14 de ago. de 2016

FIDEL RECEBE GRANDE OVAÇÃO NO TEATRO KARL MARX (FOTOS)

#‎PELOFIMDOBLOQUEIO‬
 13-08-2016 - 18:54:58 / web@radiorebelde.icrt.cu


O Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz recebeu neste sábado uma grande ovação ao chegar ao teatro Karl Marx de Havana, onde a Companhia de Teatro Infantil La Colmenita estreou o espetáculo "Fidel entre nós", saudando o aniversário de 90 anos do líder da Revolução.

Com a presença do General de Exército Raúl Castro Ruz, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, e Nicolas Maduro, presidente da República Bolivariana da Venezuela, teve início esta festa cultural, máxima expressão das celebrações realizadas durante todo ano.


Após a interpretação de Omara Portuondo da música de Silvio Rodriguez, La Era, Eusebio Leal Spengler contou para as crianças de La Colmenita anedotas sobre o líder da Revolução Cubana.

Um amigo, é também um professor. Um bom amigo e um professor sempre. Qualquer coisa que lhe perguntarmos ira nos responder, porque ele sempre se prepara bem. Lê muito. Conhece literatura, arte, história e ao mesmo tempo é muito humano. E sempre diz a verdade, se aborrece quando alguém não diz a verdade; disse.

Quando ele sente que alguém tem problema, ajuda imediatamente; por isso, quando as pessoas tinham alguma necessidade diziam, "porque Fidel não sabe", porque ele ajudava imediatamente, dizem as histórias sobre o Comandante em chefe.


"Há belos poemas escritos pelos melhores poetas, porém as palavras Salustiano Leyva sobre Martí são o poema que o Herói Nacional lhe gravou na alma". Dito isto referiu-se à noite em que Fidel chegou a Playita Cajobabo para celebrar o centenário da chegada de Martí a Cuba para a competição de 1895, com Gomez. Então Fidel tomou a bandeira cubana, entrou na água e lá ele se moveu para o norte, sul, leste e oeste e como um mistério, saiu a lua cheia. A mesma coisa aconteceu naquela noite do desembarque do Herói Nacional, representou Eusebio Leal.

A celebração também contou com membros do Departamento Político José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC); Miguel Diaz-Canel Bermúdez, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, e Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular.

Estiveram presentes na reunião também Moncadistas e expedicionários do Granma, Heróis da República de Cuba, Heróis trabalhistas, dirigentes do Partido, o Estado, o Governo e as organizações políticas e de massas.

Feliz cumpleaños para un gigante e Cuba que linda es Cuba, fecharam esta festa que foi um tributo ao homem que nunca deixou de lutar em favor das causas justas e desfavorecidos do mundo.









Fonte: RADIO REBELDE - http://www.radiorebelde.cu/noticia
                                                                      
                                                              VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

DE NADA, COMANDANTE!! VOCÊ MERECE MUITO MAIS!!



 Carta de Fidel pelas felicitações recebidas pelos seus 90 anos de vida e de vitórias.

"Desejo expressar minha mais profunda gratidão pelas demonstrações de respeito, saudações e presentes que recebi nestes dias, que me dão forças para retribuir através das ideias que transmitirei aos militantes do nosso Partido e aos órgãos competentes".

Transcrição fiel:

Amanhã completarei 90 anos. Nasci em um território chamado Birán, na região leste de Cuba. Com esse nome é conhecido, embora nunca tenha aparecido em um mapa. Dado o seu bom comportamento era conhecido por amigos próximos e, desde então, por uma praça de representantes políticos e os inspetores que viam-se em torno de qualquer atividade comercial ou produtiva próprias dos países neo colonizados do mundo.

Uma vez fui com meu pai para Pinares de Mayarí. Eu tinha então oito ou nove anos. Como gostava de conversar quando saía da casa de Birán! Ali era o dono das terras onde se plantava cana, pastos e outros cultivos Agrícolas. Porém em Pinhais de Mayarí não era proprietário, sim arrendatário, como muitos espanhóis, que foram donos de um continente em virtude dos direitos concedidos por uma Bula Papal, de cuja existência não conhecia nenhum dos povos e seres humanos deste continente. Os conhecimentos transmitidos já eram em grande parte tesouros da humanidade.

