21 de abr. de 2020

“NÃO É MILAGRE. É SOCIALISMO."

            Desejos de Díaz-Canel ao cumpletar  60 anos : “Que a medicina e a ciência vençam a morte”
"Seu nome é povo”, a imagem que compartlihou hoje o fotógrafo Alejandro Azcuy Domínguez nas redes, onde as felicitações ao presidente cubano  viralizaram.

Entrevista de Diaz-Canel a Arleen Rodríguez Derivet no dia do seu aniversário (20-4- 2020)

A equipe de imprensa propôs-se fazer algo pelos dois anos de Miguel Díaz-Canel à frente da Presidência de Cuba. Respondeu cortês, mas firme, que não. A Presidência é uma equipe, não um homem e os desafios atuais não deixam tempo para contar em um ano mais.
Na manhã seguinte, em outro domingo com a nação em isolamento o Presidente tuittava muito cedo. O faz a cada amanhecer, antes de iniciar sua intensa agenda . E não será diferente neste 20 de abril, ainda que seja o dia de seu aniversário  de  60 anos.
Abusando de sua generosa visão do jornalismo, de seu entendimento da importância de comunicar e do modo pessoal com que tem contribuído ao fazer sempre, me aventurei a lhe fazer três perguntas e sugeri que podia respondê-las em igual número de textos tão breves como os tuits.
Estas são as perguntas e suas tuits-respostas:
1- Hoje completa 60 anos. Se pudesse apagar velas, qual seria seu maior desejo?
–Que salvemos a Pátria desta situação e ajudemos o mundo a vencer a pandemia em pouco tempo. Voltar a abraçar os seres queridos. Que as crianças possam voltar a suas escolas e a seus jogos. Que a medicina e a ciência vençam a morte.
2- Como caminha o plano nacional contra a COVID-19? O Governo está satisfeito ?
–Nosso plano caminha. Podemos nos adiantar ao pior momento para evitar que chegue. Revisando o gráfico se verá que vamos por baixo da linha do meio, ainda que acima da favorável.
“Não estamos satisfeitos, mas sim orgulhosos: de nosso pessoal da Saúde e as Ciências e também do Governo. Desde os municípios, o esforço é colossal. Os resultados poderiam ser melhores sem o bloqueio yanqui e se tivesse maior responsabilidade e compromisso dos que hoje não têm percepção de risco. Ciência e consciência são nossa força”.
3- Que milagre possibilita que estejamos melhor que o resto das Américas no confronto ao COVID-19 sendo que somos os mais castigados pela política de bloqueio e as novas ameaças da Administração Trump?
–Não é milagre. É socialismo. É a obra de Fidel, de Raúl, da geração histórica, do Partido e do povo cubano. É Cuba, este planeta maravilhoso onde tive a sorte de nascer.

O tuiter do presidente neste 20 de abril de 2020:


Muchas gracias a tantos por su apoyo y cariño. Mi deseo es que salvemos a la Patria y ayudemos al mundo a vencer la  pandemia. Volver a abrazar a los seres queridos. Que los niños vuelvan a sus escuelas y a sus juegos. Que la medicina y la ciencia venzan a la muerte #SomosCuba




Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

18 de abr. de 2020

#BloqueoNoSolidaridadSi EUA manterá bloqueio e exclui Cuba de ajuda humanitária


Em meio à pandemia, a humanidade pedindo ajuda e  o governo do império insiste em tentar derrotar a Revolução Cubana que continua salvando vidas pelo mundo !  INACREDITÁVEL !! 

