
Rodríguez relacionou o
discurso de Boric à atual situação política do Chile, afirmando que seus erros
e inconsistências entregaram o país a setores da extrema-direita neofascista.
Foto: EFE.
Bruno Rodríguez argumentou que
as declarações do presidente chileno servem apenas aos interesses do
imperialismo em dividir a América Latina e o Caribe, sugerindo que o presidente
se esquece "de sua própria história, a de seus mártires e a de seu
povo".
O ministro das Relações
Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou na segunda-feira, 19 de janeiro, um
líder regional de " oportunismo político ", referindo-se ao
presidente chileno Gabriel Boric, que recentemente culpou o governo cubano pela
crise que assola a ilha caribenha e o chamou de ditadura.
“
Enquanto a América Latina e o Caribe são atacados e ameaçados pelos Estados
Unidos, alguns líderes da região preferem criticar Cuba ”,
destacou Rodríguez em suas redes sociais, reprovando a atitude do presidente e
argumentando que seus ataques carecem de coragem e coerência.
A resposta da diplomacia
cubana surge após uma série de intervenções de Boric na mídia internacional,
onde ele enfatizou que a crise humanitária e a escassez em Cuba são de
responsabilidade primordial de seus governantes.
Boric também acusou o líder da
Revolução Cubana, Fidel Castro, de ser um ditador e reafirmou sua posição de
que, em um sistema de partido único sem liberdade de expressão, não se pode
falar em democracia, independentemente da pressão exercida pelo bloqueio dos
EUA.
Bruno Rodríguez argumentou que essas declarações servem apenas aos interesses do imperialismo em dividir a América Latina e o Caribe, sugerindo que o presidente se esquece de "sua própria história, a de seus mártires e a de seu povo".
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Por fim, o ministro das
Relações Exteriores relacionou o discurso de Boric ao atual cenário político do
Chile, afirmando que seus erros e inconsistências entregaram o país a setores da
extrema-direita neofascista.
Boric continuará a servir como
presidente do Chile até 11 de março de 2026, quando passará o cargo para José
Antonio Kast, vencedor das eleições presidenciais de 2025.
Esta não é a primeira vez que Boric ataca Cuba dessa forma; durante sua campanha eleitoral, o presidente também afirmou não ter problemas em dizer que Cuba e Nicarágua são ditaduras.
Trad/Ed: comitecarioca21
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