11 de mar. de 2020

SIM EU POSSO !

"Sim, eu posso!”: obra retrata os êxitos da campanha de alfabetização cubana

“Revolução de Anita”, de Shirley Langer, é o destaque do mês da editora Expressão Popular

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
 
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Projeto de alfabetização já atendeu quase 2 mil indígenas no Maranhão - Foto: Leonardo Milano/Mídia Ninja
Apenas dois anos após o início da Revolução Cubana, em 1961, o destino de um milhão de pessoas que viviam na ilha e que não sabiam ler, nem escrever, mudou drasticamente.
Camponeses e trabalhadores pobres, fadados à enxada e aos calos nas mãos, passaram a empunhar canetas e livros, protagonizando o maior processo de erradicação do analfabetismo da história. 
Proposta por Fidel Castro, a campanha de alfabetização libertou os cubanos do domínio colonial e da ignorância. Tal processo é retratado na obra Revolução de Anita, de Shirley Langer, destaque do Clube do Livro da editora Expressão Popular
A publicação é um relato ficcional da trajetória da jovem Anita Fonseca que, aos 14 anos,  impactada pelo processo revolucionário, se torna brigadista voluntária da campanha de alfabetização cubana.
Ao abrir mão de seus privilégios, Anita vivencia as contradições de um mundo que se transformava radicalmente, assim como as condições de vida e futuro dos camponeses Ramon, Clara e Zenaida, a quem Anita ensinou a ler e escrever. 
A campanha teve início oficialmente em 1 de janeiro de 1961 e mobilizou cerca de 270 mil alfabetizadores. Apenas no primeiro ano, reduziu o analfabetismo de 25% para 3,9%.
Responsável pelo prefácio do livro, a historiadora Adelaide Gonçalves conta que a autora Shirley Langer viveu durante anos com a família em Cuba e escreveu a obra inspirada por entrevistas que realizou e com base no processo que viu com os próprios olhos. 
“O que devemos destacar em relação a esse livro é a história de uma revolução feita com o entusiasmo, com um largo envolvimento de camadas e camadas do povo cubano, para fazer a sua revolução. Anita, neste caso, faz a sua própria revolução. Anita são meninos, Anita são meninas, que saem de suas casas, de seu fazer cotidiano, para empreender a que foi a mais crucial tarefa revolucionária em Cuba: recuperar o direito à palavra falada, o direito à palavra escrita”, explica Gonçalves, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). 
“Esse livro traz para nós o sentido da juventude. Alguns ainda crianças que são movidas pelo entusiasmo, pela alegria de ir aos campos, de realizar essas pequenas e médias turmas de alfabetização em todos os lugares da ilha, em todos os lugares que haviam sido privados do direito ao livro e do direito à leitura”, complementa. 

"A Revolução de Anita" é a obra do Clube do Livro do mês de março / Expressão Popular/Divulgação
A historiadora, que também leciona na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, destaca ainda o papel de José Martí, um dos grandes revolucionários cubanos, e sua atuação junto aos charuteiros.
A partir do autodidatismo e das práticas sociais da leitura no mundo de trabalho como forma de mobilização cultural e política, os profissionais eram considerados “doutores do proletariado urbano”.
Inspirada pelo processo de alfabetização da década de 60, nos anos 2000, o governo cubano concebeu o método educacional “Yo, sí puedo”, (Sim, eu posso, em português), desenvolvido pela educadora cubana Leonela Relys.
Com um caráter internacionalista, o método já alfabetizou mais de 3,5 milhões de pessoas em países como Bolívia, Venezuela, Argentina, México, Equador, Nicarágua e Colômbia. O projeto também foi adotado em lugares como Nova Zelândia, Espanha e países da África.
“Sim, eu posso” chegou ao Brasil trazido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e já formou milhares de pessoas. 

