21 de mai. de 2026

DECLARAÇÃO DO COMITÊ INTERNACIONAL PAZ, JUSTIÇA E DIGNIDADE AOS POVOS

                             

O Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos rejeita e condena a escalada de agressões do governo dos EUA contra Cuba.

Neste dia 20 de maio, 131 anos após a morte em combate de José Martí, a máfia de Miami, liderada por congressistas anticubanos, apresentou uma acusação contra o General do Exército Raúl Castro Ruz por um ato de legítima defesa ocorrido em 24 de fevereiro de 1996.

Naquele dia, três aeronaves da organização terrorista Hermanos al Rescate (HAR), liderada pelo criminoso José Basulto, violaram pela 26ª vez o espaço aéreo cubano.

Durante dois anos, de 1994 a 1996, em pleno período especial, a HAR realizou múltiplas incursões aéreas. Repetidamente, por vinte e cinco vezes, realizaram voos sobre as cidades de Havana e Matanzas. Cada voo era uma provocação e cada provocação colocava em risco a segurança nacional de Cuba, seus habitantes e o corredor aéreo nacional e internacional. Os aviões da HAR lançavam panfletos contrarrevolucionários, folhetos que incitavam à sedição ou pesticidas para destruir as plantações. Voavam a baixa altitude para burlar os radares, mas podiam ser vistos do Malecón.

Cada incursão ilegal foi denunciada pelo governo cubano ao governo dos EUA e aos organismos internacionais de aviação. Fidel deixou claro que não haveria mais tolerância a agressões ao espaço aéreo, marítimo e terrestre de Cuba.

Em 24 de fevereiro de 1996, a Força Aérea cubana advertiu os terroristas da HAR para que recuassem e não invadissem o espaço aéreo cubano.

O chefe Basulto ordenou que os dois aviões continuassem, mas, covardemente, deu meia-volta e voltou para Miami. Os dois aviões foram abatidos, caindo em águas marítimas cubanas.

Os Estados Unidos ocultaram por 30 anos as imagens de satélite que comprovam que os aviões violaram o espaço aéreo e caíram em águas marítimas cubanas.

Um único testemunho, do proprietário de um iate de luxo, intimamente ligado à sinistra Fundação Nacional Cubano-Americana de Miami, afirmou que o abate ocorreu em águas internacionais.

Nós, que participamos da campanha internacional pela liberdade dos Cinco Patriotas Cubanos, tomamos conhecimento detalhado ao analisar a falta de provas da acusação.

O único responsável por aquele lúgubre fato de legítima defesa foi o governo dos Estados Unidos, que permitiu e permite a impunidade de grupos terroristas como o Hermanos al Rescate, que, por trás da fachada de seu nome, se dedicava ao tráfico de drogas, a atentados terroristas, ao contrabando e ao tráfico ilegal de migrantes.

Os Estados Unidos mentem descaradamente e manipulam os fatos, carecem de qualquer base jurídica e realizaram esse espetáculo vergonhoso para continuar aumentando a pressão a limites desumanos que provoquem uma explosão interna ou justifiquem uma agressão militar.

Raúl, o do Moncada, o do Granma, o jovem da Sierra Maestra e da vitória resplandecente de 1º de janeiro, é a força do povo uniformizado e do povo comum. Raúl brilhou como Comandante guerrilheiro à frente da II Frente Oriental. Como estadista, conseguiu os Acordos de Paz na Colômbia e a retomada das relações com os Estados Unidos. Conquistou o respeito de todo o mundo.

Seu humanismo, sua ética, seu exemplo de vida militante, sua fidelidade a Fidel, ao ideário de Martí e ao seu povo fizeram com que ele entrasse, aos 95 anos, na alma da história de Cuba. Quem se atrever a querer sequestrar a história perecerá nela.

Fazemos nossa a Declaração do Governo Revolucionário Cubano, convocamos a solidariedade internacional a se mobilizar em todo o mundo para evitar a guerra e a agressão militar dos Estados Unidos contra Cuba.

Cuba não ameaça, não ofende nem invade ninguém; Cuba quer que a deixem viver em paz, sem bloqueio nem sanções, mas se for atacada, se defenderá. Com ela e ao seu lado, na linha de frente estará a solidariedade internacional.

Diante da agressão imperial no Centenário de Fidel, dizemos mais alto do que nunca:

Não ao imperialismo! Não ao fascismo!

Viva a Revolução!

