25 de mar. de 2020

#CubaSalva #BloqueioMata Como as sanções de EE.UU. afetam países com coronavirus?





No marco das ações coercitivas e unilaterais contra Irã, Venezuela e Cuba, os países continuam sua luta contra a Covid-19.

No meio da pandemia do coronavirus, o Governo dos Estados Unidos faz questão de manter as medidas coercitivas unilaterais para outras nações como Irã, Venezuela e Cuba, chegando inclusive a recrudescê-las.

IRÃ
No meio do surgimento do vírus, o Governo de Donald Trump impôs um novo pacote de sanções contra Irã que afeta diretamente a saúde do povo.
“Estados Unidos continuará aplicando plenamente as sanções”, expressou o secretário de Estado, Mike Pompeo, ao mesmo tempo em que destacou que as sanções estão destinadas a “privar o Irã de rendimentos críticos de sua indústria petroquímica e promover seu isolamento econômico e diplomático”.
O embaixador do Irã na Espanha, Hasan Qashqavi, expressou que as sanções dificultam a compra de medicamentos e outros insumos pois “o sistema de controle de bens exteriores, o Escritório para o Controle de Bens Estrangeiros (OFAC, por sua sigla em inglês) controla todas as transações e não as permitem”.
Por sua vez, o representante permanente do Irã ante a Organização das Nações Unidas (ONU), Mayid Tajt Ravanchi, denunciou que as sanções impostas à República Islâmica congelam os esforços do povo e do Governo iranianos “que trabalham duro para derrotar a Covid-19”.
Apesar de tais dificuldades, o Governo iraniano emprega todos os recursos disponíveis para conter a propagação do coronavirus que até o momento se localiza como o terceiro país mais afetado do mundo.
O número de mortos no Irã pelo coronavirus é de 1.433 pessoas, dentre as 19.644 contagiadas.

VENEZUELA 

A República Bolivariana não fica isenta das sanções de Washington. O promotor geral do país, Tarek William Saab, denunciou que as sanções unilaterais de EE.UU. não permitem adquirir medicamentos e insumos para enfrentar o coronavirus.
Por sua vez, o presidente Nicolás Maduro expressou que “Venezuela conta com toda a ajuda internacional necessária para superar esta pandemia”, depois de informar o apoio e respaldo do escritório de coordenação humanitária do Sistema de Nações Unidas na luta contra o coronavirus.
De Cuba, o chanceler Bruno Rodríguez Grelha denunciou as severas medidas impostas por  Estados Unidos à Venezuela que obstaculizam os esforços desse país  frente ao novo coronavirus.
Na Venezuela o número  de pacientes contagiados por coronavirus é de 42, sem  notícia de vítimas mortais. 

SÍRIA

Da mesma forma, o presidente sírio Bashar ao Assad realizou um chamado ao levantamento "imediato e incondicional" das sanções impostas ao país para poder fazer frente ao coronavirus.
A agência de notícias sírias SANA  difundiu uma mensagem do Ministério de Exteriores, que denunciou que "Estados Unidos segue impondo medidas coercitivas unilaterais e ilegítimas contra vários países, alguns dos quais estão gravemente afetados pelo vírus, em uma flagrante violação dos Direitos Humanos".
Ainda que ainda não se reportem casos de Covid-19 em Síria, o país inicia uma campanha de desinfecção em suas cidades e intensificam medidas preventivas nas províncias de Hama, Deraa, Quneitra e Sweida.

CUBA 

Apesar do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos  Estados Unidos à maior das Antilhas, o Governo cubano tem dado mostras de estar preparado ante a chegada do coronavirus, além de dar mostras de solidariedade e ajuda a quem o requerer.
Neste sentido, Cuba recebeu o cruzeiro britânico MS Braemar para que seus passageiros pudessem ser transladados ao aeroporto e daí, embarcar rumo ao Reino Unido, em uma manobra que se efetuou com todas as medidas de segurança necessárias.
Além das sanções a Cuba que limitam em grande parte a compra de produtos por outras nações, o presidente de Biocubafarma, Antonio Martínez, expressou recentemente que vários países têm solicitado comprar o Interferon Alfa 2B, o que diminui o resultado do recrudescimento do bloqueio por parte da atual administração.