:: "Sim, eu posso" - A revolução que vem das letras :: 
Adelaide Gonçalves ressalta ainda que “A revolução de Anita” registra, para além da alfabetização, um grito de liberdade. 
“Tínhamos um enorme contingente de várias idades condenados à subalternidade estrutural. Homens e mulheres acostumados, a partir de uma perversão da história, a dizer: 'não posso'. O que temos, doravante, é um processo de restituição do direito ao pensamento, à fala, à leitura e ao livro. E a frase, portanto, que será repetida com plena vigência até os dias de hoje é 'Sim, eu posso'!”. 
Para participar do Clube do Livro e receber essas e outras obras mensalmente, acesse o site da editora Expressão Popular.
Edição: Leandro Melito

9 de mar. de 2020

CUBA RESISTE - Frei Betto


Frei Betto
Estive três vezes em Cuba neste início do ano, a serviço da FAO. O país está seriamente afetado pelo bloqueio usamericano, agravado pela política agressiva de Trump. Faltam gás de cozinha e combustível para veículos. Os navios mercantes são ameaçados de sanções caso aportem em Cuba para descarregar seus containers. Todos os voos dos EUA à ilha estão suspensos por ordem da Casa Branca, exceto os que pousam em Havana.

Apesar de tudo, Cuba resiste. A população tem consciência de que o governo tudo faz para contornar as dificuldades, e que a culpa das carências é do bloqueio, que já dura 59 anos.
Em janeiro, participei do Cuba Sabe, evento internacional gastronômico que reuniu chefs e produtores de alimentos, com destaque para as culinárias cubana e italiana. Em início de fevereiro estive do seminário promovido pelo ministério da Agricultura daquele país e a FAO sobre soberania alimentar e educação nutricional. Hoje, Cuba importa 60% dos alimentos que consome, a um custo de US$ 2 bilhões/ano.

Participei ainda da Feira do Livro, dedicada este ano à literatura vietnamita, que funcionou a todo vapor. E do 12º Congresso Internacional de Educação Superior, que reuniu, em Havana, representantes de 45 países para debaterem a Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Hoje, para obter divisas, Cuba depende da remessa de dinheiro feita por cubanos que vivem fora do país (cerca de US$ 1 bilhão/ano); dos contratos obtidos com o envio de médicos e professores a mais de 100 países; do turismo, que chegou a quase 5 milhões de visitantes/ano na época de Obama, e agora sofre redução (o que se reflete na produção de bens e serviços); e da exportação de produtos como vacinas, charutos e rum.

Em dezembro de 2019, Diaz-Canel, presidente do país, resumiu o garrote que tenta estrangular Cuba: “No 61º aniversário da Revolução, atiraram em nós para matar e, no entanto, estamos vivos.”
Os EUA nunca se conformaram de não ter pleno domínio sobre a ilha, como acontece a Porto Rico. Por isso, violam o direito internacional com declarado intuito genocida, como disse, em de abril de 1960, Lester D. Mallory, do Departamento de Estado: “A maioria da população apoia Castro. O único modo previsível de tirar-lhe apoio interno é através do desencanto e da insatisfação provenientes do mal-estar econômico e das dificuldades materiais. Há que empregar rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica de Cuba, de modo a provocar fome, desespero e a queda do governo.”
Os prejuízos causados pelo bloqueio, nos últimos 60 anos, somam US$ 138,843 bilhões. De abril de 2018 a março de 2019, houve perdas de US$ 4 bilhões, uma média de US$ 12 milhões/dia. Só em 2019, a Casa Branca adotou, contra a ilha, 85 medidas agressivas.

Ao deixar de receber por suas exportações, Cuba perdeu US$ 2,340 bilhões em um ano. Produtos de alta qualidade e reconhecida eficácia, como charutos e Heberprot-P (para regenerar a pele de diabéticos e evitar a amputação da parte afetada) estão proibidos de entrarem no mercado dos EUA. E este país impede que os demais exportem para Cuba qualquer produto que contenha 10% ou mais de componentes de origem estadunidense, como matérias-primas, tecnologia, software etc Isso se reflete em setores básicos como alimentação, medicamentos e transporte.

O bloqueio financeiro impede Cuba de obter financiamento externo para adquirir insumos e matérias-primas. Um cubano que padece de descompasso cardíaco grave não pode dispor de equipamento de apoio ventricular, o que lhe permitiria prolongar a vida até o transplante. Os EUA também dificultam o acesso à internet ao encarecer a conexão e condicionar o acesso a plataformas e tecnologias.
Na ONU, dos 193 países membros, 190 repudiaram o bloqueio em 2019, exceto EUA, Israel e, agora, Brasil. No entanto, quem haverá de punir Tio Sam? Mas ele aprendeu, ao ser derrotado pelos vietnamitas, que é possível derrubar governos, jamais um povo unido e decidido como os cubanos.


