14 de jan. de 2020

O #bloqueio de #EE.UU.: agora, escassez de gás de cozinha para os cubanos.





Publicado em 14 janeiro, 2020 por siempreconcuba

2020 acaba de começar e os cubanos já padecem a sanha com que o governo dos Estados Unidos se empenha em dificultar suas vida mediante o bloqueio econômico. Agora a nova maldade que se avizinha é um período de escassez de gás de cozinha, o que mais utilizam as famílias cubanas para cozinhar.

É um efeito direto da hostilidade do governo de Donald Trump contra os cidadãos da ilha.

Em novembro foi aplicado o castigo por Washington contra a empresa Corporação Panamericana S.A, criada na década de 90 com a função de realizar compras de combustível para o país caribenho.

Segundo nota publicada na véspera pela União Cuba petróleo e o Ministério de Energia e Minas, essa empresa tinha contratado o fornecimento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) que garantiria sem problemas o consumo da população e dos setores estatal e não estatal.

No entanto, depois das pressões e ameaças de Washington, os provedores se negaram a realizar as entregas planejadas para fim de dezembro e início de janeiro.

Desde o momento em que a Corporação Panamericana S.A. foi sancionada, realizam-se gerenciamentos para conseguir o fornecimento de GLP de outros mercados, o qual não se conseguiu concretizar, consigna o comunicado.

Sabe-se que os estoques do país não cobrem o consumo, o que explica os problemas no fornecimento do precioso combustível, que só poderá ser garantido a centros que ofereçam serviços básicos à população.

Há que recordar que durante todo o ano anterior o governo de Estados Unidos impôs novas e sucessivas sanções a companhias, armadores, navios e empresas de seguros, com o objetivo de impedir a chegada de combustíveis a Cuba.

Devido a isso se interrompeu o ciclo de chegada de navios tanques que permitiriam o abastecimento normal ao país, o que provocou desabastecimentos, sobretudo em gasolinas e diesel em outubro e novembro, principalmente.

Isso motivou a implantação de um plano de contingência que foi explicado pelo presidente Miguel Díaz- Canel e vários ministros em comunicados transmitidos por rádio e televisão.

Com o objetivo de não afetar os serviços básicos à cidadania, e evitar os apagões, foram paralisadas produções altamente consumidoras de energia e reduzidos programas e obras de desenvolvimento.




Nas instituições, centros de trabalho, estudos e outros foram tomadas medidas de economias, entre outras assumidas por governos locais e, sobretudo, pelo próprio povo, que acompanhou o governo naquela conjuntura.

Não poucas dessas medidas chegaram para ficar sabendo que a situação poderia ser repetida ou assumir novos cenários, como ocorre agora com o GLP, o de ‘balita’, como se  conhece popularmente e é utilizado em milhões de lares.  ( NT: seria o popular “bujão” no Brasil)

A questão energética não é a única que enfrenta Cuba frente à política de cerco da Casa Branca.



 2020 chegou com o anúncio do secretário de Estado, Mike Pompeo, de novas restrições aos voos charters para Cuba (antes proibiram os regulares ao interior da ilha), e severas limitações para os voos autorizados para o aeroporto internacional José Martí, desta capital.

Como antecedentes imediatos, em 2019 as autoridades estadunidenses cancelaram, restringiram ou proibiram cruzeiros, voos, remessas, serviços médicos, financiamentos, entre outros castigos.

Por tais sanções a ilha deixou de receber uns 800 mil turistas de cruzeiros e cerca de uma dezena de aeroportos cubanos viram-se impedidos de receber voos dos Estados Unidos.

No início da nova escalada, Estados Unidos dispôs a ativação dos capítulos III e IV da Lei Helms-Burton.

Os cortes federais daquele país começaram a receber ações contra Cuba e empresas de terceiros países com a intenção, entre outras, de inibir o investimento estrangeiro.

Por aí segue também a crescente lista negra de empresas cubanas às que Washington proíbe ter negócios com empresas estrangeiras, tal como ocorreu com a Corporação Panamericana S.A.

Foi em 2019 que o governo de Trump impôs um recorde em sua hostilidade com Cuba, ao aplicar contra a ilha, em média, um castigo por semana durante esse ano.

