4 de mai. de 2026

MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA

               MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA

 

O povo e o governo cubano resistiram ao bloqueio econômico e financeiro do governo dos Estados Unidos durante mais de 60 anos.

É um bloqueio ilegal, condenado e desaprovado por praticamente todos os países do mundo, em repetidas votações anuais na ONU, com exceção apenas dos EUA, Israel e ultimamente Ucrânia e Argentina.

É um bloqueio que afeta sobretudo a vida das pessoas que vivem em cuba, pois bloqueia remessas de recursos de familiares, dificulta o turismo de diversos países, sendo a principal fonte de divisas para o país.  E ademais impede o governo de realizar compras de bens necessários, em especial equipamentos e insumos de saude.      Além de prejudicar as condições de vida, estimula o êxodo em especial da juventude.

Essas condições se agravaram ainda mais agora no governo Trump, que reeditando a doutrina Monroe quer ter o controle total da economia e da política em Cuba, estimulada pelo ódio fascista de alguns de seus ministros.

Isso se agravou com a proibição de recebimento de combustível da Venezuela e de outros países, e ameaça constante de invasão militar.

Diante disso, movimentos populares, intelectuais, entidades e cidadãos brasileiros, não podemos nos calar.

Condenamos o bloqueio, as ameaças e qualquer tentativa de ingerência no direito inabalável de soberania nacional do povo cubano.   Nos somamos as manifestações públicas do governo brasileiro e diversos outros governos na america latina e europa.

Faremos todos os esforços solidários para contribuir de alguma forma para evitar os ataques do governo Trump, e amenizar as condições de vida do povo cubano.

Atacar cuba será atacar toda america latina!

Não podemos aceitar a reedição da famigerada doutrina Monroe!

Esperamos que a ONU, OEA e CELAC   não sejam coniventes com o governo imperialista e fascista de Trump, e que reajam.

Felizmente se multiplicam manifestações do povo Estadunidense contra os atropelos e as loucuras de seu governo, que possui a menor aprovação de todos os tempos.  E certamente o derrotara nas próximas eleições e nas ruas.

A justiça e a dignidade prevalecerão, mantendo nosso continente como um continente de Paz.

Esperamos que num futuro próximo os EUA retirem todas suas bases militares de nosso continente, e que se somem aos anseios de justiça social e soberania dos povos cultivados na história da humanidade.

Brasil, maio de 2026

 

Ana Prestes, secretaria de relações internacionais do PcdoB

Breno altman, jornalista

Fernando Morais, escritor

Frei Betto, frade dominicano e escritor

Joao pedro stedile, ativista social

Jose Genoino, ex-deputado constituinte e ex-presidente nacional do PT

Karla Aveline, Desembargadora no RS e membro da AJD

Marcelo Barros, monge beneditino

Paulo Nogueira Batista Jr, economista ex-diretor do banco dos BRICS

Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos

Valerio Arcari, historiador e militante do PSOL

Valter Pomar, professor e militante petista

 

 (adesões até sexta-feira (8) para carmendinizsantos@gmail.com) 

CUBA, NO OLHO DO FURACÃO

                                       

     Dizem que há tambores que se ouvem até mesmo no sono mais profundo. Os tambores de um porta-aviões, anunciado a 100 metros do nosso Malecón, não são tambores de festa, amigo. São o rufar de um funeral anunciado para a sanidade. O presidente Trump, com a frieza senil que o caracteriza, move peças em um tabuleiro alheio; acredita que, ao aproximar o aço até roçar as escamas do nosso jacaré verde,  o medo nos paralisará, a Revolução desmoronará como um castelo de areia e nós, os cubanos, sairemos correndo...

    Talvez ele observe o horror das quase 180 meninas massacradas no Irã e pense:

      “O terror funciona”. Mas o homem do Norte não consegue entender a verdadeira natureza do nosso medo. Porque sim, temos medo. Mas não do bloco metálico que flutua no horizonte, e sim da dor da inocência esmagada... algo que o cubano projeta com tremenda força para a frente...