Frei Betto é escritor, autor de “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco), entre outros livros.
Assine e receba todos os artigos do autor: mhgpal@gmail.com


5 de mar. de 2020

HÁ 60 ANOS A IMAGEM DO CHE QUE PERCORRE O MUNDO



Há exatos 60 anos, no enterro das vítimas da sabotagem ao vapor francês La Coubre no porto de Havana, Alberto Díaz "Korda" captou uma das imagens icônicas da fotografia mundial. O rosto sério, tremendo, magnetizador de Ernesto Guevara cruzou-se com a lente do extraordinário fotógrafo cubano naquele 5 de março de 1960. Assim nasceu a imagem do Guerrilheiro Heroico que percorreu o mundo inteiro e nos acompanha até nossos dias.
“Desde o ângulo onde eu estava a uns oito metros da tribuna, não se via o  Che , ele estava em um segundo plano”, recordaria Korda anos depois. “Então eu estou  posicionando  minha câmera, retratando  todos os ministros, as figuras, o discurso de Fidel  e, em um momento impreciso, indeterminado, não pensado, emerge do segundo plano para a beira da tribuna o Che”.
O fotógrafo, impactado pelo intenso  olhar do revolucionário argentino mal teve tempo de realizar dois disparos. “Um primeiro que tirei  com a câmera em horizontal e depois tiro um com a câmera na vertical. Imediatamente, aos 45 ou 50 segundos de sua presença aí, ele vai para a parte de trás da tribuna. Assim foi como quase por acaso, não pensado, não premeditado, não pedida uma pose ao retratado nem nada, fica a foto”, relatava Korda.
A imagem do Che Guevara naquele 5 de março, apesar de ter sido reproduzida até a saciedade em todo tipo de suportes, é uma das mais icônicas não só do século XX senão da história. Ao menos assim a considerou a revista Time ao a incluir entre as 100 imagens mais influentes de todos os tempos desde a invenção da fotografia no século XIX.
Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
Aqui a matéria original com mais fotos:




4 de mar. de 2020

Resposta de uma cubana aos que querem pintar de cinza esta ilha formosa




Do facebook do companheiro Norberto Galiotti


 Quando leio nesta rede o desastre, a miséria, a desolação, a fome, o desamparo, a tristeza, que alguns dizem que há em minha terra, eu me pergunto estarão falando deste país onde eu vivo?

Porque são frases muito fortes as que usam. Que os meninos vão com fome à escola. Que  até abril não podemos tomar banho com sabonete. Que todo mundo está triste e ninguém pode falar porque o levam preso. E assim um sem fim de coisas mais.
Negar que existam problemas e dificuldades é ser cegos, que é difícil conseguir algumas coisas é verdade, mas daí a pintar da maneira que se faz é manipulação da verdade.
Particularmente eu não tenho deixado de tomar café da manhã, ou almoçar nem comer em nenhum dia se tenho vontade, não deixei de tomar banho, não tenho deixado de lavar a roupa, não tenho deixado de rir, de sair a passear, de discutir e falar em qualquer lugar onde tenho visto que algo não funciona e ninguém me mandou calar ou me puseram atrás das grades.
Não tenho ninguém no exterior que me envie remessas e não faço negócios ilícitos. Em minha casa todos trabalhamos e duro, isso sim é verdade.
Mas se talvez eu fosse exceção, hoje segunda-feira antes de começar minha aula com os estudantes de terceiro ano de Automática da UCLV, lhes fiz várias perguntas.
Foi bom o fim de semana, descansaram? Sim professora. Comeram bem? Fizeram as três refeições do dia? Alguns disseram que o café da manhã não porque se levantaram tarde e já era hora de almoçar. Tomaram banho, com água e sabonete? Claro profe, só um se fazendo de engraçado disse que se tinha banhado com maguey (*), ao que os demais responderam com as vaias normais de jovens alegres.
A que se dedicam seus pais? Algum é Ministro ou tem um posto no governo? Riram e foram dizendo os ofícios dos pais, engenheiro, eletricista, camponês e assim sucessivamente.
Meus alunos ao que parece também não vivem nessa ilha desolada, triste, desabrigada e faminta, ainda bem.





*maguey é um tipo de planta de uso medicinal nas áreas rurais do país. (N.T.)

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba em 04-03-2020






VAI PRA CUBA !!



De tanto mandarem, o Boulos resolveu ir. E conta em 10 minutos sua experiência na Ilha:

2 de mar. de 2020

A DIREITA ASSUME O GOVERNO NO URUGUAI E CUBA ESTEVE PRESENTE - EMBORA LACALLE NÃO QUISESSE.



