31 de mar. de 2026

O NAVIO QUE FUROU O CERCO: A SOLIDARIEDADE DA RÚSSIA E A CORAGEM DE PUTIN.

                               
Paulo Da Silva

Quando o bloqueio e a escuridão apertam, há quem estenda a mão – mesmo que o império ameace.

Há meses que Cuba espera. Há meses que o bloqueio aperta como nunca. Desde 9 de janeiro, nem uma gota de petróleo entrou na ilha. Os geradores pararam. Os hospitais funcionaram com luzes de emergência. As crianças estudaram à luz de velas. Os doentes de câncer esperaram, em vão, por tratamentos que não chegam. O povo cubano, esse, resistiu, como sempre resistiu. Mas até a resistência tem limites quando o combustível acaba.

E foi nesse momento, quando o cerco parecia fatal, que a Rússia apareceu no horizonte. Não com promessas, não com discursos – com um navio. O Anatoly Kolodkin, um petroleiro russo com 730.000 barris de petróleo, desafiou abertamente o bloqueio dos EUA e navegou em direção a Cuba. E, contra todas as previsões, contra a doutrina Monroe, contra as ameaças de Trump, chegou a Matanzas.

 

O gesto de Vladimir Putin

Não é a primeira vez que a Rússia ajuda Cuba. Mas este gesto tem um significado especial. Enquanto os EUA apertavam o cerco, enquanto Trump ameaçava com tarifas e prometia que Cuba “falharia em breve”, Moscou fez o oposto. Enviou o que era mais necessário: combustível. E o fez de forma declarada, humanitária e firme.

O ministro da Energia russo, Sergey Tsivilyov, foi claro: “Estamos enviando cargas humanitárias. Cuba encontra-se numa situação difícil como resultado da pressão das sanções”. Não houve rodeios. Não houve hesitação. A Rússia declarou publicamente que continuaria a ajudar a ilha, independentemente das ameaças.

Vladimir Putin, que tem sido retratado pelo Ocidente e parte da esquerda como o vilão de todas as histórias, mostrou, mais uma vez, que há uma diferença entre os que falam e os que agem. Enquanto a Europa e os EUA impõem sanções, bloqueiam, estrangulam, a Rússia envia petróleo. Enquanto o império ameaça, Moscou age.

 

A declaração de Trump (e a sua ironia)

O próprio Donald Trump, que tantas vezes ameaçou “tomar Cuba de uma forma ou de outra”, foi forçado a recuar. A Guarda Costeira dos EUA tinha navios na região, mas não recebeu ordens para agir. E Trump, em declarações à imprensa, admitiu que o navio foi “autorizado por razões humanitárias”.

“Não nos importamos que alguém traga um barco carregado porque eles precisam de sobreviver. Prefiro deixá-lo entrar, seja da Rússia ou de qualquer outro, porque as pessoas precisam de aquecimento. ”

É a ironia suprema. O mesmo homem que jurou estrangular Cuba até à rendição foi obrigado a permitir que a Rússia furasse o seu cerco. Não por generosidade, porque não podia fazer o contrário. Interceptar um navio russo, com ajuda humanitária, em águas internacionais, seria uma escalada que nem Trump, com toda a sua bravata, estava disposto a enfrentar.

 

A Rússia venceu, sem disparar um tiro.

 

A escolta e a espera

Durante toda a viagem, a expectativa foi enorme. O Anatoly Kolodkin viajou sob bandeira russa, escoltado por um navio de guerra da Armada russa no Canal da Mancha. Depois, continuou sozinho pelo Atlântico, mas sempre vigiado, não pelo império, que ameaçava, mas pela esperança de quem, em Cuba, aguardava. Quando passou a província de Holguín, viajando a 12,3 nós, o horizonte já se clareava. A cada milha percorrida, a certeza crescia: o navio chegaria.

E chegou. Ao porto de Matanzas, com 100.000 toneladas de petróleo, o Anatoly Kolodkin atracou. É o primeiro petroleiro a chegar a Cuba em três meses. O primeiro alívio real desde que o cerco energético foi imposto. O primeiro sinal de que a solidariedade, quando é verdadeira, não recua perante ameaças.

 

O Mundo Multipolar em ação

Este navio não é apenas um carregamento de petróleo. É um símbolo. É a prova de que o mundo já não é unipolar. É a demonstração de que há quem esteja disposto a enfrentar o império, não com bombas, mas com solidariedade. É a confirmação de que Cuba não está sozinha.

A Rússia, com este gesto, mostrou que a sua aliança com Cuba não é retórica. É prática. É um navio que atravessa o Atlântico, que desafiou o bloqueio, para chegar a Matanzas com o combustível que mantém hospitais abertos, escolas iluminadas, vidas salvas.

E Putin, que tantas vezes é acusado de ser o grande inimigo do Ocidente, mostrou que, para os povos que resistem, ele é um aliado. Não um aliado de discurso – um aliado de fato.

O Anatoly Kolodkin atracou em Matanzas. O petróleo correndo para os geradores, para os hospitais, para a vida que continua. A humilhação de Trump, que teve de autorizar o que não podia impedir. Fica a certeza de que Cuba não se verga – e que, quando o cerco aperta, há quem apareça no horizonte.

Fica, também, a lição: o mundo multipolar não é uma teoria. É a Rússia enviando petróleo, é a China enviando arroz, é o México, Brasil, Venezuela e tantos outros enviando ajuda humanitária, são os povos se unindo contra o bloqueio.

