11 de abr. de 2020

A cultura capitalista do descarte humano em tempos de pandemia #SolidaridadSiBloqueoNo


A cultura do descarte e da exclusão funciona implacável no capitalismo
Autor: Raúl Antonio Capote | internacionales@granma.cu        11 de abril de 2020 00:04:04

Os muito ricos deste mundo põem-se em local seguro, protegidos detrás de barreiras de aço e concreto, em bunkers acondicionados com todos os recursos, não só para sobreviver, senão para levar uma cômoda sobrevivência.

Enquanto isso, em Las Vegas, a excêntrica cidade do vício, os sem teto foram colocados  em quarentena em um estacionamento ao ar livre, expostos ao sereno, enquanto os hotéis permanecem vazios. Isso ocorre em Nevada, um dos Estados mais ricos do mundo.
A cultura do descarte e da exclusão funciona implacável no capitalismo.
Nestes dias de crises temos visto líderes mundiais, e  personalidades da política e da economia calcularem, com absoluta frieza, quantos devem morrer, quem deve morrer e como devem morrer. A doença não crê em ricos e pobres, é verdade, mas quem tem menor possibilidade de sobreviver?
Recentes dados de Wall Street  mencionam que o índice de pobreza nos EUA . é de 14,6 %, enquanto a pobreza extrema concentra-se em bairros com mais do 40 %.
A Coalizão para as Pessoas sem Lar quantifica em 63 840 as pessoas sem lar na cidade de Nova York. Quem se ocupa deles?
O que acontecerá com as mais de 55 000 pessoas sem teto de Los Angeles e com os indigentes de Skid  Row, bairro marginal que envolve várias quadras do centro sul dessa cidade?
O que acontecerá  com  62,4 % da população que vive abaixo da linha da pobreza, em Escobares City, Texas, com  35 % de McAllen, Texas, ou Fresno, Califórnia, com  30 %?
A doutrina do descarte, da não-solidariedade, própria de um sistema onde o homem é uma mercadoria a mais, se enfrenta com a  doutrina da solidariedade,d a sensatez e do humanismo. Os seres humanos devem decidir: o mundo durante e após a epidemia da covid-19, não pode seguir sendo o mesmo.


Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba






9 de abr. de 2020

#EndSanctionsSaveLives #SolidaridadSiBloqueoNo


                         


       AO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS 

                              
               Para que ponha fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba.

                                                                   

                        Ao Sr.Presidente Donald Trump


    As 28 entidades brasileiras de solidariedade a Cuba que firmam este documento vêm publicamente EXIGIR  o fim do bloqueio que o governo dos Estados Unidos impõe a Cuba há quase sessenta anos.

        CONSIDERANDO que vivemos atualmente uma pandemia que atinge todos os países do planeta de forma indiscriminada e que vem cobrando de todos nós ações de unidade para vencer o inimigo invisível e letal;.
     CONSIDERANDO que valores humanos verdadeiros tem sido a reivindicação constante de governos, entidades nacionais e internacionais que pedem que se deixe de lado o que nos divide para agir pelo bem da humanidade;
       CONSIDERANDO que Cuba, neste contexto, tem demonstrado uma vez mais a solidariedade: atualmente com 14 brigadas médicas do Contingente Henry Reeves combatendo a pandemia em outras nações com 593 profissionais cubanos da saúde arriscando suas vidas e sendo reconhecidos no mundo inteiro;
     CONSIDERANDO que seja desnecessário demonstrar aqui a V.S. o que é de conhecimento público há alguns anos, a saber, que durante várias décadas o governo cubano tem prestado assistência médica em vários momentos de catástrofes e endemias em terremotos, furacões, problemas de saúde em geral sem jamais exigir nada em troca e apesar do bloqueio;
      CONSIDERANDO que assim mesmo, o governo estadunidense insiste em um bloqueio econômico, financeiro e comercial criminal e genocida  sem qualquer base real, uma vez que Cuba jamais agrediu esse ou qualquer outro país.
       CONSIDERANDO que Cuba não lança bombas contra outros povos, não possui armas nucleares ou biológicas ou químicas. Ao invés disso, envia médicos a qualquer lugar por mais longínquo que seja a quem necessite;
        CONSIDERANDO que Cuba persiste em sua solidariedade internacionalista apesar de um bloqueio criminoso jamais visto no mundo. Um bloqueio que impede mais solidariedade ainda, que traz prejuízos incalculáveis ao país em uma verdadeira guerra que seu país promove em tempos tão difíceis;
    CONSIDERANDO  que não se concebe que neste cenário mundial os EUA tenham chegado a extremos de implementar só em 2019 mais de 80 ações e medidas contra o povo cubano, aí incluída a aplicação dos títulos III e IV da mal denominada Lei Helms-Burton, a sanção a  27 empresas do setor energético para impedir o acesso da ilha  a combustíveis, multas a dezenas de entidades financeiras de diferentes países por transacionarem com Cuba e, recentemente o inconcebível impedimento de um navio atracar em Cuba com insumos médicos;

