30 de out. de 2026

DECLARAÇÃO DE BRUNO RODRIGUEZ PARRILLA NA VOTAÇÃO DA ONU SOBRE O FIM DO BLOQUEIO

                                         

O bloqueio está matando e punindo silenciosamente nossa população como nunca antes.

Bruno Rodriguez Parrilla

 

Declaração do Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, durante o debate sobre o item 37 da agenda da Assembleia Geral da ONU: “Necessidade de pôr fim ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”. Nova Iorque, 28 de outubro de 2026.

 

Senhor Presidente, Suas Excelências Representantes Permanentes, Ilustres Delegados:

 

Gostaria de expressar as minhas condolências ao Reino de Espanha pelas vidas perdidas no acidente ferroviário de Toledo. Gostaria também de elogiar a forma como o Presidente da Assembleia Geral, ontem, defendeu o Regimento Interno desta Assembleia.

Devo denunciar o comportamento desrespeitoso e provocativo da delegação dos Estados Unidos ontem nesta sala, em particular o assédio e a filmagem não autorizada de nossa delegação por um de seus funcionários, o que exigiu a intervenção de agentes de segurança das Nações Unidas. Esses atos são incompatíveis com o decoro, o respeito à dignidade pessoal e a privacidade que devem prevalecer nesta câmara, e constituem também uma manobra contra uma importante candidatura cubana a um órgão das Nações Unidas.

Denuncio a presença nesta sala de um terrorista conhecido, responsável por atos terroristas contra Cuba, representante de duas organizações terroristas sediadas nos Estados Unidos, convidado pela Missão Permanente dos Estados Unidos junto às Nações Unidas. Ele é o número 52 na lista de pessoas procuradas internacionalmente pela República de Cuba, de acordo com uma resolução legal publicada no Diário Oficial, por atos terroristas.

Ele também é um criminoso responsável por fraudes, que recebeu financiamento abundante do governo dos Estados Unidos e o desviou para uso pessoal. Peço-lhe, Sr. Presidente, que solicite ao Secretariado das Nações Unidas que investigue as circunstâncias em que este indivíduo está presente na galeria e exijo sua remoção imediata. É uma afronta, Sr. Presidente, a todas as vítimas do terrorismo, em particular às vítimas do 11 de setembro e às vítimas cubanas de atos terroristas organizados e financiados em solo americano. É um ultraje e uma clara demonstração de que Cuba não deveria estar na infame Lista de Estados Patrocinadores.

 

Prezados Embaixadores e Delegados:

 

O discurso de ontem do representante dos Estados Unidos da América facilita a tarefa da nossa Assembleia e a minha responsabilidade de defender as posições da República de Cuba.

Ele tornou famosa a frase “Isto é a América”. Não se trata de um lapso de língua, nem de um mero erro conceptual. Isto é as Nações Unidas, a Organização das Nações Unidas, a capital do multilateralismo, a capital de uma ordem internacional que deve basear-se no Direito Internacional e na Carta das Nações Unidas; é o órgão mais universal e democrático das Nações Unidas.

Essa frase reflete uma visão de mundo que trata e considera o planeta como se fosse parte do território dos EUA, que olha para Cuba e para você como se você fosse algo semelhante a um dos 50 estados da União. É a base do conceito de paz pela força, de impor a paz pela força.

Cuba não é uma ameaça; o bloqueio é. É cinismo e hipocrisia rotular Cuba como uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional da maior potência nuclear do mundo.

O representante dos Estados Unidos fez ontem uma segunda declaração muito importante que esclarece ainda mais as coisas. Ele disse: "O bloqueio contra Cuba não existe."

Cada minuto de atraso processual, cada minuto de nossas deliberações, causa danos extraordinários ao nosso povo. Isso não pode ser medido pelo relógio nesta sala; pode ser medido — e peço à equipe da transmissão online que dê um zoom — pode ser medido por este contador que registra os danos causados ​​pelo bloqueio contra Cuba desde o início desta sessão ontem, calculados a preços atuais em dólares americanos. Desde o início desta sessão, os danos causados ​​pelo bloqueio somam mais de US$ 22,9 milhões.

Senhor Presidente:

Uma grande potência está travando uma guerra econômica contra um Estado-membro desta Organização — uma pequena nação independente, pacífica e solidária. Faz isso com o objetivo de dominação e “mudança de regime”. Essa agressão inclui um bloqueio de combustível equivalente a um bloqueio naval, o que constitui um ato de guerra, punição coletiva e genocídio, proibido pelo direito internacional. Suas consequências devastadoras afetam indivíduos, restringem seus direitos fundamentais, impactam países terceiros e transformam necessidades essenciais da população em instrumentos de coerção política.

Seus efeitos acabam na mesa das famílias cubanas, no leito de um doente, no parto ou na sala de cirurgia, na comida ou na sala de aula de uma criança, na falta de eletricidade, água potável e medicamentos, nos altos preços de bens essenciais à vida.

A Assembleia Geral tem abordado esta questão desde 1992, mas hoje o faz num contexto novo e extraordinário. O governo dos Estados Unidos desencadeou uma onda de pressão, intimidação e chantagem contra muitos Estados-membros, exigindo, de forma coerciva, ilegal, imoral e injustificada, que alterem a sua posição tradicional e adotem uma postura contrária àquela que têm mantido de forma consistente e justificada durante décadas, como um ato soberano. Posso demonstrar isso com um documento que tenho em mãos. Tenho certeza de que muitos de vocês também o têm. 

O objetivo é definir a posição da Assembleia Geral sobre o uso da intimidação e de medidas coercitivas unilaterais para tentar ditar aos demais Estados-membros o que dizer e como votar; com quais nações podem comercializar livremente e com quais não podem; onde suas companhias de navegação podem transportar mercadorias e onde não podem; com quais países podem manter relações financeiras e com quais não podem.

Hoje a pressão está dirigida contra Cuba; contra qual Estado ela poderia ser usada amanhã?

É também uma questão de definir hoje se as Nações Unidas condenam ou aceitam a punição coletiva e a tentativa de subjugar a vontade política de um Estado soberano através do estrangulamento econômico e da imposição de fome, sofrimento e desespero a toda a população, ou da destruição de uma nação.

Todos sabem que o governo dos Estados Unidos intensificou drasticamente sua agressão contra Cuba desde o início deste ano, com a intenção declarada publicamente de tomar o país, controlar sua economia e exercer domínio. O governo tem usado abertamente a ameaça do uso da força militar e imposto dezenas de medidas econômicas coercitivas, além daquelas que já existiam há décadas, medidas essas que foram severamente reforçadas desde 2019 e se transformaram em um cerco medieval desde janeiro passado.

