15 de fev. de 2016

A MENINA MALAK, REFUGIADA SÍRIA QUE SOBREVIVEU A TRAVESSIA, VIRA FILME DA UNICEF (VÍDEO)

Apesar do menino sírio, Aylan Kurdi, ter chegado sem vida à costa da Turquia e tornar-se um símbolo da tragédia humana, outras crianças foram salvas desse destino, seja por acaso ou pela valentia de grupos salva-vidas. Malak, uma menina síria sobrevivente, foi escolhida para estrelar um curta-metragem da UNICEF intitulada "O barco de Malak" ... para viver e contar.

A organização UNICEF apresentou um curta-metragem que contém imagens reais e animação sobre a história da Malak, com a menina síria como o protagonista da obra. Malak e sua família, que estavam tentando escapar da guerra na Síria, testemunharam mortes nas entranhas do mar..

 O filme tem duração de dois minutos e mostra um bote que transporta a menina junto com vários refugiados sírios sem rostos. O filme também descreve os momentos de terror vividos em alto-mar em meio a ondas violentas. Os fragmentos são acompanhadas pela voz real da menina Malak narrando em árabe.

O curta de drama atinge o seu pico quando a menina se encontra completamente só lutando contra as ondas e a morte.
Malak é uma menina real que desembarcou na ilha grega Lisbos. Ela roubou a atenção do mundo para a sua inocência e coragem de se expressar, para de se tornar uma testemunha da imigração em condições deploráveis.

As emoções que transbordam e as imagens surpreendentes e impactantes refletidas nesses dois minutos têm comovido milhares de pessoas através das redes sociais e estão tornando Malak em um exemplo de valentia e esperança. 

"El bote de Malak"... para vivir y contar

                                                         
Fuente: Al Mayadeen TV Español


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14 de fev. de 2016

PATRIARCA DA IGREJA ORTODOXA VISITA FIDEL CASTRO EM CUBA

O patriarca da Igreja Ortodoxa Cirilo visitou na tarde deste sábado (13/02) o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. Segundo a imprensa do país, os dois conversaram sobre a preservação da paz, a luta conta a discriminação e a sobrevivência humana.


Durante o encontro, Fidel lembrou da contribuição de Cirilo ao “fortalecimento da amizade entre os povos russo e cubano” e à “difusão dos valores que unem os dois povos”, de acordo com o jornal Granma.
Cirilo esteve em Cuba para um encontro histórico com o papa Francisco, na primeira reunião entre os líderes das duas igrejas em mais de 900 anos.
“Foi um encontro muito esperado tanto por mim como pelo meu irmão Cirilo”, afirmou o papa a jornalistas. Antes de chegar à ilha, Francisco disse em seu perfil oficial no Twitter que o encontro com Cirilo era “um presente de Deus” e pediu que os fiéis rezassem pelos dois.
Segundo o patriarca, o encontro com o papa foi um sinal de esperança para toda a comunidade cristã. Cirilo está em uma viagem de 11 dias pela América Latina, que inclui o Brasil.


Publicado por: operamundi
Fotos: Alex Castro/Juventud Rebelde

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13 de fev. de 2016

MÍSSIL ESTADUNIDENSE QUE CHEGOU A CUBA "POR ENGANO" É DEVOLVIDO


 
DECLARAÇÃO DO MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES SOBRE O AGM 114 "HELFIRE"

Em junho de 2014 chegou a Havana em um voo procedente de Paris uma carga comercial que, ao ser inspecionada pelas autoridades da Alfândega Geral da República se descobriu que se tratava de um foguete com cabeça de autocondução a laser AGM 114 "Helfire".

Este míssil chegou a Cuba por equívoco o má manipulação no país de procedência. Para as autoridades cubanas pareceu preocupante a entrada no país de um objeto militar de fabricação estadunidense que não tinha sido declarado como tal na declaração de carga da aeronave que a transportara.

Este artefato militar foi devidamente conservado e custodiado. Quando o governo dos Estados Unidos informou oficialmente ao governo cubano que um míssil de treinamento, de propriedade da empresa "Lockheed Martin" havia sido enviado a nosso país por erro e expressou seu interesse em recuperá-lo, Cuba transmitiu a decisão de entregá-lo e se iniciaram as negociações entre as partes para a sua devolução.