Tudo isso tem um custo para a ilha caribenha ainda por calcular, ainda mais que é difícil quantificar o dano que Estados Unidos provoca aos cidadãos cubanos, agora com mais ‘balitas’ para rechaçar o bloqueio. (Orlando Oramas León/PL)

(NT: aqui o termo “balitas” tem uma conotação diferente da anterior, como “balinhas”, projéteis.)




Nota de Imprensa da União Cubapetróleo sobre a situação do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP):
Durante todo o ano 2019, o Governo dos Estados Unidos impôs novas e sucessivas sanções a companhias, armadores, navios e empresas de seguros, com o objetivo de impedir a chegada de combustíveis a nosso país.
Em 26 de novembro de 2019 foi publicado que EE.UU. sancionou injustamente a Corporação Panamericana S.A, empresa criada na década do 90.
A Corporação Panamericana S.A tinha contratado o fornecimento de Gás Liquefeito do Petróleo (GLP) que garantiria sem problemas o consumo da população e dos setores estatal e não estatal, mas os provedores se negaram a realizar as entregas planejadas  para fins de dezembro e início de janeiro.
Desde o momento em que a Corporação Panamericana S.A foi sancionada, se realizam gerenciamentos para conseguir o fornecimento de GLP de outros mercados, o que não se conseguiu concretizar.
Continuam as ações para conseguir a importação de GLP.
Os estoques que atualmente existem no país não cobrem o consumo, por isso  têm ocorrido  dificuldades na venda normal e livre de GLP que só poderá estar garantido para os centros que oferecem serviços básicos à população.
Através da cada Ponto de Venda de Gás Liquefeito serão informadas as medidas de redução do consumo que se aplicarão até que exista um fornecimento estável de GLP ao país.
Se exorta a população a adotar medidas de contenção e o uso eficiente do Gás Liquefeito.


 Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba







TRABALHANDO JUNTOS, APESAR DO BLOQUEIO


Documentário nos EUA destacará tratamento cubano contra câncer.


Washington, 13 de janeiro  (Prensa Latina) – A rede pública de televisão estadunidense PBS estreará em abril um documentário sobre o CIMAVax , medicamento cubano contra o câncer de pulmão no qual hoje colaboram instituições da Ilha e dos EUA.
Sob o título Cuba’s Cancer Hope (algo como a Esperança sobre o Câncer em Cuba) o material audiovisual também abordará outras promissoras terapias contra o câncer desenvolvidas por cientistas cubanos, segundo declarou no twitter  o Roswell Park Comprehensive Cancer Center de Nova York.
Esta entidade científica e o Centro de Imunologia Molecular (CIM)  de Cuba anunciaram em setembro de 2018  a criação da Innovative Immunotherapy Alliance SA a primeira empresa de biotecnologia cubano- estadunidense.
De acordo com a página inicial do centro Roswell Park, através da associação histórica com o CIM a instituição norte-americana ajuda a desenvolver várias terapias contra o câncer “inovadoras e potencialmente vitais” e o primeiro dos vários resultados que estarão disponíveis para os pacientes estadunidenses é o CIMAVax-EGF.
Especialistas da empresa estadunidense falaram sobre esse tratamento na última sexta-feira em uma coletiva de imprensa da Associação dos Críticos de Televisão que se celebra entre os dias 7 e 21 de janeiro em Pasadena, Califórnia onde as diferentes redes e serviços de transmissão promovem novas propostas.
“Os pesquisadores cubanos usaram ciência inovadora e muito rigor no desenvolvimento de tratamentos contra o câncer”, declarou na oportunidade o doutor Kelvin Lee, do Roswell Park ao se referir ao documentário Cuba’s Cancer Hope  que poderá ser assistido em 1 e abril em NOVA, uma série transmitida pelo PBS que enfoca temas de ciência.
Segundo o especialista, há um enorme potencial para tratar e, inclusive, prevenir, muitos tipos de câncer com terapias originárias da maior das Antilhas.
“O maravilhoso de trabalhar com nossos colegas cubanos é que realmente acreditam, no mais profundo de seus corações, que a atenção médica é um direito humano” expressou Lee, citado por PBS no twitter.
Além de Lee, na apresentação do inédito documentário, compareceram o paciente George  Keays, o produtor escritor e diretor  Llewellyn  Smith e a co-produtora executiva de NOVA, Julia Cort.
PBS divulgou em suas redes sociais que os referidos participantes discutiram como os avanços cubanos nas vacinas contra o câncer de pulmão levam os estadunidenses a desafiar o bloqueio imposto pelo governo estadunidense contra Cuba há quase 60 anos e  viajar à Ilha para receber tratamento.