                          Resumem Latinoamericano, 17 abril 2020
     Surdo ao reclamo internacional, o governo dos Estados Unidos manterá sua política de bloqueio econômico, financeiro, comercial e sanitário contra Cuba, apesar da pandemia da Covid-19, que afeta também os cubanos.
 Washington também não enviará ajuda humanitária de emergência à ilha, que  excluiu de uma lista pela qual repartirá  cerca de 508 milhões de dólares entre 106 nações.
Assim  anunciaram o Departamento de Estado e a Agência de Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID,) que informaram sobre o pacote destinado a ajudar a controlar a propagação do novo coronavirus.
Os fundos, para destinos sanitários e econômicos, serão entregues a organizações multilaterais e não governamentais envolvidas em ações como campanhas rápidas de informação sobre saúde pública, água e saneamento, e a prevenção e o controle de infecções em centros de atenção da saúde.
Nenhum desses organismos é cubano nem tampouco poderão investir seus recursos em programas para combater a doença na ilha caribenha.
Também fica claro em outro documento emitido pelo Departamento do Tesouro, o encarregado de manter o ‘ferrolho’ e apertar ainda mais para asfixiar a Cuba e seus cidadãos sem importar a difícil conjuntura atual.
O pronunciamento justifica a exclusão do pequeno e vizinho país sob o argumento de que o ‘embargo’ permite comércio, assistência ou atividade legítima relacionada com a assistência humanitária conforme as regulamentações do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
No entanto reconhece que o bloqueio permanece em vigor e a maioria das transações entre Estados Unidos, ou pessoas sujeitas à jurisdição de Estados Unidos, e Cuba continuam proibidas.
E depois dimensiona que a OFAC mantém várias autorizações de licença geral desenhadas para permitir o socorro e a assistência humanitária ao povo cubano, indica o documento.

Não diz, no entanto, que a OFAC aplica com todo o rigor as disposições do cerco, pelas quais Cuba não pode acessar equipamentos e insumos médicos, muito menos a tecnologias da saúde que podem salvar vidas.
Há alguns dias autoridades da maior das Antilhas denunciaram que a empresa Medicuba não poderá adquirir os respiradores artificiais contratados dos fabricantes IMT Medical AG e Acutronic.
A questão se repete. Essas empresas foram compradas por uma companhia estadunidense a qual, pelas proibições do bloqueio, não poderá vender a Havana esses equipamentos, vitais para atender doentes do novo coronavirus.
Isto se soma aos prejuízos  do cerco no setor sanitário cubano, que só entre abril de 2018 e março de 2019 registrou, devido ao bloqueio da Casa Branca, perdas de mais de 104 milhões de dólares.
O Departamento do Tesouro declarou que o bloqueio a Cuba tem como objetivo sancionar o regime comunista de Cuba, que durante décadas oprime o povo cubano e não satisfaz suas necessidades mais básicas.

A verdade é que os dois mil 734 cidadãos cubanos internados hoje em hospitais, e os mais de sete mil sob observação do sistema de Atenção Primária de Saúde em suas moradias, não terão acesso a medicamentos, ventiladores pulmonares e outros insumos de procedência estadunidense para sua cura.
Tampouco o pessoal médico que trabalha na primeira linha de confronto à pandemia poderá receber meios de proteção Made in USA.
Isso a despeito de que, segundo o Regulamento de Controle de Ativos de Cuba da OFAC, inclui licenças gerais para transações e reexportações de um terceiro país de medicamentos e dispositivos sanitários e inclusive investimentos em hospitais da ilha.
Mas tudo isso, e mais, depende de que o aprove o Departamento de Estado e, em outros casos, o de Comércio, ou seja, o governo do presidente Donald Trump, para quem a pandemia parece uma oportunidade de render Cuba, desta vez pelos estragos da Covid-19.


 Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 


Veja o vídeo:

17 de abr. de 2020

#NoMasBloqueo : A pandemia mostra a necessidade de cooperação apesar das diferenças políticas