  Esse medo não é novo; nós o absorvemos com o leite de nossas mães.

   No entanto, o que lá em Washington não conseguiram decifrar em mais de sessenta anos é o mistério de nossa psique. Eles acreditam que o cubano, acostumado ao furacão e à escassez, se curva. 

    Grave erro de cálculo, meu amigo. O cubano, quando se sente encurralado, quando o cerco se fecha a ponto de cortar a respiração, não foge. Ele se transforma. Não estou falando do “medo” das bombas, aquele pânico imediato e atroz que ceifa a vida de crianças, jovens, mulheres e idosos. Falo de um medo mais profundo e perigoso: o medo de quem já não tem nada a perder... Ah, caramba!

                                  


   Um povo que transforma sua angústia em resistência é um animal mitológico. Somos o “animal encurralado”, aquela criatura que, ferida em seu covil, não mede as forças do adversário, mas a profundidade de seu próprio ferimento. É aí que reside o verdadeiro perigo: seríamos um míssil silencioso, sem radar para detectá-lo, viajando direto para o coração dos Estados Unidos. Porque nós não estamos longe; estamos colados, quase entrelaçados pelo sangue e pela geografia (depois falarei com você sobre a história). Nos separam 90 milhas de água... Isso é realmente uma pocinha...

  Se Havana explodir, a metralha... a fúria contida de uma ilha inteira atravessará o Estreito da Flórida mais rápido do que qualquer foguete.

    O estadunidense comum, aquele que trabalha, aquele que ama seus filhos em Ohio, no Texas ou na própria Miami, deve saber disso: jogar roleta russa com um povo a 100 jardas não é política externa; é um suicídio coletivo. Vocês não estão a salvo atrás de uma barreira de água. Neste caso, o terror não é um jogo de vídeo; é uma onda expansiva que destrói quem a recebe, mas também destrói e desumaniza quem a lança. 

   Se deixarmos que os tambores de guerra abafem o som das guitarras, a tragédia não terá cor de passaporte.

    É hora de ambos os povos despertarem o feitiço das pombas brancas. 

    Que o povo estadunidense, aquele que também sofre os excessos do poder imperial, saiba hoje mais do que nunca que seu verdadeiro inimigo não está nesta ilha que dança e cria, mas naquela lógica perversa que quer incendiar o quintal comum para benefício de poucos com interesses eleitorais...

   A união das almas de ambas as margens é o único escudo real contra a guerra.

    Não queremos compaixão, queremos respeito. Não queremos esmolas, queremos paz. Ainda há tempo de descer dessa máquina de morte. Que, de uma vez por todas,  a vizinhança não seja uma maldição geográfica, mas o milagre de dois mundos que, abraçados, podem salvar-se do abismo.

    Porque se o animal encurralado tiver que se defender, acredite, senhor do Norte, o estrondo não fará distinção entre o carrasco e o inocente, e o coração do império também sangrará. E esse sangue, independentemente do idioma, TAMBÉM VAI DOER!

de: Raulito Torres

CHAMADA PARA O 1° COLÓQUIO INTERNACIONAL : FIDEL, LEGADO E FUTURO. (nova data de inscrição)



Chamada para trabalhos para o 1º Colóquio Internacional: Fidel, Legado e Futuro

O Centro Fidel Castro Ruz, em conjunto com instituições acadêmicas e culturais cubanas, anuncia o 1º Colóquio Internacional Fidel, Legado e Futuro, que será realizado no Palácio de Convenções de Havana, Cuba, de 10 a 13 de agosto de 2026.

Cem anos após seu nascimento, Fidel Castro Ruz continua sendo um farol do pensamento anticolonial, da resistência e da luta por um mundo mais justo. Seu legado nos desafia no presente e ilumina os caminhos do futuro.