 

O abraço que atravessou o Atlântico

 

O Anatoly Kolodkin não é apenas um navio. É um abraço. Um abraço que saiu da Rússia, atravessou o Atlântico, desafiou o império, e chegou a Cuba. Não é petróleo que transporta é a prova de que há laços que não se rompem com ameaças. É a certeza de que, quando um povo sofre, há outro que não vira a cara.

Rússia e Cuba. Dois países separados por oceanos, unidos por uma história de luta. A União Soviética que, décadas atrás, esteve ao lado da Revolução Cubana quando o mundo a queria ver cair. Cuba que, hoje, recebe de braços abertos o que a Rússia envia – não como esmola, como fraternidade.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, foi claro: “A Rússia considera que é seu dever não ficar indiferente e prestar a ajuda necessária aos nossos amigos cubanos. Em condições de um bloqueio severíssimo, os nossos amigos cubanos precisam de produtos petrolíferos e petróleo cru – isto é necessário para o funcionamento dos sistemas de suporte à vida no país, para a geração de eletricidade, para prestar serviços médicos à população”.

Há quem chame a isto geopolítica. Nós, chamamos o que é: solidariedade. A mesma que Fidel pregou, a mesma que Che viveu, a mesma que Stalin construiu quando mostrou que o socialismo não se constrói sozinho. É a mão que se estende quando o império aperta. É a certeza de que, mesmo no meio do cerco, há quem esteja do lado certo.

 

A fraternidade que não se compra

A Rússia de Putin não é a União Soviética. Mas há algo que permanece: a recusa em aceitar que o mundo seja governado por um só. A coragem de enfrentar o império, não com bravata, mas com atos. E Cuba, que há mais de 60 anos resiste ao bloqueio, sabe o que é ter ao lado quem não se curva.

Este navio, é a prova de que a fraternidade entre os povos russo e cubano não é uma frase. É um fato. É um petroleiro que, durante a viagem, navegou escoltado. É um governo que, apesar das ameaças, não hesitou. É um povo que, do outro lado do oceano, sabe que Cuba não está sozinha.

O Anatoly Kolodkin atracou em Matanzas, não foi apenas combustível que desceu para os tanques. É a certeza de que há quem não se venda. É a prova de que a solidariedade, quando é verdadeira, não tem preço. É um abraço entre dois povos que, apesar da distância, estão mais unidos do que nunca.

 

A certeza de quem espera

Desde o início da viagem acompanhei o navio. Quando desligou o transponder. Quando surgiu nos radares com o destino “Atlantis”. Quando tantos duvidaram. Nesse momento, tive a certeza: este vai mesmo para Cuba. Não foi adivinhação. Foi a fé de quem já viu o império apertar e, ainda assim, a solidariedade vencer. Foi a experiência de quem aprendeu, com a vida, que quando um povo está sozinho no escuro, há sempre alguém a caminho.

A cada milha que o Anatoly Kolodkin percorria, o horizonte clareava. E hoje, o navio chegou. Em Cuba, pelo Mundo o Anatoly Kolodkin foi acompanhado até o fim. O império, que ameaçou, ficou a ver.... Cuba, que esperou, recebeu o que é seu por direito.

 

Conclusão

Fica o navio no porto de Matanzas. Ficam as 100.000 toneladas de petróleo a serem descarregadas. Ficam os hospitais acesos, as escolas iluminadas, as crianças que voltam a estudar sem velas. Fica a declaração de Trump – que, mesmo querendo “ajudar” depois do estrangulamento, não conseguiu impedir que outros ajudassem primeiro. Fica a Rússia, de pé, a mostrar ao mundo que há quem desafie o bloqueio. Fica Cuba, mais forte, mais unida, mais viva.

E fica, a esperança de quem acompanhou. A fé de dois povos. A certeza de que, quando o horizonte parece escuro, há sempre um navio a caminho. O Anatoly Kolodkin chegou. O povo cubano, o russo, estiveram acompanhando cada momento. Vendo. Acreditando. Contando.

 

Patria o Muerte ! Pela Rússia, por Cuba, por todos os que não se vergam.

30 de Março, 2026


  
 Paulo Jorge da Silva | Um ativista português que viu, cheirou e sentiu o bloqueio. Pela soberania de Cuba. Pelo fim do cerco. Pelos milhões que, em silêncio, já decidiram de que lado estão. Porque os princípios, como Fidel ensinou, não se negociam.

Original : https://cubasoberana.com/blog/o-navio-que-furou-o-cerco-a-solidariedade-da-russia-e-a-coragem-de-putin/





28 de mar. de 2026

CUBA 8'46''

                                   
Jorge Fornet

   Nos dias que se seguiram ao fim da Guerra da Independência, Deus apareceu a Libório — um personagem que simboliza o povo cubano — enquanto ele cortava cana-de-açúcar. Exausto, descalço e com as mãos sangrando, Libório disse-lhe: “Não somos mais súditos do Rei da Espanha. Agora somos livres. [...] Mas às vezes me pergunto por que a vida ainda é tão difícil. ” Deus explicou que “nada neste mundo pode ser perfeito, senão ninguém desejaria ir para o Céu. O açúcar é doce, mas é um trabalho árduo extraí-lo da terra. O oceano é vasto e abundante, mas tem tempestades repentinas e correntes perigosas que arrastam e afogam. A própria Cuba é tão bela, a pérola das minhas criaturas, que tive que criar a peste, os mosquitos, os ouriços-do-mar e os espinhos de marabu para que a vida aqui não seja como a do Paraíso. ” E reiterou: “Nada neste mundo pode ser perfeito. Libório então se agarra a uma última esperança: “Mas a liberdade é imaculada. A liberdade é perfeita, não é?” “É por isso”, responde Deus, “que eu criei os Yankees.”