Viva Fidel e Raúl!

Havana, 20 de maio de 2026   


https://cubaenresumen.org/2026/05/21/comite-internacional-paz-justicia-y-dignidad-a-los-pueblos-rechaza-y-condena-la-escalada-de-agresiones-del-gobierno-de-ee-uu-contra-cuba/ 

                        


BEN GVIR TRANSFORMA O SEQUESTRO DA FLOTILHA EM UM ESPETÁCULO DE HUMILHAÇÃO E ABRE UMA BRECHA EM "ISRAEL"

                                 

    O ministro de extrema-direita exibe centenas de ativistas algemados como troféus de guerra, enquanto a Europa começa, timidamente, a reagir à impunidade do Estado sionista de Israel.

O Estado sionista de Israel vem destruindo Gaza há meses diante dos olhos do mundo. Fome. Bombardeios. Hospitais destruídos. Crianças mutiladas. Jornalistas assassinados. E agora, demonstrações públicas de humilhação contra ativistas internacionais detidos em águas internacionais. Porque eles nem sequer escondem mais nada. Eles gravam. Editam. Publicam com orgulho.

Em 20 de maio , o Ministro da Segurança Nacional de Israel, o direitista Itamar Ben Gvir, divulgou um vídeo do porto de Ashdod mostrando dezenas de ativistas da Flotilha Global Sumud amarrados, ajoelhados e amontoados sob o sol, enquanto o hino nacional israelense era tocado por alto-falantes. Ben Gvir sorriu. Acenou com uma bandeira. "Bem-vindos a Israel", disse ele em tom de deboche.

                                                          https://x.com/haaretzcom/status/2057063202639253845 

                                                                                                                       

                  Não se trata de uma cena isolada. É uma declaração política.

A flotilha tentava romper o bloqueio marítimo imposto por Israel a Gaza desde 2007 e entregar ajuda humanitária a uma população que as Nações Unidas descrevem há meses como sofrendo uma catástrofe humanitária sem precedentes. A resposta israelense foi interceptar os navios em águas internacionais, prender cerca de 430 pessoas e usar a prisão como propaganda ultranacionalista.

O sadismo político como mensagem de Estado

O que mais perturba não é apenas a violência em si, mas a naturalidade com que ela ocorre. As imagens mostram policiais israelenses arrastando ativistas pelo pescoço, obrigando-os a permanecer algemados e de bruços, e empurrando ao chão uma mulher que gritava "Palestina Livre".

Enquanto isso, Ben Gvir fala sobre "apoiadores do terrorismo". A mesma velha desculpa de sempre. Vale tudo se a palavra Hamas for mencionada. Não importa se são trabalhadores humanitários, médicos, ativistas pela paz ou membros do parlamento. O Estado sionista de Israel transformou a acusação de terrorismo em uma licença política para justificar qualquer abuso. Até mesmo o sequestro de civis em alto-mar.

A organização Adalah, que oferece assistência jurídica a alguns dos detidos, denunciou uma “política criminosa de abuso e humilhação”. Observou ainda que esta não é a primeira vez que tais incidentes ocorrem e que Israel nunca foi responsabilizado por eventos semelhantes.

Isso é o que importa. Impunidade.

Porque Ben Gvir não surgiu do nada. Ele é ministro. Ele tem poder institucional. Ele controla a polícia israelense. Ele passou anos defendendo medidas brutais contra a população palestina e contra detidos, desde cortes no fornecimento de água e comida nas prisões até a defesa aberta da pena de morte.

No entanto, o Ocidente continua a tratar Israel como uma democracia.

Uma democracia onde um ministro desfila seres humanos algemados como se fossem animais derrotados. Uma democracia onde navios civis são interceptados em águas internacionais. Uma democracia onde a ajuda humanitária é apresentada como uma ameaça militar. Uma democracia onde a extrema-direita racista é parte estrutural do governo.

Em seguida, surgiram as nuances diplomáticas. Netanyahu descreveu o vídeo de Ben Gvir como algo que "não está em conformidade com os valores e normas de Israel". O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, classificou-o como uma "apresentação vergonhosa".

Mas ninguém questionou a questão fundamental. Ninguém criticou o sequestro da flotilha. Ninguém falou em suspender o bloqueio a Gaza. Eles só discutem a encenação. Se era apropriado filmar tudo.

É a diferença entre violência e relações públicas.                              