Desde julho, a agressão assumiu uma nova e brutal dimensão, com os esforços do governo dos EUA para obstruir, dificultar e sabotar o amplo programa de transformações econômicas e sociais que nosso país, em seu direito soberano, estabeleceu em sua estrutura econômica e empresarial para se adaptar às mudanças desastrosas na ordem econômica internacional e diante da guerra econômica imposta. Apesar de tudo, não vacilaremos neste compromisso com o bem-estar e a dignidade do povo cubano.

O Secretário de Estado, referindo-se aos esforços de Cuba, declarou publicamente em 7 de agosto, e cito: “O que estamos tentando fazer com que eles entendam é que não há válvula de escape… cada vez que eles criarem um novo mecanismo para tentar sair do laço, nós simplesmente o apertaremos. ” Fim da citação.

O pretexto mais frequentemente usado e manipulado pelo governo dos Estados Unidos para tentar justificar suas ações é retratar Cuba como uma suposta ameaça à superpotência nuclear ou mesmo ao hemisfério. É sabido que nenhum governo aqui representado admite ou aceita tal falácia flagrante. Eles carecem de argumentos.

Além de outras considerações bem conhecidas e evidentes, o governo dos Estados Unidos está ciente, e poderia reconhecer se agisse honestamente, de que, longe de representar uma ameaça, Cuba contribuiu para as prioridades de segurança nacional daquele país. O governo cubano forneceu repetidamente, ao longo dos anos, informações sensíveis sobre ameaças relacionadas ao narcotráfico, terrorismo e outros crimes transnacionais com potenciais impactos sobre os Estados Unidos e a região. Essas informações foram fornecidas inclusive recentemente, apesar da hostilidade declarada desta administração.

O bloqueio de combustível é um ato de punição coletiva que ameaça a vida dos cubanos.

As falsas acusações contra Cuba são bem conhecidas e nenhuma resiste ao menor escrutínio. Acrescentam, como pretexto, acusações fantasiosas sobre desigualdade, suposta acumulação de riqueza e elites privilegiadas. Isso é feito pela maior e mais corrupta plutocracia da história, onde o dinheiro domina os eleitores e que possui o maior e mais influente complexo militar-industrial — considerado por essa democracia disfuncional uma ameaça em si mesma.

Eles também usam como pretexto a suposta prática de escravidão ou tráfico de pessoas por Cuba, difamando profissionais da saúde e programas de cooperação internacional em saúde em mais de 50 dos Estados aqui representados, e recorrem a pressões cruéis e chantagem para interrompê-los.

O bloqueio está silenciosamente matando e punindo nossa população como nunca antes. Desde o início da política de pressão máxima, nossa taxa de mortalidade infantil dobrou. Não se tratam de estatísticas, nem de números; tratam-se de crianças, vidas interrompidas ao nascer, causando imensa dor às suas famílias.

Muitos de vocês são mães ou pais, e sabem que nenhuma estatística consegue expressar o que significa não ter o medicamento para um filho ou para uma família ter que esperar por uma cirurgia que foi adiada.

Hoje, 70% dos medicamentos essenciais estão indisponíveis, embora quase todos nós sejamos capazes de produzi-los, e cerca de 100 mil pessoas, incluindo 12 mil crianças, aguardam por cirurgia. É por essas crianças e suas famílias que estamos aqui hoje em Cuba, e por nosso povo altruísta, unido, instruído e consciencioso — nobre, compassivo, patriota e digno — que jamais desiste, que se levanta a cada dia superando obstáculos, buscando e participando de soluções com extraordinário empenho.

Ninguém merece o sofrimento e os abusos que nos são impostos hoje.                               

Este é o medicamento Pemetrexede, produzido pela Eli Lilly aqui nos Estados Unidos. É indicado para o tratamento do câncer de pulmão. No meu país, há pacientes que precisam dele e não conseguem obtê-lo, não porque ele não exista, nem porque não tenhamos condições de comprá-lo, mas sim porque é um medicamento americano e o embargo nos impede de adquiri-lo.

O número de mortes por câncer em Cuba aumentou significativamente. Embora as taxas de sobrevivência em Cuba permaneçam mais altas do que as da maioria dos países de baixa e média renda, comparáveis ​​às do mundo desenvolvido e acima das metas da Organização Mundial da Saúde, elas têm diminuído nos últimos anos. Entre crianças e jovens, as taxas de sobrevivência caíram de 85% para 65%, uma tendência que coincide com o período mais severo do embargo energético.

                                         


Este é o medicamento Neuralcim. É um medicamento cubano. Por que o embargo contra Cuba impede que 7 milhões de americanos recebam os benefícios deste medicamento único, que pode tratar Alzheimer, demência senil e doenças neurodegenerativas com eficácia comprovada, incomparavelmente superior a tratamentos semelhantes?

As políticas absurdas do governo dos EUA estão bloqueando tudo o que sustenta a vida. Este medicamento contra o câncer e este outro, que contém uma molécula que ajuda milhares de pessoas a retardar o doloroso processo de esquecimento, estão sendo bloqueados por uma política infame.

Não estamos falando de números, estamos falando de vidas, oportunidades de cura, tragédias e traumas, as ansiedades diárias da equipe médica e de saúde.

A geração de eletricidade a partir de instalações móveis e grupos geradores a combustível e diesel do país foi drasticamente reduzida.

Em Cuba, 85% dos sistemas de bombeamento de água potável dependem de eletricidade; 2,6 milhões de pessoas sofrem com problemas de acesso à água potável.

O governo dos Estados Unidos obstruiu o envio de 7.000 contêineres, contratados inclusive por empresas privadas cubanas, contendo principalmente alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e até suprimentos para hemodiálise, que não puderam chegar aos nossos portos em tempo hábil.

A perseguição às companhias de navegação, a interceptação de embarcações e a imposição de sanções secundárias contra qualquer pessoa que interaja com Cuba violam as regras do comércio internacional e a liberdade de navegação.

Seis em cada dez americanos querem normalizar as relações com Cuba, opõem-se à ação militar, opõem-se à tomada de controle da ilha e dizem não confiar nas decisões do governo sobre o assunto. Metade dos americanos se opõe ao embargo de combustível, que conta com o apoio de apenas um quarto da população. Nas discussões das últimas semanas, 72% dos cidadãos americanos — os contribuintes que financiam essa missão, os eleitores que elegem os governos — se opõem ao embargo contra Cuba.

O governo dos Estados Unidos não tem o direito ou a prerrogativa de tentar governar a população cubana, interferir nos assuntos internos do país, determinar o destino da nação, apropriar-se de suas riquezas ou exercer domínio sobre nosso território.

As poucas, draconianas e dispendiosas exceções ao bloqueio, concedidas por meio de licenças governamentais muito limitadas, não provam que o bloqueio não existe; provam precisamente o contrário.

A cifra enganosa de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, dos quais apenas algumas centenas de milhares de dólares chegaram a Cuba, equivale, ou seria equivalente, ao prejuízo econômico causado pelo bloqueio em apenas cinco dias, e seria suficiente apenas para financiar a geração limitada de eletricidade por pouco mais de duas semanas. Acolhemos com satisfação essa ajuda humanitária e esperamos que ela não seja manipulada politicamente. Mas a ajuda humanitária não pode substituir o direito de Cuba de comercializar sem sanções e manipulação política dos EUA.

Estamos convencidos de que uma relação respeitosa e cooperativa com os Estados Unidos seria benéfica para o povo cubano e também para o povo americano, para seus interesses, seu bem-estar e seu desejo natural de paz. Seria também benéfica para os povos da nossa América e do hemisfério.

As medidas tomadas contra o meu país foram expressamente concebidas para causar o maior dano possível, no menor tempo possível, a todo um povo. Não se assemelham aos chamados, e igualmente inaceitáveis, “danos colaterais”. O prejuízo infligido a indivíduos, famílias e ao povo cubano é deliberado, premeditado, fruto de decisão política.

Estão tentando provocar uma crise humanitária em Cuba para usá-la como arma. Impedimos isso e continuaremos a impedir, graças à solidariedade dentro de nossas comunidades, à compreensão e participação democrática do povo na adoção e implementação de medidas econômicas e sociais, ao envolvimento de organizações populares e da sociedade civil, à eficácia dos órgãos do Poder Popular e à eficiência da gestão governamental; devido às nossas vantagens comparativas, ao investimento rápido e significativo em energia fotovoltaica, ao aumento da produção nacional de petróleo bruto — quero dizer, petróleo — e ao desenvolvimento da tecnologia cubana para refiná-lo de acordo com suas características específicas, por meio da proteção energética de nossos hospitais, fontes de abastecimento de água e centros sociais.

Além disso, por meio da reorganização eficiente dos serviços de saúde e educação, políticas sociais intensivas e eficazes, sob a proteção das pessoas de baixa renda e mais vulneráveis, devido ao desenvolvimento do transporte elétrico, ao crescimento e ao compromisso social do setor privado, ao aumento das terras cultivadas e à agroecologia.

Esta Assembleia Geral terá de decidir em poucos minutos se é aceitável ou inaceitável que o crime contra Cuba e seu povo continue, e se a pretensão de uma superpotência de impor sua vontade sobre as decisões políticas e os direitos soberanos do restante da comunidade internacional, de cada um dos Estados que vocês representam, deve ou não persistir.

Para Cuba, não há outra escolha. Sob a liderança do líder da Revolução Cubana, o General do Exército Raúl Castro Ruz, e do Presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, persistiremos na defesa de nossa independência e soberania nacional e na rejeição das ambições de conquista e dominação por uma potência imperialista. Faremos isso porque esses são direitos inalienáveis ​​e obrigações irrenunciáveis ​​de Cuba, da nação cubana. Somos protegidos pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas.

O que Cuba exige é ser deixada em paz, permitir que o povo cubano viva em paz, resolva pacificamente seus próprios problemas e encontre soluções para as grandes dificuldades do mundo atual, livre de agressões políticas, militares, cognitivas ou econômicas.

Cuba não é uma ameaça! O bloqueio sim!

O bloqueio de energia é um ato de punição coletiva.

Portanto, ao prosseguirmos com a análise do projeto de resolução A/81/L.5, que tenho a honra de apresentar em nome do heroico, solidário e nobre povo cubano, cada país demonstrará seu senso de justiça e coragem perante o mundo e perante seu próprio povo.

No centenário do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz, repetimos hoje com ele: Pátria ou Morte! Venceremos!

  https://pt.granma.cu/cuba-vs-bloqueio/2026-10-29/o-bloqueio-esta-silenciosamente-matando-e-punindo-nossa-populacao-como-nunca-antes

@comitecarioca21




AS DEZ MENTIRAS DO EMBAIXADOR DOS EUA NA ONU

                                       
    O embaixador dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Mike Waltz, cometeu inúmeras falsidades durante sua intervenção no debate sobre a resolução que exige o fim do bloqueio contra Cuba.

Seu discurso repetiu — quase ponto por ponto — o repertório de argumentos já refutados que Washington costuma utilizar para justificar um regime de sanções condenado ano após ano pela comunidade internacional.

Sob o pretexto de “corrigir desinformação”, Waltz reproduziu afirmações que não resistem à comparação com os fatos nem com a própria legislação estadunidense em vigor, e que buscam desviar o foco da responsabilidade concreta pelo bloqueio para acusações políticas contra Cuba.

Waltz recebeu uma reação contundente do Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que, de seu assento, interrompeu o representante

“O representante permanente dos Estados Unidos não apenas mente, desviando-se substancialmente do tema, mas também se expressa de forma grosseira e, ao contrário do que faz seu presidente, atenta contra a dignidade da assembleia e dos Estados-membros. Ele está agindo de maneira incivilizada, crua e grosseira. Isso não é aceitável neste fórum democrático. Senhor Waltz, esta é a Assembleia Geral das Nações Unidas. Não é um chat de mensagens nem a Câmara dos Deputados” *         


 As dez mentiras do embaixador estadunidense:

1.-“O bloqueio não existe. ” A legislação norte-americana que sustenta o bloqueio — Lei Helms-Burton (incluindo seu Título III), Lei Torricelli, “regra dos 180 dias”, listas e sanções setoriais e financeiras — existe e está em vigor. A Resolução de Cuba contra o bloqueio não “inventa” essas normas: ela as documenta e mostra sua aplicação prática. Além disso, documentos oficiais dos EUA, como a reedição do Memorando Presidencial nº 5 (30/06/2025), confirmam a continuidade da política de “máxima pressão” contra Cuba.