Como resultado destes intercâmbios, uma equipe de especialistas do governo estadunidense e da referida empresa viajou a Cuba para vistoriar o estado da carga.

Em 13 de fevereiro de 2016 os especialistas retornaram aos EUA com o míssil.

Cuba agiu com seriedade e transparência e cooperou para encontrar uma solução satisfatória para o fato.

Fonte: CUBADEBATE 13-02-2016

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PAPA FRANCISCO E O PATRIARCA KIRIL ENCONTRAM-SE PELA PRIMEIRA VEZ EM HAVANA (VÍDEO)


Encontro dos dois religiosos em Havana.

Papa Francisco: "Não quero ir sem dar um sentido de agradecimento a Cuba, ao grande povo cubano e a seu presidente aqui presente. E agradeço à sua disponibilidade ativa. Se continua assim, Cuba será a capital da Unidade"

A mídia internacional ressalta a visita do patriarca Kirill a Cuba e seu encontro com o papa Francisco




 Porém a mídia brasileira guarda um estranho e absoluto silêncio. Ainda ressoa nas redes sociais um dos lemas prediletos da direita: “Vai pra Cuba!” E não é que Suas Santidades Francisco e Kirill escolheram exatamente Cuba para seu encontro histórico. Kirill está de visita a Havana – mais tarde virá ao Brasil - e Francisco estará viajando ao México. Vão se encontrar no aeroporto José Marti de Havana, especialmente preparado para o importante evento. Poderiam ter escolhido uma outra sede, por exemplo, a alardeada democracia da Costa Rica, ali pertinho, que nem exército tem. Francisco esteve recentemente em Cuba, Kirill é a quarta vez que pisa na Ilha. Parece que gostaram e aceitaram de bom grado “Ir pra Cuba!”.

E então, por quê o papa Francisco e o patriarca russo Kirill escolheram Cuba para a sua histórica reunião?

O papa Francisco e o patriarca Kirill conversarão durante duas horas no aeroporto José Martí | Foto: BBC


O chefe da Igreja Católica Romana papa Francisco se reunirá nesta sexta-feira com o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa Kirill no que se constitui no primeiro e único encontro entre os líderes de dois dos principais ramos do cristianismo desde que ambas se separaram em 1054, há quase um milênio. 

O interesse de Francisco no encontro estava claro desde pelo menos novembro de 2014, quando ao regressar de uma viagem a Istambul, revelou que havia falado por telefone com Kirill e que lhe havia dito: “Irei aonde quiser. Chama-me e eu vou”.

Finalmente o encontro está confirmado, porém não ocorrerá nem em Moscou nem em Roma nem em nenhuma outra capital europeia e sim em Havana, Cuba, onde ambos conversarão durante cerca de duas horas numa sala de reuniões especialmente montada no aeroporto internacional José Marti.

Por quê esses líderes religiosos decidiram encontrar-se em Havana, capital de um país que até 1992 era oficialmente ateu e que é o país com menos cristãos, proporcionalmente, da América Latina?

John Allen, editor associado de Crux, uma publicação do Boston Globe e autor de 10 livros sobre o Vaticano e temas do catolicismo, considera que na escolha do local houve uma parte de sorte e outra de estratégia.


"A parte da sorte tem a ver com que o patriarca russo já tinha previsto viajar a Cuba ao mesmo tempo que o papa Francisco iria ao México, de modo que resultava prático se verem ali. A parte estratégica tem a ver com o fato de que a relação entre ambas as igrejas está muito carregada pela história europeia”, explicou Allen. "Esta relação necessita de um novo começo, por isso a reunião não poderia ocorrer na Europa nem nos Estados Unidos. Cuba é uma excelente escolha porque é amistosa para a Igreja Católica porém também para a Rússia porque foi o alido mais próximo de Moscou no continente americano.”