Integrantes da flotilha presos por "israhell"e humilhados (maio de 2026 )

A Europa começa a se sentir desconfortável com o que não pode mais ser escondido.

A divulgação do vídeo provocou protestos diplomáticos da Espanha, Itália e França. O governo espanhol convocou novamente o representante diplomático israelense e descreveu o tratamento dado aos ativistas como “monstruoso, indigno e desumano”.

José Manuel Albares lembrou que entre os detidos estavam 44 espanhóis e sublinhou algo óbvio: a interceptação ocorreu em águas internacionais, onde Israel “não tem o direito de tocar em nenhum espanhol”.

Parece óbvio. Mas temos visto há meses como as coisas mais básicas e óbvias desaparecem quando se fala de Israel.

A Itália também exigiu explicações. A França convocou o embaixador israelense e classificou o tratamento como “inaceitável”. Mesmo dentro do próprio governo israelense, houve vozes preocupadas com os danos internacionais que Ben Gvir estava causando.

Danos internacionais. Isso de novo.

Não é o sofrimento em Gaza. Não são os detidos. Não é o direito internacional. O problema surge quando as imagens se tornam demasiado obscenas, mesmo para os aliados.

O ativista espanhol-palestino Saif Abukeshek, deportado após dez dias de detenção, rapidamente desmantelou a narrativa de um “incidente isolado”. Ele afirmou que Ben Gvir “representa o governo” e que o exército israelense não intercepta navios em alto-mar sem ordens políticas.

E ele tem razão.

Porque isto não é um desvio do sistema israelense. É o sistema funcionando exatamente como foi concebido: ocupação, punição coletiva, propaganda e desumanização.

Talvez o mais perigoso não seja Ben Gvir. O mais perigoso é que, após meses de genocídio transmitido ao vivo, ainda existam governos europeus fingindo surpresa cada vez que o Estado sionista de Israel mostra ao mundo o que realmente é.

https://spanishrevolution.net/ben-gvir-convierte-el-secuestro-de-la-flotilla-en-un-espectaculo-de-humillacion-y-abre-una-grieta-en-israel

Declaração do  gov.br: https://www.brasil247.com/brasil/itamaraty-critica-tratamento-humilhante-e-pede-libertacao-imediata-de-brasileiros-presos-ilegalmente-por-israel

Trad/Edição: @comitecarioca21

Mural MST 

20 de mai. de 2026

DECLARAÇÃO DO COMITÊ CARIOCA DE SOLIDARIEDADE A CUBA

                           

  

      O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba vem expressar sua mais profunda indignação pela tentativa insana do governo dos Estados Unidos em criminalizar o General Raul Castro, ícone da Revolução Cubana.

      Trata-se de mais uma calúnia contra um cidadão cubano e todos sabemos muito bem que a perseguição não tem limites. O governo estadunidense não possui legitimidade nem sequer competência para ajuizar qualquer ação contra cidadão de fora de seu país, e essa é uma simples base jurídica decorrente do mais básico direito Internacional. 

    Por que insistir, então, em uma ameaça inócua contra um prócer de outro país? A acusação que seria imputada ao General Raul Castro – a derrubada de aviões estadunidenses em espaço aéreo cubano – é de total conhecimento público e a partir deste fato se comprova a desonestidade do seu “acusador”. 

       É fato que o governo dos EUA se encontra cada vez mais isolado na comunidade internacional e os motivos estão muito claros. Desde a posse do atual governo e a partir do início daquele mandato, as ameaças e medidas contra Cuba têm sido constantes e absurdamente criminosas. Estamos assistindo uma guerra silenciosa contra todo o povo cubano, diariamente. Todos os obstáculos e asfixias praticados por aquele governo por meio do reforço de medidas coercitivas unilaterais, incluindo o bloqueio energético injusto e genocida e as ameaças de agressão armada estão aí. Publicamente.

    O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba se une às demais declarações de apoio ao General Raul Castro Ruz prestando toda a nossa solidariedade irrestrita a este herói da Revolução Cubana que continua nos demonstrando que outro mundo é possível. E necessário.  HASTA LA VICTORIA! 

  Rio de Janeiro, 20 de maio de 2026



 El Comité Carioca de Solidaridad con Cuba desea expresar su más profunda indignación ante el intento descabellado del gobierno de los Estados Unidos de criminalizar al general Raúl Castro, ícono de la Revolución Cubana.

