15 de mai. de 2026

UM DIA EM MARICÁ, ESSA CIDADE TÃO ESPECIAL .💘

                                                                 

Dia 8 de maio de 2026 partimos para Maricá. 

     Desta vez o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba convidou o Dr. Leandro Bertoldi, médico residente na Bahia e graduado na Escola Latinoamericana de Medicina (ELAM) localizada em Cuba a conhecer Maricá. Ele já havia ouvido falar da cidade e tinha muita curiosidade em conhecer um município que conta com transporte tarifa zero (ônibus, vans), bicicletas da prefeitura (ou seja, sem publicidade de empresa). 

    Além disso, um lindo cinema também gratuito (Cine Henfil), moeda própria (mumbuca), um grupo do MST alfabetizando moradores locais (Sim, Eu Posso), além do investimento em plantações orgânicas.

   Começamos a visita pela cooperativa COOPERAR que conta com um banco de sementes crioulas e uma horta agroecológica que serve gratutamente à população local. Nesse ponto agradecemos à companheira Andrea Maas que nos levou ao local das sementes crioulas e em seguida à Horta Agroecológica em outro local. O Sr. José Rosa, responsável pela conservação do local nos deu uma verdadeira aula sobre as semeaduras, a variedade impressionante de plantações,  compostagem e suas propriedades medicinais.        

A Horta Agroecológica 
sementes crioulas


compostagem 



                          


Em seguida a querida Andrea Maas nos levou ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara onde já tínhamos agendado a visita. Ali fomos recebidos pela diretora do hospital, Dra. Ana Paula Silva que nos guiou a conhecer todo o imenso hospital, inaugurado há seis anos (mais informações aqui:https://shre.ink/7Wrx). Ali nos juntamos ao também querido companheiro Carlos Alves, morador de Maricá e sempre muito presente. Em 2024 estivemos juntos presenteando o hospital com uma quadro de Ernesto Guevara para o hospital. E não é que o quadro está bem localizado ? Na recepção do hospital. Combinamos de levar mais um quadro do Che na próxima visita.

Dr Leandro Bertoldi com Dra Ana Paula Silva 

                      O hospital é realmente impressionante pelo tamanho e organização.  Além disso, uma ala está sendo construída para hemodiálise - muito importante, porque anteriormente os pacientes locais tinham que fazê-la em Niterói.... O Hospital recebeu da população usuária nota 92. Os funcionários se percebe que trabalham com muita atenção, cuidado e boa vontade.

                             

O quadro doado pelo Comitê em 2024
                                                                           



                                                                                           

De se ressaltar a ala pediátrica toda decorada com pequenos desenhos de Ches Guevaras (os "Chezinhos").     

                                


                            

                                                            

   Próximo local fomos ao encontro agendado com o Secretário de Cultura e das Utopias da cidade com quem o Comitê está organizando realizar evento em homenagem ao Centenário do Comandante em Chefe Fidel Castro. Mais uma vez o Comitê elege Maricá como sede de atividades. Mais à frente informaremos os detalhes.   Uma reunião muito produtiva e agradável com o secretário Sady Bianchin, Carmen Diniz do Comitê, Carlos Alves e Dr. Leandro Bertoldi.

                                       

   Em seguida visitamos a sede do método de alfabetização cubano "Sim, Eu Posso"  aplicado por uma brigada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Tera (MST) no município. Ali fomos recebidos pela querida Estrela, responsável pelo local que nos explicou o método, como é concretizado e como a brigada consegue aplicá-lo em locais diferentes, onde está a população a ser alfabetizada. Quintais, casa de alguém, bares, salões de igrejas, etc onde se possa durante 4 meses alfabetizar um adulto. Já são mais de 1400 pessoas alfabetizadas na região em pouco mais de 3 anos. 