Por seu lado, Vakhtang Kipshidze, porta-voz do Patriarcado de Moscou da Igreja Ortodoxa, afirmou que "Cuba é ideal porque é um país principalmente católico que tem uma comunidade ortodoxa em Havana. É um lugar igualmente hospitaleiro para todos. Em contraposição, a Europa está ligada a experiências negativas e dramáticas para ambas as comunidades religiosas".


O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, opinou que "no passado se tentou, sem êxito, conseguir esse encontro, nos tempos de João Paulo II e do patriarca Alexis II, levantando-se hipóteses de diferentes lugares na Europa, que é um continente muito complexo e com grande densidade histórica”.

Para John Allen, o fato de que Cuba seja percebida como um país majoritariamente secular contribui para a sua imagem de território neutro. “Encontrar-se ali não significa uma vitória do papa nem do patriarca. Simplemente decorre ser um lugar que para ambos resulta conveniente”.


 
Victor Gaetan, correspondente do National Catholic Register e colaborador da revista Foreign Policy, considera que a escolha de Cuba favorece o governo de Raúl Castro "ao posicionar Havana como um mediador entre Ocidente e Rússia. Pode dar a impressão que Francisco esteja fazendo concessões, todavia o que fica claro é sua disposição de cicatrizar uma ferida que já dura 1000 anos. Cuba significa um meio para alcançar um grande objetivo: a reconciliação”.

Ted Piccone, analista do programa sobre América Latina do Brookings Institution, concordou que o encontro ajudará a melhorar a imagem de Cuba no exterior. "Cuba precisa reconstruir seu capital no estrangeiro agora que já não pode limitar-se simplesmente a queixar-se dos Estados Unidos. Quer construir a imagem de que é um ator conciliador diplomático neutro como tem sido nas negociações de paz entre a Colômbia e as FARC".

A Secretaria Geral das Nações Unidas qualificou de histórico o encontro entre o papa Francisco e o patriarca Kirill. O porta-voz Stephane Dujarric assegurou que Ban Ki-moon se sente feliz pelo encontro na Ilha caribenha.

                                                                 
                                                                         
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11 de fev. de 2016

MUDAR GUANTÁNAMO — MAS SÓ DE ENDEREÇO...


Para salvar imagem, Obama pode transferir presos encarcerados na base infame. Planeja, porém, mantê-los na condição de condenados eternos, sem julgamento ou direito à defesa


Por Luis Matías López | Tradução: Inês Castilho

Barack Obama não quer passar para a história como um presidente cheio de boas intenções, algumas conquistas importantes (reforma da saúde, normalização das relações com Cuba, acordo nuclear com o Irã…), mas com a coluna de créditos do seu balanço mais curta do que o saldo devedor (incapacidade de impedir a emergência do Estado Islâmico, internacionalização do terrorismo jihadista, guerras de Bush falsamente encerradas, graves tensões com a Rússia…).

No afã presidente norte-americano para salvar seu legado há uma questão de alto valor simbólico, porque supõe o sonoro e midiático descumprimento da promessa de fechar o cárcere vergonhoso de Guantánamo, na base de mesmo nome localizada em Cuba. Sua ocupação resulta do direito colonial rançoso, anterior à revolução cubana, e não do livre acordo entre aliados –, já que Havana não desistiu de sua reivindicação estéril para recuperar essa parte do país.

Além do alto valor estratégico de manter forte presença militar em um país vizinho que os EUA não conseguiram submeter em 57 anos, Guantánamo brindou tanto Bush como Obama com uma saída perfeita para reter, em condições frequentemente sub-humanas e já há 14 anos, centenas de combatentes inimigos, sem ter de reconhecer o direito de serem considerados inocentes até prova em contrário.

Obama sustenta que a culpa não é sua, mas de um Congresso dominado pelos republicanos que boicotou, sistematicamente, todas as tentativas de fechar a prisão atípica e vergonhosa. Não lhe falta parte da razão, mas, se é bem certo que o sistema de equilíbrio de poderes limita suas atribuições presidenciais, não é menos verdadeiro que deixa ampla margem ao Executivo quando este demonstra uma clara vontade política de batalhar contra a resistência do Legislativo. Trata-se tanto de poder como de querer, e não está claro se Obama deseja fechar Guantánamo a ponto de assumir, por essa questão, o desgaste de um conflito aberto com o Congresso.

Uma prova evidente de como o presidente relativiza o assunto é que, em que pesem suas advertências em contrário, ele terminou aceitando, em novembro, um orçamento de defesa que proíbe o traslado aos Estados Unidos de prisioneiros aprisionados na base. Enviá-los para território norte-americano suporia, entre outras coisas, reconhecer seu direito a um julgamento justo. Se se aceitasse este princípio, a grande maioria dos detidos ilegalmente – contra os quais não há provas sustentáveis diante de um tribunal imparcial – deveriam ser colocados em liberdade. Isso suporia reconhecer um dos maiores ultrajes legais cometidos pelos Estados Unidos em seus quase dois séculos e meio de história. E, num país onde os advogados florescem como cogumelos, poderia multiplicar as exigências de reparação pelos danos físicos e morais à multidão de encarcerados durante esses 14 anos.

Esse perigo parece distante, sem dúvida. De fato, o secretário de Defesa, Ashton Carter, anunciou que apresentará, ao Congresso, de um plano que, se colocado em prática, implica mudança da localização dos prisioneiros – de Guantánamo aos Estados Unidos –, sem alterar necessariamente seu status. Hoje, eles não podem ser transferidos a outros países; nem julgados (por falta de provas), nem libertados (porque continuam sob suspeita de terrorismo). Uma aberração legal, mas que não seria a mais grave perpetrada na “guerra contra o terror” empreendida por Bush desde 11 de Setembro, e que também aprisionou Obama, mais preocupado em salvar a própria pele do que com que se faça justiça.

Obama não é exatamente igual a Bush, e fez, sim, alguma coisa. Por exemplo, proibiu as torturas – ainda que persista tratamento degradante – que tiveram inclusive cobertura legal (embora secreta), e que foram praticadas de forma rotineira durante o mandato de seu predecessor. Reduziu o némero de presos aos 93 atuais, dos 245 que havia quando assumiu a presidência (há sete anos!), e um número muito distante dos 680 que Guantánamo chegou a ter no seu ápice, em 2003.

Dos 93 que continuam lá aprisionados, 34 estão tão “limpos” que se admite transferi-los a outros países – se houver quem aceite acolhê-los; três foram condenados pelas “comissões militares” que substituem os tribunais civis; sete estão sendo julgados por esses mesmos órgãos; e os 49 restantes, classificados como “combatentes ilegais”, estão retidos em caráter indefinido e sem indícios de culpabilidade que permitam serem processados com as mínimas garantias legais que deveriam ver reconhecidas.

As irracionalidades abundam. É claro que o sistema penitenciário, capaz de aprisionar o autor do atentado da maratona de Boston e o rei do narcotráfico, Chapo Guzmán – se for finalmente extraditado do México –, não teria problemas em deter, com garantias, um punhado de supostos terroristas. O problema é que, se chegarem aos Estados Unidos, fora já do limbo legal de Guantánamo, demonstrar sua culpabilidade, caso exista, seria questão quase impossível. E a propaganda dos republicanos, amplificada em pleno ano eleitoral, somada às reticências nos Estados onde se encontram as eventuais prisões receptoras, reafirma que haveria um grave risco à segurança nacional se, finalmente, a maioria desses reclusos acabassem em liberdade. Difícil imaginar maior exercício de hipocrisia num país que dá lições de democracia e respeito aos direitos individuais ao mundo todo.

Mas ainda tem mais. Pois Obama está preso à sua sonora promessa de fechar Guantánamo, e descumpri-la o colocaria em evidência. Por isso continuará esforçando-se para realizá-la, ainda que isso suponha pouco mais que maquiagem. Diversas organizações defensoras dos direitos humanos (como Anistia Internacional e a União de Liberdades Civis Americanas) temem que o eventual transporte dos prisioneiros para os Estados Unidos não inclua mudança em seu status atual de “presos indefinidos”.

A Anistia Internacional, por exemplo, sustenta, através da diretora do Programa de Segurança e Direitos Humanos nos Estados Unidos, Naureen Shah: “A única coisa que a proposta de Obama (realocação dos prisioneiros, conservando-os em detenção indefinida nos Estados Unidos) conseguiria seria mudar o código postal de Guantánamo (…) O certo seria por fim à detenção indefinida sem ressalvas, não mudá-la de lugar (…); os que não podem ser transferidos a outros países considerados seguros devem ser acusados diante de um tribunal federal ou postos em liberdade”. A Anistia exige, além disso, que os EUA assumam “a responsabilidade pelos abusos cometidos no passado” e que “sejam ampliadas as investigações sobre denúncias de tortura e outras violações dos direitos humanos.” Enquanto isso, a advogada novaiorquina Tina Foster, que representa vários prisioneiros, sustenta que o fechamento da prisão seria principalmente uma medida de relações públicas, sem nenhum significado real.

De outro lado, exportar para outros países os prisioneiros de Guantánamo não garantiria que estejam seguros e com seus direitos fundamentais a salvo, algo que exigiria um mecanismo de controle para garantir que não estão mudando de uma prisão para outra, igualmente injusta e arbitrária. Um exemplo: o marroquino Yunus Chekuri, transferido encapuzado e algemado a seu país após 14 meses detido na base norte-americana sem que houvesse nenhuma acusação contra ele, e sem que a CIA e o FBI o considerassem uma ameaça, continua aprisionado próximo a Rabat. E seu caso não é o único.

Fonte: Blog do Luis Nassif em 10/02/2016

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FALAR DE CUBA É FÁCIL...

#‎FIMDOBLOQUEIO‬


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EUA e CUBA TERÃO NOVO DIÁLOGO ECONÔMICO NA PRÓXIMA SEMANA EM WASHINGTON

Washington, 10 fev (EFE).- Estados Unidos e Cuba realizarão nos dias 17 e 18 deste mês uma nova rodada do chamado Diálogo Regulador, com participação da secretária de Comércio americana, Penny Pritzker, e o ministro cubano Rodrigo Malmierca, informou nesta quarta-feira a Casa Branca, em comunicado.

No encontro, também estarão funcionários do Tesouro e do Departamento de Estado dos EUA. Nele, serão analisadas as "mudanças regulatórias" aplicadas em 27 de janeiro, que afetam a exportação e o financiamento de certos bens e serviços autorizados por Cuba, além dos desafios identificados pelas empresas americanas.

De acordo com a nota, a delegação cubana abordará "as partes relevantes para o sistema econômico cubano, incluída a importação de bens e serviços e as transações financeiras".

O ministro do Comércio de Cuba, Rodrigo Malmierca, iniciará na próxima terça-feira a visita à Washington, a primeira em décadas. Além da reunião, estará a frente de conferência sobre as relações bilaterais, na Câmara de Comércio dos EUA.

Penny Pritzker, por sua vez, destacou que "esta segunda rodada de conversas "é outra oportunidade para trabalhar diretamente com nossos colegas cubanos, para entender melhor a maneira na qual nossos governos e economias podem trabalhar conjuntamente".

O primeiro encontro aconteceu no ano passado, na primeira visita da secretária de Comércio dos Estados Unidos à Havana, em outubro do ano passado.

O secretário do Tesouro, Jack Lew, também se manifestou hoje e afirmou que "nossas sucessivas ações para emendar as Regulações de Controle de Ativos Cubanos estão dando mais poder aos cubanos".

No fim de janeiro, o governo americano anunciou novas mudanças quanto as restrições que seguem afetando as exportações e as viagens para Cuba, como parte da aproximação bilateral iniciada há pouco mais de um ano, entre os presidentes Barack Obama e Raúl Castro.

Embora o mandatário americano tenha tomado medidas para flexibilizar as viagens e algumas transações comerciais, o levantamento completo do embargo comercial depende do Congresso de EUA, controlado pela oposição republicana, que rejeita as propostas.

Durante seu último discurso sobre o Estado da União, em 12 de janeiro, Obama cobrou que o Congresso reconheça que a "Guerra Fria acabou".
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