Tradução : Comitê Carioca e Solidariedade a Cuba



24 de mar. de 2020

Cuba e Venezuela: como países bloqueados conseguem enviar ajuda médica internacional?Brasil de Fato 24/03/2020

Analista internacional Orlando Romero aponta fatores que colocam os dois países na vanguarda do combate à covid-19
Brasil de Fato | Blumenau (SC) |
 
Uma brigada de especialistas e outra com 130 médicos cubanos foi enviada à Venezuela para ajudar no combate ao novo coronavírus. - Chancelaria venezuelana
Na América Latina, Cuba e Venezuela são os únicos países que sofrem com um bloqueio comercial e econômico dos Estados Unidos. No caso venezuelano, são 145 medidas unilaterais que iniciaram em 2015, quando o então presidente Barack Obama declarou a Venezuela como uma ameaça inusual para a segurança dos Estados Unidos. A organização não governamental venezuelana SURES estima perdas de até 114 bilhões de dólares.
Já a ilha caribenha enfrenta um bloqueio total desde 1962, que provocou até março de 2019, segundo um relatório do Ministério de Relações Exteriores de Cuba, danos de 4,3 bilhões de dólares.
Apesar das cifras, Cuba tem uma das menores taxas de contágio no continente, até o momento foram computados 40 infectados pelo novo coronavírus. O país criou o Interferon Alfa 2B, medicamento mais efetivo no combate à covid-19 e agora está enviando médicos para vários países do mundo para apoiar as equipes de saúde.

Avião da empresa estatal venezuelana Conviasa aterrissou no aeroporto internacional Simón Bolivar, no último fim de semana, trazendo especialistas cubanos. / Chancelaria venezuelana

Brasil de Fato conversou com Orlando Romero Harrington, analista político, professor, ex-chefe de gestão de comunicação da Escola Latino-americana de Medicina Dr. Salvador Allende e presidente do Instituto de Comunicação Zorba.
Brasil de Fato -  A Venezuela foi o primeiro país a adotar medidas contra a epidemia da covid-19, decisões que no início foram consideradas "drásticas" por alguns governos, mas que depois acabaram sendo adotadas por muitos países. Você acredita que existe um uso político da pandemia mundial
Orlando Romero Harrington: Existiu um uso político da pandemia em relação à forma como cada governo, de acordo com sua orientação política, deu respostas a essa crise. Acredito que existem dois casos em que se politizou a pandemia. Em primeiro lugar, os Estados Unidos. Trump usa a pandemia para construir um inimigo, tenta unificar setores para ter um apoio eleitoral contra um suposto "inimigo comum".
Trump está fabricando há algum tempo uma espécie de xenofobia contra a outroriedade, contra o estrangeiro. Essa xenofobia, que já está implícita contra os muçulmanos desde o atentado às torres gêmeas, exacerbando nas pessoas uma associação do muçulmanos ao terrorismo, agora também tenta aumentar o preconceito contra os imigrantes latino americanos, tentando colocar esses setores da população como inimigos.
Como se esses imigrantes estivessem "roubando" o trabalho da classe média branca dos Estados Unidos. 
Para Trump, pensando num nível de estratégia eleitoral, que inclui o uso das redes sociais, o uso de Big Data é fundamental para criação de um inimigo comum estável para poder criar uma narrativa de ódio e contraposição a um líder positivo, que nesse caso seria Trump.
Com a aparição da pandemia do covid-19, que eu e muitos outros especialistas acreditamos ser uma arma biológica, Trump pode engrossar o caldo de ódio ao povo chinês, justificando essa guerra comercial contra  a China e todas as suas ações contra a tecnologia do 5G, que China desponta a nível mundial.
O outro caso claro de uso político da pandemia é o Reino Unido. Na última sexta-feira (20), o governo afirmou que permitiria a disseminação do vírus para que se elimine quem tenha que eliminar e se salve aqueles que devem salvar-se. Então, definitivamente é uma política de extermínio, genocida e orientada a essa população estrangeira que não têm acesso aos serviços médicos. 

