17 de jan. de 2026

CUBA NÃO TEM QUE FAZER NENHUMA CONCESSÃO POLÍTICA, NEM ISSO JAMAIS ESTARÁ EM DISCUSSÃO EM UMA MESA DE NEGOCIAÇÕES. (discurso de Diaz-Canel)

                                     
Discurso proferido por Miguel Díaz-Canel Bermúdez, Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, na homenagem póstuma aos 32 combatentes mortos em combate na Venezuela, na Tribuna Anti-Imperialista José Martí, em 16 de janeiro de 2026, Ano do Centenário do Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz.


Honra e glória aos nossos heróis caídos em combate !

 

Membros da família;

 

Companheiros de armas e amigos dos nossos combatentes;

 

Compatriotas:

 

Em 3 de janeiro de 2026, na hora mais escura da madrugada, enquanto seu nobre povo dormia, a Venezuela foi atacada traiçoeiramente por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump.

Mais uma vez, agora em sua terra natal, a previsão de Bolívar de que "os Estados Unidos parecem destinados pela providência a atormentar a América com misérias em nome da liberdade" foi confirmada, assim como a advertência de Ernesto Che Guevara de que "No imperialismo não se pode confiar, nem um pouquinho assim, nada".

Os bombardeios e os sequestros foram a resposta dos Estados Unidos às declarações do presidente venezuelano, que horas antes havia se mostrado disposto a conversar sobre qualquer assunto.

Aquela foi uma manhã difícil para Cuba, pois foram recebidas as primeiras notícias do ataque traiçoeiro contra vários estados do país irmão, onde centenas de colaboradores cubanos atuam em missões.

Passaram-se horas amargas entre a indignação e o desamparo, após a notícia do sequestro do presidente Nicolás Maduro Moros e de sua esposa, Cilia Flores.

Aqueles de nós que têm os bravos agentes de segurança pessoal como parte de nossa família e conhecem sua disposição espartana para defender as vidas sob sua custódia, sabíamos, antes mesmo da confirmação, que eles se comportariam como titãs até em sua última batalha.

“Só por cima do meu cadáver é que eles poderão prender ou assassinar o Presidente”, declarou mais de uma vez o Primeiro Coronel Humberto Alfonso Roca, chefe do pequeno grupo de cubanos que naquela manhã protegeram o casal presidencial ao custo das próprias vidas

Eles, juntamente com os combatentes das Forças Armadas Revolucionárias que também tombaram sob o bombardeio dos atacantes, personificam em seus admiráveis ​​registros de serviço todas as qualidades que distinguem os heróis, os heróis cubanos!

Dessa forma, transcenderam as fronteiras nacionais para se tornarem paradigmas da história das lutas por uma América unida, um sonho ainda não realizado por Bolívar e Martí.

Os sagrados restos mortais de nossos 32 compatriotas retornaram ontem para casa, como eternos soldados da integração que devemos a nós mesmos. Eles são a única medida possível da coragem e do caráter dos cubanos, leais a uma irmandade forjada desde os tempos de Bolívar, exaltada por Martí e já lendária pela estreita relação entre Fidel e Chávez, líderes da integração regional, que em poucos anos levaram alfabetização, restauraram a visão e levaram serviços médicos e educacionais a milhões de venezuelanos e outros habitantes da nossa América Latina e Caribe.

Os promotores do ataque e sequestro do presidente Maduro e de sua esposa, recorrendo aos métodos mais abomináveis ​​do fascismo, teceram uma densa nuvem de mentiras e difamações contra os líderes bolivarianos antes de se lançarem covardemente sobre a Venezuela. 

Desconsiderando abertamente os limites do Direito Internacional, que até então garantia um mínimo de coexistência civilizada entre as nações, o atual governo dos EUA abriu as portas para uma era de barbárie, pilhagem e neofascismo, independentemente de tudo o que isso possa significar em termos de mais guerras, destruição e mortes.

A notícia do ataque nos abalou profundamente. Há mais de 25 anos, Cuba e Venezuela compartilham ideais e esforços em prol de um mundo melhor, comprometidos com a busca da justiça plena por meio do socialismo, mas cada país com seus próprios métodos e realidades distintas.

Somente aqueles que desconhecem o valor da amizade, da solidariedade e da cooperação forjadas entre os povos podem confundir a relação entre cubanos e venezuelanos com uma mera transação comercial ou uma troca vulgar de produtos e serviços.

Acima de tudo, cubanos e venezuelanos são irmãos!

Doar nosso próprio sangue e até mesmo nossas vidas por uma nação irmã pode surpreender alguns, mas não os cubanos.

Autoridades estadunidenses reconheceram com espanto, mas também com admiração incontida, a bravura desse pequeno grupo de homens que, em notável desvantagem numérica e de poder de fogo, ofereceram feroz resistência aos sequestradores, chegando a ferir vários de seus homens e, até onde sabemos hoje, inutilizando parcialmente um de seus meios de transporte.

Por mais que insistam em glorificar seus soldados camuflados com capacetes, coletes à prova de balas e óculos de visão noturna, superprotegidos por aviões, helicópteros e enxames de drones, em meio a apagões intencionais, o ataque dos terroristas da Delta não foi o passeio no parque que eles venderam ao mundo.