Para marcar o Centenário, o Centro Fidel Castro Ruz, juntamente com instituições acadêmicas e culturais cubanas, está organizando o 1º Colóquio Internacional Fidel, Legado e Futuro, que será realizado no Palácio de Convenções em Havana, Cuba, de 10 a 13 de agosto de 2026.

https://www.youtube.com/watch?v=b_XuLWHeuUI

Historiadores, cientistas políticos, economistas, sociólogos, juristas, pesquisadores, políticos, diplomatas, jornalistas, especialistas em ciência da informação, professores, estudantes, artistas, líderes sociais, comitês de solidariedade a Cuba e amigos da Revolução Cubana de todo o mundo se reunirão em um espaço para debate crítico e plural sobre as contribuições de Fidel Castro Ruz para o pensamento contemporâneo.

O encontro propõe analisar suas ações nas dimensões política, social, internacionalista e humana; debater sua influência nos movimentos de libertação nacional, no Sul Global e na geopolítica dos séculos XX e XXI; refletir sobre a relevância de suas ideias na luta contra o imperialismo, as desigualdades, as mudanças climáticas e pela paz e soberania dos povos; e explorar a recepção, a interpretação e a projeção de seu legado na arte, na cultura, na educação e na ciência.

Este encontro será um fórum onde a memória histórica dialoga com os desafios contemporâneos e as aspirações das novas gerações.

 

Principais eixos temáticos

O REVOLUCIONÁRIO E O ESTADISTA.  A estratégia insurrecional, a construção do socialismo em Cuba e o projeto de justiça social.  A ideologia de Fidel Castro Ruz.  Análise de discursos, escritos e método de análise política e social de Fidel. Prática marxista.

FIDEL E O MUNDO.  A influência de Fidel na política externa da Revolução Cubana, na luta pela paz e pelo desarmamento mundial. Seu papel no Movimento Não Alinhado, nas relações Sul-Sul e na batalha de ideias em escala global.

O LEGADO HUMANISTA E INTERNACIONALISTA.  Programas nas áreas de educação, ciência, cultura, saúde, esportes e patrimônio; a luta pela igualdade e dignidade humana. Solidariedade internacionalista.

FIDEL NO SÉCULO XXI.  A relevância do seu pensamento diante dos desafios atuais: comunicação política, crise ambiental, redes sociais digitais e inteligência artificial.

O LEGADO CULTURAL.  Fidel Castro Ruz na literatura, no cinema, na música, nas artes visuais e na memória popular.

O ESTRATEGISTA MILITAR.  O pensamento militar de Fidel Castro Ruz. Independência nacional e ajuda militar internacionalista.

FIDEL E O ANTI-IMPERIALISMO.  Uma perspectiva estadunidense, o pensamento antifascista e a luta contra o genocídio sionista. Soberania, autodeterminação e as lutas do Sul Global no século XXI. A batalha contínua contra o neocolonialismo.

UNIDADE COMO ESTRATÉGIA.  Integração, solidariedade e cooperação diante dos desafios globais. ALBA-TCP, CELAC e o sonho bolivariano.

EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CONSCIÊNCIA.  O papel da educação, da inovação científica e da formação de valores humanos como pilares do desenvolvimento.

A programação do evento incluirá um encontro das Cátedras Fidel Castro Ruz, um simpósio sobre a Revolução Cubana e outros fóruns setoriais (fórum da juventude, fórum parlamentar, fórum das mulheres, fórum da rede de artistas, intelectuais e movimentos sociais em defesa da humanidade e da internacional antifascista, entre outros).       


Modalidades de participação

Palestras principais, conferências temáticas, mesas-redondas, painéis, apresentações, lançamentos de livros, documentários ou projetos culturais relacionados.