"Graças aos esforços dos nossos povos, nossos países estão seguindo adiante e assim será, apesar dos poderes hegemônicos", afirma Orlando Romero / Reprodução Instagram

Como explicar o fato de que países bloqueados, como Cuba e Venezuela, agora estejam na vanguarda do combate a essa pandemia mundial?
A explicação tem que ver com os sistemas de governo. Tanto Cuba como Venezuela tem governos revolucionários, nos quais o eixo central do governo é o ser humano, em tratar de satisfazer as necessidades básicas da população.Basta analisar a quantidade de médicos graduados em Cuba e Venezuela e veremos que o investimento em educação é uma política de Estado. A capacitação e formação de médicos nesses dois países supera a média em qualquer outro país.
E não é só isso. Existem outras políticas que expressam essa orientação. Podemos citar a Missão Bairro Adentro, que permitiu a inserção de centros de atenção primária em saúde nas comunidades com apoio dos médicos cubanos, e tem sido um suporte nesses 20 anos de governos revolucionários.
Outra questão é a ética da medicina revolucionária diante da ética da medicina comercial. Neste momento, tanto Cuba como Venezuela têm recebido pedidos de ajuda médica por parte de vários países europeus. Isso também porque a medicina cubana e venezuelana têm princípios de humanidade, solidariedade, respeito às culturas e soberania nacional de cada país. Apesar de sofrer um bloqueio dos Estados Unidos, essas duas nações têm ótimas relações diplomáticas com outros países.
Esses dois países, pequenos, bloqueados, invisibilizados ou satanizados pelos grandes oligopólios de comunicação são neste momento um exemplo mundial do que deve ser a medicina. 

130 médicos cubanos são recebidos em ato solene na capital venezuelana,Caracas. / VTV

