24 de jul. de 2021

CUBA DENUNCIA PRESSÕES E CHANTAGEM DOS ESTADOS UNIDOS PARA CONDENAR O PAÍS. (+vídeo da declaração do Chanceler Bruno Rodriguez)


Por Laura V. Mor/ Resumen Latinoamericano Corresponsalía Cuba/ Video : Syara Salado Massip.

      Havana, 22 de julho de 2021 - O chanceler Bruno Rodríguez denunciou na tarde desta quinta-feira a pressão política e econômica do governo dos Estados Unidos sobre terceiros países com o objetivo de obrigá-los a fazer declarações públicas que condenem Cuba.

   “Uma declaração vergonhosa e mentirosa” dos Estados Unidos sobre as manifestações em Cuba

   No dia anterior, o Ministério das Relações Exteriores  divulgou uma declaração conjunta contra o governo cubano, pela qual o chanceler Rodríguez responsabilizou o Departamento de Estado dos Estados Unidos.



    Este documento exige que o governo cubano respeite os direitos e liberdades do povo, bem como a libertação dos detidos por perturbar a ordem pública em 11 de julho, quando ocorreram em Cuba protestos e atos de vandalismo promovidos e incentivados do exterior, que segundo o ministro  é "um ato de ingerência e intervenção em nossos assuntos internos."

     Em resposta às declarações do presidente Biden, que anunciou que continuará com as sanções contra os responsáveis ​​pela "repressão contra o povo cubano", Rodríguez Parrilla destacou que Cuba "as rejeita categórica e absolutamente".

     “Aqui não houve um ato de repressão ao povo cubano, da mesma forma que não houve uma explosão social, apesar da persistente falsidade de alguns veículos de comunicação internacionais bem estabelecidos, com sede em particular nos Estados Unidos e na Espanha e uma profusão de calúnias, manipulações, embaraços, mentiras e truques baratos nas redes digitais ”, afirmou durante entrevista coletiva concedida no Ministério das Relações Exteriores  a meios de comunicação nacionais e estrangeiros credenciados no país.

A administração Biden “mente quando se refere a manifestantes pacíficos, evita reconhecer que houve atos violentos, evita as denúncias que vêm sendo feitas por nosso Governo, principalmente  à persistente instigação de atos violentos e atos de terrorismo que oriundos do território de Estados Unidos com absoluta impunidade, têm sido realizados nos últimos anos, principalmente nos últimos meses, e muito particularmente desde 15 de junho e depois de 5 de julho, como já denunciamos com abundantes provas ”, denunciou Bruno Rodríguez.

    Sobre este ponto, o Chanceler cubano afirmou que “é sabido que as autoridades cubanas, em particular as autoridades de ordem interna, a autoridade policial, atuaram com estrita observância da lei e absoluto respeito pelas normas que regem sua conduta, com a força mínima diante do vandalismo e da violência que causou ferimentos a policiais e civis, aos cidadãos cubanos que se opuseram a tais atos ou proclamaram seu apoio à Revolução e ao Governo cubano, ou que enfrentaram atos de violência e vandalismo produzidos de uma forma limitada em pouco mais de uma dúzia de locais específicos em 11 de julho e chamou “qualquer autoridade do Governo dos Estados Unidos que supostamente se preocupa com os chamados manifestantes, ou qualquer entidade em qualquer país, para apresentar um caso de uma pessoa desaparecida, e prometo, em poucas horas, negá-lo com provas suficientes ”.

     O Ministro das Relações Exteriores denunciou a falsidade das listas publicadas com supostos desaparecidos em Cuba e instou o Governo dos Estados Unidos a "mencionar o nome de um menor que se encontra detido em Cuba neste momento"; ao mesmo tempo que rejeita "a calúnia insustentável de que houve perda de vidas de menores e jovens em relação a estes acontecimentos da semana passada" e a existência de um caso de tortura, para o qual chamou as pessoas que se referiram a isso, a presentes nomes, lugares e evidências confiáveis.

    Nesse sentido, reafirmou que o país “cumpre com estrita observância da Constituição e das leis substantivas e processuais cubanas, e com todas as garantias do devido processo, o tratamento judicial dos casos detidos”, sobre os quais informou que a maioria deles está em liberdade, tendo sido multados ou ao abrigo de medidas cautelares domiciliares nos casos em que foram instruídos ou ainda estão em processo de investigação.

 

Pressão e chantagem feitas nos EUA

 

     O ministro das Relações Exteriores, Rodríguez Parrilla, denunciou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos exerce "brutal pressão econômica e política" contra certos governos da Europa Oriental, Europa Ocidental e América Latina, particularmente da América Central, com o objetivo de fazê-los aderir à campanha de difamação e desestabilização orquestrada contra Cuba. “Temos evidências, porque isso, além de tudo, provoca uma grande rejeição às pressões sobre pelo menos seis países do Leste Europeu e contra oito países latino-americanos”, disse.

      Segundo Rodríguez Parrilla, o governo Biden está tentando fazer com que esses países se associem à declaração e condenem Cuba “sob chantagem e mentiras políticas”, em meio a uma operação política contra o governo e a Revolução cubana, que não economiza na deturpação os fatos e espalhando notícias falsas sobre o que aconteceu durante as manifestações de 11 de julho, criando um estado de violência na opinião pública mundial que não ocorreu em Cuba.

     “O governo dos Estados Unidos está tomando medidas com as chancelarias e os governos para que se somem sob calúnia e mentira, chantagem política, a uma desavergonhada e mentirosa declaração de hostilidade para com Cuba”, denunciou categoricamente  ao relembrar as 243 medidas tomadas contra o país durante a administração Trump e as 55 medidas que ocorreram durante a pandemia, que ele descreveu como "desumanas e cruéis".

 

De manipulação de informações a ataques de computador

 

    Diante da imprensa reunida na sede do Ministério das Relações Exteriores, Rodríguez Parrilla destacou que o Governo dos Estados Unidos tenta “desviar a atenção do evidente fracasso da tentativa de gerar instabilidade e prejudicar a ordem constitucional cubana, para disfarçar sua evidente responsabilidade em prevenir os ataques de computador que estão ocorrendo contra Cuba e impedir o incitamento ao terrorismo contra nosso país por parte dos meios de comunicação baseados na Flórida ”.

   Afirmou também que o governo cubano rejeita a declaração, contida no documento, de que o governo Biden está colaborando ativamente com o setor privado dos Estados Unidos para identificar formas que permitam o acesso seguro ao livre fluxo de informação na Internet. Pelo contrário, o Chanceler cubano afirmou que “o principal obstáculo à conectividade dos cubanos com a Internet, com as redes digitais e com outros serviços de telecomunicações é o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, é a extrema manipulação das redes digital, é a conduta imprópria das plataformas tecnológicas e das grandes empresas que fazem e desfazem e que infelizmente o Governo dos Estados Unidos, em grande medida, controla ”.

