15 de abr. de 2016

MAB RECUSA ENTREVISTA A YOANI SANCHEZ

#‎FIMDOBLOQUEIO‬

Recentemente o Movimento dos Atingidos Barragens (MAB) recebeu um convite para participar de um programa realizado pela Deutsche Welle, um meio de comunicação alemão. A proposta seria realizar uma entrevista sobre megaprojetos e contaminação. Surpreendemo-nos, porém, quando descobrimos que o programa em questão seria conduzido por ninguém mais, ninguém menos que Yoani Sanchez, a blogueira cubana, alinhada ideologicamente com forças da direita golpista e imperialista.

Reafirmamos que nós, do MAB, não daremos entrevista e nem trégua para golpistas em nenhuma situação.

Segue a nota de esclarecimento do MAB sobre o caso:

Nós agradecemos o convite para participar da entrevista com o tema de megaprojetos e contaminação. No Brasil, assim como em outros países a população e o meio ambiente sofre com a ganância de empresas transnacionais e nacionais na exploração de minério e energia.

Apenas há cinco meses sofremos com o maior crime ambiental e social na história do Brasil, que foi a ruptura da barragem de Fundão. Tragédia anunciada, cometido pelas duas maiores transnacionais de mineração do mundo a BHP Billiton e a Vale.

Vemos a Deutsche Welle como um veiculo de comunicação importante, acreditamos na importância de denunciar as violações sofrida pelos atingidos pelos grandes empreendimentos nos meios de comunicação, dialogando com os vários setores da sociedade. Certamente a experiência dos atingidos poderia muito contribuir no debate sobre a energia a e violação de direitos humanos. Não teríamos desacordo em poder nos pronunciar por meio deste veiculo, se não fosse o fato que a condutora do programa, do qual nos fomos convidados a participar, é a Sra. Yoani Sanchez.

Vale lembrar que quando ela esteve no Brasil em 2013, teve apoio e esteve lado a lado de diversas personalidades e parlamentares que representam o pior da política brasileira e que neste momento estas mesmas figuras estão desconsiderando a nossa Constituição de 1988 ao defender o impedimento da Presidente Dilma sem ela ter cometido nenhum crime, o que significa um golpe e o plano destes setores para o povo brasileiro é dos mais perversos. Referimos a figuras como o deputado federal Jair Bolsonaro, que tem posições contrárias aos direitos humanos, aos direitos das mulheres e a população LGTB, que defende as torturas cometidas pela ditadura militar do Brasil, que alude ao crime quando grita em palanque publico que os trabalhadores sem terra devem ser assassinados.



Reiterando, e pedimos vossa compreensão, agradecemos o convite da Deutshe Welle, mas o Movimento dos Atingidos por Barragens coerente com sua posição na defesa da democracia e em solidariedade aos povos da América Latina, ao povo cubano, não nos dispomos a participar do programa conduzido por Yaoni Sanchez.Nos colocamos a disposição em participar de outras entrevistas e ao dialogo.

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Em español:

Agradecemos la invitación para participar de la entrevista sobre los megaproyectos y contaminación. En Brasil, así como en otros países, la población y el medio ambiente sufre con la ganancia de compañías nacionales y transnacionales en la explotación de minería y energía. Hace apenas cinco meses que sufrimos con el mayor crimen ambiental y social de la historia de Brasil, que fue la ruptura de la represa de Fundão. Tragedia anunciada, cometida por las transnacionales de minería más grandes del mundo, la BHP Bilition y la Vale.

Vemos Deutsche Welle como un vehículo de comunicación importante y creemos en la importancia de denunciar en los medios de comunicación las violaciones sufridas por los afectados debido a los grandes emprendimientos, dialogando con los diversos sectores de la  sociedad. Seguramente la experiencia de los afectados podría sí contribuir con el debate sobre la energía y la violación de derechos humanos. No tendríamos problemas en pronunciarnos por este vehículo, si no fuera el hecho de que la presentadora del programa, al cual fuimos invitados a participar, sea la Señora Yoani Sanchez.

