16 de mai. de 2025

O IMPÉRIO DA LOUCURA : A ERA DA ESTUPIDEZ HUMANA

                           

Por Raúl Antonio Capote* 

   A tolice, a amada companheira de viagem do Homo sapiens, tem sido objeto de zombaria e reflexão em esquetes, operetas, canções, poemas e tratados filosóficos. Alguém poderia pensar que, com tanto progresso científico, e até mesmo evolução humana, a estupidez estaria a caminho da extinção, como o dodô* ou a decência na política.

Mas não! Longe de diminuir, graças à sobrecarga de estereótipos simples dignos de um meme de gatinho, e àquela capacidade maravilhosa de vulgarizar a realidade até transformá-la num reality show de terceira categoria, ela se espalhou, se multiplicou e se diversificou.

A estupidez não é mais privilégio de alguns, agora é um bufê livre que todos podem saborear! Senhoras e senhores, a humanidade está fazendo um esforço titânico para demonstrar sua capacidade de autossabotagem.

Destruímos o planeta com a mesma alegria de uma criança destruindo um bolo de aniversário, iniciamos guerras com a mesma facilidade com que trocamos de meias e desprezamos o conhecimento, a história e a cultura.

Mas o que é mais preocupante, e talvez mais divertido de um ponto de vista puramente antropológico, se não fossem as terríveis consequências de suas ações, é a qualidade de nossos líderes mundiais.

Parece que estabelecemos uma competição para ver quem é o mais incompetente e ignorante. E os concorrentes, cara, eles levam isso muito a sério!

     Exemplos de políticos enojados pela estupidez, aqueles defensores do pensamento tão profundo quanto uma poça, abundam. Temos vários exemplos ao norte da ilha e, entre os atuais líderes europeus, que parecem estar competindo para ver quem faz o papel mais ridículo no cenário internacional, a competição é acirrada.

Ignoramos as evidências científicas esmagadoras sobre o aquecimento global e suas consequências catastróficas, priorizando interesses econômicos de curto prazo em detrimento da saúde do planeta e do futuro da humanidade.

Iniciamos guerras com base em informações falsas, pretextos fabricados ou exagerados, causando a morte de milhares de pessoas, a destruição de infraestrutura e a desestabilização de regiões inteiras, demonstrando falta de empatia e um profundo desrespeito à vida e à dignidade humanas.

Usamos as mídias sociais para lançar insultos, espalhar notícias falsas ou fazer comentários inapropriados, prejudicando a imagem pública de outras pessoas e criando conflitos desnecessários.

Acreditamos em teorias da conspiração infundadas enquanto espalhamos ideias absurdas sobre planos secretos, sociedades ocultas ou extraterrestres por meio da mídia, demonstrando falta de pensamento crítico e disposição para ser enganado.

Conteúdo lixo é consumido e criado com prazer, desperdiçando tempo e limitando o desenvolvimento intelectual, enquanto nos calamos diante dos crimes mais atrozes contra pessoas indefesas.

Então, enquanto assistimos a esse espetáculo dantesco com uma mistura de horror e fascínio, só podemos nos perguntar: chegaremos lá a tempo de testemunhar o apocalipse estúpido, ou a estupidez nos consumirá antes disso? Façam suas apostas!

(*) Escritor, professor, pesquisador e jornalista cubano. É autor de “Jogo das Iluminações”, “O Cavaleiro Ilustrado”, “O Adversário”, “Inimigo” e “A Guerra Que É Travada Contra Nós”.

NT: *O dodô (ou dodo, em inglês) foi uma ave nativa da ilha Maurício, no Oceano Índico, que ficou famosa por ter sido extinta em menos de um século após a chegada dos seres humanos à ilha, por volta do século XVII.

https://cubaenresumen.org/2025/05/15/el-imperio-de-la-necedad-la-era-de-la-estupidez-humana

Trad/Ed: @comitecarioca21

15 de mai. de 2025

CUBA REITERA SUA FIRME CONDENAÇÃO AO PROLONGAMENTO DA NAKBA (CATÁSTROFE) PALESTINA

                              
15 de maio de 2025

  Cuba condenou veementemente o prolongamento da Nakba (catástrofe) palestina em 15 de maio, no 77º aniversário desse crime histórico que marcou o início da desapropriação, da ocupação e da resistência de um povo que não desistiu de lutar por sua dignidade e direito à existência, em um evento realizado na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).