                                         

                                                          

(Mais aqui: https://www.youtube.com/watch?v=1T2eJBPhFfc&t=37s )

   Maricá é um exemplo de município que atende e assiste sua população. Ali o Comitê fez questão de estrear o filme cubano "Onde estão os Girassóis"  em 2024 ( https://solidariedadecubarj.blogspot.com/search?q=Maric%C3%A1e é em Maricá, sem dúvida,  que vamos comemorar os #100AnosDeFidel este ano.  

Como ninguém é de ferro, voltamos para o centro da cidade de tarifa zero, em um dos ônibus "vermelhinhos" como são chamados. 
   

 No centro ainda vimos bicicletinhas "kids" estacionadas. As crianças também têm direito.

estacionamento "kids" 

                         

4 de mai. de 2026

MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA

               MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA

 

O povo e o governo cubano resistiram ao bloqueio econômico e financeiro do governo dos Estados Unidos durante mais de 60 anos.

É um bloqueio ilegal, condenado e desaprovado por praticamente todos os países do mundo, em repetidas votações anuais na ONU, com exceção apenas dos EUA, Israel e ultimamente Ucrânia e Argentina.

É um bloqueio que afeta sobretudo a vida das pessoas que vivem em cuba, pois bloqueia remessas de recursos de familiares, dificulta o turismo de diversos países, sendo a principal fonte de divisas para o país.  E ademais impede o governo de realizar compras de bens necessários, em especial equipamentos e insumos de saude.      Além de prejudicar as condições de vida, estimula o êxodo em especial da juventude.

Essas condições se agravaram ainda mais agora no governo Trump, que reeditando a doutrina Monroe quer ter o controle total da economia e da política em Cuba, estimulada pelo ódio fascista de alguns de seus ministros.

Isso se agravou com a proibição de recebimento de combustível da Venezuela e de outros países, e ameaça constante de invasão militar.

Diante disso, movimentos populares, intelectuais, entidades e cidadãos brasileiros, não podemos nos calar.

Condenamos o bloqueio, as ameaças e qualquer tentativa de ingerência no direito inabalável de soberania nacional do povo cubano.   Nos somamos as manifestações públicas do governo brasileiro e diversos outros governos na america latina e europa.

Faremos todos os esforços solidários para contribuir de alguma forma para evitar os ataques do governo Trump, e amenizar as condições de vida do povo cubano.

Atacar cuba será atacar toda america latina!

Não podemos aceitar a reedição da famigerada doutrina Monroe!

Esperamos que a ONU, OEA e CELAC   não sejam coniventes com o governo imperialista e fascista de Trump, e que reajam.

Felizmente se multiplicam manifestações do povo Estadunidense contra os atropelos e as loucuras de seu governo, que possui a menor aprovação de todos os tempos.  E certamente o derrotara nas próximas eleições e nas ruas.

A justiça e a dignidade prevalecerão, mantendo nosso continente como um continente de Paz.

Esperamos que num futuro próximo os EUA retirem todas suas bases militares de nosso continente, e que se somem aos anseios de justiça social e soberania dos povos cultivados na história da humanidade.

Brasil, maio de 2026

 

Ana Prestes, secretaria de relações internacionais do PcdoB

Breno altman, jornalista

Fernando Morais, escritor

Frei Betto, frade dominicano e escritor

Joao pedro stedile, ativista social

Jose Genoino, ex-deputado constituinte e ex-presidente nacional do PT

Karla Aveline, Desembargadora no RS e membro da AJD

Marcelo Barros, monge beneditino

Paulo Nogueira Batista Jr, economista ex-diretor do banco dos BRICS

Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos

Valerio Arcari, historiador e militante do PSOL

Valter Pomar, professor e militante petista

 

 (adesões até sexta-feira (8) para carmendinizsantos@gmail.com) 

CUBA, NO OLHO DO FURACÃO (port/esp)

                                         

     Dizem que há tambores que se ouvem até mesmo no sono mais profundo. Os tambores de um porta-aviões, anunciado a 100 metros do nosso Malecón, não são tambores de festa, amigo. São o rufar de um funeral anunciado para a sanidade. O presidente Trump, com a frieza senil que o caracteriza, move peças em um tabuleiro alheio; acredita que, ao aproximar o aço até roçar as escamas do nosso jacaré verde,  o medo nos paralisará, a Revolução desmoronará como um castelo de areia e nós, os cubanos, sairemos correndo...