Recordamos que, cuando Yoani Sanchez estuvo en Brasil en 2013, tuvo el apoyo y estuvo lado a lado de diversas personalidades y parlamentares que representan lo peor que existe en la política brasileña, que en este momento estas mismas figuras stán desconsiderando nuestra constitución de 1988 al defender el impedimento de la presidente Dilma, que no cometió ningún crimen, lo que significa un golpe; y el plan de estos sectores para el pueblo brasileño es de lo más perverso posible. Nos referimos a figuras como el diputado federal Jair Bolsonaro, que tiene posiciones contrarias a los derechos humanos, a los derechos de las mujeres y de la población LGBT, que defiende las torturas cometidas por la dictadura militar de Brasil y que alude al crimen cuando grita en público que los trabajadores sin tierra deben ser asesinados.

Reiteramos y pedimos vuestra comprensión. Nuevamente agradecemos la invitación de Deutshe Welle, pero el Movimento dos Atingidos por Barragens, coherente con su posición, en la defensa de la democracia y en solidaridad al pueblo latino americano y especialmente al pueblo cubano, no participara del programa conducido por Yoani Sanchez.

Nos colocamos a disposición para participar en otras entrevistas y al diálogo
Movimiento de los Afectados por Represas.

Publicado por MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens

                                                                      VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

ALUNOS DO COLÉGIO ESTADUAL VISCONDE DE CAIRU PROMOVEM DEBATE SOBRE O BLOQUEIO A CUBA


Nesta quinta-feira o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba participou de atividade na escola ocupada pelos alunos do Colégio Estadual Visconde de Cairu.

Em debate sobre o bloqueio com exibição de vídeo e muita participação, as discussões fizeram paralelos entre a atual situação da educação no estado e o bloqueio que Cuba sofre há mais de meio século, além das condições de ambas as situações. 

Assim vamos seguindo e divulgando todas as lutas, com todos e para o bem de todos.

Nós pudemos conhecer melhor a luta dos estudantes; eles, a luta dos cubanos por justiça e liberdade.


Assista ao vídeo acessando o link: https://www.facebook.com/carmen.diniz.21/videos/1575789996082624/

                                                                  VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

13 de abr. de 2016

DETENHAMOS A OFENSIVA DE RECOLONIZAÇÃO CONSERVADORA! DECLAROU A REDE DE INTELECTUAIS, ARTISTAS E MOVIMENTOS SOCIAIS EM DEFESA DA HUMANIDADE

#‎FIMDOBLOQUEIO‬



Declaração do XII Encontro da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade: "Venezuela em uma encruzilhada: Novos tempos, novos desafios"

Os povos da nossa América sofrem a ofensiva de recolonização conservadora por parte do imperialismo e das oligarquias locais. Destina-se a varrer todas as conquistas dos processos progressivos regionais no campo da justiça social, da soberania, da integração e da gestação de um verdadeiro poder popular.

Neste contexto, a Venezuela é um dos principais alvos, tanto por suas enormes riquezas, como pela ameaça que representa seu exemplo de esperança.

A Revolução Bolivariana foi apresentada em dezembro de 2015 a um processo eleitoral sob pressões de todos os tipos. Lançou-se contra o povo venezuelano uma guerra econômica, midiática e psicológica, e se utilizaram de métodos desestabilizadores praticados por agitadores pagos, assassinos e paramilitares. A crise mundial e o colapso provocado pelo preço do petróleo agravaram dramaticamente a situação. O decreto imperialista que qualifica a Venezuela como uma ameaça "excepcional e extraordinária para a segurança nacional dos Estados Unidos", acrescentou novo fator ao clima coercitivo que já havia sido criado.

Após os resultados das eleições, foi posto em prática um plano sinistro e bem trabalhado que busca derrubar o governo do presidente legitimamente eleito pelo povo, Nicolás Maduro Moros, e a destruição de tudo o que tem relação com a obra revolucionária, seus relevantes, realizações sociais e os ideais do Comandante Hugo Chávez Frias.

A Venezuela revolucionária aplicou pela primeira vez a distribuição das receitas do petróleo para o bem da maioria e, ante as adversidades e graves obstáculos, tem se esforçado em manter as políticas sociais em benefício dos pobres. Se comprometeu com corajosas e muito complexas tarefas para solucionar os problemas estruturais do país e conseguiu preservar a paz e a estabilidade. Trabalha para aglutinar as forças patrióticas e bolivarianas sob a união civil e militar coerente com a história libertária da nação. Continua envolvida na luta sem trégua contra a corrupção e a burocracia, o fortalecimento das comunidades e o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas originários e afrodescendentes, e da natureza.

Nós, membros da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais "Em Defesa da Humanidade" reafirmamos nossa solidariedade com a Revolução Bolivariana. Exigimos a revogação imediata do decreto infame do governo dos EUA contra a Venezuela. Repudiamos a insistência da reação e da censura para silenciar a voz digna de Telesur. Rechaçamos leis como as que o povo tem chamado corretamente de "amnésia criminal" ou "auto perdão" para aqueles que com suas ações sediciosas causaram e continuam causando morte e dor a muitas famílias venezuelanas, o equivalente a legalizar a impunidade.

Para que a América Latina e o Caribe possam ser efetivamente uma "zona de paz", como proclamou CELAC, é essencial frear de maneira definitiva os intentos golpistas contra o governo bolivariano e preservar a ordem constitucional. Fazemos nosso o espírito ecumênico, humanista e inclusivo do Congresso da Pátria.

Convocamos uma ampla mobilização em defesa da soberania e autodeterminação do povo venezuelano e em apoio a todos os governos, líderes e ativistas progressistas da região, que estão sendo vítimas de uma verdadeira caçada por parte da reação interna e do Império. Um processo semelhante ao Plano Condor está em andamento na América Latina, quando se agrava a perseguição a todos aqueles que lutam por objetivos emancipatórios.

A REDE rejeita fortemente qualquer tentativa de golpe de Estado no Brasil e o uso faccioso da justiça para criminalizar líderes políticos populares, como Dilma Rousseff, Lula da Silva e Cristina Kirchner. Chamamos todos para se concentrarem em frente as embaixadas do Brasil no mundo, em solidariedade com o governo brasileiro e em repúdio as tentativas de golpistas e a repressão paramilitar contra o Movimento dos Sem Terra. Repudiamos o covarde assassinato de Berta Cáceres, líder do povo Lenca de Honduras, e exigimos a libertação da guerreira indígena Milagro Sala, da Argentina, e do independentista porto-riquenho Oscar López Rivera, que está preso há 35 anos. Apoiamos as exigências de justiça pelo crime de Estado cometido contra os 43 estudantes de Ayotzinapa. Condenamos o paramilitarismo na Colômbia e o assassinato de 120 militantes da Marcha Patriótica no ano passado, como um sério obstáculo para a paz dessa nação irmã.

A REDE censura a tentativa de denegrir a autoridade política e ética do presidente da Bolívia, Evo Morales, um de seus membros fundadores, através de uma estratégia de manipulação e mentiras. Manifesta o seu apoio ao presidente Rafael Correa do Equador, a quem eles tentam derrubar e é insistentemente perseguido. Condena as tentativas de usar crime comum com finalidades políticas para desestabilizar o governo de El Salvador.

Vamos construir juntos uma plataforma com uma agenda comum dos meios de comunicação anti hegemônicos incluindo a Telesur e outros canais públicos, sites digitais, redes sociais, agências de notícias e emissoras comunitárias. É vital contribuir para o enriquecimento espiritual dos seres humanos através da arte fora da ditadura do mercado, e criar a escala de massa, especialmente nas novas gerações, uma nova cultura oposta ao consumismo, que contribua para a formação de um sujeito social não manipulável, solidário e crítico, que resista ao assassinato ou esquecimento de nossa memória, patrimônio da nossa identidade e consciência histórica.