A pandemia mostra a necessidade de cooperação apesar das diferenças políticas
  • Declaração do Ministério das Relações Exteriores
O impacto da COVID-19 já pode ser medido, e poderá ser avaliado no futuro, pela impressionante quantidade de pessoas infectadas, pelos números inaceitáveis de mortes, pelo indiscutível prejuízo à economia mundial, à produção, ao comércio, ao emprego e aos ganhos pessoais de milhões de pessoas. É uma crise que ultrapassa em grande medida o âmbito sanitário.
A pandemia chega e se propaga em um cenário previamente caracterizado pela brutal desigualdade económica e social, entre as nações e no seu interior, com fluxos migratórios e de refugiados sem precedentes; em que a xenofobia e a discriminação racial voltam a aflorar; e em que os impressionantes avanços da ciência e da tecnologia, particularmente em matéria de saúde, concentram-se cada vez mais no negócio farmacêutico e na comercialização da medicina, em lugar de estar voltado a garantir o bem-estar e a vida saudável das maiorias. 
Chega a um mundo lastrado por padrões de produção e consumo, particularmente nos países mais industrializados e entre as elites dos países em desenvolvimento, que são reconhecidamente insustentáveis e incompatíveis com a condição limitada dos recursos naturais dos quais depende a vida no planeta.
Antes de identificar-se o primeiro enfermo, havia 820 milhões de pessoas famintas no mundo, 2 mil e 200 milhões sem serviços de água potável, 4 mil e 200 milhões sem serviços de saneamento geridos de forma segura e 3 mil milhões sem instalações básicas para  lavar as mãos.
Esse cenário é ainda mais inadmissível, quando se sabe que, no nível global, empregam-se por ano cerca de 618 mil e 700 milhões de dólares estadunidenses apenas em publicidade, e mais um bilião e 8 mil milhões de dólares estadunidenses em gasto militar e de armamentos, que são totalmente inúteis para combater a ameaça da COVID-19, com suas dezenas de milhares de mortes.
O vírus não discrimina entre uns e outros. Não distingue entre ricos e pobres, mas os seus efeitos devastadores se multiplicam ali, onde estão os mais vulneráveis, os de menos ganhos, no mundo pobre e subdesenvolvido, nos bolsões de pobreza das grandes urbes industrializadas. São sentidos com especial impacto ali, onde as políticas neoliberais e de redução dos gastos sociais limitaram a capacidade do Estado na gestão pública. 
Faz mais vítimas, onde se cortaram as verbas governamentais dedicadas à saúde pública. Provoca mais prejuízo económico, onde o Estado tem poucas possibilidades ou carece de opções para resgatar os que perdem o emprego, fecham seus negócios e sofrem a redução dramática ou o fim de suas fontes de ganhos pessoais e familiares. Nos países mais desenvolvidos, provoca mais mortes entre os pobres, os imigrantes e, especificamente nos Estados Unidos, entre os afro-americanos e os latinos.
Como agravante, a comunidade internacional afronta essa ameaça global, numa ocasião em que a maior potência militar, económica, tecnológica e de comunicação do planeta pratica uma política externa dirigida a atiçar e promover os conflitos, as divisões, o chauvinismo e posições supremacistas e racistas.  
Num momento em que enfrentar globalmente a pandemia exige impulsar a cooperação e estimular o importante papel das organizações internacionais, particularmente da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o actual governo dos Estados Unidos ataca o multilateralismo e procura desqualificar a reconhecida liderança da OMS. Continua, ademais, em sua mesquinha intenção de aproveitar o momento, para impor o seu domínio e agredir a países de cujos governos discorda.
Disso, são exemplos ilustrativos, as recentes e graves ameaças militares contra a República Bolivariana da Venezuela e a proclamação, anteontem, pelo presidente dos Estados Unidos, do Dia e Semana Pan-americanos, de 14 a 18 de Abril, acompanhada de declarações neocoloniais e inspiradas na Doutrina Monroe, contra a Venezuela, Nicarágua e Cuba, em lembrança da Conferência Pan-americana, condenada 130 anos atrás por José Martí. Nesses mesmos dias, em 1961, ocorreram os combates de Praia Girón.
Outro exemplo é o ataque imoral e persistente contra o esforço cubano de oferecer solidariedade aos países que solicitaram cooperação para enfrentar a COVID-19. Em lugar de dedicar-se a promover a cooperação e estimular uma resposta conjunta, altos funcionários do Departamento de Estado daquele país dedicam o seu tempo a emitir declarações de ameaça contra aqueles governos que, ante o drama da pandemia, optam soberanamente por solicitar ajuda a Cuba. 
Os Estados Unidos cometem um crime, e os seus funcionários sabem disso, quando, em meio a uma pandemia, ao atacar a cooperação internacional dada por Cuba, propõem-se a privar, a milhões de pessoas, do direito humano universal aos serviços de saúde. 
A dimensão da actual crise nos obriga a cooperar e a praticar a solidariedade, mesmo reconhecendo diferenças políticas. O vírus não respeita fronteiras, nem ideologias. Ameaça a vida de todos, e é de todos, a responsabilidade de enfrentá-lo. Nenhum país deveria assumir que é suficientemente grande, rico ou poderoso, para defender-se por si só, em isolamento e ignorando os esforços e as necessidades dos demais. 
É urgente compartilhar e oferecer informação de valor e confiável. 