Um dia saberemos toda a verdade, mas nem mesmo Trump conseguiu negar que vários atacantes ficaram feridos.

Nossos bravos combatentes, armados com armas convencionais e sem nada além de sua moral e lealdade à missão que cumpriam, lutaram até a morte e derrotaram seus adversários!

Nenhum deles era um super-homem; eram soldados honrados, formados na escola ética de Fidel e Raúl, no patriotismo, no anti-imperialismo e na unidade; herdeiros dos ideais de Antonio Maceo, que imortalizou Baraguá com sua recusa corajosa em negociar uma paz sem liberdade, e de Juan Almeida, que gritou sob uma chuva de balas, no meio de um remoto canavial: “Aqui ninguém se rende!!”

O atual imperador da Casa Branca e seu infame Secretário de Estado não pararam de nos ameaçar. "Não acho que seja possível exercer muita pressão adicional", disse Trump, em um reconhecimento tácito dos níveis extremos a que o bloqueio imposto a Cuba por mais de seis décadas se intensificou.

“Entrar e destruir o lugar” é o que, segundo a visão imperialista deles, resta para nos subjugar. Essa frase grotesca, que provocou profunda indignação no povo cubano, só pode ser interpretada como uma incitação a um massacre impiedoso por um país que jamais fomentou o ódio contra outro.

O patriotismo cubano foi expresso muito cedo por Martí em Abdala: “Amor, mãe, pela pátria/ Não é o amor ridículo pela terra, / Nem pela grama que nossos pés pisam;/ É o ódio invencível por aqueles que a oprimem, / É o ressentimento eterno contra aqueles que a atacam”.

O povo cubano não é anti-imperialista por natureza. O imperialismo nos tornou anti-imperialistas. Mas não apenas Cuba, o mundo inteiro se tornará cada vez mais anti-imperialista como resultado deste ataque a todas as normas internacionais, desta afronta à inteligência e à dignidade humana, deste ato de arrogância criminosa pelo qual um Estado soberano é atacado por um império que despreza o resto do mundo.

Todas as vitórias do povo cubano estão ligadas à força de sua unidade. Sempre que as forças patrióticas se dividiram, perdemos. Sempre que se uniram, triunfamos. Os inimigos da nação sabem disso muito bem, e é por isso que tentam quebrar essa unidade.

Suas ameaças atuais nos lembram as feitas por quase todas as administrações estadunidenses controladas pelos chamados Falcões, defensores da guerra. Será que os Falcões de hoje sabem que a estratégia revolucionária de defesa conhecida como Guerra Popular nasceu em resposta às piores ameaças de outros Falcões? Será que sabem o quanto seus antecessores belicistas investiram na "era pós-Castro", depois de fracassarem em todas as tentativas de destruir uma liderança indestrutível?

Nos últimos dias, jovens têm compartilhado nas redes sociais a anedota sobre a barracuda, relatada por Fidel Castro. Ele conta como, nadando debaixo d'água, viu uma barracuda vindo em sua direção e sua primeira reação foi recuar; mas rapidamente reconsiderou e mergulhou em direção ao peixe agressivo, que desapareceu de vista. É assim que se deve agir contra o império, que é barracuda, piranha, tubarão e verme. Mas insisto e reitero um fato: foram jovens cubanos que fizeram esse vídeo viralizar nas redes sociais.

Eis-nos aqui, não apenas um, mas milhões de continuadores da obra de Fidel, Raúl e sua geração heroica. Teriam que sequestrar milhões ou nos apagar do mapa, e mesmo assim, o fantasma deste pequeno arquipélago, que tiveram de pulverizar porque não conseguiram subjugá-lo, os assombraria para sempre.

Não, senhores imperialistas, não temos medo nenhum de vocês! E não gostamos de ser ameaçados, como disse Fidel! Vocês não nos intimidarão!

Assim como os juncos entrelaçados no centro do escudo, a unidade é a arma mais poderosa da nossa Revolução.

Caros compatriotas: 

Vários companheiros que estavam na linha de frente já voltaram para casa, seus corpos crivados de estilhaços como medalhas de bravura. Um deles, o tenente-coronel Jorge Márquez, foi quem atingiu um helicóptero e sabe-se lá quantos tripulantes. Ele fez isso disparando sua metralhadora antiaérea, apesar de estar ferido e sangrando profusamente da perna.  

Coragem é a palavra que todos usam para descrever o confronto com os agressores. E mencionam o Primeiro Coronel Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez, que liderou a tentativa de resgate do primeiro caído, até ser atingido por um drone inimigo: “Fui ferido. Viva Cuba! ” foram suas últimas palavras.

Quando parece que o mundo está enterrando até mesmo sua última utopia, que o dinheiro e a tecnologia estão acima de todos os sonhos humanos, que a humanidade está exausta, nesse exato momento, 32 bravos cubanos oferecem suas vidas e se tornam maiores que a própria vida, em uma batalha feroz até a última bala! Até o último suspiro! Não há inimigos capazes de intimidar tamanho heroísmo!