O Embaixador cubano nos Estados Unidos,José Ramón Cabañas, expressou  no twitter nesta segunda-feira que o trabalho nesta área demonstra uma vez mais os benefícios da cooperação entre os dois países.


Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

Texto original:





12 de jan. de 2020

VITÓRIAS CONTRA O BLOQUEIO

                                  O Futuro de Cuba pertence aos cubanos  #CubaÉNossa 


A lei estadunidense denominada Helms-Burton  (HB) foi criada em 1996 e possui 4 artigos. Desde aquele ano o artigo III da referida lei era anualmente suspenso pelos diversos  presidentes norte-americanos.

A partir de 2 de maio de 2019 o atual governo estadunidense decidiu colocar em prática o referido artigo III com a única finalidade de sufocar o povo cubano a fim de que este se voltasse contra o governo cubano. Esta constatação não é uma simples dedução. Documentos estadunidenses da década de 60 revelados após declaravam tal intenção de forma explícita.

O artigo III se refere a sanções das mais variadas contra Cuba claramente ilegais perante o direito internacional, uma vez que fere direitos de terceiros países que comercializem com a Ilha. O aspecto mais sensível daquela norma é o que permite a cidadãos estadunidenses (ou não) de ingressarem com processos contra Cuba em tribunais daquele país a fim de receberem indenizações milionárias com relação a bens e imóveis nacionalizados durante a Revolução Cubana na década de sessenta. De se observar que os bens nacionalizados pela Revolução foram indenizados à época e os EUA (diferentemente de outros países) se recusaram a receber os valores. 



 Além disso, a HB dispõe sobre proibição de remessas de valores de familiares, de viagens de norte-americanos a Cuba, de proibição de conceder visto a quem tenha relação com os tais bens "traficados"  (que não foram indenizados...) e por aí vai.

Bem, agora começam a surgir os tais processos e.......não está o império sendo bem sucedido em seus infames desígnios . Assim é que neste início de ano se seguem algumas importantes derrotas:


Rede hoteleira espanhola Meliá excluída de processo judicial nos EUA contra Cuba
05/01/2020

Havana, 4 de janeiro (RHC).- Uma juíza norte-americana excluiu a rede hoteleira espanhola Meliá do processo em curso nos EUA contra empresas relacionadas com Cuba baseado na chamada Lei Helms-Burton, cuja aplicação plena foi decretada no ano passado pelo presidente Donald Trump.
A legislação estabelece punições a empresas e homens de negócios de terceiros países com investimentos, contratos ou algum tipo de relação com esta Ilha.
A revista espanhola “Preferente”, especializada em turismo, revelou que a juíza Cecilia Altonaga, de um tribunal da Flórida, paralisou o julgamento previsto para 10 de janeiro, no qual deveria ser examinada a demanda de uma família sobre o uso de um dos hotéis gerenciados pela Meliá em Cuba.

A matéria aponta que também foram excluídas do processo agências de viagens online como a Trivago e os grupos hoteleiros cubanos Gran Caribe, Cubanacán e Gaviota.




EUA: arquivam outro processo contra Cuba contra linha de cruzeiros

A razão e a verdade prevaleceram mais uma vez, em 7 de janeiro, com outra importante vitória contra o Título III da Lei Helms-Burton

A razão e a verdade prevaleceram mais uma vez, em 7 de janeiro, com outra importante vitória contra o Título III da Lei Helms-Burton. A juíza norte-americana Beth Bloom rejeitou uma ação movida contra a linha de cruzeiros Norwegian Cruise, sob o Título III da referida Lei Helms-Burton sobre Cuba.
Ao emitir seu veredicto em Miami, Flórida, a juíza indeferiu uma ação e dessa maneira o tribunal adotou uma decisão de mérito sobre o referido caso. Portanto, o autor está proibido de entrar com outra ação legal com base nos mesmos fundamentos.
De acordo com a Prensa Latina, em 27 de agosto passado, a Havana Docks Corporation, uma empresa que afirma ser "proprietário legítimo de certos imóveis comerciais" no porto de Havana, entrou com uma ação contra a Norwegian Cruise e mais duas empresas, a MSC Cruises e a Royal Caribbean, pelo uso dessa infraestrutura.
Em sua defesa, a Norwegian expôs que como o demandante possuía um contrato de arrendamento por um tempo limitado, que terminava em 2004, caso o terminal não tivesse sido nacionalizado em 1960, a "propriedade" não é objeto de demanda, porque o interesse de quem está reclamando tinha expirado 13 anos antes da chegada de seus navios a Cuba.  
No documento emitido pela juíza para negar provimento ao caso, foi indicado que «a reivindicação do reclamante envolvendo uma concessão por tempo limitado, não o habilita a reivindicar atividades que ocorreram anos depois», destaca a Prensa Latina.