Como a Venezuela poderia apoiar a Itália, quando o país vive uma série de dificuldades para atender a sua população em termos de saúde pública, por conta tanto do bloqueio, como da crise econômica?
Venezuela ajudará Itália com o envio de médicos comunitários. A maioria desses médicos foram formados dentro das suas comunidades, então conhecem  muito bem a realidade de zonas de difícil acesso geográfico, como de políticas públicas. São médicos que sabem atender às classes mais desprivilegiadas. São médicos que aliam conhecimento científico à solidariedade revolucionária, por isso os chamamos aqui de soldados de botas brancas. 
Qual é o papel do internacionalismo e da solidariedade entre os povos em um momento como este?
Para um venezuelano que sou, o humanismo e a solidariedade internacional é algo tácito, faz parte dos valores cotidianos que são defendidos aqui. No entanto, parece que a solidariedade entre os povos é algo a ser invisibilizado e satanizado pelos meios internacionais, principalmente sediados em potências hegemônicas.
Nesse sentido, todos os atos que Cuba e Venezuela têm feito não aparecem nesses grandes meios, porque para esses poderes fáticos não é interessante que exemplos como esse se repitam, porque geram dúvidas sobre o discurso dessas potências hegemônicas contra esses países com governos revolucionários.
Você acredita que depois da epidemia Cuba poderia ter mais apoio internacional para exigir o fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos?
A atuação de Cuba não está direcionada a conseguir a retirada do bloqueio dos Estados Unidos. Acredito que o governo cubano está enviando seus médicos para todo o mundo porque isso é parte dos seus princípios éticos revolucionários, da missão do governo e do povo cubano. Agora sim, deve existir uma pressão internacional. Todos os países estão observando a atuação de Cuba, que contrapõe as principais características dos governos hegemônicos. Então, a nível de opinião pública deveria haver uma mobilização para exigir o levantamento do bloqueio.
Cuba poderia ser um exemplo de gestão de saúde pública no mundo?
Definitivamente, Cuba é um farol a nível mundial. As missões médicas, a formação de médicos comunitários, a formação de novos profissionais através da Escola Latino-americana de Medicina (Elam), que recebe estudantes de todo o planeta, enfim todos os avanços em termos de saúde pública e de medicina na Venezuela tem a ver com Cuba. 
É claro que Cuba é um exemplo não só para governos de extrema-direita, de direita e de centro-direita, mas também para governos de esquerda no mundo. A preocupação do governo cubano pela saúde dos seus habitantes se baseia num modelo revolucionário socialista.
Buscamos em Cuba e em Venezuela um sistema que estabeleça a igualdade de condições. Por isso, nos momentos mais difíceis da humanidade, os povos, não os governos, mas os povos podem contar com essa mão solidária e humana de Cuba e da Venezuela.
Quais podem ser os impactos da pandemia do covid-19 numa economia como a venezuelana que já está em profunda crise?
A crise venezuelana não é um segredo para ninguém. O bloqueio financeiro que os Estados Unidos impõe à Venezuela afeta a sociedade de diversas maneiras. Uma delas, talvez a principal, é o bloqueio às farmacêuticas que nos suprem com medicamentos, mas também está o bloqueio à indústria alimentícia, à indústria metalúrgica, de produtos eletrônicos.
Por isso dizemos que o bloqueio tem um caráter genocida.Na semana passada o presidente Maduro solicitou um crédito ao Fundo Monetário Internacional e a resposta foi de que o órgão financeiro tinha dúvidas sobre quem era o presidente venezuelano, se era Nicolás Maduro ou Juan Guaidó.  O que é um absurdo, já que para todos os efeitos  legais, o presidente constitucional é Nicolás Maduro.Guaidó não passa de um fantoche dentro de uma narrativa do governo dos Estados Unidos para tentar controlar a Venezuela.
Os efeitos da pandemia ainda estão sendo controlados, mas a médio e longo prazo podem ser gravíssimos. 
Por que ao bloqueio e à negativa do FMI soma-se o barril de petróleo custando cerca de 20 dólares.  Atualmente, para a Venezuela, devido ao seu tipo de petróleo, é mais caro produzir um barril de petróleo que vendê-lo. Portanto, o país vai se submergindo numa crise e é justamente por isso que o governo do presidente Maduro solicitou o empréstimo ao Fundo Monetário Internacional.
É uma ação cínica do FMI. Num momento em que a solidariedade internacional deveria ser uma bandeira que unifica os países do mundo no combate à epidemia, vemos como lamentavelmente organismos financeiros e governos hegemônicos insistem em manter um bloqueio econômico não só contra a Venezuela, mas contra outros países como Cuba. Graças aos esforços dos nossos povos, nossos países estão seguindo adiante, e assim será, apesar dos poderes e vontades hegemônicas.
 
Edição: Leandro Melito

23 de mar. de 2020

MOÇÃO DE APOIO A CUBA DO GRUPO PARLAMENTAR


Grupo Parlamentar Brasil Cuba no Congresso Nacional

Brasília, 23 de março de 2020

Moção de Apoio e Solidariedade a Cuba


Neste momento de comoção mundial derivada da pandemia de coronavírus, vimos nos unir à opinião pública mundial e manifestar nosso apoio e solidariedade ao povo cubano, seus dirigentes e, principalmente, aos seus profissionais médicos e enfermeiros em mais essa batalha que põe em risco a saúde e a vida da humanidade.

Em Cuba não se mercantiliza a vida. A saúde é uma prioridade nacional e considerada um direito humano. A expectativa de vida, 78 anos, é igual ou superior a de países do Primeiro Mundo. O índice de mortalidade infantil, por sua vez, é  inferior a cinco óbitos para cada mil nascidos vivos.