   “Informo, denuncio e exijo que o Governo dos Estados Unidos aja diante das centenas de ataques informáticos que ocorreram e estão ocorrendo contra Cuba, com meios informatizados que se encontram sediados no território dos Estados Unidos e sob a soberania deste  país, e que ocorrem com total e absoluta impunidade , explicou a respeito dos ciberataques recebidos nos sites do Ministério das Relações Exteriores e dos ministérios do país.

   Bruno Rodríguez afirmou que “preocupa gravemente a manipulação de informações e imagens que ocorre de forma consistente até agora” sobre os fatos e a realidade cubana, imersa em uma feroz campanha midiática como parte das tentativas de desestabilização que estão sendo levadas a cabo contra o país.

 

Uma frota naval na fronteira com Cuba


   Bruno Rodríguez referiu-se ao anúncio de que amanhã (23) sairá dos Estados Unidos uma frota de meios de comunicação naval nos limites da zona contínua de Cuba e instou a Casa Branca a agir com seriedade para evitar incidentes que "não convêm a ninguém".

   Nesse sentido, afirmou que o governo dos Estados Unidos deveria evitar isso "se tivesse um mínimo de interesse pelo bem-estar do povo cubano" e explicou que para que isso ocorresse  seria  necessária uma autorização oficial, o que seria surpreendente se emitido nas condições atuais.

 

“O Governo dos Estados Unidos persiste até este minuto em uma enxurrada de declarações e denúncias, em um ato de grosseira ingerência nos assuntos internos de Cuba, com o objetivo de alterar a ordem constitucional, em violação do direito internacional e de nossas próprias leis”,  concluiu.




 

Tradução : Carmen Diniz / Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

www.cubaenresumen.org/2021/07/cuba-denuncia-presiones-y-chantaje-de-estados-unidos-para-condenar-al-pais/

23 de jul. de 2021

Mensagem de ALEIDA GUEVARA médica cubana, ativista - filha de Ernesto Che Guevara. (port/esp)


 Eu vivo em Cuba, amo meu povo e defendo nossa revolução. Sou médica internacionalista, tenho orgulho de sê-lo, pois vejo a realidade, sou crítica, pois entendo que há muitas coisas que temos que melhorar e muitas outras que teremos que mudar, mas estou treinada com grande influência martiana e José Martí disse que o sol tem manchas, mas dá tanta energia e tanta luz que o homem não vê as suas manchas. Ele nos ensinou a respeitar o ser humano, nem todos podemos pensar da mesma forma, mas todos temos o direito de ser ouvidos e, acima de tudo, de sermos levados em consideração, é claro, para isso devemos conquistar esse direito.

     Você pode gritar muito e muito alto, mas se aqueles que estão ao seu lado gritarem outra coisa, não importa o quão alto você faça, ninguém vai te entender, é por isso que a unidade de julgamento é importante e eu sempre recomendo que você não apenas critique algo, mas também  que seja capaz de propor soluções. O que tenho certeza é que não é possível usar a violência para se fazer ouvir.  Ao fazer isso, a única coisa que você obtém é a rejeição, principalmente de um povo que tem alto nível cultural e muita dignidade.

     Há poucos dias, pessoas sem escrúpulos cometeram vandalismo em diferentes cidades do meu país. Ou seja, quebraram vitrines, roubaram lojas, atiraram pedras em hospitais infantis, viraram carros no meio da rua, às vezes com colegas dentro deles, enfim, coisas que os cubanos não estão acostumados e com expressões que mostravam um nível cultural muito baixo , exalando ódio e tantas mentiras e o que mais me incomoda é que não têm vergonha de reconhecer os seus laços financeiros com instituições governamentais dos Estados Unidos da América.

    Como eu disse, a revolução cubana está longe de ser perfeita, mas os únicos que têm o direito de resolver esses problemas somos nós, nenhum outro país do mundo tem o direito de intervir em nossos assuntos internos e algumas dessas pessoas pediram a intervenção de potências estrangeiras, imagine a reação do povo. O que ainda não entendem é que Cuba é um povo digno e quando alguém questiona essa dignidade, o povo se une e defende apaixonadamente sua soberania.

    Temos muitos problemas de moradia, temos sérias dificuldades com transporte urbano, para piorar com essa pandemia brutal que todos sofremos, o governo dos Estados Unidos reforçou ainda mais as medidas de bloqueio, que mantém a meu país há quase 60 anos, de modo que faltam medicamentos, por exemplo, antibióticos orais, insumos, como seringas, e por causa da perseguição financeira a que somos submetidos, não podemos comprar todos os alimentos de que precisamos. Além disso, nos últimos tempos, é uma odisseia levar navios estrangeiros às nossas costas com as coisas de que precisamos, incluindo o petróleo necessário para evitar aqueles apagões irritantes que sofremos.

Agora, alguém pode me dizer qual é a preocupação do governo dos Estados Unidos com o bem-estar de meu povo, se mantém tal bloqueio contra nós?

Sinceramente, não consigo entender.

Apesar de tudo isso, somos o único país da América Latina com duas vacinas contra Covid-19, feitas com muito sacrifício, mas por nós, sem a interferência de nenhuma empresa farmacológica internacional, o que nos permite vacinar toda a nossa população gratuitamente, que nos permite ajudar outras pessoas necessitadas.         Quero que se saiba que se você, como povo americano, precisa de nossa solidariedade, teremos prazer em fornecê-la. Não se esqueça que a brigada internacionalista de médicos e pessoal de saúde que tem trabalhado em mais de 50 países ao redor do mundo para ajudar a derrotar esta pandemia tem o nome de um jovem americano que lutou ao lado do meu povo contra o domínio espanhol. Em homenagem a esse valente, Henry Reeve, levamos vida e amor aos mais necessitados do mundo, por isso e por muito mais tenho orgulho do meu povo e da minha revolução socialista.

Um abraço com o calor do povo.

Tradução : Carmen Diniz




Por: ALEIDA GUEVARA MARCH Pediatra cubana, activista social, hija de Ernesto Che Guevara.

   Vivo en Cuba, amo a mi pueblo y defiendo nuestra revolución. Soy médico internacionalista, estoy orgullosa de serlo, por tanto veo la realidad, soy crítica, porque comprendo que hay muchas cosas que tenemos que mejorar y otras tantas que tendremos que cambiar, pero estoy formada con gran influencia martiana y José Martí decía que el sol tiene manchas, pero da tanta energía y tanta luz que los hombres no vemos sus manchas. Nos enseñó a respetar al ser humano, no todos podemos pensar igual, pero todos tenemos el derecho de ser escuchados y sobre todo que nos tengan en cuenta, claro que para lograr esto debemos ganarnos ese derecho.

