24 de mai. de 2016

CUBA ANUNCIA REDUÇÃO DE PREÇOS DE PRODUTOS BÁSICOS :: ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTÍ - RJ

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                           Efe

O governo cubano vai reduzir, a partir desta sexta-feira (22), em cerca de 20% os preços de um grupo de produtos básicos, sobretudo alimentos, informou nessa quinta-feira (21) o Ministério das Finanças e Preços.

A medida, a ser aplicada em lojas que vendem produtos em pesos cubanos convertíveis (CUC) e em pesos cubanos (CUP, moeda nacional), tem como objetivo aumentar gradualmente a capacidade de compra de CUP em curto prazo, segundo nota oficial divulgada.

A queda dos preços inclui produtos como o arroz e o chícharo (legume muito consumido na ilha) que são vendidos livremente, à margem do cartão de racionamento vigente no país, que dispensa produtos subvencionados. As novas normas incluem também uma redução de 6% no preço do frango.

Em Cuba circulam duas moedas: o peso cubano (CUP) e o peso convertível (CUC, equivalente ao dólar). A maior parte da população – que se queixa de salários baixos e preços elevados – recebe os salários em CUP, que equivalem, em média, atualmente a cerca de 584 pesos cubanos mensais (US$ 23,3).

A nota oficial diz que a redução de preços está relacionada a uma referência feita no relatório central do 7º Congresso do Partido Comunista, realizado recentemente.O texto diz que os “salários e pensões continuam a ser insuficientes para satisfazer as necessidades básicas da família cubana”. Nesse sentido, considerou-se que a solução “definitiva para essa complexa realidade” será alcançada com o “aumento da produtividade e da eficiência” da economia nacional.

A “vontade política” para “melhorar a situação da população mediante as limitações existentes” e a diminuição dos preços dos alimentos no mercado mundial levaram à adoção de novas medidas.

A nota oficial divulgada pela televisão cubana informou que a lista completa dos produtos com redução de preço será divulgada hoje.
 
 
Fonte: Agência Brasil
Publicado por Associação Cultural José Martí - Rio de Janeiro - Casa de Amizade Brasil-Cuba
                                             VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

23 de mai. de 2016

VÍDEO - EDUCAÇÃO MUSICAL NAS ESCOLAS, VOCÊ CONCORDA? EXISTE....

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A educação musical nas escolas públicas cubanas é tão importante quanto matemática, espanhol ou ciências.

 

Fonte: AJ+                                                                   

                                                                      VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

20 de mai. de 2016

NEGRO, POBRE E SEM-TERRA: CONHEÇA BRASILEIROS QUE SE FORMARÃO EM MEDICINA NA VENEZUELA

19/05/2016
Criada em 2007 pelo então presidente venezuelano Hugo Chávez, a Escola Latino-americana de Medicina (Elam) possibilita que pessoas pobres de países periféricos se tornem médicos

Aos 21 anos, Jéssica Rodrigues Trindade não pensava que um dia poderia cursar uma faculdade de Medicina. O Brasil mantém um perfil elitizado na formação médica, com apenas 2,6% de negros entre os formados na área, em um território onde a maioria da população se declara como negra ou parda (53%), segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep). Mas não foi em uma escola brasileira que a assentada da reforma agrária e filha de camponeses pobres do estado do Pará quebrou esse paradigma.

Jéssica faz parte de um grupo de cerca de 250 jovens de 32 países de diversas partes do mundo que estudam na Escola Latino-americana de Medicina (Elam), na Venezuela. “Eu que sou negra, pobre, filha de pobre, vejo agora toda minha família vibrando pelo fato de eu estar aqui. As gerações da minha família não tiveram acesso à educação e entrar em Medicina é ainda mais complicado”, conta Jéssica, assentada no Palmares II, na cidade de Parauapebas (PA).

Criada em 2007 pelo então presidente venezuelano, Hugo Chávez, em parceira com Cuba, a Elam busca formar médicos de diversos países que tem carência na área. “Esse é um objetivo primordial da escola: formar médicos – que não teriam a possibilidade de estudar em seus países – não só na ciência, mas também em consciência, porque são médicos que voltarão aos seus países para dar um retorno aos seus povos, cuidando das doenças e dos problemas que seus países enfrentam”, explica o cubano Arturo Pulga, médico e coordenador acadêmico da Elam na Venezuela.

É dessa maneira que o conceito metodológico e pedagógico pensado pela escola se diferencia do que é compreendido pela medicina convencional. “Se você vai atender o povo tem que ser uma medicina comunitária, por isso formamos médicos integrais comunitários, que vão à comunidade atender aos problemas dela. Um aspecto social fundamental é que essa medicina não é apenas para curar doenças, mas para preveni-las”, destaca Pulga.

Logo quando chegam à Elam, todos os estudantes participam de um curso introdutório de cerca de seis meses para nivelar o conhecimento sobre diversas áreas, como matemática, biologia, química e também sobre o pensamento latino-americano. Depois desse processo, eles ingressam na formação da carreira médica pelos dois anos seguintes, coordenado por um corpo docente de venezuelanos e cubanos.

Nesse período, os estudantes já começam a trabalhar nos Centros de Diagnósticos Integrais (CDIs) das comunidades, o equivalente às unidades básicas de saúde no Brasil, onde entram em contato com os moradores nos bairros carentes e praticam o conteúdo teórico que aprendem na sala de aula.

“Esse é um elemento importante dessa medicina, pois desde o primeiro ano os estudantes se vinculam com os pacientes nas comunidades. É uma diferença fundamental do modelo tradicional. Desde o primeiro dia que eles entram aqui, já têm vinculação com a prática, nos lugares onde estão as comunidades, os mais pobres, os mais necessitados”, relata Pulga.

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Experiência

Uma das coisas que mais chamaram a atenção de Jéssica ao chegar na Venezuela foi o fato de a maior parte da população daquele país ter acesso à saúde básica por meio dos CDIs. “Em um simples bairro, você tem médicos para todas as áreas. A pessoa chega e já faz o atendimento”, conta.

Quanto às aulas práticas nos CDIs, a sem-terra destaca a importância desses momentos, pois eles permitem a troca de experiências. “Conversamos com os médicos cubanos sobre o trabalho deles. É muito boa essa troca, porque você vê uma medicina diferente, você vê que eles realmente estão preocupados com as pessoas”, avalia.

Esse, por sinal, é um dos fatores que mais instiga Jéssica a se dedicar à profissão. Segundo ela, são poucos os médicos no Brasil que se preocupam de fato com o paciente. “Às vezes o paciente não necessita de remédio, só precisa que se converse, sabe? Quando se tem a compreensão que o outro também passa necessidade, isso ajuda muito. Por isso essa medicina é diferente, é importante se preocupar com o outro e contribuir a partir do que você sabe. Isso é gratificante”, declarou.

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Formação

Após os dois primeiros anos de faculdade, os estudantes se descentralizam entre os estados venezuelanos e se incorporam aos centros hospitalares e ambulatórios, onde ficam do terceiro ao sexto ano do curso até se tornarem efetivamente médicos profissionais.

Segundo Pulga, está cientificamente provado que 80% das doenças podem ser diagnosticadas a partir da atenção primária de saúde, de um questionário adequado que se leve em conta as pessoas e o meio social delas, considerando o local onde estudam, trabalham, etc.

“Por isso [esta formação] tem paradigmas diferentes da medicina tradicional. É uma medicina muito contemporânea em relação ao atual momento e as dificuldades dos nossos países, sobretudo, os latino-americanos, que tem dificuldades econômicas e uma população muito grande que necessita da atenção médica”, defende o coordenador.

Perspectivas

Quando os estudantes são questionados sobre o que pretendem fazer depois de passar por esse processo formativo, as respostas são praticamente as mesmas: o retorno para a terra de origem para cuidar “do povo”.

Vinda de Tabocas, uma cidade de 11 mil habitantes no oeste da Bahia, Soraya de Souza Santana, 21 anos, do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) pretende rearticular um conhecimento popular que foi se perdendo com o tempo na sua região.

“No tempo em que eu nasci, as mulheres que ajudavam uma as outras, faziam os partos, visitavam, buscavam alimentos para as crianças, davam multi-mistura para ajudá-las na nutrição. Eu tenho a perspectiva de resgatar algumas dessas coisas que foram se perdendo com o tempo”, aponta.

Apesar de recém-chegada à Venezuela, Jéssica não vê a hora de poder voltar e ajudar a população com o que aprenderá nos próximos seis anos. “Quero contribuir com quem fez que eu estivesse aqui: a luta do povo. Algumas pessoas que não compreendem isso, falam que eu estou aqui por mérito. Não, o mérito não é meu, o mérito é do meu povo. Foi ele que lutou para eu estar aqui. Tem toda uma América Latina em luta, isso aqui não é uma escola qualquer”, destacou.

Por Luiz Felipe Albuquerque
Do Saúde Popular, enviado especial à Venezuela
Publicado por Saúde Popular
 
                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

OPERAÇÃO CONDOR. AGORA EM NOVA VERSÃO: O "GOLPE SUAVE". SE LIGA !


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A Operação Condor foi uma aliança estabelecida formalmente, em 1975, entre as ditaduras militares da América Latina.  Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai eram orientados e financiados pela CIA com o objetivo de perseguirem e reprimirem os que se opusessem  aos regimes autoritários. Na prática, a aliança apagou as fronteiras nacionais entre seus signatários para a repressão aos adversários políticos.
 
Agora em uma nova versão, já que nos dias atuais não seria possível a pretensão de legitimar uma ditadura militar na região, a ordem é desestabilizar todos os governos de esquerda que não se curvam ao modelo estabelecido por Washington e restaurar os governos de direita que sempre entregaram suas riquezas para o capital estrangeiro, fortalecendo o domínio expansionista dos EUA na região! 

                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

19 de mai. de 2016

RETIRAR OS ESTRANGEIROS DO MAIS MÉDICOS É POUCO DEMOCRÁTICO


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16/05/2016
Retirar os médicos formados no exterior prejudica mais de 45 milhões de brasileiros, justamente aquelas que mais precisam e que moram nos municípios mais pobres.

Por Heider Pinto*, especial para o Saúde Popular

A imprensa tem noticiado que o atual Ministro da Saúde, do governo interino que consideramos ilegal e ilegítimo (i³), tem anunciado que reduzirá o número de médicos estrangeiros no Programa Mais Médicos (PMM) e dará prioridade e aumentará os estímulos para a atuação dos brasileiros. Reduzir arbitrariamente os estrangeiros é uma medida pouco democrática e nada inteligente, como demonstraremos a seguir. Dar mais estímulos aos brasileiros pode ser bom, e apontaremos algumas sugestões neste texto.

1- A Lei do Programa já estabelece prioridade para os brasileiros

A Lei 12.871 de 2013 obriga que primeiro cada vaga deve ser oferecida aos médicos com registro profissional no Brasil. Não ocupando todas as vagas, as remanescentes são então oferecidas aos médicos brasileiros formados no exterior e, só depois, restando ainda vagas é que as mesmas são oferecidas aos médicos estrangeiros. Ou seja, a prioridade já está dada em lei desde a criação do Programa.

2- Só tem muito estrangeiro no PMM porque os brasileiros não quiseram ir onde a população mais precisava

Como em 2013 os médicos brasileiros só se interessaram em ocupar 22% das vagas oferecidas pelo PMM, as vagas necessárias para atender à população mais vulnerável e dos municípios com maior necessidade só foram ocupadas graças aos médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros.

3- É crescente a adesão dos médicos brasileiros no PMM, mas ainda insuficiente

Com o aumento dos estímulos aos médicos brasileiros, como pontuação adicional de 10% no concurso para a formação como especialista (residência médica), além da bolsa e dos auxílios moradia e alimentação, desde 2015 todas as novas vagas foram ocupadas por médicos brasileiros. A maior adesão dos médicos brasileiros foi e deve seguir sendo comemorada. Hoje, do total de 18,2 mil médicos, mais de 5,3 mil (29%) são médicos com registro no Brasil. Contudo, aproximadamente 2/3 dos municípios do PMM ainda não atrai os médicos brasileiros, fazendo com que 45 milhões das 63 milhões de pessoas atendidas pelo Programa só tenham atendimento devido à atuação dos médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior.

4- O médico brasileiro fica menos tempo e abandona mais a atividade

Outro dado importante é que o tempo de atuação no Programa para todos os médicos é de 3 anos, com exceção dos brasileiros que podem escolher ficar 3 anos ou apenas 1 ano. Mesmo assim, 40% dos brasileiros abandonam a atividade no Posto de Saúde antes de cumprir o prazo acordado. Este número no caso dos estrangeiros é de 15%, e especificamente no caso dos médicos cubanos, é de apenas 8%.

5- Os médicos estrangeiros são muito bem avaliados e estão nos locais com maior necessidade

Os médicos estrangeiros, como já foi dito, estão nos locais com maior necessidade. Mas, além disso, as pesquisas de avaliação do PMM conduzidas pelas Universidades têm mostrado uma excelente aprovação desses médicos por parte da população e dos gestores municipais. Maior capacidade de atendimento e de resolver problemas sem precisar encaminhar, maior proximidade com a população e atendimento mais humanizado tem sido a marca mais forte da atuação desses médicos. Isso não se explica pelo fato de serem cidadãos cubanos, italianos, uruguaios ou das mais de 40 nacionalidades presentes no Programa. A grande questão é que são médicos que gostam de atuar na atenção básica e a maioria são especialistas em medicina de família e comunidade. Enquanto em diversos países há prioridade para essa especialização, no Brasil o modelo voltado para o especialista do setor privado e do hospital afasta, e não prepara os médicos nem para a atenção básica nem para o SUS.

6- Das 2.700 vagas em Medicina de Família e Comunidade, apenas 760 foram ocupadas por médicos brasileiros, as demais ficaram ociosas

O PMM também oferece vagas para que os médicos se formem como especialistas para a atuação na Atenção Básica. Mas do total de vagas oferecidas, que só podem ser ocupadas por médicos brasileiros, só 28% foram preenchidas. Hoje a residência, fundamental para mudar o perfil do médico no Brasil e para melhorar em muito a qualidade do atendimento no SUS, embora tenham melhorado a ocupação, ainda atrai pouco os médicos.

Com tudo isso fica claro que retirar os médicos formados no exterior do PMM prejudica mais de 45 milhões de brasileiros, justamente aquelas que mais precisam e que moram nos municípios que têm menos condições de substituir esse médico por outro.

De fato, expulsar os médicos estrangeiros é um desejo das entidades médicas mais conservadoras. Mas é pouquíssimo democrático deixar que a xenofobia e preconceito de alguns milhares prejudique a vida de dezenas de milhões. Além disso, é pouco inteligente fazer o contrário do que diversos países do mundo têm feito: aumentar o estímulo para contar com médicos estrangeiros em seus sistemas de saúde. Nos EUA mais de 1/4 dos médicos são formados no exterior, e no Reino Unido quase 40%.

Também não é inteligente querer agradar a um grupo pequeno e extremista e desagradar não só 45 milhões de pessoas atendidas e mais de 3 mil prefeitas e prefeitos beneficiados. Fazer isso depois da eleição, pode parecer esperto, mas não é, e além disso, é desleal, oportunista e demagógico.

Contudo, oferecer mais estímulo aos médicos brasileiros, sem prejuízo dos estrangeiros, garantindo a sustentabilidade do Programa no médio prazo é uma medida não só inteligente como necessária. Uma boa ideia seria garantir à Bolsa de Residência em Medicina de Família e Comunidade o mesmo valor da Bolsa do Mais Médicos quando aquela acontecesse nos serviços de atenção básica em localidades que o SUS tem necessidade: seria garantido apenas aos brasileiros tudo o que eles já tem no PMM e agregar ainda mais um título de especialista, que é importante não só para a qualidade do atendimento no SUS mas até para que esse médico possa formar outros médicos nas novas escolas de medicina abertas também pelo PMM.

*Médico, Mestre em Saúde Pública. Responsável pelo Programa Mais Médicos

Publicado por Saúde Popular

                                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 


18 de mai. de 2016

ADRIANA PÉREZ E GERARDO HERNÁNDEZ: "NÓS ESTAMOS COM DILMA!"

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Adriana Pérez e Gema - mulher e filha de Gerardo Hernández - um dos Cinco heróis de Cuba !!!

A solidariedade não se pode bloquear !

"Nosotras estamos con Dilma !"
— com Adriana Perez Y Gerardo Hernandez.

                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

INSTITUTO CUBANO DE AMIZADE COM OS POVOS (ICAP) DECLARA APOIO À PRESIDENTA DILMA E AO POVO BRASILEIRO

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Na manhã do dia 13 de maio no ICAP expressamos nossa solidariedade com Dilma e o povo brasileiro, com canções imprescindíveis e muito compromisso.

Veja as fotos: 











Fonte: Kenia Serrano Puig.

                                                                                VENCEREMOS !!!