12 de ago. de 2022

MATANZAS : INCÊNDIO CONTROLADO MAS VÍTIMAS AINDA HOSPITALIZADAS. SEGUIMOS EM CAMPANHA. (fotos) #ForçaCuba ! #FuerzaMantanzas

O Grupo de Médicas e Médicos Brasileiros Graduados em Cuba e o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba seguem em campanha.

     As notícias que chegam de Matanzas nos alentam:

  Está praticamente controlado o incêndio na zona industrial de  Matanzas. Dentro de algumas horas os bombeiros poderão adentrar no epicentro do fogo para poder localizar os corpos dos desaparecidos.  Os danos causados são muito grandes, o problema energético e o tratamento dos feridos será longo. Por isso seguimos em campanha. Se percebe no horizonte a diferença nos céus da região de Matanzas . Força, Cuba !                  


  Apesar de toda essa vitória do povo cubano auxiliado por especialistas mexicanos e venezuelanos, os danos permanecem e  é preciso que se continue com a campanha emergencial iniciada dia 7 aqui no Brasil. 
         No último dia 10 o grupo enviou centenas de medicamentos e insumos para Cuba para o tratamento dos feridos com queimaduras internados em seis hospitais no país. São 23 internados, alguns com lesões graves.  

https://bit.ly/3SI2XF3                                     
                       

https://www.prensa-latina.cu/2022/08/10/rumbo-a-cuba-desde-brasil-carga-solidaria-de-medicamentos

      O tratamento de queimaduras  é lento e por isso, voltamos a lembrar a todos da importância de enviar mais medicamentos. Cuba tem excelente serviço médico e excelentes profissionais, isso é incontestável, mas o bloqueio estadunidense não permite que se adquira medicamentos e por isso a campanha continua com o envio de remédios e outros insumos que os médicos cubanos precisam e nos enviam por listas. Aqui postamos fotos do incêndio e de algumas pessoas internadas a quem se destinam os medicamentos.  Não são fotos agradáveis mas é para se saber a que se refere a campanha. É para essas pessoas que os medicamentos estão sendo enviados. 


                                          


  
                     


                                                                                             
                   

                                                                


CAMPANHA EMERGENCIAL DOS MÉDICOS E MÉDICAS BRASILEIROS  GRADUADOS EM CUBA PARA CONTRIBUIR COM OS FERIDOS PELO INCÊNDIO EM MATANZAS                                                                                                                                                                          
     Câmara Empresarial Brasil Cuba
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(Favor enviar comprovante para Sr Vladimir Guilhamat- representante da Câmara Empresarial Brasil Cuba- pelo whatsapp  11-99976-9303 enviando o valor com o final 5 : R$ 0,05  para poder identificar a campanha.)    Mais:https://bit.ly/3QoPaRN
          



                      

11 de ago. de 2022

BLOQUEIO DOS EUA, PRINCIPAL OBSTÁCULO À AJUDA A CUBA

                                 

Washington, 11 agosto -  O bloqueio dos EUA contra Cuba é agora o principal obstáculo para as organizações de solidariedade que procuram enviar ajuda após um incêndio devastador em Matanzas, de acordo com o site Common Dreams.

Enquanto o governo dos Estados Unidos presta um serviço "da boca pra fora" em ajuda de emergência a Cuba, a verdade é que o bloqueio cria barreiras reais e significativas, ressalta um artigo de opinião de Medea Benjamin, cofundadora do Global Exchange e CodePink, e da advogada de direitos humanos Natasha Lycia Ora Bannan.

As sanções a Cuba normalmente exigem licenças de exportação do Departamento de Comércio e a maioria dos voos é proibida de transportar ajuda humanitária sem uma licença, explicaram as autoras.

Argumentaram que a inclusão de Cuba na Lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo significa que os bancos, tanto nos EUA quanto no exterior, estão relutantes em processar doações.

Em qualquer caso, a resposta a esta catástrofe deveria vir principalmente do governo dos EUA, não de ONGs, disseram eles.

Também lembraram que uma Norma de Política Presidencial da era Barack Obama (2009-2017) menciona especificamente a cooperação dos EUA com Cuba "em áreas de interesse mútuo, incluindo questões diplomáticas, agrícolas, de saúde pública e ambientais, assim como a preparação e resposta a desastres".

