12 de ago. de 2026

O MARTÍRIO CUBANO NO CENTENÁRIO DE FIDEL CASTRO

                                      

 Roberto Amaral*

Ainda saboreávamos o Ano-Novo — era o réveillon de 1958-1959 — quando nos chegou, em Fortaleza, a notícia de que caíra, em Cuba, a ditadura de Fulgêncio Batista, de quem pouca ou nenhuma notícia tínhamos. O fato era este, tão só, mas sugeria algo de inusitado: não se tratava de mais uma quartelada dentre tantas que faziam e fazem a história do poder da classe dominante latino-americana, interferindo na governança para que tudo permanecesse como dantes no castelo de Abrantes: uma periódica recomposição oligárquica.
Desta feita, surpreendentemente, nos era dado conhecer uma insurgência de base popular que, descendo de Sierra Maestra, encontrava a consagração em Havana. Entre os líderes não se contavam nem sargentos, nem coronéis, nem generais. Este era seu caráter inusitado, principalmente no Caribe e na América Central dos anos 1950-60, uma virtual fazenda da United Fruit Company

Este verdadeiro "polvo" era muito mais do que uma empresa agrícola; era um superpoder econômico e político tão grande que ajudou a popularizar a expressão "república das bananas". A seu pedido, por exemplo, Washington determinou, via CIA, em 1954, a deposição de Jacobo Arbenz, presidente da Guatemala, que ousara levar a reforma agrária para suas terras improdutivas.

Naquele final dos anos 1950, Cuba ainda era, para nós, apenas uma ilha distante, o maior e talvez o mais requintado prostíbulo do Caribe, balneário de gângsteres controlado pela máfia e pelo tráfico, país sem economia própria, sem indústria, limitado à monocultura do açúcar e à produção de charutos.
De ilustre, era conhecido apenas o refúgio de Hemingway na Finca Vigía, onde escrevera O velho e o mar 1952). Nesta sua obra-prima, ele nos fala, por intermédio do protagonista Santiago, sobre a resistência humana em tempos difíceis. Difíceis já eram os tempos do povo cubano, sob a ditadura do sargento Fulgêncio Batista; mais difíceis seriam ainda os tempos de hoje, quando sua sobrevivência é ameaçada pelo império norte-americano, onipotente, diante do silêncio do mundo.

O mesmo silêncio e a mesma omissão (é bom recordar para evitar surpresas futuras) que, nos anos antecedentes a 1939, caracterizaram a covardia europeia (Inglaterra à frente) e o silêncio dos EUA diante da anexação da Áustria e, depois dos Sudetos, da invasão da Tchecoslováquia.

Logo ouviríamos falar em Sierra Maestra. Ainda estávamos em 1959 quando surgiram os nomes de seus heróis: Camilo Cienfuegos, Ernesto "Che" Guevara e Fidel Castro Ruz, seu líder. A história escrita a partir daí é conhecida e nos conta a transição política que alcança seu apogeu em 1961, quando Fidel, coincidentemente às vésperas da invasão da Baía dos Porcos, proclama o caráter socialista da Revolução (em plena Guerra Fria!), heroicamente preservado até aqui, no essencial, com as dores e os sacrifícios conhecidos. 

Nascia — fato único nas Américas — um Estado socialista a apenas cerca de 150 km dos EUA.

Cuba surgia como exemplo e luz profética, dizendo-nos que a revolução social era possível. Podíamos, então, sonhar com a revolução brasileira, com a qual, porém, não se compadeceu a história. Azar nosso.

Irrelevante do ponto de vista econômico, com seus menos de 7 milhões de habitantes (um bairro de Pequim) e 109.884 km² de extensão (menor do que o Ceará), a ilha que se fez rebelde cumpriu, por décadas, com imensos sacrifícios para seu povo, o papel de esteio da luta anticolonialista e anti-imperialista, indispensável para a construção de um mundo socialmente menos injusto, mundo que, no presente, parece distanciar-se de nós.

Em quase toda a África — Angola é certamente o exemplo mais relevante (uma jornada de 14 anos e 50 mil combatentes) —tropas cubanas estiveram lutando em defesa dos processos de libertação nacional. Com a óbvia exceção da Revolução de 1917 e, certamente, ao lado da Guerra do Vietnã, nenhum outro processo social terá influenciado tanto o mundo, e principalmente nosso continente, no século passado, quanto a Revolução Cubana: venceu reiteradas vezes o poderosíssimo império norte-americano; venceu o general Dwight Eisenhower, o primeiro presidente a decretar embargo comercial (1960); venceu John F. Kennedy e a invasão da Baía dos Porcos (1961); venceu Richard Nixon e as 634 tentativas de assassinato de Fidel Castro comandadas pela CIA (O Globo, 27/11/2016).
Vencerá o desvario Trump.