       CONCLUÍMOS:    
 É nesse contexto atual deste início do corrente ano que transparece mais claramente o caráter genocida e criminoso dessa disposição do seu governo em insistir com uma medida que um presidente de seu próprio país nomeou como inócua e inútil e essa é uma conclusão irrefutável.
      Sr. Presidente, a humanidade pede socorro. Atenda ao pedido de ajuda de todos como os demais mandatários racionais o fazem pelo mundo.  Cesse o bloqueio contra Cuba pelo bem de todos. Essa a única medida aceitável em um momento tão difícil para todos nós e para seu próprio país. Chega de bloqueio!
       Cabe a V.S. a decisão de como será avaliado pelo crivo da História.

               
PELO FIM IMEDIATO DO BLOQUEIO CONTRA CUBA!


            
 Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba  - RJ
Capítulo Brasil do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos.
 Associação Cultural José Martí – RN
Associação Cultural José Martí – ES
Movimento Capixaba de Solidariedade a Cuba – ES
Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba – SP
Associação Cultural José Martí – TO
Associação Cultural José Martí– GO
Associação Cultural José Martí – SC
Associação Cultural José Martí – RS
Casa da Amizade Brasil – Cuba  - CE
Associação Cultural José Martí – PR
Representação Cultural José Martí – PR
Associação Cultural José Martí – RJ
Associação Cultural José Martí – MG
Comitê de Defesa da Revolução Cubana (CDR) – DF
Núcleo de Estudos Cubanos (NESCUBA)  - UNB  - DF
Unidade Popular  - CE
Centro Cearense Popular Manoel Lisboa de Moura  – CE
Associação Cultural José Martí– BA
Comitê de Defesa da Revolução Cubana – PA
Associação Cultural José Martí – PI
Associação Cultural José Martí – PB
 Comitê de Solidariedade a Cuba – SE
Associação Cultural José Martí do Grande ABC – SP
Centro Cultural Manoel Lisboa – PE
Associação Cultural José Martí – BS – SP
Comitê Estadual  Memória, Verdade e Justiça para a Democracia - PE


                                                                            Brasil, 9 de abril de 2020


   


7 de abr. de 2020

EM 7 DE ABRIL DE 1930 NASCIA VILMA ESPIN, SÍMBOLO DA MULHER CUBANA #ElBloqueoMata

Homenagem aos 90 anos de Vilma Espin, esse símbolo da mulher cubana que fundou, dentre outras obras revolucionárias, a Federação das Mulheres Cubanas, importante entidade de Cuba. 
O interessante é que o lindo texto feito hoje em sua homenagem vem de um cubano. 


  Por: Danilo Jesús de la Rosa Serrano

   Não sou escritor, mas hoje é desses dias que quero expressar o que sinto.
Lembro que a conheci como dizemos em bom cubano “pra valer”, quando trabalhava no Cenesex, sempre ouvia muitas pessoas dizer que Mariela era a que mais se parecia com ela, que era continuadora de seu trabalho, mas muito poucos (e até eu, naquele momento) somos os que conhecemos o trabalho tão extraordinário que realizou Vilma não só por Cuba, senão por tod@s .
    Além de lutar na Serra, de ser esposa, mãe de família, incentivadora dos direitos das mulheres e das crianças, ambientalista, criadora junto a Fidel de instituições tão revolucionárias como os Círculos Infantis, precursora que os homens acompanhassem  suas mulheres na hora do parto, da licença de maternidade e até da paternidade , as Casas de Crianças sem amparo familiar, os derivados de soja, o Projeto Quitrín*, o trabalho comunitário e muitas coisas mais.