   O acadêmico e especialista em Cuba, Louis A. Pérez, que adaptou esta “Fábula de Não-Ficção” (do romance *Os Vermes*, de John Sayles), a completa com esta outra metade, da qual extrai a moral: Deus criou os Estados Unidos como uma das grandes nações do mundo, dotada de poder inimaginável e riqueza sem precedentes. Mas Ele calculou os perigos dessa soma de poder e riqueza, e a facilidade com que a complacência poderia se transformar em arrogância. Deus queria pregar a humildade, enfatizar que o exercício do poder, mesmo nessa escala sem precedentes, não era ilimitado. E para despertar a ganância dos americanos, Deus criou uma terra tão bela quanto Cuba e a colocou perto da América do Norte, para que parecesse que a tentativa de possuí-la teria a aprovação divina. Mas Deus também concedeu aos cubanos a força moral e a vontade coletiva necessárias para se oporem a essa reivindicação. Os norte-americanos não conseguiam entender como eles, que podiam se apoderar de quase tudo o que desejassem, onde quer que fosse, não podiam ter Cuba. Quanto mais tentavam, mais os cubanos resistiam. Isso se prolongou por quase dois séculos, conclui o acadêmico, de modo que a determinação norte-americana de tomar Cuba e a resolução cubana de impedi-la tornaram-se parte da identidade de cada país e uma espécie de obsessão para ambos.

    Quis relembrar esta fábula porque ela ilustra, melhor do que qualquer análise, a verdadeira causa do conflito entre a Ilha e seu poderoso vizinho do norte. Um ano após o triunfo da Revolução de 1959, o sociólogo americano C. Wright Mills publicou um pequeno livro que se tornou um sucesso estrondoso tanto em inglês quanto em espanhol (Listen, Yankee), cujo narrador, um cubano comum dirigindo-se ao seu ouvinte norte-americano, pergunta: “A eleição de um novo presidente dos Estados Unidos em 1961 nos ajudará? ” Ao que ele próprio responde: “Não parece provável. Os seus dois candidatos competiram tanto na ignorância quanto na beligerância para conosco. [...] O que devemos pensar quando o Sr. Nixon fala abertamente em nos colocar de joelhos e o Sr. Kennedy ‘toma uma posição firme’ e nos chama de ‘satélite comunista’? [...] A única coisa que os Kennedys e os Nixons conseguem ver no mundo é um cenário militar imaginário, e ambos o veem com histeria” (Listen, Yankee. México: FCE, 2019, p. 47).

    Com seus altos e baixos, graus variáveis ​​de beligerância e nuances de um tipo ou de outro, essa situação persiste desde então, obrigando os cubanos a viver em um estado de excepcionalismo exaustivo. Após a paz da era Obama, com a chegada do primeiro governo Trump, a antiga e criativa estrutura do bloqueio norte- americano foi enriquecida a proporções inimagináveis: durante seu mandato, as sanções se acumularam uma após a outra, ultrapassando duzentas — mais de uma por semana, em média. Entre elas, a inclusão de Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo, o que acarreta um assédio econômico e financeiro implacável. Essa enxurrada de pressão estimulou — mais do que qualquer outra causa, nada insignificante — uma emigração em massa, especialmente entre os jovens, nos últimos anos.

    A ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA em 29 de janeiro, declarando Cuba uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA, pretende ser o golpe final na Revolução Cubana. Essa ordem (tão ridícula quanto perniciosa) penaliza qualquer país que exporte combustível para Cuba, o que, na prática, equivale a um estrangulamento, impedindo o funcionamento mais básico da sociedade e forçando uma rendição ou induzindo, por meio da fome e do desespero, a uma explosão social que, nas condições atuais, serviria — independentemente da vontade individual — à agenda imperial.

   Antecipando tais objetivos, e com um desdém semelhante ao com que Teddy Roosevelt exclamou orgulhosamente "Eu tomei o Panamá!" no alvorecer do século passado, Trump fala descaradamente e insolentemente em "tomar Cuba" e "fazer o que bem entender com ela". Não é difícil imaginar que ele anseia alcançar, de uma forma perversa e cruel, o que quatorze administrações norte-americanas, incluindo a sua, não conseguiram. Ele certamente também sonha em ver grandes hotéis à beira-mar de Havana ostentando seu nome em letras douradas reluzentes.