Publicado o1 março, 2020

Neste 1 de março ocorreu a posse de Luis Lacalle como presidente;  expoente da direita e líder da coalizão de partidos conservadores, chamada coalizão “multicolor”, para onde convergem desde liberais até ultra direita.

Em atividades deste tipo, dada sua importância, se espera a presença de representantes de diferentes governos da região e do continente, para além da ideologia dos diferentes estados; mas nesta particular posse Lacalle negou-se a que estivessem  presentes Cuba, Venezuela e Nicarágua. Em troca aceitou a presença da golpista da Bolívia, do fascista do Brasil e do repressor do Chile, uma contradição maior do nosso ponto de vista, mas que não deve surpreender  ninguém, porque estes questionados lideres, são claros expoentes das ideias mais profundas do conservadorismo que Lacalle também professa.

Apesar da rejeição do presidente, Cuba esteve d mesma forma no peito do deputado Gerardo Núñez, que vestia  uma camisa com a bandeira da tão solidária república caribenha, representando os mais altos ideais de solidariedade, liberdade e independência. Núñez através desta ousada atitude manteve presente não só a Cuba como Estado, senão às missões de ajuda que desinteressadamente esta república envia a diferentes lugares do planeta. Sem ir mais longe no  nosso próprio país com o que se denominou “operação milagre”, que permitiu que milhares e milhares de uruguaios e uruguaias voltassem a recuperar sua visão. 

Ainda que não estivessem  as autoridades de Cuba,  produto da descortesia do governo, da mesma forma  Cuba esteve  presente ao coração de todos os uruguaios.


Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
Texto original:

 

 

 

Gerardo Núñez recebeu ameaças e o ministro Larrañaga comprometeu-se a investigar, segundo PCU – Informação – 02/03/2020 – Uruguai Notícias Ultima Hora


Publicado em 2 de março de 2020
Partido Comunista (PCU) declarou que o deputado frenteamplista Gerardo Núñez “recebeu uma ameaça de morte direta que também inclui suas filhas”, segundo informou em um comunicado emitido nesta segunda-feira.

A denúncia “desta grave situação” foi realizada perante o Ministério do Interior, declarou o PCU que, agregou, “recebeu o compromisso pessoal do ministro do Interior, Jorge Larrañaga, de investigar rapidamente os fatos”, atitude que destacaram.
“O PCU expressa seu respaldo e mais absoluta solidariedade com o colega Gerardo Núñez e repudia estes graves fatos de setores violentos e antidemocráticos”, ressaltou.
No ato que se realizou no Palácio Legislativo onde prestaram juramento Luis Lacalle e Beatriz Argimón, Núñez se apresentou com uma t-shirt com a bandeira de Cuba em protesto pela ausência desse país entre os convidados.
Esse gesto gerou polêmica e algumas pessoas recriminaram a atitude do deputado, algo que se fez notar através das redes sociais. Outros, por outro lado, saudaram sua decisão.
Por sua vez Núñez usou sua conta de Instagram e disse: “Hoje vim à posse na Assembleia Geral, com Cuba em meu coração, em meu peito, como a leva nosso povo. A alguns metros estão os que representam o golpismo, a violência e os atropelos. Forte e claro, viva Cuba, viva Uruguai! Viva a luta dos povos latino-americanos!”
Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

Texto original:






XXII Festival del Habano em Cuba: 4 milhões 270 mil euros destinados ao sistema de saúde pública





Por Laura V. Mor / Resumem Latinoamericano Corresponsalía Cuba
Fotos: Syara Salgado Masssip.


Havana foi o epicentro durante toda esta semana do Festival do Habano, onde 2.200 participantes de 70 países se encontraram para conhecer as novidades da mundialmente reconhecida indústria do tabaco cubana, que como pudemos ver, superou em número a edição do ano passado.