Cuba era a nossa Dulcineia, a ínsula que o sonho do cavaleiro nos prometia. Era uma esperança; sua resistência e sua sobrevivência (muitas vezes batendo de frente contra a lógica, resistindo contra a destruição certa e tantas vezes anunciada) valiam como o certificado de que eram possíveis e viáveis todos os nossos sonhos de jovens socialistas que logo seriam chamados para o enfrentamento da ditadura militar aqui instalada em 1º de abril de 1964, ditadura que a embriaguez do romantismo revolucionário não nos permitira prever e cujas bases ideológicas e políticas nos derrotaram em 2018 e, nesta década, ameaçam destruir nosso futuro.

Os inimigos de Cuba também tecem armas entre nós.

Fidel foi um Quixote quando subiu a Sierra Maestra para comandar uma revolução impossível, mas, a partir daí, seria o comandante de um projeto estratégico. Não foi um acaso sua chegada a Havana, nem a assunção ao poder, nem a opção pelo socialismo. Basta rever sua história, como belamente nos conta Cláudia Furiati em seu primoroso Fidel Castro: uma biografia consentida (Editora Revan, 2003).

Revolucionário e estadista, venceu os adversários com os quais se defrontou, e sempre em condições extremamente desvantajosas. Nenhum deles era moinho de vento, pois todos eram inimigos ferocíssimos, poderosíssimos, e o mais perigoso de todos, o império estadunidense, armado com modernos escudos, lanças e mesmo garras e dentes atômicos. O império luciferino que volta a atacar a Ilha e seu povo.

Visitei Cuba por diversas vezes, em tempos de bonança e nos tempos do "Período Especial" — assim chamado aquele que se sucedeu ao suicídio da URSS. Visitei a ilha como dirigente político, quando, com Jamil Haddad, estava incumbido da tarefa de reorganizar o Partido Socialista Brasileiro, então um partido de esquerda, que consignava em seu programa o compromisso com a defesa da Revolução Cubana. Velhos e saudosos tempos.

Foram muitas as delegações trocadas entre o PSB de então e o Partido Comunista Cubano. Conheci e convivi com seus principais líderes, como Manuel Piñero, o Barba Roja, Armando Dávalos e o comandante Jorge Risquet Valdés. Em algumas oportunidades, pude viajar por suas províncias, conversar com sua gente, visitar suas escolas e universidades, projetos agrícolas, centros cívicos, conviver com seus estudantes e intelectuais, dialogar, debater, discutir. Testemunhei suas dificuldades e pude acompanhar a dedicação majoritária em torno do grande projeto.

As circunstâncias ensejaram-me vários encontros — longas conversas, sem hora para começar e sem hora para terminar — com o "Comandante", em Brasília, em São Paulo e, principalmente, em Havana. No primeiro desses encontros, Fidel disputou com o senador Jamil Haddad quem mais conhecia o programa siderúrgico brasileiro.

Fui a Cuba noutras oportunidades para participar de congressos e seminários diversos. Na última vez em que estivemos juntos, eu integrava uma delegação de escritores e políticos brasileiros que comparecia a um congresso latino-americano sob a chancela da UNESCO. Nosso bate-papo começou por volta das 22 horas e só terminou em torno das 5 horas da manhã. Nesse encontro, Fidel teve a oportunidade de discorrer, para uma plateia espantada, sobre o quadro político de cada um de nossos países. E ele, só ele, passou grande parte do tempo falando de pé.

Sem maiores ilusões quanto à supremacia da práxis, chamava-nos a atenção para os dias vindouros, difíceis, dizia ele, para nossa surpresa coletiva, a reclamar de todos os militantes de esquerda muita reflexão, muita produção teórica. Muita recuperação das lições da História. Aquele homem, por excelência homem de ação e chefe de Estado, nos ditava a lição de Engels: "Não poderemos prever o futuro senão quando tivermos compreendido o passado."

A revolução impossível, que, no entanto, se fez e chega até aqui, enfrentando uma corrida de obstáculos que lhe impõe o desvario genocida dos EUA fez de Fidel Castro — a um tempo ator e objeto do processo histórico — o principal líder latino-americano do século XX, líder da relevância de Nelson Mandela.

Cuba, enfim, sob sua liderança, superou mais de 50 anos de cerco político-econômico, diplomático e militar da maior potência do mundo, sobreviveu à crise do socialismo real e à globalização. Derrotou as oligarquias, os insurgentes, os sabotadores internos e externos.

Até aqui. E hoje, no ano do centenário de Fidel, seu povo se sente só.

Só, desamparada, a pequena ilha do Caribe padece uma asfixia luciferina: afastada do comércio internacional, bloqueada militarmente, ameaçada de nova invasão, sofre de asfixia energética, já que depende do petróleo importado. Mas nenhum país — nem o Brasil, nem a China, nem a Rússia — se atreve a furar o bloqueio. Todos se rendem aos caprichos dos EUA. 