Vilma pensou em tod@s nós,dediquei-me desde então ser continuador de suas lutas, de seu legado, de ser federado, de acompanhar a Federação de Mulheres Cubanas nos bons e nos maus momentos e de contribuir para o bem-estar social.

      Sou católico e sei que ela deve de estar no céu, porque Deus precisa a seu lado de pessoas como ela, que desde cima nos olha e seu espírito nos segue guiando, que fo uma bênção para ter sido tocado (espiritualmente) por ela.


          Todos os dias a cada vez que saio de minha casa lhe peço que me acompanhe em  cada uma de minhas batalhas, quem me conhece sabe que sou persistente, que tem pessoas que não lhe  tocaram o coração para me apoiar nesta, que também foi sua luta, mas são muitas, as que me ofereceram não só seu apoio moral , mas também seu carinho.

    Sempre  digo, não tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, mas quando lês sua história te dás conta do ser humano que foi e será porque ela nunca morreu, ela vive em mim e em a cada um de nós .

Graças à minha avó, a Mariela, Teresa Fernández, Alicia Martínez, Oneida, Palenzuela, Yolanda, @Graciela Ramirez, @Anni e a tod@s  por dar-me a oportunidade de conhecer a vida e obra de uma mulher que será recordada “Como Uma Das Grandes Entre As Grandes.”

Obrigado Vilma! Graças por me  converter na pessoa que sou!
Graças por tudo!
Hoje, agora e sempre.

#EllaViveEnMi #ActorSocial #EstaEsCuba #EstaEsSuGente #Cuba #SomosContinuidad


Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

*N.T.: Projeto Quintrín foi idealizado e concretizado por Vilma Espin em Santiago de Cuba como Oficina de Artesanato para aprendizado e comercialização de produtos feitos por mulheres. 


#ElBloqueoMata 

6 de abr. de 2020

Cidadãos chineses organizam doações para apoiar confronto à COVID-19 em Cuba #ElBloqueoMata





Publicado em  6 abril, 2020

    Havana, 6 abr (ACN)  Cidadãos chineses que estudaram em Cuba organizam doações e a compra de insumos médicos para contribuir no confronto à COVID-19 na Ilha, em um gesto de gratidão pela formação recebida no país.

   Chen Ke, que começou a campanha solidária, disse ao diário Global Times que desde o último 28 de março arrecadaram 129 mil yuanes (18 mil 193 dólares) e se somaram à iniciativa 220 pessoas, em sua maioria ex- bolsistas na nação caribenha, publica Cubadebate.
   “Estamos agradecidos a Cuba por nossa educação e esperamos retribuir a generosidade desse país”, declarou Chen Ke.

O jovem, de 30 anos, que considera a Maior das Antilhas como sua segunda pátria, elogiou  seu prestigioso sistema de saúde e denunciou os impedimentos que sofre para acessar os fornecimentos necessários no combate à doença devido às sanções e ao bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos.
Nesse ponto, expressou preocupação pelo transporte dos donativos, pois a política hostil de Washington aplica medidas de castigo a barcos e aviões que cheguem a Cuba.

Mencionou os gerenciamentos com a embaixada de Havana no gigante asiático para embarcar os produtos médicos e enfatizou sua determinação de enviar pelas vias possíveis.
Chen Ke é um dos mais de três mil jovens do centro e ocidente da China beneficiados desde 2006 com bolsas para estudar o idioma espanhol e ciências médicas em Cuba.
Sua inquietação  sobre a transporte dos donativos se refere  às atuais travas que enfrentou o gigante do comércio eletrônico Alibaba para entregar um lote de nasobucos (máscaras) , kits de diagnóstico e ventiladores à maior das Antilhas.
   Frente à propagação internacional da COVID-19, muitas vozes exigem de Washington que   levante suas medidas unilaterais impostas a Cuba, Venezuela e Irã para garantir-lhes o acesso à ajuda humanitária e aos produtos que precisam seus respectivos povos.

Tradução  Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 



3 de abr. de 2020

UMA CIDADÃ SUÍÇA EM HAVANA EM MEIO À PANDEMIA #CubaSalva #BloqueioMata


                                                COVID-19
 Coronavirus: “Em Cuba me sinto segura”
Por Marcela Águia Rubín
 31 DE MARÇO DE 2020



Em Havana, pessoas esperam o transporte público com máscaras protetoras em meio às preocupações da propagação do coronavirus.  (Reuters / Alexandre Meneghini)



Como se vive em um país sob o bloqueio econômico mais prolongado do mundo em tempos do coronavirus? “Há tensão, sim. Mas há muita confiança”. Depoimento de uma suíça desde Havana.