      Se trata de una calumnia más contra un ciudadano cubano y todos sabemos muy bien que la persecución no tiene límites. El gobierno estadounidense carece de legitimidad e incluso de competencia para entablar cualquier acción judicial contra un ciudadano de fuera de su país, y esta es una simple base jurídica derivada del derecho internacional más básico. 

    ¿Por qué insistir, entonces, en una amenaza inofensiva contra un líder de otro país? La acusación que se le imputaría al general Raúl Castro —el derribo de aviones estadounidenses en el espacio aéreo cubano— es de dominio público y, a partir de este hecho, queda demostrada la deshonestidad de su «acusador». 

       Es un hecho que el gobierno de EE. UU. se encuentra cada vez más aislado en la comunidad internacional y los motivos son muy claros. Desde la toma de posesión del actual gobierno y desde el inicio de ese mandato, las amenazas y medidas contra Cuba han sido constantes y absurdamente criminales. Estamos presenciando una guerra silenciosa contra todo el pueblo cubano, a diario. Todos los obstáculos y asfixias practicados por ese gobierno mediante el refuerzo de medidas coercitivas unilaterales, incluyendo el bloqueo energético injusto y genocida y las amenazas de agresión armada, están ahí. Públicamente.

    El Comité Carioca de Solidaridad con Cuba se une a las demás declaraciones de apoyo al General Raúl Castro Ruz, brindando toda nuestra solidaridad sin límites a este héroe de la Revolución Cubana que sigue demostrándonos que otro mundo es posible. Y necesario. ¡HASTA LA VICTORIA!

                                                      Río de Janeiro, 20 de mayo de 2026


18 de mai. de 2026

DECLARAÇÃO DA REDE DE INTELECTUAIS E ARTISTAS EM DEFESA DA HUMANIDADE

                                             

 Cuba continua de pé. Trabalha, cria e luta contra a ameaça do imperialismo

Declaração do capítulo cubano da Rede em Defesa da Humanidade

O imperialismo planeja friamente cada passo. Cada passo faz parte de sua obsessão histórica de se apoderar de Cuba.

Ao bloqueio histórico — o mais longo da história — acrescentou o bloqueio de combustíveis, sob chantagem e ameaças a quem tentar vender petróleo a Cuba. A isso, somou um conjunto de sanções entre 29 de janeiro e 7 de maio.

Nesse terreno de privações calculadas que chegam à asfixia, em meio a esforços titânicos do Governo Revolucionário de Cuba para instalar fontes de energia solar, chegou um navio em abril, enviado pela Rússia, que ajudou a amenizar a grave situação energética.

Não é por acaso que, com o esgotamento do combustível e diante da chegada do verão, o governo Trump jogou duas cartas: solicitar permissão para a visita do diretor da CIA e oferecer 100 milhões de dólares como ajuda humanitária.

Em meio a enormes pressões, impõe-se como mantra a frase do secretário de Estado Marco Rubio: “Cuba é um Estado falido”. Somada à crença de Trump: “Eles virão até nós”.

Marco Rubio tirou de seu baú de mentiras o alerta: “Bases da China e da Rússia instaladas em Cuba são uma ameaça para o Hemisfério Ocidental”.

Tudo isso é absolutamente falso, todos sabem disso: desde os congressistas que visitaram Cuba até a grande mídia.

Não é um diagnóstico, é o planejamento perverso de um império decadente que acredita estar diante de seu fruto maduro. Agora, começou a nova narrativa: “Drones cubanos seriam ativados”. Tentam preparar o golpe final.

Sua derrota no Irã, a proximidade das eleições de meio de mandato, a mobilização de mais de seis milhões de cubanos dispostos a defender sua soberania, não ter conseguido provocar uma revolta interna e constatar que o povo continua trabalhando e resistindo os deixou desesperados.

A minoria fascista anticubana ancorada na Flórida finalmente encontrou um governo sobre o qual se impor, pressionar e tentar subjugar, chantagem com seus votos. 

Eles querem uma vitória rápida. Querem reinstalar o cassino, as drogas e a prostituição. Querem o porto, as escolas, as propriedades nacionalizadas.

É a pressa do império quando sente que o tempo está se esgotando.

Um bloqueio feroz de mais de seis décadas não serviu para que compreendessem o custo de sua política punitiva e fracassada. Eles não entendem com que povo estão lidando.