     A Nakba não foi um evento do passado, é um processo contínuo de colonização, apartheid e limpeza étnica que continua levando a Palestina pelo mal caminho, denunciou Noemí Rabaza Fernández, primeira vice-presidente do ICAP, que lembrou que em 1948 os palestinos foram violentamente expulsos de suas terras, seus lares destruídos e sua história negada. “Hoje, milhões de refugiados e seus descendentes ainda aguardam o direito de retorno, consagrado pelas Nações Unidas, mas negado pela impunidade de Israel e seus aliados imperialistas”, enfatizou.

                                                Noemí Rabaza Fernández, primeira vice-presidente do ICAP                                         Foto: Orlando Perera Méndez / Sempre con Cuba
        

   Ela ressaltou que Cuba, fiel à sua tradição anti-imperialista e à sua vocação para a justiça, mais uma vez levanta sua voz para denunciar esse genocídio: “a Revolução Cubana testemunhou a cumplicidade dos poderosos: as mesmas pessoas que bloqueiam Cuba são as que armam e protegem o regime sionista”.

    Criticou os frequentes atos de violência contra a população civil, incluindo bombardeios, queima de campos de pessoas deslocadas e refugiados, ataques brutais a hospitais e ambulâncias, destruição total de escolas e universidades e construção de novos assentamentos, entre outros ultrajes indescritíveis.

   “Mais de nove mil prisioneiros, incluindo crianças e mulheres, sofrem todos os tipos de violações em condições desumanas nas prisões israelenses, milhares deles sem o direito a um advogado ou a um julgamento sob detenção administrativa”, disse ela.

  Rabaza Fernandez enfatizou que, sem dó nem piedade, com total frieza, eles são despojados da coisa mais preciosa que um ser humano tem, sua vida, sob o olhar cúmplice de países e governos que se dizem democráticos e justos.

    "Exigimos o fim das chamas e a entrada imediata de ajuda humanitária, a libertação de todos os prisioneiros, o fim da ocupação e do genocídio”, exclamou ela, e pediu ação nas ruas com mais força do que nunca, para não ficar em silêncio e ter consciência de que não podemos descansar até conseguirmos o reconhecimento de um Estado palestino independente, totalmente integrado às Nações Unidas.

  E concluiu suas palavras dizendo: assassinato e destruição não são a solução para uma situação em que a própria existência de um povo inteiro, que nunca se renderá, está em risco.

 Perante a criminalidade contínua, a resistência inabalável

                                   
                   Mohammed Dalloul, estudante palestino da Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM).
Foto: Orlando Perera Méndez / Sempre con Cuba

    Mohammed Dalloul, estudante da Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), denunciou: a Nakba não terminou em 1948 porque hoje, em Gaza, na Cisjordânia, na Jerusalém ocupada, a Nakba continua viva. Continua nos postos de controle que humilham o povo, nos bombardeios que enterram sonhos sob os escombros e nas leis racistas que negam o direito à existência.

    Cuba e Palestina são irmãos de luta. Fidel deixou claro: “Não há causa mais justa do que a da Palestina”, acrescentou. “Esta ilha, bloqueada pelo império, entende o que significa defender a soberania. Cuba entende essa luta como poucas nações, tendo sido vítima de um bloqueio genocida por mais de seis décadas, e sabe o que significa resistir à máquina imperial.”

   O jovem palestino disse que, diante desse crime continuado, o povo respondeu com uma resistência inabalável. A resistência palestina assume mil formas, porque quando um povo está historicamente certo, ele nunca será derrotado.

    "Reiteramos nossos sinceros agradecimentos a Cuba, seu partido, seu governo e seu povo irmão por suas posições inabaláveis de princípios em apoio à causa justa de nosso povo, enquanto erguemos nossas vozes pedindo o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba por mais de seis décadas e para que Cuba seja removida da infame lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo”, acrescentou.