    Puedes gritar mucho y muy fuerte, pero si los que están a tu lado gritan otra cosa, por muy alto que lo hagas nadie te entenderá, por eso es importante la unidad de criterio y siempre recomiendo que no sólo se critique algo, sino que tenemos que ser capaces de proponer soluciones. Lo que sí tengo muy claro es que no es posible usar la violencia para hacerte escuchar; cuando lo haces, lo único que obtienes es rechazo, sobre todo de un pueblo que tiene muchas personas con gran nivel cultural y con mucha dignidad.

   Hace algunos días personas sin escrúpulos cometieron acciones vandálicas en distintas ciudades de mi país. Me refiero a romper vidrieras, robar en tiendas, tirar piedras a hospitales de niños, virar autos en plena calle, en ocasiones con compañeros dentro de éstos, en fin, cosas a las que los cubanos no estamos acostumbrados y con expresiones que mostraban un nivel cultural muy bajo, destilando odio y muchas mentiras y lo que más me molesta es que no tienen pudor alguno a reconocer su vínculo financiero con instituciones gubernamentales de Estados Unidos de Norteamérica.

  Como ya dije, la revolución cubana no es perfecta ni mucho menos, pero los únicos que tenemos derecho a resolver estos problemas somos nosotros, ningún otro país del mundo tiene derecho a intervenir en nuestros asuntos internos, y alguna de esas personas pedían la intervención de potencias extranjeras, imagínense ustedes la reacción del pueblo. Lo que todavía no entienden es que Cuba es un pueblo digno y cuando alguien pone en duda esa dignidad, el pueblo se une y defiende con pasión su soberanía.

   Tenemos muchos problemas de vivienda, tenemos serias dificultades con el transporte urbano, para colmo con esta pandemia brutal que sufrimos todos, el gobierno de Estados Unidos ha reforzado más las medidas del bloqueo, que mantiene sobre mi país desde hace casi 60 años, por lo que tenemos carencia de medicamentos, por ejemplo antibióticos orales, insumos, como jeringuillas, y por la persecución financiera a que somos sometidos no podemos adquirir todos los alimentos que necesitamos. Además, en los últimos tiempos es toda una odisea lograr que barcos extranjeros lleguen a nuestras costas con las cosas que necesitamos, incluyendo el petróleo necesario para impedir esos molestos apagones que sufrimos.

  ¿Ahora alguien puede decirme cuál es la preocupación del gobierno de Estados Unidos por el bienestar de mi gente, si sostiene semejante bloqueo contra ­nosotros?

Sinceramente no logro entenderlo.

   A pesar de todo esto somos el único país de Latinoamérica con dos vacunas contra el Covid-19, hechas con mucho sacrificio, pero por nosotros, sin la injerencia de ninguna empresa farmacológica internacional, lo que nos permite vacunar gratuitamente a toda nuestra población y lo que nos posibilita ayudar a otros pueblos que lo necesitan. Quiero que sepan que si ustedes como pueblo estadunidense necesitan de nuestra solidaridad, con mucho gusto se la brindaremos. No olviden que la brigada internacionalista de médicos y personal de la salud que ha estado trabajando en más de 50 países del mundo para ayudar a vencer esta pandemia lleva el nombre de un joven estadunidense que luchó junto a mi pueblo contra el dominio español. En honor a ese valiente, Henry Reeve, llevamos la vida y el amor a los más necesitados del mundo, por eso y por mucho más me siento orgullosa de mi pueblo y de mi revolución socialista.

Un abrazo con calor de pueblo.

               



CARTA ABERTA AO PRESIDENTE BIDEN: LET CUBA LIVE

                                

Nesta sexta-feira (23) entidades de  solidariedade a Cuba publicaram no jornal New York Times uma carta aberta ao presidente Joe Biden assinada por mais de 400 celebridades das artes e da academia com a reivindicação de se eliminar as medidas coercitivas contra Cuba a partir do governo estadunidense em especial as que impôs a administração anterior de Trump.  

Abaixo, a carta aberta e um vídeo mostrando uma projeção da campanha  Let Cuba Live (Deixe Cuba Viver) na Union Square em  Nova Yorque ontem à noite.


Carta aberta ao presidente Biden

 

 Caro presidente Joe Biden,


 É hora de trilhar um novo caminho nas relações entre os Estados Unidos e Cuba.  Nós, abaixo assinados, fazemos este urgente apelo público a vocês para que rejeitem as políticas cruéis implementadas pela Casa Branca de Trump, que criaram tanto sofrimento entre o povo cubano.

 Cuba, um país de onze milhões de habitantes, vive uma crise difícil devido à crescente escassez de alimentos e medicamentos.  Protestos recentes chamaram a atenção do mundo para isso.  Embora a pandemia Covid-19 tenha se mostrado um desafio para todos os países, o foi ainda mais para uma pequena ilha sob o peso de um embargo econômico.

Parece-nos inconcebível, especialmente durante uma pandemia, bloquear intencionalmente as remessas e o uso de instituições financeiras globais por parte de Cuba, visto que o acesso a dólares é necessário para a importação de alimentos e medicamentos. Quando a pandemia atingiu a ilha, seu povo e seu governo perderam bilhões em receitas do turismo internacional que normalmente iriam para o sistema público de saúde, distribuição de alimentos e ajuda financeira.

 Durante a pandemia, o governo Donald Trump endureceu o embargo, colocou de lado a abertura de Obama e lançou 243 "medidas coercitivas" que intencionalmente estrangularam a vida na ilha e criaram mais sofrimento.

     A proibição de remessas e o fim dos voos comerciais diretos entre os Estados Unidos e Cuba impedem o bem-estar da maioria das famílias cubanas.

 “Apoiamos o povo cubano”, escreveu o senhor em 12 de julho.  Se for esse o caso, lhe pedimos que  assine imediatamente uma ordem executiva e anule a "ação coercitiva" 243 de Trump.

    Não há razão para manter a política da Guerra Fria, que exigia que os Estados Unidos tratassem Cuba como um inimigo existencial e não como um vizinho.  Em vez de seguir o caminho traçado por Trump em seus esforços para desfazer a abertura do presidente Obama a Cuba, pedimos que siga em frente.  Retomar a abertura e iniciar o processo de encerramento do embargo.  Acabar com a grave escassez de alimentos e medicamentos deve ser a prioridade.