A única fonte de energia de que dispõe Cuba, hoje, são velhas termoelétricas movidas a petróleo, combustível que a grande potência e seus aliados acovardados lhe negam. Daí os apagões, que chegam a 20 horas diárias, impondo a paralisação da vida.

Passo a palavra a meu amigo Jorge Ferrera, ex-adido de Cuba no Brasil, que me escreve (no dia 6 do mês corrente) de Havana:

“Estamos sem eletricidade e sem conexão via internet. O último navio russo carregado de petróleo chegou a Cuba nos primeiros dias de abril, trazendo 100 mil toneladas de petróleo bruto, que foram refinadas no país. Isso representou um alívio, tornando possível que, durante cerca de 15 dias, não houvesse apagões em todo o território nacional.
De janeiro de 2026 até o momento, esse foi o único navio de petróleo recebido. Entre janeiro e junho deste ano, seriam necessários cerca de 40 navios para garantir a geração de eletricidade no país, mas apenas um chegou, o que ilustra a grave crise econômica e social que Cuba enfrenta desde que o governo Trump decretou o bloqueio petrolífero contra a ilha.”

No próximo dia 13 Fidel faria 100 anos.

·      *Com a colaboração de Pedro Amaral


11 de ago. de 2026

Será que governos amigos permitirão um genocídio contra Cuba?

                                 
Por Hedelberto López Blanch

   Seria muito difícil resumir em poucas linhas a enorme quantidade de ajuda humanitária não remunerada, somente no setor da saúde, que Cuba forneceu a mais de cem nações ao redor do mundo. 

 A prática da Revolução Cubana desde 1959 tem sido a de que, se um grande desastre natural ocorre em qualquer lugar do universo, o governo e seu povo estão dispostos a fornecer assistência urgente, independentemente do regime social ou do sistema vigente no território afetado.

Os exemplos são inúmeros: brigadas médicas foram enviadas para prestar auxílio ao povo chileno após os terremotos de 1960 e 1971; no Peru, em 1970, não só foi enviada assistência médica, como também sangue doado por 100 mil cubanos, e posteriormente, brigadas de trabalhadores da construção civil cubanos construíram 15 centros hospitalares.

Em 1963, uma brigada médica da Ilha chegou à Argélia para prestar apoio ao país recém-libertado, do qual quase todo o pessoal estrangeiro, que anteriormente prestava cuidados precários à população, havia partido.

Após o terremoto de 1972, e apesar da ditadura nicaraguense de Anastasio Somoza, apoiada pelos Estados Unidos, estar no poder naquele país, Cuba enviou imediatamente sangue, pessoal de saúde e medicamentos.

A ajuda humanitária cubana estendeu-se a muitas outras nações, como o Vietnã; a América Central durante as inundações da década de 1980; e o Paquistão após o terremoto de 1996, onde Cuba forneceu pessoal de saúde, medicamentos, suprimentos e equipamentos ortopédicos. A República Popular da China e a maioria dos países africanos também receberam assistência médica. Na Venezuela, no Brasil e na Nicarágua, entre outras nações, dezenas de milhares de profissionais de saúde cubanos atuaram.

A Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que iniciou suas atividades em setembro de 1999, já formou mais de 12.000 médicos estrangeiros de cinquenta países, incluindo os Estados Unidos. 

A contribuição decisiva do governo e do povo cubano para a libertação de vários países africanos e a consequente eliminação do apartheid naquele continente, pela qual mais de 2.000 de seus filhos deram a vida, é inegável.

Considerando todas as políticas humanitárias e de solidariedade que Cuba implementou com diversos países ao redor do mundo sem pedir nada em troca, podemos nos perguntar: será que os governos do mundo permitirão que um genocídio seja cometido contra Cuba, como o que está sendo perpetrado pelas políticas agressivas e desumanas implementadas pelo império americano contra a ilha?            


Será que os Estados Unidos, com seu presidente condenado Donald Trump e o secretário de Estado mitômano Marco Rubio, continuarão pressionando vários países para que não enviem petróleo para Cuba?

Até quando nações poderosas e países amigos como Rússia, China, Brasil, México, Argélia, Angola e outros continuarão a obedecer às ações genocidas e injustas de Washington?

Será que não podem todos concordar em enviar o precioso petróleo para Cuba, que está sofrendo uma das guerras mais cruéis travadas por um império em declínio, mas extremamente agressivo?                             


Em um discurso recente durante as comemorações do dia 26 de julho, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel-Bermudez declarou:

"Os funcionários do Departamento de Estado, especialistas em redigir sanções, compilar listas e inventar pretextos, são uma versão moderna dos redatores de éditos e proclamações militares que eram tão temidos e odiados na Idade Média ou durante as ocupações nazistas da Segunda Guerra Mundial. Como se o resto do mundo fosse sua colônia, eles ditam como as coisas devem ser feitas sob ameaças de punição ou agressão."

“Denunciamos aqueles que conceberam, implementaram e sustentam esta política de sufocamento como responsáveis ​​pelo sofrimento do povo cubano. Denunciamos também aqueles que permanecem em silêncio e toleram os excessos da extrema-direita fascista estadunidense, que mente, rouba, mata e finge ser o Deus de todos os destinos. ”

Díaz-Canel então enfatizou: “O bloqueio dos EUA só funciona por causa da cumplicidade daqueles que temem o poder de Washington mais do que o julgamento da história. Este é um novo apelo à consciência mundial: Não se tornem cúmplices de outro genocídio. ”

E concluiu com uma declaração contundente: “Cada vez que uma parte do mundo permanece em silêncio diante da agressão contra Cuba, o direito internacional se enfraquece. Cada vez que um governo aceita as sanções ilegítimas impostas pelos Estados Unidos, o princípio da não intervenção é corroído. Cada vez que uma empresa é pressionada a abandonar seus investimentos em Cuba, e outras hesitam em investir por medo de represálias, a ditadura econômica de uma única potência se fortalece. Antes era Gaza, Líbano, Irã; hoje é Cuba. Amanhã pode ser qualquer outra nação. ”

E este comentarista pergunta, em conclusão: Será que algumas nações do mundo decidirão libertar-se do medo, unir-se e desafiar a guerra genocida dos Estados Unidos contra Cuba?

https://cubaenresumen.org/2026/08/04/permitiran-gobiernos-amigos-un-genocidio-contra-cuba/  

                                    

6 de ago. de 2026

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil entrega doação de medicamentos a hospitais cubanos.

O carregamento consiste principalmente em antibióticos de alta qualidade, essenciais para o atendimento médico e cirúrgico em um hospital terciário. Foto: Wennys Díaz Ballaga
                                   
O novo carregamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reafirma que, mesmo em circunstâncias adversas, a solidariedade entre os povos continua sendo uma força capaz de acompanhar e apoiar os esforços para preservar a saúde e o bem-estar das pessoas.


Como expressão dos laços históricos de solidariedade entre os povos de Cuba e do Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entregou na quarta-feira uma doação de 7,6 toneladas de medicamentos ao Sistema Nacional de Saúde Pública, uma contribuição que chega em um momento particularmente complexo para o país.

O Dr. Reynaldo Denis de Armas, vice-diretor do Hospital Clínico-Cirúrgico Hermanos Ameijeiras – uma das instituições beneficiadas – agradeceu, em nome do Ministério da Saúde Pública, o gesto de solidariedade e destacou a importância deste auxílio para uma instituição de referência nacional que atende pacientes de alta complexidade de todo o território.

Ele explicou que o carregamento é composto principalmente de antibióticos de alta qualidade, essenciais para o atendimento médico e cirúrgico em um hospital terciário, bem como outros medicamentos de alta demanda, incluindo o omeprazol, cuja disponibilidade é atualmente limitada no país.

"Esta é uma ajuda muito significativa neste momento", disse o funcionário, que reiterou sua gratidão ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pela doação que ajudará a garantir a continuidade dos serviços sociais.

A doação faz parte de uma campanha de solidariedade contínua promovida pela organização brasileira. Anteriormente, o MST enviou 4,6 toneladas de medicamentos e suprimentos médicos para Cuba para apoiar os esforços de recuperação após o furacão Melissa na região leste do país, incluindo recursos destinados ao Instituto de Endocrinologia e ao Hospital Ortopédico Frank País.

Marcelo Durao Fernández de Oliveira, coordenador da brigada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil, afirmou que para essa organização é uma honra acompanhar o povo cubano e contribuir para o seu sistema de saúde, ao mesmo tempo em que denunciou os efeitos do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à ilha.

"Cuba é um exemplo humanitário, humanista e internacionalista para o mundo", disse ele, e reafirmou que a solidariedade do MST continuará por meio de uma campanha permanente de apoio.

Durao Fernández explicou que, além dos carregamentos organizados com a colaboração das autoridades sanitárias cubanas, membros do movimento que viajam para a ilha contribuem com medicamentos como parte dessa iniciativa.

"Esta não é a última doação; nem a próxima será a última", assegurou o líder brasileiro, reafirmando seu compromisso em manter os laços de fraternidade e cooperação com Cuba.

O novo carregamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reafirma que, mesmo em circunstâncias adversas, a solidariedade entre os povos continua sendo uma força capaz de acompanhar e apoiar os esforços para preservar a saúde e o bem-estar das pessoas.


https://www.granma.cu/cuba/2026-08-05/movimiento-sin-tierra-de-brasil-entrega-donativo-de-medicamentos-en-hospitales-cubanos-05-08-2026-19-08-13

@comitecarioca                     

5 de ago. de 2026

Palestina, uma causa de Fidel (+vídeo)

O líder palestino Yasser Arafat visitou Cuba oito vezes, a convite do Comandante-em-chefe Fidel Castro. Photo: Liborio Noval
                                          

A causa do povo palestino encontrou um aliado em Fidel, que denunciou a injustiça nos mais altos níveis internacionais.

A causa palestina era a causa de Fidel. Desde o início da Revolução vitoriosa, Fidel dedicou seus esforços e solidariedade a ela, que expressou em Cuba, nos fóruns internacionais e nos mais altos níveis onde nosso país levantou sua voz.

Em 12 de outubro de 1979, o Comandante-em-chefe proferiu um discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no qual informou sobre os acordos adotados na 6ª Conferência de chefes de Estado e de Governo do Movimento dos Países Não-Alinhados (Mnoal), realizada naquela época na capital cubana.

Tanto na Cúpula quanto em outros fóruns, a situação palestina ocupou tempo e discussão, principalmente nas denúncias contra o governo israelense por sua agressão, expansionismo e ocupação ilegal de terras palestinas, todas apoiadas por sucessivos governos dos Estados Unidos.

Fidel então declarou: «Para os Países Não-Alinhados, a questão palestina é o cerne do problema do Oriente Médio. Os dois formam um todo integral, que não pode ser resolvido separadamente».

E argumentou: «A base para uma paz justa na região começa com a retirada total e incondicional de Israel de todos os territórios árabes ocupados e pressupõe para o povo palestino o retorno de todos os seus territórios ocupados e a recuperação de seus direitos nacionais inalienáveis, incluindo o direito de retorno à sua terra natal, à autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado independente na Palestina, de acordo com a Resolução 3236 da Assembleia Geral».

O líder cubano então declarou: «Repudiamos com todas as nossas forças a perseguição implacável e o genocídio que o nazismo desencadeou contra o povo judeu em sua época. Mas não consigo me lembrar de nada mais semelhante em nossa história contemporânea do que a expulsão, a perseguição e o genocídio que o imperialismo e o sionismo praticam hoje contra o povo palestino. Despojados de suas terras, expulsos de sua própria pátria, dispersos pelo mundo, perseguidos e assassinados, os heroicos palestinos constituem um exemplo impressionante de altruísmo e patriotismo, e são o símbolo vivo do maior crime de nosso tempo».

E Fidel perguntou aos presentes: «Alguém pode se surpreender que a Conferência (do Movimento dos Países Não-Alinhados), por razões que não decorrem de qualquer preconceito político, mas de uma análise objetiva dos fatos, tenha sido obrigada a salientar que a política dos Estados Unidos desempenha um papel fundamental para impedir o estabelecimento de uma paz justa e completa na região, alinhando-se com Israel, apoiando-o e trabalhando para obter soluções parciais favoráveis aos objetivos sionistas e garantindo os frutos da agressão israelense às custas do povo árabe da Palestina e de toda a nação árabe?»                                               

                               No YouTube se pode optar por legendas automáticas em português 

O compromisso do Comandante-em-chefe com essa causa não se limitou a discursos. Como homem de coerência em palavras e ações, também estabeleceu relações solidárias com o líder palestino Yasser Arafat, a quem convidou para visitar Cuba, percorrer parte do país e realizar encontros amistosos. Esses encontros serviram de base para um grande relacionamento que os transcendeu, unindo inclusive seus povos. 

Arafat visitou a ilha oito vezes. Em 16 de junho de 2001, enviou uma mensagem a Fidel, cujo conteúdo expressa uma amizade consolidada.

Em seu discurso, o líder palestino expressou: «Com profunda emoção, pudemos ver ontem, nas agências de notícias internacionais, a imagem de Vossa Excelência com o lenço palestino nos ombros, liderando uma manifestação popular de solidariedade à luta de nosso povo heroico»

E argumentou: «Considero, Sua Excelência o presidente Fidel Castro, esta demonstração de firmeza e amizade inquebrantável ocorrida em Havana, como uma mensagem forte e eficaz, de um querido líder mundial, que goza de grande prestígio internacional entre todos os povos e países do mundo, com o objetivo de mobilizá-los rapidamente, para pôr fim ao sofrimento do povo palestino em consequência da ocupação israelense de sua pátria, e da intensificação das ações e do bloqueio militar, econômico e financeiro contra nossas cidades, vilas, povoados, fazendas e poços de água e do fechamento das passagens de fronteira internacionais por terra, ar e água».

                                           

E a carta concluía: «Todo palestino hoje guarda em seu coração e consciência esta imagem gloriosa de Vossa Excelência com o lenço palestino sobre os ombros, que é prova irrefutável da justiça de nossa causa e da magnitude da injustiça cometida pelos agressores israelenses contra nosso povo. Tenha plena confiança, Vossa Excelência Presidente Castro, tão amado por nosso povo e por todos os povos, que o nosso, resiliente como as montanhas palestinas, extrai de sua posição e exemplo, que nos orgulham, maior coragem e determinação para continuar a luta, a resistência e a Intifada para expulsar os ocupantes israelenses de nossa pátria, a Palestina».

Agora, 46 anos após o memorável discurso de Fidel na ONU, a realidade nos apresenta o mesmo Israel: ocupante, agressor e genocida, com o governo dos Estados Unidos cada vez mais implicado nesse crime, enquanto a população palestina morre, sofre e continua à espera de ações de organizações internacionais. Vemos também uma comunidade global mais comprometida com a paz na Palestina. E um povo cubano firme em sua posição de apoio aos filhos da terra de Yasser Arafat, amigo de Fidel e da maior Ilha das Antilhas

Os laços forjados pelo Comandante-em-chefe com a Palestina transcenderam os laços entre os líderes e uniram os dois povos. Photo: Dunia Álvarez Palacios


https://pt.granma.cu/mundo/2025-08-07/palestina-uma-causa-de-fidel

@comitecarioca




Quando a dor da Palestina abraça a resistência de Cuba

                               

     Há tristezas que não conhecem geografia e uma solidariedade que transcende todas as distâncias. Apesar de suportar o peso de uma Nakba sem fim, o cerco implacável e o sofrimento diário de seu povo, a Palestina jamais esquece a fonte da verdadeira lealdade.

    Com esse inabalável compromisso internacionalista e humanitário, a organização Juventude Palestina — representada pelos corajosos estudantes de medicina que trabalham incansavelmente em hospitais cubanos — juntamente com o embaixador palestino Ammar Zorba, visitou o Hospital Pediátrico William Soler. Não chegaram de mãos vazias, mas sim carregando um carregamento vital de medicamentos e antibióticos: um alívio muito necessário, um abraço feito de remédios. 

     Esta entrega não é um evento isolado; faz parte de uma ofensiva de solidariedade militante lançada por jovens palestinos em Cuba para apoiar os centros de saúde da ilha. Uma ilha que hoje resiste com digna resolução ao ataque do bloqueio imperialista criminoso, intensificado ao longo de décadas e exacerbado pela escassez de energia, pela falta de alimentos e pelos 7.000 contêineres retidos devido à extorsão e às sanções contra as companhias de navegação, tudo com o objetivo de sufocar o povo cubano.

     Para o povo palestino, isso não é caridade: é uma dívida de honra.  Cuba abraçou a causa palestina em todos os fóruns do mundo, compartilhando seu pão, suas salas de aula e suas trincheiras com os filhos da resistência. Hoje, ver estudantes palestinos retribuindo esse gesto em solo cubano, mesmo enquanto sua própria terra sangra e resiste ao extermínio, demonstra que a solidariedade não se trata de dar o que sobra, mas de compartilhar o pouco que se tem das profundezas das trincheiras.

    Porque quando dois povos carregam a dignidade como sua bandeira, as correntes do bloqueio são quebradas pelo calor da fraternidade.

                                            VENCEREMOS !

https://cubaenresumen.org/2026/08/02/cuando-el-dolor-de-palestina-abraza-la-resistencia-de-cuba-fotos/                 




A humanidade não esquecerá nem o heroísmo dos agredidos, nem a barbárie dos agressores.” Fidel Castro

✊ FIDEL CASTRO RUZ E A DEFESA DA CAUSA PALESTINA 

A solidariedade de Cuba com a Palestina não foi uma declaração retórica, mas uma política de Estado mantida ao longo de décadas.

 Sob a liderança de Fidel Castro, Cuba reconheceu o direito do povo palestino à autodeterminação, apoiou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e denunciou, nas Nações Unidas e no Movimento dos Países Não Alinhados, a ocupação dos territórios palestinos e as violações do direito internacional.

Em 1973, após a Guerra de Outubro, Cuba rompeu relações diplomáticas com Israel, tornando-se o primeiro país latino-americano a adotar essa decisão como expressão de solidariedade com a causa palestina e com os países árabes. Dois anos depois, em 1975, a OLP abriu uma representação permanente em Havana, fortalecendo uma relação política que se consolidaria ao longo das décadas.

A solidariedade cubana também se manifestou em ações concretas. Milhares de jovens palestinos receberam formação acadêmica em Cuba, incluindo estudantes de Medicina formados em universidades cubanas e, posteriormente, na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM). A cooperação nas áreas de saúde e educação tornou-se um dos pilares da relação entre Cuba e a Palestina, refletindo a convicção de Fidel de que o conhecimento também constitui uma forma de solidariedade internacionalista.

Em inúmeros discursos e intervenções internacionais, Fidel denunciou o sionismo como uma ideologia utilizada para justificar a ocupação, a expansão dos assentamentos e a negação dos direitos nacionais do povo palestino. Ao mesmo tempo, ele distinguiu repetidamente entre as políticas do Estado de Israel e o povo judeu, condenando toda forma de antissemitismo e defendendo uma solução baseada no respeito ao direito internacional e à existência de um Estado palestino.

@comitecarioca #FidelCastro #Palestina


                         


 

 

31 de jul. de 2026

LINDO, LINDO TEXTO DE RAUL TORRES ! 💗

                                        

 O MAL NÃO VAI TE AFETAR MENOS POR CRUZAR OS BRAÇOS E OLHAR NA DIREÇÃO OPOSTA ÀQUELE QUE SOFRE!!

   Aqui estou eu, sentado na soleira desta noite sem lua, com o peito aberto e as costelas à mostra. O ar chega aos meus pulmões aos goles, como se alguém apertasse um punho invisível em volta da minha garganta. Não é a asma, não é o clima úmido dos trópicos: é o bloqueio. Eles dizem “sanções”, mas eu sinto isso como uma mão gringa que me agarra pelo pescoço enquanto durmo e aperta, devagar, quase com ternura, até que eu acorde com os lábios roxos. Todas as manhãs acordo me perguntando: tem pão? Tem luz? Tem remédio para a febre da criança? E a resposta paira no ar denso do porto: “Não, porque Washington decidiu que hoje você também não vai respirar”.

Eu, que um dia escrevi poesia para que outros povos vivessem, hoje olho para as minhas mãos e as vejo amarradas. Sem cordas, sem correntes: com memorandos, com assinaturas presidenciais, com a tinta gelada de um decreto que proíbe que um navio carregado de trigo atraque na minha costa. Vocês sabem o que é ver sua mãe descalça diante do fogão apagado, mexendo uma inhame com água salgada e chamando isso de jantar? Vocês sabem o que é carregar sua filha nos braços, ardendo de febre, e correr para o hospital para encontrar uma prateleira vazia onde deveria estar o antibiótico? Essa impotência é um ácido que me corrói as entranhas. E esse ácido não vem do céu, nem do solo: vem do Norte, de um império que nos condenou a morrer aos poucos, a sangrar até a morte sem que se veja uma gota de sangue, para que o mundo olhe e diga “é problema deles, devem ter feito alguma coisa”.

Mas o que me destrói, o que parte minha alma em pedacinhos, não é a minha própria fome. É a memória. Porque eu me lembro dos navios cubanos cruzando oceanos para salvar vidas alheias. Lembro-me dos meus médicos, com seus jalecos brancos, arrancando crianças da morte no Haiti, em Angola, na Etiópia, em toda a África, na Itália, no Paquistão. Lembro-me de que meu povo deu o pouco que tinha quando o mundo estava em chamas. E hoje, salvo exceções maravilhosamente solidárias como a do México e de alguns outros poucos países asiáticos, esse mesmo mundo nos vira as costas enquanto nos assassinam em câmera lenta. Ah, a ingratidão! É uma facada mais profunda do que a escassez. Dói mais saber que aqueles a quem salvamos hoje desviam o olhar, fingem não ouvir meu estertor, minha agonia de uma pequena e digna ilha...

Sinto o genocídio no formigamento dos pés descalços do adolescente que não tem sapatos porque o couro, os pregos, o fio — tudo está proibido pelo Norte.  Sinto isso no tremor da mão do operário que vê sua fábrica parada porque a peça de reposição foi vetada. Sinto isso em cada apagão, em cada vela que se consome na minha sala, em cada livro que não é impresso, em cada sonho que é adiado. Isso não é metáfora: é um assassinato molecular, cirúrgico, silencioso. Estão nos matando sem disparar um tiro, e a arma homicida é um documento com o selo do Departamento do Tesouro. Eu clamo por justiça não com a garganta, mas com cada célula do meu corpo exangue.

Mundo, acorda! Olha para mim: sou eu, aquele que te curou quando estavas doente. Sou eu, aquele que te ensinou a dançar quando você estava triste. Hoje me consumo diante dos teus olhos, e o teu silêncio é cúmplice do carrasco. Não te peço esmola, peço-te coragem. Peço-te que grites comigo que bloquear um povo é terrorismo. Pois se amanhã eu cair, se amanhã eu me apagar sob o peso do garrote imperial, quem te salvará? Quem enviará seus filhos para curar os seus? Aja, mundo, antes que seja tarde demais. Salve-me agora, mas não por caridade, e sim por justiça; e não é que eu queira cobrar pelo que fiz por você, mas a memória é o lampejo que acende a gratidão, e não entendo por que você desvia o olhar quando sabe que estou afundando mesmo tendo salvação, e porque me salvar hoje é salvar sua própria humanidade. 

Eu, deste canto da dor, ainda te estendo a mão. Não a deixes cair.

Com amor infinito por uma humanidade hoje distraída...

E sem causar muito mais incômodo do que uma simples leitura destas palavras.

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CUBA


28 de jul. de 2026

A ameaça política de Washington contra o Brasil

                                         

Por Hedelberto López Blanch*

     Obcecado em assumir o controle político e econômico de toda a América Latina, o presidente dos EUA, Donald Trump, está interferindo na campanha presidencial brasileira, que ocorrerá em 4 de outubro e terá como principais concorrentes Luiz Inácio Lula da Silva (que busca a reeleição) e o candidato da oposição de extrema direita, Flávio Bolsonaro.

Trump expressou repetidamente seu apoio à libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro (condenado por corrupção) e reafirmou seu apoio a Flávio Bolsonaro para que ele vença as próximas eleições, tendo assim um aliado incondicional à frente do governo do gigante latino-americano.

Desde que chegou à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump interferiu nas campanhas eleitorais de vários países da América Latina, influenciando com sucesso o medo dos eleitores ao ameaçar impor sanções ao país caso algum candidato nacionalista vencesse.

Assim, vemos que houve interferência nas eleições legislativas de outubro de 2025 na Argentina, nas eleições presidenciais de novembro de 2025 em Honduras e nas da Colômbia, em maio-junho de 2026.

Esses atos de interferência foram reivindicados por Trump, que publicamente se atribuiu o mérito pelos resultados dessas eleições. Trata-se de uma reinstalação da Doutrina Monroe para exercer controle dos EUA sobre os povos da América Latina.

Em 22 de julho, Washington aplicou tarifas de 25% a uma lista de produtos brasileiros, alegando violação do Artigo 301 da lei comercial dos EUA, por considerar que os produtos brasileiros praticavam "comércio desleal".

Como justificativa, o regime estadunidense menciona suas “divergências com as políticas do governo Lula da Silva” em relação a diferentes áreas, como “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, aplicação de leis anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e proteção contra o desmatamento ilegal”, entre outras.

Entre os produtos afetados estão aço, automóveis, madeira, açúcar, fertilizantes, produtos farmacêuticos e minerais.

Exportações essenciais como carne bovina, peças de aeronaves e café não serão afetadas pela medida injustificada, embora as tarifas impactem cerca de 18% das remessas do Brasil para os Estados Unidos.

O governo brasileiro declarou que "não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país", porque, segundo estatísticas do próprio regime estadunidense, os Estados Unidos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

Sintomaticamente, o Secretário de Estado Marco Rubio, uma figura sinistra envolvida em todas as ações que possam afetar governos progressistas na América Latina, anunciou que Trump “ordenou ao Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que aplicasse uma tarifa de 25% a boa parte dos produtos importados do Brasil porque Lula e seu governo não negociaram de boa-fé com os Estados Unidos”.

Em outras palavras, como Rubio insinuou: ou você se rende economica e politicamente aos interesses de Washington, ou sofrerá as consequências.

O governo brasileiro negou as acusações de práticas comerciais desleais feitas por Washington e ativou respostas imediatas, como a concessão de um pacote de assistência de 18,5 bilhões de reais (cerca de 3,7 bilhões de dólares) em créditos para exportadores que serão prejudicados pelas novas tarifas.

O auxílio será concedido por meio da expansão de um programa chamado Plano Brasil Soberano, implementado no ano passado pelo governo após uma rodada anterior de reformas tributárias em Washington. Segundo esse plano, as empresas afetadas recebem seguros, garantias e empréstimos subsidiados.

O Ministro do Planejamento anunciou que o plano inclui 5 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 13,5 bilhões de reais do Tesouro Nacional.

O sociólogo brasileiro Emir Sader, em entrevista à agência de notícias PIA-GLOBAL, explicou que "os argumentos invocados pelo governo Trump para impor novas tarifas são todos mentiras, no estilo do seu presidente".

Ele acrescentou que o que importa para os Estados Unidos é tentar reverter a inevitável derrota eleitoral do bolsonarismo em outubro próximo.

Em uma tentativa de isolar ainda mais o governo Lula, Washington acaba de impor tarifas entre 10% e 12% a cerca de 60 países, incluindo o Brasil e outras nações latino-americanas, por supostamente "não cumprirem a proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado", segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Agora, as tarifas para o gigante latino-americano serão de 37%.

Assim, Trump e seu aliado Marco Rubio estão lançando um ataque contra o governo brasileiro para tentar derrotá-lo nas próximas eleições, o que só pode ser combatido pela experiência eleitoral do presidente Lula e pelo apoio de seu povo. 

(*) Jornalista cubano. Escreve para o jornal Juventud Rebelde e para o semanário Opciones. É autor de “Emigração Cubana para os Estados Unidos”, “Histórias Secretas de Médicos Cubanos na África”, “Miami, Dinheiro Sujo”, “Rubio, um Mitomaníaco Incontrolável”, entre outros.  Ilustração da capa: Adán Iglesias Toledo.

Trad/Ed @comitecarioca21