20 de mar. de 2016

ENCONTRO AMISTOSO ENTRE FIDEL E NICOLÁS MADURO

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O comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz teve um encontro amistoso, no sábado, 19 de março, com o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, pouco antes de concluir sua visita oficial a Cuba.
Photo: Juventud Rebelde
Photo: Juventud Rebelde
Photo: Juventud Rebelde
Photo: Juventud Rebelde

A FORÇA DA REVOLUÇÃO CUBANA VENCEU A CRUELDADE DO BLOQUEIO (VÍDEO)



Apesar de todas as crueldades e terrorismo impostos a Cuba pelos EUA na tentativa de dominação da Ilha, Fidel Castro e seu povo se mantiveram de pé com muita dignidade. Hoje, com a diminuição da guerra midiática contra Cuba, o mundo começa a tomar conhecimento dos sucessos da revolução, mesmo com todo isolamento imposto à Ilha socialista. Viva a Revolução Cubana!

"Este micro documentário com câmera na mão narra os efeitos do bloqueio econômico dos Estados Unidos e as expectativas com o novo paradigma que constitui a retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos." 

                                       

                                             VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!          

HAVANA HOJE: MINUTO A MINUTO DA VISITA DE BARACK OBAMA

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O presidente dos Estados Unidos cumprirá em Cuba uma agenda que compreende percursos pela Catedral de Havana, a Praça de Armas, o Museu da Cidade , a Praça Velha e a Praça de São Francisco de Assis.

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15h20.- O mandatário estadunidense viaja a Cuba acompanhado de sua esposa Michelle Obama e as duas filhas, Malia e Sasha; bem como membros de seu gabinete e senadores republicanos e democratas.
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15h15.-A chegada de Obama a Cuba tem lugar 15 meses depois do anúncio do processo de restabelecimento das relações entre ambos os países, em 17 de dezembro de 2014, pelo presidente cubano Raúl Castro e o mandatário estadunidense Barack Obama.
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15h00.- Barack Obama é o primeiro presidente que visita Cuba depois de 88 anos. Antes só o fez Calvin Coolidge, quem desembarcou em Havana em janeiro de 1928 para participar da 6ª Conferência Pan-americana.
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14h30.-Prévia à chegada a Cuba do presidente estadunidense, circula já nas redes sociais um vídeo de sua colaboração com o humorista Luis Silva, do programa Viver do Conto
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14h25.- A redação do jornal Granma está pronta para a cobertura ao vivo da visita a Cuba do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
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14h20.- O dr. Agustín Lage anunciou em entrevista coletiva na manhã deste domingo, que proximamente poderão ser utilizados produtos biotecnológicos cubanos em pacientes estadunidenses já que mais de 30 patentes cubanas têm sido aprovadas pelo Gabinete de Patentes e Marcas dos Estados Unidos.
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14h15.- Na sala de imprensa do Hotel Habana Libre desenvolveram-se diferentes entrevistas coletivas com a imprensa com a participação de personalidades cubanas como Rodrigo Malmierca, ministro do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro e Agustín Lage, diretor do Centro de Inmunologia Molecular de Havana.
13h40.- O Air Force One, momentos antes da sua partida rumo a Havana
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13h35.- A imprensa internacional reflete a visita de Obama a Cuba:
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13h30.- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama parte da Base Aérea Andrews rumo a Cuba
 
 

19 de mar. de 2016

CHEGARÁ UM PRESIDENTE, NÃO UM MESSIAS



O país está pronto para receber o Sr. Barack Obama, o quadragésimo quarto presidente dos Estados Unidos da América, com as honras que se dispensa a um chefe de estado e com a hospitalidade e respeito devido a qualquer cidadão do mundo, porém não é a chegada do Messias. 

Esta semana nós acordamos com notícias muito animadoras, como o início oficial do correio postal direto Cuba-EUA e a autorização aos cubanos de utilizarem o dólar como instrumento de pagamento e aos estadunidenses de viajarem para o país sempre que declarem que não virão com finalidade turística. Essa constância de pequenas coisas se mantém desde aquele 17 de dezembro que teve um honroso despertar.

