10 de abr. de 2026

TODOS COM CUBA: CONTRA A AMEAÇA DE AGRESSÃO IMPERIALISTA. PELO DIREITO À VIDA.

      Do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, fazemos um apelo aos homens e mulheres de boa vontade para que se juntem às ações que serão realizadas em todo o mundo a partir de 19 de abril, no Ano do Centenário de Fidel e no 65º aniversário da vitória de Girón, a primeira derrota do imperialismo na América Latina.

É de conhecimento internacional o dano causado pelo bloqueio dos Estados Unidos a Cuba há 64 anos, condenado pela imensa maioria dos países, com exceção de Israel, em 33 ocasiões na Assembleia Geral da ONU.

Intensificado com 243 sanções durante o primeiro mandato de Trump, a inclusão na lista espúria de países supostamente promotores do terrorismo e a perseguição aos Acordos de Colaboração Médica Internacional.

Não contente com os danos causados a toda a população, o atual governo, em 29 de janeiro, declarou Cuba “uma ameaça incomum e extraordinária”, impôs um bloqueio energético sob a chantagem de aplicar tarifas aos países de qualquer parte do mundo que forneçam petróleo a Cuba. 

Fazendo alarde de suas mentiras e cinismo, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os sofrimentos da população se devem à gestão do governo cubano, negando a existência do bloqueio, principal impedimento ao desenvolvimento do país.

Trump reconheceu: “ Exercemos toda a pressão possível contra Cuba ". Com uma ostentação ameaçadora, afirmou   " A única opção que nos resta é entrar e  destruí-la " " Terei a honra de tomar Cuba".* 

A possibilidade de uma agressão  militar está presente há 67 anos. Hoje, ela se torna uma ameaça real diante do caráter belicoso e criminoso de um governo ultraconservador, que tenta encobrir o desastre interno e os problemas sociais de seu país, que despreza o Direito Internacional e a soberania dos povos, pretende se apropriar de toda a região e bombardeia em meio a negociações e acordos se o país agredido não responder com  entrega e submissão aos seus interesses obscuros. 

Cuba está sofrendo com a política criminosa dos Estados Unidos: 1.400 crianças com câncer cujos tratamentos estão em risco por falta de suprimentos; 96 mil pacientes estão na lista de espera para cirurgias que não podem ser realizadas por falta de suprimentos, dos quais 11 mil são crianças. Também estão em risco os bebês que nasceram com baixo peso ou precisam ser tratados em incubadoras e as gestantes que requerem exames especiais. 

Cuba sofre com longuíssimos apagões,  a falta de alimentos e medicamentos, de transporte público e, apesar desse enorme sofrimento, não deixa de trabalhar um único dia, de estudar, criar e lutar pela vida.

Cuba se prepara para a defesa de todo o povo, longe de qualquer vocação para a guerra, se prepara para se defender de uma agressão militar, com firmeza, apesar da imensa diferença entre o país mais poderoso do mundo e a Ilha Solidária. Cuba e seu povo se preparam para defender a Revolução, a soberania e a independência, o que pode evitar um grande confronto.

Enfrenta outra guerra, a guerra midiática que também é multidimensional, com manchetes que se transformam em hashtags nas redes sociais que distorcem, manipulam e intoxicam para dividir e semear o ódio.

Cuba quer viver em paz. Se conseguiu um patrimônio cultural admirado no mundo, o desenvolvimento da biotecnologia, a criação de vacinas próprias que salvaram milhões de vidas durante a pandemia de Covid, medicamentos altamente eficazes que podem salvar e melhorar a qualidade de vida de milhões no mundo, formar milhares de médicos de países do Sul Global de forma gratuita; se conseguiu tudo isso em meio aos bloqueios e tantas agressões, cabe perguntar como seria Cuba sem o bloqueio genocida. 

Cuba não é e nunca poderá ser uma ameaça para ninguém. O que Trump e Rubio temem, o que os governos estadunidenses sempre temeram, é o seu exemplo, a sua ética martiana e fidelista, o seu humanismo e o seu internacionalismo. Nunca conseguirão apagar a luz que emana da Revolução Cubana.

Vamos às ruas para defender a Esperança. Peçamos aos meios de comunicação amigos que publiquem nossos pedidos, apelos e declarações. Quebremos a invasão da mídia desonesta. Sigamos o exemplo de La Jornada para que a mesma ação solidária se repita na imprensa livre e progressista.

Peçamos aos nossos Ministérios das Relações Exteriores e Governos que passem das declarações aos fatos: quebrem o bloqueio energético como a Rússia, tenham a resposta solidária do México e da China.

Lembremos aos governos da América Latina, do Caribe, da Europa e da África tudo o que Cuba deu aos povos. É hora de devolver um mínimo a Cuba. 

Lembremos aos Estados Unidos que em Girón foram derrotados em 72 horas. 

Eles poderão atacar e arrasar,  o que não sabem é quando sairão. 

Das cidades e da Serra, dos campos e até debaixo das pedras, Cuba se defenderá  com o facão se for necessário,  porque jamais voltará a ser colônia ianque.

 Mobilização Internacional pelo direito de Cuba à Vida e à Paz. 

Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos.

9 de abril de 2026  

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