Organizações
sociais, políticas e culturais da Bolívia asseguraram que Fidel está
presente no pensamento e ação dos bolivianos e de todo aquele que se
sinta comprometido com a luta anti-imperialista.
LA PAZ.— Organizações sociais, políticas e culturais bolivianas
destacaram, em 20 de julho, as contribuições do comandante-em-chefe
Fidel Castro à emancipação dos povos do mundo, ao apresentar um programa
de celebrações pelo 90º aniversário do líder da Revolução Cubana.
Em declarações à Prensa Latina, a porta-voz de um comitê criado para
comemorar essa data, Marianela Prada, assegurou que o destacado líder
político está presente no pensamento e ação dos bolivianos e de todo
aquele que se sinta comprometido com a luta anti-imperialista.
De seu exemplo de internacionalismo aprendemos cada dia. O povo
boliviano está eternamente agradecido a Fidel Castro e Cuba por todas as
ações de solidariedade concreta como o envio de brigadas médicas e
educativas ao nosso país, indicou.
Os doutores cubanos salvaram a vida e devolveram a vista a milhares de bolivianos e de pessoas no mundo todo.
“Ainda, os colaboradores da nação caribenha nos ajudaram a livrar-nos do analfabetismo”, acrescentou.
Ainda, afirmou que Fidel Castro é insubstituível e anunciou uma
jornada de 19 dias por seu aniversário, a qual começará em 26 de julho e
inclui atividades culturais, palestras, exposições fotográficas e um
ciclo de cinema, entre outras.
Estas iniciativas terão lugar em vários departamentos do país como La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Tarija e Beni.
Segundo o comitê organizador, em La Paz o programa compreende a
realização, no dia 26, do simpósio ‘O pensamento de Fidel, um legado
histórico para a humanidade’, no qual se prevê a presença do
vice-presidente Álvaro García Linera.
Também chegará a esta capital a exposição ‘Fidel é Fidel’, do
fotógrafo cubano Roberto Chile, que será inaugurada em 3 de agosto, no
Museu de Etnografia e Folclore e posteriormente percorrerá várias
cidades desta nação.
Além do mais, nos dias 9, 14 e 16 do mês próximo terá lugar o ciclo
de cinema Fidel, homem de princípios, onde serão exibidos documentários e
materiais inéditos sobre a vida do líder revolucionário.
Por outra parte, na noite de 12 de agosto será realizada a atividade
cultural Bolívia canta a Fidel, na Universidade Maior de San Andrés,
onde participarão grupos de música, dança e teatro.
Esta jornada é apoiada pela vice-presidência boliviana, os
ministérios da Cultura e Saúde, a Assembleia Legislativa, o Movimento de
Solidariedade com a nação caribenha, a Geração Evo e outras
organizações.
Em uma entrevista coletiva, o diretor de Promoção Artística do
Ministério de Culturas, Max Eguivar, ressaltou a importância de
“homenagear um amigo da Bolívia e celebrar seus 90 anos, que se traduzem
em compromisso e luta”.
“A juventude deve aprender das qualidades de Fidel Castro, não ficar calada e continuar enfrentando o império”, precisou.
Soy ciudadano del amor, llevo dogal de belleza entre la hombrera y la cabeza, entre rodilla y cinturón. Haciendo crítica social me perfumé de valiente, creyeron que era disidente y no era más que natural.
Martí me habló de la amistad y creo en él cada día, aunque la cruda economía ha dado luz a otra verdad. El mundo tiene la razón puesta en el pan, en el diario, ese señor rudimentario que nos dará la absolución.
Ciega, la vida nueva es como un verso al revés, como amor por descifrar, como un Dios en edad de jugar. Trino, vete al destino, al punto que será final, juega a lo que no jugué y canta que aunque sin rey mago sigo en pie.
Seguro estoy requete mal, debo sufrir algo extraño, pues ni la hiel ni el desengaño me dan canción de funeral. El fin de siglo trae la sien cebada de pudredumbre, como invitándome a una lumbre que prenderá quien ame bien.
Bendito el tiempo que me dio una canción sin permiso. Bendito sea el paraíso algo infernal que me parió. El día del Armagedón no quiero estar tras la puerta, sino soñando bien alerta, donde esté a salvo de perdón.
Ciega, ...
No dia 26 de julho de 1953 acontecia o Assalto ao Quartel Moncada que dava início à Revolução Cubana. Muito já se falou desta incrível experiência e muitas são as preocupações que cercam o atual momento e as perspectivas desta Ilha revolucionária. Hoje quero tratá-la de uma maneira diferente.
Evidente que todos nos preocupamos com a situação atual e sabemos que as experiências históricas, por mais valorosas que sejam, não dependem apenas da disposição moral e da decisão política de resistir. Mas falemos um pouco disso, da disposição de seguir em frente, da arte de resistir.
Silvio Rodriguez, compositor cubano e um dos protagonistas do "Movimento Nova Trova”, tem sido uma voz poética e lúcida de Resistência. Em uma música chamada “El Necio”, Néscio é alguém estúpido, ignorante, Silvio nos conta do assédio daqueles que nos prometem fazer-nos “únicos”, nos garantir um “lugarzinho em seus altares” e para isso nos convidam ao arrependimento, tentam nos convencer a que não percamos a oportunidade, diz o poeta cubano, “me vienen a convidar a que no pierda, me vienen a convidar a indefinirme, me vienen a convidar tanta mierda”.
Ele mesmo, na epígrafe que segue a letra no encarte do disco, explica que se trata de uma canção de marketing, de preços e esclarece: “Y para que nadie se imagine que soy santo, voy a poner el mio (précio, por ahora): El levantamiento del bloqueo a Cuba y la entrega incondicional del território cubano que EEUU usa como base naval en Guantánamo”.
El Necio
Para no hacer de mi ícono pedazos, Pa vienen a convidar a que no pierda, Mi vienen a convidar a indefinirme, Me vienen a convidar a tanta mierda. ra salvarme entre únicos e impares, Para cederme un lugar en su parnaso, Para darme un rinconcito en sus altares. Me vienen a convidar a arrepentirme, Me Yo no se lo que es el destino, Caminando fui lo que fui. Allá dios, que será divino. Yo me muero como viví.
Yo quiero seguir jugando a lo perdido, Yo quiero ser a la zurda más que diestro, Yo quiero hacer un congreso del unido, Yo quiero rezar a fondo un hijonuestro. Dirán que pasó de moda la locura, Dirán que la gente es mala y no merece, Más yo seguiré soñando travesuras (Acaso multiplicar panes y peces).
Yo no se lo que es el destino, Caminando fui lo que fui. Allá dios, que será divino. Yo me muero como viví.
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas Cuando la revolución se venga abajo, Que machacarán mis manos y mi boca, Que me arrancarán los ojos y el badajo. Será que la necedad parió conmigo, La necedad de lo que hoy result anecio: La necedad de asumir al enemigo, La necedad de vivir sin tener precio.
Yo no se lo que es el destino, Caminando fui lo que fui. Allá dios, que será divino. Yo me muero como viví.
Há
um fator, imponderável, que aqui se apresenta e que é inseparável da experiência
da Revolução Cubana: a dignidade. Em tempos como os nossos, de desilusão, de indignação
vazia, nada melhor que nos colocarmos diante de um exemplo de dignidade consciente,
humanamente intransigente, politicamente convicta. Em outra música que trata do
mesmo tema, “El Baile”, Silvio nos fala das armadilhas daqueles que querem nos convencer
a participar desta ordem injusta e sanguinária, nos oferecendo as benesses que cabem
aos que se rendem – “rondándonos, cercándonos para inmovilizarnos” – e nos alerta:
El Baile La sala nos espera con ademán triunfante para estrenar y aplaudir el baile de la sangre.
Acuden las estrellas, la prensa y los glaciales, felices de compartir el brindis de la sangre.
Velándonos, silbándonos hay coro de carámbanos. Rondándonos, cercándonos para inmovilizarnos.
No voy, no vas al juego del disfraz, corista tú y amor de este arlequín romántico -al menos hasta el fin-, imposmodernizable.
La corte nos espera a derramar la sangre, pero no vamos a ir a tan odioso baile.
Que
expressão mais precisa e feliz: “imposmodernizable”. O poeta arranca de seu peito
as notas que fazem voar as palavras. Suas trovas nasceram quando ainda era soldado
e por isso canta: “Te doy una canción como un disparo”.
Em
um programa de televisão ao ser entrevistado recebe uma pergunta: “Você se considera
um cantor oficialista?”. E Silvio responde: “Veja, se é da Revolução Cubana que
estão falando, da Revolução que comandou Fidel e que deram continuidade tanta gente
valiosa como foi Raul, Che, Camilo e toda esta gente, se é a isso que estão se referindo,
digo: como muita honra, muitíssima honra ser oficialista desta Revolução. Do que
eu não gostaria de ser ‘oficialista’ é daqueles que lançam bombas em Iraque ou Afeganistão
[…] que tentaram invadir Cuba […], isso sim, para mim seria uma desonra e uma vergonha
oficiar semelhantes ideias.”
Em
2012, por ocasião do 6º Congresso da UJC, tive o prazer de participar de um seminário
internacional com representantes de várias organizações de jovens de nossa América
Latina. Entre eles estava Hanói Sanches Rodrigues da UJC de Cuba e secretário-geral
da FMJD, uma federação mundial de jovens. Em seu depoimento no qual reafirmou a
firme decisão da juventude cubana em seguir lutando pela construção do socialismo
mesmo diante dos grandes problemas e desafios que se apresentam diante deles, lembrou
de tempos difíceis em Cuba, quando estudava e havia grandes cortes de luz e ele
e 18 companheiros seguiam estudando à luz de uma pequena lamparina.
Nosso
comandante, Che Guevara, nos dizia em suas reflexões sobre a economia e a construção
do socialismo o seguinte:
“O
socialismo econômico sem a moral comunista não me interessa”, dizia Che. “Lutamos
contra a miséria, mas ao mesmo tempo lutamos contra a alienação. Um dos objetivos
fundamentais do marxismo é fazer desaparecer o interesse individual e, também, as
motivações psicológicas. Marx se preocupava tanto com os fatos econômicos como sua
tradução na mente. Ele chamava isto de ‘fatos de consciência’. Se o comunismo descuida
dos fatos de consciência pode até se tornar um método de distribuição, mas deixa
de ser uma moral revolucionária.” (Entrevista com Jean Daniel, sob o título La profecia del Che, in Carlos Tablada Perez
– Ernesto Che Guevara, hombre y pensamiento: el pensamiento econômico del Che. Buenos
Aires, Antarca: 1987, p. 45.)
Para
nós esta concepção é que fundamenta o poema de Silvio Rodriguez que utilizamos como
epígrafe e que diz que “Martí nos hablo de la amistad e creo nel en cada dia, aunque
la crud economia ha parido otra verdad”. O próprio Che é que conclui que:
“Não
se trata de quantas gramas de carne se come ou quantas vezes por ano alguém pode
ir à praia, nem de quantas belezas que vem do exterior possam ser compradas com
os salários atuais. Trata-se, precisamente, que o indivíduo se sinta mais pleno,
com muito mais riqueza interior e com muito mais responsabilidade.”
Talvez
isso explique, talvez não, este elemento de humanidade que encontramos na Revolução
Cubana, esta firme e digna decisão de resistir. Não sabemos o que virá – “Yo no
sé lo que és el destino” –, mas saudamos o aniversário do Assalto ao Quartel Moncada,
abraçamos nossos camaradas cubanos e lhes agradecemos por ter mantido vivo nosso
sonho por todo este tempo.
Nós
somos como aqueles estudantes entorno de uma lamparina. Lá fora muitos são os que
estão aceitando o convite para o baile em que a corte nos espera para derramar nosso
sangue no altar do capital e depois festejar os índices de crescimento econômico.
Eu, por meu lado, trocaria de bom grado a pujança do crescimento capitalista brasileiro
pela dignidade de apenas um daqueles jovens cubanos.
Por
isso cantamos com Silvio:
El Aguerrido Pueblo de Fidel
Que tiemble la injusticia cuando lloran los que no tienen nada que perder. Que tiemble la injusticia cuando llora el aguerrido pueblo de Fidel que tiemble la injusticia cuando llora el aguerrido pueblo de Fidel
A Revolução
Cubana começou quando os rebeldes fizeram o Assalto ao Quartel Moncada em Santiago
em 26 de julho de 1953.
Nesta data, 26 de julho, Cuba celebra o Dia da Rebeldia Nacional, a maior festa
da Revolução Cubana. Neste dia, em 1953, o jovem advogado Fidel Castro e seu irmão
Raul, juntamente com outros revolucionários, partiram para a ação e tentaram pegar
de assalto o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Céspedes,
em Bayamo.
O objetivo
era tomar o quartel, invadir o paiol de armas e munições, distribuir fuzis pelas
ruas para que a população se juntasse aos rebeldes e começasse a insurreição, que
culminaria com a derrota do ditador Batista. Na época, o movimento estudantil promovia
manifestações contra o governo de Fulgêncio Batista.
Às
5:15 da manhã, durante o Carnaval em Santiago de Cuba – que acontece todo final
de julho –, começava o grande golpe. Nada, ou quase nada, deu certo. Um grupo, liderado
por Raul Castro e integrado por dez homens, ocupou um prédio vizinho, o Palácio
da Justiça. Outro, liderado por Abel Santamaria e integrado por 21 homens, ocupou
o hospital militar que era outro prédio vizinho, de cujo quintal e das janelas pensava-se
dar cobertura a um terceiro grupo comandado pelo líder da ação, Fidel Castro. Justamente
este grupo teve problemas.
Ao
aproximar-se do portão 3 do Quartel de Moncada, o Buick verde que levava Fidel Castro,
disfarçado de um comandante militar, foi detido pelos soldados. Começou o tiroteio
e a partir daí foi tudo rápido demais para que alguém pudesse entender exatamente
o que estava acontecendo. Porém, a invasão ao paiol das armas foi frustrada.
Muitos
combatentes foram capturados e assassinados. Porém, a intentona marcou o princípio
do fim da ditadura de Fulgêncio Batista. Fidel Castro é julgado e condenado a 15
anos de prisão. Por ser advogado, pronuncia sua autodefesa diante do tribunal, que
passou a ser conhecida como “A história me absolverá”, frase com a qual conclui
sua autodefesa.
Fidel
e os revolucionários sobreviventes, depois de forte campanha popular, conseguiram a
anistia e se exilaram no México em 1955. De lá, Fidel Castro reorganizou seus companheiros
do ataque a Moncada e outros revolucionários que a eles se uniram, dentre eles o
argentino Ernesto “Che” Guevara, e fundaram o Movimento Revolucionário 26 de Julho.
Retornaram clandestinamente a Cuba a bordo do iate “Granma”, onde desembarcaram
em 2 de dezembro de 1956. A luta armada foi retomada, desta vez na forma de guerrilha
nas montanhas de Sierra Maestra. Inicia-se assim a Revolução Cubana que em 1º de
janeiro de 1959 triunfaria contra Fulgêncio Batista.
"Há 200 000 famílias camponesas que não têm um
pedaço de terra para semear alimentos para seus filhos famintos e, por
outro lado, permanecem sem cultivar, em mãos de poderosos interesses,
cerca de 300 000 terras produtivas."
(Fidel Castro Ruz, ' A História me absolverá' - 16 de outubro de 1953)
O Assalto ao Quartel de Moncada foi em 26 de julho de 1953. Quando
Fidel escreveu essas palavras em sua própria defesa, se encontrava preso
em Cuba.
O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, e o Presidente dos
Conselhos de Estado e de Ministros, General de Exército Raúl Castro,
foram declarados nesta sexta-feira membros de honra da delegação cubana
que assistirá aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Em ato
homenageando aos conquistadores dos quartéis Carlos Manuel de Céspedes e
Moncada, e aos expedicionários do Granma, realizado na Escola Superior
de Formação de Atletas de Alto Rendimento Cerro Pelado, de Havana, protagonistas
de ambas proezas receberam a mesma documentação das mãos do titular do
INDER Doutor Antonio Becali e parte de seu corpo diretor.
O site Jit disse que o teatro do centro virou uma aula magistral de
intercâmbio entre aqueles que esbanjaram coragem pela liberdade da
pátria e jovens comprometidos com o combate imediato nas instalações
esportivas do gigante sul-americano.
O dia começou com uma ampla
exposição de Becali, que contém o desenvolvimento do desporto na maior
ilha do Caribe e as perspectivas para o Rio de Janeiro, onde aspira
estar entre os 20 primeiros países.
"Vamos dispostos a por bem no
alto o nome de Cuba, comprometidos com nossa história que são vocês,
por ele o lema que levamos", expressou como colofão.
"Tenham em
mente que as delegações cubanas são das mais aplaudidas; que estão
representando esta pequena ilha de cerca de 12 milhões de habitantes;
que são a imagem de Cuba ", disse Arsenio Garcia em nome dos moncadistas
e expedicionários do iate Granma.
Um documentário dedicado aos
90 anos de Fidel atleta, virou momento de especial emoção especial e
fechou um dia de comprometimento da família atlética cubana com sua
revolução.
Assistiram Glorias do esporte , treinadores,
comissários e parte da delegação que defenderá a bandeira da pátria na
convocatória global de 05 a 21 de agosto.