A respeito do sistema de saúde de Cuba, o Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde-OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sintetizou: “Um dos melhores sistemas de saúde do mundo”. Uma realidade que o povo brasileiro reconhece por experiência própria, vivenciada nos mais longínquos rincões assistidos pelo exitoso programa Mais Médicos, composto majoritariamente por profissionais cubanos. Foram 4.053 municípios e 63 milhões de brasileiros atendidos, incluindo famílias quilombolas e indígenas.

Para infelicidade geral do povo brasileiro, o Mais Médicos, um programa construído comumente por dois países livres e soberanos, foi, unilateral e violentamente, destruído de forma irresponsável pelo presidente Bolsonaro. Com o sistema brasileiro de saúde em colapso, foi necessária uma pandemia para despertar os meios de comunicação locais:

O desmonte do Mais Médicos foi responsabilidade construída por um irresponsável.
O primeiro crime de responsabilidade de Bolsonaro foi destruir o Mais Médicos.

Enquanto isso, após ter sido barrado em portos do Caribe com cinco casos de Covid-19 confirmados a bordo, o Cruzeiro britânico MS Braemar recebeu permissão do governo cubano para atracar na Ilha. Emocionada, passageira do navio agradece:

 Obrigada, Cuba, por abrir seu coração a nós.

                       Na Itália, um país europeu dos mais ricos do mundo, a população recebe, com calorosa salva de palmas, os profissionais de saúde cubanos que chegam para irmanadamente combater o inimigo comum.

Esse é o exemplo de humanismo e solidariedade que a pequena ilha de Cuba, bloqueada há 60 anos pela maior potência bélica do planeta, os Estados Unidos, dá ao Mundo. E nós, brasileiros, orgulhosamente nos sentimos no dever de prestar apoio e solidariedade ao valoroso povo cubano e aos seus profissionais de saúde.

Deputada Lídice da Mata (PSB-BA)
Presidente


  

#CubaSalva - CARTA DE UM CUBANO BRIGADISTA DA SAÚDE PARA SUA MÃE.



Estou onde só te conhecem pelos olhos


Estou onde só te conhecem pelos olhos
Onde as mãos acariciam o sabão
Estou onde sem nos conhecer nos ajudamos
Onde mais precisam, onde façamos Revolução
Estou de verde oliva
Onde os dias e as noites se juntam
Estou no lugar onde me sinto vivo
Onde os valores e a amizade abundam
Estou sentimental e sinto falta  de meus pais
Onde pensar neles me dá alento
Estou onde tudo é saudade
Onde suas mensagens me mantêm contente
Estou cheio de energias
Onde o cansaço não tem espaço
Estou pensando em meus amigos que são minha alegria
Onde olhamos o tempo, que vai muito devagar.
Estou rodeado de olhares profundos
Onde as pernas exigem esforço
Estou com mosqueteiros que sacam canetas
Onde o silêncio é palavra, porque  converso com minha mente


Não se sabe autoria nem em que país ele se encontra, só sabemos que é o sentimento dos cubanos que saem pelo mundo seguindo os ensinamentos da Revolução Cubana, de Fidel, de José Martí:

                           PATRIA ES HUMANIDAD 



Tradução do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
Texto original na página do MINREX

         


               #CubaSalva     #OBloqueioMata 






#CubaSalva

#CubaSalva

"Algum dia contaremos aos nossos filhos que após décadas de filmes e propaganda, na hora da verdade, quando a humanidade precisou de ajuda, no momento em que as grandes potências se esconderam, começaram a chegar os médicos cubanos sem pedir nada em troca." Aqui, a chegada dos cubanos no aeroporto italiano com orgulho de sua pátria. #CubaSalva 🇨🇺
(adaptado do twiter de Rafael Correa)