Resumos (com até 250 palavras) devem ser submetidos em espanhol ou inglês para coloquiofidel@centrofidel.cu até 30 de abril de 2026. Incluam o título, o foco temático, o(s) nome(s) do(s) autor(es), a afiliação institucional (se aplicável) e um breve currículo. Os artigos não devem exceder 15 páginas, incluindo bibliografia e anexos; devem ser digitados em espaço duplo, em papel tamanho carta (8,5 x 11 polegadas), em formato Word, utilizando fonte Arial tamanho 12, e devem ser submetidos até 15 de maio de 2026*. (nova data

Os debates e as conclusões serão compilados em uma publicação para que as ideias germinadas neste evento possam alimentar a luta por um "futuro melhor" ao qual Fidel dedicou sua vida.

Informações sobre a taxa de inscrição e os pacotes turísticos serão fornecidas nos próximos dias.

 

Comissão Organizadora

 

Patrocinado por

• Centro Fidel Castro Ruz

• Centro de Convenções de Havana

Copatrocinado por:

• Academia Cubana de História;

• Associação de Historiadores da América Latina e do Caribe;

• Capítulos Cubanos da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade e da Internacional Antifascista;

• Casa de las Américas;

• Instituto Cubano de Amizade com os Povos;

• Instituto de História de Cuba;

• Centro de Estudos Che Guevara;

• Instituto Raúl Roa García de Relações Internacionais;

• Secretaria de Assuntos Históricos;

• Secretaria do Historiador de Havana;

• Secretaria do Programa Martí;

• União de Escritores e Artistas de Cuba;

• Associação Hermanos Saiz;

• União de Historiadores de Cuba;

• União de Jornalistas de Cuba;

• Universidade de Havana;

• Centro de Pesquisa de Política Internacional;

• Instituto Juan Marinello de Pesquisa Cultural.

 

Etiquetas: #100AnosComFidel, #CentroFidelCastroRuz, #Cuba, #ICAP

https://www.siempreconcuba.org/convocatoria-al-i-coloquio-internacional-fidel-legado-y-futuro/

           

3 de mai. de 2026

Intervenção de Graciela Ramírez Cruz, coordenadora do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, no Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba.

                           

Vídeo: Tamara Velázquez / Resumo Latinoamericano-Cuba.

Havana, 2 de maio de 2026 - Antes de mais nada, companheiros, obrigado, obrigado do fundo do meu coração. Eu moro aqui — moro aqui há 30 anos — e trabalho, vivo e resisto ao lado do povo cubano, como um deles.

E, antes de mais nada, quero dizer que jamais esqueceremos o que o governo mexicano, a presidente Claudia Sheinbaum, fez por este povo, pelo povo de Cuba, quando mais precisavam. Em minha casa, porque há idosos — além de mim, há idosos — recebemos algumas das doações do navio que ela enviou: o primeiro navio que chegou aqui, com feijão, com comida, enviado por Claudia Sheinbaum.

Mas não se trata apenas da comida que chegou, da qual precisávamos, que nos ajudou, mas que depois acabou. Trata-se da sensação de que não estamos sozinhos, de que alguém está protestando, de que alguém no governo está protestando, de que alguém está tomando medidas, e que, mesmo sendo um fardo, porque estão sob proibição de enviar petróleo apesar de um acordo comercial perfeitamente legítimo, estão fazendo tudo o que podem para evitar que este povo sofra e para salvá-lo.

Quero expressar minha mais profunda gratidão a vocês, companheiros: aos nossos companheirs na Itália, aos nossos companheiros nos Estados Unidos, ao Comboio "Nossa América". Quem diria, no dia 1º de maio do ano passado, que estaríamos aqui falando, com foco na nossa devastada Palestina, em Gaza, e discutindo o apoio à Flotilha Global SUMUD? No entanto, o avanço do fascismo, o avanço da direita, tem sido terrível! Este déspota Trump, este maquiavélico Marco Rubio, que se acham donos do mundo, senhores das nossas vidas, estão cansados ​​de prejudicar o próprio povo dos Estados Unidos, os imigrantes, toda a nossa América Latina, a Venezuela bolivariana, com a invasão de 3 de janeiro, o sequestro de Maduro, um presidente constitucional, e a ameaça iminente e terrível a Cuba.