“Vivo em um edifício com mais de 30 apartamentos. Nos primeiros dias da pandemia veio um médico de família, casa por casa, e nos deu uma aula de como tinha que se comportar, como se cuidar, como se lavar”.


Suíça e Cuba têm celebrado acordos bilaterais nos âmbitos do comércio, da promoção e da proteção dos investimentos, de transporte aéreo e de  translado de pessoas condenadas. Suíça representou os interesses dos EUA  em Cuba de 1961 até a restauração das relações diplomáticas entre os dois países em julho de 2015, bem como os interesses cubanos nos EUA de 1991 até julho de 2015.
Hoje, a Suíça mantém-se principalmente ativa em Cuba no marco da cooperação para o desenvolvimento, onde implementa sua estratégia 2017-2021.
Fonte: Ministério Suíço de Relações Exteriores


O depoimento é de Christine, residente em Cuba há mais de duas décadas e cidadã de Suíça, país com o qual mantém estreito contato e para onde viaja com certa regularidade. “Mas aqui me sinto mais segura”, confessa-nos em entrevista telefônica.

Por que ? Perguntamos.

“Aqui as pessoas  são mais disciplinadas. Estão mais acostumadas  a situações de emergência. Além disso, em Cuba temos um sistema de saúde e de prevenção para a saúde que funciona muito bem. Vimos quando ocorreu a  dengue. Vemos com os furacões. Todo mundo está preparado”.
Descreve-nos com grandes traços a situação na ilha. Em termos gerais não difere muito da que se vive na Suíça e em boa parte do planeta: ruas vazias, escolas desertas, trabalhos suspensos. As principais recomendações são as mesmas: lavar bem e continuamente as mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, não sair de casa senão para o essencial, manter distância social…
Sim, parece que o coronavirus concedeu ao conjunto das nações a possibilidade de entoar o mesmo estribilho. Mas não é assim. Não é para todos. Cuba faz parte das nações que vivem sob a pressão de sanções econômicas e que devem nadar mais vigorosamente para se manter à tona:

“Agora, com o coronavirus, nós mesmos preparamos nossos nasobucos [máscaras protetoras]. Através da televisão nos ensinam como fazer: dão a medida do tecido, mostram como tem que cortar, costurar, passar. Como  usar sem deixar espaços…”
Efetivamente, o fechamento de fronteiras (coronavirus obriga) e quase sessenta anos de embargo (Estados Unidos impõe), fazem com que na ilha caribenha faltem muitas coisas, mas não talento.
E também há uma experiência no manejo epidemiológico reconhecido internacionalmente e uma preocupação fundamental com a educação e a saúde da população.
A informação, explica nossa interlocutora, é constante por rádio, televisão, internet. “Há uma mesa redonda na qual os ministros informam não somente sobre os temas de saúde, senão também das medidas sociais e econômicas. Por exemplo, explicam os direitos das pessoas que têm que adiar seus pagamentos, as isenções de impostos… Todo isso alivia a tensão”.

 Há muita tensão?

“Há tensão porque como você sabe, o turismo é uma das principais fontes de rendimentos da ilha e muita gente vive disso. Agora, e quem sabe por quanto tempo, não há turistas. Mas sobretudo há tensão pelo temor de que haja  escassez de alimentos”.
Comenta que através de mensagens de WhatsApp  as pessoas se informam entre si: “em tal loja há iogurtes, em tal outra há leite”. 
Na ilha é quase proverbial a falta deste ou outro produto, mas a situação atual potencializa o problema, por isso as autoridades têm anunciado  medidas para garantir os alimentos. Igualmente têm fama as esperas nas lojas de bens de consumo, que também se têm dilatado.
“Há tremendas filas nas lojas e esse é o pior momento para manter as distâncias e a gente se põe nervosa quando não encontra o que precisa”

O que é que mais falta, por exemplo…?

“Frango, sabão, detergente e há um temor especial de que cheguem a faltar os feijões e a massa de tomate para preparar. É que agora a situação é duplamente difícil com a paralisia pelo coronavirus e o bloqueio”.
Contudo, nossa interlocutora se diz confiante. “As pessoas em Cuba são muito solidárias e as autoridades estão bem organizadas. Explicaram-nos também como preparar e usar desinfetantes, como reconhecer os sintomas do coronavirus e como atuar caso necessário”.