Apesar das 243 sanções impostas pela administração Donald Trump (2017-2021), "esmagadoramente mantidas pela Casa Branca Biden - a Diretriz Política parece permanecer em vigor", observaram Benjamin e Bannan.

Além disso, Cuba e os EUA assinaram um acordo bilateral de preparação e resposta a derramamento de petróleo em 2017, antes da posse de Trump.

Afirmaram que agora é o momento para o governo dos EUA demonstrar "compaixão, cooperação regional, responsabilidade ambiental" e ser "um bom vizinho".

Negar assistência neste momento crítico sinaliza aos cubanos, cubano americanos e ao mundo que a administração Biden não está verdadeiramente interessada no bem-estar do povo cubano, apesar das declarações em contrário, insistiram.

Além disso, esta é uma oportunidade para Biden finalmente rejeitar as políticas tóxicas de Trump em relação a Cuba e reiniciar o abrangente engajamento diplomático bilateral que começou sob o governo Obama.

Após o incêndio na Base de Supertanques de Matanzas, cerca de 100 quilômetros a leste de Havana, em 5 de agosto, o governo cubano solicitou ajuda internacional, que recebeu imediatamente do México e da Venezuela em termos humanos e materiais, destacaram.

Os Estados Unidos, no entanto, ofereceram assistência técnica, que se limitou a consultas telefônicas apesar de sua inestimável experiência e conhecimento especializado em lidar com grandes desastres, enfatizaram.

Segundo Benjamin e Bannan, isto contrasta com a resposta de Cuba ao Furacão Katrina em 2005, quando o governo cubano se ofereceu para enviar 1.586 médicos para Nova Orleans, cada um com 27 libras de medicamentos, uma oferta que foi então rejeitada pelos Estados Unidos. (PL)


https://www.siempreconcuba.org/bloqueo-de-eeuu-principal-obstaculo-en-la-ayuda-a-cuba/

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

                       

10 de ago. de 2022

CARTA A BIDEN : SANÇÕES ALIMENTAM O FOGO ! #LetCubaLive

Sanções alimentam o fogo

Personalidades famosas  reivindicam a Biden  levantar as sanções contra Cuba

Carta aberta a Biden assinada por Roger Waters, Cornel West, Judith Butler, Noam Chomsky, Roxanne Dunbar-Ortiz, Jeremy Corbyn, Rev. Liz Theoharis, Seun Kuti e Vijay Prashad.

Um grande incêndio está acontecendo em Matanzas, Cuba. Em resposta, um grupo proeminente de políticos, intelectuais, cientistas, clero, artistas, músicos, líderes e ativistas assinaram um apelo urgente e público ao Presidente Biden.

As sanções dos EUA estão alimentando os incêndios que assolam Cuba! Tem sido difícil ou impossível para as organizações norte-americanas fornecer ajuda, apesar das garantias da Embaixada dos EUA em Havana.

Estados Unidos não perde nada sendo um bom vizinho e levantando as 243 sanções que estão impedindo Cuba de se recuperar totalmente deste momento trágico.

A Administração Biden pode fazer mais do que apenas oferecer conselhos técnicos. Pode retirar imediatamente Cuba da Lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo com uma canetada e enviar ajuda material para a ilha.

                                                         SEGUE A CARTA :

 9 de agosto de 2022

Prezado Presidente Joe Biden

Agora, mais do que nunca, é hora de escrever uma nova página nas relações EUA-Cuba. Pedimos urgentemente que rejeitem publicamente as políticas cruéis implementadas pela Casa Branca Trump que já criaram tanto sofrimento entre o povo cubano.

Na sexta-feira 5 de agosto, uma grande instalação de armazenamento de petróleo em Matanzas, Cuba, a 65 milhas a leste de Havana, foi atingida por um raio. Desde então, um grande incêndio tem causado danos. Esta tremenda explosão e o incêndio de difícil controle deixou várias pessoas desaparecidas (incluindo bombeiros), muitos feridos com queimaduras graves e centenas evacuados de suas casas.

Este incêndio, o maior da história de Cuba, surge quando Cuba enfrenta uma crise energética devido ao aumento dos custos globais de combustível e ao envelhecimento da infra-estrutura. Este incêndio no tanque de petróleo, sem dúvida, só irá exacerbar ainda mais as quedas de energia que os cubanos estão sofrendo durante este verão quente. Os recursos que o governo será forçado a dedicar à resposta a desastres também terão um impacto negativo no bem-estar geral dos cubanos em meio às sanções impostas pela administração Trump e continuadas sob sua administração.