Todos os dias, esta nação acorda diante de uma nova ameaça. Ontem, marchávamos alegremente pela Revolução Cubana, gritando "Viva a nossa Revolução Socialista!", expressando nosso amor pelos trabalhadores cubanos, honrando os 32 combatentes que tombaram defendendo a dignidade da Venezuela e a vida do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e também vivenciando a grande alegria do fim.

Todas as tardes e noites, uma nova notícia. Às 21h, eu me pergunto: como isso é possível? Às 21h! Eu trabalho na mídia e em ações de solidariedade, e às 21h, uma nova medida de Trump.

Mais uma medida de Trump! Outra mais! Até onde vai essa asfixia? Até onde, companheiros, até onde? E a arrogância e a ameaça.

Ontem, a Russia Today noticiou a arrogância e a barbárie. Quem ele pensa que é para ameaçar uma nação soberana? Quem ele pensa que é? Ele é o magnata fascista e pedófilo com 34 processos contra ele, um criminoso condenado. Não temos medo de dizer a verdade e confrontá-lo porque demos nossas vidas pelo nosso povo! E estamos preparados para dá-las pela Revolução Cubana!

Foto: Presidência de Cuba.

Ontem ele disse algo muito sério que apareceu na Russia Today: “Assim que eu terminar com o Irã, vou para Cuba”, e vou colocar lá o maior submarino do mundo, o mais poderoso, o Abraham Lincoln. Não é um submarino, é um navio de guerra. E vou colocá-lo a 100 metros da costa cubana. Para que depois eles possam me dizer: “Muito obrigado, nos rendemos”.

Não há rendição! E o que eu quero dizer a vocês, camaradas, quando me perguntam se são painéis solares ou remédios: eu digo painéis solares, remédios, toda a ajuda possível… Turismo, voltem para Cuba, venham para cá, façam o que nossos camaradas na Itália estão fazendo, façam o que o Comboio “Nossa América” está fazendo, o Comboio “Brigada Primeiro de Maio”. Não abandonem Cuba, camaradas! Assim como não podemos abandonar Thiago!

Este keffiyeh palestino foi-me trazido por Thiago Ávila quando ele veio do México na Comboio Nossa América, pois ele também participava desse programa. Hoje, Thiago está preso junto com Saif Abu Keshek, um companheiro de origem palestina-espanhola; eles são os únicos dois que Israel deteve.

Isso aconteceu anteontem: 21 navios da flotilha global SUMUD foram apreendidos por Israel, o assassino de crianças em Gaza. Vinte e um navios, com 160 tripulantes, foram feitos prisioneiros. Devido à pressão internacional, eles foram forçados a libertá-los. Mas Thiago não foi libertado.

Peço pela vida de Thiago! Peço pela liberdade de Thiago e Saif! Peço pela liberdade de Maduro e Cilia! Peço pelo respeito à soberania de Cuba! Peço pela paz, camaradas! E peço pela vida!

                                 Veja a intervenção de Graciela Ramirez:

https://cubaenresumen.org/2026/05/02/pido-por-la-libertad-de-thiago-y-saif-pido-por-el-respeto-a-la-soberania-de-cuba/

@comitecarioca21  

2 de mai. de 2026

"ESSA MULHER É EXTREMAMENTE INTERESSADA E EU NÃO GOSTO DISSO !" Raulito Torres

                             

"Vou demonstrar isso neste pequeno texto!!!

Digo isso porque o interesse dela é uma chama que, longe de se consumir na mesquinhez do eu, se derrama, terrivelmente obstinada, sobre os corpos sedentos de justiça. É uma pessoa interessada na dignidade, e isso, em um mundo de cínicos, resulta em uma heresia perigosa.

Olho para ela e vejo em seu rosto a teimosia da terra, essa geografia de barro e milho que se recusa a ser entulho.