 Como?

“Primeiro tem que ir ao médico de família. Se este considerar necessário, te envia ao policlínico, e se aí detectam suspeita de contágio, te mandam ao centro de isolamento. Se dá positivo, dão o tratamento correspondente. Se não, da mesma forma te mantêm em isolamento para observar  tua evolução”.
Recorda que a educação e a saúde são os pilares da política da ilha e ratifica que o de Cuba é um povo muito solidário. “Veja você as missões de médicos cubanos agora mesmo na Itália e em muitos outros países. As missões quando da crise do ébola. Alguns dizem que é interesse econômico, para mim é um gesto de humanidade”.

Concluímos a entrevista. Despedimos-nos, e horas mais tarde envia-me esta mensagem:
“Os estudantes de Medicina acabam de passar pela casa perguntando quantas pessoas somos, se temos problemas de saúde, etc. Isso é Cuba!”


Alguns êxitos da medicina cubana:
 • (2015) Cuba cumpre com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
• (2015) Cuba converte-se no 1er país do mundo a receber a certificação por parte da OMS de eliminação da transmissão materno-infantil do HIV e da sífilis congênita.
• (2016) Cuba mantém a taxa de mortalidade infantil abaixo de cinco para cada 1 000 nascidos vivos por dez anos consecutivos.
• (2016) Cuba atinge uma esperança de vida ao nascer de 78,4 anos; 76,5 para os homens e 80,4 para as mulheres.
 • (2016) Cuba cumpre 55 anos mantendo missões internacionalistas em saúde com 48 000 colaboradores em 62 países em 2016.
• (2017) Cuba obtém, através do contingente Internacional de médicos especializados em situações de desastres e graves epidemias “Henry Reeve”, o Prêmio de Saúde Pública Internacional em memória do Dr. LEE Jong-Wook da OMS (a distinção mais importante que outorga a OMS).

Tradução: Comitê Carioca e Solidariedade a Cuba 
Texto original: 



A única coisa boa dessa pandemia  é ter  demonstrado que : as armas são inservíveis; o poder é frágil; a riqueza é inútil e como Cuba é importante.

2 de abr. de 2020

OS AGRADECIDOS TE ACOMPANHAM #CubaSalva #BloqueioMata

   


O revolucionário que transformou o mundo e o perfil da América Latina junto com seu povo. 

Em palestra na escadaria da faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires em 2003 fala de Cuba, da medicina cubana e dos princípios da Revolução Cubana dos quais nunca se afastou. Aqui postamos uma parte do discurso. Uma aula de humanismo.

Aqui a tradução que fizemos para facilitar. O vídeo completo se encontra no YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=4Bs9-cnOayQ&t=15s


Nosso país não lança bombas contra outros povos
Nem manda milhares de aviões para bombardear cidades
Nosso país não possui armas nucleares
Nem armas químicas nem armas biológicas
As dezenas de cientistas e médicos
Com que conta nosso país de médicos
Foram educados na ideia de salvar vidas
Estaria em absoluta contradição com sua concepção
Pôr um cientista ou um médico para  produzir
Substâncias ou bactérias ou vírus
Capazes de produzir a morte de outros seres humanos
Em nosso país se fazem pesquisas para curar enfermidades
Tão duras como a meningite meningocócica,
A hepatite, através de vacinas que se produzem por  
técnicas de engenharia genética
Esse é o orgulho de nossos médicos, dos nossos centros de pesquisa
Dezenas de milhares de nossos médicos cubanos
Têm prestado serviços internacionalistas
Nos lugares mais longínquos e inóspitos
Um dia disse que não poderíamos, nem enviaríamos,
e nunca realizaríamos ataques preventivos ou de surpresa
Contra nenhum afastado canto do mundo, mas que em vez disso,
Nosso país seria capaz de enviar os médicos que se necessitasse
A qualquer canto dos mais afastados do mundo
Médicos e não bombas.
Médicos e não armas inteligentes de pontaria certeira
Porque ao fim e ao cabo, uma arma que mata  traiçoeiramente

Não é em absoluto uma arma inteligente.