Apesar das palavras de condolência e da oferta de conselhos técnicos, o governo dos Estados Unidos tem feito muito pouco para ajudar o povo cubano neste período de maior necessidade. Infelizmente, as sanções dos EUA alimentam os incêndios que assolam Cuba! Apesar das garantias da Embaixada dos EUA em Havana de que a lei autoriza as entidades e organizações norte-americanas a fornecer ajuda e resposta a desastres, as sanções 243 da Trump continuam a impedir que a ajuda urgentemente necessária chegue a Cuba.

Quando a casa de seu vizinho está em chamas, a reação humana normal é correr  para ajudar. Para salvar vidas. Para apagar as chamas. Cuba é nossa vizinha! É inconcebível, especialmente durante um trágico acidente, bloquear as remessas e o uso de instituições financeiras globais por parte de Cuba, dado que o acesso ao dólar é necessário para importar alimentos e remédios.

O tempo é essencial..  A administração deve levantar todas as sanções que impedem Cuba, direta ou indiretamente, de receber ajuda médica, humanitária e ambiental essencial ou receber assistência financeira e de outras nações ou organizações nos Estados Unidos. Também pedimos que  se coordene imediatamente com as agências relevantes dos EUA para fornecer a assistência direta e urgente que Cuba solicita.

Brian Becker
Cindy Weisner
Claudia De la Cruz
Cornel West
David Adler
David Harvey
Gabriel Rockhill
Gail Walker
Gerald Horne
Gina Belafonte
Helen Yaffe 

Jennifer Ponce De Leon
Jeremy Corbyn
Jia Hong
Jodie Evans
Judith Butler
Rev. Liz Theoharis
Manolo De Los Santos
Manu Karuka
Noam Chomsky
Phillip Agnew
Robin D.G. Kelly

Roger Waters
Roxanne Dunbar-Ortiz
Ruth Wilson Gilmore
Salvatore Engel-Di Mauro
Seun Kuti
Vijay Prashad
Yasemin Zahra              

https://letcubalive.info/Letter

Tradução: Carmen Diniz / Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

                                                    


Cuba. A primeira potência mundial em solidariedade; e os povos estão a apenas um telefonema de distância. #FuerzaMatanzas

               

Por Ramón Pedregal,

Pessoas próximas ou distantes, pessoas honestas ajudam, aqueles que demonstram solidariedade não têm limites. Cuba, que o imperialismo ataca com toda sua ferocidade por ser diferente, por tomar o lado do povo que luta por sua liberdade, por enviar seus médicos, seus professores, seus profissionais, seus medicamentos a quem os pede, Cuba, a 1ª potência mundial em solidariedade, e os povos, estão a apenas um telefonema de distância, agora é o momento de mostrar que aqueles que receberam sem nenhum custo, querem o melhor para este povo que compartilha o que tem, não o que lhe sobra.

                             


A melhor maneira de dizer é fazer, foi o exemplo dado e escrito por Martí. A classe trabalhadora está em movimento, os intelectuais estão em movimento, os escritores estão em movimento, os cineastas estão em movimento, ensaístas, pintores, escultores, artistas, todos aqueles que representam com seu trabalho, a força que constrói o futuro está em movimento, Cuba é a fortuna da história humana, agora é o momento de demonstrar o sentimento de proximidade, de fraternidade com aqueles que compartilham tudo e que tiveram um infortúnio.

Não estamos falando do bloqueio, porque o imperialismo em sua terrível crueldade continua tentando matar o povo cubano, não estamos falando daquela minoria que roubou os bens do mundo para ter escravos para mandar contra aqueles que não se submetem e se ajoelham. Estamos falando ao povo, aos trabalhadores que são os amantes da justiça, do bem-estar social e da paz. Estamos falando àqueles que estão chocados com a explosão e o incêndio em Matanzas, Cuba, que tirou a vida de várias pessoas, talvez 16, e feriu centenas. O primeiro exemplo de humanidade e solidariedade internacional foi dado pelo México e Venezuela, que enviaram pessoal e equipamentos especializados de combate a incêndios para combater as chamas. Como se pode queimar por dentro em vez de se levantar da cadeira e honrar o reconhecimento que lhes é devido?