2.-“As dificuldades econômicas de Cuba são de responsabilidade exclusiva do governo de Havana. ” O objetivo declarado da política estadunidense é “asfixiar a economia” para provocar uma explosão social; isso inclui pressionar os setores de combustível, finanças, turismo e cooperação médica. Esse cerco afeta preços, investimentos, logística e liquidez, e explica boa parte das tensões econômicas atuais. **

3.-“A resolução anual na ONU é propaganda. ” A votação expressa uma ampla defesa do direito internacional e da Carta da ONU; o incomum exercício de pressões diplomáticas por parte dos EUA para alterar votos ressalta o isolamento dessa política e a relevância do pronunciamento multilateral.

4.-“A escassez de alimentos e medicamentos é culpa do governo cubano. ” Existe uma cadeia de gargalos provocada pelo cerco econômico dos EUA: na área da saúde, a Lista Básica de Medicamentos (651 itens) registra um impacto de 69% e 364 medicamentos em falta (56%) devido a obstáculos de pagamento, fornecedores que se recusam a operar e proibições tecnológicas que bloqueiam equipamentos ou insumos com ≥10% de componente estadunidense. Isso impede a aquisição ou encarece severamente medicamentos avançados e dispositivos essenciais (por exemplo, próteses aórticas percutâneas ou equipamentos de diálise), com impacto direto no atendimento e nos indicadores de saúde. No setor de alimentos, a falta de financiamento e as recusas dos bancos forçaram a interrupção da importação de ~337 mil t de milho e ~120,3 mil t de soja (rações), com falhas no cumprimento das metas de produção de ovos para a Cesta Básica. Mesmo as compras “autorizadas” nos EUA são realizadas sob condições anormais: licenças específicas, pagamento à vista antecipado (sem crédito), transporte apenas em navios estadunidenses e em viagens unidirecionais, o que encarece os fretes e atrasa as entregas. A escassez de mercadorias se deve à falta de financiamento, ao acesso limitado a créditos, ao aumento dos preços, aos altos frete e aos atrasos nas chegadas — consequências diretas do bloqueio.

5.-“O bloqueio permite exportar livremente. ” Não há “liberdade” comercial: o marco legal dos EUA estabelece uma política de recusa para exportações/reexportações para Cuba (EAR) e proíbe que subsidiárias de empresas estadunidenses em países terceiros comercializem com Cuba; além disso, vigora a “regra dos 180 dias”, que dissuade as companhias marítimas de atracar em portos cubanos, e as vendas agrícolas permitidas exigem pagamento à vista antecipado, sem financiamento estadunidense. Tudo isso restringe e encarece qualquer operação, tanto de exportação quanto de importação. A isso se soma a perseguição financeira extraterritorial: multas e ameaças a bancos e fornecedores, recusas em abrir ou manter contas e operações bloqueadas que interrompem os fluxos de pagamento e cobrança. O próprio relatório de Cuba relata casos recentes (multas do OFAC à EFG; recusa em abrir conta para a EXPO Osaka; encerramento de contas de embaixadas) e quantifica os impactos generalizados em contratos, cartas de crédito e transferências. Ou seja, longe de “exportar livremente”, Cuba comercializa sob veto, licenças e medo regulatório; na verdade, o documento enumera medidas que Washington poderia autorizar —biomedicina, mineração, turismo, flexibilização de licenças de investimento, aumento do limite de 10% de componente norte-americano, autorização de correspondentes bancários, retirada de Cuba da lista SSOT e suspensão do Título III— e que hoje mesmo a própria Washington impede.

6- “Cuba tem total liberdade para comercializar com outros países. ” As medidas secundárias (extraterritoriais) dos EUA dissuadem e punem terceiros (bancos, companhias marítimas, seguradoras), elevando os custos e os riscos de operar com Cuba, o que restringe a liberdade real de comércio.

7.-“O governo cubano trafica com seu pessoal médico. ” Cuba mantém uma cooperação internacional voluntária e amplamente reconhecida; a perseguição dos EUA visa cortar essas receitas e privar populações vulneráveis de serviços essenciais, ignorando os padrões da ONU e da OPAS.

8.-“O governo cubano se beneficia do mercenarismo. ”  Cuba aplica “tolerância zero” ao mercenarismo e já processou criminalmente recrutadores; não apoia nem consente a participação de cidadãos cubanos em conflitos externos.

9.-“Cuba desestabiliza o hemisfério. ” O que causa desestabilização é o destacamento militar e a chantagem diplomática dos EUA no Caribe e na região; Cuba e a CELAC defendem o princípio da ‘Zona de Paz’.

10.-“Cuba contribui para a ‘máquina de guerra’ russa. ” Cuba não participa da guerra na Ucrânia nem envia tropas; desmantelou redes de recrutamento e penaliza o mercenarismo.

                                    


*(Ele confundiu o fórum onde as nações se reúnem em pé de igualdade com o seu próprio quintal - A ONU não é os EUA, é um terreno internacional neutro) quanto ao chat de mensagens, refere-se ao escândalo chamado signalgate (https://pt.euronews.com/2025/03/26/signalgate-escandalo-de-seguranca-nacional-dos-eua-agrava-se-com-revelacao-de-novas-mensag)

** para tentar provar seus “argumentos, o representante estadunidense exibe uma foto de Fidel Castro usando dois relógios Rolex foi tirada em 27 de abril de 1963, no Kremlin (Moscou), durante uma reunião com o líder soviético Nikita Khrushchev, e não na ONU. (Submariner e GMT-Master que ele usava) custava entre US$ 60 e US$ 150. Ajustado pela inflação, esse valor não chegava perto dos patamares de luxo proibitivos de hoje. O valor de dezenas de milhares de dólares citado atualmente refere-se ao preço de mercado das peças vintage de colecionador nos dias de hoje.  Naquele período, a Rolex ainda não era vista puramente como um símbolo de status ou joia de luxo ostentosa. Os relógios eram vendidos como ferramentas operacionais de alta precisão, resistentes à água e ao impacto, ideais para mergulhadores, pilotos e soldados (o que explica por que os revolucionários cubanos os adotaram em campo).

https://www.facebook.com/reel/1627102885120587 e outras fontes.

@comitecarioca21

           


A pergunta que fica: este senhor waltz estudou em que Escola de formação para exercer Relações Exteriores ?

   Cuba rebate acusações dos EUA na ONU e denuncia pressão sobre países

   O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou na terça-feira (27) as acusações do embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, durante o debate sobre uma resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha.

Segundo o jornal cubano Granma, o chanceler solicitou uma repreensão ao representante americano e denunciou pressões de Washington sobre países que participarão da votação.