   Enquanto isso, políticos influentes e veículos de comunicação em todo o mundo se dedicam a interpretar Cuba através das lentes da deturpação histórica. Impulsionados pela urgência de desmantelar o próprio significado da Revolução, recorrem a formulações pertencentes ao campo semântico do absurdo e da derrota, à ideia de que a emancipação é impossível por esse caminho, que a única opção é entre a democracia liberal e o totalitarismo. Esquecem-se — por exemplo — do que a Revolução Cubana representou em termos de dignidade, esperança e melhorias concretas para milhões de pessoas, incluindo sua luta tenaz e de décadas pelos direitos do Terceiro Mundo. Ignoram o fato de que o país alcançou indicadores de saúde e desenvolvimento humano mais avançados do que até mesmo algumas nações ricas, e que formou uma população instruída de centenas de milhares de profissionais e técnicos, tanto cubanos quanto estrangeiros, que estudaram gratuitamente na ilha. Buscam apagar a promoção da cultura e o acesso em massa a ela, bem como o orgulho de ter sido uma potência olímpica. O objetivo é apagar da memória seu incansável compromisso com a solidariedade, incluindo a participação decisiva – que custou tantas vidas cubanas – na independência de Angola e da Namíbia, e na derrota do apartheid na África do Sul; bem como o fato de ter levado profissionais de saúde para meio mundo e de ter sido capaz – graças ao desenvolvimento biotecnológico alcançado – de imunizar seus cidadãos contra a Covid-19 com suas próprias vacinas.

    Apesar desses exemplos, a verdade é que Cuba nunca conseguiu construir a Revolução que desejava, mas sim aquela que era possível, devido tanto a pressões externas quanto às suas próprias limitações. E, ao longo do caminho, teve que renunciar a boa parte de seus sonhos. É fácil, portanto, descrever os inúmeros problemas e deficiências da sociedade cubana, os vícios e as demandas não atendidas que se misturam com os retrocessos, o dogmatismo e os problemas estruturais, o desgaste natural e a fadiga que acompanham a burocracia, o controle vertical e as diversas formas de arbitrariedade. Mas vale lembrar que nenhum desses males está associado à entrega da soberania ao capital, à desnutrição e aos despejos, à injustiça social e à humilhação dos pobres, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado; e muito menos à tortura, aos desaparecimentos forçados e às execuções extrajudiciais, tão comuns na história da América Latina.

   Por ora, Trump e seu sinistro Secretário de Estado acreditam ter encontrado a Solução Final para Cuba. Desta vez, não se trata de bombardeios direcionados, assassinatos seletivos e sequestro de um presidente, como na Venezuela; nem de guerra aberta, como no Irã. Para Cuba, escolheram, em escala nacional, a Fórmula Derek Chauvin — ou seja, a mesma implementada pelo policial de Minneapolis que teimosamente pressionou o joelho contra o pescoço de um homem algemado ao chão. Confortável em sua posição desconfortável, Chauvin sabia que tinha todo o tempo do mundo. George Floyd, por outro lado, precisou de apenas 8 minutos e 46 segundos para morrer asfixiado. Assim como Floyd, Cuba está recebendo a opção de ser isolada de qualquer fonte de oxigênio, justamente quando parece, mais uma vez, ter sido deixada em paz. Esse é o preço extremamente alto que estão tentando cobrar da ilha por ter ousado desafiar a ordem vigente, oferecer uma alternativa e resistir às potências mundiais por quase sete décadas.

   Foi precisamente em Cuba, em 1898, que os Estados Unidos emergiram como uma potência mundial. O “século americano” começou com a derrota das tropas espanholas, contra as quais os cubanos lutaram durante trinta anos, apenas para ver o exército norte-americano conquistar a vitória em uma guerra relâmpago. Resta saber qual será o papel do império, agora em declínio, em sua nova e planejada aventura na ilha. Em relação a Cuba, diante do pior (embora não impossível) dos cenários, vale a pena recordar algo que o poeta Roberto Fernández Retamar expressou em 1991, quando a perspectiva para os cubanos, após o colapso da União Soviética, não poderia ser mais sombria. Ele lembrou muitos dos grandes perdedores da história e afirmou que não havia razão para acreditar que nosso projeto necessariamente teria que vencer e que, na verdade, “uma das coisas belas sobre ele […] é que parece ter quase tudo a perder”. Mas "entrar na onda dos Yankees porque 'eles inevitavelmente vão ganhar'", concluiu ele, "é um objetivo repugnante que seria motivo suficiente para eu não entrar nessa onda".

   A verdade é que o processo cubano sobreviveu a essa provação. E embora a história possa reservar um futuro imediato igualmente sombrio, ele não terminará após os hipotéticos 8 minutos e 46 segundos aos quais querem nos condenar. Não devemos esquecer que, embora seja verdade que Deus criou os yanquis para que os cubanos aprendessem os limites da liberdade, também é verdade que Ele escolheu criar os cubanos para que aqueles aprendessem os limites de sua arrogância.

 

Havana, 18 de março de 2026

 

P.S.: Escrevo isto em meio a apagões que podem durar, nesta capital privilegiada dentro do contexto cubano, doze horas por dia, como parte de uma rotina diária angustiante que se tornou parte de nossas vidas. Além disso, na semana passada, no meio de um procedimento cirúrgico a que fui submetido, vivenciei o momento em que o hospital ficou às escuras. Os cirurgiões nem sequer hesitaram; continuaram com a fraca luz que filtrava pela porta de vidro. O jovem anestesista tirou o celular do bolso e iluminou meu abdômen com a lanterna enquanto o gerador do hospital voltava a funcionar. Hoje tive minha primeira consulta pós-operatória. O médico disse que estou me recuperando muito bem.

 

(Extraído de Cubarte )

http://www.cubadebate.cu/opinion/2026/03/28/cuba-846/amp/

Etiquetas: Cuba, Doctrina Monroe, Donald Trump, Estados Unidos, Guerra, Independencia, Injerencia Política, Relaciones Cuba Estados Unidos, Revolución cubana

Trad: @comitecarioca21

       


POR QUE WASHINGTON ESTÁ INTENSIFICANDO A RETÓRICA CONTRA CUBA ?