Como diria um poeta nosso, "um povo que é forte através de sua linguagem e seus atos livres, é uma ameaça para o Império e o amanhecer para a humanidade".

Caracas, 11 de abril de 2016

Mensagem ao povo bolivariano

"Conte sempre conosco e a lealdade das pessoas dignas
ao redor do planeta que não se deixam enganar pelas mentiras da
máquina da mídia a serviço da reação dos opressores. Vocês não estão nem estarão sós", expressaram na declaração

Leia a
mensagem completa na página da Rede, Capítulo cubano
Fonte: CUBADEBATE

                                                     VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

É URGENTE ARTICULAR FORÇAS CONTRA O NEOLIBERALISMO

#‎FIMDOBLOQUEIO‬

O escritor cubano Abel Prieto fez um apelo à unidade durante o encontro de intelectuais em Defesa da Humanidade, que se celebra na Venezuela
Foto: TELESUR
CARACAS.—“Há uma ofensiva de restauração conservadora para fazer recuar todos os processos progressistas que mudaram a face deste continente”, expressou o escritor e político cubano Abel Prieto, no âmbito do 12º Encontro Internacional da Rede de Intelectuais em Defesa da Humanidade, que se celebra na Venezuela.

Prieto, presidente do fórum, considerou necessário que os intelectuais, ativistas e artistas se unam para formar um front que acabe com a “muralha midiática” ao serviço do neoliberalismo.

Ainda, sublinhou a necessidade de articular as diferentes forças que lutam contra os interesses neoliberais.

O escritor cubano manifestou que “a América Latina e o Caribe deixaram de ser o quintal dos Estados Unidos e há uma ofensiva para que essa condição deplorável e subordinada retorne [porém] há muitas pessoas dignas, muitos grupos, correntes, muitas tendências contra, muitas pessoas jovens e boas que a gente vai descobrindo nestes encontros”, citou a Telesur.

Também explicou que o objetivo era precisamente fazer crer través dos diferentes meios de comunicação que essas reuniões entre intelectuais e artistas somente são realizadas entre pessoas maturas, como uma estratégia para posicionar o pensamento de que a ideologia revolucionária é só coisa do passado.

“A jogada é que isso não seja conhecido, fazer com que as pessoas se dediquem a coisas tolas, a acompanhar a vida privada dos famosos, a perder o tempo. A viver uma vida de um suposto ‘presentismo’ onde não há passado”, refletiu Prieto.

Daí que o presidente do fórum sublinhasse a capacidade de aproveitar todos os espaços pertinentes e possíveis, como fóruns, feiras do livro e festivais, para utilizar a rede de intelectuais, de artistas e movimentos sociais como instrumento da defesa da verdade e a humanidade, e meio de articulação para lutar na medida de suas possibilidades contra os meios de comunicação hegemônicos.

O 12º encontro da Rede de Intelectuais em Defesa da Humanidade, chamado Venezuela na encruzilhada. Novos tempos, novos desafios, foi instalado em 8 de abril, em Caracas e se estenderá até 14 de abril.

Publicado por Granma

                                               VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

JUNTE-SE À CAMPANHA CONTRA O BLOQUEIO, DE 18 À 22 DE ABRIL


  
Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos


De 18 a 22 de abril de 2016, solidários a Cuba irão se reuniram em Washington DC para participarem de uma série de atividades que incluíram visitas a membros do Congresso. Os participantes defenderam uma mudança na política dos EUA em relação a Cuba.

Na sexta-feira 22 de abril, será realizado um evento especial "Através dos Olhos Cubanos", onde o público terá a oportunidade de ouvir o que realmente está acontecendo em Cuba por intermédio de representantes de diferentes setores e organizações da sociedade civil cubana.

Sexta-feira, 22 de abril, das 19 às 20 horas
4340 Connecticut Ave NW
Washington DC 20008
5º andar, Moot Court Room

programa

Discurso de abertura: Shelley Broderick, Decana da universidade de Direito

Orador principal: José Ramón Cabañas, Embaixador de Cuba em Washington DC

Convidados especiais procedentes de Cuba

  • Profissionais cubanos no setor da saúde
  • Luisa Campos, Diretora do Museu da Alfabetização
  •  Jorgito Jerez, estudante de jornalismo e 
  • Representante do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP)
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Pela primeira vez em Washington DC será apresentado o documentário "El Poder de los Débiles", que conta a história de "Jorgito" Jérez, um jovem cubano que nasceu em 1993 com Paralisia Cerebral Infantil mista. O documentário mostra como uma sociedade baseada no desenvolvimento integral do ser humano contribuiu para o desenvolvimento e formação acadêmica de Jorgito. Conheça o produtor Tobias Kriele e Jorgito durante a exibição do documentário. Em cada apresentação Jorgito responderá a perguntas da plateia.

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FAZEMOS UM CHAMADO AO MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE COM CUBA PARA QUE SE JUNTE À SEGUNDA JORNADA CONTRA O BLOQUEIO EM WASHINGTON DC ORGANIZANDO ATIVIDADES EM SEUS PAÍSES, ENTRE 18 E 22 DE ABRIL DE 2016.

ESTE É O MOMENTO LUTAR CONTRA O BLOQUEIO

Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos
510-219-0092 | info@TheInternationalCommittee.org | Website


                                               VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

"LA GUARDERÍA", UM FILME QUE NARRA COMO CUBA SALVOU AS CRIANÇAS ARGENTINAS (+ ÁUDIO E VÍDEO)

 #‎FIMDOBLOQUEIO‬


  Crianças em La Guardería montonera em Havana, Cuba (c.1980).
Acaba de ser lançado na Argentina "La Guardería", O Berçário, primeiro documentário de Virginia Croatto sobre um dos lugares reservados para os filhos dos militantes da guerrilha argentina no final dos anos 70 e início dos 80, que viveram alguns anos de suas vidas em um abrigo em Havana.

Cuba praticamente os salvou do sequestro junto a seus pais, na fase mais repressiva da ditadura militar, que custou mais de 30.000 mortos e desaparecidos. O documentário foi premiado com o primeiro prêmio da Competição de Direitos Humanos no 34º Festival Internacional de Cinema do Uruguai.

Siga os detalhes da apresentação do documentário, em sua página no Facebook: La Guardería Documental

O grupo de 30 crianças entre 8 e 10 anos cresceu, e que ali coexistiam, como por exemplo a diretora, recordam do fim antecipado da inocência para refletir sobre muitas questões a partir do que viveram naqueles anos em que a escuridão era uma coisa de cada dia, a felicidade rara e sem volta e a rotina atolada em um presente difícil de resolver.

O que foi La Guardería (O Berçário) para Virginia Croatto? "Aquele lugar onde todos nós queremos voltar de vez em quando. Está idealizada na minha memória, a vida coletiva, jogos, apesar de eu ter consciência de como era difícil, de como foi duro para todos, morte, exílio, é um espaço de paz naquele turbilhão. Um bonito paraíso florido", disse a autora do documentário.

A ação tem lugar, principalmente, em uma grande casa branca com um jardim e palmeiras, em algum lugar em Havana, casa, durante muitos anos, de um grupo de muitas crianças, filhos de membros da organização Montoneros, que viveram uma parte importante das suas infâncias longe de seus pais, que os deixaram lá para protegê-los enquanto lutavam na "contraofensiva montonera".

Estas crianças, hoje homens e mulheres, contam suas histórias, fantasias e memórias entre 1979 e 1983, de outros companheiros, que lhes devam o amor e o cuidado que precisavam, aprenderam a interagir com outra cultura sem perder sua própria, a conviver com nostalgia e a esperar ansiosamente por cartas e notícias de seus pais.

Virginia Croatto, diretora do documentário.

A diretora do filme, que tem como produtora associada Lita Stantic e roteiro de Gustavo Alonso e David Blaustein, foi uma dessas crianças, que três décadas depois tenta entender o pensamento daqueles que agora são adultos, aquela experiência, seus lugares e experiências comuns e seu singular contato com a alegria, tristeza e morte.

Croatto faz esse caminho a partir de uma perspectiva diferente a de documentários convencionais, muitos deles marcados pela tradição das "cabeças falantes", mesmo o assunto tendo poucos ingredientes audiovisuais dos fatos a que se refere, ela consegue que o resultado se converta em uma proposta que supera de longe o que foi visto até agora.

A opção de intervir pouco ou nada nos testemunhos, que se tornam valiosas reflexões sobre as circunstâncias muitas vezes difíceis de explicar e compreendidas pelo espectador de que se podem conseguir pouquíssimas referências sobre esse tema por intermédio da imprensa, mesmo a partir das anotações feitas a respeito da ditadura civil militar em pesquisas e investigações, resulta em uma proposta superadora que é consequência da aposta em uma linguagem moderna.

"Tenho nostalgia de ter vivido essa experiência, uma nostalgia que de alguma forma não pertence apenas a mim, pelo menos da parte linda, da 'primavera', parte de um projeto que acreditava que iria mudar o mundo, de que as coisas poderiam ser melhores e tinham que ser melhores, e eu abordei a partir desse lugar de coletividade, mas em minha própria reflexão há claros e escuros", assegura a diretora, que rodou seu filme tanto aqui na Argentina quanto em Cuba.

"A princípio a ideia era mais autobiográfica, inclusive quando eu comecei o projeto há mais ou menos uma década, filmei algumas coisas assim, mas não me sentia confortável, não fechavam, e não digo que seja nem melhor nem pior, apenas era eu que precisava contá-la de outra maneira, mais coral e se quiser até mais clássica, mas além de não contar quem sou eu parecia uma obrigação, e por isso mesmo mostro", diz a cineasta que estreou em longas-metragens com este filme.

"No entanto, não digo claramente desde o princípio, eu pensava que ajudaria o público a ver de outra perspectiva, para melhor ou pior, de forma mais aberta, sem a autoridade de ter que vê-lo como vindo de uma vítima, mas conforme fui avançando com a montagem me dei conta de que não podia esquecer que eu mesma fui uma daqueles crianças do berçário", lembra.

Croatto reconhece: "quando eu fiz as entrevistas disse a todos que falassem comigo como sempre fizeram, sem perder a distância, não neguem por quem estão sendo entrevistados e isso me levou a um lugar que para mim é um intermediário, de um filme um pouco coral que não deixa de ter minha própria visão, mas tenho certeza de que qualquer um daqueles que viveram essa experiência faria um filme totalmente diferente mas tendo um eixo comum".

"Com algumas  crianças daquela época eu continuei a ter um contato mais cotidiano, porém concordamos que a política dos anos 80 foi complicada para aquele grupo apesar de todos sermos filhos de Montoneros. Eu não sou a voz oficial dos que ali estiveram, essa é minha visão, mas em algum momento se converte no olhar dos demais, ou pelo menos de alguns deles", e explica que esta não foi a única creche, haviam outras, seja para os membros do ERP, ou por exemplo para crianças de exilados chilenos.

"No entanto, por uma questão de segurança, nunca nos conhecemos, os de uma e outra ... Daqueles que viveram em La Guardería Montonera, mantenho uma relação muito profunda, com os outros durante muito tempo não nos vimos e houve um reencontro a partir do filme. Eu tinha um certo receio sobre o que eles diriam, mas acho que eu pude chegar a uma boa síntese", disse.

"Algumas crianças passaram quatro meses, mas outras, como eu, que passaram quatro anos. No meu caso foi porque minha mãe assumiu o berçário, que tinha duas etapas, e minha mãe entrou na segunda, e por isso fomos quase as últimas a voltar. A ideia original era que as crianças ficariam lá por um curto período de tempo", recorda.

"A maioria das crianças tinham seus pais aqui, mas no meu caso foi um processo em sentido inverso. Meus pais, meu irmão e eu voltamos com a contraofensiva, mas meu pai caiu morto nas mesmas circunstâncias que o personagem de 'Infância Clandestina'...", lembrando o que recorda de uma das gravações em cassetes ouvida em seu documentário do irmão de Benjamin Avila, diretor de outro filme.

Segundo a cineasta, "contar esta história agora teria toda a racionalização do que aconteceu em seguida e eu preferia ficar com o que todos nós sentimos naquele momento, daí o recurso dos cassetes que puderam resgatar as cartas que então escrevíamos ou que recebíamos...".

Uma decisão que tomei foi a de não negar a luta armada, apesar de não ser um filme em que se poderia discutir isso. Por diferentes razões políticas e de golpes de Estado e naquele tempo acreditava-se que isso era possível ... muitas pessoas que agora seriam humanistas, naquele tempo participavam da luta armada. Eu não queria abordar a questão de forma 'light', então eu não tentei negá-la, porém tampouco a coloquei em primeiro plano: esse é um tema que dá para uma longa reflexão", concluiu.

Clique em La Guarderia Victor Hugo para ouvir o comentário de Víctor Hugo Morales sobre o documentário.

La Guarderia - documentário de Virginia Croatto


                                     

Virginia com sua mãe em La Guardería em Havana.

La Guardería funcionou de 1979 a 1986, período de maior repressão da ditadura que custou 30 000 mortos e desaparecidos

Firmenich, líder dos Montoneros, no centro com as crianças de La Guardería.

Crianças em La Guardería com seus cuidadores cubanos.

Cartaz do documentário.

(Com informação da Telam y Escribiendo Cine) 
Fonte: CUBADEBATE

                                                                      VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!

12 de abr. de 2016

RÁDIO HAVANA: LULA E CHICO BUARQUE EM ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA NO RIO DE JANEIRO


Rio de Janeiro, 11 de abril (RHC-PL) O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o cantor e compositor Chico Buarque, participaram junto a outros artistas e intelectuais e milhares de cariocas, de um ato convocado dias atrás, Cultura por Democracia.
O texto do convite, que considera a atual situação brasileira uma ameaça à democracia, ainda incompleta, que permitiu progressos nos últimos anos contra a desigualdade e a injustiça, foi assinado por Chico Buarque, o teólogo e filósofo Leonardo Boff; o ator Wagner Moura; Fernando Morais, político e escritor, e Eric Nepomuceno, jornalista e tradutor.

O documento também esclarece que aqueles que o subscrevem entendem claramente a existência do recurso constitucional que permite estabelecer um processo de impeachment, mas é precisamente por isso que seu uso indevido e irresponsável "é um golpe branco, um golpe institucional, porém sempre um golpe".

Os autores da convocação também recordaram que muitos brasileiros viviam em sua terra natal, ou em outros países, o fim da democracia, cuja reconquista custou muita luta, sacrifícios e vidas; esperanças e desesperanças.

O manifesto também expressa a confiança de que o que estão tentando agora os ressentidos da derrota (eleitora de 2014) e aventureiros do desastre, não custe o futuro dos nossos filhos e netos.

Para isso, exortou, estaremos unidos. Para defender a presidenta, espantar o passado e construir o futuro.

Editado por Maria Candela
Fonte: Radio Habana Cuba - Una voz de amistad que recorre el mundo

                                                                      VENCEMOS !!! VENCEREMOS !!!