A reação ocorreu após Waltz responsabilizar as autoridades cubanas pelas dificuldades econômicas da população e, conforme o relato do Granma, negar a existência do bloqueio. O diplomata estadunidense também questionou a cooperação médica internacional de Cuba e o destino da ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos.

Rodríguez apresentou uma questão de ordem e pediu à presidência da Assembleia Geral que repreendesse Waltz por declarações que considerou

“Os Estados Unidos não apenas mentem de forma grosseira e arrogante: também desrespeitam a dignidade dos Estados-membros, exercem pressão e ofendem a dignidade do povo e do governo cubano”, declarou o ministro.

Chanceler denuncia pressão sobre a votação

Ao contestar a intervenção estadunidense, Rodríguez acusou Washington de pressionar outros Estados-membros no contexto da votação da resolução contrária ao bloqueio.

O debate colocou em confronto as posições dos dois governos sobre as dificuldades econômicas da ilha. Enquanto Waltz atribuiu a responsabilidade às autoridades cubanas, Rodríguez rejeitou os argumentos apresentados pelo embaixador estadunidense durante a discussão da proposta que exige o fim das restrições.

As críticas à cooperação médica e à ajuda humanitária também integraram a manifestação dos Estados Unidos.

 

Rodríguez cobra liberdade de viagem para estadunidenses

O chanceler cubano também defendeu que cidadãos dos Estados Unidos possam viajar livremente a Cuba. A cobrança foi uma resposta às referências feitas por Waltz aos destinos turísticos da ilha

A discussão ocorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas durante a análise do projeto de resolução sobre o bloqueio.

                                             


 O que aconteceu no plenário 

• O estopim: O confronto começou quando o representante dos EUA, Mike Waltz, fez críticas ao governo de Cuba e exibiu uma imagem do líder histórico Fidel Castro usando um relógio no ano de 1963 (!?),

• A reação de Cuba: A delegação cubana protestou e o ministro Bruno Rodríguez levantou-se dirigindo-se ao pódio para contestar a fala.

• A frase de Rodríguez: Durante a discussão, Rodríguez lembrou a Waltz que ele estava nas Nações Unidas e não em uma unidade de boinas verdes ou no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Waltz respondeu afirmando que ninguém o intimidaria ali.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, protagonizou nesta terça-feira uma discussão com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em mais um episódio da histórica tensão entre os dois países, alimentada pelo recrudescimento do bloqueio estadunidense contra a Ilha nos últimos meses.

“Colegas, em 1979, o então presidente Reagan fez um alerta ao povo cubano. Ele os advertiu. Disse: “A suposta sociedade comunista e sem classes resultará em uma elite considerável, com muitos privilégios especiais, e ela já começou a surgir. ” (Reagan foi eleito presidente somente em 1981)

A foto de Fidel Castro usando dois relógios Rolex foi tirada em 27 de abril de 1963, no Kremlin (Moscou), durante uma reunião com o líder soviético Nikita Khrushchev, e não na ONU. (Submariner e GMT-Master que ele usava) custava entre US$ 60 e US$ 150. Ajustado pela inflação, esse valor não chegava perto dos patamares de luxo proibitivos de hoje. O valor de dezenas de milhares de dólares citado atualmente refere-se ao preço de mercado das peças vintage de colecionador nos dias de hoje.  Naquele período, a Rolex ainda não era vista puramente como um símbolo de status ou joia de luxo ostentosa. Os relógios eram vendidos como ferramentas operacionais de alta precisão, resistentes à água e ao impacto, ideais para mergulhadores, pilotos e soldados (o que explica por que os revolucionários cubanos os adotaram em campo).

"Estamos nos Estados Unidos da América e ninguém vai me intimidar aqui." 

(Ele confundiu o fórum onde as nações se reúnem em pé de igualdade com o seu próprio quintal - A ONU não é os EUA, é um terreno internacional neutro)

Sobre Waltz:  https://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Waltz

Vamos examinar quatro grandes mentiras, uma por uma, com o mapa e os arquivos de jornais em mãos.

Mentira 1: “A ilha de Castro”. Waltz denunciou uma misteriosa “ilha” sem apresentar nenhuma prova: nem coordenadas, nem foto desfocada, nem testemunha. Método curioso no “país das evidências”. Porque ilhas particulares, ilhas particulares… elas existem, mas nos EUA: Little St. James, a ilha caribenha de Jeffrey Epstein, onde se reuniam os poderosos de Washington, documentada nas mais de 3 milhões de páginas dos arquivos de Epstein que o próprio Departamento de Justiça dos EUA divulgou em 30 de janeiro de 2026 — incluindo 2.000 vídeos. E o presidente Trump, sócio e amigo de Epstein por duas décadas, segundo os registros de voo do jato do financista, continua sem conseguir se livrar desse escândalo que revela a podridão do poder em Washington. Se Waltz quer falar de ilhas sombrias, tem uma com nome e coordenadas a 40 minutos de jato presidencial da Flórida.

Mentira 2: Cuba “oprime” o setor privado. Os dados dizem o contrário: é Cuba quem mais amplia os espaços para o setor privado — o setor mais dinâmico de sua economia —, com novas reformas legais que estendem até mesmo o investimento privado para dentro das indústrias estratégicas. Quem realmente oprime o setor privado cubano são… os EUA: em 30 de setembro de 2026, o OFAC ordenou o fechamento das contas bancárias de empreendedores cubanos em bancos norte-americanos e exigiu que eles obtivessem licenças individuais para recuperar seu próprio dinheiro, medida que afeta esse setor privado que, em nome da “liberdade”, afirmaram apoiar mil e uma vezes. Com amigos assim, o setor privado cubano não precisa de bloqueios.

Mentira 3: “Não há remédios porque o regime rouba o dinheiro”. Que Washington responda: por que acabou de incluir Cuba em sua nova lista de “países que causam preocupação”, apontando para a biotecnologia e a capacidade da ilha de produzir seus próprios medicamentos? Por que o bloqueio persegue os investimentos em saúde pública, impõe sanções a entidades ligadas à saúde e chegou até a impedir, durante a pandemia da Covid-19, a chegada de oxigênio a Cuba? Não há regime que roube remédios: há um bloqueio que os sequestra.

Mentira 4: “Não existe bloqueio”. Que perguntem isso ao presidente Trump, que, ao assinar a ordem de proibição total do fornecimento de combustíveis à ilha, usou exatamente essa palavra: bloqueio. Dez meses depois, apenas um petroleiro russo chegou às costas cubanas; o país tem 2,6 milhões de toneladas de combustível a menos do que o planejado; hospitais às escuras, transporte paralisado, navios vindos do México interceptados e milhares de contêineres com alimentos retidos. Um bloqueio tão “inexistente” que seus autores o assinaram com sua própria caneta.

As fábulas são o gênero de Waltz — incluindo a Disney —, mas até mesmo os desenhos animados precisam de coerência interna. Cuba não precisa inventar ilhas fantasmas: a do império já tinha dono.

Após o episódio, Rodríguez classificou a manifestação do embaixador como ofensiva em uma publicação nas redes sociais. O ministro também criticou a postura do diplomata e afirmou que ele parecia desconsiderar o fato de estar nas Nações Unidas, e não no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos ou em uma unidade de boinas verdes.

O chanceler cubano associou as declarações de Waltz a uma estratégia de exposição midiática, ameaças e campanha eleitoral. Segundo Rodríguez, o governo estadunidense emprega recursos econômicos e humanos consideráveis nessas iniciativas.

https://espanol.almayadeen.net/noticias/politica/2257200/cuba-rechaza-acusaciones-de-ee--uu--durante-debate-en-la-onu

Ler mais: https://www.notimerica.com/politica/noticia-embajador-eeuu-ministro-exteriores-cubano-enzarzan-gritos-plena-asamblea-general-onu-20261027175338.html  Brasil 247, Granma, notibrasil.com.br, https://www.state.gov/, ICAP, https://www.inder.gob.cu/lo-que-waltz-olvido-en-el-podio/, https://operamundi.uol.com.br/

 @comitecarioca21

A semântica da punição: o discurso de Waltz perante a ONU.

                             

Autor: Raúl Antonio Capote

A intervenção do embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, durante o debate sobre o bloqueio contra Cuba, deixou uma imagem repreensível que transcende a mera anedota diplomática.

Não se tratou de uma simples troca de declarações, mas sim de uma demonstração da doutrina estadunidense contra Cuba.

Waltz negou a existência do bloqueio com uma definição literal e restritiva. "Um bloqueio é um anel de navios militares ao redor de uma ilha", afirmou, concluindo que "ele não existe".

O problema não é propriamente semântico; trata-se da negação de uma realidade que Cuba documenta com números irrefutáveis.

No período de 2025-2026, os prejuízos causados ​​pelo bloqueio totalizaram US$ 8083 bilhões, um valor recorde.

Por trás desse número, há apagões prolongados, famílias sem água potável, sem medicamentos essenciais; o embaixador estadunidense pode questionar o termo, mas não pode negar o efeito.

A retórica de Waltz buscava inverter o fardo moral, acusando o governo cubano de enriquecer uma elite enquanto a população enfrenta escassez, recursos típicos de uma campanha difamatória, e não de um debate sobre política externa.*

Trata-se de uma narrativa que busca deslegitimar qualquer reivindicação cubana antes mesmo de ela ser feita.

Além disso, o incidente revela a fragilidade da posição dos EUA, quando o Ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, interrompeu o discurso para pedir ordem, Waltz reagiu com uma afirmação de poder territorial: "Estamos nos Estados Unidos da América", gritou ele, "e ninguém vai me intimidar aqui".

Ele se esqueceu de que a ONU não é território soberano de um único país; é o fórum onde as nações se reconhecem como iguais.

Ao confundir a sede com seu território, o embaixador demonstrou que seu argumento não se baseia em ideias, mas na força.**

O ministro das Relações Exteriores, Rodríguez, acusou Waltz de mentir e ofender a dignidade do povo cubano.

A votação que a Assembleia Geral realizou pela trigésima quarta vez sobre o bloqueio, embora não seja vinculativa, historicamente recebeu apoio esmagador.

A intervenção de Waltz foi um exercício de negação; ele negou o bloqueio, negou a responsabilidade de seu país pela deterioração da vida cotidiana em Cuba e, por fim, negou a própria natureza do fórum em que discursava.

Ao fazer isso, não enfraqueceu a posição cubana; expôs, com uma clareza que nenhum documento poderia igualar, a lógica de uma política que prefere a punição coletiva à negociação.

                          

NT: *Aqui Waltz abusa de suas mentiras (fugindo do mérito do debate, o bloqueio) usa uma foto de Fidel usando relógio Rolex que à época custava entre US$ 60 e US$ 150. Assim como fantasia sobre imóveis, ilhas, etc que pertenceriam a autoridades cubanas.

NT: **(Ele confundiu o fórum onde as nações se reúnem em pé de igualdade com o seu próprio quintal - A ONU não é os EUA, é um terreno internacional neutro)

https://www.granma.cu/mundo/2026-10-27/la-semantica-del-castigo-la-intervencion-de-waltz-ante-la-onu-27-10-2026-19-10-39

26 de out. de 2026

ELEIÇÕES BRASILEIRAS DE 2026 - A VITÓRIA DE UM POVO

                                         

   Eleição em 2026 : uma batalha considerável, não dá para negar. Claro que a luta

 continua, que temos que continuar em estado de alerta, mas a vitória foi

 incontestável!  

     Vencemos uns adversários internos bem poderosos: os meios de comunicação

 PIG (a Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja, Record, etc), o TSE, o

 agronegócio (o agro é pop rsrsrsrs) o latifúndio, cantores sertanejos, federações

 de indústrias, milícias, as empresas de ônibus, de voadoras, mercado financeiro,

 enfim (aliás, como já esperado, hoje queda da bolsa de valores e subida do dólar).

    Claramente se percebe um enfrentamento absolutamente desigual:  Davi X

 Golias? Pois mesmo assim, em uma conjunção de ruas + redes, a juventude

 protagonizando sua rebeldia, os/as 70 + decidindo sair de casa para votar, os

 trabalhadores e trabalhadoras “comprando a briga” e subitamente uma

 consciência de classe e de noção do perigo que se avizinhava com uma opção

 fascista, o povo decidiu. E esteve em peso nas ruas. Nas redes. Em todo lugar.

    E sem sequer se sacar um tiro, foram derrotados todos esses opositores, além

 de paralisar a infestação da direita nos países latino-americana, e mais as

 arbitrariedades de Trump, Rubio, Zuckenberg, Meta, bigtechs,  sionismo, neste

 período tão difícil para a humanidade.

    Somado a tudo isso, a lista de opositores do atual governo fora do território

 brasileiro é enorme. A reportagem do Brasil de Fato nos informa e espanta.

     É sobre a “batalha de ideias” que é a mais poderosa no desenvolvimento de um

 ser humano. “Trincheiras de ideias valem mais do que trincheiras de pedras. ”

E sobre nossa pequena contribuição para outro mundo possível. E necessário,

tudo segundo um certo Comandante latino-americano.  

      De qualquer forma, a reportagem do Brasil de Fato é imprescindível e é muito

 recomendável a sua leitura.                                


Mapeamento expõe rede de interesses estrangeiros que atua em favor de Flávio Bolsonaro:

https://www.brasildefato.com.br/2026/10/23/mapeamento-expoe-rede-de-interesses-estrangeiros-que-atua-em-favor-de-flavio-bolsonaro/

 

Por: Carmen Diniz – Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.


ELECCIONES BRASILEÑAS DE 2026 -   LA VICTORIA DE UN PUEBLO

Una batalla considerable, no se puede negar. Claro que la lucha continúa, que tenemos que seguir en estado de alerta, ¡pero la victoria fue indiscutible! 

Vencimos a unos adversarios internos muy poderosos: los medios de comunicación PIG (Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja, Record, etc.),

 el TSE, el agronegocio (el agro está de moda, jajajaja), los latifundios, los cantantes de música sertaneja, las federaciones industriales, las milicias, las empresas de autobuses y de aviación, el mercado financiero; en fin (por cierto, como ya se esperaba, hoy cayó la bolsa y subió el dólar).

Se percibe claramente un enfrentamiento absolutamente desigual: ¿David contra Goliat? Pues aun así, en una conjunción de calles y redes sociales, con la juventud protagonizando su rebeldía, las personas mayores de 70 años decidiendo salir de casa para votar, los trabajadores y trabajadoras «metiéndose en la pelea» y, de repente, una conciencia de clase y una noción del peligro que se avecinaba con una opción fascista, el pueblo decidió. Y salió en masa a las calles. A las redes sociales. A todas partes.

Y sin que se disparara ni un solo tiro, todos esos opositores fueron derrotados, además de paralizarse la infestación de la derecha en los países latinoamericanos, así como las arbitrariedades de Trump, Rubio , Zuckemberg, meta, bigtechs ,el sionismo, en este período tan difícil para la humanidad.

A todo esto se suma que la lista de opositores al actual gobierno fuera del territorio brasileño es enorme. El reportaje de Brasil de Fato nos informa y nos sorprende.

Se trata de la «batalla de ideas», que es la más poderosa en el desarrollo de un ser humano. «Las trincheras de ideas valen más que las trincheras de piedra.» Y sobre nuestra pequeña contribución a otro mundo posible. Y necesario, todo según cierto Comandante latinoamericano. 

De cualquier manera, el reportaje de Brasil de Fato es imprescindible y su lectura es muy recomendable.                   

21 de out. de 2026

APELO: PELA PAZ E PELA SOBERANIA DE NOSSOS POVOS (bora participar, é só assinar)

                             

        Nós, pessoas e organizações signatárias, desejamos expressar o seguinte:

1 – Observamos com profunda preocupação o aumento de governos de extrema direita, que não seriam possíveis se não contassem com o apoio financeiro das grandes empresas e do governo dos EUA, bem como de sua máquina de propaganda nas redes sociais, onde a consciência dos eleitores é manipulada — não em prol de uma maior democracia ou bem-estar social, mas para que prevaleçam governos autoritários que não respeitam plenamente os direitos humanos.

2 - O Escudo das Américas, imposto pelos Estados Unidos na América Latina, é uma ameaça ao direito de nossos povos à plena soberania, ao impor que forças militares estadunidenses operem em nossos países sob o pretexto do combate ao tráfico de drogas. Da mesma forma, o Escudo das Américas retoma a Doutrina de Segurança Nacional, definindo quem são os bons e os maus. Entre outras coisas, pretende determinar e nos impor quem são os “fornecedores confiáveis” e proteger as cadeias de abastecimento de minerais críticos e terras raras em benefício dos interesses dos EUA.

3 – Exortamos o governo dos EUA a pôr fim ao bloqueio contra Cuba, que representa uma punição coletiva contra a população cubana. Especialistas da ONU têm apontado que os EUA “devem cessar todas as ameaças e atos hostis contra a soberania de Cuba e revogar todas as medidas que impuseram ao país e que são contrárias ao direito internacional”. Solidariedade sim, bloqueio nunca mais!!

4 - Apelamos ao governo dos EUA e de Israel para que ponham fim aos ataques contra a Palestina, o Líbano, o Irã e o Iêmen. Da mesma forma, apelamos aos EUA e aos demais países da OTAN para que cessem o envio de armas, bem como a prestação de assistência militar a Israel e à Ucrânia. É preciso pôr fim às guerras, não continuar apoiando-as. Pedimos a todos os governos envolvidos, onde quer que haja conflito, um cessar-fogo e negociações de paz imediatas.

5 - Da mesma forma, exigimos o fim das centenas de bases militares dos Estados Unidos espalhadas por toda a nossa América Latina e pelo mundo, bem como o fim dos exercícios militares que vêm sendo realizados em nosso continente e em toda a Europa. Rejeitamos a narrativa belicista da OTAN e os preparativos de sua população diante da possibilidade de uma guerra nuclear. É urgente que falem e trabalhem pela paz e pela desmilitarização.

6 - Convocamos todos os nossos governos a reduzir significativamente os gastos militares e destinar esses recursos à saúde, moradia, educação, cultura, proteção do meio ambiente, apoio às famílias vulneráveis, etc.  Apoiamos as campanhas internacionais contra os gastos militares. Dinheiro para a vida e a paz: isso é o fundamental.

7 – Apelamos ao Conselho de Segurança da ONU, bem como a todos os países membros da ONU, para que realizem ações reais e concretas para pôr fim a todos os conflitos bélicos em curso e alcançar negociações e um cessar-fogo. É fundamental construir um compromisso de segurança comum, no qual todas as nações se sintam seguras e se avance em direção a uma agenda de desarmamento e à construção de relações de confiança e colaboração entre todas as nações. A humanidade tem o direito de viver em paz.      

                                                                                                                                                                            ASSINE, PARTICIPE :                                                              https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfEh8pRICd5F9FJbLBDJRHe8QUYLyHllxxrgD6q27N7Lsh6-A/viewform




20 de out. de 2026

Rechaçam na ONU nova tentativa dos EUA para desacreditar Cuba.

O porta-voz oficial Mike Waltz pede a rejeição da resolução cubana contra o bloqueio dos EUA.

    No "evento"/farsa Cuba Libre: the opression Havana hides. Em ato falho, Waltz reconhece o bloqueio contra Cuba.                                                                                                O vídeo completo:   https://www.instagram.com/reel/Der7YOBOeQ1

  PROVOCAÇÃO NA ONU… E A RESPOSTA CUBANA

Ontem (19), na própria sede das Nações Unidas em Nova York, a Missão dos Estados Unidos encenou seu espetáculo contra Cuba: um evento intitulado “Cuba Libre: A opressão que Havana esconde”, organizado pelo embaixador Mike Waltz com um grupo seleto de contrarrevolucionários, entre eles José Daniel Ferrer, Luis Manuel Otero Alcántara e Orlando Gutiérrez Boronat, incluído na lista nacional de pessoas ligadas ao terrorismo.

O objetivo? Minar o apoio a Cuba a poucos dias da votação contra o bloqueio, que será debatida e votada nos dias 27 e 28 de outubro, pela 34ª vez.

📍Mas o espetáculo não saiu como eles esperavam. Os cubanos presentes e a delegação de Cuba os confrontaram no próprio corredor, cara a cara, gritando “terroristas!” e “descarados!”. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, resumiu sem piedade: foi um “espetáculo mentiroso”, em “uma sala clandestina e diante de uns gatos pingados”, com pessoas que “há anos vivem do orçamento federal” dos Estados Unidos.

ASSISTA A "RECEPÇÃO" DOS CUBANOS AOS CONTRAREVOLUCIONÁRIOS 


📍 O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán deixou claro para a imprensa: “Os Estados Unidos agem como um criminoso internacional. Cuba não é uma ameaça; o bloqueio, sim. Nunca nos ajoelharemos. Não nos renderemos”.

📌Em 28 de outubro, o mundo votará novamente contra o bloqueio. E nesse mesmo dia, em Miami, também levantaremos a voz.

#Cuba #NãoAoBloqueio #ONU #OBloqueioÉReal  

Por: https://www.facebook.com/share/v/1KKgZYKUiE/

@comitecarioca21                                                  

Embaixador Ernesto Soberón Guzmán 

O embaixador cubano nas Nações Unidas reiterou sua condenação a uma nova tentativa hostil dos Estados Unidos contra a ilha, orquestrada nas proximidades da própria sede da ONU.

O representante permanente de Cuba nas Nações Unidas (ONU), Ernesto Soberón Guzmán, reiterou que a ilha não se curvará diante das pressões e manobras externas perpetradas pelos Estados Unidos.

Soberón Guzmán confirmou isso em uma declaração à imprensa em 19 de outubro, onde denunciou a realização de um evento organizado pela Missão dos Estados Unidos contra Cuba na própria sede da ONU.

"Jamais nos ajoelharemos. Não nos renderemos", afirmou o embaixador cubano junto à organização internacional.

A manobra: um evento clandestino sem relação com a ONU.

Soberón classificou a reunião como uma "farsa" e denunciou que ela estava ocorrendo a poucos metros de onde ele comparecia perante os jornalistas, em desacordo com as normas que regulamentam o uso das instalações das Nações Unidas.

Explicou que se tratava de uma reunião clandestina, completamente alheia à agenda da organização, e que o Secretariado da ONU não impediu, apesar dos repetidos avisos cubanos.

O diplomata acusou Washington de convocar representantes de um pequeno grupo seleto e discriminatório de Estados-membros para espalhar informações falsas sobre Cuba.

O Departamento de Estado dos EUA nos bastidores

O diplomata de alto escalão indicou que o painel é composto por pessoas financiadas pelo Departamento de Estado dos EUA e denunciou que entre elas estão indivíduos condenados por crimes ou ligados a organizações terroristas responsáveis ​​por mortes e sofrimento entre a população cubana.


Soberón argumentou que o objetivo dessa operação política é impor uma narrativa falsa sobre Cuba para justificar a política de agressão dos EUA.

Afirmou que a manobra visa desviar a atenção do verdadeiro problema: as consequências do bloqueio e das medidas de pressão máxima dos EUA.

"Os Estados Unidos estão agindo como um criminoso internacional, impondo punição coletiva ao povo de Cuba", declarou ele.

Acrescentou que Washington inflige imenso sofrimento a toda a população de uma nação pacífica e procura apresentar argumentos que, segundo ele, não podem justificar tal conduta.

O verdadeiro debate na ONU: 27 e 28 de outubro.

Soberón lembrou que a questão legitimamente na agenda da Assembleia Geral é o bloqueio econômico dos EUA contra Cuba e a necessidade de pôr fim a essa política.

Ele contrastou o evento organizado por Washington com o debate oficial que ocorrerá nos dias 27 e 28 de outubro, quando a Assembleia Geral examinará a resolução cubana pela trigésima quarta vez.

Enfatizou que esse debate ocorrerá publicamente, com a participação de todos os Estados-membros e em uma sessão formal, e não por meio de uma reunião reservada a poucos países.

O representante permanente denunciou que os Estados Unidos pretendem minimizar as graves consequências de sua política de pressão máxima e o aperto sem precedentes do bloqueio.

Segundo Soberón, Washington usa a causa dos direitos humanos para tentar minar o direito de Cuba à autodeterminação e à soberania.

Ele afirmou que o verdadeiro propósito da punição coletiva é quebrar a vontade do povo cubano e subverter sua ordem constitucional, um objetivo histórico que, segundo ele, os Estados Unidos não conseguiram alcançar.

Em referência ao evento nos EUA, Soberón afirmou a legitimidade da representação diplomática cubana perante as Nações Unidas.

"Cuba está aqui, não lá dentro. Os representantes do povo cubano estão aqui, não com eles", disse ele.

O diplomata expressou sua confiança de que a maioria dos Estados-membros voltará a apoiar a resolução contra o bloqueio durante as sessões de 27 e 28 de outubro.

Ao concluir seu discurso, Soberón afirmou que qualquer tentativa dos Estados Unidos de quebrar a determinação e a unidade do povo cubano representaria um desperdício de tempo, esforço e recursos.

"Nunca nos ajoelharemos. Não nos renderemos", concluiu ele.

 https://www.resumenlatinoamericano.org/2026/10/19/cuba-en-la-onu-rechazan-nuevo-intento-de-ee-uu-para-desacreditar-a-la-isla/

@comitecarioca21

     #CubaNoEsUnaAmenaza. O bloqueio, sim.