Previamente, a juíza Bloom também rejeitou as ações legais impetradas contra a MSC Cruzeiros, por parte da Havana Docks Corporation.


#Cuba destaca nova derrota judicial de #LeyHelmsBurton

Publicado em 8 janeiro, 2020 por siempreconcuba

Cuba destacou a decisão de uma juíza estadunidense de indeferir uma ação apresentada contra a linha de cruzeiros Norwegian Cruise sob o Título III da Lei Helms-Burton, adotada em Washington para afetar a ilha.

‘Novamente uma juíza de uma corte de Estados Unidos indeferiu uma ação baseada no título III da lei Helms-Burton, desta vez contra a empresa de cruzeiros Norwegian Cruise. “ O bloqueio vai contra o direito internacional’, escreveu no Twitter o ministro de Comércio Exterior e Investimentos de Cuba, Rodrigo Malmierca.

A magistrada Beth Bloom emitiu ontem uma ordem em Miami, Flórida, na qual extinguiu o processo com julgamento do mérito, o que significa que a corte adotou uma determinação final sobre o mérito da causa e que, portanto, o demandante está  proibido de apresentar outra ação legal baseada nos mesmos fundamentos.

Havana Docks Corporation, uma companhia que diz ser proprietária legítima de certos ‘bens imóveis comerciais’ no Porto de Havana, interpôs uma demanda em  27 de agosto passado contra as empresas Norwegian Cruise, MSC Cruises e Royal Caribbean, pelo uso dessa infraestrutura.

No dia anterior a juíza indeferiu também a ação contra MSC Cruises por idênticos motivos.

Aprovada pelo Congresso estadunidense em 1996, a Helms-Burton codifica o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington contra Cuba há quase 60 anos.

No último dia 2 de maio o presidente Donald Trump decidiu ativar o título III do regulamento, que permite a cidadãos estadunidenses apresentar demandas contra pessoas e entidades, inclusive de terceiros países, que invistam em propriedades nacionalizadas em Cuba depois do triunfo da Revolução em 1 de janeiro de 1959.

Este parágrafo é recusado inclusive por aliados de Washington devido a seu caráter extraterritorial.

Desde a chegada ao poder de Trump incrementou-se a hostilidade da Casa Branca contra a nação caribenha.

Nesse sentido, a administração republicana aplicou novas restrições às viagens dos norte-americanos a Cuba, proibiu as visitas de cruzeiros e limitou os voos comerciais, além de limitar envio de valores de familiares para Cuba.

Para Havana, estas ações se inserem na estratégia de Washington de tentar asfixiar economicamente a maior das Antilhas ao atentar contra os investimentos estrangeiros e o turismo, um dos setores mais dinâmicos do país. (PL)




É dessa forma que começamos o ano de 2020 com a certeza de que que o povo cubano jamais se submeterá aos desígnios do império.  E tudo indica que o título III da Helms Burton não tem possibilidade de aplicação.

O próprio ex-presidente Obama declarou que o bloqueio imposto há quase sessenta anos a Cuba se mostrou inócuo. Devemos acrescentar: o prejuízo trazido a Cuba é imensurável em vidas humanas. 
Quem sabe algum dia o poder estadunidense perceba o que o mundo todo já sabe: princípios, soberania e dignidade cubanos não se negociam.

Além de tudo isso: 

A SOLIDARIEDADE NÃO SE PODE BLOQUEAR !

VIVA O 62o  ANO DA  REVOLUÇÃO CUBANA !


Textos originais :


Texto e traduções: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.



10 de jan. de 2020

As mentiras de Bolsonaro terão cura?