    Talvez ele observe o horror das quase 180 meninas massacradas no Irã e pense:

      “O terror funciona”. Mas o homem do Norte não consegue entender a verdadeira natureza do nosso medo. Porque sim, temos medo. Mas não do bloco metálico que flutua no horizonte, e sim da dor da inocência esmagada... algo que o cubano projeta com tremenda força para a frente...

  Esse medo não é novo; nós o absorvemos com o leite de nossas mães.

   No entanto, o que lá em Washington não conseguiram decifrar em mais de sessenta anos é o mistério de nossa psique. Eles acreditam que o cubano, acostumado ao furacão e à escassez, se curva. 

    Grave erro de cálculo, meu amigo. O cubano, quando se sente encurralado, quando o cerco se fecha a ponto de cortar a respiração, não foge. Ele se transforma. Não estou falando do “medo” das bombas, aquele pânico imediato e atroz que ceifa a vida de crianças, jovens, mulheres e idosos. Falo de um medo mais profundo e perigoso: o medo de quem já não tem nada a perder... Ah, caramba!

                                  


   Um povo que transforma sua angústia em resistência é um animal mitológico. Somos o “animal encurralado”, aquela criatura que, ferida em seu covil, não mede as forças do adversário, mas a profundidade de seu próprio ferimento. É aí que reside o verdadeiro perigo: seríamos um míssil silencioso, sem radar para detectá-lo, viajando direto para o coração dos Estados Unidos. Porque nós não estamos longe; estamos colados, quase entrelaçados pelo sangue e pela geografia (depois falarei com você sobre a história). Nos separam 90 milhas de água... Isso é realmente uma pocinha...

  Se Havana explodir, a metralha... a fúria contida de uma ilha inteira atravessará o Estreito da Flórida mais rápido do que qualquer foguete.

    O estadunidense comum, aquele que trabalha, aquele que ama seus filhos em Ohio, no Texas ou na própria Miami, deve saber disso: jogar roleta russa com um povo a 100 jardas não é política externa; é um suicídio coletivo. Vocês não estão a salvo atrás de uma barreira de água. Neste caso, o terror não é um jogo de vídeo; é uma onda expansiva que destrói quem a recebe, mas também destrói e desumaniza quem a lança. 

   Se deixarmos que os tambores de guerra abafem o som das guitarras, a tragédia não terá cor de passaporte.

    É hora de ambos os povos despertarem o feitiço das pombas brancas. 

    Que o povo estadunidense, aquele que também sofre os excessos do poder imperial, saiba hoje mais do que nunca que seu verdadeiro inimigo não está nesta ilha que dança e cria, mas naquela lógica perversa que quer incendiar o quintal comum para benefício de poucos com interesses eleitorais...

   A união das almas de ambas as margens é o único escudo real contra a guerra.

    Não queremos compaixão, queremos respeito. Não queremos esmolas, queremos paz. Ainda há tempo de descer dessa máquina de morte. Que, de uma vez por todas,  a vizinhança não seja uma maldição geográfica, mas o milagre de dois mundos que, abraçados, podem salvar-se do abismo.