É preciso dar os passos que permitam coordenar a produção e distribuição de equipamento médico, meios de protecção e medicamentos, com um senso de justiça. Aqueles países com maior disponibilidade de recursos devem compartilhar com os mais afectados e com os que chegam à pandemia menos preparados. 
Com esse enfoque, trabalha-se desde Cuba. Com ele, tenta-se oferecer a humilde contribuição de uma nação pequena, com escassas riquezas naturais e submetida a um longo e brutal bloqueio económico. Pudemos, durante décadas, acumular experiência no desenvolvimento da cooperação internacional em matéria de saúde, generosamente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e nossas contrapartes.
Nas últimas semanas, respondemos a solicitações de cooperação, sem nos determos a avaliar coincidências políticas ou vantagens económicas. Até o momento, foram enviadas, para unir-se ao esforço nacional e local de 20 países, 21 brigadas de profissionais da saúde, que se somam ou reforçam a brigadas de colaboração médica em 60 nações, as quais se incorporaram ao esforço de combater essa enfermidade onde já prestavam serviços.
Também compartilhamos alguns dos medicamentos produzidos pela ilha, os quais, segundo nossa prática, têm eficácia comprovada na prevenção ou tratamento da enfermidade. Adicionalmente, nosso pessoal médico participou, desde Cuba e via teleconferência, em consultas e debates sobre tratamentos específicos para pacientes ou grupos particulares destes, em vários países. 
Esse esforço é realizado sem descuidar da responsabilidade de proteger a população cubana, o que se cumpre com rigor, apesar das imensas limitações  impostas pelo bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos. Quem desejar conhecer, encontrará os dados que sustentam esta afirmação, pois são públicos. Quem tiver um mínimo de decência, compreenderá que o bloqueio exerce uma pressão extraordinária sobre Cuba, quando esta busca garantir os insumos materiais e os equipamentos que sustentam o sistema de saúde pública e as condições específicas para enfrentar essa pandemia.
Um exemplo recente foi o de um carregamento de ajuda procedente da China, que não pôde chegar a Cuba, porque a empresa transportadora alegou que o bloqueio económico dos Estados Unidos o impedia. Diante disso, altos funcionários do Departamento de Estado tiveram o cinismo de declarar que os Estados Unidos, sim, exportam a Cuba, tanto medicamentos como equipamentos médicos. Não são capazes, porém, de respaldar essas falsidades com um único exemplo de alguma transacção comercial entre os dois países.
É sabido, e está mais que fundamentado, que o bloqueio económico é o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba, para a prosperidade do país e para o bem-estar dos cubanos. Esta dura realidade, que se deve única e exclusivamente à obstinada e agressiva conduta do governo dos Estados Unidos, não nos impede  de oferecer nossa ajuda solidária. Não a recusamos a ninguém, nem mesmo a esse país que tanto prejuízo nos provoca, se fosse o caso. 
Cuba está convencida de que o momento reclama cooperação e solidariedade. Sustenta que um esforço internacional e politicamente livre de preconceitos, para desenvolver e compartilhar a pesquisa científica e para trocar as experiências de diversos países no trabalho preventivo, na protecção dos mais vulneráveis e nas práticas de conduta social, ajudará a encurtar a duração da pandemia e a reduzir o ritmo das perdas de vidas. Crê firmemente que o papel e a liderança das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde são imprescindíveis. 
A expansão viral será detida, provavelmente, com mais rapidez e menos custo, se agirmos em conjunto.  
Ficará, então, a crise económica e social que vem provocando à sua passagem, e cujas dimensões ninguém é capaz de vaticinar com certeza. 
Não se pode esperar esse momento, para unir vontades, com o fim de superar os grandes problemas e ameaças que encontraremos e responder aos que arrastamos desde antes de a pandemia começar a cobrar as primeiras vidas.
Se não se garante, aos países em desenvolvimento, o acesso à tecnologia, incluindo especialmente a do âmbito da saúde, que costuma concentrar-se nos países mais industrializados, e se estes não se dispõem a compartir, sem restrições ou egoísmos, os avanços da ciência e seus produtos, a imensa maioria da população do planeta ficará tão ou mais exposta que hoje, em um mundo cada vez mais interconectado.  
Se não se eliminam as medidas económicas coercitivas, motivadas por razões políticas, contra países em desenvolvimento, e se estes não forem exonerados da agoniante e impagável dívida externa e liberados da tutela impiedosa das organizações financeiras internacionais, não se poderá confiar na ilusão de que haverá uma melhor capacidade de resposta às desigualdades económicas e sociais, que, mesmo sem pandemia, matam milhões a cada ano, sem discriminar crianças, mulheres ou anciãos.
A ameaça à paz e à segurança internacional é real, e as agressões constantes contra determinados países a agravam. 
É muito difícil esperar que o eventual fim da pandemia levará a um mundo mais justo, mais seguro e mais decente, se a comunidade internacional, representada pelos governos de cada país, não se apressar, desde agora, a conciliar e adoptar decisões que, até o momento, mostram ser obstinadamente evitadas.
Ficará também a incerteza sobre quão preparada estará a humanidade para a próxima pandemia.  
Ainda é tempo de actuar e de mobilizar a vontade dos que hoje têm a responsabilidade de fazê-lo. Deixar para as futuras gerações, poderá ser tarde demais.
Havana, 16 de Abril de 2020