                         


    O evento contou com a presença de Majed Abu Al-Hawa, Encarregado de Negócios da Embaixada da Palestina; representantes do Comitê Central do PCC; do MINREX; do Comitê Nacional da UJC; da Associação de Amizade Cubano-Árabe e do Comitê Internacional pela Paz, Justiça e Dignidade dos Povos; estudantes palestinos e residentes em Cuba. (Iliana García Giraldino/Fotos: Orlando Perera/Sempre con Cuba)


https://www.siempreconcuba.org/reitera-cuba-energica-denuncia-contra-continuidad-de-la-nakba-catastrofe-palestina/

Tradução/Edição: @comitecarioca21



14 de mai. de 2025

ATO PÚBLICO CULTURAL | 77 ANOS DA NAKBA: Pelo fim do genocídio em Gaza!


No próximo sábado, 17 de maio, das 9h30 às 20h, realizaremos mais um Ato público cultural em memória dos 77 anos da Nakba – a catástrofe que marca o início da expulsão em massa do povo palestino de sua terra, no Raízes do Brasil, na Rua Áurea, 80 - Santa Teresa. Mais de 50 mil pessoas foram assassinadas em Gaza desde 7 de outubro de 2023, vítimas de um genocídio brutal promovido por Israel. Diante do silêncio cúmplice da comunidade internacional, reafirmamos: não vamos nos calar. É urgente romper relações com o regime genocida de Israel e fortalecer a solidariedade ativa com o povo palestino. Será um dia inteiro de atividades culturais, rodas de conversa, música, poesia, memória e resistência, reunindo movimentos e organizações que lutam pela vida, pela terra e contra todas as formas de opressão, no Brasil e no Sul Global.

Sobre a Nakba: 

Neste ato público cultural vamos focar em duas datas que, embora distintas em suas geografias, compartilham a mesma dor e a mesma necessidade de enfrentar dominação e violência impostas de fora:


*19 de Abril:* data símbolo da re-existência dos povos indígenas no Brasil, marcada pela resistência ancestral contra séculos de colonização e violência, e *15 de Maio:* memória da Nakba, a catástrofe que se abateu – e ainda se abate – sobre o povo palestino, vítima de um projeto contínuo de expulsão, ocupação e apagamento promovido pelo sionismo.


Ambas as datas remetem aos efeitos devastadores do colonialismo e sua máquina de morte cujas regras são: a apropriação de terras, o roubo de moradias, a pilhagem de riquezas e a negação do direito à vida. O objetivo de tais métodos coloniais é fazer com que povos desapareçam de vez. Por isso, nos juntamos às favelas, quilombos, periferias, campo, comunidades afro-indígenas, aos amazighs-tuaregues e tantos outros povos no mundo que sofrem e acabam condenados à fome, miséria, exploração e indignidade; a estes prestamos homenagem e solidariedade, como aqui em nosso cordel.


Como postura de resistência, reafirmação da existência, cultura e da dignidade desses povos originários e deslocados, neste encontro celebraremos as lutas com arte, música, roda de conversa, partilha e afeto. Celebraremos raízes nativas em um local como o Raízes do Brasil, reconhecido espaço de práticas sustentáveis e consumo consciente, oferecendo alternativas naturais que respeitam o meio ambiente - e isso em notável contraponto a produtos e marcas boicotados por movimentos como o BDS.


O que é o BDS?


Inspirado na luta contra o apartheid na África do Sul, o movimento global BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) surgiu em 2005 a partir de um chamado da sociedade civil palestina que exige que Israel cumpra o direito internacional e respeite os direitos fundamentais do povo palestino. O boicote é uma ferramenta concreta de pressão. Recusar o consumo de produtos que colaboram com o apartheid e a ocupação é uma forma direta de dizer: _não em nosso nome_.


Reafirmamos nosso compromisso de estar ao lado de quem resiste, de quem sonha e de quem luta contra a opressão. E, nesse particular, de quem também consome consciente por cuidados de saúde pela vida enquanto boicota quem lucra genocidando povos. Resistiremos junto a esses, sempre!