Como ela não seria extremamente interessada,  se, quando os olhos do Norte lançavam seu olhar de gelo e bloqueio sobre a ilha rebelde de Cuba, ela estendeu suas mãos quentes de milho e solidariedade? Ela não calculou custos de mercado, mas sim avaliou a urgência do irmão.

Nos punhos cerrados de nossa ilha, ela colocou petróleo, colocou amor, colocou a respiração compartilhada de um povo que sabe que a liberdade não se implora: ela se abraça. Interessada na vida dos cubanos, profundamente interessada em que uma criança cubana não conheça a escuridão, em que um avô de Havana tenha o oxigênio que a ganância imperial lhe nega.

Sua solidariedade nunca é esmola; é um ato de memória, é devolver à história o abraço de José Martí.

Seu povo a ama porque ela é o reflexo de uma ausência preenchida. Porque em um país onde a pobreza doía como uma ferida aberta, ela não passou de longe. Ela se abaixou. Tocou a lama e a transformou em promessa. Ela se aliou aos mais oprimidos, aos esquecidos do campo que agora veem suas colheitas crescerem sem que o agiota as roube; aos estudantes que hoje têm livros em vez de desesperança; às mulheres indígenas, artesãs da resistência, às quais devolveu o trono de serem as parteiras da nação. Ela não subiu ao poder para se servir do mármore, mas para rachar o mármore e plantar um milharal no Palácio. Por isso seu povo a ama com esse amor rouco e transbordante: porque ela não governa o povo, mas se tornou povo.

E seu interesse insuportável transborda, como um rio teimoso, sobre toda a Nossa América. Quando os tambores de guerra ressoam contra a soberania de Cuba, Venezuela ou Nicarágua, ela não se esconde atrás de diplomacias covardes. Ela levanta a voz de Benito Juárez: “Entre os indivíduos, como entre as nações, o respeito ao direito alheio é a paz”. 

            

Ela está interessada na concórdia, em que a Grande Pátria seja aquele sonho de heróis vivos, os batimentos dos mártires presentes.

Acredita, com um misticismo laico que desarma, que o Sul existe, que tem ossos, vulcões, fome e glória, e que não precisa de tutela.

Seu programa de cooperação “Semeando Vida” não exporta transgênicos da dominação: exporta enraizamento, porque está interessada em que nenhum camponês centro-americano tenha que migrar deixando sua alma na fronteira.

Tremendamente interessada? Sim. Ela é. Perturbadoramente interessada em que os povos da nossa América progridam sem o jugo imperial, sem as botas dos fuzileiros manchando os solos sagrados do lítio, do cobre ou do petróleo.

Seu interesse é a soberania, essa palavra antiga que ela transformou em carne e trincheira. Ela quer que a América Latina deixe de ser o quintal da pilhagem para se tornar o jardim de seu próprio destino.... 

Por isso eu, que desconfio do poder como um gato velho da noite, me rendo diante de sua maneira de exercê-lo: amando.

Não gosto dela. Confesso isso agora sem ironia, com o peito partido por esta prosa urgente. Não gosto porque o verbo “gostar” é insuficiente, morno e burguês para descrever este terremoto de. MULHER, EU A IDOLATRO, EU A AMO e digo isso em qualquer esquina deste planeta.

Amo sua obstinação manchada de povo, sua inteligência que cheira a café de bairro e a assembleia operária.

É uma mulher tremenda, sim. E por isso, na liturgia dos despossuídos, seu nome já não se escreve com tinta: escreve-se com a luz de um continente que, finalmente, por seres como ela, ousa olhar-se no espelho sem pedir perdão nem permissão....

Obrigado, Clau, por fazer com que nossos povos a amem...

P.S.: espero que encontre um espacinho na sua agenda e possa vir para vê-la andar pelas nossas ruas; o povo ficaria muito agradecido...

