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20 de abr. de 2026

OS MÉTODOS FASCISTAS VISAM QUEBRAR A VONTADE DOS PRISIONEIROS PALESTINOS

                                                                                                              

Mais de 9.600 palestinos permanecem em prisões israelenses, de acordo com o jornalista e ativista Bassel Salem, em entrevista à Al Mayadeen durante o 5º Colóquio Internacional de Comunicação Digital, em Havana.

Salem explicou que a situação dos detidos encontra-se num ponto especialmente crítico. Ele enfatizou que entre os detidos estão crianças, adolescentes e mulheres, e que mais de dois mil permanecem em detenção administrativa, uma medida que ele descreveu como arbitrária.

“Cada um tem a sua própria história, a sua própria vida, e é privado da sua liberdade”, afirmou o jornalista no contexto do Dia do Prisioneiro Palestino, uma data que, segundo ele, “é um compromisso anual com os nossos heróis, combatentes e prisioneiros nas prisões sionistas”.

Ele alertou que a comemoração deste ano é marcada por uma urgência ainda maior. Denunciou a recente aprovação, pelo Knesset israelense, de uma lei que "abre as portas para a execução de prisioneiros palestinos acusados ​​de atos letais contra o ocupante".

Salem descreveu as condições como "desumanas". Muitos detidos sofrem “tortura diária” e são privados de comida, medicamentos e cuidados médicos, o que leva a mortes dentro das prisões. "Estes são métodos fascistas e sionistas, uma tentativa de quebrar a vontade dos nossos prisioneiros", afirmou.

O jornalista inseriu essa realidade num contexto histórico mais amplo. Ele observou que, desde 1967, “mais de um milhão de palestinos passaram por prisões” e argumentou que os detidos deveriam ser considerados prisioneiros de guerra, afirmando que a Palestina está vivenciando “uma guerra de libertação”.

Salem concluiu com um apelo à solidariedade internacional. Ele afirmou que defender os prisioneiros palestinos "faz parte da defesa da humanidade" e pediu apoio da América Latina, do mundo árabe, da Europa e até mesmo dos Estados Unidos.

Todo dia 17 de abril é comemorado o Dia do Prisioneiro Palestino, data estabelecida em 1974 e que este ano ocorre em meio a um dos cenários mais críticos das últimas décadas.

O dia não só comemora a resistência daqueles que permanecem detidos, mas também expõe uma política de desumanização que se intensificou com a recente aprovação, em 30 de março, de uma legislação que facilita a aplicação da pena de morte a prisioneiros palestinos.

Num contexto em que os tribunais militares oferecem garantias mínimas, esta norma introduz um novo nível de risco para uma população que vive sob ocupação.


https://cubaenresumen.org/2026/04/18/metodos-fascistas-buscan-quebrar-la-voluntad-de-prisioneros-palestinos

Trad/Ed : @comitecarioca21

                                                         

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