 Não é a primeira vez que as opiniões de Bolsonaro  têm o efeito de eco das políticas da Casa Branca, o que lhe tem granjeado o apelido de “Trump  do trópico”
8 de janeiro de 2020 01:01:35




O presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, acusou de terroristas os médicos cubanos que atenderam em seu país entre 2013 e 2018 –de acordo com dados oferecidos pelo Ministério de Relações Exteriores de Cuba–a 113 359 000 pacientes, em mais de 3 600 municípios, e deram cobertura médica permanente a 60 milhões de brasileiros como parte do programa Mais Médicos, materializado em conjunto com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS).
Em declarações à imprensa nesta segunda-feira (6) a respeito da situação entre Irã e Estados Unidos, Bolsonaro não só justificou o assassinato do general Qasem Soleimani, ordenado por seu aliado político Donald Trump, como também classificou como terroristas os membros do Partido dos Trabalhadores (PT), que, segundo ele, "invadiram o Governo por 14 anos", publica Sputnik News. 
Sobre o pessoal cubano da Saúde, no meio de sua euforia difamatória contra todos aqueles com cujas ideias e princípios não comunga, disse que se encontravam «tramando nos lugares mais pobres», e os chamou "esquerdalha", que se aproveita  "da gente mais pobre e desinformada para vender sua política", manipulando a nobreza dos nossos em um programa como o Mais Médicos, dirigido a famílias de baixa renda que ficaram desprotegidas devido à decisão irresponsável de seu mandatário.
O jornal brasileiro O Globo, no mesmo dia em que Bolsonaro deu a entrevista, afirmou que não existe evidência de que os médicos cubanos estivessem envolvidos em atividades terroristas, e recorda que a definição de ato terrorista é o ataque deliberado contra objetivos civis para causar pânico.
O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, no ato em homenagem à brigada médica que participou no  Mais Médicos, destacou que ao redor de 20 000 colaboradores cubanos da Saúde tinham estado no Brasil, graças ao qual «mais de 700 municípios desse país tiveram um médico pela primeira vez em sua história».
Recordou que o programa nasceu como uma iniciativa de Dilma  Rousseff, então presidenta do gigante sul americano, e buscava assegurar a atenção médica à maior quantidade possível de população brasileira, razão pela qual os especialistas cubanos foram  trabalhar em zonas de extrema pobreza como as favelas de Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador  e nas 34 áreas Especiais Indígenas, sobretudo na Amazônia. Um estudo da Universidade de Minas Gerais revelou que 95 % da população aprovava  essa proposta humanista. 
Não é a primeira vez que as opiniões de Bolsonaro  têm o efeito de eco das políticas da Casa Branca, o que lhe tem granjeado o apelido de “Trump  do trópico”. Suas acusações unem-se à cruzada de ataques d Washington contra a cooperação médica internacional de Cuba, apesar disso  a Ilha assinou em 2019  27 acordos jurídicos bilaterais com 23 países, e foram atendidos pelo Sistema Nacional de Saúde 

Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

Texto original:

9 de jan. de 2020

MAIS HOMENAGENS AOS 61 JANEIROS DE VITÓRIA DA REVOLUÇÃO CUBANA



Seguindo com as atividades em comemoração aos 61 anos do triunfo da Revolução Cubana, na quarta-feira (8) o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba e o Raízes do Brasil (
http://www.raizesdobrasil.org.br/ realizaram ato naquela linda casa do MPA em Santa Teresa. 


Com a presença de muitos amigos e companheiros de luta, um jantar tipicamente cubano regado a mojitos e música cubana agradou a todos que compareceram.



 A data escolhida (como nos outros anos de parceria) dia 8 de janeiro se deve ao fato de ter sido neste dia em 1959 que Fidel e demais revolucionários entraram em Havana consolidando dessa forma. o triunfo da Revolução e o fim do regime ditatorial de Batista.




Contamos com as valiosas presenças - dentre outras - do Cônsul da Venezuela no Rio de Janeiro, Dr. Edgar González e do Cônsul de Cuba em São Paulo Antonio Mata Salas que veio ao Rio de Janeiro especialmente para o evento.



Com algumas palavras dos destacados diplomatas se tratou de explicar a um público atento a  real e atual situação de ambos os países em relação aos bloqueios a eles imposto pelo governo estadunidense.