1 de abr. de 2020

NEM EM TEMPOS DE PANDEMIA CESSA O BLOQUEIO: DOAÇÃO DE PODEROSA EMPRESA CHINESA PARA COVID-19 NÃO PODE CHEGAR A CUBA #CubaSalva #BloqueioMata :


As coisas para Cuba sempre são mais difíceis. Nem em tempos de pandemia aos cubanos lhes permite respirar tranquilos. 




   Quando no último 13 de março, Jack Ma, fundador de Alibaba , o gigante eletrônico chinês e a fundação que leva seu nome anunciavam ao mundo sua intenção de doar aos EUA  500 mil kits de detecção rápida de COVID-19 e um milhão de máscaras, indiferentes às declarações  xenófobas e racistas de seu atual Presidente, antes já o tinha feito a outras nações como Japão, Coréia do Sul, Itália, Irã e Espanha, considerados então os países expostos ao maior perigo, como expressão de seu transparente chamado a unir esforços nesta dura e desigual batalha.

Um segundo envio de donativos para apoiar os trabalhos de prevenção na Europa chegou ao aeroporto belga de Liege em 16 de março. Nesse mesmo dia, reportava-se também a chegada à Etiópia de outro carregamento destinado aos 54 países africanos. Um dia depois, um voo de Hangzhou a Roma levou fornecimentos médicos para a Cruz Vermelha italiana e anunciava-se que mais kits e máscaras estavam a caminho.
Nesse mesmo dia, outro avião chegou a Zaragoza , Espanha, com outro valioso carregamento de umas 500 mil máscaras e outras equipes médicas em apoio ao combate contra o novo Coronavirus.  Nesse dia um post em sua conta de Twitter  assegurava em espanhol #Estevirusloparamosentretodos. Um dia mais tarde, outro envio chegou a Liege  para apoiar os esforços de Bélgica e França. A agência chinesa XINHUA destacou que a fundação Jack Ma incrementava seus esforços para proporcionar mais apoio aos países afetados, especialmente Itália, Bélgica, Espanha, Eslovênia, França, Áustria, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e os Países Baixos.
Em 19 foi a vez de vizinhos asiáticos como Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia.
Em 21 mais fornecimentos de emergência para Afeganistão, Bangladesh, Camboja, Laos, Maldivas, Mongólia, Myanmar, Nepal, Paquistan e Sri Lanka. Dias mais tarde, envios similares chegariam a Azerbaiyán, Bután, Índia, Kazajistán, Kirguistán, Uzbekistan e Vietnã. Somavam já 23 países asiáticos.

Em 22 de março, à medida que a pandemia seguia avançando, seria a vez  da América  Latina e o Caribe.
Um novo tuiter de Jack Ma anunciava o envio de 2 milhões de máscaras, 400 mil kits de diagnóstico rápido e 104 ventiladores, a 24 países de nossa região, entre eles Cuba, Argentina, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana e Peru. Em 24 de março uma publicação do Embaixador chinês no Panamá, confirmava a próxima chegada a esse país de 100 mil máscaras e 10 kits diagnóstico, enquanto seu colega em Havana confirmava o mesmo.

Ainda ontem 30 de março se anunciavam envios adicionais de equipamento tais como ventiladores, luvas e trajes médicos protetores. A hashtag #OneWorldOneFight  se tornou tendência nas redes.
No entanto, entre tantas notícias e anúncios, um desses envios não poderia chegar a seu destino final.
Ocorre que seu transportador, uma empresa estadunidense contratada para  fazê-lo, declinou na última hora sua encomenda sob o argumento de que as regulações do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra o país de destino, recrudescido pela administração atual  dos EEUU, lhe impediam de  fazê-lo.
O nobre, descomunal e louvável esforço do fundador de Alibaba  e da Fundação Jack Ma, que tinha conseguido chegar a mais de meia centena de países em todo mundo, não pôde tocar solo cubano, sem importar quão necessários podiam ser esses recursos em apoio à batalha que combate a pequena ilha antilhana assediada e bloqueada. De novo, o injusto, arbitrário e ilegal bloqueio que todo subverte.
Nosso agradecimento ao Sr. Ma por ter pensado em nós e pelos esforços que ainda faz para que a contribuição de sua fundação chegue por fim a seu destino.
 As coisas para Cuba sempre serão mais difíceis, por isso a cada êxito, a cada pequeno passo de avanço, se converte em um colossal triunfo contra os demônios.

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba