28 de mar. de 2026

POR QUE WASHINGTON ESTÁ INTENSIFICANDO A RETÓRICA CONTRA CUBA ?

                         
O acadêmico Javier Lopez Fdez analisa detalhadamente a retórica recente de Donald Trump e Marco Rubio.

Aqui estão os 5 pontos essenciais para entender a ameaça:


● Mais do que palavras, uma estratégia eleitoral: A frase “Faremos algo em relação a Cuba em breve” não é casual. É uma mensagem concebida para mobilizar o eleitorado republicano da Flórida com vista às eleições de 2026.

● O “Fator Marco Rubio”: Como Secretário de Estado, Rubio endureceu o discurso. Já não se fala apenas de sanções econômicas, mas de uma mudança forçada do sistema político como condição inegociável.

● O espelho da Venezuela: O precedente da intervenção contra Nicolás Maduro serve de advertência. O analista aponta que, na ausência de causas jurídicas reais contra a liderança cubana, o “cardápio imperial” poderia se voltar para métodos mais radicais e violentos.

● A Lei de Murphy Geopolítica: Em uma relação tão tensa, se algo pode dar errado, dará errado. A retórica de Trump elimina as margens para a diplomacia e aumenta o risco de um “erro” que desencadeie uma escalada militar ou econômica total.

● A resposta está nas ruas: diante da incerteza e do cerco, o debate se transfere para o cubano comum. A unidade e a preparação para o “pior cenário” são as únicas ferramentas contra a chantagem daqueles que usam a Ilha como bandeira eleitoral.

NÃO É APENAS RETÓRICA: É UM PLANO DE ASFIXIA.

Você acha que a pressão externa alcançará seu objetivo ou fortalecerá a resistência interna? Deixe sua opinião.
POSIÇÃO EDITORIAL: Diante da chantagem, a soberania não se negocia
Diante do rufar dos tambores de guerra que chegam de Washington, Razones de Cuba reafirma que nossa nação não se intimida com roteiros repetidos nem com ameaças de “operações cirúrgicas”.

A história já mostrou que:
☆ Cuba não é moeda de troca: Não permitiremos que nossa soberania seja o “prato do dia” para as ambições eleitorais da Flórida.

☆ A paz é nosso caminho, mas a defesa é nosso direito: As declarações de Donald Trump e a agressividade de Marco Rubio apenas confirmam que o cerco econômico é, em essência, uma guerra contra o povo cubano.

☆ Unidade diante da incerteza: Diante da “Lei de Murphy” do império, nossa resposta é a organização, a verdade e a resistência criativa em cada rua e cada bairro.

O destino de #Cuba é decidido pelos cubanos e cubanas, não por um gabinete na Casa Branca.



27 de mar. de 2026

Cuba não está sozinha; Miami sim, está.

                           
Hedelberto López Blanch

O sentimento de solidariedade transbordou pelo planeta para dizer a Cuba que ela não está sozinha, após o presidente condenado Donald Trump ter decretado um bloqueio petrolífero desumano contra a ilha, numa tentativa de matar seus habitantes de fome e provocar uma mudança de sistema no país, algo que as diferentes administrações que passaram pela Casa Branca não conseguiram alcançar.

Durante 67 anos, apesar de lançar agressões armadas, atos terroristas, tentativas de ataques contra seus líderes e um enorme bloqueio econômico, comercial e financeiro, Washington não alcançou seus objetivos e Cuba continua sendo um grande obstáculo.

Nas últimas semanas, inúmeros ativistas da América Latina, Europa e Estados Unidos chegaram a Havana, trazendo toneladas de alimentos, medicamentos, equipamentos médicos, painéis solares e, acima de tudo, uma enorme quantidade de energia, afeto, apoio e solidariedade para com um povo que sofre sob o bloqueio ianque implacável e desumano.

Cuba tem sido uma nação que se caracteriza, desde o início da Revolução, por demonstrar solidariedade altruísta a mais de uma centena de nações do mundo, às quais prestou auxílio médico, educacional, técnico e até militar, assim como fez nas lutas para libertar os países africanos do colonialismo e do sistema do apartheid.

O Primeiro Secretário do Partido e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, liderou a recepção aos membros da Comboia Nossa América, uma iniciativa internacional de solidariedade com a Ilha em meio à intensificação do bloqueio.

Na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), em Havana, autoridades locais e mais de 600 membros da caravana demonstraram sua solidariedade diante dos tambores da guerra, das ameaças e das agressões dos Estados Unidos.

Durante o encontro, o coordenador da Internacional Progressista e organizador do Comboio Nossa América, o jovem americano David Adler, declarou: "Foi a maior honra da minha vida ter proporcionado esta oportunidade."

Suas palavras refletiram o espírito de uma caravana que mobilizou representantes de 38 países, pertencentes a mais de 140 organizações sociais, políticas, culturais e de solidariedade, incluindo deputados, juízes, embaixadores, artistas, intelectuais e ativistas de quase todos os continentes.

Ao longo de duas semanas, delegações como a de mais de cem ativistas, sindicalistas e quatro eurodeputados de uma rede internacional que se estende da Itália ao Marrocos, passando pela França, Suíça, Grécia e Espanha, chegaram a Cuba.

Eles trouxeram um carregamento de esperança avaliado em meio milhão de euros, composto por cinco toneladas de medicamentos e suprimentos médicos essenciais para um sistema de saúde que resiste ao impacto da ordem executiva de Trump de interromper todos os carregamentos de combustível para a ilha.

Outros que chegaram eram membros da Our America Convoy, que mobiliza pessoas de todo o mundo em solidariedade com a Ilha da Liberdade e da Esperança, como eles próprios a descreveram.

Também chegou ao porto de Havana o navio batizado de Granma 2.0 por sua tripulação, em referência ao iate que trouxe os expedicionários do Movimento 26 de Julho do México em 1956. Transportando 14 toneladas de suprimentos médicos, ele se tornou um novo símbolo de solidariedade internacional.

Do cais de Havana, seus membros seguiram para o Centro Cardíaco Pediátrico William Soler, onde entregaram a preciosa carga e a compartilharam com pacientes e profissionais de saúde.

Enquanto essas missões de amor acontecem em Cuba, os odiadores em Miami estão desanimados porque não conseguem reunir nem mesmo uma dúzia de contrarrevolucionários em seus comícios, como aconteceu recentemente.

No dia 20 de março, vários deles viajaram da Flórida para Washington para fazer uma apresentação em frente à embaixada cubana. As fotos não mentiam; apenas 11 pessoas estavam presentes. Uma enorme decepção.

Uma pesquisa recente da YouGov revelou que 48% dos cidadãos estadunidenses não apoiam o atual embargo de petróleo imposto por Trump e seu secretário de Estado, o mitômano Marco Rubio, enquanto apenas 26% o apoiam.

Como afirmou recentemente o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla: "Os estadunidenses percebem a natureza desumana e criminosa da medida, ao contrário de seu governo e dos belicistas que a implementam."

                             Cuba não está sozinha; Miami está.

https://cubaenresumen.org/2026/03/26/cuba-no-esta-sola-miami-si-lo-esta/

Trad: @comitecarioca21

                    


26 de mar. de 2026

BASES MILITARES DOS EUA NA AMÉRICA LATINA.

                                         

INSTITUTO DE ESTUDOS LATINO-AMERICANOS
Universidade Federal de Santa Catarina

Bases Militares dos EUA na América Latina

  Elaine Tavares 

Os Estados Unidos seguem trabalhando fortemente na sua estratégia de dominar completamente a América Latina, mantendo-a sob seu tacão. Recentemente o presidente Donald Trump reuniu presidente “amigos” em um encontro para constituir o que ele chamou de Escudo das Américas, mas que, na verdade, é a busca por um escudo para “a” América – no caso, eles.

A proposta do governo dos EUA é garantir a instalação de mais bases militares no continente. Recentemente o congresso do Paraguai reativou um acordo que permite a entrada de militares estadunidense no país para trabalhos de “cooperação”. Os militares terão imunidades semelhantes aos diplomatas e, na prática, é sim a instalação de uma base militar dentro do Paraguai.

No Equador, o presidente Noboa tentou empurrar goela abaixo a retomada pelos gringos da Base de Manta, mas foi impedido pela vontade popular que, numa consulta nacional rejeitou a presença militar estrangeira no país. Ainda assim, segue buscando atuar em conjunto com os estados Unidos, agora sob o pretexto de atacar o narcotráfico.

Na Argentina, o presidente Javier Milei, que já ofereceu até os jovens argentinos para lutar contra o Irã, também está sendo discutido a instalação de bases estadunidenses na região de Ushuaia e Terra do Fogo. Em outubro do ano passado foi autorizada a presença de militares dos EUA no território para realização de exercícios conjuntos.

Não se sabe ao certo quantas bases militares estadunidenses existem na América Latina, mas o número deve se aproximar dos 80. A Base Naval de Guatánamo em Cuba é a mais antiga e bastante simbólica por estar incrustrada na ilha socialista. No Caribe estão espalhadas várias bases com especial atenção para as de Aruba, Curaçao e Porto Rico.

Honduras registra a Base Aérea de Soto Cano, um ponto bastante estratégico para o controle de toda a região da América Central. Panamá, apesar de ter recuperado o controle do canal, ainda cede espaços para militares estadunidenses.

Na Colômbia são mais de nove bases militares, com a desculpa de atuar contra o narcotráfico. O Peru, ainda que não tenha bases, cede diversos pontos do território para operações de inteligência estadunidense. No Uruguai não há bases militares, mas em 2023 o Senado fortaleceu a cooperação em segurança e defesa, incluindo o retorno ao Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

O Chile oficialmente não tem base, mas há denúncias de que o Forte Aguayo, inaugurado em 2012, recebeu financiamento estadunidense para abrigar o centro de treinamento para os soldados da ONU, chamados de capacetes azuis. Esse fato levantou várias denúncias de que o Forte seria sim, uma base militar estadunidense, visto que eles têm o controle.

A Bolívia não tem mais nenhuma base estadunidense desde que Evo Morales fechou a Base de Chimoré como medida de soberania. Agora, com o novo presidente , não se sabe o que vai passar. No México não há, a Constituição do país proíbe qualquer base estrangeira no país.

Resta o Brasil, que também não tem base estadunidense em seu território, sendo que esse tema sempre foi motivo de rechaço por parte da população. Ainda assim, o país mantém boas relações com os militares estadunidenses, consolidando acordos de cooperação focados em intercâmbio de tecnologias e lançamentos espaciais na Base de Alcântara. Em vários mapas sobre bases na América Latina, Alcântara aparece como sendo uma delas.

Como dá para perceber, o continente latino-americano está praticamente tomado por bases dos EUA, o que deveria colocar o povo em barbas de molho. Basta ver o que acontece hoje na região do Oriente Médio. Com os Estados Unidos deflagrando ataques sobre o Irã, o Irã tem revidado destruindo suas bases militares nos países vizinhos.

Entregando território nacional para bases estadunidenses os governos dos países da América Latina estão não apenas servindo como serviçais do imperialismo, mas também colocando suas populações em perigo. Afinal, numa eventual guerra, todos estes espaços estarão sujeitos a ataques.

https://iela.ufsc.br/bases-militares-dos-eua-na-america-latina/

                 

25 de mar. de 2026

ICAP CONVOCA A XIX BRIGADA INTERNACIONAL DE TRABALHO VOLUNTÁRIO E SOLIDARIEDADE COM CUBA PARA O DIA 1° DE MAIO.

                           


   O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e sua agência de viagens Amistur Cuba SA, no âmbito do 65º aniversário de fundação do ICAP e do 67º aniversário do Triunfo da Revolução, convidam os amigos de Cuba de todo o mundo a participar da XIX Brigada Internacional Primeiro de Maio.

Esta edição, de 26 de abril a 9 de maio de 2026, possui profundo significado histórico e militante. É especialmente dedicada à comemoração do Centenário do Nascimento de nosso invicto Comandante-em-Chefe, Fidel Castro Ruz, arquiteto da unidade e da dignidade da Pátria. A brigada se constitui como um ato de reafirmação internacionalista por ocasião do Dia Internacional dos Trabalhadores, data que simboliza a luta histórica da classe trabalhadora mundial contra a exploração e pela justiça social.

A brigada foi concebida para oferecer aos seus participantes uma compreensão abrangente e aprofundada da realidade cubana contemporânea. Através de um programa estruturado, destacará o progresso do nosso projeto social, as transformações em curso e a resistência criativa do povo cubano face ao bloqueio econômico, comercial e financeiro criminoso imposto pelo governo dos EUA, que foi intensificado a um grau extremo pela atual administração Trump.