Será que pagarão por tanta arrogância, tanto insulto, tanto ódio por não poderem subjugar aqueles que se levantam com dificuldade, mas com dignidade?

Cuba, a primeira potência mundial de solidariedade, e os povos, estão ao alcance de um telefonema: agora é o momento urgente de agir com a máxima rapidez. Se os povos chamam, Cuba vem; se Cuba chama, os povos retribuem; é a unidade dos irmãos. Somente aqueles que não respeitam o povo não se levantam para mostrar humanidade.

5 de agosto, um raio, uma explosão, um incêndio, mortes, feridos, suspensão do fornecimento de eletricidade. O bloqueio é o pior ultraje, é a mais horrível sabotagem, a mais terrível, o maior genocídio que pode ser feito a um povo trabalhador, o povo que não deixa ninguém sem seu pão: o bloqueio é imperdoável, por isso todos os governos do mundo, mesmo os mais tíbios, o condenam na ONU ano após  outro, ... e o assassino não se levanta, não se levanta.

A solidariedade é o oxigênio para o povo. Deixo aqui a nota de um dos muitos endereços abertos para mostrar solidariedade com a irmã Cuba, estamos esperando por você:

ARRECADANDO AJUDA PARA ALIVIAR AS CONSEQUÊNCIAS DO TERRÍVEL INCÊNDIO QUE ASSOLA A CIDADE CUBANA DE MATANZAS

Cuba está lidando com as consequências de um incêndio de enormes proporções na zona industrial de Matanzas, causado por um raio em um de seus tanques de combustível.

Há pessoas desaparecidas, que estavam trabalhando nas instalações, e dezenas de pessoas feridas. O incêndio de 2 tanques afetados ainda está vivo na madrugada de 8 de agosto. Uma chuva ácida e cinzas estão caindo sobre a cidade de Matanzas.

De nossa amada ilha recebemos uma lista de medicamentos, suprimentos e equipamentos essenciais para atender às pessoas afetadas pelo acidente em Matanzas. O MESC, o movimento estatal de Solidariedade com Cuba, fez um chamado a todas as associações para uma coleta urgente de fundos para atender a essas necessidades.

Na Andaluzia, concordamos em depositar fundos na conta da Asociación de Amistad Hispano Cubana que é ES6614910001253000084949. Você também pode doar através da BIZUM para o número 699957768. O conceito é Matanzas. A coleta de doações de organizações ou indivíduos durará até 31 de agosto, e então o dinheiro será depositado na conta criada pelo Ministério do Comércio Exterior de Cuba.


https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/08/09/cuba-1a-potencia-mundial-de-solidaridad-y-los-pueblos-estan-al-alcance-de-una-llamada/

Tradução: Carmen Diniz/ Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

                                            


NT: No Brasil a conta correspondente para contribuir em especial para compra de medicamentos necessários :

CAMPANHA EMERGENCIAL DOS MÉDICOS E MÉDICAS BRASILEIROS  GRADUADOS EM CUBA PARA CONTRIBUIR COM OS FERIDOS PELO INCÊNDIO EM MATANZAS                                                                                                                                                                                                                                                    Câmara Empresarial Brasil Cuba

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(Favor enviar comprovante para Sr Vladimir Guilhamat- representante da Câmara Empresarial Brasil Cuba- pelo whatsapp  11-99976-9303 enviando o valor com o final 5 : R$ 0,05  para poder identificar a campanha.) Mais:https://bit.ly/3QoPaRN

                        


7 de ago. de 2022

QUEM TEM DOR, TEM PRESSA ! #Força, Matanzas !

                       

Estimadas amigas e amigos 

     A essa altura a maioria de nós já sabe da tragédia que se abateu sobre Cuba com um incêndio na província de Matanzas.  Em razão desse grave acidente, o Grupo de Médicos Brasileiros Graduados em Cuba inicia agora uma campanha emergencial que esperamos todas e todos se agreguem. O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba se une à Campanha no primeiro momento e convoca as pessoas solidárias do nosso país. 

   Desde sexta-feira há um incêndio de grandes proporções acontecendo em Matanzas (Cuba) que continua sendo debelado. Mais de uma centena de feridos estão internados em hospitais. Um grupo de médicos brasileiros e demais pessoas solidárias a Cuba inicia hoje uma campanha emergencial para enviar daqui do Brasil uma série de medicamentos como pomadas para peles queimadas, antibióticos e analgésicos necessários para o tratamento desses feridos. Por causa do bloqueio que os EUA impõe a Cuba há mais de 60 anos, há falta de medicamentos no país. Uma companheira que viaja a Havana este mês vai levar esta primeira leva de remédios.

  Por isso estamos iniciando hoje (7) uma campanha emergencial especialmente para minorar o sofrimento de pessoas que se encontram com queimaduras e precisam de pomadas e analgésicos para suportar as dores. Quem quiser contribuir, pedimos que usem as contas e pix abaixo fazendo um depósito usando o final do valor 0,05 para identificar a campanha. 5 foi o dia do acidente. 

Os dados:

                Câmara Empresarial Brasil Cuba

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                                     ou

                 depósito no Banco do Brasil

                agência 4770-8    C/C 13844-4

(Favor enviar comprovante para Sr Vladimir Guilhamat- representante da Câmara Empresarial Brasil Cuba- pelo whatsapp 11-99976-9303)                      

     Mais sobre o caso:

                            


    Por volta das 19:00 horas desta sexta-feira (5), devido a uma tempestade, um raio atingiu o tanque de armazenamento de petróleo bruto 52 na Base do Supertanques Matanzas, causando um incêndio. 

O tanque continha cerca de 26.000 metros cúbicos de petróleo bruto nacional, cerca de 50% de sua capacidade máxima, quando a intensidade do raio atingiu a cúpula da instalação, conhecida como o teto da cúpula geodésica.

Rigel Rodríguez, diretor da divisão territorial da Comercializador de Combustíveis Matanzas, explicou que foram imediatamente acionadas forças para apagar o fogo e impedir que as chamas chegassem a outros recipientes similares localizados na área. 

Com o uso de água e espuma, meios especializados do Ministério do Interior e das Forças Armadas Revolucionárias  organizaram forças para controlar e extinguir o fogo, que por sua vez causou uma grande coluna de fumaça, visível de qualquer lugar da cidade. 

Ajuda de países como Venezuela, México, Rússia, Nicarágua e Argentina entre outros continua chegando a Cuba com equipamentos e pessoas especializadas nesse tipo de acidente.

       Aqui umas imagens impactantes de um drone:

                               

                              https://twitter.com/PresidenciaCuba/status/1555801901144358912


Última atualização do Ministério da Saúde Pública de Cuba:

https://salud.msp.gob.cu/informacion-actualizada-sobre-el-estado-de-los-lesionados-en-el-accidente-en-la-base-de-supertanqueros-de-matanzas-2/


                 CUBA  NÃO ESTÁ SOZINHA !



5 de ago. de 2022

O TERCEIRO DA FOTO

                                       
 Por Juan Forn

Todos conhecemos a imagem: ela se tornou um ícone e até mesmo uma estátua, sendo que um de seus três protagonistas foi removido da estátua. Isto não é nem uma crítica nem uma denúncia: nós também removemos mentalmente da foto aquele homem magricelo de cabelos vermelhos que parecia estar emprestado na cena. O ano era 1968: o massacre de MyLai no Vietnã, o maio francês, os assassinatos de Martin Luther King e Bobby Kennedy nos Estados Unidos, os tanques russos pondo fim à Primavera de Praga, o massacre de Tlatelolco e, poucos dias depois, começaram as Olimpíadas, precisamente no México, com o sangue dos estudantes mortos ainda fresco. Na final da corrida de 200 metros, o pódio é ocupado por dois atletas negros americanos e um australiano, muito mais baixo e esmirrado do que eles. Os dois negros sobem para receber suas medalhas descalços e usando uma luva preta cada um, e quando o hino americano é tocado, abaixam a cabeça e levantam os punhos com luvas, fazendo a saudação dos Panteras Negras (eles também estavam descalços, em referência a seus irmãos de raça dos algodoais de  Louisiana, que não tinham o direito de usar sapatos). A foto deu a volta ao mundo: no reino da fraternidade ecumênica através do esporte, o protesto político estava fazendo sua entrada relâmpago. Quase meio século depois, um leitor me escreve, um desses leitores perspicazes que é uma bênção ter, e me pede para contar a história da foto e do menino branco nela emprestado: o australiano Peter Norman. Eu tinha oito anos em 1968, e tinha sido educado nos valores do Barão de Coubertin: ainda me lembro da consternação daquele episódio, mas, como o resto do mundo, eu não sabia nada sobre Peter Norman.

Os velocistas negros Tommie "Jet" Smith e John Carlos sabiam desde o início de 1968 que tinham uma chance segura de ganhar uma medalha: seus tempos estavam ficando cada vez melhores, não tinham rivais à vista, o ouro estava entre eles. Eles também eram membros de um grupo de atletas que tinham criado o OPCR (Programa Olímpico de Direitos Civis) que apoiava a luta contra a segregação racial. Diante do desdém do Comitê Olímpico por suas exigências, eles decidiram que quando subissem ao pódio, usariam um crachá da OPCR em protesto. Smith nasceu no Texas, o sétimo de onze irmãos, filho de um plantador de algodão. Carlos era do Harlem, filho de um sapateiro. Ambos tinham clareza sobre para quem estavam correndo. Nas rodadas preliminares eles passaram por cima de seus rivais e na final também estavam ambos na liderança, Carlos na frente e Smith batendo seus calcanhares até que nos últimos cinquenta metros ele ultrapassou seu colega e já estava levantando os braços quando viu pelo canto do olho o pequeno australiano Norman, que havia corrido toda a corrida na sexta posição, até ficar encurralado entre os dois.

Para compreender completamente a cena, deve-se dizer que Norman era quase vinte centímetros mais baixo do que os dois afro-americanos: cada passo deles era um passo e meio para ele. Entretanto, algo havia acontecido com ele desde sua chegada ao México: ele continuava melhorando seu tempo. Até então, eles não tinham conseguido igualar os de Smith e Carlos, mas agora o impossível estava acontecendo. Norman correu os 200m em 20.07, uma marca que ninguém havia conseguido antes. Ele forçou "Jet" Smith se superar nesses metros finais para se tornar o primeiro atleta do mundo a romper a barreira dos 20 segundos (ele marcou 19,86). Carlos ficou em terceiro lugar com seus 20.10.

No vestiário antes de pisar no pódio, Smith e Carlos confrontaram Norman e disseram a ele o que iriam fazer. O australiano veio de uma família de "salvos" (era assim que os voluntários do Exército de Salvação eram chamados em seu país). Quando Smith e Charles lhe perguntaram se ele acreditava nos direitos civis e na igualdade perante Deus, ele respondeu:

"Acredito que todo homem tem o direito de beber a mesma água. Eu acredito no que vocês acreditam". Ele então apontou para o crachá da OPCR e perguntou se eles tinham um para ele. Outro atleta americano lhe deu o seu. Smith e Carlos se perguntavam de onde tinha vindo este menino branco, pensando mais no que estavam prestes a fazer do que em sua medalha de prata. Na comoção, eles descobriram que haviam perdido um par de luvas. "Então, que cada um use uma", sugeriu Norman com praticidade.

Do pódio, eles não puderam apreciar plenamente o que estava acontecendo nas arquibancadas: o estádio inteiro ficou em silêncio quando, com as primeiras estrofes do hino, Smith e Carlos levantaram seus punhos com as luvas.

Ambos foram desclassificados e expulsos da Vila Olímpica assim que saíram do pódio (o atleta que deu o crachá a Norman também foi suspenso). Assim que eles voltaram para casa, os problemas começaram. Um deles acabou lavando carros no Texas, o outro carregando sacos no porto de Nova York. Insultos foram escritos nas suas portas, o telefone tocava todas as noites com ameaças anônimas. Foram mais de dez anos antes que eles pudessem voltar ao mundo do atletismo, primeiro como treinadores, depois como porta-vozes da igualdade no esporte.

Para Norman, foi pior. Na Austrália, as minorias raciais sofriam uma forma de discriminação mais silenciosa, mas igualmente cruel (o censo nacional de 1968 contava as ovelhas, mas não os aborígines). Expressar apoio à igualdade racial era condenar a si mesmo ao ostracismo. Ele não só teve dificuldades para continuar correndo, como também não conseguiu um emprego. Ele foi repetidamente convidado a pedir desculpas pelo episódio do México, mas recusou, e continuou a treinar para si mesmo e a postar tempos melhores que os de seus rivais. Nos quatro anos seguintes, ele bateu a marca dos 200m de qualificação treze vezes para ir aos Jogos Olímpicos de Munique em 1972, mas não foi convocado para a seleção nacional e, pela primeira vez na história dos Jogos, a Austrália não teve nenhum velocista nas finais dos 100m e 200m. Norman tentou se dedicar ao futebol profissional australiano, mas uma lesão no tendão de Aquiles o colocou à beira de perder sua perna devido à gangrena. Ele ficou viciado em analgésicos de prescrição médica, depois alcoólatra, depois se recuperou e tornou-se sindicalista e trabalhou em um açougue.

Ele usava sua medalha olímpica para trancar a porta de seu apartamento.

Quando foi anunciado que a Austrália iria sediar os Jogos em 2000, ele estava entusiasmado por ser incluído nas comemorações. Os organizadores de Sydney convidaram todos os medalhistas olímpicos australianos para o desfile no dia da abertura, mas Norman não só foi excluído do desfile, como nem mesmo lhe enviaram ingressos para o estádio. Foi o maior velocista da história australiana, mas era como se ele não existisse. Mesmo na estátua que havia sido erguida no campus em San Jose, Califórnia, comemorando o pódio do México 68, o segundo lugar estava vazio.

Ele morreu, sem remorsos, em 9 de outubro de 2006. Os então sexagenários Smith e Carlos viajaram para Melbourne e carregaram o seu caixão no funeral. A banda que acompanhou o cortejo tocou "Carruagens de Fogo". O sobrinho de Norman, Matt, havia feito um documentário sobre seu tio: ele não conseguiu obter financiamento em seu país de origem, mas conseguiu terminá-lo de qualquer forma. Depois de entrar no circuito do festival e receber meia dúzia de prêmios, o Comitê Olímpico declarou o dia 9 de outubro Dia Mundial do Atletismo. A marca de 20,07 permanece invicta na Austrália até hoje. Nenhum outro recorde no atletismo mundial durou tanto tempo.                                


 Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

 


4 de ago. de 2022

VERDADES CONTUNDENTES PARA OS QUE NÃO CREEM. #SolidaridadVsBloqueo

                                             

POR ARTHUR GONZALEZ.

   Para aqueles que não acreditam na guerra econômica, comercial e financeira travada pelos Estados Unidos contra Cuba a fim de derrubar o sistema socialista, basta lembrá-los do que a CIA afirma em um de seus documentos desclassificados:

 "..._A política atual dos EUA em relação a Cuba visa isolá-la do hemisfério ocidental e o resto do mundo livre e exercer a maior pressão possível para impedir a consolidação e a estabilização do regime castrista-comunista". 

O principal objetivo dos programas secretos anti-Castro é completar o isolamento econômico, político e psicológico do regime de Cuba em relação à América Latina e ao mundo livre .... 

 Estas medidas foram em grande parte responsáveis pelas atuais dificuldades econômicas de Castro, mas novas e eficazes  medidas de guerra econômica foram adotadas na Guerra Econômica".

 Aqueles que, influenciados pelas campanhas anti-cubanas nas redes sociais, pensam que estas  "são mentiras comunistas", então conheçam as leis ianques aprovadas para apertar o pescoço do povo cubano e tirem suas conclusões para saber onde está a verdade.

 Em 1960, o presidente dos Estados Unidos cancelou a importação do açúcar cubano , o primeiro passo de uma série de sanções econômicas que não param há 63 anos.

  Com base na disposição "emergência nacional", em outubro de 1960, o Presidente Eisenhower declarou um embargo parcial do comércio com Cuba, com base  na Lei do Comércio com o Inimigo (TWEA)_ de 1917, que proíbe qualquer tipo de transação comercial ou financeira,  incluindo remessas de dinheiro, viagens, transporte ou negócios, em tempo de guerra ou quando uma emergência nacional tiver sido declarada,  em relação a um país específico.

  Desde 1978, todos os presidentes dos EUA emitiram memorandos presidenciais que prorrogam por um ano a situação de "emergência nacional" a respeito de Cuba, tornando-o o único país do mundo sancionado por estas disposições do TWEA.

  Em 1961, o Congresso dos EUA aprovou a Lei de Cooperação Internacional, que na Seção 620  que proíbe toda ajuda a qualquer país comunista, incluindo Cuba e qualquer outro país que lhe dê ajuda. Esta Lei autoriza o Presidente dos Estados Unidos a "estabelecer e manter um embargo total a todo o comércio entre os Estados Unidos e Cuba".