Desta vez contamos também com  a inauguração de uma exposição com fotos, imagens, frases revolucionárias e demais materiais em homenagem a Cuba com o título: 61 janeiros de vitórias. Uma placa na entrada avisava: Entre e desCuba. 


A fita da inauguração foi cortada pelo representante de Cuba, o Cônsul Antonio Mata e despertou muito interesse. A exposição segue no Raízes do Brasil até quarta-feira dia 15/01.






Um bolo com desenho revolucionário teve as velas (61) apagadas pelo representante cubano e o "Parabéns pra você" cantado com a melodia da Internacional. 



Enfim, mais uma homenagem desta Revolução que transformou Cuba em um país soberano e digno e que alterou os rumos de toda a América Latina. Seu povo não se dobra, seus princípios são inegociáveis e seguem sendo um "farol" para outros povos.




Parabéns, Cuba !   Seguimos !
A solidariedade não se pode bloquear !











6 de jan. de 2020

HOMENAGEM À REVOLUÇÃO CUBANA NOS 61 ANOS DO TRIUNFO DE TODO UM POVO

Neste último final de semana realizamos um evento na cidade de São Pedro da Serra -RJ em comemoração da Revolução Cubana.
Pelo segundo ano consecutivo celebramos , o Comitê Carioca  de Solidariedade a Cuba uma parceria com o querido grupo 
Lumière - Loucos por Cinema(http://lumiereloucosporcinema.blogspot.com/ e  com o Espaço Ecoarte  onde sempre acontecem as atividades.

Aqui os queridos companheiros : Joaquim (do Lumière) e  Zelma (do espaço Ecoarte)

Zelma usando as cores da bandeira cubana, Joaquim como sempre atarefado com a parte técnica da exibição. Uma parceria que vai seguir se aprofundando e que nos dá muita alegria, cercada de afeto e ideologia. O local é um misto de livraria e demais artigos, com muita coisa interessante administrada de forma solidária por Zelma que nos recebe com muito carinho por ali.

Ambos são grandes admiradores de Cuba e têm prazer também na organização do evento.

Cerca de 70 pessoas (com chuva!) participaram dos três dias dos cine-debates especialmente sobre Cuba, o bloqueio, o que isso afeta o cotidiano do povo, muito assunto sobre os médicos cubanos que atuaram na região e deixaram muitas boas lembranças.

No primeiro dia fizemos um brinde com mojitos desejando sucesso à continuidade do socialismo. 







A presença de jovens e brigadistas de  2019 enriqueceu os debates com percepções sobre Cuba e o grande afeto que em todos provoca a Ilha.












Os filmes selecionados e exibidos foram : Suite Havana, Maestra, Derechos Humanos en Cuba, A voz da Inocência e, a pedidos, o clip Valeu, Cuba ! sobre os médicos cubanos.





Sequer a forte chuva afastou o público que se manteve atento e animado até o final. 








Enfim, um sucesso graças à nossa unidade e parceria !!
           
O debate também abordou as recentes medidas adotadas pelo governo estadunidense aplicando o título III da Lei Helms-Burton.
A ideia do evento é também para munir as pessoas de argumentos para contrapor à mídia conservadora. O interesse é muito grande.



           1959 - 2010 : 61 janeiros de vitórias ! 

                                       
                                         Y vamos por más !!

2 de jan. de 2020

A persistência cubana - Atilio Boron. Excelente texto !


     
      Cada novo ano nos convida a realizar balanços de acertos e frustrações, alentar renovadas esperanças e, em Nossa América, comemorar uma proeza histórica: o triunfo da Revolução Cubana. Como já disse em reiteradas oportunidades a recordação e a homenagem a essa grande vitória popular e a interminável derrota do imperialismo norte-americano que acumula em sessenta e um anos engolindo furioso o pó da derrota – coisa que jamais ocorreu em nenhum outro rincão do planeta- prevalecem acima de qualquer outro tipo de consideração. Sem menosprezar a nada nem a ninguém, nossas pequenas histórias pessoais e inclusive grandes acontecimentos de índole coletiva ficam eclipsados pela luz radiante daquele amanhecer do 1º de janeiro de 1959. 