                                                                                                           

LISTA ARTISTAS


*palestra*


Mahfouz Ag Adnane: 


*artes plásticas*


Clarice Laender

Gabriel Ahoo

Glaauxx

Malu Cerqueira

Nicolas Bezerra

rOnA

Valeria Del Cueto


*performance*


Amnah Asad

Fatima Ventapane

Renata Bronze


*música*


Coletivo Artistas pela Palestina

Diego Covarrubias

Folia de Reis e Jongo (cortejo)

João Werneck

Maj cantora

Marcela Velon

Pablo Meijueiro

Ralph DJ

Vito Cumplido


*audiovisual*


André Gardel

ARTVSM

CORENA + AND

Carol Santana

Emily Freitas

Gal Souza

Ricardo Palmieri

Movimentos e organizações organizadoras:
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) • Raízes do Brasil • Fepal • BDS Brasil • ARTVSM • Julho Negro • Instituto PACS • Rede Jubileu Sul • Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba e às Causas Justas - Capítulo Brasil do Comitê Internacional Paz Justiça e Dignidade aos Povos.• Juventude Sanaud • Árabes e Judeus pela Paz • Grupo Tortura Nunca Mais • Iniciativa Direito Memória e Justiça Racial • Rede de Comunidades e Familiares contra Violência 

 @artvsm.now @raizesdobrasil.rj @comitecarioca21 @julhonegro  @redecontraviolencia_rj @jubileusul @institutopacs @gtnm.rj @juvenude_sanaud @arabesejudeuspelapaz @idmjracial @mpa.brasil @bdsbrasil @fepal_brasil @midia1508




9 de mai. de 2025

A VITÓRIA E A TENAZ FRANQUEZA DA HISTÓRIA

Este desfecho não foi fruto da sorte, mas do heroísmo de um povo que se recusou a se render.
                                                                                                 Foto: Ilustração retirada de rebelión

    Raúl Antonio Capote

    É impossível apagar da memória coletiva o fato de que a agressão fascista contra a URSS custou a vida de cerca de 27 milhões de pessoas.

   A Conferência de Munique, realizada nos dias 29 e 30 de setembro de 1938, reuniu na cidade alemã os chefes de governo do Reino Unido, Neville Chamberlain; da França, Édouard Daladier; da Alemanha, Adolf Hitler; e da Itália, Benito Mussolini.

   Segundo Neville Chamberlain, o pacto resultante daquele conclave garantia a paz mundial, mas as consequências foram catastróficas: apesar das promessas de Hitler, em março de 1939 a Alemanha invadiu a Tchecoslováquia.

   Na verdade, em Munique havia sido acordado o desmembramento da Tchecoslováquia, a entrega da Polônia e o futuro ataque alemão à URSS.

                                      

Após a vitória definitiva, milhares de moscovitas saíram para comemorar na Praça Vermelha. Foto: Retiradas da RT

   Por outro lado, a União Soviética formulou, em 1938, uma aliança com os círculos dirigentes da França e da Grã-Bretanha, que foi rejeitada.

   Ao amanhecer de 22 de junho de 1941, todas as estações de rádio soviéticas transmitiram a declaração do governo sobre a invasão alemã. Sem declaração de guerra, as hordas fascistas invadiram o território soviético.

  Em 30 de março de 1941, Adolf Hitler declarou, no Decreto Barbarroja: “Trata-se de uma luta de extermínio... No Leste, a crueldade é um bem para o futuro”.

   Após sua rápida conquista da França, Hitler acreditava que um país povoado por Untermenschen (“sub-humanos”) seria facilmente dominado. No entanto, em meados de agosto, a resistência soviética havia frustrado os planos alemães de vencer a guerra no outono de 1941. Em dezembro daquele ano, o “invencível” exército alemão foi derrotado às portas de Moscou.

   As batalhas travadas entre 1942 e 1943 foram decisivas. A conquista de Stalingrado – objetivo estratégico fundamental para a Wehrmacht – terminou com a rendição das tropas alemãs, em fevereiro de 1943. A balança na frente oriental inclinou-se para a URSS. A Segunda Guerra Mundial havia mudado de rumo.

   Os soldados soviéticos derrotaram as tropas nazistas em Moscou, Stalingrado (atual Volgogrado), Leningrado, a frente de Kursk, o rio Dnieper, Bielorrússia, o Báltico e Berlim.

   Durante a guerra, 607 divisões inimigas foram derrotadas na frente soviético-alemã. As perdas da Alemanha e seus aliados ultrapassaram 8,5 milhões de pessoas, e mais de 75% de seu armamento foi destruído ou capturado.

                                                        

Foto: Retiradas da RT

   É impossível apagar da memória coletiva o fato de que a agressão fascista contra a URSS custou a vida de cerca de 27 milhões de pessoas, entre elas dez milhões de soldados do Exército Vermelho. Um total de 1.710 cidades e mais de 70.000 vilarejos foram total ou parcialmente destruídos.

   A Grande Guerra Patriótica culminou com a vitória soviética. O ato de rendição incondicional da Alemanha foi assinado nos arredores de Berlim, em 8 de maio de 1945, às 22h43 (9 de maio, 0h43, hora de Moscou).

    Este desfecho não foi fruto da sorte, do acaso ou do “inverno russo”, mas do espírito de sacrifício, da maestria militar, da superioridade do sistema econômico soviético e do heroísmo incomparável de um povo que se recusou a se render à barbárie.       

Foto: Retiradas da RT

  https://www.granma.cu/mundo/2025-05-09/la-victoria-y-la-tenaz-franqueza-de-la-historia-09-05-2025-00-05-16

Trad: @comitecarioca                   


8 de mai. de 2025

MAIO E A MORTE DA GUSANERA

                                    

Cubainformacion

    Hoje comemoramos duas vitórias: uma, o grande sucesso da primeira palestra, em Madri, na turnê que a jovem comunicadora cubana Gabriela Fernández, roteirista e apresentadora do popular programa da Televisão Cubana “Con Filo”, iniciou pelo Estado espanhol, sob o título “Juventude cubana em tempos de Trump”; outra, a festa popular do Primeiro de Maio em Cuba, um verdadeiro soco na mandíbula dos odiadores de Miami e do secretário de Estado dos EUA, o neofascista Marco Rubio.

     A conferência de Gabriela Fernández em Madri foi a primeira em doze cidades, junto com o Movimento Estatal de Solidariedade com Cuba (MESC). Esta historiadora e jornalista cubana, nas redes sociais, havia sido assediada por extremistas anticubanos favoráveis ao bloqueio dos EUA contra seu país natal. E eles foram tentar boicotar o evento, mas tudo o que conseguiram foi atrair mais pessoas para ele. E, mais uma vez, este pequeno grupo de trumpistas e pró-sionistas fez o ridículo de sempre.

    E o Primeiro de Maio em Cuba? Não acham incrível que, com a situação crítica da economia do país, exista um povo tão consciente do seu papel histórico e de que tem, sim ou sim, que “assumir o inimigo”, como diz a canção de Silvio? El Necio nos diz nas redes sociais: "Sim, é verdade, este é um dos momentos mais difíceis para Cuba; percebem-se as carências, há descontentamento social próprio de uma crise, os serviços públicos foram afetados, a pobreza aumentou e também há decisões políticas que não deram certo; mas lá está novamente um povo que carrega a DIGNIDADE NO PEITO e a alegria nas pernas; um mar de pessoas conscientes do maldito BLOQUEIO que nos impõem. Lá estão eles nas ruas pelos sonhos de Fidel, do Che Guevara, pela sua Revolução, pelo SOCIALISMO e por tudo o que nos impediram de fazer sob a guerra econômica mais longa da história da humanidade. BASTA DE BLOQUEIO:  nunca nos vão dobrar. VIVA CUBA LIVRE".

                 


     Ernesto MJ escreve: "Apagões, crise econômica, bloqueio recrudescido, problemas de transporte, problemas da vida cotidiana, situações com a cesta básica, tudo isso e muito mais sob uma agressão midiática permanente, uma guerra cognitiva... E... a resposta do povo cubano é digna de Fidel e daqueles que, como ele, lutaram! Aqui não há medo, aqui há alegria, dança, risos, aqui esperamos o sol unidos, com uma causa comum, e nosso povo volta a mostrar ao mundo o que é a Revolução, o que é o Socialismo e o que é a Pátria, e como se amam e se defendem".

     Por último, selecionamos também as palavras da diplomata cubana Isabel Allende Karan: "Qual será a análise dos grandes centros de poder imperial sobre este primeiro de maio em Cuba. Que estamos obrigados, que somos cordeiros, que há medo. Eu acredito que eles terão que aprofundar um pouco mais porque a lição não foi aprendida. Não somos idiotas, nem cordeiros, nem pessoas sem pensamento e, se temos algum medo, é de destruir nós mesmos a Revolução. Não confundam as críticas ao que foi malfeito, o mal-estar com a incompetência de alguns ou a burocracia de outros, não confundam a raiva lógica pelas dificuldades que vivemos com a renúncia à Revolução. Não confundam o atual êxodo migratório incentivado por esse bloqueio cruel com a possibilidade de criar condições para transformá-los em inimigos de sua pátria ou em mercenários. A Revolução é algo muito mais profundo e talvez muito difícil de entender para aqueles que veem o mundo apenas em números ou tecnologia. Não é possível mobilizar milhares de pessoas e conseguir, além disso, que o façam rindo e dançando, com métodos abusivos, não é possível fazer isso com a maioria do povo".

     Também falaremos das medidas mafiosas do governo dos EUA contra os desportistas cubanos, em concreto contra os jogadores de beisebol que querem jogar na Liga Principal. O governo cubano impede-os? Não! Sob as Disposições de Controle de Bens Cubanos (CACR), os jogadores cubanos que desejam jogar na Major League Baseball dos EUA são obrigados pela Casa Branca (não por Havana!) a assinar uma “Declaração de Residência Permanente fora de Cuba”, um documento humilhante, próprio de regimes totalitários (como o dos EUA), que exige que eles renunciem a viver, mesmo que temporariamente, em sua pátria, declarando que “assumem residência permanente fora de Cuba” e que “não pretendem voltar”; autoexilar-se politicamente, jurando que não são “funcionários do governo cubano” nem “membros do Partido Comunista”; e mentir sob coação, afirmando que o fazem “por vontade própria, sem coação”, quando na verdade, se não assinam, não podem se registrar nem jogar.

https://www.cubainformacion.tv/especiales/20250507/115559/115559-mayo-y-la-muerte-de-la-gusanera

Edição/Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba


2 de mai. de 2025

MAIS UMA VEZ CUBA DESFILOU EM NOME DO MUNDO.

                           

Alina Perera Robbio

Ilha única em sua fibra, Ilha amada que uma vez mais desfilou em nome do mundo

Cuba, sem medo, sabe e saberá sorrir; Ela aprendeu há muito tempo, e para sempre, que o Homem merece ser irmão do Homem e que, sem essa causa de amor, a existência não teria sentido e seria desprovida de importância.

                    


Foi o que disse uma mulher cubana que vi na cidade de Pilón, em Granma, poucas horas depois de a terra tremer com um terremoto que quebrou paredes: “Esta terra está realmente chateada…” Ela disse isso em nome de sua amada pátria, mas também retratou toda a Ilha. E foi isso que o presidente Díaz-Canel escreveu em sua conta no Twitter na madrugada de 1º de maio, no Memorial José Martí, na Praça da Revolução: "Cuba sempre pode se superar".

Em sua mensagem, o Chefe de Estado também compartilhou uma ideia que nos define de forma sucinta e bela, e que o camarada Raúl expressou: "Que tipo de pessoas nós temos?" E é verdade que o povo cubano é tremendo e domina perfeitamente o que Fidel falou há 25 anos, na mesma Praça que sediou um histórico desfile de 1º de Maio: o "sentido do momento histórico".

O povo sentiu e entendeu, devido ao momento histórico, o significado da marcha. Tinha que ser feito e foi feito; Isso tem sido feito em nome da humanidade mortalmente ferida desde 7 de outubro de 2023 - desde que o povo palestino está sendo martirizado por Israel e seus cúmplices; Isso foi feito porque o mundo parece um coliseu romano, porque nas arenas o sangue corre sem parar enquanto um pequeno imperador caprichoso e vaidoso coloca uma fruta na boca e aponta o polegar para baixo; Isso foi feito porque Cuba não renuncia à fraternidade e porque era necessário marchar — como disse Díaz-Canel Bermúdez — "por esse mundo melhor possível que Cuba quer e merece".

