#CubaVsBloqueo #YoVotoVsBloqueo #SolidaridadVsBloqueo
Fonte: Vitórias da Revolução Cubana
VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!
25 de set. de 2016
FOTOS: CONHEÇA A VIDA DAS CRIANÇAS CUBANAS ANTES DA VITÓRIA DA REVOLUÇÃO
#CubaVsBloqueo #YoVotoVsBloqueo #SolidaridadVsBloqueo
Fotos: Vitórias da Revolução Cubana
VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!
Fotos: Vitórias da Revolução Cubana
VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!
24 de set. de 2016
HÁ UM ABISMO ENTRE OS DISCURSOS E O SOFRIMENTO HUMANO, DISSE O CHANCELER CUBANO NA ONU
O ministro das Relacões Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, advertiu
nessa quinta-feira nas Nações Unidas que persiste o abismo entre as
deliberações dos políticos e as realidades dos povos.
"Está
confirmada a falta de vontade política dos países industrializados.
Padrões irracionais de produção e consumo do capitalismo se reproduzem,
conduzindo à destruição das condições de vida no planeta", afirmou ele
no terceiro dia de debate de alto nível da Assembleia Geral.
Falando no
fórum anual, dedicado este ano a abordar os objetivos de
desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, o diplomata recordou que 80
por cento da população mundial possui apenas seis por cento das
riquezas, enquanto um por cento dos mais ricos desfruta de metade do
patrimônio mundial.
"O mais provável é que não tenham conhecimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e que, de saber, apenas acreditem nas novas metas de desenvolvimento sustentável", disse.
O chanceler cubano também observou que em países desenvolvidos se extinguem as "sociedades de bem-estar', os sistemas políticos entram em crise, crescem os bolsões de pobreza, aplicam brutais programas de ajustes neoliberais contra os trabalhadores, jovens e imigrantes e se desenvolvem perigosamente forças neofascistas.
Nesse sentido, insistiu na urgência da construção de uma nova arquitetura financeira internacional e de superar uma ordem mundial cruel, opressiva, ineficaz e insustentável, caracterizada por enormes gastos militares, intervenções e guerras não convencionais contra Estados soberanos pelos países da OTAN, executores da doutrina de mudança de regime.
Leia o discurso do chanceler cubano na íntegra
(Informações da Prensa Latina)
Fonte: CUBADEBATE - http://www.cubadebate.cu
VENCEREMOS !!!
ESTUDANTES CUBANOS INICIAM JORNADA DE DENÚNCIAS SOBRE PLATAFORMA SUBVERSIVA CONTRA CUBA
Centros educacionais de todo a Ilha se pronunciam contra projeto
de concessões de bolsas de estudos para atrair jovens cubanos para os
Estados Unidos e com isso transformá-los em Cavalo de Tróia contra o
projeto revolucionário
Por Yuniel Labacena Romero
Uma nova jornada estudante de denúncia à subversão dos Estados Unidos contra Cuba, cujo alvo principal são as novas gerações, começou sexta-feira em Havana.
Estudantes da ilha denunciam o programa estadunidense de bolsa de World Learning, cuja a intenção é formar "líderes" de opinião para servirem aos seus propósitos imperialistas e com isso tentar destruir "de dentro" a Revolução.
As manifestações são realizadas nos centros educacionais pelos membros das Federações Estudantil do Ensino Médio (FEEM) e da Estudantil Universitária (FEU). A partir da próxima semana será estendido a todo o país, a fim de desmantelar esta plataforma desestabilizadora estadunidense e ratificar o compromisso do mais jovens em continuarem unidos à revolução e sua história.
Suzanne Santiesteban Puertas, presidenta da FEEM, disse que antes de todo este evento, cada estudante já tinha decidido se manifestar, denunciar e protestar contra essas ações subversivas estadunidenses que se materializam através da World Learning, uma suposta ONG, que projetou em 2015 o Programa de verão para jovens cubanos, que trabalha como parte do governo e instituições do país.
