16 de dez. de 2025

AINDA SOBRE A VOTAÇÃO DA ONU CONTRA O BLOQUEIO CRIMINOSO. (port/esp)

                         
Carmen Diniz

Prezada Ucrânia,

      Primeiramente desejar o fim do conflito em sua terra, quem sabe com você desistindo deste maldito ingresso na OTAN, base de todo o problema criado, que violou acordo realizado e que só atinge a população: o Ocidente descumpriu a promessa feita após o fim da Guerra Fria (1947-1989) de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não iria se expandir para o Leste Europeu.

     Se sabe que atualmente você, Ucrânia, suporta uma presidência totalmente reacionária e absolutamente submissa ao governo estadunidense. No Brasil também passamos por isso. Passamos. Passado. Você também vai superar.

     Por isso - e sabendo que países não possuem solidariedade, somente interesses – é que nos dirigimos a você, para, quem sabe, em acordo com as suas leis, se reavalie  sua posição na última Assembleia Geral das Nações Unidas em outubro do presente ano para que tal fato não volte a acontecer. Os países definitivamente não têm sentimentos, mas sim ética e princípios, quase sempre inseridos em suas leis e constituições nacionais.  

    Estamos nos referindo à Resolução 79/7 que pela 33° vez foi apresentada àquela AGNU com o pedido para que se encerre o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto a Cuba há mais de seis décadas pelos diversos governos estadunidenses.  A quase unanimidade dos países associados tem votado pelo fim desta medida que castiga severamente a população cubana, não havendo nenhum argumento que a mantenha.

    Este ano de 2025 nos surpreendemos com sua mudança de atitude e voto na AGNU e foi bem difícil de aceitar. Explicamos o porquê e já alertamos sobre o principal motivo desta irresignação:

    Em 1986 acompanhamos com dor na alma a tragédia da explosão do reator da Usina Nuclear de Chernobyl. Em 1989 (3 anos depois) a Ucrânia pediu ajuda internacional para as crianças vítimas da tragédia. Cuba foi o único país que respondeu ao pedido e acolheu as crianças. Importante contextualizar que no período em que Cuba decide acolher as vítimas de Chernobyl é o mesmo do início do conhecido Período Especial, época da maior crise econômica enfrentada por Cuba pela queda do bloco socialista em 1989, véspera da dissolução da parceira União Soviética e pelo acirramento do bloqueio instaurado pelo governo estadunidense contra o país. Mesmo assim, o país recebeu mais de 25 mil crianças para tratamento na Ilha. E cuidou. Curou. O governo cubano teve que contar com médicos de diferentes lugares, porque não havia experiência na saúde local sobre radiação e radioatividade. (https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2020/10/as-criancas-de-chernobyl.html) +vídeo.

    Relatamos tudo isso aqui porque não há como aceitar que um país como você Ucrânia, tenha esquecido esse episódio tão marcante. Sua submissão ao governo estadunidense tem que ter um limite ! Países têm interesses, verdade, mas existe uma figura política que se chama SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL. E acredite, ela existe e a vemos constantemente funcionando, apesar de muitos países a desconsiderarem. Ou os meios de comunicação não divulgarem.

    Apesar de tais omissões, não há como se ocultar à humanidade a solidariedade internacionalista que Cuba, esse país tão pequeno e com tão poucos recursos naturais que atende tantos outros povos pelo mundo.  

                         

 "Aqui cabem mais crianças, podem vir"

   Prezada Ucrânia, sentimos muito também porque testemunhamos que o governo que sustentou e incitou seu conflito com a Rússia e que a protegia, financiava e armava, se afasta claramente de você e a rechaça radicalmente só permanecendo seu interesse em seus recursos que sim, vão conseguir. Sem nenhum pudor. Dessa forma, nem OTAN, nem "terras raras" vão lhe sobrar. O império decadente de tudo se apropria, demonstrando desprezo pelos demais países. Sentimos muito. E sabemos que há tempo hábil de mudar de rumo.