... Quando ela finalmente me conquistou com seu encanto, foi no dia em que ela estava de manhã falando com a imprensa e a terra tremeu; ela não se deixou evacuar e, com uma calma e uma paz incríveis, começou a ajudar a evacuar o pessoal... A luz de Claudia é insuperável! "

Fb de RaulitoTorres

Trad/Ed: @comitecarioca21

  
     

1 de mai. de 2026

CUBA MARCHA NESTE 1º DE MAIO EM DEFESA DA PÁTRIA

                                                              

Resumo da América Latina - Correspondente em Cuba.

Assim como o sangue que circula nas artérias, o povo cubano marcha neste 1º de maio pelas ruas de Havana.

"A Pátria se defende", é o grito que ecoa pela cidade desde o amanhecer. Centenas de milhares de moradores de Havana, liderados pelo Presidente da nação cubana, chegaram à Tribuna Anti-Imperialista para celebrar juntos o Dia Internacional do Trabalhador. 

Cuba está sob ameaça de agressão imperialista. O povo marcha até a Tribuna — em frente à embaixada daqueles que buscam roubar sua dignidade — para reafirmar que um país com uma história tão longa de luta pela independência não será subjugado.

Um povo gigante e anti-imperialista despertou neste 1º de maio defendendo a Revolução, a Pátria, a Paz, a Soberania, prestando homenagem ao Comandante Fidel Castro. 




                                      



                         

29 de abr. de 2026

PRESIDENTE INTERINA REAFIRMA LEALDADE ABSOLUTA A MADURO E À VENEZUELA: CHEGARÁ O MOMENTO EM QUE OS DETALHES SERÃO REVELADOS.

                               

 
Yuleidys Hernández Toledo

   "Para aqueles que, por mesquinhez e irracionalidade, dizem o que dizem sobre mim, deixem-me dizer uma coisa: é irrelevante comparado ao que precisa ser defendido — defender a Venezuela, defender a paz", disse ela.

   Confrontando resolutamente o que ela chama de mesquinhez em relação à sua lealdade tanto ao chefe de Estado, Nicolás Maduro, quanto ao país, a presidente interina Delcy Rodríguez prometeu "contar os detalhes" assim que chegar a hora.

  Após declarar nesta terça-feira, 28 de abril, que este é um momento para o povo refletir sobre o significado do dia 3 de janeiro de 2026 para a Venezuela — o dia em que o governo dos EUA ordenou o bombardeio do país e o sequestro do presidente constitucional —, ela declarou enfaticamente: “Digo isso como qualquer outra venezuelana. Servi como vice-presidente executiva do presidente Nicolás Maduro até o último minuto e o último segundo, com absoluta lealdade — lealdade à Venezuela, lealdade ao povo, lealdade ao presidente. Chegará o momento, chegará o momento, para os detalhes serem revelados. ”

    "Para aqueles que, por mesquinhez e irracionalidade, dizem o que dizem sobre mim, deixem-me dizer uma coisa: é irrelevante comparado ao que precisa ser defendido na Venezuela, é irrelevante comparado à defesa da paz e da estabilidade deste país, é irrelevante quando se trata de garantir o futuro, a soberania e a independência da Venezuela", acrescentou enfaticamente no Teatro Municipal de Valência, no estado de Carabobo.

                       


   Nas primeiras horas da manhã de sábado, 3 de janeiro de 2026, tropas estadunidenses bombardearam áreas povoadas de Caracas, Miranda, La Guaira e Aragua, matando mais de 100 pessoas. Os invasores estadunidenses também sequestraram o presidente constitucional, Nicolás Maduro, e sua esposa, a deputada estadual Cilia Flores. Em sua campanha de bombardeio contra o país, também usaram uma arma sônica sem precedentes, que o presidente Donald Trump apelidou de   "desconcertante" em 24 de janeiro. A presidente interina reafirmou repetidamente sua lealdade a Maduro.