Este é o mesmo povo e o mesmo Exército Rebelde que, após anos de luta internacionalista na África, sentou-se à mesa de negociações onde o imperialismo tentou arrancar-lhe a certeza de se cruzaria ou não a fronteira da Namíbia. E o líder cubano respondeu: “Nós nem podemos dizer que o faremos nem que não o faremos”.

Nunca saberão da nossa decisão silenciosa. 

Nunca conhecerão os sacrifícios que estamos dispostos a fazer.

Esse internacionalismo herdado de Fidel e Raúl não ampliou nossas fronteiras geográficas, nem trouxe ouro e prata; apenas trouxe para o nosso solo os mortos que entregamos. Mas ampliou para sempre nossas fronteiras políticas, de solidariedade e respeito sem igual.

E esse é o fato que o império, em seu desespero, não consegue compreender: que uma invasão a Cuba não será apenas contra Cuba. Será contra todos os povos do mundo que começam a se mobilizar e se alistar, como fizeram em Girón para defender Cuba diante da agressão.

 A resistência não terá uma única trincheira: ela se multiplicará em cada espaço da Nossa América e além.

Cuba conhece o roteiro porque o sofreu por mais de sessenta anos. Sabe que por trás de cada acusação há um plano de dominação, por trás de cada “ameaça” inventada há uma frota pronta para zarpar, e por trás de cada “nação falida” está a ganância de quem sonha em repartir seus despojos.

 Mas este povo não é novato na resistência. Vem de muito longe e lembra de onde parte sua primeira missão.

Quando na Sierra Maestra os foguetes estadunidenses caíram sobre a casa do humilde camponês Mario Sariol, Fidel proferiu as palavras que hoje ressoam com idêntica atualidade: " “Ao ver os foguetes que lançaram na casa de Mario, jurei a mim mesmo que os americanos vão pagar caro pelo que estão fazendo'".

Quando esta guerra acabar, começará para mim uma guerra muito mais longa e grande: a guerra que vou travar contra eles. Percebo que esse será o meu verdadeiro destino”.

Aquela certeza não foi um slogan de emergência, foi a bússola fundacional da Revolução. E é essa bússola que continua nos guiando. Eles querem nosso colapso. Querem nossa humilhação. Eles se enganam de povo. Eles se enganam de história.

 Só saberão, quando tentarem o golpe final, que Cuba continua de pé, agarrada à sua primeira missão, que é também sua última trincheira: lutar contra o imperialismo.

Hasta la victoria, siempre ! 

Havana, 18 de maio de 2026

                           

RESUMINHO DAS DUAS VISITAS ESTADUNIDENSES DESTA SEMANA

                                                                              Por Patricio Montesinos

Dois eventos significativos e históricos ocorreram no mundo nos últimos dias: o encontro em Pequim entre o presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo americano, Donald Trump, e uma reunião em Havana entre o chefe da Agência Central de Inteligência (CIA), John Raccliffe, e altos funcionários do Ministério do Interior cubano. 

Ambos os eventos atraíram a atenção de diversos veículos de comunicação, grandes conglomerados de mídia e especialistas e analistas políticos, enquanto as redes sociais foram inundadas com opiniões de todos os tipos.   

Os representantes dos EUA, Trump e Raccliffe, viajaram curiosamente para dois países comunistas que Washington sempre considerou seus adversários, o que são claramente eventos de grande importância.   

O atual ocupante da Casa Branca fez sua primeira visita de Estado ao gigante asiático em busca de apoio para ajudar os EUA a saírem do atoleiro em que se encontram devido à sua acentuada hostilidade e ao seu crescente isolamento global.

Naturalmente, seus anfitriões, liderados pelo presidente Xi, estabeleceram limites claros para o ocupante do Salão Oval e sua delegação, embora o tenham feito com elegância e a alta diplomacia característica da China.

Apesar das especulações da imprensa e de vários especialistas, pouco foi revelado sobre os resultados dessa visita; no entanto, ficou claro que Washington não tem outra opção senão se comportar de maneira apropriada em relação à nação que atualmente é a mais poderosa economicamente do planeta.

Quase simultaneamente, todos ficaram surpresos com a chegada a Havana, pela primeira vez, de um chefe da CIA, num momento em que os EUA ameaçam um possível ataque militar à ilha caribenha e intensificam o bloqueio que impõem há quase sete décadas.

Inimigos ferrenhos repetem como papagaios que a viagem de Raccliffe é o golpe final para destronar o governo da maior das Antilhas e pôr fim à sua Revolução, iniciada em 1º de janeiro de 1959.