    Em 23 de junho, a maioria dos estados membros das Nações Unidas votou para pedir aos Estados Unidos o fim do embargo.  Nos últimos 30 anos, esta tem sido a posição constante da maioria dos Estados-Membros.  Além disso, sete relatores especiais da ONU escreveram uma carta ao governo dos Estados Unidos em abril de 2020 sobre sanções a Cuba.  “Na emergência da pandemia”, escreveram eles, “a relutância do governo dos Estados Unidos em suspender as sanções pode levar a um risco maior de sofrimento em Cuba”.

 Pedimos que acabem com as "medidas coercitivas" de Trump e voltem à abertura de Obama ou, melhor ainda, comecem o processo de fim do embargo e normalização total das relações entre os Estados Unidos e Cuba.


                                                      

RELEASE DE IMPRENSA

 22 de julho de 2021

Anúncio de página inteira no The New York Times com uma Carta ao Presidente Biden:

Deixe Cuba Viver

Um apelo público e urgente ao presidente Biden, assinado por mais de 400 ex-chefes de estado, políticos, intelectuais proeminentes, cientistas, clérigos, artistas, músicos, líderes e ativistas de todo o mundo, apela à Casa Branca para suspender imediatamente as 243 unilaterais e  sanções adicionais que estão impedindo os esforços de Cuba para controlar a pandemia e salvar a vida das pessoas que vivem em Cuba.  Os signatários incluem os atores Jane Fonda, Susan Sarandon, Danny Glover e Mark Ruffalo, os ex-presidentes Lula da Silva (Brasil) e Rafael Correa (Equador), os intelectuais Roxanne Dunbar-Ortiz, Judith Butler e Cornel West.  A carta aparecerá na edição de sexta-feira do The New York Times.

Cuba - um país de onze milhões de habitantes - vive uma crise difícil devido à crescente escassez de alimentos e medicamentos.  Protestos recentes chamaram a atenção do mundo para isso.  Esses signatários proeminentes escrevem: “é inescrupuloso, especialmente durante uma pandemia, bloquear intencionalmente as remessas e o uso de Cuba de instituições financeiras globais, visto que o acesso a dólares é necessário para a importação de alimentos e medicamentos”.

“Nós apoiamos o povo cubano”, escreveu Biden em 12 de julho. Os signatários das cartas respondem: “Se for esse o caso, pedimos que você assine imediatamente uma ordem executiva e anule as 243‘ medidas coercitivas ’de Trump”.

Esta carta aberta é a primeira de uma iniciativa conjunta entre o Fórum do Povo, CODEPINK e a Coalizão ANSWER para mudar a política imoral e míope do embargo a Cuba e fornecer remédios e suprimentos médicos tão necessários ao povo cubano  .

A Carta Aberta e a lista completa de signatários podem ser encontradas online em www.LetCubaLive.com

Os organizadores Manolo De Los Santos, Medea Benjamin, Jodie Evans e Brian Becker estão disponíveis para entrevistas.

Para consultas da mídia, entre em contato com peace@peoplesforum.org ou 347-349-1372

                              

Em Union Square, N.Y.  pelos grupos The People's ForumCODEPINK: Women For Peace y Answer Coalition. se pede o fim do bloqueio a Cuba.


Aqui a carta em espanhol:

Atención!!! Carta al Presidente Biden: "Deja vivir a Cuba", será publicada mañana a página completa en el New York Times con más de 400 firmas prominentes, como parte de los esfuerzos de dos organizaciones estadounidenses hermanas y contrapartes del CMLK: @codepink y @ThePeoplesForum. 

👇👇👇 Llamamiento público y urgente al presidente Biden firmado por más de 400 ex jefes de estado, políticos, intelectuales prominentes, científicos, clérigos, artistas, músicos, líderes y activistas de todo el mundo pide a la Casa Blanca que levante inmediatamente las 243 medidas unilaterales y unilaterales de Trump.

 Las sanciones adicionales que obstaculizan los esfuerzos de Cuba por controlar la pandemia y salvar la vida de las personas que viven en Cuba. Los firmantes incluyen a los actores Jane Fonda, Susan Sarandon, Danny Glover y Mark Ruffalo, los expresidentes Lula da Silva (Brasil) y Rafael Correa (Ecuador), los intelectuales Roxanne Dunbar-Ortiz, Judith Butler y Cornel West. La carta aparecerá en la edición del viernes de The New York Times.

Cuba, un país de once millones de habitantes, atraviesa una difícil crisis debido a la creciente escasez de alimentos y medicinas. Las protestas recientes han llamado la atención del mundo sobre esto. Estos firmantes prominentes escriben: "Es inconcebible, especialmente durante una pandemia, bloquear intencionalmente las remesas y el uso de las instituciones financieras globales por parte de Cuba, dado que el acceso a dólares es necesario para la importación de alimentos y medicinas".

"Apoyamos al pueblo cubano", escribió Biden el 12 de julio. Los firmantes de la carta responden: "Si ese es el caso, le pedimos que firme inmediatamente una orden ejecutiva y anule las 243 'medidas coercitivas' de Trump".

Esta carta abierta es la primera de una iniciativa conjunta entre The People's Forum, CODEPINK y la Coalición ANSWER para cambiar la política inmoral y miope del embargo hacia Cuba, y para proporcionar medicamentos y suministros médicos muy necesarios al pueblo cubano.

Los organizadores están disponibles para entrevistas.

La carta abierta y la lista completa de firmantes se pueden encontrar en línea en www.LetCubaLive.com

Para obtener más información, comuníquese con peace@peoplesforum.org o 347-349-1372

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22 de jul. de 2021

O LABORATÓRIO FOTOGRÁFICO DO PROTESTO EM CUBA

José Manzaneda

    O bloqueio econômico e fechamento migratório dos EUA, junto com a pandemia e a ausência de turismo, levaram o povo de Cuba à privação e ao desabastecimento.

    E uma gigantesca operação de redes sociais, organizada desde os EUA, conseguiu levar, um setor da população cubana, ao protesto contra seu governo, em alguns casos de maneira muito violenta (1). É a mesma guerra híbrida, aplicada antes em lugares como Venezuela ou Bolívia.

     O efeito quantitativo do bombardeio mediante potentes sistemas de big data, robots y cibertropas (2) foi acompanhado de numerosas mensagens fake, em que as fotografias são o elemento chave do engano e da manipulação.

    A imagem de um menino, morto – supostamente – pela polícia cubana, que corresponde a uma vítima de quadrilhas da Venezuela (3).

   Grandes manifestações contra o governo cubano, que na verdade são do Egito (4), Argentina (5) ou Espanha (6).