A juventude promissora da maioria dos que tombaram em combate traz à mente os versos de Martí aos oito estudantes de medicina assassinados pela metrópole espanhola em 1871: “Amados cadáveres, vós que um dia/ Fostes os sonhos da minha pátria”. Tudo o que sabemos sobre suas histórias pessoais, sobre o amor e a bravura que marcaram seus atos, sobre o compromisso, a dedicação e o altruísmo com que foram à batalha, torna a dor ainda mais pungente; uma dor que não diminui, mas antes exalta ainda mais o patriotismo e a generosidade dos cubanos. Hoje, a insuperável definição de Martí de que “Pátria é humanidade” tem 32 novos rostos, 32 novas histórias.

Eles não apenas defenderam a soberania da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores; defenderam a dignidade humana, a paz e a honra de Cuba e da nossa América. Foram a espada e o escudo dos nossos povos contra o avanço do fascismo. E serão para sempre um símbolo, uma prova de que nenhum povo é insignificante quando sua dignidade é tão inabalável!

Obrigado pela coragem e pelo exemplo, companheiros!

Hoje, abraçamos seus entes queridos: mães, pais, esposas, filhos, netos, irmãos, avós, seus camaradas de armas e seus amigos. "A dor não é compartilhada", disse o Comandante-em-Chefe na cerimônia em memória dos mártires de Barbados. "A dor se multiplica. (...) E quando um povo corajoso e vigoroso chora, a injustiça estremece!"  Silvio cantou então: "Que a injustiça estremeça quando o valente povo de Fidel chorar."

Cuba não ameaça nem desafia! Cuba é uma terra de paz! Foi aqui em Havana, e por iniciativa de Cuba, que há doze anos, durante a Segunda Cúpula da CELAC, a América Latina e o Caribe foram proclamados Zona de Paz, uma conquista brutalmente interrompida pelo ataque fascista na Venezuela.

Este compromisso com a paz em nada diminui nossa prontidão para lutar em defesa da soberania e da integridade territorial. Caso sejamos atacados, lutaremos com a mesma ferocidade que nos foi legada por gerações de bravos combatentes cubanos, desde as guerras de independência no século XIX, passando pela Sierra Maestra, a resistência clandestina e a África no século XX, até Caracas neste século XXI. Não há possibilidade de rendição ou capitulação, nem de qualquer tipo de acordo baseado em coerção ou intimidação.

Cuba não precisa fazer concessões políticas, e isso jamais estará em discussão nas negociações para alcançar um entendimento entre Cuba e os Estados Unidos. É importante que eles entendam o seguinte: sempre estaremos abertos ao diálogo e à melhoria das relações entre nossos dois países, mas em termos de igualdade e com base no respeito mútuo. Tem sido assim por mais de seis décadas. A história não será diferente agora. 

Ao império que nos ameaça, dizemos: Cuba são milhões! Somos um povo pronto para lutar, se atacado, com a mesma unidade e ferocidade dos 32 cubanos que tombaram em 3 de janeiro.

 

Meus compatriotas:

 

Marchemos juntos! E diante da memória de seu exemplo heroico, juremos:

 

PÁTRIA OU MORTE !

 

VENCEREMOS !


Havana, 16 de janeiro de 2026

                                                         


https://cubaenresumen.org/2026/01/16/cuba-no-tiene-que-hacer-ninguna-concesion-politica-ni-eso-jamas-estara-en-una-mesa-de-negociaciones/

https://cubaminrex.cu/es/discurso-pronunciado-en-el-acto-de-homenaje-postumo-los-32-combatientes-caidos-en-combate-en

Trad: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

                                 


11 de jan. de 2026

EXPLIQUEM A TRUMP QUE CUBA NÃO SE ALIMENTA DE MEDO.

Foto: Yaimi Ravelo 

Expliquem a Trump que Cuba não se alimenta de medo.

Por Hedelberto López Blanch*

     O desespero em compreender que o império estadunidense está em declínio devido ao surgimento de um mundo multipolar, à perda do dólar como principal moeda de reserva internacional e à crise econômica que paira como a espada de Dâmocles sobre Washington, alimentaram a arrogância e a periculosidade do presidente condenado Donald Trump e seus assessores.

      Desde que chegou à Casa Branca, a cópia estadunidense de Adolf Hitler pressionou para assumir o controle do Canal do Panamá; bombardeou a Venezuela e sequestrou ilegalmente o presidente Nicolás Maduro para roubar seu petróleo; ameaçou invadir e tomar a Groenlândia para coagir militarmente a Rússia; afirmou que transformaria o Canadá no 51º estado dos Estados Unidos e ameaçou subjugar Cuba caso não cedesse à sua chantagem.

    Parece que o Hitler americano do século XXI desconhece a história da independência de muitos países, e especificamente de Cuba, cujos Mambises** lutaram bravamente contra o colonialismo espanhol; mais tarde, os rebeldes liderados por Fidel Castro derrubaram a ditadura de Fulgencio Batista imposta por Washington; em 1961, derrotaram a invasão militar organizada pelos Estados Unidos nas areias da Praia Girón, e durante 67 anos, seu povo e seus líderes enfrentaram o mais longo bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelas diversas administrações ianque.