   A Proclamação Presidencial 3447, em fevereiro de 1962, impôs o embargo a todo o comércio com Cuba, proibiu a importação para os Estados Unidos de todas as mercadorias de origem cubana e mercadorias importadas de ou através de Cuba  e de todas as exportações dos Estados Unidos para Cuba.

  Nos documentos da Operação Mangusto, aprovada pelo governo dos Estados Unidos em fevereiro de 1962 e desclassificada em 1989, se afirma:

  "O objetivo é ajudar os cubanos a derrubar o regime comunista em Cuba e instalar um novo governo sob o qual os Estados Unidos possam viver em paz, apoiado por uma GUERRA ECONÔMICA para induzir o regime comunista ao fracasso e a falhar em seu esforço para atender às necessidades do país, operações psicológicas  irão aumentar o ressentimento da população contra o regime,  e as de tipo militar darão ao movimento popular uma arma de ação para a sabotagem e a resistência armada em apoio aos objetivos políticos". 

   Em 1963, o governo dos Estados Unidos emitiu o Regulamento de Controle de Ativos de Cuba (CACR), sob a Seção 5.b  da Lei do Comércio com o Inimigo de 1917.

   O objetivo expresso das sanções é "isolar economicamente o governo cubano e privá-lo de dólares norte-americanos". Além disso, proíbe a exportação direta ou indireta de produtos, serviços e tecnologia dos EUA para Cuba.

   Para aqueles que violarem as sanções, receberão punições criminais que variam de 10 anos de prisão, multas para empresas de até um milhão de dólares e multas individuais de até 250.000 dólares. Penalidades civis podem ser impostas até $55.000.

    Em 1992, o Presidente George H. Bush aprovou a Lei da Democracia Cubana (Lei Torricelli), que proíbe as subsidiárias de empresas americanas de fazer negócios com Cuba, proíbe cidadãos norte-americanos de viajar para Cuba e proíbe o envio de remessas para o país.

  Insta os governos de outros países que têm relações comerciais com Cuba a restringir suas atividades comerciais e de crédito, e impõe sanções a qualquer nação que forneça ajuda a Cuba.

   A Lei de Liberdade Cubana e Solidariedade Democrática, (Lei Helms-Burton) foi aprovada em 1996 para fortalecer a guerra econômica.

    Em outubro de 2000,  aprovaram a Lei de Sanções Comerciais e Melhoria do Comércio (TSRA), que começou a relaxar a aplicação do bloqueio econômico e comercial, permitindo a venda de produtos agrícolas e medicamentos a Cuba por razões humanitárias.

   No entanto, desde 2005, as regulamentações americanas estabelecem que tais exportações devem ser pagas antecipadamente e concluídas antes que as mercadorias sejam enviadas para Cuba.

   As transações serão feitas através de bancos em um terceiro país e todas as exportações de alimentos e  produtos agrícolas para Cuba exigem uma licença de exportação ou reexportação.

A exportação de medicamentos e suprimentos médicos dos Estados Unidos exigem um certificado presidencial e verificações em Cuba pelas autoridades dos EUA. 

    A perseguição financeira dos bancos europeus por suas operações com Cuba é implacável e reforçada durante os anos 2009-2017 da administração de Barack Obama com multas sem precedentes.

Os dados oficiais do Departamento do Tesouro mostram que o  Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) impôs 56 multas durante este período, num montante total de 14.396 milhões 357.471 mil 471 dólares.

  Em julho de 2014, a OFAC impôs uma multa recorde de US$ 8,834 bilhões ao banco francês BNP Paribas. por violar as sanções contra Cuba. Como sanção colateral, o banco não foi autorizado a realizar operações em dólares durante um ano, especialmente  no setor de petróleo e gás.

   Recentemente, o Centennial Bank, que vinha realizando transações com a  Embaixada de Cuba em Washington desde 2017, através da aquisição do Stonegate Bank, que possui uma licença especial do Departamento do Tesouro para  administrar as contas com Cuba, cortou essas relações comerciais, sob o argumento do "apoio" cubano à Rússia e de "justificar" a invasão da Ucrânia.

   Estes elementos demonstram que a guerra econômica é real e foi criada para evitar que Cuba se desenvolva e que seu povo culpe o socialismo por suas dificuldades.

José Martí estava certo ao apontar:

"A ignorância é a garantia de uma má orientação política".   


https://www.cubainformacion.tv/la-columna/20220728/98413/98413-contundentes-verdades-para-quienes-no-creen

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba