31 de mar. de 2016

VÍDEO COM RESPOSTAS DE RAÚL CASTRO NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA QUE ELE E BARACK OBAMA DERAM EM CUBA

#‎FIMDOBLOQUEIO‬ 


   Assista o vídeo: 

 

                           
                                                       
                                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

29 de mar. de 2016

DIAS DEPOIS DA HISTÓRICA VISITA DE OBAMA A CUBA, SOLIDÁRIOS SE REÚNEM EM WASHINGTON PARA EXIGIR O FIM DO BLOQUEIO




 PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA 23 de março de 2016

CONTATO:
Nancy Kohn: 617-504-9773

O Comitê Internacional de Paz, Justiça e Dignidade dos Povos voltará a Washington em abril, para colocar pressão sobre o governo do presidente Barack Obama que ao pode fazer muito mais para reduzir o impacto do bloqueio brutal de 55 anos contra Cuba e ao Congresso para que aprove a lei que finalmente porá um fim à agressão mais longa da história sobre um pequeno país que nunca atacou ninguém.

Presidente Obama e o executivo continuam anunciando novas regulamentações para aliviar as restrições contra Cuba em áreas como viagens e comércio, mas permanecem mínimas em relação ao que poderia realmente fazer Obama se fizesse uso de suas prerrogativas. O dano causado ao povo cubano pelo criminoso bloqueio permanece intacto.
 
Membros do Comitê Internacional, acompanhados por dezenas de simpatizantes dentro dos Estados Unidos e em outros países, se reunirão em Washington de 18 a 22 abril para a realização da "Segunda Joranada: Dias de Ação Contra o Bloqueio". Durante o evento visitaram escritórios de senadores e membros da Câmara dos Representantes e será realizado um importante fórum comunitário, "Através dos olhos cubanos", com informações a partir da perspectiva dos próprios protagonistas do que tem ocorrido em Cuba e o estado das relações entre os dois países.

Além do embaixador cubano em Washington DC, José Ramón Cabañas, os convidados da Ilha que que viajarão incluem profissionais de saúde envolvidos na luta contra o Ebola na África Ocidental e na reestruturação da infraestrutura de saúde no Haiti, a Diretora do Museu de Alfabetização de Havana, um representante do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), um estudante de jornalismo que vai apresentar uma história excepcional: Jorge Jérez "Jorgito el Camagüeyano". George nasceu em Cuba em 1993 com paralisia cerebral, mas graças ao atendimento do sistema de saúde e o sistema educação de Cuba, tornou-se um jovem jornalista cubano que não só usa seu conhecimentos e escritos para si, mas participa e trabalha ativamente. "O Poder dos Fracos" é um documentário do cineasta alemão Tobias Kriele sobre a vida de Jorgito, que será exibido durante a Jornada, em Washington.

Embora reconhecendo a importância da decisão do Presidente Obama, em dezembro de 2014, de por fim (em suas próprias palavras) "ao método ultrapassado imposto a Cuba durante décadas fracassou em fazer avançar nossos interesses" e a recente visita histórica do Presidente a Cuba, Alicia Jrapko do Comitê Internacional nos EUA explicou que Obama pode fazer muito mais para ajudar a normalizar as relações com Cuba. "Enquanto aplaudimos os passos que Obama tem tomado, o exortamos a utilizar seu poder executivo para desarticular o bloqueio, fechar a prisão de Guantánamo e devolver a Cuba seu território. Ele deve também por fim a lei preferencial "Pés secos, pés molhados", política que incentiva a imigração ilegal e insegura, deve por fim ao programa de liberdade para médicos cubanos que encoraja os profissionais a abandonar programas médicos de Cuba no exterior, e terminar com financiamento da USAID e o Fundo National para a democracia com seus programas destinados a promover a mudança de regime em Cuba ". 

Netfa Freeman, do Instituto de Estudos Políticos, um dos grupos organizadores das ações de abril disse que a maioria dos estadunidenses, incluindo cubanos estadunidendes, apoiam o fim do bloqueio. "Parte deste apoio", disse Freeman, "é o resultado de uma maior consciência da hipocrisia das exigências dos Estados Unidos de promover uma mudança da sociedade em Cuba, a qual não sofre da epidemia nacional de assassinatos de negros pela polícia e encarceramento em massa, ou males sociais como falta de moradia. A grande maioria dos cubanos tem garantidos moradia e cuidados de saúde como direitos humanos".

Freeman referiu-se a bem sucedida turnê de 10 dias pela Costa Oeste realizada recentemente por Miguel Fraga, primeiro secretário da Embaixada de Cuba em Washington DC, como outro sinal do estado de ânimo das pessoas. Fraga falou para umas 1.500 pessoas em 20 eventos diferentes, e foi apresentado no Senado do estado da Califórnia. "A Guerra Fria terminou", declarou aos seus colegas o senador estadual Isadore Hall III, onde pela primeira vez a bandeira cubana foi desfraldada no plenário do Senado. "É hora de olhar para a frente e para um futuro em que Cuba é um parceiro, não um inimigo dos Estados Unidos."

Como parte da turnê do diplomata cubano, em uma conferência em Seattle, o congressista do 7º Distrito do Estado de Washington, Jim McDermott, incitou o público a participar ja Jornada de abril em Washington DC para pressionar o Congresso para que ponha fim ao bloqueio.

Fonte: Comitê Internacional de Paz, Justiça e Dignidade dos Povos

                                                    Vencemos !!! Venceremos !!!

ARTIGO DE FIDEL SOBRE DISCURSO DE OBAMA EM CUBA CORRE O MUNDO

#‎FIMDOBLOQUEIO


O Artigo do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, publicado segunda-feira em nosso diária, teve tido grande repercussão na imprensa do mundo todo.

O irmão Obama, referindo-se à recente visita do presidente dos Estados Unidos a Cuba, pôs o nome de Fidel entre as principais tendências na rede social Twitter.

O portal da Nicarágua, La Voz del Sandinismo,blicou o material divulgado pelo líder histórico da Revolução onde ele afirma que Cuba é capaz de produzir alimentos e as riquezas materiais que precisam com esforço e inteligência do seu povo.

Fidel disse que ninguém pode ter a ilusão de que o povo de Cuba renunciará à glória e aos direitos, e à riqueza interior que ganhou com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura.


A agência de notícias Reuters disse que Fidel Castro criticou Obama por não se referir em seu discurso ao extermínio dos povos indígenas nos Estados Unidos e Cuba e por não reconhecer os ganhos de Cuba na saúde e na educação.

O jornal La Nacion da Argentina, dedicou um grande título para a resposta do Comandante em Chefe a Obama e utilizou a frase "não necessitamos que o império nos presenteie com nada."

A Agência Francesa de Imprensa também repercutiu as palavras de Fidel que afirmou que, apesar da recente visita de Barack Obama, a ilha não vai esquecer seu último confronto com Washington.

No material intitulado O Irmão Obama, informou a AFP, o ex-presidente cubano recordou o bloqueio imposto pela nação vizinha em 1962 e seu apoio à ações violentas contra o governo da ilha.

Em Ansa, poodemos ler que "o ex-presidente Fidel Castro sugeriu ao presidente dos EUA, Barack Obama depois de sua histórica visita a Cuba, que "não tenta teorizar sobre a política cubana "e lhe advertiu que a ilha não precisa de presentes do "império"."

A BBC de Londres também fez referência ao artigo do líder da Revolução cubana e utilizou a frase a frase de Fidel: "não necessitamos que o império nos presenteie nada."

"Se Supõe que cada um de nós correu o risco de um infarto ao ouvir estas palavras do Presidente dos Estados Unidos", comentou o ex-mandatário cubano sobre o convite de Obama para esquecermos o passado e olharmos juntos para o futuro.



Da Venezuela o diário 4F Digital admirou a resposta de Fidel e se referiu às suas declarações de que "nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é o nosso compromisso com a paz e fraternidade entre todos os seres humanos que vivem neste planeta".

O governo dos EUA também se referiu ao artigo de Fidel através John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado em suas publicações diárias.

O porta-voz disse que "Fidel Castro pode falar por si mesmo sobre a história conturbada entre os EUA e Cuba (...). As políticas anteriores dos últimos cinquenta anos não funcionaram, nós acreditamos que haverá de se comprometer para finalmente ter relações normais com Cuba".

Ao comentar o artigo de Fidel, Kirby reconheceu que "ninguém esperava" que o restabelecimento das relações entre os EUA e Cuba fosse ser "linear, fácil ou rápido."

O jornal La Jornada, do México, também se referiu às ideias do líder cubano ao analisar o discurso do presidente Obama durante sua visita a Cuba.

Fidel, diz o jornal, disse que Obama omitiu em seu discurso que "a discriminação racial foi varrida pela Revolução; que a aposentadoria e o salário de todos os cubanos foram decretados antes do senhor Barack Obama completar 10 anos."

Publicado por Cuba por Siempre

                                                                VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

OBAMA SE ENGANOU DE ILHA


 
Fidel, Obama disse que quer impulsionar o setor privado em Cuba. Melhorar os Direitos Humanos em Cuba, que existam mais partidos políticos, que se reduza o papel do Estado.

Tu disseste "mudar o que deve ser mudado" e o outro entendeu "privatizar tudo o que deva ser privatizado".

Definitivamente o sujeito errou de Ilha, estas são as Ilhas Virgens, não te parece, Fidel ?

Publicação de Fidelista Por Siempre

                                               VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!  

O DEPARTAMENTO DE ESTADO DESMENTE PALAVRAS DE OBAMA EM CUBA

#‎FIMDOBLOQUEIO‬ 

  Por Iroel Sánchez

Em seu discurso no Gran Teatro de La Habana, dirigido à sociedade civil cubana, o presidente Barack Obama disse:

"Os Estados Unidos não têm a capacidade nem a intenção de impor mudanças em Cuba, as alterações dependem do povo cubano. Não vamos impor o nosso sistema político e econômico, porque sabemos que cada país, cada nação deve forjar o seu próprio destino "

Ele também disse:

"Já existe uma evolução que está ocorrendo aqui em Cuba, uma mudança geracional. Muitos sugeriram que eu viria aqui e pediria ao povo para destruir algo, mas não, estou apelando aos jovens de Cuba para construirem algo novo, evoluir. O futuro de Cuba tem que estar nas mãos do povo cubano! "

Parece que a "evolução" e o "apelo" não são suficientes e a "elevação" obamista precisava do dinheiro e das instruções de um país onde a polícia mata três pessoas, em média, por dia, em sua maioria jovens. 

Apenas três dias depois de Barack Obama deixar Cuba, o Departamento de Estado anunciou um programa de orientação de práticas comunitárias por $ 753.989 para "jovens líderes da emergente sociedade civil cubana".

Como anunciaram, organização sem fins lucrativos e instituições de ensino estão convidados a apresentar propostas. O prazo limite é 20 de maio e é esperado que os primeiros prêmios sejam dados no final de julho ou início de agosto.

O Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado pretende gerir o programa destinado para o financiamento de dois a quatro meses de programas de desenvolvimento profissional "que impulsionarão o desenvolvimento de planos de ação para atividades comunitárias não governamentais em Cuba."

O anúncio diz:

"A Sociedade civil cubana não é formada por organizações bem estabelecidas que normalmente seriam encontrados em uma sociedade com uma forte tradição democrática. Através da participação no programa, os participantes vão desenvolver um conjunto de ferramentas de liderança e habilidades para gerir e fazer crescer as organizações da sociedade civil que apoiam os princípios democráticos em Cuba ".

Fonte: La Pupila Insomne 

                                              VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

28 de mar. de 2016

FIDEL CASTRO: NÃO NECESSITAMOS QUE O IMPÉRIO NOS PRESENTEIE COM NADA


 
O Comandante da Revolução Cubana comentou o discurso de Obama durante visita a Cuba.

"Cuba não renunciará à glória, aos direitos e à riqueza espiritual que ganhou com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura"."

"Não necessitamos que o império nos presenteie nada.Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque nosso compromisso é com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta."

"Somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas materiais que necessitamos com o esforço e a inteligência de nosso povo."

Sobre as declarações de Obama a favor de "esquecer o passado e olhar para o futuro", Fidel Castro considera que utilizou as "palavras mais açucaradas" e afirma que os cubanos correram "o risco de um infarto" ao escutar o presidente dos Estados Unidos falar de cubanos e americanos como "amigos, família e vizinhos".

"Após um bloqueio impiedoso que durou quase 60 anos e diante dos que morreram nos ataques mercenários a embarcações e portos cubanos, além de invasões mercenárias, múltiplos atos de violência e de força?"

Castro lembra a Invasão de Baía dos Porcos, quando em 1961 "uma força mercenária com canhões e infantaria blindada, equipada com aviões, foi treinada e acompanhada por navios de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos, atacando de surpresa nosso país".

"Nada poderá justificar aquele ataque que custou a nosso país centenas de baixas entre mortos e feridos"

Fidel Castro também criticou que nas declarações de Obama sobre a origem mestiça tanto de Cuba como dos EUA, não mencionou que "a discriminação racial foi varrida pela Revolução", que aprovou "a aposentadoria e o salário de todos os cubanos" antes que do presidente americano "completar dez anos".

"O odioso costume burguês e racista de contratar aguazís para que os cidadãos negros fossem expulsos de centros de recreação foi varrida pela Revolução Cubana." 

                                               VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

 

FIDEL CASTRO: O IRMÃO OBAMA

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Os reis da Espanha nos trouxeram os conquistadores e donos, cujas impressões digitais ficaram nas faixas de terra entregues aos buscadores de ouro nas areias dos rios, uma forma abusiva e sufocante de exploração cujos vestígios se podem ver desde o ar em muitos lugares do país.
Por Fidel Castro


Minrex Cuba
Barack Obama em frente ao monumento em homenagem a Camilo Cienfuegos, mensionado por Fidel em seu artigo Barack Obama em frente ao monumento em homenagem a Camilo Cienfuegos, mensionado por Fidel em seu artigo
 
O turismo hoje, em grande parte, consiste em mostrar as delícias das paisagens e saborear os excelentes alimentos de nossos mares, e sempre que se compartilhe com o capital privado das grandes corporações estrangeiras, cujos , se não atingem bilhões de dólares per capita não são dignos de nenhuma atenção.

Já que me vi obrigado a mencionar o tema, devo acrescentar, principalmente para os jovens, que poucas pessoas se dão conta da importância de tal condição neste momento singular da história humana. Não direi que o tempo se perdeu, mas não vacilo em afirmar que não estamos suficientemente informados, nem vocês nem nós, dos conhecimentos e das consciências que deveríamos ter para enfrentar as realidades que nos desafiam. O primeiro a levar em conta é que nossas vidas são uma fração histórica de segundo, que ademais há que compartilhar com as necessidades vitais de todo ser humano. Uma das características deste é a tendência à supervalorização de seu papel, o que contrasta por outro lado com o número extraordinário de pessoas que encarnam os sonhos mais elevados.

Contudo, ninguém é bom ou mau por si mesmo. Nenhum de nós está desenhado para o papel que deve assumir na sociedade revolucionária. Em parte, os cubanos tivemos o privilégio de contar com o exemplo de José Martí. Pergunto-me inclusive se ele tinha que cair ou não em Dois Rios, quando disse “para mim é chegada a hora”, e fez carga contra as forças espanholas entrincheiradas em uma sólida linha de fogo. Não queria regressar aos Estados Unidos e não havia quem o fizesse regressar. Alguém arrancou algumas folhas de seu diário. Quem tem essa pérfida culpa, que foi sem dúvida obra de algum intrigante inescrupuloso? Conhecem-se as diferenças entre os chefes, mas jamais indisciplinas. “Quem tentar apropriar-se de Cuba recolherá o pó de seu solo afogado em sangue, se não perecer na luta”, declarou o glorioso líder negro Antonio Maceo. Reconhece-se igualmente em Máximo Gómez, o chefe militar mais disciplinado e discreto de nossa história.

Olhando a partir de outro ângulo, como não admirar-se com a indignação de Bonifácio Byrne quando, desde a distante embarcação que o trazia de volta a Cuba, ao divisar outra bandeira junto à da estrela solitária, declarou: “Minha bandeira é aquela que jamais foi mercenária…”, para acrescentar de imediato uma das mais belas frases que jamais escutei: “Mesmo que desfeita em pequenos pedaços, é minha bandeira … nossos mortos alçando os braços ainda saberão defendê-la!…”. Tampouco esquecerei as acesas palavras de Camilo Cienfuegos naquela noite, quando a várias dezenas de metros bazucas e metralhadoras de origem norte-americana, em mãos contrarrevolucionárias, apontavam para o terraço em que estávamos. Obama nasceu em agosto de 1961, como ele mesmo explicou. Mais de meio século transcorreria desde aquele momento.

Vejamos, contudo, como pensa hoje nosso o ilustre visitante:

“Vim aqui para deixar para trás os últimos vestígios da guerra fria nas Américas. Vim aqui estendendo a mão de amizade ao povo cubano”.

De imediato um diluvio de conceitos, inteiramente novos para a maioria de nós:

“Ambos vivemos em um novo mundo colonizado por europeus”. Prosseguiu o presidente norte-americano. “Cuba, assim como os Estados Unidos, foi constituída por escravos trazidos da África; igualmente aos Estados Unidos, o povo cubano tem heranças em escravos e escravistas”.

As populações nativas não existem em absoluto na mente de Obama. Tampouco diz que a discriminação racial foi varrida pela Revolução; que a aposentadoria e o salário de todos os cubanos foram decretados por esta antes que o senhor Barack Obama completasse 10 anos. O odioso costume burguês e racista de contratar esbirros para que os cidadãos negros fossem expulsos de centros de recreação foi varrido pela Revolução Cubana. Esta passaria à história pela batalha que lutou em Angola contra o apartheid, pondo fim à presença de armas nucleares em um continente de mais de um bilhão de habitantes. Não era esse o objetivo de nossa solidariedade, mas ajudar os povos de Angola, Moçambique, Guiné Bissau e outros do domínio colonial fascista de Portugal.

Em 1961, apenas um ano e três meses depois do triunfo da Revolução, uma força mercenária com canhões e infantaria blindada, equipada com aviões, foi treinada e acompanhada por barcos de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos, atacando de surpresa nosso país. Nada poderá justificar aquele traiçoeiro ataque que custou a nosso país centenas de baixas entre mortos e feridos. Da brigada de assalto pró-ianque, em nenhuma parte consta que se tivesse podido evacuar um só mercenário. Aviões ianques de combate foram apresentados ante as Nações Unidas como equipamentos cubanos sublevados.

É sobejamente conhecida a experiência militar e o poderio desse país. Na África creram igualmente que Cuba revolucionaria seria facilmente posta fora de combate. O ataque pelo Sul de Angola por parte das brigadas motorizadas da África do Sul racista as leva até as proximidades de Luanda, a capital angolana. Ali se inicia uma luta que se prolongou não menos de 15 anos. Não falaria disto, a menos que tivesse o dever elementar de responder ao discurso de Obama no Grande Teatro de Havana Alicia Alonso.

Não tentarei tampouco dar detalhes, apenas enfatizar que ali se escreveu uma página honrosa da luta pela libertação do ser humano. De certa forma, eu desejava que a conduta de Obama fosse correta. Sua origem humilde e sua inteligência natural eram evidentes. Mandela estava preso por toda a vida e se tinha convertido em um gigante da luta pela dignidade humana. Um dia chegou a minhas mãos um exemplar do livro em que se narra parte da vida de Mandela e, que surpresa!: estava prefaciado por Barack Obama. Folheei rapidamente. Era incrível o tamanho da minúscula letra de Mandela precisando dados. Vale a pena ter conhecido homens como aquele.

Sobre o episódio da África do Sul devo assinalar outra experiência. Eu estava realmente interessado em conhecer mais detalhes sobre a forma com que os sul-africanos tinham adquirido as armas nucleares. Tinha apenas a informação muito precisa de que não passavam de 10 ou 12 bombas. Uma fonte segura seria o professor e pesquisador Piero Gleijeses, que havia redigido o texto de “Missões em conflito: Havana, Washington e África 1959-1976”; um trabalho excelente. Eu sabia que ele era a fonte mais segura do ocorrido e assim me comuniquei com ele; respondeu-me que não tinha mais falado do assunto, porque no texto tinha respondido às perguntas do companheiro Jorge Risquet, que fora embaixador ou colaborador cubano em Angola, muito amigo seu. Localizei Risquet; já em outras importantes ocupações, estava terminando um curso do qual lhe faltavam várias semanas. Essa tarefa coincidiu com uma viagem bastante recente de Piero a nosso país; eu havia avisado que Risquet já tinha certa idade e sua saúde não era ótima. Poucos dias depois ocorreu o que eu temia. Risquet piorou e faleceu. Quando Piero chegou não havia nada a fazer, exceto promessas, mas eu já havia obtido a informação sobre o que se relacionava com essa arma e a ajuda que a África do Sul racista tinha recebido de Reagan e Israel.

Não sei o que Obama terá a dizer agora sobre esta história. Ignoro se sabia ou não, embora seja muito duvidoso que não soubesse absolutamente nada. Minha modesta sugestão é que reflita e não trate agora de elaborar teorias sobre a política cubana.

Há uma questão importante:

Obama pronunciou um discurso em que utiliza as palavras mais adocicadas para expressar: “Já é hora de esquecermos o passado, deixemos o passado, miremos o futuro, miremo-lo juntos, um futuro de esperança. E não vai ser fácil, haverá desafios, e vamos dar tempo a estes; mas minha estada aqui me dá mais esperanças do que podemos fazer juntos como amigos, como família, como vizinhos, juntos”.

Supõe-se que cada um de nós corria o risco de um infarto ao escutar estas palavras do presidente dos Estados Unidos. Depois de um bloqueio desapiedado que já durou quase 60 anos, e os que morreram nos ataques mercenários a barcos e portos cubanos, um avião comercial repleto de passageiros que explodiram em pleno voo, invasões mercenárias, múltiplos atos de violência e de força?

Que ninguém tenha a ilusão de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e aos direitos, e à riqueza espiritual que ganhou com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura.

Advirto ademais que somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas materiais de que necessitamos com o esforço e a inteligência de nosso povo. Não necessitamos que o império nos dê nada de presente. Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é nosso o compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta.

Fidel Castro Ruz, 27 de março de 2016


Fonte: PORTAL VERMELHO
www.vermelho.org.br 

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