    Porque se o animal encurralado tiver que se defender, acredite, senhor do Norte, o estrondo não fará distinção entre o carrasco e o inocente, e o coração do império também sangrará. E esse sangue, independentemente do idioma, TAMBÉM VAI DOER!

de: Raulito Torres



Cuba, en el ojo de la tormenta
Dicen que hay tambores que se escuchan hasta en el sueño más profundo. Los tambores de un portaaviones, anunciado a 100 yardas de nuestro malecón, no son tambores de fiesta, compadre. Son el redoble de un funeral anunciado para la cordura. El presidente Trump, con la frialdad senil que le caracteriza mueve piezas en un tablero ajeno, cree que arrimando el acero hasta rozar las escamas de nuestro caimán verde,
el miedo nos paralizará, la Revolución se desmoronará como un castillo de arena y nosotros, los cubanos, saldremos corriendo...
Quizás él observa el horror de las casi 180 niñas masacradas en Irán y piensa:
"El terror funciona". Pero no termina de entender, el hombre del Norte, la verdadera naturaleza de nuestro miedo. Porque sí, tenemos miedo. Pero no al bloque metálico que flota en el horizonte, sino al dolor de la inocencia triturada....cosa que al cubano proyecta con tremenda fuerza hacia delante...
Ese miedo no es nuevo; lo amamantamos con la leche de nuestras madres.

Sin embargo, lo que allá en Washington no han logrado descifrar en más de sesenta años es el misterio de nuestra psiquis. Creen que el cubano, acostumbrado al ciclón y a la escasez, se dobla.
Grave error de cálculo, mi socio. El cubano, cuando se siente acorralado, cuando el anillo se cierra hasta cortar la respiración, no huye. Se transforma. No te hablo del miedo” a las bombas, ese pánico inmediato y atroz que siega la vida de niños, jóvenes, mujeres y ancianos. Hablo de un miedo más hondo y peligroso: el miedo de quien ya no tiene nada que perder.... Ah caraj!
Un pueblo que convierte su angustia en resistencia es un animal mitológico. Somos el “animal acorralado”, esa criatura que, herida en su guarida, no mide las fuerzas del adversario, sino la profundidad de su propia herida. Ahí reside el verdadero peligro, seríamos un misil silencioso y sin radar que lo detecte, viajando directo al corazón de Estados Unidos. Porque nosotros no estamos lejos; estamos pegados, casi entrelazados por la sangre y la geografía(luego te hablaré de la historia). Nos separan 90 millas de agua,... Eso es verdaderamente un charquito....
Si explota La Habana, la metralla...
la furia contenida de una isla entera cruzarán el Estrecho de la Florida más rápido que cualquier cohete.
El americano de a pie, el que trabaja, el que ama a sus hijos en Ohio, en Texas o en la propia Miami, debe saber esto: jugar a la ruleta rusa con un pueblo a 100 yardas no es política exterior; es un suicidio colectivo. Ustedes no están a salvo tras un muro de agua. En este caso el terror no es un juego de video; es una onda expansiva que destroza a quien la recibe pero destroza también y Deshumaniza a quien la suelta.
Si dejamos que los tambores de guerra apaguen el sonido de las guitarras, la tragedia no tendrá color de pasaporte.
Es hora de que ambos pueblos despierten el hechizo de las palomas blancas.
Que el pueblo americano, ese que también sufre los desmanes del poder imperial, sepa hoy más que nunca, que su verdadero enemigo no está en esta isla que baila y crea, sino en esa lógica perversa que quiere incendiar el patio común para beneficio de unos pocos con intereses electorales.. .
La unión de las almas de ambas orillas es el único escudo real contra la guerra.
Nosotros no queremos compasión, queremos respeto. No queremos limosnas, queremos paz. Aún hay tiempo de bajarse de esa máquina de muerte. Que de una vez la vecindad no sea una maldición geográfica, sino el milagro de dos mundos que, abrazados, pueden salvarse del abismo.
Porque si el animal acorralado tiene que defenderse, créame, señor del Norte, el estruendo no distinguirá entre el verdugo y el inocente, y el corazón del imperio también sangrará. Y esa sangre, sin importar el idioma, VA A DOLER TAMBIÉN!

CHAMADA PARA O 1° COLÓQUIO INTERNACIONAL : FIDEL, LEGADO E FUTURO. (nova data de inscrição)



Chamada para trabalhos para o 1º Colóquio Internacional: Fidel, Legado e Futuro

O Centro Fidel Castro Ruz, em conjunto com instituições acadêmicas e culturais cubanas, anuncia o 1º Colóquio Internacional Fidel, Legado e Futuro, que será realizado no Palácio de Convenções de Havana, Cuba, de 10 a 13 de agosto de 2026.

Cem anos após seu nascimento, Fidel Castro Ruz continua sendo um farol do pensamento anticolonial, da resistência e da luta por um mundo mais justo. Seu legado nos desafia no presente e ilumina os caminhos do futuro.

Para marcar o Centenário, o Centro Fidel Castro Ruz, juntamente com instituições acadêmicas e culturais cubanas, está organizando o 1º Colóquio Internacional Fidel, Legado e Futuro, que será realizado no Palácio de Convenções em Havana, Cuba, de 10 a 13 de agosto de 2026.

https://www.youtube.com/watch?v=b_XuLWHeuUI

Historiadores, cientistas políticos, economistas, sociólogos, juristas, pesquisadores, políticos, diplomatas, jornalistas, especialistas em ciência da informação, professores, estudantes, artistas, líderes sociais, comitês de solidariedade a Cuba e amigos da Revolução Cubana de todo o mundo se reunirão em um espaço para debate crítico e plural sobre as contribuições de Fidel Castro Ruz para o pensamento contemporâneo.

O encontro propõe analisar suas ações nas dimensões política, social, internacionalista e humana; debater sua influência nos movimentos de libertação nacional, no Sul Global e na geopolítica dos séculos XX e XXI; refletir sobre a relevância de suas ideias na luta contra o imperialismo, as desigualdades, as mudanças climáticas e pela paz e soberania dos povos; e explorar a recepção, a interpretação e a projeção de seu legado na arte, na cultura, na educação e na ciência.

Este encontro será um fórum onde a memória histórica dialoga com os desafios contemporâneos e as aspirações das novas gerações.

 

Principais eixos temáticos

O REVOLUCIONÁRIO E O ESTADISTA.  A estratégia insurrecional, a construção do socialismo em Cuba e o projeto de justiça social.  A ideologia de Fidel Castro Ruz.  Análise de discursos, escritos e método de análise política e social de Fidel. Prática marxista.

FIDEL E O MUNDO.  A influência de Fidel na política externa da Revolução Cubana, na luta pela paz e pelo desarmamento mundial. Seu papel no Movimento Não Alinhado, nas relações Sul-Sul e na batalha de ideias em escala global.

O LEGADO HUMANISTA E INTERNACIONALISTA.  Programas nas áreas de educação, ciência, cultura, saúde, esportes e patrimônio; a luta pela igualdade e dignidade humana. Solidariedade internacionalista.

FIDEL NO SÉCULO XXI.  A relevância do seu pensamento diante dos desafios atuais: comunicação política, crise ambiental, redes sociais digitais e inteligência artificial.

O LEGADO CULTURAL.  Fidel Castro Ruz na literatura, no cinema, na música, nas artes visuais e na memória popular.

O ESTRATEGISTA MILITAR.  O pensamento militar de Fidel Castro Ruz. Independência nacional e ajuda militar internacionalista.

FIDEL E O ANTI-IMPERIALISMO.  Uma perspectiva estadunidense, o pensamento antifascista e a luta contra o genocídio sionista. Soberania, autodeterminação e as lutas do Sul Global no século XXI. A batalha contínua contra o neocolonialismo.

UNIDADE COMO ESTRATÉGIA.  Integração, solidariedade e cooperação diante dos desafios globais. ALBA-TCP, CELAC e o sonho bolivariano.

EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CONSCIÊNCIA.  O papel da educação, da inovação científica e da formação de valores humanos como pilares do desenvolvimento.

