De um campo de refugiados palestinos no Líbano a Cuba e à América Latina
Por Yaimi Ravelo / Resumo Latinoamericano-Cuba.
Existem histórias que são mais do que apenas uma
"notícia" e que queremos contar em primeira mão, especialmente quando
nos chegam de lugares onde a humanidade mal chega. Ainda mais quando alguém
próximo encontra as palavras para descrever com precisão um lugar, seu povo e
seus sentimentos.
Dois médicos palestinos formados em Cuba receberam um lenço
vermelho com a imagem de Che Guevara no Instituto Cubano de Amizade com os
Povos (ICAP). Parece uma frase simples, que não consegue captar totalmente a
notícia sensacional que circula nas redes sociais e em veículos de comunicação
de grande impacto.
A vida na resistência é modesta, mas é vivida como parte de
uma história que se recusa a submeter-se à ignomínia. A resistência forja
símbolos para os povos que se apegam à dignidade, aos seus direitos, à
soberania, para se manterem firmes diante da injustiça, o que equivale a dizer,
diante do sionismo, do imperialismo e do fascismo.
A história do lenço vermelho com a imagem de Che.
Durante uma visita a Beirute em setembro de 2015, a convite
da jornalista e amiga libanesa Wafica Ibrahim, Graciela Ramírez pôde visitar o
campo de refugiados de Shatila, num encontro comovente onde a proeminente
ativista argentina conheceu Kifah Afifi, uma ex-combatente e ex-prisioneira palestina
que tem estado intimamente ligada ao Direito de Retorno dos Refugiados e à
denúncia de prisioneiros palestinos em prisões israelenses.
Graciela chegou a Beirute com a experiência de ter lutado
incansavelmente ao lado de companheiros de todos os continentes pelo retorno a
Cuba dos Cinco Heróis Cubanos que estavam presos em cadeias estadunidenses.
O “Salão do Povo” do Campo de Shatila viveu um momento de emoção e esperança naquele dia, não apenas por se tratar de um encontro entre refugiados palestinos da Síria e os habitantes do campo com um visitante vindo de Cuba.
Kifah Afifi aproximou-se de Graciela e deu-lhe um lenço
vermelho com a imagem de Che Guevara, um presente de uma mãe palestina que o
havia trazido para ela na prisão onde esteve detida durante sete anos em
Israel. " Ajudou-me a suportar todos esses anos", disse Kifah.
“Aceite-o, para que possa acompanhá-la nas lutas e ajudar na
resistência. Só peço que nunca pare de falar sobre a Palestina ”, insistiu
Kifah. Graciela também conta que recebeu o lenço com a promessa de atender ao
pedido da ativista libanesa. Quem conhece Graciela, incansável defensora de
Cuba e da causa palestina, sempre a vê com o keffiyeh sobre os ombros, exigindo
o fim do genocídio na Faixa de Gaza, a liberdade do povo palestino do rio ao
mar e o fim do bloqueio, que é um crime de guerra contra as famílias cubanas.
Kifah nasceu no campo de refugiados de Shatila, em Beirute. Quando criança, vivenciou eventos trágicos, como o massacre de Sabra e Shatila em 1982, no qual seus três irmãos foram mortos.
Aos 17 anos, ela se
juntou ativamente à resistência palestina. Foi capturada e presa entre 1982 e
1995 na brutal prisão de Khiam, localizada no sul do Líbano, então ocupado por
Israel. Lá, suportou longos períodos de confinamento solitário e todos os tipos
de tortura. Durante esse tempo de prisão, recebeu o véu islâmico que lhe deu
forças para suportar todos os estupros e horrores inimagináveis, pois a imagem
de Che Guevara a fazia lembrar de Cuba, e para ela, Cuba é um símbolo de vida e
esperança.
O exemplo que emana da Revolução Cubana ajudou uma jovem
prisioneira palestino-libanesa a resistir e demonstra que a luta contra o
imperialismo e o sionismo é uma só e a mesma luta.
O lenço chegou a Cuba nas mãos de Graciela, numa missão para
transmiti-lo como um "amuleto da sorte" para enfrentar as injustiças,
como um símbolo de solidariedade e internacionalismo nas trincheiras
anti-imperialistas. Seguindo esse princípio, foi entregue à companheira Inês
Luigi, da Venezuela, para acompanhá-la na resistência, quando a direita
fascista (Guarimbas) queimava vivas pessoas que pareciam ser chavistas — como
se a ideologia tivesse um rosto —, violava a paz pública e instigava um golpe
de Estado com os violentos protestos de 2017.
Mais tarde, o lenço passou para as mãos de nossa irmã
brasileira Carmen Diniz quando Lula foi preso em Curitiba. Todas as manhãs, o
lenço acompanhava Carmen quando ela cumprimentava o presidente, prisioneiro da
injustiça e da direita fascista brasileira. Lula foi libertado e, hoje, o lenço
vermelho com a imagem de Che retorna a Cuba.