      É, porém, inevitável lembrar de um grande revolucionário que em uma frase definiu como lidar com essas forças – e que segue sendo absolutamente atual:

“Não se pode confiar no imperialismo, nem um tantinho assim, nada! ”

    Assim sendo, respeitosamente, nos dirigimos a você para que consiga reconhecer o erro cometido e consertar o rumo desta sua política internacional. Que você possa estar junto à maioria dos países que não aceita um bloqueio criminoso que atinge a população cubana de forma avassaladora.  Venha ao bom combate.

     O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba saúda seu povo e a espera de braços abertos, como o nosso Cristo Redentor.  

                                  VENCEREMOS !!!     

         


Estimada Ucrania:

En primer lugar, deseo que termine el conflicto en tu país, quizá si renuncias a esa maldita adhesión a la OTAN, origen de todo el problema, que violó el acuerdo alcanzado y que solo afecta a la población: Occidente incumplió la promesa hecha tras el fin de la Guerra Fría (1947-1989) de que la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) no se expandiría hacia Europa del Este.

Es sabido que actualmente Ucrania soporta una presidencia totalmente reaccionaria y absolutamente sumisa al gobierno estadounidense. En Brasil también pasamos por eso. Lo superamos. Es pasado. Ustedes también lo superarán.

    Por eso, y sabiendo que los países no tienen solidaridad, solo intereses, nos dirigimos a ti para que, tal vez, de acuerdo con tus leyes, reevalúes tu posición en la última Asamblea General de las Naciones Unidas en octubre de este año para que tal hecho no vuelva a suceder.

 Los países definitivamente no tienen sentimientos, pero sí ética y principios, casi siempre insertados en sus leyes y constituciones nacionales. Nos referimos a la Resolución 79/7, que por 33ª vez fue presentada a esa AGNU con la solicitud de que se ponga fin al bloqueo económico, financiero y comercial impuesto a Cuba desde hace más de seis décadas por los distintos gobiernos estadounidenses. 

     La casi unanimidad de los países miembros ha votado a favor del fin de esta medida que castiga severamente a la población cubana, sin que haya ningún argumento que la mantenga.

   Este año 2025 nos ha sorprendido su cambio de actitud y voto en la AGNU y ha sido muy difícil de aceptar Explicamos el porqué y ya hemos advertido sobre la principal razón de esta insatisfacción:

En 1986 seguimos con dolor en el alma la tragedia de la explosión del reactor de la central nuclear de Chernóbil. En 1989 (tres años después) Ucrania pidió ayuda internacional para los niños víctimas de la tragedia. Cuba fue el único país que respondió a la petición y acogió a los niños. Es importante contextualizar que el período en el que Cuba decide acoger a las víctimas de Chernóbil es el mismo en el que comienza el conocido Período Especial, época de la mayor crisis económica que enfrentó Cuba por la caída del bloque socialista en 1989, víspera de la disolución de la Unión Soviética y por el recrudecimiento del bloqueo impuesto por el gobierno estadounidense contra el país. Aun así, el país acogió a más de 25 000 niños para que recibieran tratamiento en la isla. Y los cuidó. Los curó. El gobierno cubano tuvo que contar con médicos de diferentes lugares, porque no había experiencia en salud local sobre radiación y radioactividad. (https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2020/10/as-criancas-de-chernobyl.html) +vídeo.

Relatamos todo esto aquí porque no podemos aceptar que un país como el suyo, Ucrania, haya olvidado este episodio tan significativo. ¡Su sumisión al gobierno estadounidense tiene que tener un límite! Es cierto que los países tienen intereses, pero existe una figura política que se llama SOLIDARIDAD INTERNACIONAL. Y créanme, existe y la vemos funcionar constantemente, a pesar de que muchos países la descarten. O los medios de comunicación no lo difunden.

