30 de out. de 2021

GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DESESPERADO PARA ACABAR COM A REVOLUÇÃO CUBANA


Por 
 Arthur González

    Diante de seus contínuos fracassos em conseguir uma rebelião interna em Cuba, mediante a aplicação de centenas de novas medidas de guerra econômica, comercial e financeira, que aumentam como nunca o sofrimento do povo, junto com as tentativas de protestos de rua de 27 de novembro e 11 de julho, o primeiro financiado para atrair artistas e o segundo para se juntar a elementos de baixo escalão que saquearam shoppings e atacaram policiais, agora recorrem desesperadamente à organização de uma marcha provocativa, apoiada por uma campanha massiva da imprensa em todo o mundo.

     Esta situação inédita expõe com clareza o que desejam os ianques, mas estão em declínio ante as violações das leis vigentes e a atuação oportuna dos órgãos de justiça cubanos, inclusive a Procuradoria-Geral da República, ao informar aos lacaios sobre a ilegalidade. e a aplicação da lei para quem insiste na mencionada provocação, prevista para 15 de novembro de 2021.

      Diante de um cenário de detenção dos provocadores, o Departamento de Estado e um dos assessores do presidente Joe Biden declararam, sem o menor respeito pela soberania de Cuba, que ampliarão as sanções se as autoridades da ilha impedirem a alardeada marcha, como se os Estados Unidos fossem os donos do mundo, esquecendo que os cubanos deixaram de temer suas ameaças há 62 anos, o que os irrita muito.

    A fim de atrair a opinião pública internacional e diante do fracasso de não conseguir arrastar a hierarquia da Igreja Católica da Ilha aos seus propósitos, funcionários dos Serviços de Inteligência dos Estados Unidos elaboraram o plano para realizar uma provocação no Vaticano, durante a oração dominical do Angelus oferecida pelo Papa de sua janela à Praça de São Pedro, como preâmbulo da marcha convocada em Cuba.

     A CIA decidiu usar Alexander Otaola, um cubano radicado em Miami que atua como promotor de seus planos subversivos, para passar a imagem de que a atividade foi concebida por cubanos, algo impossível de acreditar se alguns dos documentos forem relidos, já desclassificados por aquela Agência de Inteligência, em suas seis décadas de ações contra a Revolução Cubana.

     Quem contribuiu com o dinheiro para passagem aérea, hospedagem e alimentação dos participantes que viajaram dos Estados Unidos para a Itália?

     Nem mesmo os cretinos compram a história, sabendo da crise econômica que os americanos estão passando e da ajuda financeira que o Congresso tem a oferecer para amenizá-la.

    Mas o melhor do show foi a atuação do Vaticano e das autoridades italianas, que com rapidez e profissionalismo evitaram a provocação na Praça de São Pedro, e até tiraram a bandeira cubana de quem conseguiu passar.

    Ninguém no mundo permite atos tão instigantes que afetam centenas de pessoas, porque a liberdade de ação tem esses limites e não vivemos na anarquia que os ianques querem impor, porque não permitem a desordem em suas ruas e reprimem ferozmente quem as  tenta.

       O espetáculo encenado na Itália atingiu o seu ápice, ao se deparar com o impedimento de acesso à Praça de São Pedro, uma dezena de provocadores deitou bandeiras cubanas na Avenida de la Conciliación, bloqueando o caminho para atrair a atenção da imprensa internacional, previamente preparada para divulgar a ação. Além disso, deram gritos histéricos de "Pátria e Vida", "Liberdade para Cuba" e carregavam cartazes em italiano que diziam "Misericórdia para com o povo cubano" e "Respeito pelos direitos humanos em Cuba".

  As autoridades italianas mostraram-se relutantes em permitir uma provocação nas suas ruas e quando Otaola chegou ao aeroporto de Roma, foi levado a um local onde retiraram o seu passaporte, como preâmbulo da ação da polícia à entrada do Vaticano.

   Os lacaios ianques já acusam o Papa Francisco nas redes sociais de ser comunista, porque, perplexos, tentam manchar a imagem de um argentino que conheceu de perto uma verdadeira ditadura.

      Ninguém tem o direito de criar desordem e caos sob o pretexto dos direitos humanos.

   Cuba já os avisou e as mãos não tremerão para tomar as medidas previstas na lei, contra aqueles que tentam promover a derrubada do sistema socialista apoiado pela grande maioria do povo, aquele que teve que fazer uma revolução porque o capitalismo imposto por Washington desde 1900 não deu resultados, situação que se reflete em muitos países latino-americanos e por isso aqueles que exigem mudanças substanciais no sistema econômico, político e social são cruelmente reprimidos, sem serem sancionados pela Casa Branca.

    José Martí foi certeiro quando assegurou:

Impedir a tempo com a independência de Cuba, que os Estados Unidos se espalhem pelas Antilhas e caiam, com essa força mais, nas nossas terras da América ”.


Tradução: Carmen Diniz 

http://razonesdecuba.cu/estados-unidos-desesperado-por-acabar-con-la-revolucion-cubana/

                          


Um comentário:

  1. Os Estados Unidos, só querem o poder de tudo e todo o mundo,não se importando com o sofrimento dos povos em geral. Só o golpe que ajudaram a dar no Brasil tirando a Presidente Dilma, colocando o País na miséria e na fome, pra se apoderar das nossas riquesas.

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