Mas, mais uma vez, e fazendo comparações irrelevantes, omitem intencionalmente que os cubanos lutam contra a CIA e suas ações hostis desde o início do seu processo revolucionário.

Eles também ignoram o fato de que Cuba já enganou e derrotou a principal agência de inteligência dos EUA em inúmeras ocasiões, e Washington sabe disso muito bem. 

O próprio secretário de Estado Marco Rubio, profundamente anticubano e descrito por alguns como um linha-dura de Trump, teve que reconhecer que os serviços secretos do arquipélago mais antigo do Caribe estão entre os mais fortes do mundo.

Nos recentes encontros em Pequim e Havana, as autoridades do gigante asiático e da ilha caribenha deixaram claro aos seus convidados que continuarão a defender o diálogo, a colaboração e a paz, mas que, ao mesmo tempo, estão preparadas, juntamente com seus povos, para enfrentar qualquer alegada agressão.       

   16 de maio de 2026              

    https://europaporcuba.blogspot.com/2026/05/china-sento-trump-en-beijing-y-cuba-al.html




15 de mai. de 2026

MAIS UM DIA EM MARICÁ, ESSA CIDADE TÃO ESPECIAL .💘

Dia 8 de maio de 2026 partimos para Maricá. 

  Desta vez o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba convidou o Dr. Leandro Bertoldi, médico da Bahia e graduado na Escola Latinoamericana de Medicina (ELAM) localizada em Cuba, a conhecer Maricá. Ele já havia ouvido falar da cidade e tinha muita curiosidade em conhecer um município que conta com transporte tarifa zero (ônibus, vans), bicicletas da prefeitura (ou seja, sem publicidade de empresa), e  um hospítal de referência para a populaçao de nome Dr. Ernesto Che Guevara. 

    Além disso, um lindo cinema também gratuito (Cine Henfil), moeda própria (mumbuca), um grupo do MST alfabetizando moradores locais (Sim, Eu Posso), além do investimento em plantações orgânicas.

   Começamos a visita pela cooperativa COOPERAR que conta com um banco de sementes crioulas e uma horta agroecológica que serve gratutamente à população local. Nesse ponto agradecemos à companheira Andrea Maas que nos levou ao local das sementes crioulas e em seguida à Horta Agroecológica em outro local. O Sr. José Rosa, responsável pela conservação do local nos deu uma verdadeira aula sobre as semeaduras, a variedade impressionante de plantações, suas propriedades medicinais e compostagem.       

A Horta Agroecológica 
sementes crioulas

                  


compostagem 

       


                          


Em seguida, Andrea Maas nos levou ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara onde já tínhamos agendado a visita. Ali fomos recebidos pela diretora do hospital, Dra. Ana Paula Silva que nos guiou a conhecer todo o imenso hospital, inaugurado há seis anos (mais informações aqui:https://shre.ink/7Wrx). Ali nos juntamos ao também querido companheiro Carlos Alves, morador de Maricá, sempre muito presente e nossa referência local. Em 2024 estivemos juntos presenteando o hospital com uma quadro de Ernesto Guevara para o hospital. E não é que o quadro está bem localizado ? Na recepção do hospital. Combinamos de levar mais um quadro do Che na próxima visita.

Dr Leandro Bertoldi com Dra Ana Paula Silva 

                      O hospital é realmente impressionante pelo tamanho e organização.  Além disso, uma ala está sendo construída para hemodiálise - muito importante, porque sem isso os pacientes locais tinham que fazê-la em Niterói.... O Hospital recebeu da população usuária nota 92. Os funcionários percebe-se  que trabalham com muita atenção, cuidado e boa vontade.

                             

           
O quadro doado pelo Comitê em 2024
                                                                           

                                                                                           

De se ressaltar a ala pediátrica toda decorada com pinturas de Ches Guevaras (os "Chezinhos").     

                                

                            

                                                              

   Próximo local fomos ao encontro agendado com o Secretário de Cultura e das Utopias da cidade com quem o Comitê está organizando realizar evento em homenagem ao Centenário do Comandante em Chefe Fidel Castro. Mais uma vez o Comitê elege Maricá como sede de atividades. Mais à frente informaremos os detalhes.   Uma reunião muito produtiva e agradável com o secretário Sady Bianchin, Carmen Diniz do Comitê, Carlos Alves e Dr. Leandro Bertoldi. 


                                                   

   Em seguida visitamos a sede do método de alfabetização cubano "Sim, Eu Posso"  aplicado por uma brigada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Tera (MST) no município. Ali fomos recebidos pela querida Estrela, responsável pelo local que nos explicou o método, como é concretizado e como a brigada consegue aplicá-lo em locais diferentes: onde está a população a ser alfabetizada. Quintais, casa de alguém, bares, salões de igrejas, etc onde se possa durante 4 meses alfabetizar um adulto. Já são mais de 1400 pessoas alfabetizadas na região em pouco mais de 3 anos. 

                                         

                                                             

(Mais aqui: https://www.youtube.com/watch?v=1T2eJBPhFfc&t=37s )

   Maricá é um exemplo de município que atende e assiste sua população. Ali o Comitê fez questão de estrear o filme cubano "Onde estão os Girassóis"  em 2024 ( https://solidariedadecubarj.blogspot.com/search?q=Maric%C3%A1e é em Maricá, sem dúvida, que vamos comemorar os #100AnosDeFidel este ano.  

Como ninguém é de ferro, voltamos para o centro da cidade de tarifa zero, em um dos ônibus "vermelhinhos" como são chamados. 
   

 No centro ainda vimos bicicletinhas "kids" estacionadas. As crianças também têm direitos.

estacionamento "kids" 

                         

4 de mai. de 2026

MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA

               MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA

 

O povo e o governo cubano resistiram ao bloqueio econômico e financeiro do governo dos Estados Unidos durante mais de 60 anos.

É um bloqueio ilegal, condenado e desaprovado por praticamente todos os países do mundo, em repetidas votações anuais na ONU, com exceção apenas dos EUA, Israel e ultimamente Ucrânia e Argentina.

É um bloqueio que afeta sobretudo a vida das pessoas que vivem em cuba, pois bloqueia remessas de recursos de familiares, dificulta o turismo de diversos países, sendo a principal fonte de divisas para o país.  E ademais impede o governo de realizar compras de bens necessários, em especial equipamentos e insumos de saude.      Além de prejudicar as condições de vida, estimula o êxodo em especial da juventude.

Essas condições se agravaram ainda mais agora no governo Trump, que reeditando a doutrina Monroe quer ter o controle total da economia e da política em Cuba, estimulada pelo ódio fascista de alguns de seus ministros.

Isso se agravou com a proibição de recebimento de combustível da Venezuela e de outros países, e ameaça constante de invasão militar.

Diante disso, movimentos populares, intelectuais, entidades e cidadãos brasileiros, não podemos nos calar.

Condenamos o bloqueio, as ameaças e qualquer tentativa de ingerência no direito inabalável de soberania nacional do povo cubano.   Nos somamos as manifestações públicas do governo brasileiro e diversos outros governos na america latina e europa.

Faremos todos os esforços solidários para contribuir de alguma forma para evitar os ataques do governo Trump, e amenizar as condições de vida do povo cubano.

Atacar cuba será atacar toda america latina!

Não podemos aceitar a reedição da famigerada doutrina Monroe!

Esperamos que a ONU, OEA e CELAC   não sejam coniventes com o governo imperialista e fascista de Trump, e que reajam.

Felizmente se multiplicam manifestações do povo Estadunidense contra os atropelos e as loucuras de seu governo, que possui a menor aprovação de todos os tempos.  E certamente o derrotara nas próximas eleições e nas ruas.

A justiça e a dignidade prevalecerão, mantendo nosso continente como um continente de Paz.

Esperamos que num futuro próximo os EUA retirem todas suas bases militares de nosso continente, e que se somem aos anseios de justiça social e soberania dos povos cultivados na história da humanidade.

Brasil, maio de 2026

 

Ana Prestes, secretaria de relações internacionais do PcdoB

Breno altman, jornalista

Fernando Morais, escritor

Frei Betto, frade dominicano e escritor

Joao pedro stedile, ativista social

Jose Genoino, ex-deputado constituinte e ex-presidente nacional do PT

Karla Aveline, Desembargadora no RS e membro da AJD

Marcelo Barros, monge beneditino

Paulo Nogueira Batista Jr, economista ex-diretor do banco dos BRICS

Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos

Valerio Arcari, historiador e militante do PSOL

Valter Pomar, professor e militante petista

 

 (adesões até sexta-feira (8) para carmendinizsantos@gmail.com)