Mais de 9.600 palestinos permanecem em prisões israelenses,
de acordo com o jornalista e ativista Bassel Salem, em entrevista à Al Mayadeen
durante o 5º Colóquio Internacional de Comunicação Digital, em Havana.
Salem explicou que a situação dos detidos encontra-se num
ponto especialmente crítico. Ele enfatizou que entre os detidos estão crianças,
adolescentes e mulheres, e que mais de dois mil permanecem em detenção administrativa,
uma medida que ele descreveu como arbitrária.
“Cada um tem a sua própria história, a sua própria vida, e
é privado da sua liberdade”, afirmou o jornalista no contexto do Dia do
Prisioneiro Palestino, uma data que, segundo ele, “é um compromisso anual com
os nossos heróis, combatentes e prisioneiros nas prisões sionistas”.
Ele alertou que a comemoração deste ano é marcada por uma
urgência ainda maior. Denunciou a recente aprovação, pelo Knesset israelense,
de uma lei que "abre as portas para a execução de prisioneiros palestinos
acusados de atos letais contra o ocupante".
Salem descreveu as condições como "desumanas".
Muitos detidos sofrem “tortura diária” e são privados de comida, medicamentos e
cuidados médicos, o que leva a mortes dentro das prisões. "Estes são
métodos fascistas e sionistas, uma tentativa de quebrar a vontade dos nossos
prisioneiros", afirmou.
O jornalista inseriu essa realidade num contexto histórico
mais amplo. Ele observou que, desde 1967, “mais de um milhão de palestinos
passaram por prisões” e argumentou que os detidos deveriam ser considerados
prisioneiros de guerra, afirmando que a Palestina está vivenciando “uma guerra
de libertação”.
Salem concluiu com um apelo à solidariedade internacional.
Ele afirmou que defender os prisioneiros palestinos "faz parte da defesa
da humanidade" e pediu apoio da América Latina, do mundo árabe, da Europa e
até mesmo dos Estados Unidos.
Todo dia 17 de abril é comemorado o Dia do Prisioneiro
Palestino, data estabelecida em 1974 e que este ano ocorre em meio a um dos
cenários mais críticos das últimas décadas.
O dia não só comemora a resistência daqueles que permanecem detidos, mas também expõe uma política de desumanização que se intensificou com a recente aprovação, em 30 de março, de uma legislação que facilita a aplicação da pena de morte a prisioneiros palestinos.
Num contexto em que os tribunais militares oferecem garantias mínimas, esta norma introduz um novo nível de risco para uma população que vive sob ocupação.
Trad/Ed : @comitecarioca21

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