     Trump desconhece o discurso de Fidel Castro na Praça da Revolução em 20 de dezembro de 1980, quando ele respondeu às ameaças do então presidente Ronald Reagan:

"Deixamos bem claro ao Sr. Reagan que não temos medo de suas ameaças, porque, é claro, há algo que não gostamos, e não gostamos de ser ameaçados; não gostamos de ser intimidados, não gostamos disso. Além disso, nosso povo há muito tempo perdeu o conceito de medo; nosso povo há muito tempo perdeu a ideia do que é o medo", declarou ele.                 


    Agora, nos primeiros dias de janeiro, após o ataque à Venezuela, Trump intensificou suas ameaças contra Cuba. A mais recente veio no domingo, 11 de janeiro, quando ele disse: “Não haverá mais petróleo nem mais dinheiro para Cuba. Zero! Eu insisto para que vocês façam um acordo antes que seja tarde demais”. E então, como de costume, acrescentou uma série de mentiras contra o governo cubano.

     O presidente Miguel Díaz-Canel, em sua conta no Twitter, refutou imediatamente o presidente condenado e declarou: Trump “não tem autoridade moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente nada, aqueles que transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. Aqueles que hoje estão histericamente descarregando sua raiva contra nossa nação o fazem por indignação com a decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”, afirmou.

   Díaz-Canel reiterou que "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca; tem sido atacada pelos Estados Unidos há 67 anos, e não ameaça; prepara-se, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue."

    Por sua vez, o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em mensagem divulgada no X, reafirmou: "Ao contrário dos Estados Unidos, não temos um governo que se preste a atividades mercenárias, chantagem ou coerção militar contra outros Estados."

    Washington, acrescentou ele, comporta-se como "uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança, não só em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo".

    Ele também enfatizou que o país tem o direito absoluto de importar combustível de mercados dispostos a exportá-lo, bem como de exercer seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos.

     Por todas essas razões, os assessores precisam explicar a Trump que Cuba não se alimenta de medo!

(*) Jornalista cubano. Escreve para o jornal Juventud Rebelde e para o semanário Opciones. É autor de “Emigração Cubana para os Estados Unidos”, “Histórias Secretas de Médicos Cubanos na África” e “Miami, Dinheiro Sujo”, entre outros. 

https://cubaenresumen.org/2026/01/11/expliquenle-a-trump-que-cuba-no-come-miedo/

 @comitecarioca

NT: ** mambises: guerrilheiros cubanos que lutaram no século XIX pela independência de suas nações contra o domínio colonial espanhol. 

8 de jan. de 2026

UM "APERITIVO" DO LIVRO DE HEDELBERTO LÓPEZ SOBRE MARCO RUBIO, O MITOMANÍACO INCONTROLÁVEL- VERSÃO BRASILEIRA

Foto: Ares

                        O MITÔMANO MARCO RUBIO

Autor: Hedelberto López Blanch | internet@granma.cu

O Secretário de Estado dos EUA personifica a crise moral das elites do império.

Marco Rubio, um estadunidense de ascendência cubana e Secretário de Estado dos EUA, caracterizou-se ao longo de sua carreira política pela falta de ética, escândalos de corrupção, uma tendência à mitomania, posições de extrema-direita e sua obsessão doentia em derrubar nações progressistas e soberanas da América Latina, principalmente Cuba, Venezuela e Nicarágua, e também contra os governos atuais do Brasil, Colômbia e México.

Como escreveu o Herói da República de Cuba, René González Sehwerert, no prólogo do livro Rubio, um mitômano incontrolável, a obra "poderia ter sido intitulada Marco Rubio, um homem de seu tempo, o pior de seu tempo".

Ele nasceu em Miami em 28 de maio de 1971, filho de pais cubanos que emigraram para os Estados Unidos durante um período turbulento em Miami, quando drogas, ataques e intolerância a qualquer coisa dita em favor da Revolução eram desenfreados. Os Estados Unidos haviam criado uma comunidade imigrante à qual concederam todo tipo de privilégios para contrabalançar Cuba, enquanto simultaneamente intensificavam o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha.

Para entender esse ambiente, Manuel Giberga, o cubano-americano de mais alto escalão entre os emigrantes da ilha na época, como assessor do diretor do Departamento Federal de Narcóticos, afirmou em entrevista à revista Réplica que "uma máfia no estilo da de Al Capone estava sendo forjada em Miami".

Uma das primeiras inverdades de Rubio foi registrada em sua biografia oficial no Senado, na qual ele afirmou que seus pais fugiram de Cuba depois que Fidel Castro assumiu o poder em 1959. E em uma entrevista na televisão, ele enfatizou: "Meus pais perderam tudo: sua casa, sua família, seus amigos, até mesmo seu país. Mas eles também encontraram algo: os Estados Unidos."

Em outubro de 2011, a mentira começou a ser exposta em diversos veículos de comunicação, como o The Washington Post, que, utilizando documentos oficiais, revelou que, ao longo de sua carreira política, ele sempre afirmou ser filho de exilados do regime de Castro — uma alegação que ele insistiu em manter durante sua última campanha para o Senado dos EUA e que, até recentemente, constava em sua biografia oficial no site do Senado. Essa falsidade foi essencial para conquistar o apoio da população de extrema-direita de Miami.

A vida desse homem também está intimamente ligada ao tráfico de drogas. Quando ele tinha 16 anos, seu cunhado, Orlando Cicilia, foi preso em 1987 por tráfico de uma enorme remessa de drogas, avaliada em 15 milhões de dólares. Cicilia morava com Bárbara, irmã de Rubio, bem perto da casa onde Marco morava com os pais. No julgamento realizado em 1989, Rubio, então com 18 anos, recusou-se a depor sobre se ele ou sua família haviam recebido dinheiro de Cicilia.

O traficante de drogas, que foi condenado a 25 anos de prisão, foi libertado 12 anos depois, após um acordo judicial com a promotoria. Seu cunhado, que já era membro da Câmara dos Representantes da Flórida, usou sua posição para obter uma licença imobiliária para Cicilia. Essas conexões intrincadas fizeram com que ele fosse conhecido em Miami como Narco Rubio (Barão das Drogas Louro).

Para reafirmar sua "vocação" narco-corrupta, influenciou Trump a conceder recentemente o indulto ao traficante de drogas e ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que estava preso nos Estados Unidos com uma pena de 45 anos, imposta por juízes do distrito sul de Nova York, pelo crime de exportar e introduzir 400 toneladas de cocaína em território americano.

Após sua libertação e na sequência da condenação internacional da absolvição de Hernández, o próprio Trump afirmou não saber muito sobre quem o homem realmente era. Claro que Rubio o conhecia bem, como relata a revista canadense Vice, já que recebeu mais de US$ 600.000 para financiar suas campanhas eleitorais por meio da empresa bgr Group. O então senador Rubio chegou a Honduras em 2018, posou para fotos, abraçou Hernández e, em uma coletiva de imprensa em Tegucigalpa, elogiou o presidente "por sua luta contra o narcotráfico". O bgr Group foi contratado em Nova York para reabilitar a imagem do ex-presidente.

Durante sua presidência na Câmara dos Representantes da Flórida, de 2007 a 2009, ele foi investigado por operações fraudulentas e enriquecimento ilícito às custas do Estado, por usar esse dinheiro para despesas pessoais, mas, como sempre acontece em Miami quando uma figura pública tem amigos poderosos e capital abundante, a acusação foi arquivada.

A relação de Rubio com o ex-congressista federal David Rivera também tem um longo histórico de corrupção e lavagem de dinheiro. Os dois compraram uma casa em Tallahassee para coordenar suas atividades ilícitas e auxiliaram no roubo da empresa venezuelana Citgo, subsidiária americana da PDVSA, que foi entregue ao "presidente fantasma" Juan Guaidó. Rivera foi preso em dezembro de 2022 e absolvido no dia seguinte, como costuma acontecer em Miami com criminosos ricos.

Os laços do atual Secretário de Estado dos EUA com a Associação Nacional de Rifles (NRA) são bem conhecidos. Ele recebeu mais de quatro milhões de dólares da NRA, o que o obriga a defendê-la sob quaisquer circunstâncias.

Por exemplo, quando ocorreu o massacre em 2 de dezembro de 2015 em San Bernardino, Califórnia, onde 14 pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas, o então senador Rubio imediatamente saiu em defesa da ANR e, durante um evento de campanha, declarou: "Fui comprar uma pistola no dia 24, véspera de Natal, uma arma, e tanto eu quanto minha esposa temos armas desse tipo."

O homem a quem Donald Trump, em um debate da campanha presidencial, chamou desdenhosamente de "Marquito", é conhecido como um sionista convicto, e a resposta para essa definição é dada pelo lobby judaico em Washington, especialmente pelo Comitê de Assuntos Públicos Israel-Americano (AIPAC), que lhe doou grandes quantias de dinheiro e o apoia incondicionalmente em suas campanhas políticas.

Rubio promoveu e apoiou o genocídio e o extermínio de palestinos na Faixa de Gaza, e foi um dos primeiros a telefonar para Benjamin Netanyahu e a visitar Israel em abril e novembro de 2023, para oferecer seu apoio total ao primeiro-ministro sionista.

Desde que chegou à Câmara dos Representantes da Flórida em 2000, ele iniciou uma campanha de propaganda implacável contra Cuba. A partir de então, apresentou e copatrocinou projetos de lei contra o governo cubano. Como senador durante o primeiro mandato de Trump, e com o apoio de outro ex-senador pouco conhecido, Bob Menendez, impôs 240 sanções — ou melhor, atos de extorsão — contra Cuba.   Ao se tornar Secretário de Estado, intensificou sua infame propaganda contra as missões médicas cubanas no exterior e contra os países que as acolhem.

Ao escrever o epílogo do livro Rubio: Um Mitômano Incontrolável, o presidente da Casa de las Américas, Abel Prieto Jiménez, afirmou: “Esta obra é muito útil para compreender o que Martí chamou de ‘os venenos da alma que mancham a natureza dos Estados Unidos’. Ele se referia à ganância, à adoração do dinheiro, à falta de ética, ao uso descarado da mentira, ao oportunismo e à corrupção dos políticos. A crise moral das elites do império, e particularmente daquelas em Miami, está sintetizada no personagem retratado nas páginas desta obra. ”

 

https://www.granma.cu/mundo/2026-01-07/el-mitomano-marco-rubio-07-01-2026-21-01-56


Trad: @comitecarioca 

NT: Em breve, o livro de Hedelberto traduzido e editado sobre "Narco" Rubio.....



7 de jan. de 2026

E NESSES TRISTES DIAS, EM MEIO A TANTA BARBÁRIE E INSENSATEZ, UM "SOPRO" DE SOLIDARIEDADE, HUMANIDADE E GRATIDÃO A QUEM SEMPRE NOS APOIOU. VIVA A AMÉRICA LATINA ! VENCEREMOS !! (+fotos e video) 'Bóra' esperançar !

💞                           

O governo brasileiro enviará insumos para pacientes que realizam diálise — tratamento para compensar o funcionamento dos rins na filtragem do sangue — na Venezuela. A informação veio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa realizada hoje (5).

“Nós estamos buscando mobilizar, com as nossas estruturas do SUS, com empresas privadas no Brasil, insumos para diálise e medicamentos, e vamos dar esse apoio para o povo venezuelano que teve seu centro de distribuição atacado”, afirmou Padilha.

De acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o bombardeio realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela destruiu um centro de distribuição de medicamentos e de tratamento de pacientes renais no estado de La Guaira.

Padilha ressalta que o apoio ao país vizinho é uma parceria humanitária. “A gente não pode esquecer que quando teve um colapso de oxigênio em Manaus, vieram 135.000 m³ de oxigênio da Venezuela para salvar o povo brasileiro”, lembra o ministro.

Em 2021, em um dos momentos mais críticos da pandemia da covid-19, o governo venezuelano se articulou com o governador do Amazonas, Wilson Lima, para efetivar o envio de caminhões com os tubos de oxigênio. O governo federal, então sob o comando de Jair Bolsonaro (PL), se negou a aceitar ajuda da Venezuela na época.

Leia no #BrasildeFato 📲 https://bit.ly/49lHWZU


                                        RECORDAR É VIVER:


Quando o mundo parou por causa da Pandemia e no Brasil Bolsonaro dizia que não iríamos parar por causa de uma "gripezinha"; quando ele negou vacina e até itens de primeira necessidade como máscaras, álcool em gel; quando um leigo como ele administrava Cloroquina e o CFM virava o rosto e não o desmentiu, começamos a cair! Não tínhamos dinheiro, a fila do osso imperava, pessoas correndo atrás do caminhão de lixo em busca de restos era o nosso "novo normal". Manaus, duramente atingida pela transmissão do vírus, anunciava pelas mídias que não havia mais oxigênio. O Brasil aterrorizado encontrou alívio quando o Presidente Maduro comunicou que estava enviando cilindros de oxigênio em caráter de urgência. Nós nunca vamos esquecer em 17/01/2021 daquela "noite feliz". Após tantos sofrimentos, a Venezuela nos abraçava de longe com os cilindros de oxigênio. Portanto, foi por justiça humanitária. Se Maduro é ou não Ditador, não compete a nós julgar. É uma questão do povo venezuelano. Mas hoje estamos aqui para lembrar que NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM! O Congresso Estadunidense que se vire, mas liberte o Presidente Maduro e sua esposa; respeite a Soberania e o direito de autodeterminação do povo venezuelano; respeite a economia e a terra que não lhe pertence. Essa "Doutrina Monroe" colonizadora não tem mais lugar nesse mundo. Se o indescritível aconteceu com a Venezuela, e se o Congresso Estadunidense não impedir os "afãs" do Presidente que eles elegeram, serão cúmplices! E que os líderes mundiais se pronunciem. Trump é uma bússola sem direção - não é possível prever o País ou Continente que ele vai atacar. Pode até ser na Europa, ou, "se der na telha", atacar um aliado como Israel!

Vídeo via @hilde_angel 💥 Oxigênio da Venezuela atravessando a fronteira de Santa Elena de Uairén (VEN) com Pacaraima (BRA).

       Mais apoio dos "hermanos" da Venezuela quando Lula foi preso :

                            

Mesmo antes de Lula se entregar à Polícia Federal (PF), Maduro se dirigiu ao povo venezuelano em um ato público e proclamou: "Lula livre!". (Foto: Assembleia Internacional dos Povos)


Maduro lutou por “Lula livre”; Lula tem o dever de retribuir e exigir liberdade para Maduro

Maduro não se limitou às notas de repúdio nem a denúncias inúteis na ONU, e quando finalmente Lula conquistou a tão batalhada liberdade, o presidente venezuelano comemorou com sorrisos, aplausos e gritos: “Viva Lula”


@comitecarioca21


28 de dez. de 2025

PORQUE O TAL ACORDO MERCOSUL - UNIÃO EUROPEIA NÃO TRAZ NADA DE BOM PARA O BRASIL.


                                            

           O ativista político brasileiro João Pedro Stédile opina que o acordo entre o Mercosul e a UE é um erro e de pouca importância para a nação brasileira.                                                    por:  @telesurtv


Jorio Dauster: ‘Chegou a hora de dar um basta nessa negociação com a União Europeia’

Embaixador do Brasil nos anos 1990 defende que o Brasil deve deixar de lado as negociações com os países europeus e voltar a atenção para países da Ásia, que crescem mais que a média mundial e precisam de alimentos


Embaixador do Brasil junto à União Europeia entre 1991 e 1999, Jorio Dauster, 88 anos, entende que o bloco europeu perdeu relevância e que é hora de o Mercosul dar um basta na negociação do acordo comercial que, diz, se arrasta há 30 anos. O governo Luiz Inácio Lula da Silva queria que a assinatura ocorresse durante a cúpula do bloco, marcada para este sábado, 20, em Foz do Iguaçu (PR). Só que pressões de alguns países europeus adiaram a votação no Parlamento. Em entrevista exclusiva ao PlatôBR, Dauster disse que países com maior produção agrícola, como França, Bélgica, Holanda e Itália, têm feito exigências inaceitáveis.


Acordo União Europeia-Mercosul: as razões da França


                                    


Por LISZT VIEIRA*

O temor de importar desmatamento e produtos com agrotóxicos proibidos une os camponeses franceses contra o acordo, visto como economicamente injusto e ambientalmente hipócrita

1.

Não encontrei em nossa mídia comercial ou alternativa uma explicação razoável da rejeição desse acordo pelos agricultores franceses. Parece que não querem divulgar o ponto de vista dos produtores agrícolas na França.

Os agricultores franceses se opõem ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul principalmente por razões econômicas, ambientais e sociais. Alegam concorrência desleal. Temem a entrada em grande escala de produtos do Mercosul a preços mais baixos, como carne bovina, frango, açúcar, etanol e soja.

Isso acontece porque os custos de produção no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai são menores e a legislação trabalhista, sanitária e ambiental é menos rigorosa do que na União Europeia. Isso levaria à queda de preços no mercado europeu e redução da renda agrícola, num setor que já vive dificuldades crônicas.

Dizer menos rigorosa é um eufemismo. É sabido que o Brasil envenena sua produção agrícola com agrotóxicos proibidos na Europa. Mas o governo Lula e os partidos que o apoiam ainda não descobriram que agrotóxico é nocivo à saúde. E a direita lambe as botas do agronegócio.

Os agricultores europeus precisam cumprir normas rígidas sobre uso de agrotóxicos, bem-estar animal, rastreabilidade e proteção ambiental e muitos desses padrões não são exigidos no Mercosul. Os camponeses dizem: “Somos obrigados a produzir caro e limpo, enquanto importamos produtos feitos com regras mais flexíveis”.

2.

Os sindicatos agrícolas afirmam que o acordo incentiva a expansão da pecuária e da soja no Mercosul, contribui indiretamente para o desmatamento e contradiz os compromissos climáticos europeus. Daí o slogan frequente nos protestos: “Não queremos importar desmatamento”.

O acordo é rejeitado por todo o setor agrícola que já enfrenta endividamento elevado, envelhecimento dos agricultores, fechamento de pequenas propriedades e pressão de supermercados por preços baixos. Muitos camponeses sentem que estão sendo sacrificados em nome do livre-comércio, enquanto a indústria e os serviços seriam os verdadeiros beneficiados. O número de estabelecimentos agrícolas na França baixou de 1,4 milhões em 1980 para 416 mil atualmente.

A França valoriza fortemente a agricultura como parte da sua identidade nacional. Assim, essa oposição não é só dos sindicatos agrícolas: os partidos de esquerda, ambientalistas e setores da direita também criticam o acordo. E vários governos franceses, de diferentes tendências políticas, já expressaram reservas ou bloqueios.

Assim, os camponeses franceses são contra o acordo União Europeia-Mercosul porque o consideram como economicamente injusto, ambientalmente contraditório e socialmente destrutivo para a agricultura familiar europeia.

*Liszt Vieira é professor de sociologia aposentado da PUC-Rio. Foi deputado (PT-RJ) e coordenador do Fórum Global da Conferência Rio 92. Autor, entre outros livros, de A democracia reage (Garamond). [https://amzn.to/3sQ7Qn3]

De: https://aterraeredonda.com.br/acordo-uniao-europeia-mercosul-as-razoes-da-franca


Brasil: superar o fazendão

Acordo Mercosul-UE pode aprofundar a reprimarização brasileira e a subordinação geopolítica, afinal, recursos hídricos para implantação de data center e reservas de terras raras do país são cobiçados. Para freá-lo, o exemplo europeu: mobilização dos trabalhadores.    Mais: https://outraspalavras.net/descolonizacoes/brasil-superar-o-fazendao/


E aqui no programa BRASIL NO MUNDO,  com Cristina Serra entrevistando  Juliane Furno, na  TV Brasil.  A primeira parte do programa foi analisando o acordo Mercosur-UE  e todos críticos ao acordo:

 

                                                 https://www.youtube.com/live/UxiaJcCqVdY


Declaração urgente da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade pela libertação imediata de Mohammad Faraj.