A pesar de tales omisiones, no hay forma de se ocultar a la humanidad la solidaridad internacionalista que Cuba, ese país tan pequeño y con tan pocos recursos naturales, brinda a tantos otros pueblos del mundo.

Querida Ucrania, también lo sentimos mucho porque somos testigos de que el gobierno que sostuvo e incitó su conflicto con Rusia y que la protegía, financiaba y armaba, se aleja claramente de ti y te rechaza radicalmente, manteniendo solo su interés en tus recursos, que sí, conseguirán. Sin ningún pudor. De esta manera, ni la OTAN ni las tierras raras le quedarán. El imperio decadente se apropia de todo, mostrando desprecio por los demás países. Lo sentimos mucho. Pero sabemos que aún hay tiempo para cambiar de rumbo.

Sin embargo, es inevitable recordar a un gran revolucionario que definió en una frase cómo lidiar con estas fuerzas, y que sigue siendo absolutamente actual: 

«No se puede confiar en el imperialismo, ni un tantico así, ¡nada! »

Por lo tanto, respetuosamente, nos dirigimos a usted para que reconozca el error cometido y corrija el rumbo de su política internacional. Que pueda estar junto a la mayoría de los países que no aceptan un bloqueo criminal que afecta de manera devastadora a la población cubana. Venga a la buena batalla.

El Comité Carioca de Solidaridad con Cuba saluda a su pueblo y la espera con los brazos abiertos, como nuestro Cristo Redentor.

¡VENCEREMOS!





13 de dez. de 2025

A SOLIDARIEDADE NÃO SE PODE BLOQUEAR : CAMPANHA POR MEDICAMENTOS, SERINGAS E AGULHAS PARA CUBA (port/esp)

                                     

  

      Estimadas companheiras e companheiros,   

       Esta postagem é para divulgar o resultado da Campanha que o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba e o Movimento dos Pequenos Agricultores  RJ fizemos no mês de dezembro.                                                                          

   Arrecadamos mais do que imaginávamos em dinheiro (mais de 8 mil reais) e vamos mobilizar mais portadores para levar a grande quantidade de materiais entre seringas, agulhas e medicamentos que conseguimos comprar. (fotos) com quase 5 mil reais, além do custo das malas e malas extras . Temos em caixa ainda mais de 3 mil.   

Compras realizadas:                                                           

1. Total de Seringas

Seringas 1 ML: 49 un

Seringas 3 ML Slip (CX 578): 1.500 un

Seringas 5 ML Slip (CX 538): 1.500 un

Seringas 20 ML Slip (CX 250): 1.542 un

Seringas 20 ML (avulsas): 13 un

 Total geral de seringas: 4.604 unidades

2. Total de Agulhas

Agulha 40×12 (CX 100): 2.800 un

Agulha 25×08 (CX 100): 4.500 un

Agulha 30×07 (CX 100): 1.700 un

Total geral de agulhas: 9.000 unidades


                                                    


   A primeira mala foi levada pela companheira do ICAP Maria del Carmen (foto) nesta quarta-feira 10/12 e será enviada para hospitais da Ilha que, em razão do bloqueo, enfrentam grave necessidade.  




            

    Dessa forma, esta postagem é, principalmente, para de certa forma prestar contas de cada contribuição e agradecer o esforço de todos nós nessa atual condição que Cuba enfrenta tendo por causa o bloqueio do governo dos EUA. Seguimos. E assim, conforme enviarmos outras malas de materiais vamos postando por aqui.  

                             A SOLIDARIEDADE NÃO SE PODE BLOQUEAR. ❤️ 

                                            SAUDAÇÕES LIBERTÁRIAS !!!!

                                                    VENCEREMOS !!


     Estimadas compañeras y compañeros: Esta publicación tiene como objetivo dar a conocer los resultados de la campaña que el Comité Carioca de Solidaridad con Cuba y el Movimiento de Pequeños Agricultores RJ llevamos a cabo en el mes de diciembre.                                                                             

     Recaudamos más dinero del que imaginábamos (más de 8000 reales) y vamos a movilizar a más transportistas para llevar la gran cantidad de material, entre jeringas, agujas y medicamentos, que hemos logrado comprar. (fotos) con casi 5000 reales, además del coste de las maletas y equipajes adicionales. Todavía tenemos más de 3000 reales en caja. La primera maleta fue llevada por la compañera del ICAP María del Carmen (foto) este miércoles 10/12 y será enviada a hospitales de la isla que, debido al bloqueo, se enfrentan a una grave necesidad.              

 Por lo tanto, esta publicación tiene como objetivo principal, en cierto modo, dar cuenta de cada contribución y agradecer el esfuerzo de todos nosotros en la situación actual que enfrenta Cuba debido al bloqueo del gobierno de los Estados Unidos. Seguimos adelante. Y así, a medida que enviemos otros envíos de materiales, los publicaremos aquí.  

                         LA SOLIDARIDAD NO SE PUEDE BLOQUEAR. ❤️ 

                                            ¡SALUDOS LIBERTARIOS!

                                                    VENCEREMOS !!




9 de dez. de 2025

PROTESTOS SÃO CONVOCADOS NA NORUEGA CONTRA A PREMIAÇÃO DO NOBEL A REPRESENTANTE DA EXTREMA-DIREITA VENEZUELANA. (+video)

                             
          Uma ampla aliança de grupos noruegueses dedicados à paz e à solidariedade anunciou uma  manifestação  para  terça-feira, 9 de dezembro , em repúdio à decisão do  Comitê Nobel  de conceder o  Prêmio Nobel da Paz  à representante venezuelana de extrema-direita  María Corina Machado , que  defendeu publicamente uma intervenção militar contra seu país, apoia as mais de mil medidas coercitivas unilaterais impostas à nação sul-americana  e desempenha um papel fundamental na  orquestração de ações violentas e desestabilizadoras, inclusive com ligações ao  narcotráfico .

    As organizações denunciam a premiação, argumentando que ela contradiz o espírito do testamento de Alfred Nobel e legitima uma potencial intervenção militar dos EUA na América Latina, o que seria contrário ao direito internacional.  O protesto está marcado para as 17h em frente ao Instituto Nobel da Noruega e representa a primeira vez em muitos anos que tantos grupos noruegueses se unem para contestar abertamente uma decisão do Comitê Nobel.

   Gro Standnes, presidente da Liga Internacional de Mulheres pela Paz e Liberdade e membro do Conselho Norueguês da Paz, enfatizou que um prêmio destinado a promover a coexistência e o diálogo não pode ser concedido a figuras políticas que apoiam ações ou iniciativas militares que violem as normas internacionais.

                       


   Quando o prêmio é concedido a uma política que apoia a interferência militar e ações contrárias ao direito internacional, isso rompe com o próprio propósito do Prêmio Nobel da Paz ”, afirmou.

    Por sua vez, Lina Álvarez Reyes, assessora de imprensa do Comitê Norueguês de Solidariedade com a América Latina, alertou que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou abertamente lançar uma ofensiva militar contra a Venezuela, violando o Artigo 2.4 da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de outros Estados.

   Álvarez alertou que essas ameaças, juntamente com os ataques ilegais realizados por Washington no Caribe, colocam em risco a população civil, violam a soberania venezuelana e aumentam a instabilidade em todo o continente.

                                                        

O Prêmio Nobel da Paz perdeu sua credibilidade. Ao premiar figuras como María Corina Machado, que pede a invasão de seu próprio país, #Venezuela 🇻🇪, e apoia regimes genocidas, o prêmio passa a ser visto como um instrumento da geopolítica estadunidense. Hoje, o politólogo Juan Carlos Monedero aponta que esta não é a primeira vez que criminosos de guerra e golpistas são premiados, demonstrando que, longe de promover a paz, o que ele faz é maquiar a guerra e o intervencionismo ocidental.

                             Ver aqui :   https://www.instagram.com/reel/DSCvi22gjHf

                                  e aqui :  https://youtube.com/shorts/EbbEV-rsUzY

  “É inaceitável que o Prêmio Nobel da Paz seja usado para legitimar o uso ilegal da força por Trump na América Latina. As intervenções militares dos EUA nunca trouxeram paz ou prosperidade para a região ”, enfatizou. Durante o protesto, espera-se que slogans como “Não ao Prêmio Nobel para promotores da guerra! ”e “Estados Unidos: Mãos fora da América Latina! ” sejam proeminentes.

  As organizações argumentam que a escolha de Machado viola o mandato original do criador do prêmio, que estipula que a premiação deve ser concedida a pessoas que promovem o desarmamento, a resolução pacífica de conflitos e a fraternidade entre as nações, e não àquelas que apoiam o aumento do confronto militar.

    Entre os aspectos questionados pelas organizações, destaca-se que Machado apoia ações que violam o direito internacional, uma vez que dedicou o prêmio ao presidente Donald Trump justamente quando os Estados Unidos realizam operações militares que constituem execuções extrajudiciais e violações de normas internacionais.

    Também destacam que a extrema-direita venezuelana   dissemina propaganda belicosa ao reproduzir as declarações de Trump que descrevem o governo venezuelano como um ”cartel de drogas” e o apresentam como uma ameaça aos EUA, embora tais acusações tenham sido refutadas por agências de inteligência estadunidenses e outros representantes da direita venezuelana.

    Eles também criticam seu apoio às ações militares de Israel em Gaza.  Apenas alguns dias após receber o prêmio, Machado elogiou a campanha genocida da entidade sionista no território palestino — que desde outubro de 2013 deixou 70.365 palestinos mortos e 171.058 feridos — e seu partido havia assinado anteriormente um acordo de cooperação com o Likud, organização liderada por Benjamin Netanyahu.

https://cubaenresumen.org/2025/12/08/llaman-a-protestar-en-noruega-contra-entrega-del-nobel-a-representante-de-extrema-derecha-venezolana/

@comitecarioca                      


Veja aqui a convocação para o ato:

Dia de resposta dos setores revolucionários ao Prêmio Nobel da Paz 2025

EM OSLO.

Estão previstos dois eventos públicos de rejeição ao Prêmio Nobel da Paz 2025:

1.Manifestação em rejeição à decisão do Comitê do Prêmio Nobel da Paz 2025

Terça-feira, 9 de dezembro (um dia antes da cerimônia)

Das 17h às 18h

Em frente à sede do Instituto Nobel em Oslo

Endereço: Henrik Ibsens Gate 51

Convocam:

- Liga Internacional das Mulheres pela Paz e Liberdade

- Stopp NATO (Parem a OTAN)

- Iniciativa contra a guerra

- Iniciativa de Paz 2022

- Grupo de Amizade com a América Latina da Noruega

- Associação de Amizade com Cuba da Noruega

- Círculos Bolivarianos Francisco de Miranda / Simón Bolívar

- Algumas organizações que integram o Conselho Norueguês da Paz

(Esta atividade conta com a autorização da Prefeitura de Oslo).

2.Manifestação em protesto contra a vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025

Quarta-feira, 10 de dezembro

das 18h até ser dispersada pela polícia.

Praça Jernebantorget (escultura do Tigre)

Convocam:

- Partido Fred og Rettferdighet (Paz e Justiça)

(Esta atividade não conta com a autorização da Prefeitura de Oslo. O formato escolhido é o de mobbing ou concentração espontânea. Não foi autorizada sua realização em frente à sede da Prefeitura no dia da cerimônia, nem na mesma hora da Procissão das Tochas).

Apelo às forças revolucionárias da Europa

Convidamos os companheiros a acompanhar essas atividades em Oslo.

 

 

2 de dez. de 2025

Reflexões sobre as guerras: de Sun Tzu a Lenin, o que está acontecendo na Venezuela?

Foto: PSUV

                   
Raul Capote Fernandez 

Se há uma constante na guerra, é a sua imprevisibilidade; raramente termina como os seus arquitetos planejaram. Uma ação aparentemente pequena pode desencadear uma série de eventos catastróficos.

Para Sun Tzu, a guerra era uma questão de cálculo racional e superioridade psicológica. Um bom general vence antes mesmo da batalha começar, por meio da preparação, do conhecimento do inimigo e de si mesmo, e da manipulação das percepções do adversário.

Bem, é isso que Washington pensa estar fazendo, mas será que não vai se voltar contra eles? Será que conseguiram manipular a percepção dos venezuelanos por meio de guerra psicológica? Será que eles conhecem o inimigo? Estão preparados para enfrentar o que está por vir, ou acham que podem definir o resultado por meio de abusos ?

Uma interpretação livre de Heráclito de Éfeso, que acreditava na guerra como um princípio cósmico e motor de mudança, inerente à existência, deveria levá-los a pensar que Polemos pode gerar uma mudança radical no continente, isto é, se não confundirem Heráclito com um cantor de música urbana ou um jogador de basquetebol de origem grega.

Nicolau Maquiavel criticou veementemente o uso de mercenários, que considerava desleais e ineficazes. Um príncipe deve basear seu poder em um exército de cidadãos ("sua própria milícia"), pois guerra e política são duas faces da mesma moeda; isso fala por si só.

Se Donald Trump e seus assessores, que se esqueceram do Vietnã, tivessem lido Carl von Clausewitz, o mesmo que disse que "a guerra é a continuação da política por outros meios", e refletido sobre o que ele chamou de Névoa da Guerra ( Nebel des Krieges ) e Atrito, pensariam duas vezes antes de invadir um país pronto para defender sua liberdade e honra com todas as suas forças.

A "névoa" refere-se à incerteza e à informação imperfeita no campo de batalha. O "atrito" é a força que torna o que parece fácil na teoria terrivelmente difícil na prática, e isso pode acontecer mesmo que consigam usar uma Efialtes.

Marx via as guerras como uma oportunidade para acelerar o colapso do sistema capitalista e o advento da revolução proletária.

Agora, se quisermos entender o que está por trás de toda a parafernália imperialista contra a Venezuela, vamos ler o grande Lenin, " Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo". Vladimir Ilyich argumentou que o capitalismo, em sua fase monopolista (imperialismo), é forçado a lutar pela divisão e redistribuição do mundo, suas colônias e seus recursos.

 Portanto, a guerra não é um acidente, mas uma consequência inevitável e inerente do capitalismo em seu estágio final.

A guerra será um fracasso.

Em sua essência, será sempre um desastre. Um fiasco da diplomacia, da razão, da empatia. Raramente é travada sem uma narrativa justificadora; ao longo da história, impérios apagaram culturas e moldaram o destino da humanidade em nome da liberdade.

Desde o início, os Estados Unidos desejavam tomar Cuba, então, em 15 de fevereiro de 1898, eles próprios explodiram uma de suas fragatas, a "Maine", no porto de Havana, para justificar uma guerra contra a Espanha e tomar a valiosa colônia caribenha. Nesse processo, eles também anexaram Porto Rico, as Filipinas e tudo o mais que puderam tomar do Império Espanhol.

O chamado incidente de Tonquim foi o falso pretexto usado em 1964 pelo governo de Lyndon B. Johnson para intervir militarmente no Vietnã do Norte.

Para quem não se lembra, os serviços secretos dos EUA organizaram uma operação de falsa bandeira, simulando um ataque falso de forças pertencentes ao Vietnã do Norte contra navios da Marinha dos EUA no Sudeste Asiático.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), liderada pelos EUA, atacou o Afeganistão em 2001, sob o pretexto dos eventos ocorridos em Nova York em 11 de setembro daquele ano.

Dois anos após o ataque ao Afeganistão, Washington fabricou a mentira de que Saddam Hussein possuía um depósito cheio de armas de destruição em massa; tais armas nunca apareceram.

A lista é muito longa; os EUA passaram 222 dos seus 243 anos de existência em guerra, e agora fabricam um pretexto para atacar a Venezuela e roubar os seus recursos, independentemente da destruição que possam causar ou do número de pessoas que possam morrer, neste mundo de piratas e corsários sionistas.

Uma história incrível sobre cartéis de drogas, neste caso o Cartel dos Sóis, está sendo usada como pretexto para atacar a terra de Bolívar e Chávez. É irônico que o mesmo governo que acaba de libertar um narcotraficante condenado, o chefão Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, se declare exemplo na luta contra esse flagelo.

Diante da queda inevitável, o olhar para o abismo os aterroriza; podem perder seus privilégios, fracassaram, e tudo o que resta é pilhagem e mentiras. As massas perplexas que ainda os seguem para o abate despertarão um dia, ou acabaremos como poeira cósmica, queimados pelas armas da estupidez e da ganância.

(*) Escritor, professor, pesquisador e jornalista cubano. É autor de “Juego de Iluminaciones”, “El caballero ilustrado”, “El adversario”, “Enemigo” e “La guerra que se nos hace”.

https://cubaenresumen.org/2025/12/01/reflexiones-sobre-las-guerras-de-sun-tzu-a-lenin-que-pasa-en-venezuela/

Trad/Ed: @comitecarioca

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL : UM INSTRUMENTO DO OCIDENTE. (texto definitivo para os que ainda acaso acreditassem em uma "imparcialidade".....)

                             
Por Hedelberto López Blanch*

O Tribunal Penal Internacional (TPI) poderia ser chamado de Tribunal Penal do Ocidente, dado o seu poder de sancionar ou condenar presidentes e representantes do Sul Global e de nações em desenvolvimento, mas nunca os Estados Unidos, a Europa Ocidental ou países alinhados a eles, mesmo quando essas entidades cometem as mais flagrantes violações dos direitos humanos. Desde a sua criação, em 2002, o TPI tem funcionado como uma organização a serviço do Ocidente, dos interesses hegemônicos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, e opondo-se à formação de um mundo multipolar em consonância com as posições do Sul Global.

Lembremos que, no início do século XXI, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) havia se dissolvido em vários países, a Rússia ainda não era uma nação poderosa e a China ainda não era a superpotência que ambas são hoje. As elites anglo-saxônicas (principalmente dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha) formaram a espinha dorsal dessa instituição, que segue as decisões e os princípios de ideólogos e financistas liberais americanos para manter um sistema ultraglobalista de relações internacionais subordinado a um único centro decisório. Ele foi construído sob a premissa de suprimir a soberania de todos os países, exceto Washington e Londres, que seriam legalmente independentes e imunes a processos judiciais. O acordo foi aprovado por 120 estados durante uma reunião em Roma, em 1998, e implementado quatro anos depois, embora mais de 40 países não o tenham assinado e a grande maioria o tenha rejeitado por diversas razões políticas.

O objetivo é processar qualquer pessoa acusada de cometer crimes de guerra, agressão ou crimes contra a humanidade, incluindo assassinato, extermínio, escravidão, deportação ou transferência forçada de população, privação grave de liberdade ou tortura, cometidos como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil, desde que, é claro, o país não seja ocidental. A natureza distorcida das decisões do TPI e seus dois pesos e duas medidas tornam-se evidentes em sua inação em relação aos inúmeros crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos e pelos países da OTAN no Afeganistão, Iraque, Líbia e outras nações submetidas às chamadas "intervenções humanitárias".

Nesse sentido, o Professor D. Rothwell, da Universidade Nacional da Austrália, criticou o TPI, expressando dúvidas sobre sua capacidade de garantir uma investigação transparente e imparcial dos crimes de guerra cometidos por membros australianos da força internacional de paz da OTAN no Afeganistão, de 2001 a 2021.

R. Thakur, consultor dos governos da Austrália e da Nova Zelândia em segurança internacional e controle de armas, denunciou o Tribunal Penal Internacional (TPI) por agir como uma "ferramenta política de círculos liberais internacionais" em vez de cumprir seu mandato de forma imparcial. Thakur citou como exemplo um caso levado ao TPI contra os Estados Unidos por crimes contra civis no Iraque e no Afeganistão, que o tribunal rejeitou prontamente. "Após mais de uma década de crimes atrozes e impunes dos EUA", disse ele, "essa decisão do TPI foi um verdadeiro choque para as vítimas e minou a confiança no Tribunal". Ele também observou que o TPI se absteve de investigar ou aceitar casos contra altos funcionários ocidentais, como o ex-presidente George W. Bush, o primeiro-ministro espanhol José María Aznar e o primeiro-ministro Tony Blair, pela manipulação de informações que levou à invasão do Iraque e à morte de mais de um milhão de pessoas. Tampouco tomou medidas contra generais da OTAN por assassinatos cometidos na Sérvia, Líbia, Saara Ocidental, Afeganistão, Síria, Iêmen e Palestina, nem levou a julgamento os responsáveis ​​pelas horríveis torturas cometidas pelas forças americanas na base de Abu Ghraib, no Iraque, ou na base naval ocupada de Guantánamo, em Cuba.

Por outro lado, essa organização tem se dedicado a emitir mandados de prisão e condenações contra líderes africanos e de outros países, incluindo o ex-presidente da República Popular do Congo, Lubanga Dylio, o ugandense Joseph Kony, o ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir, o ex-presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, o líbio Muammar Gaddafi e o ex-presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo. Em setembro de 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos anunciaram a imposição de sanções contra a procuradora do TPI, Fatou Bensouda, e o chefe da Divisão de Jurisdição, Complementaridade e Cooperação da Procuradoria, Phakiso Mochochoko, por conduzirem investigações sobre abusos cometidos pelas forças americanas no Afeganistão. Em novembro de 2024, Washington se opôs à decisão do Tribunal de prender o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, apesar de terem cometido o maior genocídio do século XXI contra as populações de Gaza, da Cisjordânia e do Líbano. O TPI não investigou o assassinato de quase 20.000 residentes de língua russa nas regiões de Donetsk e Luhansk pelo regime ucraniano após o golpe de 2014 (patrocinado e dirigido por Washington) contra o presidente Viktor Yanukovych. No entanto, em março de 2023, acatou prontamente a pressão dos países da OTAN para emitir um mandado de prisão contra o presidente russo Vladimir Putin pela "deportação de crianças ucranianas e sua transferência para a Federação Russa".

Com essa operação, Moscou conseguiu salvar a vida dessas crianças e de suas famílias, vítimas dos ataques indiscriminados que a Ucrânia realizou contra essas regiões de língua russa. Em conclusão, o TPI é um mecanismo criado pelo Ocidente para impor sua vontade política a líderes estrangeiros, promover decisões que lhe sejam favoráveis ​​e atrair o maior número possível de Estados para sua esfera de influência.   


29 de novembro de 2025

(*) Jornalista cubano. Escreve para o jornal Juventud Rebelde e para o semanário Opciones. É autor de “Emigração Cubana para os Estados Unidos”, “Histórias Secretas de Médicos Cubanos na África” e “Miami, Dinheiro Sujo”, entre outros.

Imagem: Adán Iglesias Toledo

https://www.resumenlatinoamericano.org/2025/11/30/pensamiento-critico-corte-penal-internacional-un-instrumento-de-occidente/