    O exército cubano recém-mobilizado, cujo desfile foi há quatro anos (7).

  Imagens de pessoas cubanas sem teto que, na verdade, vivem nos EUA (8).

    Ou, diretamente, mentiras como a suposta fuga de Raúl Castro (9) ou a morte de doze pessoas em um hospital (10).

    Mas, à margem desse mundo informal das redes, o que vemos nos meios de comunicação “sérios, objetivos e independentes”? Uma sistemática substituição de identidade em suas fotografias, com um denominador comum: população favorável à Revolução – maioria social no país – aparece como contrária a ela (11).

    The New York Times atribuía ao protesto uma imagem onde se vê Gerardo Hernández Nordelo, coordenador dos Comitês de Defesa da Revolução (12).

    Na CNN, a manchete “Libertad, a canção de Emilio Estefan dedicada a Cuba” era ilustrada por uma foto de trabalhadores e trabalhadoras de Havana apoiando o governo (13). O mesmo canal, em outra notícia, dizia que, em “San Antonio de los Baños, centenas de pessoas desafiaram uma forte presença policial”. Mas os que aparecem estão levando imagens do líder sindical revolucionário Lázaro Peña (14).

   Essa mesma foi publicada pela Televisión Española, em seu site, com a legenda “Milhares de pessoas tomam as ruas em Cuba em protestos históricos contra o regime” (15). O mesmo canal público, em outra notícia, sob outra foto de povo revolucionário, falava de “uma inédita onda de protestos contra o regime” (16).

   Da mesma forma que a BBC, que, para ilustrar “protestos massivos” em Cuba, publicou a foto de militantes dos Comitês de Defesa da Revolução (17).

   A expressiva manchete de primeira página do diário mexicano Por Esto! era uma mensagem contra o governo cubano: “Indignante” (18). Indignante é sua manipulação jornalística, porque a foto que aparece é de apoiadores da Revolução, na estátua de Máximo Gómez em Havana, com bandeira do Movimento 26 de Julho incluída.

     E não foi o único meio que publicou essa foto acompanhando a mesma mensagem. Fizeram a mesma coisa, os diários espanhóis El Mundo (19) e El País (20).

     Enquanto isso, esses mesmos meios de comunicação apresentam como pacíficos anjinhos (21) verdadeiros terroristas urbanos (22), e como “repressão” (23) efetivos policiais que não chegam aos pés (24) dos da Colômbia (25), Chile (26), França (27) ou Espanha (28).

  Ao mesmo tempo, censuram as mobilizações de milhares de pessoas – estas, sim, milhares – em defesa da Revolução e contra o bloqueio dos EUA, que percorrem toda a Ilha (29) (30).

Por isso, não acredite neles… nem em meia palavra.


1- http://www.cubadebate.cu/noticias/2021/07/12/investigacion-confirma-la-perversa-operacion-de-redes-sociales-contra-cuba-lanzada-desde-el-exterior/

2-chttps://www.cubainformacion.tv/la-columna/20210714/92248/92248-lo-que-no-dicen-de-cuba

3-chttps://twitter.com/MiradasdeCuba/status/1414982274181894147

4-https://twitter.com/dominiocuba/status/1415406683736748032/photo/ 

5 -https://twitter.com/lessuarez/status/1414400161942474762

6- https://twitter.com/DeZurdaTeam/status/1414887214220292128/photo/1

7- https://twitter.com/DeZurdaTeam/status/1414894263373115422

8- https://twitter.com/DeZurdaTeam/status/1414887214220292128/photo/3

9-https://eldiario.com/2021/07/13/raul-castro-huyo-a-venezuela-falso/

10-https://twitter.com/iroelsanchez/status/1414290657162801154

11-https://www.niusdiario.es/internacional/america-del-norte/estallido-cuba-pandemia-carestia-hartazgo-calles-redes-sociales_18_3170223928.html

12-https://twitter.com/Betty_ParraG/status/1415013294713212928

13-https://twitter.com/capote_rene/status/1415005244505866242

14-https://cnnespanol.cnn.com/2021/07/11/los-cubanos-salen-a-las-calles-en-una-rara-jornada-de-protesta-contra-la-falta-de-libertad-y-el-empeoramiento-de-la-situacion-economica-trax/ 

15-https://www.rtve.es/noticias/20210712/manifestaciones-cuba-dictadura/2126440.shtml 

16-https://www.rtve.es/noticias/20210712/claves-protestas-cuba-crisis-economica-sanitaria-hartazgo-politico/2127362.shtml

17-https://www.rtve.es/noticias/20210712/claves-protestas-cuba-crisis-economica-sanitaria-hartazgo-politico/2127362.shtml

18-https://twitter.com/soshumanidad/status/1415372503673933833

 19-https://www.elmundo.es/album/internacional/2021/07/12/60ec644ffdddff5e7e8b4614_4.html

20-https://elpais.com/elpais/2021/07/12/album/1626056483_854034.html#foto_gal_10

21-https://www.europapress.es/internacional/noticia-colombia-senala-manifestaciones-cuba-sido-pacificas-pide-garantizar-libertad-expresion-20210714170124.html

22-https://www.youtube.com/watch?v=cavEbaGj_Bc

23-https://www.infobae.com/politica/2021/07/12/el-gobierno-guarda-silencio-frente-a-la-delicada-situacion-en-cuba-y-la-represion-de-la-dictadura/

24-https://twitter.com/pascual_serrano/status/1414697366117093379?s=03

25-https://www.publico.es/politica/homicidios-selectivos-torturas-sexuales-desapariciones-mision-internacional-constata-horror-vive-colombia.html

26- https://es.wikipedia.org/wiki/Anexo:Fallecidos_durante_el_estallido_social_en_Chile

27-https://www.elsaltodiario.com/francia/represion-macron-chalecos-amarillos-estado-emergencia-balas.goma 

28-https://www.elplural.com/politica/espana/espana-a-punto-de-ser-calificada-como-democracia-defectuosa-por-la-represion-en-cataluna_118896102

29-https://twitter.com/cubadebatecu/status/1415017090919157762

30-https://www.cubainformacion.tv/cuba/20210714/92233/92233-una-plaza-tomada-en-cuba-por-el-pueblo-camagueey-fotos

                      



Tradução: Marcia Choueri:

https://lapupilainsomne.wordpress.com/2021/07/16/el-laboratorio-fotografico-de-la-protesta-en-cuba-video-por-jose-manzaneda/

21 de jul. de 2021

"PATRIA Y VIDA" OU A TRILHA SONORA DO GOLPE NÃO TÃO SUAVE EM CUBA.