O programa inclui dias de trabalho voluntário, como expressão prática de solidariedade e homenagem ao valor do trabalho libertador; encontros com representantes de organizações políticas e de massa, instituições e da população, analisando os desafios e as conquistas da sociedade cubana. Além disso, estão previstas visitas a centros de interesse histórico, econômico, cultural e social nas províncias de Havana, Artemisa e Cienfuegos, que permitirão aos participantes observar o desenvolvimento nacional em primeira mão.

 

Logística e Condições:

 

Duração: 13 noites/14 dias.

Acomodação: 10 noites no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM) em Caimito (fundado em 1972) e 3 noites em um hotel em Cienfuegos. A estadia no CIJAM exige o cumprimento rigoroso de seu regulamento interno e das normas de disciplina e convivência coletiva.

Taxa de participação: 690 EUR/USD. Inclui:

Acomodação em quartos compartilhados (até 4 pessoas no CIJAM, quartos duplos/triplos em Cienfuegos).

Pensão alimentícia integral.

Todos os traslados: aeroporto-CIJAM-aeroporto e transporte para atividades programadas.

Método de pagamento: Transferência bancária ou portal de pagamento online seguro.

Requisito: Todos os membros da brigada devem possuir seguro de saúde com cobertura válida em Cuba.

Chegadas antecipadas: Quem chegar ao CIJAM antes de 26 de abril pagará um suplemento de EUR/USD 20,00 por noite (incluindo acomodação e refeições).

 

Processo de inscrição:

 

As inscrições encerram em 31 de março de 2026.

É obrigatório preencher o formulário de inscrição em: https://forms.gle/3fQ3yg7y11Luqdsy9.

Informações pessoais detalhadas e itinerários de voo (datas, horários e números dos voos) devem ser fornecidos para garantir a logística adequada de embarque e traslados. O transporte para a CIJAM será garantido para os membros da brigada que estiverem em Havana antes da data oficial de início.

Para dúvidas: brigada1romayo@gmail.com

Esta brigada não é uma viagem turística; é um bastião de ideias, trabalho e fraternidade. É uma oportunidade para honrar, ao lado do povo cubano, o legado de Fidel, celebrar as conquistas da Revolução e fortalecer, por meio de ações concretas, os laços indissolúveis de solidariedade internacionalista que caracterizam a luta por um mundo mais justo.

 

Pela paz, pela amizade e pela vitória da solidariedade!

 


Programa de atividades da XIX Brigada Internacional de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba “1º de maio”

 

Domingo, 26 de abril de 2026

Chegada dos membros da brigada. (Transferência do aeroporto para o CIJAM).

16h00      Partida para o Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” ( CIJAM ) dos brigadistas que chegaram mais cedo. Local: Casa de la Amistad (Casa da Amizade).

Alojamento e jantar.

Noite grátis.

 

Segunda-feira, 27 de abril de 2026

7h da manhã. Despertar .

7h30 Café da manhã       

10h00: Inauguração da Brigada no CIJAM.

11h00 Reunião com representantes da liderança política do ICAP.

12h30 Almoço no CIJAM

Conferência das 14h: Situação atual em Cuba e impacto do bloqueio.

17h00: Reunião organizacional por países.

20h00 Jantar e noite de boas-vindas cubana para os brigadistas.

 

Terça-feira, 28 de abril de 2026

7h da manhã. Despertar.

7h30 Café da manhã

08:00 h Partida para Havana.

9h00: Visita ao Centro Fidel Castro. Debate sobre a vida e obra do Comandante-em-Chefe Fidel Castro.

13h30 Almoço no Restaurante 1830.

14h30: Encontro com intelectuais e artistas cubanos na Casa de las Américas.

17h00 Partida em direção a CIJAM.

Jantar às 19h no CIJAM.

Uma noite para compartilhar / Música gravada / Os contadores de histórias se reúnem.

Amistur Opcionais

 

Quarta-feira, 29 de abril de 2026

05:45 h. Despertar

06:15 h. Café da manhã

07:00 h. Manhã e saída para o trabalho produtivo.

12h30. Almoço no CIJAM.

14h30 - Conferência: A ofensiva imperial da administração Trump contra a América Latina.