   Durante uma reunião com vários setores sociais do estado de Carabobo, nesta terça-feira, 28 de abril, no âmbito da peregrinação nacional para pedir o levantamento das Medidas Coercitivas Unilaterais que os Estados Unidos mantêm contra a Venezuela desde março de 2015, a Dignatária  destacou que coube a ela assumir as rédeas do país naquele 3 de janeiro, mesmo sabendo "dos riscos e perigos" para ela e sua família.

"Dei um passo à frente e disse: estou fazendo isso pela Venezuela e estou fazendo isso pelo povo da Venezuela. E não me cansarei de fazer isso ", afirmou ele modestamente.

  Ela acrescentou que trabalha incansavelmente pelo povo. "Trabalho sem cálculos pessoais, sem cálculos partidários." Imediatamente acrescentou que, nas decisões mais importantes e relevantes para a Venezuela, o governo nacional "não tem problema em convidar todos a darem sua opinião para que possamos avançar juntos; é isso que eu quero para a Venezuela."

  Enquanto vários representantes de diversos setores agitavam a bandeira nacional, ele afirmou que o que deseja é que todos "se reconheçam mutuamente (...) e trabalhem juntos a partir desse reconhecimento, porque a Venezuela precisa disso, não é o presidente interino, não, é a Venezuela que precisa que unamos todos os nossos esforços. "

  Anteriormente, a dignatária refletiu sobre a presença histórica de movimentos extremistas e fascistas no país, observando que a fase atual exige coexistência.

                  Ver mais:   https://www.instagram.com/reels/DXtiNrwDpUP/

  "Aqui, infelizmente, houve uma gênese de extremismo e fascismo em sua história; não é algo novo. É por isso que eu disse que este momento político é um novo momento político que marcará a história, porque é o momento político para curar as expressões de ódio, intolerância e falta de convivência ", afirmou.


Reencontro para que nunca mais aconteça outro 3 de janeiro

  A presidente interina enfatizou a necessidade de união da população para que jamais haja outro dia 3 de janeiro de 2026, data em que o país foi atacado pelas forças estadunidenses. Nesse contexto, ela convidou a população a participar da peregrinação nacional que teve início em 19 de abril e já percorreu grande parte do país.

 “Falo da peregrinação a partir de uma nova espiritualidade, porque os mísseis caíram aqui porque um setor pediu que mísseis, bombas, agressões e sanções fossem lançados contra a Venezuela”, disse ele, acrescentando que a nação foi atacada “quando o extremismo e a intolerância cruzaram nossas fronteiras para pedir às potências nucleares que prejudicassem a Venezuela”.

  Ela enfatizou que a peregrinação "nos chama a nos curarmos de uma espiritualidade diferente, a nos redescobrirmos, a nos entendermos uns aos outros, para que isso nunca mais aconteça, para que nunca mais haja outro 3 de janeiro".

  Recordou que naquele dia trágico, a nação perdeu jovens que "morreram lutando por nossa pátria. (...) Sempre digo honra e glória aos nossos combatentes de 3 de janeiro! Honra e glória aos combatentes cubanos! Que também lutaram em espírito de fraternidade e amizade com o povo da Venezuela."

  Afirmou que a Venezuela deve seguir um caminho onde "rezemos, cantemos e dialoguemos juntos".

  "Precisamos conversar para nos entendermos, e se não nos entendermos, tudo bem. Há respeito por aqueles que pensam diferente, por aqueles que agem diferente, por aqueles que têm uma religião ou ideologia diferente; há respeito pela diversidade sexual. Respeito pela diversidade — essa é a espiritualidade que defendo", enfatizou.

  Enfatizou que uma Venezuela unida é "uma Venezuela que se torna um escudo poderoso para prevenir agressões externas".

  "Uma Venezuela unida que exige o fim das sanções é o que o nosso país, a nossa pátria, precisa", enfatizou.

https://diariovea.com.ve/presidenta-e-ratifica-lealtad-absoluta-a-maduro-y-a-venezuela-llegara-el-momento-de-contar-los-detalles/

Trad/Ed: @comitecarioca21