                         
O acadêmico Javier Lopez Fdez analisa detalhadamente a retórica recente de Donald Trump e Marco Rubio.

Aqui estão os 5 pontos essenciais para entender a ameaça:


● Mais do que palavras, uma estratégia eleitoral: A frase “Faremos algo em relação a Cuba em breve” não é casual. É uma mensagem concebida para mobilizar o eleitorado republicano da Flórida com vista às eleições de 2026.

● O “Fator Marco Rubio”: Como Secretário de Estado, Rubio endureceu o discurso. Já não se fala apenas de sanções econômicas, mas de uma mudança forçada do sistema político como condição inegociável.

● O espelho da Venezuela: O precedente da intervenção contra Nicolás Maduro serve de advertência. O analista aponta que, na ausência de causas jurídicas reais contra a liderança cubana, o “cardápio imperial” poderia se voltar para métodos mais radicais e violentos.

● A Lei de Murphy Geopolítica: Em uma relação tão tensa, se algo pode dar errado, dará errado. A retórica de Trump elimina as margens para a diplomacia e aumenta o risco de um “erro” que desencadeie uma escalada militar ou econômica total.

● A resposta está nas ruas: diante da incerteza e do cerco, o debate se transfere para o cubano comum. A unidade e a preparação para o “pior cenário” são as únicas ferramentas contra a chantagem daqueles que usam a Ilha como bandeira eleitoral.

NÃO É APENAS RETÓRICA: É UM PLANO DE ASFIXIA.

Você acha que a pressão externa alcançará seu objetivo ou fortalecerá a resistência interna? Deixe sua opinião.
POSIÇÃO EDITORIAL: Diante da chantagem, a soberania não se negocia
Diante do rufar dos tambores de guerra que chegam de Washington, Razones de Cuba reafirma que nossa nação não se intimida com roteiros repetidos nem com ameaças de “operações cirúrgicas”.

A história já mostrou que:
☆ Cuba não é moeda de troca: Não permitiremos que nossa soberania seja o “prato do dia” para as ambições eleitorais da Flórida.

☆ A paz é nosso caminho, mas a defesa é nosso direito: As declarações de Donald Trump e a agressividade de Marco Rubio apenas confirmam que o cerco econômico é, em essência, uma guerra contra o povo cubano.

☆ Unidade diante da incerteza: Diante da “Lei de Murphy” do império, nossa resposta é a organização, a verdade e a resistência criativa em cada rua e cada bairro.

O destino de #Cuba é decidido pelos cubanos e cubanas, não por um gabinete na Casa Branca.



27 de mar. de 2026

Cuba não está sozinha; Miami sim, está.

                           
Hedelberto López Blanch

O sentimento de solidariedade transbordou pelo planeta para dizer a Cuba que ela não está sozinha, após o presidente condenado Donald Trump ter decretado um bloqueio petrolífero desumano contra a ilha, numa tentativa de matar seus habitantes de fome e provocar uma mudança de sistema no país, algo que as diferentes administrações que passaram pela Casa Branca não conseguiram alcançar.

Durante 67 anos, apesar de lançar agressões armadas, atos terroristas, tentativas de ataques contra seus líderes e um enorme bloqueio econômico, comercial e financeiro, Washington não alcançou seus objetivos e Cuba continua sendo um grande obstáculo.

Nas últimas semanas, inúmeros ativistas da América Latina, Europa e Estados Unidos chegaram a Havana, trazendo toneladas de alimentos, medicamentos, equipamentos médicos, painéis solares e, acima de tudo, uma enorme quantidade de energia, afeto, apoio e solidariedade para com um povo que sofre sob o bloqueio ianque implacável e desumano.

Cuba tem sido uma nação que se caracteriza, desde o início da Revolução, por demonstrar solidariedade altruísta a mais de uma centena de nações do mundo, às quais prestou auxílio médico, educacional, técnico e até militar, assim como fez nas lutas para libertar os países africanos do colonialismo e do sistema do apartheid.

O Primeiro Secretário do Partido e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, liderou a recepção aos membros da Comboia Nossa América, uma iniciativa internacional de solidariedade com a Ilha em meio à intensificação do bloqueio.

Na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), em Havana, autoridades locais e mais de 600 membros da caravana demonstraram sua solidariedade diante dos tambores da guerra, das ameaças e das agressões dos Estados Unidos.

Durante o encontro, o coordenador da Internacional Progressista e organizador do Comboio Nossa América, o jovem americano David Adler, declarou: "Foi a maior honra da minha vida ter proporcionado esta oportunidade."

Suas palavras refletiram o espírito de uma caravana que mobilizou representantes de 38 países, pertencentes a mais de 140 organizações sociais, políticas, culturais e de solidariedade, incluindo deputados, juízes, embaixadores, artistas, intelectuais e ativistas de quase todos os continentes.

Ao longo de duas semanas, delegações como a de mais de cem ativistas, sindicalistas e quatro eurodeputados de uma rede internacional que se estende da Itália ao Marrocos, passando pela França, Suíça, Grécia e Espanha, chegaram a Cuba.

Eles trouxeram um carregamento de esperança avaliado em meio milhão de euros, composto por cinco toneladas de medicamentos e suprimentos médicos essenciais para um sistema de saúde que resiste ao impacto da ordem executiva de Trump de interromper todos os carregamentos de combustível para a ilha.