Não nos sentimos o povo escolhido: simplesmente, em nossa história, tornou-se uma questão de destino lutar pelo que é digno e justo, e fazê-lo mesmo em estreita proximidade com os chefes, a arrogância imperial, que todos os rebeldes deste planeta consideram desnecessária.

Tudo começou muito cedo na Praça, onde José Martí parecia pensativo e vigilante. E assim foi feito em outras praças de Cuba. Por volta das sete da manhã, a liderança da Revolução tomou posição. Estavam lá o general do Exército Raúl Castro Ruz; Presidente Díaz-Canel; o Comandante do Exército Rebelde, José Ramón Machado Ventura; Primeiro-Ministro Manuel Marrero Cruz; O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, líderes sindicais, juvenis e estudantis… ouviram-se as notas do Hino Nacional e, em seguida, as palavras históricas que completaram 25 anos nesta quinta-feira: o conceito de Revolução, o legado do Comandante em Chefe.

Lá, no Memorial, estavam mais de 900 amigos de 39 nações; Heroínas e heróis cubanos; familiares das vítimas do terrorismo que a Ilha sofre há tanto tempo; Representantes de partidos e organizações internacionais sediados no país caribenho; membros do corpo diplomático acreditados na Ilha; homens e mulheres que admiram a Revolução.

                           


O membro do Bureau Político e Secretário-Geral da Central Única dos Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte de Nacimiento, falou a todos sobre o mundo complicado em meio ao qual as praças da ilha se encheram de compatriotas; Ele lembrou o conceito de Revolução de Fidel; enfatizou que Cuba manterá sua determinação inabalável de ser leal aos seus heróis e manter a pátria forte. Continuaremos sem hesitação, disse ele, a batalha que estamos travando pela consolidação de nossa liberdade, independência e justiça social.

A força contínua da Revolução não é um milagre, mas o resultado das contribuições de todos os compatriotas, especialmente dos trabalhadores, refletiu o líder, que também afirmou que ainda há muito a ser feito, processos a serem organizados, distorções e tendências negativas a serem erradicadas, o que implica usar todas as reservas produtivas, aproveitar o potencial da Empresa Estatal Socialista e alcançar resultados em frentes vitais, como a produção de alimentos.

Ulisses chamava a todos de “companheiros de luta”; e lembrou que, como "a verdade está do nosso lado", Cuba continuará exigindo o levantamento do bloqueio, agora intensificado, e que a ilha seja retirada da lista imoral de países que supostamente patrocinam o terrorismo. Ele também denunciou a campanha perversa dos EUA contra os programas de cooperação médica cubanos; e rejeitou, em nome de todos, a guerra genocida de Israel contra as crianças da Palestina.

                       


"Avante, compatriotas", disse Guilarte, e uma multidão agitando bandeiras e cartazes, liderada por mais de 40.000 profissionais de saúde, começou seu avanço avassalador.

Neste Primeiro de Maio, apesar de tanto cerco material, reinaram as cores, as bandeiras, os cartazes coloridos, as belas fotografias, palavras como “Fidel entre nós”; e a alegria era avassaladora - não estou exagerando - porque este povo está morrendo de vontade de viver, canta para a vida com seus passos de conga, solta um palavrão para lembrar, como Juan Almeida Bosque, que os homens devem saber cair de pé, como as árvores, e que aqui ninguém desiste, droga... A alegria foi imensa, porque o destino de Cuba está selado: a nação tornou isso explícito pela voz de Fidel no início do século XXI, e na orla marítima de Havana, em outra marcha inesquecível, o Gigante disse ao imperador reinante que aqueles que estão prestes a morrer o saúdam.

Sinto um orgulho saudável pela minha terra natal, que me deu a vida adulta e a alma que tenho; Porque neste Primeiro de Maio, Cuba, irmã amorosa de boas causas, marchou pelo mundo. Cuba, sem medo, sabe e saberá sorrir; Ele aprendeu há muito tempo, e agora para sempre, que o Homem merece ser irmão do Homem e que, sem essa causa de amor, a existência não teria sentido e seria desprovida de importância.

                     


https://www.presidencia.gob.cu/es/noticias/isla-unica-en-su-fibra-isla-amada-que-otra-vez-desfilaste-en-nombre-del-mundo/

trad/Edição : @comitecarioca21