A 500 metros de altura aproximadamente, de colinas inclinadas, pedregosas, onde a vegetação é escassa e às vezes hostil. Árvores e rochas obstruem o trânsito; de repente, a uma altura determinada, inicia-se um platô extenso que calculo se estende aproximadamente cerca de 200 quilômetros quadrados, com ricas jazidas de níquel, cromo, manganês e outros minerais de grande valor econômico. Daquele Planalto se extraíam diariamente dezenas de caminhões de Pinheiros de grande tamanho e qualidade.

Note-se que não mencionei o ouro, a platina, o paládio, os diamantes, o cobre, o estanho, e outros que paralelamente se tornaram símbolos dos valores econômicos que a sociedade humana, no seu estágio atual de desenvolvimento, requer.

Poucos anos antes do triunfo da revolução meu pai morreu. Antes, sofreu bastante.

De seus três filhos, o segundo e o terceiro estavam ausentes e distantes. Nas atividades revolucionárias um e outro cumpriam o seu dever. Eu tinha dito que sabia quem podia substituir-me se o adversário tivesse êxito nos seus planos de eliminação. Eu quase me ria com os planos maquiavélicos dos presidentes dos Estados Unidos.

Em 27 de Janeiro de 1953, após o golpe pérfido de Batista em 1952, se escreveu uma página da história da nossa revolução: os estudantes universitários e organizações juvenis, junto ao povo, realizaram a primeira Marcha das Tochas para comemorar o centenário do aniversário de nascimento de José Martí.

Já tinha chegado à convicção de que nenhuma organização estava preparada para a luta que estávamos organizando. Havia uma desorientação total, desde os partidos políticos que mobilizavam massas de cidadãos, da esquerda à direita e o centro, desapontados pela politicagem que reinava no país.

Aos 6 anos uma professora cheia de ambições, que dava aulas na escolinha pública de Birán, convenceu a família de que eu deveria viajar para Santiago de Cuba para acompanhar a minha irmã mais velha que ingressaria em uma escola de freiras com bom prestígio. Incluir-me foi uma habilidade da própria professora da escolinha de Birán. Ela, muito bem tratada na casa de Birán, onde se alimentava na mesma mesa que a família, havia convencido da necessidade de minha presença. Definitivamente tinha melhor saúde que meu irmão Ramón, falecido há poucos meses, que durante muito tempo foi companheiro de escola. Não quero me estender, só que foram muito duros os anos daquela fase de fome para a maioria da população.

Me enviaram, depois de três anos, ao Colégio La Salle de Santiago de Cuba, onde me matricularam no primeiro grau. Passaram quase três anos sem que me levassem a um cinema.

Assim começou minha vida. Se eu tiver tempo posso até escrever melhor sobre isso. Desculpem por não ter feito até agora, só que tenho ideias do que se pode e se deve ensinar para uma criança. Considero que a falta de educação é o maior dano que se pode fazer.

A espécie humana se defronta hoje com maior risco da sua história. Os especialistas em estes temas são os que mais podem fazer pelos habitantes deste planeta, cujo número aumentou, de 1 bilhão no final de 1800, a sete bilhões no início de 2016. Quantos terá nosso planeta dentro de mais alguns anos?

Os mais brilhantes cientistas, que já somam vários milhares, são os que podem responder a esta pergunta e muitas outras de grande importância.

Desejo expressar minha mais profunda gratidão pelas demonstrações de respeito, os cumprimentos e os presentes que recebi nestes dias, que me dão forças para retribuir através de ideias que transmitirei aos militantes do nosso partido e aos órgãos competentes.

Os meios técnicos modernos têm permitido perscrutar o universo. Grandes potências como  China e Rússia não podem ser submetidas à ameaças de impô-las armas nucleares. São povos de grande valor e inteligência. Considero que faltou profundidade ao discurso do presidente dos Estados Unidos quando visitou o Japão, e lhe faltaram palavras para se desculpar pela matança de centenas de milhares de pessoas em Hiroshima, apesar dos conhecidos efeitos da bomba. Foi igualmente criminoso o ataque à Nagasaki, cidade que os donos da vida escolheram ao acaso. É por isso que há que ser pregado sobre a necessidade de preservar a paz, e que nenhuma potência tome para si o direito de matar milhões de seres humanos.

Fidel Castro Ruz

Agosto 12 de 2016

Fonte: Granma - http://pt.granma.cu/

                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

13 de ago. de 2016

A REVOLUÇÃO POR FIDEL CASTRO (VÍDEO)



REVOLUÇÃO

É sentido de momento histórico;
é mudar tudo que deve
ser mudado;
... é igualdade e liberdade plenas;
é ser tratado e tratar aos demais
como seres humanos;
é emancipar-nos por nós mesmos
e com nossos próprios esforços;
é desafiar poderosas forças
dominantes dentro e fora
do âmbito social e nacional;
é defender valores nos quais se crê
ao preço de qualquer sacrifício;
é modéstia, desinteresse, altruísmo,
solidariedade e heroísmo;
é lutar com audácia,
inteligência e realismo;
é não mentir jamais
nem violar princípios éticos;
é convicção profunda
de que não existe força no mundo
capaz de esmagar
a força da verdade e as ideias.
REVOLUÇÃO é unidade,
é independência,
é lutar por nossos sonhos de justiça
para Cuba e para o mundo,
que é a base de nosso patriotismo,
nosso socialismo
e nosso internacionalismo.

Fidel Castro Ruz

                                                                                   

                                                                          VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

12 de ago. de 2016

OBRIGADO PELO SEU EXEMPLO, FIDEL


 
Mensagem da Rede em Defesa da Humanidade
 
Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz
PRESENTE

Querido Comandante:
 
Por ocasião de seu nonagésimo aniversário, os membros da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade, queremos fazer chegar nossas mais sinceras felicitações e, sobretudo nosso mais profundo agradecimento por tudo que tem feito pelos povos de Nossa América e por todos do mundo.

Sua figura tem sido permanente fonte de inspiração não somente quando, impulsionados pela maré ascendente das lutas populares dávamos passos firmes em direção ao socialismo, mas também nos momentos recorrentes em que nossos avanços se detinham em consequencia da agressividade da reação do imperialismo e seus aliados.

Se nos períodos de ascenso seu exemplo nos obrigava a não nos dar jamais por satisfeitos nem satisfeitas e, como bons revolucionários e revolucionárias a prosseguir com renovados orgulhos nossa marcha; quando deveríamos enfrentar as adversidades ou a contra-ofensiva do inimigo, a lembrança de sua atitude após o Moncada ou o ataque do imperialismo em Praia Girón fortalecia nossos espíritos e nos convencia que a vontade inabalável de lutar por nossos ideais era o caminho seguro para a vitória. Você nos mostrou esse rumo em incontáveis ocasiões e podemos lhe assegurar que esse ensinamento que nos reiterou em sua reunião com os intelectuais em 10 de fevereiro de 2012, quando disse que “ainda que nos dissessem que restam poucas semanas de vida ao mundo, nosso dever seria lutar, continuar lutando até o fim” calou fundo e já é uma marca indelével em milhões de latino americanos e caribenhos que sabem, como muitos outros que lutam em outras partes do mundo, que esse será nosso destino: lutar até o fim, conscientes de que as classes dominantes e o imperialismo jamais se darão por vencidos. 

A convicção de que nossas ideias e nossos valores são infinitamente superiores aos dos nossos inimigos foi e é um alimento essencial de nossa militância revolucionária. De você aprendemos que sua defesa exige a mais absoluta intransigência. Como quando, com virtuosa obstinação, você se negou a arriar as bandeiras do socialismo no momento em que se desintegrava a União Soviética e desaparecia o campo socialista.

Graças à sua inabalável convicção, a Revolução Cubana pôde seguir sua marcha e, com seu heroico exemplo, abriu um caminho que poucos anos depois começariam a percorrer numerosos países de Nossa América após o triunfo de Hugo Chávez Frias nas eleições presidenciais da Venezuela em dezembro de 1998. Se você tivesse se deixado convencer pelos que o aconselhavam a abandonar para sempre o projeto socialista e Cuba se tivesse jogado nos braços do capitalismo, o luminoso período aberto desde final do século passado até nossos dias, com a derrota da ALCA, a criação da ALBA, da UNASUR, da CELAC, de Petrocaribe, do Banco do Sul, da Telesur, da própria Rede em Defesa da Humanidade, jamais teriam acontecido. A potente luz que irradiava o farol da Revolução Cubana foi decisiva para impulsionar nossos povos a deixar para trás a longa noite neoliberal dos anos noventa e retomar o caminho à nossa Segunda e Definitiva Independência.

Por isso nossa dívida, a dívida de nossos povos com você, Comandante, é incomensurável e daí nossa profunda gratidão por sua integridade revolucionária, por ter sido fiel àquela maravilhosa definição de “revolução” que expressou em seu discurso do 1º de Maio de 2000, em uma das passagens onde ressaltou que Revolução “é defender os valores nos que se crê ao preço de qualquer sacrifício; é modéstia, desinteresse, altruísmo, solidariedade e heroísmo; é lutar com audácia, inteligência e realismo”. Ao longo de sua fecunda vida você tem sido fiel a essas ideias que viverão eternamente na alma dos revolucionários e revolucionárias de todo o mundo, de todos aqueles que sabem que outro mundo é possível e necessário e que se se luta com a constância e coerência que você demonstrou durante tantos anos, a vitória será inevitável.

FELIZES NOVENTA ANOS, FIDEL ! OBRIGADO POR SEU EXEMPLO. PODE ESTAR CERTO QUE SEREMOS FIÉIS A SEUS ENSINAMENTOS ATÉ A VITÓRIA FINAL.

Em nome da Rede em Defesa da Humanidade, sua Secretaria Executiva, integrada por: 

Carmen Bohórquez (Coordinadora General de la REDH)
Alicia Jrapko (REDH EEUU)
Ángel Guerra (REDH Cuba/México)
Ariana López (REDH Cuba)
Atilio Borón (REDH Argentina)
David Comssiong (REDH Del Caribe)
Fredy Ñáñez (REDH Venezuela)
Hugo Moldiz (REDH Bolivia)
Juan Manuel Karg (REDH Argentina)
Katu Arkonada (REDH País Vasco/Bolivia)
Luciano Vasapollo (REDH Italia)
Marilia Guimaraes (REDH Brasil)
Nayar López Castellanos (REDH México)
Omar González (REDH Cuba)
Roger Landa (REDH Venezuela) 

EMAIL PARA OUTRAS ADESÕES: redh.celebra90aniversariofidel@gmail.com 


                                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!                      

COMITÊ CARIOCA APROVEITA OLIMPÍADAS PARA DIVULGAR CAMPANHA CONTRA O BLOQUEIO

 
Rio de Janeiro, 8 de agosto - O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba aproveita o evento das Olimpíadas Rio 2016 para realizar uma campanha visual pelo fim do Bloqueio a Cuba. Sua Coordenadora Carmen Diniz, conseguiu com o Comitê Olímpico Internacional a autorização para colocar uma mensagem em propaganda nos ônibus de transporte de atletas e espectadores dos Jogos Olímpicos.

Segundo Diniz, "O Comitê Carioca, tal como fez a campanha pela liberdade dos Cinco durante a Copa do Mundo de Futebol, não podia perder a oportunidade de denunciar a política de Bloqueio que os Estados Unidos impõem a Cuba no âmbito desta festa olímpica, onde participam mais de duzentos países".

A mensagem "pelo fim do Bloqueio a Cuba", circula já em mais de dez ônibus que cobrem a rota entre a Vila Olímpica (Barra Tijuca) e a zona sul do Rio, onde se hospedam os turistas, jornalistas e as autoridades dos países visitantes. Esta campanha visual permitirá ganhar novos interessados nesta causa, que mais cedo ou mais tarde será nossa maior vitória.

(ConsulCuba Sao Paulo)
 
 
                                                   VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!! 

8 de ago. de 2016

CAMPANHA PELO FIM DO BLOQUEIO A CUBA DURANTE AS OLIMPÍADAS RIO 2016 (FOTOS)



OLIMPÍADAS RIO 2016
CAMPANHA PELO FIM DO BLOQUEIO A CUBA 

Não poderíamos perder a chance de divulgar no Rio de Janeiro a questão do bloqueio contra Cuba.

Optamos por uma campanha visual, em função do momento que o país vive.

Após um período de apreensão (qualquer outdoor ou busdoor tem que passar pelo crivo do Comitê Olímpico Internacional) conseguimos, com um desenho simples, a autorização do COI para veicular uma mensagem em adesivos em ônibus que façam o percurso entre a Barra da Tijuca (local de maior concentração de competições e imprensa) e a zona sul do Rio onde grande parte dos turistas, jornalistas e autoridades em geral se hospedam.

Na época da Copa do Mundo fizemos uma campanha pelos Cinco Cubanos - à época ainda presos - a não havia exigência por parte da FIFA. 

Desta vez, a campanha teve que driblar o COI para ser aprovada.

Enfim, o que importa é que conseguimos e até o final da Olimpíada, muita gente vai ler e acessar o Facebook para mais informações sobre a causa.

A todos os companheiros e companheiras que contribuíram com a campanha, aí está o resultado. O sucesso é de tod@s nós !!!!

O fim do bloqueio será nossa maior vitória !!!






                                                                    VENCEMOS !! VENCEREMOS !!!

6 de ago. de 2016

DECLARAÇÃO FINAL E PLANO DE AÇÃO DO VIII ENCONTRO CONTINENTAL DE SOLIDARIEDADE COM CUBA (FOTOS)

#‎FIMDOBLOQUEIO‬


Com a participação de 370 delegados de 25 países, entre eles Estados Unidos, Canadá e Quebec, Palestina e Líbano aconteceu na República Dominicana o VIII Encontro Continental de Solidariedade com Cuba de 28 a 30 Julho de 2016.
 
Esta conferência Continental é realizada a cada dois anos em um país da América Latina e Caribe, o objetivo dos participantes é compartilhar informações e experiências em apoio à Revolução Cubana, aos países da ALBA, à liberdade de Oscar López Rivera e dos presos políticos e à descolonização do Porto Rico.
 
O VIII Encontro foi dedicado ao 90º aniversário do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz e ao 62º aniversário do querido Comandante Hugo Chávez Frías.
 
O Encontro foi organizado conjuntamente pela Campanha Dominicana de Solidariedade com Cuba, o Comitê Porto-riquenho de Solidariedade com Cuba e o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).
 
No final, foi anunciado que o próximo será realizado na Nicarágua em 2018.
 
Incluímos abaixo a Declaração Final do Encontro e o Plano de Ação.
 
VIII ENCONTRO CONTINENTAL
DECLARAÇÃO DE SÃO DOMINGOS
 
Convocados pelos nobres ideais de amizade e solidariedade que unem os povos da Nossa América; aconteceu de 28 a 30 julho de 2016 no município de Santo Domingo, República Dominicana, o VIII Encontro Continental de Solidariedade com Cuba, com a presença de 370 delegados e delegadas de 25 países e a participação de representantes de organizações políticas, sociais, juvenis, religiosas, sindicais, entre outros; dedicado ao aniversário de 90 anos do líder histórico da Revolução Cubana, Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz e à memória eterna do Supremo comandante da Revolução Bolivariana, Hugo Rafael Chávez Frias no 62º aniversário de seu nascimento.
 
Em um contexto em que os contra-ataques imperialistas arremetem com força para desmantelar os processos progressistas, revolucionários e integracionistas da região, os povos do continente se reuniram neste evento histórico, DECLARAM:
 
1) Nossa fervorosa saudação aos Cinco Heróis, exemplos de dignidade, patriotismo e firmeza, que se encontram livres em sua pátria depois de terem comprido largas e injustas sentenças em prisões norte-americanas.
 
2) Há 19 meses, em 17 de dezembro de 2014, se iniciou uma nova etapa das relações entre os governos de Cuba e dos EUA depois de mais de 55 anos de confrontos e agressões por diferentes administrações estadunidenses, que nunca se conformaram com o fato de ter tido uma Revolução Socialista menos de 90 milhas de suas costas. Apoiamos o processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois governos, enquanto reafirmamos nossa confiança na dignidade da ilha, convencidos de que ela não vai ceder nenhum dos seus princípios e valores éticos que são referência para os povos do mundo.
 
3) Exigir o fim imediato do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos, monstruosidade que é constitui o principal obstáculo para o desenvolvimento pleno dessa nação caribenha. Os Estados Unidos devem cumprir a exigência da comunidade internacional que em 24 ocasiões se pronunciou pelo fim desta política e ouvir uma maioria crescente da opinião pública que apoia o levantamento do bloqueio e das restrições de viagens.
 
4) Exigir a devolução imediata a Cuba do território ilegalmente ocupado pela Base Naval em Guantánamo, o governo dos EUA usurpa há mais de cem anos, contra a vontade do governo e do povo de Cuba. Espaço usado como prisão, centro de tortura, onde detentos são submetidos a tratamentos degradantes e cruéis, em franca violação da Lei internacional de Direitos Humanos.
 
5) Reclamar o fim das transmissões ilegais de rádio e televisão que deturpam e mentem sobre a realidade cubana e violam as normas da União Internacional de Telecomunicações.
 
6) Exigir que cessem os programas de subversão e desestabilização contra Cuba e se respeite sua soberania, autodeterminação e independência.
 
7) Rejeitar a política migratória exclusiva para os cubanos que encoraja a emigração desordenada e perigosa. Por fim aos programas de roubo de talentos que estimulam a deserção de profissionais cubanos que realizam missões em outros países.
 
8) Demandar ao governo dos EUA o pagamento das compensações ao povo cubano pelos danos econômicos e humanos causados pela prática criminosa do bloqueio e as agressões contra Cuba.
 
9) Ratificar nosso apoio irrestrito ao processo de atualização do modelo econômico cubano que inevitavelmente levará ao fortalecimento do sistema socialista.
 
10) Reiterar nosso apoio permanente e incondicional à revolução Bolivariana iniciada pelo Comandante Supremo Hugo Rafael Chávez Frias, hoje liderada pelo presidente Nicolas Maduro, antes dos contínuos ataques da direita servil aliada do imperialismo. Exigir ao governo dos Estados Unidos a imediata revogação do seu decreto injerencista e intervencionista; assim como nos solidarizar com os processos progressistas do Equador, Bolívia, Nicarágua, El Salvador; bem como os movimentos populares que no Brasil enfrentam o golpe parlamentar judicial contra a presidente Dilma Rousseff e que na Argentina estão mobilizados contra o regresso do mais brutal neoliberalismo.
 
11) Apoiar fortemente o direito do povo de Porto Rico em sua luta pela independência e autodeterminação, a devolução das Ilhas Malvinas para a Argentina; assim como reconhecer o direito dos territórios ultramarinos à sua soberania e independência.
 
12) Exigir a libertação de Oscar López Rivera, que está há mais 35 anos em prisões dos Estados Unidos, e de todos os presos políticos que cumprem penas injustas, condenados em diferentes países do mundo.
 
13) Apoiar as lutas dos movimentos sociais nos Estados Unidos, dado a crescente brutalidade policial contra a comunidade afro-estadunidense, contra as minorias, imigrantes, comunidade LGBT e todo tipo de discriminação religiosa.
 
14) Respaldar o direito do povo haitiano em sua luta pela saída da Missão de Estabilização das Nações Unidas de seu território.
 
15) Exigir a cessação da política de extermínio do regime sionista de Israel contra o povo palestino e resolutamente apoiar o seu direito de edificar o seu Estado soberano com capital em Jerusalém.
 
16) Respeitar o direito reprodutivo da mulher em um ambiente de justiça e igualdade e acesso dos jovens ao ensino gratuito e de qualidade, à formação política, oportunidades de empregos dignos bem remunerados e sua plena participação na tomada de decisões como futuros líderes de suas respectivas sociedades.
 
17) Reconhecer e defender os direitos dos povos originários, respeitando sua cultura, tradições e costumes ancestrais.
 
18) Saudar com profundo agradecimento a solidariedade incondicional do governo e do povo cubanos por toda a sua contribuição, apoio e compromisso na busca da paz para a Colômbia, anseio histórico de seu povo e de todos os povos amantes da paz.
 
19) Respaldar a declaração emitida na Segunda Cúpula da CELAC realizada em Havana, que proclamou a América Latina e o Caribe como zona de paz, assim como nosso apoio incondicional aos mecanismos de integração como a ALBA, MERCOSUL, CELAC, UNASUR e os processos progressistas da região que se esforçam para recuperar seus recursos naturais, redistribuir suas riquezas, enfrentar a pobreza, o analfabetismo, a corrupção e a poluição ambiental, deixando para trás séculos de saques e neoliberalismo.
 
20) Apoiar firmemente todos os esforços pela unidade e integração de nossos países para alcançar a Pátria Grande, do Rio Bravo até a Patagônia, para que tanto lutaram nossos antepassados.
 
Agradecemos ao povo dominicano por sua hospitalidade e esmagadora solidariedade com Cuba e com os povos do continente, especialmente ao Comitê Organizador deste Encontro, formado por dominicanos e porto-riquenhos, os copatrocinadores pela primeira vez na história do Movimento de Solidariedade com Cuba de um evento desta natureza.
 
Facultado em Santo Domingo, República Dominicana, no dia 30 de julho de 2016.
 
PLANO DE AÇÃO
 
1 Multiplicar as ações contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba:
 
a) Realizar ações simultâneas em cada país todo dia 17 de cada mês que tenha grande impacto midiático, conforme acordado na Cúpula dos Povos do Panamá.
 
b) Incentivar a realização de protestos contra as missões diplomáticas e consulares dos EUA em nossos países.
 
c) Entrar em contatos com parlamentares para que eles intercedam com os seus homólogos estadunidenses.
 
d) enviar mensagens, cartas e telefonemas preparar para a Casa Branca e o Congresso, exigindo o fim desta política cruel e genocida.
 
e) Multiplicar o uso de redes sociais, sites, rádio, televisão e meios de comunicação comunitários para denunciar os efeitos do bloqueio, a ocupação ilegal da base naval em Guantánamo e a subversão política contra a Ilha.
 
2. Exigir a devolução para Cuba do território ilegalmente ocupado pela Base Naval dos Estados Unidos em Guantánamo.
 
a) Organizar em nossos países exibições do documentário "Todo Guantánamo é Nosso" aproveitando está legendado em várias línguas.
 
b) Divulgar e participar do Seminário Internacional pela abolição das bases militares e pela paz que se realizará em Cuba no início do mês de maio de 2017.
 
3. Apoiar com ações simultâneas a Terceira Jornada Contra o Bloqueio que será realizada em Washington DC, em agosto de 2017.
 
4. Promover e incentivar a participação em eventos organizados pelo ICAP em Cuba:
 
a) A Brigada Suramericana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba / Janeiro de 2017.
 
b) Dia Internacional Maio Brigada de 2017.
 
c) Brigada Juan Rius Rivera de Porto Rico / Julho de 2017.
 
d) Brigada Venceremos dos Estados Unidos / Julho de 2017.
 
e) Brigada Latino-americana e Caribenha / Agosto de 2017.
 
f) Brigada Internacional Ernesto Che Guevara no 50º aniversário de sua morte, em outubro de 2017.
 
5. Trabalhar para fortalecer a estrutura e a unidade do Movimento Continental de Solidariedade com Cuba, enriquecendo suas ações com a participação ampla e representativa de todos os artistas de nossas sociedades.
 
6. Fortalecer o uso dos meios de comunicação de rádio, televisão, imprensa escrita e redes sociais como Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outros como espaços multiplicadores da verdade sobre Cuba, frente as campanhas midiáticas das transnacionais da desinformação.
 
a) Promover a exibição do documentário "El poder de los débiles", mostrando o trabalho da revolução com as pessoas com necessidades especiais.
 
b) Divulgar os pontos sobre o bloqueio realizados pelo IFCO / Pastores pela Paz.
 
7. Realizar atividades no âmbito das datas comemorativas da Ilha.
 
a) Desenvolver projeções de documentários e exposição de fotos sobre Fidel por ocasião do seu 90º aniversário.
 
8. Promover ações de apoio com outras causas:
 
a) Realizar atividades de sensibilização para exigir a revogação do decreto injerencista e intervencionista dos EUA contra a Venezuela.
 
b) Organizar mesas ou painéis sobre a importância da integração regional, a defesa dos governos progressistas da Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua, El Salvador; assim com apoiar os movimentos populares que ocorrem no Brasil e Argentina.
 
c) Realizar passeatas, caravanas e outros eventos exigindo a libertação dos nossos prisioneiros políticos.
 
Facultado em Santo Domingo, República Dominicana, no dia 30 de julho de 2016. 
 
 
 Foto: Hector Planes 

                                                                      VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!