No meio de uma nova escalada de pressão da política exterior estadunidense para Cuba, com medidas restritivas que continuam recrudescendo o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra o povo cubano e buscam asfixiar a economia, se desenvolveu um dos dois eventos mais importantes de charutos  Premium (o outro é Big Smoke e se realiza em Las Vegas, onde dadas as restrições impostas por Estados Unidos não é possível que o tabaco cubano seja exibido nem comercializado diretamente), contando com participantes de diferentes partes do mundo; incluindo estadunidenses que driblam as restrições de viagens que seu próprio governo lhes impõe.
Contamos atualmente com 155 Casas do Habano em 118 cidades”, afirmou na coletiva de imprensa inaugural o vice-presidente comercial de Habanos S.A., Leopoldo Cintra González, dando conta das três décadas de existência destas casas. Ao mesmo tempo, detalhou que atualmente o grupo empresarial Habanos S.A. está negociando mais de dez novos projetos Habanos Specialist, dentro dos quais a  Europa se mantém como o principal mercado com 53% das vendas, seguido de América com 18%, África e Médio Oriente com  15% e Ásia Pacífico com  14%.


No ano passado Habanos S.A. atingiu mais de 500 milhões de dólares em vendas por exportações. Se considerarmos que os habanos cubanos não podem ser comercializados em um importante mercado como  é o dos Estados Unidos devido ao bloqueio imposto a Cuba pelas administrações estadunidenses há mais de meio século, a cifra é duplamente alentadora em vistas deste novo ano e sua contribuição à economia do país.
Todos esses sucessos não seriam possíveis sem a confiança dos aficionados que a cada ano assistem ao Festival do Habano, e das pessoas e empresas que apostam em nossas marcas” afirmou o vice-presidente de Desenvolvimento de Habanos S.A., José María López Inchaurbe.

A feira desenvolvida principalmente no Palácio de Convenções de Havana - onde também ocorreram seminários e palestras de reconhecidos experientes do mundo- contou nesta ocasião com 239 expositores de 39 países; o que representa  5% mais que na edição de 2019.
Além disso, os participantes desfrutaram aulas, provas e combinações com vinhos da catalã Adega López, bem como visitas a plantações em San Antonio de Los Baños e às fábricas Partagás e La Corona, o que permitiu aos participantes conhecer mais de perto o cultivo do fumo e o processo de produção dos puros cubanos em sua cadeia de valor.
«Nioperro«, obra do artista cubano Roberto Fabelo foi arrematada na noite inaugural pela soma de 170 mil dólares em mãos do alemão Roland Henning, que serão destinados ao sistema de saúde cubano”

Esta XXII edição esteve dedicada às marcas Bolívar, Montecristo e Romeo e Julieta e contou com dois grandes lançamentos: Bolívar Belicosos Finos Reserva Colheita 2016 e Romeo e Julieta Oro Edição Limitada, habanos que puderam ser degustados pelos participantes durante a jornada.
O XXII Festival do Habano concluiu, depois de cinco dias, com uma noite de gala no recinto Pabexpo, onde teve lugar o tão esperado leilão de umidificador Premium, celebrando o aniversário 145 da marca Romeo e Julieta.
O primeiro umidificador  arrematado foi doado pela família de Simon  Chase - que faleceu em março de 2019 após encabeçar durante várias décadas Hunters & Frankau, empresa revendedora de habanos no Reino Unido- e vendido por um valor de 380 mil euros. 
Seguiram-se umidificadores confeccionados por artesãos cubanos: o de marca H. Upmann em 270 mil euros, o de Partagás  em 400 mil, Romeo e Julieta em 350 mil, Montecristo em 420 mil e o que teve o maior lance e fechou com chave de ouro o leilão da noite: Cohiba, por dois milhões 400 mil euros:


Desta maneira, atingiu-se uma cifra recorde de arrecadação que demonstra o crescente impacto  da agroindústria de tabaco cubano no mercado, apesar das condições desfavoráveis impostas ao país.
Assim decorreram cinco dias de um Festival que ano a ano surpreende a seus assistentes; onde a tradição, a comida típica, a música e a cultura cubana se misturam com o mundo dos puros, evidenciando como Cuba segue - como cantava Glória Gaynor  (foto no texto abaixo) - «sobrevivendo» (I’ll survive)  - apesar das tentativas da isolar e porque ostenta o melhor fumo do mundo.

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

Original com mais fotos :  https://www.cubaenresumen.org/2020/03/xxii-festival-del-habano-en-cuba-4-millones-270-mil-euros-destinados-al-sistema-de-salud-publica/ 



4 milhões e 270 mil euros serão destinados integralmente ao sistema de saúde pública cubano, tão golpeado pelas consequências do bloqueio, mas que mantém inalterado o direito à gratuidade e à universalidade no acesso para todos os cubanos e cubanas.