Outros que chegaram eram membros da Our America Convoy, que mobiliza pessoas de todo o mundo em solidariedade com a Ilha da Liberdade e da Esperança, como eles próprios a descreveram.

Também chegou ao porto de Havana o navio batizado de Granma 2.0 por sua tripulação, em referência ao iate que trouxe os expedicionários do Movimento 26 de Julho do México em 1956. Transportando 14 toneladas de suprimentos médicos, ele se tornou um novo símbolo de solidariedade internacional.

Do cais de Havana, seus membros seguiram para o Centro Cardíaco Pediátrico William Soler, onde entregaram a preciosa carga e a compartilharam com pacientes e profissionais de saúde.

Enquanto essas missões de amor acontecem em Cuba, os odiadores em Miami estão desanimados porque não conseguem reunir nem mesmo uma dúzia de contrarrevolucionários em seus comícios, como aconteceu recentemente.

No dia 20 de março, vários deles viajaram da Flórida para Washington para fazer uma apresentação em frente à embaixada cubana. As fotos não mentiam; apenas 11 pessoas estavam presentes. Uma enorme decepção.

Uma pesquisa recente da YouGov revelou que 48% dos cidadãos estadunidenses não apoiam o atual embargo de petróleo imposto por Trump e seu secretário de Estado, o mitômano Marco Rubio, enquanto apenas 26% o apoiam.

Como afirmou recentemente o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla: "Os estadunidenses percebem a natureza desumana e criminosa da medida, ao contrário de seu governo e dos belicistas que a implementam."

                             Cuba não está sozinha; Miami está.

https://cubaenresumen.org/2026/03/26/cuba-no-esta-sola-miami-si-lo-esta/

Trad: @comitecarioca21

                    


26 de mar. de 2026

BASES MILITARES DOS EUA NA AMÉRICA LATINA.

                                         

INSTITUTO DE ESTUDOS LATINO-AMERICANOS
Universidade Federal de Santa Catarina

Bases Militares dos EUA na América Latina

  Elaine Tavares 

Os Estados Unidos seguem trabalhando fortemente na sua estratégia de dominar completamente a América Latina, mantendo-a sob seu tacão. Recentemente o presidente Donald Trump reuniu presidente “amigos” em um encontro para constituir o que ele chamou de Escudo das Américas, mas que, na verdade, é a busca por um escudo para “a” América – no caso, eles.

A proposta do governo dos EUA é garantir a instalação de mais bases militares no continente. Recentemente o congresso do Paraguai reativou um acordo que permite a entrada de militares estadunidense no país para trabalhos de “cooperação”. Os militares terão imunidades semelhantes aos diplomatas e, na prática, é sim a instalação de uma base militar dentro do Paraguai.

No Equador, o presidente Noboa tentou empurrar goela abaixo a retomada pelos gringos da Base de Manta, mas foi impedido pela vontade popular que, numa consulta nacional rejeitou a presença militar estrangeira no país. Ainda assim, segue buscando atuar em conjunto com os estados Unidos, agora sob o pretexto de atacar o narcotráfico.

Na Argentina, o presidente Javier Milei, que já ofereceu até os jovens argentinos para lutar contra o Irã, também está sendo discutido a instalação de bases estadunidenses na região de Ushuaia e Terra do Fogo. Em outubro do ano passado foi autorizada a presença de militares dos EUA no território para realização de exercícios conjuntos.

Não se sabe ao certo quantas bases militares estadunidenses existem na América Latina, mas o número deve se aproximar dos 80. A Base Naval de Guatánamo em Cuba é a mais antiga e bastante simbólica por estar incrustrada na ilha socialista. No Caribe estão espalhadas várias bases com especial atenção para as de Aruba, Curaçao e Porto Rico.

Honduras registra a Base Aérea de Soto Cano, um ponto bastante estratégico para o controle de toda a região da América Central. Panamá, apesar de ter recuperado o controle do canal, ainda cede espaços para militares estadunidenses.

Na Colômbia são mais de nove bases militares, com a desculpa de atuar contra o narcotráfico. O Peru, ainda que não tenha bases, cede diversos pontos do território para operações de inteligência estadunidense. No Uruguai não há bases militares, mas em 2023 o Senado fortaleceu a cooperação em segurança e defesa, incluindo o retorno ao Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

O Chile oficialmente não tem base, mas há denúncias de que o Forte Aguayo, inaugurado em 2012, recebeu financiamento estadunidense para abrigar o centro de treinamento para os soldados da ONU, chamados de capacetes azuis. Esse fato levantou várias denúncias de que o Forte seria sim, uma base militar estadunidense, visto que eles têm o controle.

A Bolívia não tem mais nenhuma base estadunidense desde que Evo Morales fechou a Base de Chimoré como medida de soberania. Agora, com o novo presidente , não se sabe o que vai passar. No México não há, a Constituição do país proíbe qualquer base estrangeira no país.

Resta o Brasil, que também não tem base estadunidense em seu território, sendo que esse tema sempre foi motivo de rechaço por parte da população. Ainda assim, o país mantém boas relações com os militares estadunidenses, consolidando acordos de cooperação focados em intercâmbio de tecnologias e lançamentos espaciais na Base de Alcântara. Em vários mapas sobre bases na América Latina, Alcântara aparece como sendo uma delas.

