construção do
complexo desportivo Dr. Sócrates Brasileiro da ENFF que já iniciou
desde o ano passado a partir da realização do amistoso entre militantes
do MST e o time Politeama do cantor e compositor Chico Buarque e seus
amigos.
Neste sentido acreditamos a partir da reflexão de vários debates
que temos realizado aqui na ENFF que o futebol já foi, e pode ser um
instrumento de mobilização, contra a elitização do futebol ou seja,
contra o futebol moderno. SEM TERRA NÃO ENROLA , OCUPA TERRA E JOGA
BOLA.
II Conferência Internacional "Com Todos e Para o Bem de Todos", dia
27/01/2016. Painel de Solidariedade com os Cinco Cubanos, Graciela
Ramirez (coordenadora do Comitê Internacional de Solidariedade a Cuba) e
Kenia Serrano (presidente do Icap).