22 de mar. de 2020

#CubaSalva DECLARAÇÃO DE REPÚDIO

           


    O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba vem a público rechaçar com veemência a declaração do deputado  José Medeiros (Podemos - MT)  em relação aos médicos cubanos, sua ignorância sobre os fatos e seu racismo que aparentemente, não consegue sequer disfarçar.
Nos causa indignação que em um momento tão difícil para toda a humanidade alguém  ofenda - sendo uma pessoa pública - 
 não só uma nação como também a dele própria, uma vez que seu racismo em pleno século XXI é execrável, uma vez que o  Brasil conta com grande percentual de negros no país (sem os quais não seríamos o que somos - sequer ele próprio.) 

Quando os médicos cubanos chegaram no Brasil tivemos que nos desculpar pela "recepção" que tiveram em alguns aeroportos. Isso já foi constrangedor para muita gente. Chamados de escravos e outras impropriedades, a maioria do povo brasileiro  sentiu naquela ocasião um mal estar pelas calúnias e injúrias ali cometidas sem qualquer motivação, afinal eles aqui chegavam para contribuir com seu trabalho em regiões longínquas onde ninguém queira estar.

Agora, tendo sido solicitados pelo governo italiano para contribuir no combate à pandemia do Convid-19 (assim como foram para mais de 37 países a pedidos) esse senhor vocifera que "parece navio negreiro chegando".  Estão chegando lá, aplaudidos pelos italianos por sua excelência em medicina enquanto os países chamados "ricos" nada somam. E a Itália lhes agradece.

É essa brigada médica internacionalista que vai arriscar suas próprias vidas - assim como aconteceu com o Ebola na África, com terremotos no Paquistão, no Peru, com tragédias climáticas onde  sequer outros profissionais se arriscam.

CONDENAMOS veementemente tais 'palavras' de alguém que ao menos deveria procurar saber a verdade antes dar qualquer 'opinião' que ninguém pediu;

LAMENTAMOS a falta de decoro, educação, postura; 

OFERECEMOS farto material para que as pessoas possam se  informar corretamente sem causar constrangimento entre as nações;

SUGERIMOS que no momento a classe política do país se ocupe da pandemia que atinge nosso país de forma avassaladora ;

ACONSELHAMOS que deixe de lado seus preconceitos e respeite Cuba, país respeitado por todo o mundo e que pratica o que muitos só propagandeam : a solidariedade e o humanismo.

Talvez essas últimas qualidades sejam as que faltam a muitas pessoas nessa época tão necessária, mais que nunca.

Fato é que os países reconhecem, agradecem a ajuda. Os cubanos se orgulham de seus agentes de saúde e com razão. 

E que não se esqueça de uma verdade irrefutável :  enquanto muitos países enviam armas, Cuba envia médicos.











O parlamentar....

#CubaSalva : DOIS VÍDEOS e uma música

#CubaSalva  ❤️🇨🇺

Despedida dos 53 médicos e agentes de saúde cubanos em Havana em sua partida para Lombardia na Itália onde vão colaborar com o combate ao coronavirus.
Patria es humanidade.


                            

#CubaSalva ! ❤️🇨🇺❤️

Cuba envia dezenas de médicos e agentes de saúde para combater o coronavirus na Itália.
A brigada participa de uma cerimônia em Havana antes de embarcar para trabalhar na região da Lombardia, uma das mais afetadas pela pandemia do Covid-19.
Lindo o ato e o compromisso dos cubanos com a solidariedade e o internacionalismo !
Venceremos !!







Não bastasse toda essa solidariedade, ainda tem  o Silvio Rodriguez com uma música sobre esperança com filmagens inéditas sobre o navio britânico que Cuba recebeu com alguns passageiros infectados para poderem voltar ao Reino Unido.  #CubaSalva 

https://www.facebook.com/marcelo.matamalacasanueva/videos/10206994487657905/  

#CubaSalva      #CubaEsSolidaridad !