Como dá para perceber, o continente latino-americano está praticamente tomado por bases dos EUA, o que deveria colocar o povo em barbas de molho. Basta ver o que acontece hoje na região do Oriente Médio. Com os Estados Unidos deflagrando ataques sobre o Irã, o Irã tem revidado destruindo suas bases militares nos países vizinhos.

Entregando território nacional para bases estadunidenses os governos dos países da América Latina estão não apenas servindo como serviçais do imperialismo, mas também colocando suas populações em perigo. Afinal, numa eventual guerra, todos estes espaços estarão sujeitos a ataques.

https://iela.ufsc.br/bases-militares-dos-eua-na-america-latina/

                 

25 de mar. de 2026

ICAP CONVOCA A XIX BRIGADA INTERNACIONAL DE TRABALHO VOLUNTÁRIO E SOLIDARIEDADE COM CUBA PARA O DIA 1° DE MAIO.

                           


   O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e sua agência de viagens Amistur Cuba SA, no âmbito do 65º aniversário de fundação do ICAP e do 67º aniversário do Triunfo da Revolução, convidam os amigos de Cuba de todo o mundo a participar da XIX Brigada Internacional Primeiro de Maio.

Esta edição, de 26 de abril a 9 de maio de 2026, possui profundo significado histórico e militante. É especialmente dedicada à comemoração do Centenário do Nascimento de nosso invicto Comandante-em-Chefe, Fidel Castro Ruz, arquiteto da unidade e da dignidade da Pátria. A brigada se constitui como um ato de reafirmação internacionalista por ocasião do Dia Internacional dos Trabalhadores, data que simboliza a luta histórica da classe trabalhadora mundial contra a exploração e pela justiça social.

A brigada foi concebida para oferecer aos seus participantes uma compreensão abrangente e aprofundada da realidade cubana contemporânea. Através de um programa estruturado, destacará o progresso do nosso projeto social, as transformações em curso e a resistência criativa do povo cubano face ao bloqueio econômico, comercial e financeiro criminoso imposto pelo governo dos EUA, que foi intensificado a um grau extremo pela atual administração Trump.

O programa inclui dias de trabalho voluntário, como expressão prática de solidariedade e homenagem ao valor do trabalho libertador; encontros com representantes de organizações políticas e de massa, instituições e da população, analisando os desafios e as conquistas da sociedade cubana. Além disso, estão previstas visitas a centros de interesse histórico, econômico, cultural e social nas províncias de Havana, Artemisa e Cienfuegos, que permitirão aos participantes observar o desenvolvimento nacional em primeira mão.

 

Logística e Condições:

 

Duração: 13 noites/14 dias.

Acomodação: 10 noites no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM) em Caimito (fundado em 1972) e 3 noites em um hotel em Cienfuegos. A estadia no CIJAM exige o cumprimento rigoroso de seu regulamento interno e das normas de disciplina e convivência coletiva.

Taxa de participação: 690 EUR/USD. Inclui:

Acomodação em quartos compartilhados (até 4 pessoas no CIJAM, quartos duplos/triplos em Cienfuegos).

Pensão alimentícia integral.

Todos os traslados: aeroporto-CIJAM-aeroporto e transporte para atividades programadas.

Método de pagamento: Transferência bancária ou portal de pagamento online seguro.

Requisito: Todos os membros da brigada devem possuir seguro de saúde com cobertura válida em Cuba.

Chegadas antecipadas: Quem chegar ao CIJAM antes de 26 de abril pagará um suplemento de EUR/USD 20,00 por noite (incluindo acomodação e refeições).

 

Processo de inscrição:

 

As inscrições encerram em 31 de março de 2026.

É obrigatório preencher o formulário de inscrição em: https://forms.gle/3fQ3yg7y11Luqdsy9.

Informações pessoais detalhadas e itinerários de voo (datas, horários e números dos voos) devem ser fornecidos para garantir a logística adequada de embarque e traslados. O transporte para a CIJAM será garantido para os membros da brigada que estiverem em Havana antes da data oficial de início.

Para dúvidas: brigada1romayo@gmail.com

Esta brigada não é uma viagem turística; é um bastião de ideias, trabalho e fraternidade. É uma oportunidade para honrar, ao lado do povo cubano, o legado de Fidel, celebrar as conquistas da Revolução e fortalecer, por meio de ações concretas, os laços indissolúveis de solidariedade internacionalista que caracterizam a luta por um mundo mais justo.

 

Pela paz, pela amizade e pela vitória da solidariedade!

 


Programa de atividades da XIX Brigada Internacional de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba “1º de maio”

 

Domingo, 26 de abril de 2026

Chegada dos membros da brigada. (Transferência do aeroporto para o CIJAM).

16h00      Partida para o Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” ( CIJAM ) dos brigadistas que chegaram mais cedo. Local: Casa de la Amistad (Casa da Amizade).

Alojamento e jantar.

Noite grátis.

 

Segunda-feira, 27 de abril de 2026

7h da manhã. Despertar .

7h30 Café da manhã       

10h00: Inauguração da Brigada no CIJAM.

11h00 Reunião com representantes da liderança política do ICAP.

12h30 Almoço no CIJAM

Conferência das 14h: Situação atual em Cuba e impacto do bloqueio.

17h00: Reunião organizacional por países.

20h00 Jantar e noite de boas-vindas cubana para os brigadistas.