                                             


Por misionverdade.com 

A melhor maneira de fazer propaganda é a que não mostra que se está fazendo propaganda.   Richard Crossman 

      Nesta nova fase da investida contra Cuba com marca estadunidense, usa-se a fachada de revolta social com símbolos e canções do imaginário cultural anticastrista, sobretudo na Ilha e em Miami, com o Movimento San Isidro (MSI) funcionando como operadores políticos e ativistas de rua.

      No ano passado, esta trincheira de pesquisa realizou uma radiografia sobre os envolvidos e as características do MSI, com evidências de ser um instrumento nos planos de golpe (não tão) suave contra o governo cubano.

     O núcleo dessa trama de desestabilização é de índole cultural, por isso, no início deste ano, a canção "Patria y Vida" se converte em um recurso, com o fim de nutrir o caldo de cultura do golpe que atualmente se pretende impor em Cuba, dando-lhe mais que consignas às manifestações coloridas.

Cabe perguntar quem são os que estão por trás dessa produção musical.

    A produção

       A historiadora Shellie Clark realizou uma pesquisa sobre o uso da música em épocas da Guerra Fria. Ali explica que "a música se converteu em uma arma na guerra fria cultural, e os funcionários do governo estudaram cuidadosamente os músicos, os estilos e o conteúdo, antes de serem selecionados para representar os Estados Unidos como embaixadores culturais".

     Essa estratégia corresponde ao poder suave (soft power), que usa a influência cultural para promover ideologias ou gestionar desestabilizações em nações e grupos, segundo os interesses dos que a dirigem.

     Que o MSI proclame a canção "Patria y Vida" como hino não é casual, tentando minar com um de seus instrumentos, que aplicam com antagonismo superficial, a flamante consigna do Comandante Fidel Castro de "Patria o Muerte", como bem expressam na canção.

       Podem-se ler cartazes, mensagens e hashtags nas redes sociais com o lema "Patria y Vida", replicando como um recurso assimétrico cultural da atual fase de agressão estadunidense contra a ilha.

     Cubanos estadunidenses se manifestam a favor do golpe em Cuba em Miami com cartazes de "Patria y Vida"(Foto: EFE)

                            

      Yotuel Romero, ex-integrante da banda Orishas, é o compositor de "Patria y Vida", uma modificação de outra canção de 2020 dos Orishas e da esposa de Yotuel, a espanhola Beatriz Luengo, intitulada "Ojalá pase". 

     Naquele ano, Yotuel denunciou, em repetidas ocasiões,

 a suposta censura à música, sem informar que esta era

 resultado de um plágio descarado.

      O plágio deve-se a que esse grupo pegou um fragmento textual da icônica peça de 1969 de Silvio Rodríguez, "Ojalá". O trovador cubano assegurou que o grupo nunca lhe pediu autorização para usar sua composição: "O que eu acho dessa violação flagrante de meus direitos como autor de 'Ojalá', coisa notória há 50 anos? Parece-me um lamentável ato de parasitismo", enfatizou Rodríguez.

   Na produção do clipe, participaram vários artistas cubanos, como Descemer Bueno, o grupo Gente de Zona e outros. Igualmente, através das redes sociais, diferentes artistas desde Miami fizeram eco das produções musicais anticastristas, incluindo-as, como se podia esperar, nesta escalada golpista.

      Yotuel, operador político à frente da farândola, tem seu próprio selo discográfico, de forma que conhece muito bem as regras da indústria da música, portanto a manobra com a fachada de plágio foi calculada para usar uma das canções emblemáticas de época da revolução cubana, como método de abrir caminho para o que aconteceria em novembro de 2020. Meses depois, Orishas e Luengo escreveram outra canção, "Ámame Como Soy Yo", tanto para esconder o plágio, como para continuar agindo no imaginário político.

  À frente da direção do vídeo "Patria y Vida", está o cubano Asiel Babastro. 

    Babastro estudou na Universidade das Artes e na Escola Internacional de Cine e Televisão, ambas centro de estudos fundados nos anos 70 e 80 pelo presidente Fidel Castro, com o objetivo de ministrar de forma gratuita estudos artísticos aos jovens de Cuba e do mundo.

   Desde 2020, Babastro reside em Miami e ali assumiu o jargão da cidade contra o governo cubano, afastando de sua linha discursiva tudo que se refere ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos há décadas contra a Ilha. Como Yotuel, que até agora não tem no portfólio nenhum trabalho musical denunciando o bloqueio estadunidense contra Cuba.

      Cabe destacar que Yotuel, aproveitando o trampolim político, anunciou uma turnê em Miami no mês de agosto, em meio ao processo por mais de um milhão de dólares de seus ex-companheiros do grupo Orishas, Hiram Riverí Medina (El Ruzzo) e Roldán González Rivero. O agente dos artistas, José María Canal, alegou que "o primeiro que vamos fazer é encerrar os contratos com Yotuel porque estão viciados".



Os ESTADOS UNIDOS NA cena MUSICAL

    Recordemos a mensagem de fim de ano de 2020, após os acontecimentos de San Isidro, do Encarregado de Negócios dos Estados Unidos em Havana, Timothy Zúñiga-Brown que afirmava, com um discurso passivo agressivo, que o futuro de Cuba seria favorável, argumentando que "os cubanos desfrutarão plenamente de todos os seus direitos, como os direitos compartidos dos Direitos Humanos e da democracia".

     Zúñiga-Brown foi convocado pela Chancelaria de Cuba, por seu apoio ao Movimento San Isidro, demonstrando quão envolvidos estão nas tentativas de golpe em Cuba. A Chancelaria cubana assinalou que o diplomata esteve em San Isidro, onde sua embaixada sabia que estava ocorrendo um evento de provocação política e social.

    O financiamento ou apoio logístico não é frontal para esse tipo de ações antigovernamentais, por isso os Estados Unidos utilizam correias de transmissão com fachadas cívicas e optam por usar seus braços executores, como ONGs ou fundações conectadas com a USAID ou a NED.

    A escalada estadunidense contra Cuba por meio dessa franquia cultural não termina nunca, leva décadas sendo forjada. A aproximação de Barack Obama a Cuba, antes de despedir-se do Gabinete Oval, não foi sua última jogada; mais exatamente, era o começo de uma nova estratégia na investida histórica contra a Ilha, desde a frente cultural e do ativismo de rua.

    Com os embates do bloqueio contra Cuba mais os impactos da pandemia na população, a nova administração estadunidense, os pupilos de Obama, tiram vantagem do cenário, para desgastar a população e catalisar a tentativa de golpe colorido na maior das Antilhas.



https://twitter.com/Mision_Verdad/status/1416083473186623492


Tradução: Marcia Choueri

  em ,1:53 pm.