A programação do evento incluirá um encontro das Cátedras Fidel Castro Ruz, um simpósio sobre a Revolução Cubana e outros fóruns setoriais (fórum da juventude, fórum parlamentar, fórum das mulheres, fórum da rede de artistas, intelectuais e movimentos sociais em defesa da humanidade e da internacional antifascista, entre outros).       


Modalidades de participação

Palestras principais, conferências temáticas, mesas-redondas, painéis, apresentações, lançamentos de livros, documentários ou projetos culturais relacionados.

Resumos (com até 250 palavras) devem ser submetidos em espanhol ou inglês para coloquiofidel@centrofidel.cu até 30 de abril de 2026. Incluam o título, o foco temático, o(s) nome(s) do(s) autor(es), a afiliação institucional (se aplicável) e um breve currículo. Os artigos não devem exceder 15 páginas, incluindo bibliografia e anexos; devem ser digitados em espaço duplo, em papel tamanho carta (8,5 x 11 polegadas), em formato Word, utilizando fonte Arial tamanho 12, e devem ser submetidos até 15 de maio de 2026*. (nova data

Os debates e as conclusões serão compilados em uma publicação para que as ideias germinadas neste evento possam alimentar a luta por um "futuro melhor" ao qual Fidel dedicou sua vida.

Informações sobre a taxa de inscrição e os pacotes turísticos serão fornecidas nos próximos dias.

 

Comissão Organizadora

 

Patrocinado por

• Centro Fidel Castro Ruz

• Centro de Convenções de Havana

Copatrocinado por:

• Academia Cubana de História;

• Associação de Historiadores da América Latina e do Caribe;

• Capítulos Cubanos da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade e da Internacional Antifascista;

• Casa de las Américas;

• Instituto Cubano de Amizade com os Povos;

• Instituto de História de Cuba;

• Centro de Estudos Che Guevara;

• Instituto Raúl Roa García de Relações Internacionais;

• Secretaria de Assuntos Históricos;

• Secretaria do Historiador de Havana;

• Secretaria do Programa Martí;

• União de Escritores e Artistas de Cuba;

• Associação Hermanos Saiz;

• União de Historiadores de Cuba;

• União de Jornalistas de Cuba;

• Universidade de Havana;

• Centro de Pesquisa de Política Internacional;

• Instituto Juan Marinello de Pesquisa Cultural.

 

Etiquetas: #100AnosComFidel, #CentroFidelCastroRuz, #Cuba, #ICAP

https://www.siempreconcuba.org/convocatoria-al-i-coloquio-internacional-fidel-legado-y-futuro/

           

3 de mai. de 2026

Intervenção de Graciela Ramírez Cruz, coordenadora do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, no Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba.

                           

Vídeo: Tamara Velázquez / Resumo Latinoamericano-Cuba.

Havana, 2 de maio de 2026 - Antes de mais nada, companheiros, obrigado, obrigado do fundo do meu coração. Eu moro aqui — moro aqui há 30 anos — e trabalho, vivo e resisto ao lado do povo cubano, como um deles.

E, antes de mais nada, quero dizer que jamais esqueceremos o que o governo mexicano, a presidente Claudia Sheinbaum, fez por este povo, pelo povo de Cuba, quando mais precisavam. Em minha casa, porque há idosos — além de mim, há idosos — recebemos algumas das doações do navio que ela enviou: o primeiro navio que chegou aqui, com feijão, com comida, enviado por Claudia Sheinbaum.

Mas não se trata apenas da comida que chegou, da qual precisávamos, que nos ajudou, mas que depois acabou. Trata-se da sensação de que não estamos sozinhos, de que alguém está protestando, de que alguém no governo está protestando, de que alguém está tomando medidas, e que, mesmo sendo um fardo, porque estão sob proibição de enviar petróleo apesar de um acordo comercial perfeitamente legítimo, estão fazendo tudo o que podem para evitar que este povo sofra e para salvá-lo.

Quero expressar minha mais profunda gratidão a vocês, companheiros: aos nossos companheirs na Itália, aos nossos companheiros nos Estados Unidos, ao Comboio "Nossa América". Quem diria, no dia 1º de maio do ano passado, que estaríamos aqui falando, com foco na nossa devastada Palestina, em Gaza, e discutindo o apoio à Flotilha Global SUMUD? No entanto, o avanço do fascismo, o avanço da direita, tem sido terrível! Este déspota Trump, este maquiavélico Marco Rubio, que se acham donos do mundo, senhores das nossas vidas, estão cansados ​​de prejudicar o próprio povo dos Estados Unidos, os imigrantes, toda a nossa América Latina, a Venezuela bolivariana, com a invasão de 3 de janeiro, o sequestro de Maduro, um presidente constitucional, e a ameaça iminente e terrível a Cuba.

Todos os dias, esta nação acorda diante de uma nova ameaça. Ontem, marchávamos alegremente pela Revolução Cubana, gritando "Viva a nossa Revolução Socialista!", expressando nosso amor pelos trabalhadores cubanos, honrando os 32 combatentes que tombaram defendendo a dignidade da Venezuela e a vida do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e também vivenciando a grande alegria do fim.

Todas as tardes e noites, uma nova notícia. Às 21h, eu me pergunto: como isso é possível? Às 21h! Eu trabalho na mídia e em ações de solidariedade, e às 21h, uma nova medida de Trump.

Mais uma medida de Trump! Outra mais! Até onde vai essa asfixia? Até onde, companheiros, até onde? E a arrogância e a ameaça.

Ontem, a Russia Today noticiou a arrogância e a barbárie. Quem ele pensa que é para ameaçar uma nação soberana? Quem ele pensa que é? Ele é o magnata fascista e pedófilo com 34 processos contra ele, um criminoso condenado. Não temos medo de dizer a verdade e confrontá-lo porque demos nossas vidas pelo nosso povo! E estamos preparados para dá-las pela Revolução Cubana!

Foto: Presidência de Cuba.

Ontem ele disse algo muito sério que apareceu na Russia Today: “Assim que eu terminar com o Irã, vou para Cuba”, e vou colocar lá o maior submarino do mundo, o mais poderoso, o Abraham Lincoln. Não é um submarino, é um navio de guerra. E vou colocá-lo a 100 metros da costa cubana. Para que depois eles possam me dizer: “Muito obrigado, nos rendemos”.

Não há rendição! E o que eu quero dizer a vocês, camaradas, quando me perguntam se são painéis solares ou remédios: eu digo painéis solares, remédios, toda a ajuda possível… Turismo, voltem para Cuba, venham para cá, façam o que nossos camaradas na Itália estão fazendo, façam o que o Comboio “Nossa América” está fazendo, o Comboio “Brigada Primeiro de Maio”. Não abandonem Cuba, camaradas! Assim como não podemos abandonar Thiago!

Este keffiyeh palestino foi-me trazido por Thiago Ávila quando ele veio do México na Comboio Nossa América, pois ele também participava desse programa. Hoje, Thiago está preso junto com Saif Abu Keshek, um companheiro de origem palestina-espanhola; eles são os únicos dois que Israel deteve.

Isso aconteceu anteontem: 21 navios da flotilha global SUMUD foram apreendidos por Israel, o assassino de crianças em Gaza. Vinte e um navios, com 160 tripulantes, foram feitos prisioneiros. Devido à pressão internacional, eles foram forçados a libertá-los. Mas Thiago não foi libertado.

Peço pela vida de Thiago! Peço pela liberdade de Thiago e Saif! Peço pela liberdade de Maduro e Cilia! Peço pelo respeito à soberania de Cuba! Peço pela paz, camaradas! E peço pela vida!

                                 Veja a intervenção de Graciela Ramirez:

https://cubaenresumen.org/2026/05/02/pido-por-la-libertad-de-thiago-y-saif-pido-por-el-respeto-a-la-soberania-de-cuba/

@comitecarioca21