 

Terça-feira, 28 de abril de 2026

7h da manhã. Despertar.

7h30 Café da manhã

08:00 h Partida para Havana.

9h00: Visita ao Centro Fidel Castro. Debate sobre a vida e obra do Comandante-em-Chefe Fidel Castro.

13h30 Almoço no Restaurante 1830.

14h30: Encontro com intelectuais e artistas cubanos na Casa de las Américas.

17h00 Partida em direção a CIJAM.

Jantar às 19h no CIJAM.

Uma noite para compartilhar / Música gravada / Os contadores de histórias se reúnem.

Amistur Opcionais

 

Quarta-feira, 29 de abril de 2026

05:45 h. Despertar

06:15 h. Café da manhã

07:00 h. Manhã e saída para o trabalho produtivo.

12h30. Almoço no CIJAM.

14h30 - Conferência: A ofensiva imperial da administração Trump contra a América Latina.

18h30: Jantar no CIJAM.

20h30: Reunião de esclarecimento sobre o evento do Dia do Trabalho.

Noite gratuita com música gravada.

Amistur Opcionais

 

Quinta-feira, 30 de abril de 2026

5h30 da manhã. Despertar.

6h00 Café da manhã

7h da manhã. Visita aos centros de produção conforme o planejamento do ICAP-CTC.

12h30: Almoço no Restaurante Aljibe em Havana.

15h00: Reunião com estudantes palestinos no ICAP.

17h00: Partida em direção a CIJAM.

19h00 Jantar no CIJAM.

Uma noite para compartilhar / Música gravada.

 

Sexta-feira, 1 de maio de 2026

03:00 h. Despertar

03:15 h. Café da manhã.

04:00 h. Partida para Havana.

7h00: Participação na atividade principal do Dia do Trabalhador.

10h00: Atividade de confraternização na Casa da Amizade.

12h00: Almoço na Casa da Amizade/Retorno ao CIJAM.

Amistur Opcionais

Jantar / Noite livre no acampamento

 

Sábado, 2 de maio de 2026

5h da manhã. Despertar

06:30 h. Café da manhã.

07:00 h. Partida em direção ao Palácio das Convenções.

                 Participação no evento de solidariedade.

13h00: Almoço no Palácio de Convenções.

                 Encerramento do evento. Retornar ao CIJAM.

18h30 Jantar no CIJAM / Noite livre / Música gravada.

 

Domingo, 3 de maio de 2026

5h da manhã. Despertar

5h30 Café da manhã

06h30 Saída em direção a Cienfuegos.

9h00. Boas-vindas à Brigada no Parque “Martí”. Oferenda floral.

9h30: Visita a projetos comunitários.

12h30. Almoço e check-in no hotel. Aproveite as instalações do hotel.

19h: Jantar no hotel

20h00: Atividade cultural no hotel.

 

Segunda-feira, 4 de maio de 2026

7h00: Café da manhã.

9h00: Visita a uma fazenda agroecológica na província. Troca de experiências com os produtores.

12h00: Almoço no hotel.

14h: Visita à Escola de Arte Benny Moré.

15h30: Visita guiada à cidade com o historiador provincial. Retorno ao hotel.

19h00: Jantar no hotel.

 À noite: Desfrute da Noite Cubana no hotel com artistas locais.

 

Terça-feira, 5 de maio de 2026

7h00 Café da manhã

08:00 h. Trabalho voluntário em uma UBPC em Cienfuegos.

13h00: Almoço no hotel.

14h30. Reunião com médicos internacionalistas. Entrega de doações ao Hospital Provincial de Cienfuegos.

19h00: Jantar no hotel.

Noite grátis.

 

Quarta-feira, 6 de maio de 2026

7h00: Café da manhã.

08:00 h. Check-out.

08h30. Partida em direção a Villa Clara.

10h30: Visita ao Memorial de Che Guevara e ao Trem Blindado.

13h00: Almoço no Hotel Los Caneyes/Granjita.

15h00. Partida em direção a CIJAM.

20h00 Jantar no CIJAM.

Uma noite para compartilhar / Música gravada.

 

Quinta-feira, 7 de maio de 2026

05:45 h. Despertar

06:00 h. Café da manhã.

07:00 h. Trabalho Produtivo.

12h30: Almoço no CIJAM.

14h00 Cultura e nação: o mistério de Cuba. Debate com representantes da Sociedade Cultural José Martí. Venda de livros.

19h00 Jantar no CIJAM.

Noite: Preparativos para a Noite Internacional. / Reunião de relatores e redatores da declaração final.

OPÇÕES DE AMIZADE

 

Sexta-feira, 8 de maio de 2026

05:45 h. Despertar

6h00 Café da manhã

7h00 Trabalho Produtivo

11h00 - Atividade final de produção

12h30: Almoço no CIJAM.

14h00. Cerimônia de encerramento. Leitura da declaração final no CIJAM. Preparativos para a Noite Internacional.

19h30: Jantar / Noite Internacional e festa de encerramento.

 

Sábado, 9 de maio de 2026

Transferência dos membros da brigada para o aeroporto conforme planejado.

10h00. Transferência para Havana (ICAP) dos brigadistas que permanecerão em Cuba.

Partida da delegação cubana.

 

 

Opcionais de Amistur ::///D:/Downloads/Opcionales-de-Amistur-para-la-Brigada-del-1ro-de-Mayoocx.pdf


Tradução/edição: @comitecarioca21