É hoje ! Tuitaço: #NoMasBloqueo - Por que todo dia 17 ?

                             DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA O BLOQUEIO A CUBA 

Entidades e pessoas do mundo, todos os meses, no dia 17 fazem um "tuitaço" para EXIGIR  o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba. Isso ocorre neste dia especificamente pelo seguinte: quando os 5 cubanos estavam injustamente presos em cárceres estadunidenses,todo dia 5 era realizado um "tuitaço" pela liberdade deles. (5por los 5) No dia 17 de dezembro de 2014 eles finalmente conseguiram a liberdade. A partir dessa data a solidariedade internacional passou  a reivindicar todo dia 17 o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposta a Cuba há quase sessenta anos.
Recentemente o bloqueio se agravou com o governo Trump (ver abaixo). 
Em meio à recente pandemia é inaceitável que se mantenha tal medida anacrônica e desumana.



Desde sua chegada à Casa Branca em início de 2017 Donald Trump se encarregou de varrer as esperanças  de distensão entre Estados Unidos e Cuba abertas em 17 de dezembro de 2014 pelos presidentes Barack Obama e Raúl Castro:
- Proibiu transações de empresas americanas com entidades cubanas vinculadas às Forças Armadas Revolucionárias e ao Ministério do Interior;
- Eliminou viagens individuas na categoria de intercâmbio povo a povo;
- Aplicou vigilância reforçada na proibição de viagens a Cuba fora do marco das 12 categorias autorizadas por lei dos EUA;
- Aplicou lista de funcionários do governo e de cidadãos cubanos que não podem receber vistos e remessas;
- Reiterou na ONU sua posição de não suspender o bloqueio contra Cuba;
- Retirou grande parte do pessoal diplomático estadunidense em Cuba alegando “ataques sônicos” contra eles.



Por esses motivos e em razão da crise mundial que enfrentamos, as entidades brasileiras de solidariedade a Cuba se reportam às autoridades e mídias norte-americanas para reivindicar o fim desta  medida unilateral, desumana e anacrônica.A carta foi traduzida para mais dois idiomas, enviada à Casa Branca, órgãos de imprensa do Brasil e do exterior e demais entidades para a mais ampla divulgação:

                  
                                      
 
             AO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS                               
    Para que ponha fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba.

                               Ao Sr. Presidente Donald Trump

    As 28 entidades brasileiras de solidariedade a Cuba que firmam este documento vêm publicamente EXIGIR  o fim do bloqueio que o governo dos Estados Unidos impõe a Cuba há quase sessenta anos.

        CONSIDERANDO que vivemos atualmente uma pandemia que atinge todos os países do planeta de forma indiscriminada e que vem cobrando de todos nós ações de unidade para vencer o inimigo invisível e letal;.
     CONSIDERANDO que valores humanos verdadeiros tem sido a reivindicação constante de governos, entidades nacionais e internacionais que pedem que se deixe de lado o que nos divide para agir pelo bem da humanidade;
       CONSIDERANDO que Cuba, neste contexto, tem demonstrado uma vez mais a solidariedade: atualmente com 14 brigadas médicas do Contingente Henry Reeves combatendo a pandemia em outras nações com 593 profissionais cubanos da saúde arriscando suas vidas e sendo reconhecidos no mundo inteiro;
     CONSIDERANDO que seja desnecessário demonstrar aqui a V.S. o que é de conhecimento público há alguns anos, a saber, que durante várias décadas o governo cubano tem prestado assistência médica em vários momentos de catástrofes e endemias em terremotos, furacões, problemas de saúde em geral sem jamais exigir nada em troca e apesar do bloqueio;
      CONSIDERANDO que assim mesmo, o governo estadunidense insiste em um bloqueio econômico, financeiro e comercial criminal e genocida  sem qualquer base real, uma vez que Cuba jamais agrediu esse ou qualquer outro país.
       CONSIDERANDO que Cuba não lança bombas contra outros povos, não possui armas nucleares ou biológicas ou químicas. Ao invés disso, envia médicos a qualquer lugar por mais longínquo que seja a quem necessite;
        CONSIDERANDO que Cuba persiste em sua solidariedade internacionalista apesar de um bloqueio criminoso jamais visto no mundo. Um bloqueio que impede mais solidariedade ainda, que traz prejuízos incalculáveis ao país em uma verdadeira guerra que seu país promove em tempos tão difíceis;
    CONSIDERANDO  que não se concebe que neste cenário mundial os EUA tenham chegado a extremos de implementar só em 2019 mais de 80 ações e medidas contra o povo cubano, aí incluída a aplicação dos títulos III e IV da mal denominada Lei Helms-Burton, a sanção a  27 empresas do setor energético para impedir o acesso da ilha  a combustíveis, multas a dezenas de entidades financeiras de diferentes países por transacionarem com Cuba e, recentemente o inconcebível impedimento de um navio atracar em Cuba com insumos médicos;

       CONCLUÍMOS:    

 É nesse contexto atual deste início do corrente ano que transparece mais claramente o caráter genocida e criminoso dessa disposição do seu governo em insistir com uma medida que um presidente de seu próprio país nomeou como inócua e inútil e essa é uma conclusão irrefutável.
      Sr. Presidente, a humanidade pede socorro. Atenda ao pedido de ajuda de todos como os demais mandatários racionais o fazem pelo mundo.  Cesse o bloqueio contra Cuba pelo bem de todos. Essa a única medida aceitável em um momento tão difícil para todos nós e para seu próprio país. Chega de bloqueio!
       Cabe a V.S. a decisão de como será avaliado pelo crivo da História.

               PELO FIM IMEDIATO DO BLOQUEIO CONTRA CUBA!
            
 Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba  - RJ
Capítulo Brasil do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos.
 Associação Cultural José Martí – RN
Associação Cultural José Martí – ES
Movimento Capixaba de Solidariedade a Cuba – ES
Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba – SP
Associação Cultural José Martí – TO
Associação Cultural José Martí– GO
Associação Cultural José Martí – SC
Associação Cultural José Martí – RS
Casa da Amizade Brasil – Cuba  - CE
Associação Cultural José Martí – PR
Representação Cultural José Martí – PR
Associação Cultural José Martí – RJ
Associação Cultural José Martí – MG
Comitê de Defesa da Revolução Cubana (CDR) – DF
Núcleo de Estudos Cubanos (NESCUBA)  - UNB  - DF
Unidade Popular  - CE
Centro Cearense Popular Manoel Lisboa de Moura  – CE
Associação Cultural José Martí– BA
Comitê de Defesa da Revolução Cubana – PA
Associação Cultural José Martí – PI
Associação Cultural José Martí – PB
 Comitê de Solidariedade a Cuba – SE
Associação Cultural José Martí do Grande ABC – SP
Centro Cultural Manoel Lisboa – PE
Associação Cultural José Martí – BS – SP
Comitê Estadual  Memória, Verdade e Justiça para a Democracia - PE

                                                                               Brasil, 9 de abril de 2020





Casa Branca  - Presidência                                                
                                               






                                                                                            New York Times          NYT  Internacional                                                          

                                              


     Brazilian Voice 


                                          
                                                                                             
   




Washington Post 






Redes sociais e mídias que publicaram a carta no Brasil e no exterior: 








                                            SEGUIMOS !!  VENCEREMOS !!    HLVS



BRAZILIAN GROUPS IN SOLIDARITY WITH CUBA DEMAND TRUMP  END  THE BLOCKADE OF CUBA

#BlockadeNoSolidarityYes

TO THE GOVERNMENT OF THE UNITED STATES

We call for an end to the economic, commercial and financial blockade imposed on Cuba.

To President Donald Trump

The 28 Brazilian groups in solidarity with Cuba that have signed this document are publicly DEMANDING the end of the blockade that the United States government has imposed on Cuba for almost sixty years.
CONSIDERING we are currently living through a pandemic that is indiscriminately reaching all the countries of the planet  that has been demanding from us actions of unity to defeat this invisible and lethal enemy
CONSIDERING that true human values have been the constant demand of governments, national and international entities that are asking to leave behind what divides us in order to act for the good of all of humanity
CONSIDERING that Cuba, in this context, has once again demonstrated remarkable solidarity by sending 14 medical brigades of the Henry Reeves Contingent to fight the pandemic in other nations with 593 Cuban health professionals risking their lives and being recognized worldwide;
CONSIDERING that it is unnecessary to demonstrate here to you what has been public knowledge for some years, namely that for several decades the Cuban government has provided medical assistance at various times during catastrophes and endemics including earthquakes, hurricanes, and health problems in general without ever asking for anything in return and in spite of the unilateral blockade;
CONSIDERING that, on top of that, the U.S. government insists on an economic, financial and commercial, criminal and genocidal blockade without any real basis, as Cuba has never attacked that or any other country
CONSIDERING that Cuba does not drop bombs on other people, does not possess nuclear, biological or chemical weapons. Instead, it sends doctors to any corner of the world, no matter how far away it is, to whomever needs them;
CONSIDERING that Cuba persists in its internationalist solidarity despite a criminal blockade never seen before in the world. A blockade that prevents even more solidarity, that brings incalculable damage to the country in a real war that your country promotes in such difficult times;
CONSIDERING that it is inconceivable that in this world stage the United States reached the point of implementing more than 80 actions and measures against the Cuban people in 2019 alone, including the application of Titles III and IV of the so-called Helms-Burton Act, the sanctioning of 27 companies in the energy sector to prevent the island's access to fuel, fines on dozens of financial institutions in different countries for making financial exchanges with Cuba and, recently, and the inconceivable impediment of a ship trying to dock in Cuba with medical supplies;

WE CONCLUDE:

It is in the current context of the beginning of this year that the genocidal and criminal nature of his government's willingness to insist on a measure that a president of his own country named as innocuous and useless is most clearly evident, and that is an irrefutable conclusion.
Mr. President, humanity is crying out for help. We demand you respond to everyone's call for help as other rational leaders do for the world. End the blockade against Cuba for the good of all. That is the only acceptable measure at such a difficult time for all of us and for your own country.
It is up to you to decide how you will be remembered by history.

FOR THE IMMEDIATE END OF THE BLOCKADE AGAINST CUBA!

16 de abr. de 2020

#BloqueoNoSolidaridadSi


A COVID-19: Solidariedade ou navegar pelos mares incertos do egoísmo
Autor: Raúl Antonio Capote | internacionales@granma.cu      10 de abril de 2020 


Só há dois caminhos ante a "nova peste": se somar à solidariedade ou subir na barca dos néscios e navegar pelos mares incertos do egoísmo, convertendo-se em homicida involuntário de sua família, de seus amigos, de seus vizinhos e de seus compatriotas.


                     Médicos cubanos em Lombardía, a solidariedade é o caminho. Foto: AFP


    Daniel Defoe em seu Diário do ano da peste descreve a Londres de 1665, assolado pela “praga”. É possível imaginar, através da leitura da obra, a terrível situação dos habitantes da cidade.
Ante o avanço da epidemia, os ricos e poderosos buscaram refúgio longe da urbe, e a família real foi-se a Oxford enquanto a doença fazia estragos nos bairros pobres. Charlatães de todo tipo vaticinavam catástrofes e assinalavam augúrios. Monges flagelantes percorriam as ruas iluminadas pelas fogueiras.
    Apesar de que muitos escaparam de Londres, alguns funcionários da cidade ficaram e organizaram o confronto à epidemia. Junto aos médicos, jogaram um importante papel na salvação de homens, mulheres  e crianças.
    O governo local recorreu ao confinamento das pessoas em suas casas para mitigar a praga, as casas com doentes eram marcadas e fechadas; contagiados e familiares deviam permanecer no interior das moradias, e na porta colocava-se um guardião encarregado de comprar os alimentos necessários e de avisar aos coveiros quando alguém morria. O castigo por violar o confinamento era muito severo.
     A medida de isolar aos doentes impediu que a praga se estendesse ainda mais, em uma época onde os conhecimentos médicos eram bem escassos.
    “De não se ter posto em vigor a medida do confinamento dos doentes, Londres se teria convertido no lugar mais terrível do mundo”, conta o relato de Defoe.
      Os médicos, armados do que podiam, tentavam socorrer os infectados. Aqueles doutores da peste, famosos em toda Europa, se vestiam com uma longa túnica, luvas de pele, chapéu de aba larga e levavam na mão uma bengala que usavam para remover pacientes, evitando um possível o contato físico.
       O mais característico dessa vestimenta era uma máscara com lentes grossas para proteger os olhos e um bico de pássaro, pelo qual o médico respirava para filtrar os miasmas e maus cheiros.
       Segundo coincidem vários historiadores, a primeira vez que se recorreu à quarentena foi durante a epidemia da lepra, que assolou Lyon, França no ano 583, que no bíblico Pentateuco se mencionam formas de isolamento ante epidemias que datam de mais de  3 000 anos.
      Os historiadores estimam que o termo quarentena apareceu em Veneza em tempos da peste bubônica. Sua origem está no termo quaranta giorni, pelos 40 dias que esteve Jesus no deserto.
       Estas medidas de isolamento têm salvado milhões de vidas ao longo da história. A epidemia do SARS (síndrome respiratória aguda grave), que teve sua origem em novembro de 2002, em Cantão, China, e desde ali, chegou a Hong Kong e Vietnã, foi declarado epidemia controlada no final de 2003, graças à quarentena.
       Só há dois caminhos ante a “nova peste”: se somar à solidariedade ou subir na barca dos néscios e navegar pelos mares incertos do egoísmo, convertendo-se em homicida involuntário de sua família, de seus amigos, de seus vizinhos e de seus compatriotas. Alea iacta est.*

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba



*N.T :brocardo latino:a sorte está lançada”

                                                 Atualmente (16/04) já são 18 brigadas cubanas