Talvez o presidente faça novos anúncios durante a visita, porque existem dívidas pendentes de questões mais importantes e até agora não implementou todas as prerrogativas a que ele tem direito.

Cuba não faz concessões, não necessita. Na época, a decisão de romper as relações e impor o bloqueio veio deles, sancionado com insultos, agressões, leis rarefeitas e decretos que se repetem de ano para ano.

Em vez disso, o país com toda a dignidade do mundo em uma das mãos e jurisprudência internacional na outra, reclama com ardor o respeito às suas conquistas, á sua soberania e ao direito de construir uma sociedade com o sistema político que melhor lhe convém.

Obama em uma entrevista recente à CNN, declarou que sua viagem a Cuba não é para fazer concessões, e é bom que o faça, porque Cuba também não fará quando se trata de soberania. O que tem que ficar claro é que a "normalização" implica em boas intenções.

O momento não é para continuar remexendo nos problemas da história, mas ela é importante para planejar o futuro, porque o mais conveniente é focar em objetivos verdadeiros.

E um esclarecimento para nós: a visita deste presidente não modifica em nada a situação interna atual. A solução dos nossos problemas dependem da eficiência que alcançamos com as nossas atividades diárias.

A fruto do país vem do esforço diário, e o chamado Produto Interno Bruto torna-se inteligente quando somos capazes de preencher a arca nacional mais com as exportações do que com as importações: os alimentos devemos buscá-los nos campos, não no cais a espera do barco que um dia chegará.

O leite de nossas vacas é tão nutritivo quanto o leite em pó importado, custa menos e está no nosso país; o feijão daqui é melhor porque tem preço mais baixo, e é essa série de questões que iram resolver para os cubanos.

Logicamente, aplaudamos a visita como uma chave mestra que abre todas as portas, porque, depois do presidente dos EUA, muitos irão querer passear em Havana ... antes não!, não querem se arriscar ante o Departamento de Estado.

Estamos felizes com a chegada do cidadão Barack Hussein Obama II, seu nome completo, como no momento em que nos visitaram os mais altos cargos da França, Itália, Bélgica, etc, porém, quanto a mudança do panorama da mesa que nós nos sentamos todos os dias, será dos nossos encontros diários com a produção.

Os anos de confrontos difíceis já cessaram, embora não os do antagonismo, porque a Baía de Guantánamo é um espinho fossilizado que ainda vai demorar, porém em seu lugar podemos afirmar que os ares do norte são bons para a safra atual.

Portanto, não se envergonhe nem fique constrangido de dizer Bem-vindo Presidente!, ou melhor, saiba pronunciar, Welcome Mr. President!, se ele passar próximo a você. Nós cubanos olhamos o lado bom das coisas e parece que na próxima semana haverá um esclarecimento final: chegará a Cuba um presidente. Não um Messias para curar os males da terra.

Fonte: Guerrillero

                                                                       VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

O BLOQUEIO CONTINUA INTACTO, ASSEGURA BRUNO RODRÍGUEZ

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Assim expressou o chanceler cubano em entrevista coletiva perante a imprensa nacional e estrangeira, a propósito da próxima visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Foto: Prensa Latina

Assim expressou o chanceler cubano em entrevista coletiva perante a imprensa nacional e estrangeira, a propósito da próxima visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Em 15 de março, os Departamentos do Tesouro e do Comércio emitiram novos regulamentos que modificam a aplicação de alguns aspectos do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.

Este é o quarto anúncio desta classe realizado pelo governo dos EUA após 17 de dezembro de 2014, quando os presidentes de ambos os países divulgaram a decisão de reatar relações diplomáticas.

Estamos estudando seu alcance e efeitos práticos para comprovar sua viabilidade. Preliminarmente, pode afirmar-se que as medidas são positivas.

Algumas delas ampliam o alcance das que tinham sido adotadas antes, como é o caso da que autoriza agora as viagens individuais para trocas educacionais “povo a povo”. Apesar disso, temos que lembrar que se mantém a proibição legal para que os cidadãos estadunidenses possam viajar livremente a Cuba, a qual deve ser eliminada pelo Congresso.

A autorização para o uso do dólar nas transações internacionais de Cuba, que se incluiu neste novo grupo de medidas, refere-se a um aspecto importante do bloqueio. Para que esta medida seja viável, requer-se uma declaração política e instruções claras e precisas do governo dos EUA, que deem segurança jurídica e política aos bancos, de maneira que se ponha fim à perseguição financeira e possam ser revertidos os efeitos intimidadores gerados pelas sanções impostas ao longo dos anos a instituições financeiras estadunidenses e de terceiros países por se relacionar de maneira legítima com Cuba.

Nos próximos dias tentaremos realizar transferências em dólares para verificar se estas podem concretizar-se e se os bancos receberam indicações de que podem ter operações com Cuba sem temor a serem penalizados. Além disso, esperamos que em diante não se repitam sanções como as aplicadas a importantes bancos, como o Commerzbank e o Credit Agricole, por apenas mencionar os casos mais recentes, e que instituições financeiras estrangeiras não rechacem vincular-se com nosso país.

A medida sobre o uso do dólar não envolve que se tenham normalizado as relações bancárias entre Cuba e os EUA. Ainda não se permite que bancos cubanos tenham contas de correspondência em bancos estadunidenses, pelo qual necessariamente nossas operações terão que continuar sendo feitas através de terceiros, o que incrementa os custos operacionais e os trâmites associados.

O resto das medidas em vigor não modifica a aplicação de elementos medulares do bloqueio. Por exemplo:

• Não se permitem os investimentos em nosso país, além dos já aprovados no setor das telecomunicações.

• Mantém-se a proibição às importações de produtos cubanos nos EUA, inclusive medicamentos e produtos biotecnológicos, pelo qual o limitado comércio bilateral autorizado continua sendo essencialmente unidirecional. Apenas se modificou a absurda proibição de que os cidadãos estadunidenses possam consumir produtos e receber serviços cubanos em terceiros países.

• Não mudam as restrições existentes para as exportações dos EUA a Cuba, as que são limitadas e excluem setores chaves da economia cubana.

• Mantém-se a proibição a navios que tenham transportado mercadorias a Cuba de entrar a portos dos EUA em um prazo de 180 dias, o qual encarece os custos por conceito de fretes. A única medida tomada nesta esfera não foi para beneficiar Cuba, senão para tornar rentáveis as operações às empresas de navios estadunidenses.

• Cidadãos e empresas cubanas e de outros países continuam incluídos em uma lista arbitrária, conhecida como “nacionais especialmente designados”, que lhes impede realizar transações com entidades dos EUA e suas subsidiárias.

Todas estas restrições podem ser eliminadas mediante decisões executivas.

A realidade é que o bloqueio continua em vigor. O próprio secretário do Tesouro, Jack Lew, reconheceu dois dias atrás que o bloqueio ainda limita “muito, muito significativamente” o volume de transações entre Cuba e os EUA.

O bloqueio também tem componentes dissuasivos e punitivos. 
 
Alguns exemplos:

• Empresas dos EUA e estrangeiras foram multadas em data recente por oferecer serviços e equipamento de origem estadunidense a Cuba.

• A empresas estrangeiras que comercializam níquel e rum cubano lhe cancelaram linhas de crédito e rechaçaram transferências, inclusive em moedas diferentes do dólar estadunidense.

• Bancos estrangeiros fecharam as contas bancárias em outras moedas a pessoal da saúde cubano que oferecem sua colaboração em países da África.

• Subsidiárias de empresas estadunidenses em terceiros países negam seus serviços a missões diplomáticas e entidades cubanas radicadas no exterior.

O bloqueio é o obstáculo mais importante para o desenvolvimento econômico de Cuba e causa privações ao povo cubano.

Por isso, sua eliminação será essencial para normalizar as relações entre nossos países.

Altos funcionários estadunidenses afirmaram que o objetivo das medidas aprovadas é “empoderar” o povo cubano. Se ao governo dos EUA lhe interessa realmente ajudar ao povo cubano, o bloqueio deve acabar.

Reconhecemos a posição do presidente Obama contra o bloqueio e os chamamentos reiterados que fez ao Congresso para pôr fim a ele.

Esperamos que o Congresso dos EUA aja em consequência, perante o reclamo quase unânime da comunidade internacional e de setores da sociedade cada vez mais amplos e a opinião pública estadunidenses.

Cuba se envolveu na construção de uma nova relação com os EUA em pleno exercício de sua soberania e apegada aos seus ideais de justiça social e solidariedade.

Ninguém pode pretender que para isso, Cuba tenha que renunciar a um só de seus princípios, nem a sua política externa comprometida com as causas justas do mundo e a defesa da autodeterminação dos povos.

Nos próximos dias, receberemos o presidente dos Estados Unidos com a hospitalidade que nos distingue, e com o respeito e consideração que merece em sua condição de chefe de Estado.
 
Será uma oportunidade para que conheça nossa realidade e um povo nobre, digno e patriota, que luta por um futuro melhor apesar das adversidades que teve que enfrentar.

O presidente estadunidense apreciará uma nação envolvida em seu desenvolvimento econômico e social, e no melhoramento do bem-estar de seus cidadãos, que desfruta de direitos e pode exibir avanços que constituem uma quimera para muitos países do mundo, apesar de ser um país bloqueado e subdesenvolvido.

Também será uma ocasião importante para identificar novos passos que poderiam dar-se nos próximos meses como contribuição ao processo de melhora das relações, nas bases de respeito e de igualdade, em benefício de ambos os países e povos.

Publicado por Granma
 

O PRESIDENTE NICOLÁS MADURO CHEGA A CUBA PARA VISITA OFICIAL

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Durante a visita, o presidente venezuelano terá conversações oficiais com o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz e desenvolverá outras atividades

Foto: Jorge Luis González
O companheiro Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela, chegou em 17 de março a Cuba, em uma visita oficial.

Durante a visita, o presidente venezuelano terá conversações oficiais com o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz e desenvolverá outras atividades.

PRESIDENTE VENEZUELANO APOSTA EM FORTALECER RELAÇÕES

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que será apresentado um plano de cooperação com Cuba para este ano e até 2030 a partir de uma visão de mecanismos de integração regionais como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP)

O presidente chegou ao aeroporto internacional José Martí da capital depois da meia-noite e foi recebido pelo primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel.

“São tempos de renovação e irmandade”, declarou o chefe de Estado ao chegar ao nosso país, em uma visita oficial, onde está previsto assinar vários acordos para consolidar as relações bilaterais.

“O objetivo é continuar oferecendo elementos estratégicos de cooperação que se transformam em irmandade”, acrescentou, após garantir que se sente “feliz de chegar à nossa casa, a este Caribe nosso”.

Maduro veio acompanhado pela Primeira Combatente, Cilia Flores; a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez e outros membros de seu gabinete.

A visita ao nosso país do presidente venezuelano produz-se em momentos em que a nação sul-americana enfrenta uma campanha promovida por setores da direita local e internacional que pretende revogar o processo social iniciado pelo líder bolivariano Hugo Chávez em 1999.

Cuba faz parte do amplo grupo de países que exige o cessar das provocações contra a Venezuela e seja eliminada a Ordem Executiva 13692 que decreta Caracas como uma ameaça para os Estados Unidos. 

Nesse sentido, reiterou o apoio incondicional ao governo do presidente Maduro e a união cívico-militar que lutam por manter a paz, a ordem constitucional e as conquistas da Revolução Bolivariana. 

Sob a presidência de Chávez, Caracas e Havana iniciaram uma nova etapa em suas relações que se mantém na atualidade e está refletida em inúmeros projetos de colaboração bilateral em esferas como a saúde, o esporte, a cultura e a indústria. Milhares de colaboradores cubanos inseriram-se em missões sociais como Bairro Dentro (saúde), Cultura Coração Dentro, entre outras, contribuindo desta maneira sua assistência na construção de uma sociedade inclusiva na Venezuela.

Publicado por Granma 

                                                                        VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

CUBA: A MODERAÇÃO IMPOSSÍVEL

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Por Iroel Sánchez 

A política externa cubana, suposta causa da hostilidade dos Estados Unidos contra a Revolução, foi recorrente no discurso da Casa Branca sobre Cuba até o fim da Guerra Fria.

A aliança com a União Soviética, apoiando os movimentos de libertação nacional no Terceiro Mundo, e a presença de tropas cubanas na África em apoio à soberania das nações atacadas por vizinhos apoiados por Washington, foram usadas pelos EUA até o início dos anos noventa para justificar a sua política hostil em relação a Cuba.

Esses pretextos foram então substituídos pelo questionamento ao modelo econômico, político e social cubano a partir da retórica estadunidense de Direitos Humanos e de democracia que pode se traduzir em aceitação do capitalismo dependente e de elites subservientes aos EUA, "Lei para a liberdade e solidariedade democrática cubana", ou Lei Helms-Burton, assinada por Bill Clinton em Março de 1996.

Em janeiro de 2014, foi aprovada no Encontro da Comunidade da América Latina e Caribe (CELAC) uma declaração proclamando a região como uma zona de paz

"O compromisso dos Estados da América Latina e do Caribe de respeitar integralmente o direito inalienável de todos os Estados para escolher seu sistema político, econômico, social e cultural como condição essencial para garantir a coexistência pacífica entre as nações"

Assim a cimeira da CELAC respaldou a alternativa de sociedade defendida por Cuba e rejeitou, por unanimidade, incluindo o voto de aliados próximos aos EUA, como México e Colômbia, a tentativa dos EUA de impor à Ilha um sistema econômico capitalista e um sistema político de interesse estadunidense.

Há pouco tempo, o acordo de diálogo político e cooperação que a ilha assinou com o principal parceiro dos EUA, a União Europeia, sem questionamentos à soberania cubana e em plena igualdade das partes, reconhece a legitimidade do direito interno cubano e é outro golpe para a tentativa dos EUA de impor a Cuba o seu modelo exclusivo de sociedade, cada vez mais questionado até mesmo dentro das próprias fronteiras dos Estados Unidos.

"Um conflito de Cuba não só com os EUA, mas com um sistema internacional onde a primazia estadunidense é uma realidade."

E a razão dada?

"O atual sistema político cubano e os dirigentes cubanos não se sentem confortáveis com o mundo dessa forma e fazem todo o possível para mudá-lo"

Após 17 de dezembro de 2014, tanto o presidente Raul Castro, em todos os fóruns internacionais em que interveio -ONU, CELAC, ALBA- como declarações da Chancelaria cubana, revelam a intenção de continuar a insistir em mudar o estado de coisas injustas que a hegemonia dos EUA tratou de estabelecer no planeta. Se não for suficiente como argumento os princípios que a sustentam, se pensará em uma palavra muito na moda: pragmatismo. Por que Cuba deveria mudar essa atitude, se, longe de colher fracassos, essa posição é o que permitiu o governo de Havana chegar a 17 de dezembro de 1014 isolando os EUA e após essa data receber aplausos e aclamação de vozes tão diversas e ressonantes como o papa Francisco, o Patriarca ortodoxo Kirill e o presidente francês, François Hollande?

Em declarações consecutivas condenando o ataque ianque contra a Venezuela, denunciando o assassinato da ativista Berta Cáceres em Honduras, o apoio ao ex-presidente Lula e ao governo brasileiro contra o ataque da direita pró-estadunidense e juntando nas últimas semanas com a renovação de fortes relações de Cuba com as causas saharaui e palestina e apoio inabalável à independência de Porto Rico.

Quem acredita que as lideranças cubanas são uma espécie de Gorbachov caribenho, ignorando que as concessões de política externa acabariam prejudicando a legitimidade e apoio interno do país, se engana.

Com clareza pungente para os chorosos do Obamismo, o editorial do jornal diário cubano Granma jogou no lixo a moderação:

"Não se pode albergar tão pouco a menor dúvida a respeito do cumprimento rigoroso de Cuba aos seus ideais revolucionários e anti-imperialistas, e sua política externa comprometida com as causas justas no mundo, a defesa da autodeterminação dos povos e do apoio tradicional aos nossos países irmãos."

(Al Mayadeen)

Fonte: LA PUPILA INSOMNE

                                                                            VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!