    Nesse dia a história desta “uma só grande nação” da que falava Bolívar, ficou partida em duas: Fidel e os jovens do 26 de Julio consumaram uma façanha que instalou um inevitável antes e depois em nosso devir histórico, destinado a durar para sempre e a re-significar  nossas seculares lutas pela libertação nacional e social mas também a outorgar novo sentido e um renovado horizonte às batalhas de nosso tempo. Mas não foi tão só aquele acontecimento liminar: o povo e o governo cubanos tiveram a virtude de sustentar contra vento e maré durante mais de seis décadas aquela vitória homérica que fez possível que Nossa América saísse da pré-história e começasse a escrever sua própria história.

    Uma história duríssima, de resistência ante o maior poder do planeta, e de árdua construção do socialismo. Primeiro, porque o imperialismo nem por um segundo deixou de fustigar a Revolução Cubana. E diante disso o povo cubano  ganhou para sempre o adjetivo de “heroico”, porque resistiu de pé demonstrando  uma virtuosa obstinação que não tem comparação na história universal. E construção,  dizíamos, porque sob as piores condições inimagináveis Cuba começou a construir o socialismo e até hoje continua a tarefa com suprema tenacidade. A sabotagem do governo estadunidense tem sido persistente, crescente e brutal.

 Democratas e republicanos alternam-se na Casa Branca mas todos coincidem em sua doentia obsessão em destruir a Revolução Cubana e apagar da face da terra um exemplo que demonstra que mesmo sob o ataque “de amplo espectro” da maior superpotência do planeta, um país da periferia pode garantir para toda a população saúde, educação, alimentação, segurança social e uma vida austera mas digna. Coisas que nenhum país capitalista pode fazer porque neles todos esses direitos que a Revolução Cubana oferece à sua cidadania são meras mercadorias ou oportunidades de negócios.



   Isto explica o raivoso empenho da Casa Branca em acabar com a Revolução. Sua pura sobrevivência, sob condições tão imensamente adversas, é prova irrefutável da superioridade do socialismo (sem negar seus problemas) sobre o capitalismo. 

    Se, como diz Donald Trump, o socialismo  fracassou, por que não suprime o bloqueio que atazana a ilha e lhe exige imensos esforços para conseguir o que em quase todo mundo se obtém sem o menor esforço? Por exemplo: facilitar as exportações cubanas, permitir o livre trânsito dos residentes em Estados Unidos para que possam visitar a ilha quando quiserem, receber remessas dos emigrantes cubanos arraigados nesse país, permitir que Cuba importe o que precise sem aplicar enormes sanções econômicas aos terceiros países ou às empresas envolvidas nessa atividade, favorecer o turismo e pôr fim às inumeráveis restrições de todo tipo impostas à ilha rebelde por sua ousadia.



Se de fracasso se fala, Estados Unidos é uma lamentável vitrine: um país consumido pela violência, com periódicos assassinatos em massa e indiscriminados em escolas, shoppings e igrejas produzidos por sujeitos desequilibrados por uma sociedade alienada e alienante; um país que alberga dezenas de milhões de adictos que consome quanta droga letal se produz no planeta e fomenta o flagelo do narcotráfico [1]; um país riquíssimo, por si e pelo que  roubou do resto do mundo, e que no entanto não pode acabar com a pobreza que afeta cerca de 15 por cento de sua população; um país que prostituiu seu processo político e que hoje não é outra coisa que um regime plutocrático onde só prevalecem os interesses das classes dominantes, tema este sobre o qual hoje existe um surpreendente consenso dentro do establishment acadêmico.[2] Se o socialismo fracassou, por que a Casa Branca e o poder mafioso (em suas duas variantes: corporativo e gangster) que aquela representa não deixam  Cuba em paz?

Resposta: porque então o exemplo de Cuba, importante como  é hoje,  seria muitíssimo mais e os povos do mundo poderiam sentir a tentação de avançar por essa via, algo absolutamente inadmissível para o poder capitalista em escala mundial. Por isso, obrigado Cuba por tua Revolução, por nutrir nossas esperanças e por ter feito da justiça, o internacionalismo e a solidariedade as estrelas que guiam os povos na construção de um mundo melhor!








[1] O Addiction Center de Estados Unidos informa que existem nesse país ao menos 21 milhões de adictos a diversas drogas e que só 10 % deles recebe tratamento médico que, logicamente, é majoritariamente privado e caro. 
Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba