10 de jul. de 2016

EM TRÊS ANOS O PROGRAMA MAIS MÉDICOS MELHORA A VIDA DO POVO BRASILEIRO

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Posto de Saúde de Abunã, em Porto Velho-RO. Foto: Joka Madruga/Terra Sem MalesPosto de Saúde de Abunã, em Porto Velho-RO. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males
Médica cubana atende na fronteira com a Bolívia

Por Joka Madruga e Paula Zarth Padilha Terra Sem Males

O distrito de Abunã fica a 216Km de Porto Velho, capital de Rondônia, na Amazônia brasileira e divisa com a Bolívia. Está a 2.747km de Brasília e 3.377km de Curitiba. A famosa BR 364 corta o vilarejo com um intenso tráfego de caminhões carregados, principalmente, de gado e soja. E lá vive a drª Kenya Luis, médica cubana que participa do programa criado por Dilma Rousseff, o “Mais Médicos”, e que chegou na localidade durante a enchente de 2013. “Ainda hoje tem pessoas fora de suas casas por causa daquela enchente. Algumas famílias atingidas pelas usinas (Jirau e Santo Antonio) também estão sem voltar para suas residências”, relata a médica. “O que mais faz a população local sofrer é a verminose, diarréia, dengue, malária e leptospirose”, conclui.

Drª Kenya Luis, médica cubana em Abunã. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males
Drª Kenya Luis, médica cubana em Abunã. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Ela atende a população de terça a sexta-feira, durante oito horas por dia. Como a comunidade é muito grande e de difícil acesso a alguns locais, um enfermeiro fica de plantão à noite. “Precisamos de mais agentes comunitários, é muita gente para cuidar. São mais de 5 mil pessoas espalhadas pelas fazendas e floresta”, explica.

Abunã fica longe da sede do município e algumas vezes o posto de saúde funciona como pronto socorro também, mesmo com a pouca estrutura. “Como posto de saúde temos o necessário, mas para tratamentos emergenciais complica mais”, relata.

“É difícil ver que aqui no Brasil a pessoa não prioriza a sua saúde e sim o trabalho”, desabafa. Muitas pessoas não fazem os exames laboratoriais que ela pede, por causa das condições já citadas. Mesmo assim ela insiste para que as pessoas façam e arrumem um jeito, pois ela explica a importância de cuidar da saúde.

“O programa Mais Médicos é muito bom. Para nós estrangeiros é um desafio lidar com doenças que não temos em nossos países, como a malária, por exemplo”, finaliza Drª Kenya. Eles também atendem bolivianos que cruzam a fronteira em busca de ajuda médica, pois a comunidade de Abunã está na divisa com a Bolívia.

Mais Médicos

O programa Mais Médicos foi criado dia 8 de julho de 2013 pela Medida Provisória nº 621 e instituído definitivamente pela Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013. De acordo com estudo do Governo Federal sobre o Mais Médicos, publicado em 2015, já no primeiro ano de Programa, toda a demanda de mais de 13 mil médicos solicitada pelos municípios do país foi atendida.

Nessa etapa inicial, médicos estrangeiros de mais de 40 países ocuparam quase 85% das vagas demandas pelos municípios. Em 2015, os médicos brasileiros preencheram 100% de todas as novas vagas ofertadas.

Atualmente, são 18.240 novos médicos em 4.058 municípios e 34 distritos indígenas, representando 73% de cobertura do Programa nos municípios atingindo 63 milhões de brasileiros que não tinham atendimento médico.

A criação do Mais Médicos teve como objetivos ampliar o número de médicos nos municípios distantes e periferias; ampliar a estrutura das unidades básicas de saúde; e aumentar o acesso à formação de profissionais de medicina.

Fonte: Terra Sem Males

                                                   VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

MÉDICOS CUBANOS SÃO PREMIADOS NO CANADÁ

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Canadá se soma as muitas nações do mundo e organizações internacionais que reconheceram o trabalho dos médicos cubanos na cura da Ebola. Este grande país e grande nação norte-americana premiou os médicos cubanos que lutaram na África contra o perigosíssimo vírus. É uma grande honra e orgulho para TOURSALUD SA de CV este digno reconhecimento do excelente trabalho dos nossos médicos e a medicina cubana em função da Saúde e da Vida da HUMANIDADE .... SEM FRONTEIRAS


A organização não governamental canadense "Ajudar a lutar comtra o Ebola" (hfec) concedeu há poucas horas o "Prêmio Amigos da Humanidade na África" aos médicos cubanos que ajudaram a combater o vírus Ebola na África. A distinção tornou-se extensiva ao governo cubano.

Javier Dómokos Ruiz, Cônsul Geral de Cuba em Toronto, recebeu o reconhecimento e troféu em nome das autoridades da ilha e de cada um dos especialistas de saúde que sem pensar duas vezes partiram para territórios quase lúgubres como Libéria, Serra leoa e Guiné.

Dómokos ao pronunciar algumas palavras diante um auditório lotado, recordou que a brigada cubana, composta por 256 médicos, chegou nos momentos mais tensos para ajudar os mais necessitados; precisamente quando predominava o pânico a nível internacional e se temia uma propagação do vírus para terras mais remotas, como por exemplo, o continente europeu. Foi um momento cinzento e uma das grandes crises sanitárias que enfrentou o nosso planeta no século XXI.

Mas mesmo, disse Dómokos Ruiz, quando explodiu o surto nas zonas afetadas, os médicos cubanos já estavam ali, embora em menor número. Foi, disse ele, "uma longa página de solidariedade com as irmãs nações africanas".

O Cônsul disse que no total, já passaram pelo continente africano mais de 70 mil profissionais de saúde cubanos, agora todos reunidos na Brigada Internacional Henry Reeve.

Na cerimônia estavam presentes destacadas personalidades da vida política, científica e de negócios do Canadá e da África, como é o caso de Ndaba Mandela, neto do lendário "líder da África Negra", Nelson Mandela.

Fonte: Veloso Sanchez MultidestinosCaribe Sergio 

                                                      VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

VIVA A SOLIDARIEDADE DE CLASSE !!!!


O Assentamento Itamaraty do MST no Mato Grosso do Sul realizou atividade de solidariedade com os irmãos e irmãs Guarani e Kaiowá compartilhando alimentos e roupas.

Nhanderu nos proteja !  








                                                                                   VENCEREMOS !!!

TRÊS VÍDEOS SOBRE A ACLAMADA MEDICINA CUBANA

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Fidel cria uma escola de Medicina para os pobres  

                     

O sistema de saúde em Cuba 

                                

A verdade sobre a medicina cubana
                                                     

Fonte: Vitórias da Revolução Cubana.

                                                                   VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

SEGUNDA MARCHA DA SAÚDE, DA SEGURIDADE SOCIAL E DA DEMOCRACIA



Segunda-feira (6/07), cerca de 5 mil conselheiros, usuários, trabalhadores, estudantes e pesquisadores marcharam até Brasília em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Seguridade Social.

A marcha, que aconteceu em Brasília, foi precedida de inúmeros debates, rodas de conversa, manifestações, escrachos ministeriais, tuitaços, AbraSUS, moções em conselhos, gritos de guerra ecoando em congressos e seminários, caminhadas, vigílias e ocupações.





Fotos: Adilvane Spezia

Fonte: Frente Brasil Popular

                                                                                       VENCEREMOS !!!

MAIS MÉDICOS COMPLETA TRÊS ANOS AINDA SOB ATAQUE

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Programa pode ser descaracterizado pelas mudanças propostas pelo Conselho Federal de Medicina ao Ministério da Saúde 

O Mais Médicos hoje beneficia 63 milhões de pessoas em 4.058 municípios de todo o país / Karina Zambrana /ASCOM/MS 27.09.2013
Alvo de polêmicas desde seu lançamento, o programa Mais Médicos completa três anos nesta sexta-feira (8) e, apesar da avaliação positiva da população beneficiada e de órgãos internacionais, ainda sofre ataques e pode ser descaracterizado pelas mudanças propostas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Ministério da Saúde.

No final do mês passado, membros do órgão que representa a classe médica participaram de uma reunião com o ministro interino, Ricardo Barros, e reivindicaram que o programa aceite apenas médicos brasileiros. Antes do encontro, Barros já havia sinalizado ser a favor da mudança. A medida, no entanto, é um dos principais riscos à continuidade do programa.

Atualmente, a participação de profissionais estrangeiros é essencial para o atendimento das regiões mais vulneráveis do país, onde 99% do contingente médico que atende os distritos indígenas e o maior grupo nos municípios com mais de 20% da população em extrema pobreza são cubanos, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Os profissionais do país caribenho são os principais alvos das críticas, xenofobia e racismo em torno do programa.

No total, o Mais Médicos hoje beneficia 63 milhões de pessoas em 4.058 municípios de todo o país, reduzindo as filas de espera em 89%, segundo o Grupo de Desenvolvimento da ONU.

A OPAS aponta que o programa é responsável hoje por “um aumento significativo na disponibilidade de médicos” no atendimento básico de saúde do país, com aumento de 33% na média de consultas por mês e de 32% nas visitas de médicos a domicílios, registrando uma satisfação de 95% da população atendida no âmbito do programa. A maioria conta com o trabalho de médicos estrangeiros, que somam 73% do total de profissionais participantes.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e pelo Instituto de Pesquisas Sociais e Políticas e Econômicas de Pernambuco com 14 mil usuários em quase 700 municípios do país, 95% dos usuários estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o atendimento dado pelos médicos do programa.

Formação

 

Antes de ser afastada do cargo, a presidenta Dilma Rousseff publicou uma Medida Provisória (MP) prolongando por mais três anos a permanência dos profissionais estrangeiros no país, já que a lei que instituiu o programa dava prazo para que eles atuassem no Brasil sem revalidar seus diplomas. Caso a MP não seja aprovada em 120 dias, os médicos estrangeiros terão que interromper suas atividades.

Logo após a posse dos ministros interinos do governo provisório de Michel Temer, a Saúde divulgou nota afirmando que o Mais Médicos seria mantido e que os médicos estrangeiros poderiam atender em locais onde os profissionais formados no país não quisessem atuar.

Mas, 65 dias depois de ser promulgada, a MP ainda está sendo avaliada por uma Comissão Mista no Senado, onde 28 emendas ao texto original foram propostas. Na avaliação do professor da Universidade Federal da Paraíba e um dos supervisores do programa Felipe Proença, algumas dessas emendas são capazes de descaracterizar o programa, que, além do atendimento emergencial, prevê a estruturação de atendimento e a criação de novos parâmetros para a formação médica.

“Tem um projeto que foi aprovado na Comissão de Seguridade Social que volta à lógica antiga de criação de cursos de Medicina, em que deputados ou os prefeitos acham que têm que abrir o curso lá, independentemente da necessidade social, se o local tem condições, ou se já existem muitos médicos [na região]. O projeto de lei retira toda a regulamentação que o Mais Médicos fez em relação aos cursos de Medicina e modifica o formato de acesso à residência médica, acabando com a necessidade da área de Medicina de Família, que é área de maior necessidade no Sistema Único de Saúde. Então acho que essa é a primeira grande ameaça que já vinha sendo articulada pelo Congresso desde o ano passado”, pondera.

A implementação do Mais Médicos estabeleceu novos critérios para a abertura de cursos, passando a exigir uma proporção de vagas e número de médicos inferiores à média nacional. Isso garante que a abertura de cursos ocorra em locais onde há necessidade. A média nacional de médicos por 100 mil habitantes é 1,95, ou 2,02 levando em consideração médicos com registro em mais de um estado. O Distrito Federal, por exemplo, tem 4,28 médicos a cada 100 mil habitantes e o Maranhão, 0,79. “A instituição privada por si só tende a manter os cursos onde eles já existem, para conseguir mais lucros”, ressalta Proença.

Outro dispositivo ameaçado é que os cursos agora só podem ser abertos em locais onde haja uma avaliação prévia feita pelo Ministério da Edução dos serviços de saúde, como hospitais, postos de saúde e centros de atenção psicossocial da localidade.

Esses critérios foram responsáveis, pela primeira vez na história, por haver mais cursos de Medicina nos interiores do país do que nas capitais. “São critérios que demostram que é possível modificar a distribuição dos cursos e não deixar ao gosto do lucro os critérios para abrir faculdades de medicina. São dois aspectos estruturantes a longo prazo do programa”, pondera.

Recuo

 

O recuo do Ministério da Saúde, expresso na nota oficial, tem a ver com a pressão feita por prefeitos. O salário dos médicos ligados ao programa é pago pelo Governo Federal e cabe aos municípios apenas o pagamento da alimentação e da moradia dos profissionais oriundos de outras cidades e países.

As cidades mais pobres têm dificuldade para arcar com os pagamentos, por isso apoiam o projeto. Na última segunda-feira (4), durante reunião do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, afirmou estar preocupado com a ameaça do fim do programa.

“A saúde, que já é crítica em todo o país, ficará ainda pior, pois o programa da Saúde pode desaparecer e os municípios não terão condições financeiras de manter os profissionais de saúde sozinhos”, declarou.

Rotatividade

 

A dificuldade de pagar bem e manter médicos nas cidades mais pobres, além da alegação de falta de segurança nas periferias das grandes cidades, também impõe uma rotatividade alta de profissionais, o que tem impacto na qualidade do atendimento.

“Eu e os outros dois médicos do programa estamos na UBS [Unidade Básica de Saúde] há três anos. Os pacientes relatam que antes não paravam médicos aqui. Isso faz muita diferença porque a gente já conhece os pacientes, sabe o histórico deles”, afirma a médica recifense Renata Almeida, de 33 anos.

Em função do programa, ela se mudou para Goiânia (GO), onde atende em uma UBS de um bairro periférico, com alta vulnerabilidade social. “Já tivemos enfermeiras agredidas por pacientes drogados, falta materiais. Mas nada disso impede a realização do meu trabalho, que é muito importante”, defende.

“A falta de continuidade atrapalha o médico a conhecer o paciente por inteiro”, pontua Frederico Soares Lima, ex-conselheiro municipal de Saúde da cidade de São Paulo e membro da coordenação da União dos Movimentos Populares de Saúde.

“O Mais Médicos vai na contramão disso porque está mais ligado ao conceito de saúde da família, ao cuidado integral. E os médicos estrangeiros, especialmente os cubanos, têm uma abordagem mais humana do que é cuidar dos pacientes”, argumenta.

Edição: Camila Rodrigues da Silva

Fonte: Brasil de Fato

FAMÍLIAS GUARANI KAIOWÁ DESPEJADAS EM DOURADOS (MS) NÃO TÊM PARA ONDE IR

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Um dia após reintegração de posse, indígenas voltam para a beira da estrada, onde viveram por mais de 10 anos 

As famílias já viveram na beira desta estrada por mais de dez anos / Cimi

Um dia após a reintegração de posse, nove famílias Guarani Kaiowá voltaram para a beira da estrada em frente ao tekoha Apyka’i, terra de onde foram despejados, em Dourados (MS). As famílias já viveram na beira desta estrada por mais de dez anos.
 
A reintegração ocorreu durante chuva intensa nesta quarta (6). As famílias perderam a maior parte dos pertences, que foram levados por caminhões e os barracos onde viviam foram destruídos. Em nota, a Funai (Fundação Nacional do Índio) afirmou que está prestando apoio à comunidade enviando alimentos e materiais para que os indígenas consigam se reacomodar na beira da estrada.

Militantes da causa indígena da região também estão organizando ações para ajudar as vítimas. 

Histórico

 

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), os Guarani Kaiowá viveram por mais de dez anos no local e sofriam ataques por seguranças privadas. O conselho também explica que as famílias não possuem acesso a água e precisam consumir água de córregos.

Por outro lado, mesmo enquanto estavam no tekoha Apyka’i, os indígenas não possuíam acesso a questões básicas para a sobrevivência como a floresta para caça e produção, educação, saúde e segurança e dependiam de doações de cestas básicas por parte da Funai e de cidadãos que se solidarizam com a questão.

A Funai afirma que está intervindo para que haja a preservação do cemitério de indígenas que morreram durante os anos de ocupação, que fica na fazenda. Militantes da região pretendem denunciar a violação dos direitos dos povos para organizações internacionais de direitos humanos.
 
 

O caso

 

A fazenda de propriedade de Cassio Guilherme Bonilha Tecchio reincide no local reivindicado pelos indígenas como território tradicional. A área é arrendada para o plantio de cana-de-açúcar pela Usina São Fernando, propriedade de José Carlos Bumlai, preso em 2015 na Operação Lava Jato.

A operação foi conduzida pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar em cumprimento à decisão judicial de reintegração de posse da área, assinada pelo juiz substituto Fábio Kaiut Nunes, da 1ª Vara da Justiça Federal de Dourados.

A reintegração foi realizada mesmo com um pedido da Funai de suspensão de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão havia também iniciado estudos por grupos técnicos para chegar a uma conclusão do conflito.

Questionada pela redação sobre qual as próximas ações para atender as famílias, a Funai não respondeu até o fechamento desta matéria.

*Contribuiu Karina Vilas Boas

Publicado por Brasil de Fato
 
                                                                  VENCEREMOS !!!