19 de jul. de 2021

CARTA DE UMA CUBANA AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ ADOLFO PEREZ ESQUIVEL (E + UM VÍDEO DE GERARDO HERNÁNDEZ) port/esp

 

Guantánamo, 16 de julho de 2021

A Adolfo Perez Esquivel

Prêmio Nobel de la Paz


Querido amigo y hermano Perez Esquivel:              

    Há uma manipulação muito grande por parte das redes, uma campanha de demonização muito grande foi planejada contra o governo cubano, muitas das marchas, na verdade a grande maioria são de pessoas que apoiam a Revolução,  os colocaram nas redes como se eles fossem contra o Governo,  colocaram mortos que não existem, então o próprio povo veio desmentir, houve muito vandalismo saques a  lojas, não comida, mas artigos, se você olhar a aparência de muitos, nada a ver com desesperados por falta de liberdade ... Há um golpe midiático contra o povo cubano,  estão pedindo para invadir Cuba, estão incitando o ódio,  a  matar revolucionários, tiraram proveito de nossas necessidades, de nossas tensões emocionais como seres humanos ... Temos que consertar muitas coisas internas em Cuba, mas o BLOQUEIO ianque é realmente CRUEL ...

    O povo de Cuba é um povo alegre e comovente, nobre e verdadeiramente solidário, as imagens que vimos nos doem muito, bloquearam nosso acesso às redes, invadiram as redes do que querem que o mundo veja e não do o que realmente acontece em Cuba

    O pior é que estamos na pior onda da pandemia e com certeza vai aumentar ainda mais, hoje tivemos o maior número de mortos em um dia 65 pessoas, imagine se você comparar com o que acontece em outras partes, mas alguns não valorizam o esforço de um governo que não pode comprar remédios nem respiradores, que não nos deixa chegar combustível, enfim, tudo se distorce ...

    Temos muitos problemas para consertar, mas são tantas as mentiras que se contam sobre Cuba que tanta vergonha e cinismo são ultrajantes.

    Não vamos permitir que o ódio se apodere de Cuba, seria uma condenação para sempre ao ostracismo e à indignidade, somos um povo de paz e queremos manter a paz, mas com dignidade.

   Agora médicos e outros trabalhadores da saúde, na linha de frente, em áreas quentes onde os pacientes do COVID estão, em terapia, outros em quartos de hospital, em centros de assistência a enfermos e, junto com milhares de cubanos de outros setores do trabalho. eles podem empurrar este país para maiores conquistas, mas com um BLOQUEIO NORTE-AMERICANO de mais de sessenta anos ...

   Não sei o que vai acontecer amanhã, mas não há país no mundo, não há povo que tenha sofrido os ataques dos governos norte-americanos por tanto tempo, eles deveriam ser condenados por todos, pela covardia, pelos abusos, contra um país com menos de 12 milhões de habitantes ... OH HUMANIDADE !!!

   A morte como nunca anda por todo lugar, todo dia pode ser o último dia, ter a mente limpa, poder decidir por si mesmo, são muitas vicissitudes (não sou mais jovem, meu coração não está muito bem devido a hipertensão, doenças arteriais crônicas e outros males ...,) COVID-19, mas sobretudo pela opção segura de que se alguém invadir este país estarei na linha de frente do combate, na linha de fogo defendendo eu e meu país e duvido que um milagre aconteça !! Tenho certeza que ficarei feliz, muito feliz em voltar ao colo da minha mãe e dizer a ela: - Você me ensinou a viver com dignidade e eu volto para você com dignidade, com uma estrela na minha testa que ilumina e mata.

Te abraço muito forte

Anselmite


Nota: Caro Adolfo, se o considerares, podes enviar esta mensagem aos teus amigos e por toda a parte, os meus inimigos são os inimigos dos povos, os meus inimigos são os inimigos do povo de Cuba, não tenho medo de qualquer ameaça, decidi morrer digna, fiel à ética, à paz e ao amor.




Guantanamo, Cuba, 16 de julio de 2021

A: Adolfo Perez Esquivel
    Premio Nobel de la Paz

Querido amigo y hermano Perez Esquivel:

Hay una muy gran manipulacion por las redes, se planifico una muy gran campaña de satanizacion contra el Gobierno cubano, muchas de las marchas, de hecho la gran mayoria son de personas que apoyan la Revolucion, las han puesto en las redes como si fueran contra el Gobierno, han puesto muertos que no existen, luego han salido las propias personas a desmentir, hubo mucho vandalismo robando en tiendas, no comidas, sino articulos, si te fija en el aspecto de muchos, nada que ver con gente desesperada por falta de libertad...Hay un golpe mediatico en marcha contra el pueblo cubano, estan pidiendo invadir a Cuba, estan incitando al odio, a matar a los revolucionarios, se han aprovechado de nuestras necesidades, de nuestras tensiones emocionales como seres humanos... Tenemos que arreglar muchas cosas internas en Cuba, pero el BLOQUEO yanki es realmente CRUEL...

El pueblo de Cuba es un pueblo alegre y de alma, noble y solidaria de verdad, nos duele mucho las imagenes que hemos visto, nos han bloqueado el acceso a las redes, han invadido las redes de lo que quieren que vea el mundo y no de lo que en realidad pasa en Cuba

Lo peor es que estamos en la peor ola de la pandemia y seguro se incrementara aun mas, hoy hemos tenido la mayor cifra de muertos en un dia 65 personas, te imagina si lo compara con lo que pasa en otros lares, pero algunos no valoran el esfuerzo que hace un Gobierno al que no le dejan comprar ni medicamentos, ni respiradores, que no le dejan llegar el combustible, en fin, se distorsiona todo...
Tenemos muchos problemas arreglar, pero son tantas las mentiras que se dicen de Cuba, que indigna tanta desverguenza y cinismo.

No vamos a permitir que el odio se apropie de Cuba, seria condenarnos para siempre al ostracismo y a la indignidad, somos un pueblo de paz y queremos mantener la paz, pero con dignidad.

Ahora medicos y otros trabajadores de la salud, en la primera linea, en las zonas calientes donde estan los enfermos de COVID, en terapias, otras salas de hospitales, en centros de atencion a enfermos y sospechosos, junto a miles cubanos de otros sectores laborales cada uno haciendo todo lo qe puede para empujar a este pais hacia logros mayores, pero con un BLOQUEO NORTEAMERICANO de mas de sesenta años... 
no se que va a pasar mañana, pero no hay ningun pais en el mundo, no hay ningun pueblo que haya sostenido durante tanto tiempo las embestidas de los Gobiernos norteamericanos, deberian ser abucheados por todo el mundo, por cobardes, por abusadores, contra un pais de menos de 12 millones de habitantes... OH HUMANIDAD!!!

La muerte como nunca antes, esta danzando por doquier, cada dia puede ser el ultimo dia, de tener la mente clara, de poder decidir por una misma, son muchos los avatares (ya no soy joven, el corazon no muy bien por una hipertension arterial cronica y otros males..., la COVID-19, pero sobretodo por la opcion segura de que si alguien invade este pais, estare en la primera linea de combate, en la linea de fuego defendiendo mi Patria y dudo que ocurra un milagro!! seguro estare feliz, muy feliz de regresar al regazo de mi madre y decirle:- Me enseñaste a vivir con dignidad y regreso a ti digna, con una estrella en la frente que ilumina y mata.
Te abrazo muy fuerte
Anselmita

Nota: Adolfo querido, puedes si lo consideras, hacer llegar este mensaje a tus amigos y por doquier, mis enemigos son los enemigos de los pueblos, mis enemigos son los enemigos del pueblo de Cuba, no tengo miedo a ninguna amenaza, he decidido morir digna, fiel a la etica, a la paz, al amor.

  





18 de jul. de 2021

"Humanitarian" Intervention ?


No thanks, we don't want "humanitarian" intervention 

Marcia Choueri  (translator: Renato Brandão) 

         I know it is early to sing victory, but I have to say: In Cuba, maggots do not thrive.

         A non-conventional war operation has been carried out by the book, down to the last detail, and failed.

         Who were the culprits? As always, the Cuban mafia in US soil, financed by Florida’s state government, and by the USAID (a North American agency whose aim is, supposedly, to help poor countries.). So, this is how it happened:

-  On June 23rd, a total of 184 countries of the UN General Assembly voted in favor or a resolution to demand the end of the US economic blockade on Cuba, for the 29th year in a row, with the United States and Israel voting against. The blockade has lasted over 60 years and is the longest in history. The US have never imposed as many sanctions and for such a long time on any other country – not on China, not on Russia, not on Iran.

- On June 15th - 8 days before the UN vote – a company called Proactive Miami Inc. got approval for an application to receive a grant from the State of Florida, where it is based. On the same day, the company launched the hashtag “SOS Cuba” on social networks, and started to organize a protest against the Cuban government to be staged outside the UN headquarters in New York on the day of the General Assembly vote. As it happened, their efforts were dwarfed by the huge international campaign against the blockade, which dominated the social networks around the world.

- On July 5th they were back on the offensive, this time asking for a humanitarian intervention and a humanitarian corridor for Cuba

       A Humanitarian Corridor is an international initiative whose aim is to allow the safe arrival of medical assistance in a war zone. It is a concept that does not apply to a country that not under war or any emergency situation, such as Cuba. Of course, the pandemic is an exceptional situation, but that is the case around the world. It is also true that the number of cases of Covid-19 and related deaths has increased after more contagious variants entered the country. But the seriousness of the situation is nowhere near that of other countries, and nobody is talking about a humanitarian corridor or intervention in Brazil, for example, where the situation is far worse in all counts: number of cases, number of deaths, public health and assistance situation, and vaccination.

         A “Humanitarian” Intervention was the name given to the military strike on Yugoslavia, in 1999, by NATO and Germany, without the consent of the UN Security Council (since it was “humanitarian”). This is what they are really talking about.

- On July 9th, the hashtag “SOS Cuba” was launched again, using the latest technology to help it go viral. One single account has posted more than a thousand tweets, at the speed of five posts per second. It is obvious that this can only be done with the help of trolls and bots. The operation was repeatedly denounced to Twitter. The company ignored its own rules and did not block any of the participating accounts. 

         Location mechanisms were altered to give the impression that the campaign had originated in Cuba, which was not true. It has been proved that many of those accounts were in Florida, Spain, and other countries where very active anti-Cuban “influencers” live.

- On Sunday, 11th July, many protests occurred in different parts of the country. The fact that those events started simultaneously shows that they were not spontaneous, as they were intended to look.

         As soon as the President and First Secretary of the Party Miguel Díaz-Canel was informed about the event, he went with other leaders to the municipality of San Antonio de los Baños, near Havana, to talk to protesters.

         Later, in a special nationwide broadcast, Díaz-Canel explained the facts and asked the revolutionaries to take the streets. He said that the streets belonged to the revolutionaries, led by the communists. He asked all of those who support the Revolution, including members of the party, to occupy the public spaces. He never suggested, as reported by some international networks, that they should confront or attack the protesters. On the contrary, the Cuban government policy is to promote dialogue and understanding.

         Everybody understands that the situation is very uncomfortable, exasperating even, for the population. There are real reasons for that: for about two weeks, some places have experienced daily blackouts due to damage in two power plants. This problem has been solved. Another corroding issue is the shortage of food and medication, which results in the lack of some items and long queues to purchase essential products. However, the vast majority of Cubans know that this is caused, above all, by the blockade itself.

         As for the demonstrations, the largest ones on Sunday were the ones in support of the Revolution, by people who answered immediately to the President’s call to take the streets. The protests against the government were neither pacific, as described by some media overseas, nor were they violently crushed by the police. Many events were, basically, vandalism, looting of some shops and aggression against police officers. They were confronted by infantry troops using only personal protection gear. No riot troops were deployed and no stun bombs, pepper sprays, rubber bullets or water cannons were used, only the strictly necessary force to prevent further damage to people and property.

         It has been proved that the leaders of those kinds of outbursts are financed by people and organizations in the United States. One wonders if they are frustrated for not achieving the results they expected. There was no social unrest. It was such a fiasco that they tried to use images of the pro-government crowds as their own. Some also used images of Argentinians celebrating their football victory and even some of protests in Egypt to try and convince the international public opinion, and also Cubans, that there were huge crowds protesting on the streets.

         As I said in the beginning, maggots do not thrive here. However, the danger for Cuba is not over, because the huge risk for the country is not of social unrest – which people here and in Miami know will not happen. The risk is that those lies and fraud might be used to justify a “humanitarian intervention”.

         That is why the best way to support Cuba now is to spread real facts. Show that we are in the middle of a war whose first victim, as it has been seen many times before, is always the truth. They look for excuses to attack the island, as 60 years of blockade have not been enough to break Cubans’ resilience. Because this is the home of brave people, led by a Revolution that strives to achieve peace and social justice.

         Here’s a hint on how to separate real and fake news: any support for Cuba must ask for, first and foremost, an end to the blockade.

#IntervençãoNão

#ForaBloqueio     #CubaNoEstaSola

#CubaSalva      #EliminaElBloqueo