18h30: Jantar no CIJAM.

20h30: Reunião de esclarecimento sobre o evento do Dia do Trabalho.

Noite gratuita com música gravada.

Amistur Opcionais

 

Quinta-feira, 30 de abril de 2026

5h30 da manhã. Despertar.

6h00 Café da manhã

7h da manhã. Visita aos centros de produção conforme o planejamento do ICAP-CTC.

12h30: Almoço no Restaurante Aljibe em Havana.

15h00: Reunião com estudantes palestinos no ICAP.

17h00: Partida em direção a CIJAM.

19h00 Jantar no CIJAM.

Uma noite para compartilhar / Música gravada.

 

Sexta-feira, 1 de maio de 2026

03:00 h. Despertar

03:15 h. Café da manhã.

04:00 h. Partida para Havana.

7h00: Participação na atividade principal do Dia do Trabalhador.

10h00: Atividade de confraternização na Casa da Amizade.

12h00: Almoço na Casa da Amizade/Retorno ao CIJAM.

Amistur Opcionais

Jantar / Noite livre no acampamento

 

Sábado, 2 de maio de 2026

5h da manhã. Despertar

06:30 h. Café da manhã.

07:00 h. Partida em direção ao Palácio das Convenções.

                 Participação no evento de solidariedade.

13h00: Almoço no Palácio de Convenções.

                 Encerramento do evento. Retornar ao CIJAM.

18h30 Jantar no CIJAM / Noite livre / Música gravada.

 

Domingo, 3 de maio de 2026

5h da manhã. Despertar

5h30 Café da manhã

06h30 Saída em direção a Cienfuegos.

9h00. Boas-vindas à Brigada no Parque “Martí”. Oferenda floral.

9h30: Visita a projetos comunitários.

12h30. Almoço e check-in no hotel. Aproveite as instalações do hotel.

19h: Jantar no hotel

20h00: Atividade cultural no hotel.

 

Segunda-feira, 4 de maio de 2026

7h00: Café da manhã.

9h00: Visita a uma fazenda agroecológica na província. Troca de experiências com os produtores.

12h00: Almoço no hotel.

14h: Visita à Escola de Arte Benny Moré.

15h30: Visita guiada à cidade com o historiador provincial. Retorno ao hotel.

19h00: Jantar no hotel.

 À noite: Desfrute da Noite Cubana no hotel com artistas locais.

 

Terça-feira, 5 de maio de 2026

7h00 Café da manhã

08:00 h. Trabalho voluntário em uma UBPC em Cienfuegos.

13h00: Almoço no hotel.

14h30. Reunião com médicos internacionalistas. Entrega de doações ao Hospital Provincial de Cienfuegos.

19h00: Jantar no hotel.

Noite grátis.

 

Quarta-feira, 6 de maio de 2026

7h00: Café da manhã.

08:00 h. Check-out.

08h30. Partida em direção a Villa Clara.

10h30: Visita ao Memorial de Che Guevara e ao Trem Blindado.

13h00: Almoço no Hotel Los Caneyes/Granjita.

15h00. Partida em direção a CIJAM.

20h00 Jantar no CIJAM.

Uma noite para compartilhar / Música gravada.

 

Quinta-feira, 7 de maio de 2026

05:45 h. Despertar

06:00 h. Café da manhã.

07:00 h. Trabalho Produtivo.

12h30: Almoço no CIJAM.

14h00 Cultura e nação: o mistério de Cuba. Debate com representantes da Sociedade Cultural José Martí. Venda de livros.

19h00 Jantar no CIJAM.

Noite: Preparativos para a Noite Internacional. / Reunião de relatores e redatores da declaração final.

OPÇÕES DE AMIZADE

 

Sexta-feira, 8 de maio de 2026

05:45 h. Despertar

6h00 Café da manhã

7h00 Trabalho Produtivo

11h00 - Atividade final de produção

12h30: Almoço no CIJAM.

14h00. Cerimônia de encerramento. Leitura da declaração final no CIJAM. Preparativos para a Noite Internacional.

19h30: Jantar / Noite Internacional e festa de encerramento.

 

Sábado, 9 de maio de 2026

Transferência dos membros da brigada para o aeroporto conforme planejado.

10h00. Transferência para Havana (ICAP) dos brigadistas que permanecerão em Cuba.

Partida da delegação cubana.

 

 

Opcionais de Amistur ::///D:/Downloads/Opcionales-de-Amistur-para-la-Brigada-del-1ro-de-Mayoocx.pdf


Tradução/edição: @comitecarioca21

24 de mar. de 2026

Ana Hurtado: 'Poucas nações no mundo enfrentaram uma guerra em todas as frentes como Cuba'

                           

Entrevistamos a jornalista e documentarista Ana Hurtado, que vive e trabalha em Cuba há três anos. Conversamos com ela sobre a situação na ilha devido ao bloqueio criminoso imposto pelos EUA.   

Por Oriol Sabata

Cuba atravessa atualmente uma situação grave em consequência da intensificação do bloqueio criminoso imposto pelos EUA. Qual é o clima na ilha? Que sentimento você percebe entre a população e qual tem sido a reação do governo e do povo a esse novo ataque imperialista?

Esta semana, em Cuba, a crise se agravou, uma crise que, na minha opinião, já dura um ou dois anos. Moro na ilha há três anos e, nos últimos dois ou dois anos e meio, tenho observado como os cortes de energia são diários ou quase diários, mesmo em Havana, onde são menos frequentes do que em outras províncias, o que dá uma noção real da gravidade do problema energético.

Embora os Estados Unidos tenham buscado ativamente a desestabilização do povo cubano desde o início da década de 1960, começando com o Memorando Lester Mallory, que visava criar dificuldades materiais para incitar o povo cubano a se rebelar contra o governo, essa crise só piorou a cada nova administração. Durante o primeiro mandato de Trump, centenas de medidas foram impostas, inclusive durante a pandemia de COVID-19; o povo cubano teve o acesso ao oxigênio negado. Essas medidas não foram posteriormente revertidas e agora resultaram em um bloqueio energético com consequências diretas para o cotidiano.

Este país tem operado sob uma economia de guerra durante anos e desenvolveu uma enorme resiliência. O povo está cansado, mas mantém um forte espírito de resistência. É importante lembrar que, nesta ilha, uma percentagem muito elevada da população apoia a revolução e o seu modelo político, num país que elegeu o seu parlamento com uma taxa de participação superior a 70% dos eleitores registados.

Ao mesmo tempo, o governo está concentrando seus esforços em garantir recursos básicos para sustentar a vida diária em um contexto de escassez, assegurando serviços essenciais e priorizando as necessidades fundamentais da população.

 

Em 25 de fevereiro, uma embarcação vinda da Flórida com dez indivíduos armados a bordo foi interceptada por tropas da Guarda de Fronteira. Posteriormente, descobriu-se que eles planejavam uma infiltração armada em Villa Clara. Podemos afirmar que Cuba enfrenta uma guerra multidimensional que vai além da esfera econômica?

O cerco dos EUA a Cuba não é apenas generalizado, mas também multifacetado. Poucas nações no mundo enfrentaram uma guerra em todas as frentes como Cuba.

Este povo tem enfrentado uma guerra ideológica constante com o objetivo de desmantelar seus valores, sua história e sua cultura. Sofreu guerras militares por meio de invasões armadas, bem como terrorismo, com milhares de mortos e muitos outros mutilados. Também sofreu ataques bacteriológicos, com a introdução de doenças que afetaram gravemente a população, e guerra biológica contra suas principais plantações.

Também foi vítima de atos terroristas, como o atentado a bomba contra um avião; os primeiros atos terroristas contra a aviação civil no mundo foram perpetrados por terroristas anticubanos.

Não podemos esquecer, para destacar algo, as figuras nefastas de Posada Carriles, Orlando Bosch e Félix Rodríguez — que foi quem cortou as mãos de Che depois de sua morte —, com o ataque aos aviões em Barbados, a tentativa de ataque ao auditório da universidade no Panamá e as tentativas de assassinato do líder Fidel Castro ao longo de sua carreira política.

São pessoas antiquadas que querem continuar essa luta indecente.

Em resumo, Cuba enfrenta uma guerra não convencional há 67 anos.

 

Cuba tem uma longa história de resistência que remonta à década de 1960, quando, após o triunfo da Revolução Cubana, os EUA impuseram um bloqueio criminoso com consequências econômicas e sociais devastadoras que afetam o cotidiano do povo cubano. Poderia nos dar alguns exemplos específicos do dia a dia para que nossos leitores possam compreender a magnitude desse bloqueio?

O bloqueio, como já dissemos, é de natureza geral e não podemos afirmar que afeta setores específicos; não há área da vida que escape a esse bloqueio.

Deixe-me dar um exemplo: neste momento, mais de 80% da população cubana vive sob o bloqueio. É importante ter em mente que, atualmente, com a guerra que os Estados Unidos travam contra o mundo, simplesmente impondo tarifas às economias, eles conseguiram forçar os governos a se submeterem aos seus interesses. No caso de Cuba, não se trata apenas da imposição de tarifas, mas também da privação do comércio direto com um parceiro que, geograficamente, como é o caso dos Estados Unidos, está na mesma região e muito próximo.

Agora, vamos falar sobre os impactos. Eles estão presentes no dia a dia. São esses, eu diria, os fatores que definitivamente pioram a vida dos cubanos. Abastecimento de água, eletricidade, comunicações, alimentação — tudo isso afeta todos os aspectos das atividades do país.

A isso se soma a situação dos transportes, não apenas por causa do combustível, mas também por causa das peças de reposição. O mesmo se aplica à geração de eletricidade.

Além disso, os Estados Unidos, com seu bloqueio a Cuba, exercem enorme pressão sobre nações e terceiras empresas.

Vale ressaltar também que qualquer produto que contenha mais de 10% de componentes de origem estadunidense não pode ser comercializado em Cuba devido às regulamentações do bloqueio.

A isso se soma a perseguição financeira, na qual os Estados Unidos examinam constantemente todas as transações bancárias, como se Cuba fosse realmente um Estado patrocinador do terrorismo.

Cuba sempre lutou contra o terrorismo e a pirataria. O que o país fez foi travar uma luta aberta e total contra o narcotráfico. É sabido que em Cuba há tolerância zero para narcóticos e drogas. Isso não existe aqui.

Portanto, um elemento essencial é que a inclusão de Cuba na lista de países terroristas é de um nível cínico e totalmente repugnante.

É preciso ressaltar que Cuba tem uma vocação internacionalista constante e um compromisso com a ajuda a outras nações. Não há país que não tenha sido impactado por médicos e professores cubanos. A Operação Milagro na Venezuela, os programas de alfabetização em diversos países e as campanhas de saúde contra a COVID-19 em uma Europa incapaz de salvar seu próprio povo são exemplos disso.

Este é um processo internacionalista e baseado na solidariedade, conhecido em todo o mundo.

 

Em 13 de março, o presidente Díaz-Canel anunciou o início das negociações com Washington. Que confiança se pode depositar em uma administração como a de Trump, considerando os recentes ataques à Venezuela e ao Irã enquanto ambos os governos estavam em negociações ativas?

A questão não é a confiança, mas a disposição. Cuba sempre se mostrou disposta a negociar quaisquer divergências e a dialogar em qualquer fórum onde essas divergências surjam. No caso específico das relações com os Estados Unidos, estão em jogo interesses hegemônicos que não são circunstanciais, mas sim que persistem há mais de 200 anos.

Esta administração caracteriza-se precisamente pelas suas ações disruptivas na arena internacional e, sobretudo, pela sua falta de confiança. Nesse sentido, a questão nunca foi abordada em termos de confiança nas discussões em curso, mas sim em termos de princípios.

Em resumo, o objetivo é reafirmar esses princípios em qualquer diálogo ou processo de negociação, tendo em mente que existem questões que não estão em jogo e não podem estar.

A soberania não está em jogo, a autodeterminação não está em jogo, a dignidade do povo cubano não está em jogo. Esse é o ponto.

 

Qual o papel da solidariedade internacional nestes tempos difíceis para Cuba?

A solidariedade internacionalista com Cuba é mais fundamental do que nunca. Num mundo globalizado e desumanizado, permeado por um capitalismo que penetrou todas as esferas, é a solidariedade — a compaixão das nações — que deve sustentar e apoiar o povo cubano.

Em última análise, é simplesmente uma forma de retribuir, em parte, tudo o que Cuba deu ao mundo ao longo de décadas. Atualmente, flotilhas de solidariedade chegam à ilha vindas de diferentes partes do mundo, amigos desta nação que, com a sua presença, ajudam a destacar a magnitude de um conflito que já dura quase sete décadas.

Mas não se trata apenas de solidariedade material ou pontual. Essa solidariedade internacionalista deve também servir para promover a causa de Cuba, a defesa de sua soberania e de seu processo revolucionário, e para desafiar a narrativa hegemônica que o imperialismo construiu globalmente.

 

Que recomendações daria aos nossos leitores para lidar com a guerra psicológica e midiática travada contra Cuba pela grande mídia?

Recomendo que leitores e espectadores sempre busquem informações em veículos de mídia oficiais cubanos e em veículos de esquerda que não reproduzam a narrativa hegemônica da grande mídia, a qual apoia a economia capitalista.

Hoje, a guerra midiática e a guerra psicológica são ainda mais decisivas do que a guerra militar ou os chamados ataques cirúrgicos, porque penetram no imaginário coletivo dos povos, atingindo o trabalhador na França, Itália, Espanha ou Japão.

Neste ponto, a responsabilidade não recai apenas sobre os meios de comunicação, mas também sobre nós mesmos, que dispomos de canais online, como as redes sociais, para contribuir para a disseminação da verdade e o combate à desinformação.

É essencial manter uma postura crítica em relação à mídia ocidental convencional e buscar informações em fontes alternativas, com uma perspectiva crítica e humanística, contribuindo também para sua disseminação.

Hoje, ferramentas como a inteligência artificial podem distorcer qualquer tipo de realidade. Vivemos em tempos em que, combinados com a inteligência artificial, as redes sociais e a pós-verdade, é difícil distinguir entre notícias falsas e verdadeiras.

Portanto, esta deve ser uma luta essencial e um dever moral de toda pessoa consciente dos danos que o imperialismo estadunidense e o sionismo causam ao povo.

 

A opinião pública internacional é frequentemente bombardeada com a ideia de que o socialismo é um fracasso e não funciona. No entanto, desde o triunfo da Revolução em Cuba, nunca lhe foi permitido desenvolver-se com sequer um mínimo de paz e estabilidade. Que medo se esconde por trás desse constante assédio e boicote?

Se alguém tentar definir Cuba como um Estado falido, como eles a chamam, terá que perguntar como um Estado falido pode sobreviver por 67 anos sob um bloqueio incessante dos Estados Unidos e sob múltiplas formas de agressão como as que descrevemos.

Se é um estado falido, como pode se sustentar ao longo do tempo? Além disso, por que o bloqueio não é suspenso? O que aconteceria se essas medidas fossem suspensas? O que aconteceria se o país pudesse se desenvolver sem essas restrições?

Durante o governo Obama, ficou demonstrado que, sem abandonar a intenção de desmantelar o sistema sociopolítico do país, ocorreu uma abertura econômica por meio de decisões executivas que aliviaram parcialmente o bloqueio, e nesse contexto diversos setores da economia cubana apresentaram indicadores favoráveis.

Então, se Cuba é realmente um Estado falido, por que manter e reforçar as medidas de bloqueio? Por que sustentar um bloqueio extraterritorial? Por que impedir que outros países negociem com Cuba ou lhe forneçam combustível? Por que tudo isso é necessário?

Quem define um Estado falido quando existem países enfrentando crises políticas, econômicas e sociais, ou mesmo desastres naturais com consequências muito mais graves? Cuba frequentemente enfrenta fenômenos naturais de grande escala, como furacões, com perdas humanas e materiais mínimas.

No entanto, em outras regiões do mundo, incluindo a Europa, a América e até mesmo os próprios Estados Unidos, ocorrem desastres naturais com consequências devastadoras, e ninguém rotula automaticamente esses países como estados falidos.

Então, por que insistir nessa categoria para um país que coloca os seres humanos no centro de sua governança? Essas são inconsistências óbvias, difíceis de justificar.

Alega-se que o socialismo não está avançando, mas essa alegação coexiste com a constante necessidade 


https://cubaenresumen.org/2026/03/19/entrevista-a-ana-hurtado-pocos-pueblos-en-el-mundo-han-enfrentado-una-guerra-en-todos-los-campos-como-es-el-caso-de-cuba/

Trad: @comitecarioca21