                                     

A Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade denuncia a detenção arbitrária e totalmente injustificada do jornalista Mohammad Faraj, membro do veículo de comunicação panárabe Al Mayadeen, que permanece desaparecido após ter sido separado de sua família por policiais no Aeroporto Internacional Rainha Alia, na Jordânia.

Isso constitui uma grave violação dos direitos humanos e um ataque direto à liberdade de imprensa, com o intuito de silenciar vozes comprometidas com a verdade e com as lutas do povo. A falta de informações oficiais sobre seu paradeiro e estado de saúde aumenta a preocupação e nos obriga a exigir respostas imediatas e sua libertação incondicional.

Essa ação não pode ser interpretada como um incidente isolado: faz parte de uma máquina que opera nas sombras para impor silêncio e desinformação. Aqueles que detêm o poder imperial pretendem que o mundo permaneça cego aos seus crimes, tentando ocultar as guerras, ocupações e injustiças que se multiplicam em diferentes partes do planeta. A repressão contra jornalistas que se opõem à agenda hegemônica é, na realidade, uma tentativa de apagar a memória coletiva e destruir a possibilidade de as pessoas conhecerem a verdade.

A falta de informações oficiais sobre os motivos de sua prisão, seu paradeiro e seu estado de saúde aumenta a preocupação e nos obriga a exigir respostas imediatas e sua libertação incondicional. Portanto, unimo-nos às vozes de todo o mundo que expressam solidariedade à família de Mohammad Faraj, a seus colegas e a toda a comunidade jornalística que enfrenta a incerteza de não saber seu paradeiro. Apelamos às autoridades competentes para que respondam com urgência e libertem este homem cujo "crime" é denunciar os crimes do imperialismo, e apelamos à comunidade internacional para que permaneça vigilante. A liberdade de Mohammad Faraj é um imperativo que não pode esperar. 

27 de dezembro de 2025

 

Extraído da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade

https://cubaenresumen.org/2025/12/27/comunicado-urgente-de-la-red-de-intelectuales-artistas-y-movimientos-sociales-en-defensa-de-la-humanidad-por-la-liberacion-inmediata-de-mohammad-faraj/

@comitecarioca21

 


27 de dez. de 2025

ESTADOS UNIDOS TEME O EXEMPLO REBELDE E INVICTO DE CUBA.

                                                   

«O Secretário de Estado dos EUA está  mentindo novamente ao afirmar que Cuba não coopera com o seu país em questões como o combate ao terrorismo e ao narcotráfico», afirmou no canal X, Bruno Rodríguez Parrilla,  membro do Bureau Político e Ministro das Relações Exteriores. Isso ocorre num contexto em que se tornou evidente que os EUA são a principal fonte de drogas que chegam à Ilha, embora o bloqueio imposto pelo seu governo limite o acesso às tecnologias e aos recursos financeiros necessários para fortalecer os mecanismos de detecção.

«Isso esconde o trabalho das suas próprias agências especializadas que, durante anos, se beneficiaram, por meio da cooperação bilateral, da nossa postura firme e ação eficaz contra esses flagelos. Isso é algo que essas agências reconheceram e do qual certamente existem registros.»

Ele expressou isso em resposta à caracterização do governo cubano como terrorista feita pelo líder anticubano em sua conferência de fim de ano, na qual ele também afirmou que a Ilha está entre as maiores ameaças do hemisfério e assegurou que ela não coopera com a Casa Branca na manutenção da paz regional.   

Por sua vez, o Ministro das Relações Exteriores insistiu que, se a cooperação entre os dois lados não é mais eficaz, isso se deve à «politização da questão pelo próprio Secretário de Estado e outros políticos anticubanos, e à determinação unilateral» de romper relações nesse aspecto.

                             


A esse respeito, os Ministérios da Justiça e do Interior anunciaram recentemente que, entre 1990 e novembro de 2025, as tropas da Guarda de Fronteira Cubana enviaram 1.547 relatórios de inteligência à Guarda Costeira dos EUA e, em contrapartida, receberam apenas 468 respostas e relatórios de seus homólogos, o que deixa claro que, embora exista um acordo de cooperação com Washington em questões relacionadas a drogas desde 2016, uma troca efetiva não foi alcançada. 

«O desastroso Secretário de Estado dos EUA é incapaz de explicar por que razão o seu poderoso governo teve de dedicar tantos anos e mobilizar tantos recursos para tentar destruir e causar desastres num país em desenvolvimento relativamente pequeno, com pouca riqueza natural, e ainda assim não conseguiu subjugá-lo ou controlá-lo», enfatizou Rodríguez Parrilla.

Também afirmou que a agressão dos EUA contra Cuba – que já dura mais de 60 anos – visa «deprimir, desmantelar e destruir» a sua economia, para o que utilizou o seu enorme poder econômico e tecnológico e a sua capacidade coercitiva.

Afirmou que «o Secretário de Estado teme o exemplo rebelde e invicto de Cuba e a sua capacidade inquestionável, o seu feito de alcançar a verdadeira independência, promover a justiça social no sentido mais amplo, atingir altos níveis de saúde, educação, cultura, desporto e desenvolvimento científico; o seu mérito em praticar a solidariedade numa escala sem paralelo, e o prestígio e apoio que este pequeno país conquistou internacionalmente.»


@comitecarioca