“Hoje ele retorna para ajudar mais uma vez, de mão em mão,
de resistência em resistência, desta Cuba que resiste à brutal agressão do
imperialismo e jamais vos abandonará. O lenço vermelho com a imagem de Che está
sendo entregue hoje na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos a uma
delegação da heroica Juventude Palestina, para que vos fortaleça, a vós e a
vós, o vosso heroico povo, e a todos nós na nossa resistência”, declarou
Graciela na modesta cerimônia de entrega do lenço.
A pequena sala onde os jovens funcionários do ICAP, Yahimi
Rodríguez, diretor para África e Oriente Médio, e Yara Valera, diretora para a
América Latina, presidiram a cerimônia de entrega, acolheu membros do Comitê
Internacional para a Paz, Justiça e Dignidade dos Povos, uma representação do
Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, o Centro Martin Luther King e amigos da
solidariedade com Cuba e a causa palestina.
O lenço vermelho com a imagem de Che Guevara foi passado de mão em mão, beijado, abraçado ou segurado em punhos cerrados.
Em seguida, foi entregue aos jovens palestinos para que continuassem a luta em defesa da vida em uma Palestina livre e em uma Cuba livre da opressão e do bloqueio. Que esse lenço vermelho continue sua jornada, acumulando sonhos, mesmo que o triunfo e a vitória pareçam utópicos diante da luta cruel e desigual travada sob os olhos do monstro.
شارك في اللقاء أمين سر وأعضاء الشعبة الرئيسية, ممثلو قوى المن الوطني واللجنة الشعبية والأسيرة المحررة كفاح عفيفي.
تحرير الأسرى الكوبيين الخمسة من السجون الأمريكية حيث قضوا خمسة عشرة عاماً.كما تحدثت كفاح عن معاناة الأسرى الفلسطينيين الذين يعانو.
تأثرها لوجودها في مخيم شاتيلا وللقائها وجهاً لوجه مع شعب عانى ويعاني منذ عاماً. ونقلت تحيات الأسرى الكوبيين الخمسة وشعبي كوبا والأرجنتين وكل الشعوب التقدمية والحركات التضامنية العالمية. .
واختصرت حديثها لإفساح المجال أمام الحضور للكلام وللإستماع الى آرائهم ومقترحاتهم.
وتركزت أسئلة الحضور على شرح معاناة المخيمات والظروف المعيشية الأنروا. ومعاناة الأسرى والإجراءات التعسفية الإسرائيلية بحقهم. وطالب الحضور من الضيفة وبالصفات التي تمثّلها تكثيف تحركات شعوب أمريكا اللاتينية والحملات التضامنية العالمية e المنظمات الدولية والإنسانية والقيام باعتصامات امام سفارات اسرئيل وبالتوجه المحافل الدولية للضغط على الدول الأعضاء للعمل على إطلاق سراح الأسرى والمعتقلين الفلسطينيين.
عن تخوّفها مما يجري في سوريا, معتبرة «انها حرب بكل معنى الكلمة, جاؤا من كل بقاع العالم يقاتلون النظام والشعب وتهجير الفلسطينيين, وبصراحة نحن نرى الوضع في سوريا كشبح ""
وتحدثت عن الحراك الذي أدى الى تحرير الكوبيين الخمسة، ومرده بالدرجب شريحة دولية كبيرة في الاعتصامات والحراك منهم حملة جوائز اوسكار بلغ عددهم إثنى عشرة شخصية وقداسة البابا .
ولفتت غراسييلا «ان الصهيونية الفاشية ليست عدب فحسب, بل هي خطر على كل الشعوب وهي مدعومة من الإمبرالية الأمريكية e قد عملت جاهدة لخرق. ولديها عدة اوراق للارهاب تمارسها في كل مكان وفي امريكا اللاتينية».
معتبرة » لا يمكن ان نواجه عدواً بهذا الحجم وبهذه ام ""
وتطرقت الى معاناة شعوب امريكا اللاتينية التي عانت من أنظمة عسكرية وديكتاتورية وإحتلالات أمريكية ومن نهب للثروات ومن إضعاف للشعوب, وتنهض من تحت الركام, وتهزم إرادة امريكا.
ورأت «غراسييلا» ان الصورة ليست قاتمة أمام الشعب الفلسطيني, ورأت: ان النصر آت للشعب الفلسطيني, وان هذا الجبروت الذي اسمه اسرائيل سيقهر بإرادة الشعب الفلسطيني».
وتعهدت ان توصل صوت الشعب الفلسطيني الى كل المحافل والى كل حملات التضامن الدولية وتكثيف التحركا .
أما على الصعيد الإنساني والحياتي فقد تعهدت (غراسييلا) ان تنشر كل تلك المعاناة في الإعلام وفي (الموجز.
Tradução/ Edição: @comitecarioca21