Ela acrescentou que os alunos não permitirão manipulações de qualquer tipo e agendou mais de 460 reuniões para denunciar esta nova artimanha, financiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), como parte de seus programas de mudança de regime na Maior Ilha das Antilhas, que se mantém durante a administração Obama, apesar dos progressos na normalização das relações oficiais entre as duas nações e a vontade expressa por seus representantes.
Como parte da Jornada ações foram realizadas ontem no Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría, da Universidade de Havana e no Instituto Politécnico de Química Mártires de Girón, onde os estudantes conheceram a nova plataforma subversiva e foram convocados para refletir sobre as verdadeiras intenções dos Estados Unidos.
Mais uma vez o governo dos EUA se distancia daquelas intenções de seu Presidente, quando em recente visita a Havana, assegurou pessoalmente ao seu homólogo cubano, que Washington "não tem nem a capacidade nem a intenção de impor uma mudança em Cuba" e que os Estados afirma que "não irão impor o nosso sistema político ou econômico para
vocês."
VENCEREMOS !!!
Uma nova jornada estudante de denúncia à subversão dos Estados Unidos contra Cuba, cujo alvo principal são as novas gerações, começou sexta-feira em Havana.
Estudantes da ilha denunciam o programa estadunidense de bolsa de World Learning, cuja a intenção é formar "líderes" de opinião para servirem aos seus propósitos imperialistas e com isso tentar destruir "de dentro" a Revolução.
As manifestações são realizadas nos centros educacionais pelos membros das Federações Estudantil do Ensino Médio (FEEM) e da Estudantil Universitária (FEU). A partir da próxima semana será estendido a todo o país, a fim de desmantelar esta plataforma desestabilizadora estadunidense e ratificar o compromisso do mais jovens em continuarem unidos à revolução e sua história.
Suzanne Santiesteban Puertas, presidenta da FEEM, disse que antes de todo este evento, cada estudante já tinha decidido se manifestar, denunciar e protestar contra essas ações subversivas estadunidenses que se materializam através da World Learning, uma suposta ONG, que projetou em 2015 o Programa de verão para jovens cubanos, que trabalha como parte do governo e instituições do país.
Ela acrescentou que os alunos não permitirão manipulações de qualquer tipo e agendou mais de 460 reuniões para denunciar esta nova artimanha, financiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), como parte de seus programas de mudança de regime na Maior Ilha das Antilhas, que se mantém durante a administração Obama, apesar dos progressos na normalização das relações oficiais entre as duas nações e a vontade expressa por seus representantes.
Como parte da Jornada ações foram realizadas ontem no Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría, da Universidade de Havana e no Instituto Politécnico de Química Mártires de Girón, onde os estudantes conheceram a nova plataforma subversiva e foram convocados para refletir sobre as verdadeiras intenções dos Estados Unidos.
vocês."
Fonte: juvetud rebelde - Diario de la juventud cubana - Edición digital
digital@juventudrebelde.cu VENCEREMOS !!!
ESTUDANTES CUBANOS DENUNCIAM PROGRAMAS SUBVERSIVOS DOS ESTADOS UNIDOS
Suzanne Santiesteban, Presidenta Nacional da Federação de Estudantes do Ensino Médio (FEEM) denunciou ontem, em nome de seus membros, as ações intervencionistas do governo dos Estados Unidos dirigidas a subverter política e ideologicamente jovens cubanos.
A dirigente estudantil disse que a Agência Internacional para o Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID), financia uma suposta Organização Não Governamental (ONG) chamada WorldLearning, que tem fornecido bolsas de estudo e acampamentos de verão, desde 2015, a jovens da Ilha com o objetivo de despertar neles valores que não correspondem a sociedade cubana.
"Nós condenamos as ações intervencionistas, não somos contra qualquer intercâmbio entre os dois países, na verdade existem intercâmbios cultural, educacional e científico, que têm sido bem aceitos pelo povo cubano, mas sempre com base no respeito mútuo, nunca com a hipocrisia, a ilicitude e a ilegalidade que podem ser geradas em meio a essas ações subversivas", disse Santiesteban.
Ela também acrescentou que "os estudantes cubanos e a FEEM denunciam e protestam contra tais atos de agressão contra nosso país e reafirmar a sua posição com a Revolução Cubana, enquanto repudiando o bloqueio, uma das ações tomadas pelo governo dos Estados Unidos contra a nação caribenha e pedimos a devolução da Base Naval de Guantánamo".
A presidenta da FEEM falou do caráter agressivo da política dos EUA em relação a Cuba e afirmou que o governo da Ilha sempre irá proteger seus jovens e não permitirá que os manipulem, de modo que ontem, sexta-feira, começou uma jornada de denúncias em centros estudantis de Havana, que será extensivo a todo o país a partir próxima desta segunda-feira, dia 26, começando por Guantánamo, sede nacional das atividades de adesão à organização.
O governo dos EUA destina anualmente 139 milhões de dólares para financiar ações subversivas contra Cuba, dos quais 15 milhões são dirigidos a jovens.
Escrito por Rafael Suárez Portuondo
Fonte: RADIO CUBANA - Portal de la Radio Cubana en Internet - http://www.radiocubana.cu
VENCEREMOS !!!
A INSUPORTÁVEL INÉRCIA DAS SANÇÕES AO USO DO DÓLAR EM TRANSAÇÕES MUNDIAIS COM CUBA
#PELOFIMDOBLOQUEIO
#CubaVsBloqueo #YoVotoVsBloqueo #SolidaridadVsBloqueo
Publicado originalmente no dia 26 de maio de 2016 em Www.cubadebate.cu
#CubaVsBloqueo #YoVotoVsBloqueo #SolidaridadVsBloqueo
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| Um turista dos EUA desembarcando em Cuba. Foto: Ismael Francisco |
Publicado originalmente no dia 26 de maio de 2016 em Www.cubadebate.cu
Kevin
Darrow, dono de um pequeno restaurante em Pasadena, chegou a Havana no dia 24 de Maio deste ano. Vindo com uma licença total que lhe permite o
intercâmbio "povo a povo" e com o entusiasmo de quem desembarca em um
país exótico, agora, na moda nos Estados Unidos. No aeroporto, prestes a
embarcar em um ônibus que o levaria ao Hotel Melía Cohiba, reconheceu ao
CubaDebate que é incômodo estar longe de casa sem poder usar cheques de
viagem e cartões de crédito, e, portanto, efetivamente com todo o
dinheiro no bolso.
"Sabe por que isso acontece?", lhe pergunto. "Não, só me disseram que tinha que ser em dinheiro, porque os cartões de crédito não funcionam aqui". Tem escutado falar de "embargo" (bloqueio para os cubanos), mas não sabe como uma coisa se relaciona a outra. Também não sabia que o presidente Barack Obama havia autorizado em março o uso do dólar nas transações entre os dois países, nem que os cubanos podem realizar transferência de fundos nessa moeda em contas fora dos Estados Unidos, que cheguem a Cuba e tenham como destino final bancos situados fora do território estadumidense (chamadas de transação "U-turn").
Kevin Darrow não sabia e, aparentemente, também não foi informado por bancos estadunidenses. Como CubaDebate recordou recentemente, a ilha mão tem podido realizar qualquer operação bancária em dólar desde a entrada em vigor da medida, em 17 de Março de 2016, até hoje. E, como sabemos, como a maioria das operações em dólar transitam através de bancos estadunidenses, a proibição de tais transações tem afetado severamente a economia do país.
Na véspera da visita do presidente Barack Obama a Havana, um dia depois de se tornar efetiva a permissão de operar essa moeda, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez Parrilla disse que Cuba deixaria de aplicar o imposto de 10% ao dólar na sua entrada no país, mas apenas quando se comprovar que realmente não há perseguição contra as transações financeiras cubanas nessa moeda.
Seguros
A Kevin não só o preocupa ter que trazer o dinheiro no bolso, mas não tem ideia de como poderiam funcionar seus seguros de saúde, viagem e vida. Ele pagou o seguro de saúde na ilha, se tiver um problema, sabe o hospital que deve ir para ser atendido. O comprou com o bilhete de avião, mas teria gostado de fazer através de sua seguradora da vida toda nos Estados Unidos, como faz quando viaja a outros países. Não foi possível e não pode explicar claramente as razões.
De acordo com as medidas aprovadas no primeiro pacote de Obama, em março 2015, as companhias de seguros dos Estados Unidos podem assegurar os seus viajantes que chegam a Cuba. "As regras do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro, não impedem a uma companhia de seguros estadunidense assegure os viajantes que têm permissão para viajar a Cuba. Mas talvez as companhias de seguros não saibam", confirmou por telefone ao CubaDebate o advogado estadunidense Michael Krinsky, que representa o governo cubano nos Estados Unidos.
Normalmente a Empresa de Seguros Internacional de Cuba, SA (ESICUBA), prestar assistência aos viajantes internacionais por meio de acordos com outras empresas do mesmo ramo no mundo, mas historicamente tem enfrentado restrições para adquirir proteções de resseguro, não só com empresas estadunidenses, mas com empresas de outros países que têm interesses norte-americanos ou ações em bolsas dos Estados Unidos, principalmente na NYSE.
Com as seguradoras corre o mesmo que com os bancos. As autorizações existem, mas existe o medo de dar o primeiro passo. E faz sentido. O governo dos EUA tem imposto multas colossais a bancos em de outros países aplicando sanções do bloqueio, que tem tido um efeito imensamente doutrinador. São conhecidas no setor as sanções ao banco UBS de 100 milhões de dólares; ao Credit Suisse, de 536 milhões de dólares; ao BNP Paribas, com um super encargo de 8,83 bilhões de dólares.
"Sabe por que isso acontece?", lhe pergunto. "Não, só me disseram que tinha que ser em dinheiro, porque os cartões de crédito não funcionam aqui". Tem escutado falar de "embargo" (bloqueio para os cubanos), mas não sabe como uma coisa se relaciona a outra. Também não sabia que o presidente Barack Obama havia autorizado em março o uso do dólar nas transações entre os dois países, nem que os cubanos podem realizar transferência de fundos nessa moeda em contas fora dos Estados Unidos, que cheguem a Cuba e tenham como destino final bancos situados fora do território estadumidense (chamadas de transação "U-turn").
Kevin Darrow não sabia e, aparentemente, também não foi informado por bancos estadunidenses. Como CubaDebate recordou recentemente, a ilha mão tem podido realizar qualquer operação bancária em dólar desde a entrada em vigor da medida, em 17 de Março de 2016, até hoje. E, como sabemos, como a maioria das operações em dólar transitam através de bancos estadunidenses, a proibição de tais transações tem afetado severamente a economia do país.
Na véspera da visita do presidente Barack Obama a Havana, um dia depois de se tornar efetiva a permissão de operar essa moeda, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez Parrilla disse que Cuba deixaria de aplicar o imposto de 10% ao dólar na sua entrada no país, mas apenas quando se comprovar que realmente não há perseguição contra as transações financeiras cubanas nessa moeda.
Seguros
A Kevin não só o preocupa ter que trazer o dinheiro no bolso, mas não tem ideia de como poderiam funcionar seus seguros de saúde, viagem e vida. Ele pagou o seguro de saúde na ilha, se tiver um problema, sabe o hospital que deve ir para ser atendido. O comprou com o bilhete de avião, mas teria gostado de fazer através de sua seguradora da vida toda nos Estados Unidos, como faz quando viaja a outros países. Não foi possível e não pode explicar claramente as razões.
De acordo com as medidas aprovadas no primeiro pacote de Obama, em março 2015, as companhias de seguros dos Estados Unidos podem assegurar os seus viajantes que chegam a Cuba. "As regras do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro, não impedem a uma companhia de seguros estadunidense assegure os viajantes que têm permissão para viajar a Cuba. Mas talvez as companhias de seguros não saibam", confirmou por telefone ao CubaDebate o advogado estadunidense Michael Krinsky, que representa o governo cubano nos Estados Unidos.
Normalmente a Empresa de Seguros Internacional de Cuba, SA (ESICUBA), prestar assistência aos viajantes internacionais por meio de acordos com outras empresas do mesmo ramo no mundo, mas historicamente tem enfrentado restrições para adquirir proteções de resseguro, não só com empresas estadunidenses, mas com empresas de outros países que têm interesses norte-americanos ou ações em bolsas dos Estados Unidos, principalmente na NYSE.
Com as seguradoras corre o mesmo que com os bancos. As autorizações existem, mas existe o medo de dar o primeiro passo. E faz sentido. O governo dos EUA tem imposto multas colossais a bancos em de outros países aplicando sanções do bloqueio, que tem tido um efeito imensamente doutrinador. São conhecidas no setor as sanções ao banco UBS de 100 milhões de dólares; ao Credit Suisse, de 536 milhões de dólares; ao BNP Paribas, com um super encargo de 8,83 bilhões de dólares.
A
política de perseguição financeira contra bancos de outros países, que
são impedidos de negociar com Cuba, tem gerado apenas nos últimos três
anos multas de mais de dez bilhões. Em 2014, após o anúncio histórico
dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama, que abriu caminho para
iniciar o processo de normalização das relações entre os dois países, o
banco francês Crédit Agricole foi multado em 787 milhões de dólares. Ao
menos meia dúzia de outros bancos foram multados em quantidades menores,
e dezenas de outros foram objeto de investigação.
Porém o que se sabe não é necessariamente o que está acontecendo na realidade. Muitas multas não chegam a virar notícia, porque as administrações dos bancos cuidam para não criar pânico em sua clientela. Nem todos podem se recuperar facilmente de uma carga de milhões de dólares.
A inércia de uma medida draconiana
"O objetivo desta aplicação draconiana é dissuadir os bancos de realizarem negócios com Cuba, tornando os custos tão altos que eles não se atrevam a assumir o risco. Funcionou muito bem", reconhece em um artigo para o World Politics Review o pesquisador William Leogrande, coautor de um livro indispensável para a entender as relações Cuba-EUA, " Back Channel to Cuba: A História Secreta das Negociações entre Washington e Havana ".
Leogrande recorda que o primeiro sinal de que as sanções financeiras haviam feito metástase fora do controlo do Departamento do Tesouro veio em 2013, quando o Banco M&T se recusou a continuar dando seus serviços à missão diplomática de Cuba em Washington, porque que os custos para isso eram superiores aos benefícios. "Custou ao Departamento de Estado 21 meses para encontrar um banco disposto a substituir o M&T. Finalmente, o Banco Stonegate concordou em fazê-lo em julho de 2015 porque, como disse seu CEO, sentiu uma "obrigação moral" de ajudar a restabelecer as relações entre os dois países ".
E, obviamente, tinha forte apoio do governo para nos adicionar. Algo que também aconteceu em outras ocasiões, segundo reconheceu o principal assessor em política externa de Obama, Ben Rhodes. Em um diálogo em que participou com Cubadebate, Rhodes assegurou que para cumprir o seu compromisso de fazer uso efetivo do dólar em transações cubanas, a administração iria "aos bancos para estabelecer um diálogo com eles e explicar: um, que já é permitido este tipo de transação e dois, que eles não vão enfrentar qualquer tipo de penalidade se tomarem esta medida. "
Ben Rhodes acrescentou que a inércia das sanções aplicadas por tanto tempo provocou não só uma questão de medo e preconceito, mas que os bancos estadunidenses têm seus computadores programados para rejeitar transações com Cuba. A inércia estende-se a máquinas e têm ocorrido absurdos como o fechamento automático de contas para clientes que usaram o seu cartão de crédito para comprar um bilhete para uma peça de teatro em cujo título apareça a palavra "Cuba".
"Os bancos estão muito nervoso sobre qualquer passo em falso ... pelas multas, mesmo quando se trata apenas de um pequeno erro, elas podem ser enormes", explicou à Reuters um advogado de Miami envolvido no sistema bancário internacional. "É mais fácil impor sanções que desmantelá-las", admite um funcionário dos EUA citado pela agência britânica.
O extraordinário é que, enquanto autoridades dos EUA mostram interesse em desbloquear operações, ao mesmo tempo se contradizem em suas ações. O Secretário de Estado John Kerry se reuniu no início deste mês com representantes dos principais bancos europeus para dar garantias de que eles podem negociar. Josefina Vidal, diretora-geral dos Estados Unidos no Ministério das Relações Exteriores de Cuba, numa conferência de imprensa mostrou, com toda razão, a sua enorme surpresa em relação a esta ação do Secretário de Estado, exatamente quando estava por ocorrer em Havana a terceira reunião da Comissão bilateral Cuba-EUA.
"Não houve nenhum esforço diplomático comparável para tranquilizar os bancos para que as sanções sejam realmente levantadas", admite Leogrande. O vice-diretor do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Gustavo Machín, comentou sobre isso em uma conferência de imprensa que aconteceu, por sinal, antes da reunião de Kerry com os bancos europeus:
"Cuba tem insistido em que não é só anunciar a medida de autorização do uso do dólar nas transações internacionais, abertura nas transações internacionais, mas sim que esta medida deve estar acompanhada, como nós temos insistido, de uma declaração forte, uma declaração política ou mesmo um documento legal que dê garantias aos bancos de que, por se envolverem com Cuba, não serão punidos."
Isso não tem acontecido
até agora publicamente e, portanto, explica por que o amigo Darrow passa
por tal desconforto em sua viagem à Ilha, como acontece a cada
compatriota que está desembarcando aqui. Enquanto isso, do lado de cá,
11 milhões de cubanos também esperam que sua economia se liberte da
perseguição irracional do dólar, a moeda suprem para as operações em
moeda estrangeira. Não é justo.
Fonte: cubadebate
VENCEREMOS !!!
Porém o que se sabe não é necessariamente o que está acontecendo na realidade. Muitas multas não chegam a virar notícia, porque as administrações dos bancos cuidam para não criar pânico em sua clientela. Nem todos podem se recuperar facilmente de uma carga de milhões de dólares.
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Uma cidadã estadunidense chegando ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana Foto: Ismael Francisco Eiras
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"O objetivo desta aplicação draconiana é dissuadir os bancos de realizarem negócios com Cuba, tornando os custos tão altos que eles não se atrevam a assumir o risco. Funcionou muito bem", reconhece em um artigo para o World Politics Review o pesquisador William Leogrande, coautor de um livro indispensável para a entender as relações Cuba-EUA, " Back Channel to Cuba: A História Secreta das Negociações entre Washington e Havana ".
Leogrande recorda que o primeiro sinal de que as sanções financeiras haviam feito metástase fora do controlo do Departamento do Tesouro veio em 2013, quando o Banco M&T se recusou a continuar dando seus serviços à missão diplomática de Cuba em Washington, porque que os custos para isso eram superiores aos benefícios. "Custou ao Departamento de Estado 21 meses para encontrar um banco disposto a substituir o M&T. Finalmente, o Banco Stonegate concordou em fazê-lo em julho de 2015 porque, como disse seu CEO, sentiu uma "obrigação moral" de ajudar a restabelecer as relações entre os dois países ".
E, obviamente, tinha forte apoio do governo para nos adicionar. Algo que também aconteceu em outras ocasiões, segundo reconheceu o principal assessor em política externa de Obama, Ben Rhodes. Em um diálogo em que participou com Cubadebate, Rhodes assegurou que para cumprir o seu compromisso de fazer uso efetivo do dólar em transações cubanas, a administração iria "aos bancos para estabelecer um diálogo com eles e explicar: um, que já é permitido este tipo de transação e dois, que eles não vão enfrentar qualquer tipo de penalidade se tomarem esta medida. "
Ben Rhodes acrescentou que a inércia das sanções aplicadas por tanto tempo provocou não só uma questão de medo e preconceito, mas que os bancos estadunidenses têm seus computadores programados para rejeitar transações com Cuba. A inércia estende-se a máquinas e têm ocorrido absurdos como o fechamento automático de contas para clientes que usaram o seu cartão de crédito para comprar um bilhete para uma peça de teatro em cujo título apareça a palavra "Cuba".
"Os bancos estão muito nervoso sobre qualquer passo em falso ... pelas multas, mesmo quando se trata apenas de um pequeno erro, elas podem ser enormes", explicou à Reuters um advogado de Miami envolvido no sistema bancário internacional. "É mais fácil impor sanções que desmantelá-las", admite um funcionário dos EUA citado pela agência britânica.
O extraordinário é que, enquanto autoridades dos EUA mostram interesse em desbloquear operações, ao mesmo tempo se contradizem em suas ações. O Secretário de Estado John Kerry se reuniu no início deste mês com representantes dos principais bancos europeus para dar garantias de que eles podem negociar. Josefina Vidal, diretora-geral dos Estados Unidos no Ministério das Relações Exteriores de Cuba, numa conferência de imprensa mostrou, com toda razão, a sua enorme surpresa em relação a esta ação do Secretário de Estado, exatamente quando estava por ocorrer em Havana a terceira reunião da Comissão bilateral Cuba-EUA.
"Não houve nenhum esforço diplomático comparável para tranquilizar os bancos para que as sanções sejam realmente levantadas", admite Leogrande. O vice-diretor do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Gustavo Machín, comentou sobre isso em uma conferência de imprensa que aconteceu, por sinal, antes da reunião de Kerry com os bancos europeus:
"Cuba tem insistido em que não é só anunciar a medida de autorização do uso do dólar nas transações internacionais, abertura nas transações internacionais, mas sim que esta medida deve estar acompanhada, como nós temos insistido, de uma declaração forte, uma declaração política ou mesmo um documento legal que dê garantias aos bancos de que, por se envolverem com Cuba, não serão punidos."
Fonte: cubadebate
VENCEREMOS !!!
23 de set. de 2016
CONGRESSO CAMPONÊS ARMADO: NASCIMENTO DA REVOLUÇÃO AGRÁRIA
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No Primeiro Congresso Camponês Armado. Raúl Castro fazendo uso da palavra, Vilma Espín sentada atrás dele e outros guerrilheiros e camponeses. Foto: Arquivo
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Soledad de Mayarí Arriba, antes de 1959 era um lugar esquecido por aqueles que governavam Cuba. A estrada que existe hoje é obra da Revolução. Se um caminhão, em 1958, se atrevesse a entrar nesses lugares, tinha que pisar muito fundo no acelerador para conseguir chegar. E muitas vezes necessitava de ajuda para sair do atoleiro. Havia apenas um cercado para disputa de galos e um bar com salão de dança. Para receber cuidado médico tinham que carregar os doentes em redes e levá-los a pé até La Prueba, perto de Alto Songo, a uns 40 quilômetros. Em várias ocasiões, eles chegavam sem vida.
Quando a Segunda Frente, liderada pelo então comandante Raúl Castro Ruz, instalou-se na região, se criaram os primeiros Comitês Revolucionários Campesinos (CRC), baseados na experiência rebelde de Sierra Maestra, com um secretário como chefe, um delegado civil e outro militar. Estes comitês, além de manter a ordem em suas respectivas áreas, assumiram a armazenagem de suprimentos e informações para o grupo guerrilheiro. Ao expandir suas atividades, o Comando da Frente criou o Bureau Agrícola como órgão de ligação entre as massas e os comandantes militares rebeldes.
Em 10 de Julho de 1958, em Calabazas de Sagua, delegações de cada município do território da Segunda Frente elegeram o Comitê Agrícola Regional, cuja presidência foi para Pepe Ramirez, um veterano lutador contra os desmandos dos geófagos. Essa instância estruturava e organizava as diversas associações de agricultores e proletários agrícolas na área.
Agazapados, uma minoria integrada por marginais, que respondiam aos interesses dos latifundiários e alguns comerciantes da área, orquestraram uma campanha para desacreditar o CRC, sobre tudo os líderes, que como Pepe Ramirez tinham militância comunista. O movimento camponês propôs ao Comando Geral da Frente a realização de um congresso em que a própria massa resolveria esse conflito e livremente elegeria os líderes de sua preferência.
Na fase preparatória para o congresso, segundo testemunho do próprio Raul, "se haviam constituído 84 comitês agrários que agrupavam os camponeses em suas bases e foram realizadas seis grandes concentrações, algumas delas com mais de 1.000 participantes [...] O perigo dos bombardeios criminosos e outros riscos que a guerra envolve, não foram obstáculos suficientes para subtrair lucidez e solidez dessas poderosas manifestações".
As eleições de delegados foram organizados com absoluta independência pelo movimento camponês. No princípio se pensou realizar as reuniões do evento em Calabazas de Sagua, mas ante os bombardeios da aviação do regime, transferiram a sede para para Soledad de Mayarí Arriba. Na manhã de 21 de setembro de 1958 teve início o transcendental evento com a participação de mais de 200 delegados aberto.
Representando as mulheres haviam cinco mulheres serranas, eleitas por suas associações de base, que expressaram sua decisão de continuar lutando junto com seus maridos, filhos e irmãos. Também se encontrava um grupo de trabalhadores agrícolas, principalmente cañeros.
Na presença de Raúl, Vilma Espín e vários líderes da Segunda Frente, Pepe Ramirez apresentou o relatório ao Congresso, que fez um relato das atividades da CRC desde a sua criação e também se profundou nos problemas fundamentais que o país enfrenta, com especial ênfase para a situação miserável do campesinato. Tanto no debate, provocado pelo relatório, como nas intervenções dos participantes, foram ressaltadas denúncias de exploração a que foram submetidos os homens do campo, as extorsões por especuladores e garroteros, refletiram demandas por uma justa Reforma Agrária e pelo melhoramento da vida nesses campos.
Após a eleição da diretoria do Comitê Regional Agrário (CRA), o comandante Raúl Castro Ruz, presidente da Segunda Frente, que teve a seu cargo as conclusões, qualificou o Congresso de memorável. "Nestes momentos, nesta etapa histórica em que vivemos, sem Reforma Agrária não pode haver Revolução Cubana; e aqui, talvez através da participação na mesma, não percebemos a magnitude deste ato, porque estes momentos, neste dia, está iniciando-se, está se formando, está nascendo a Revolução Agrária que é a de lançar as bases da verdadeira Revolução Cubana".
Mais adiante ele salientou: "O principal objetivo dos agricultores deve ser neste momento forjar e manter a unidade. Eis aqui o principal, se queremos alcançar a vitória e conquistar nossas reivindicações. As forças reacionárias que se movem contra a unidade podem ser derrotadas se nos mantivermos unidos e vigilantes".
VENCEMOS !!!
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