13 de ago. de 2020

LINDAS HOMENAGENS A FIDEL NESTE 13 DE AGOSTO ( Rio e Belo Horizonte )

Em meio a tantas homenagens por todo o mundo o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba em tempos de pandemia vem celebrar o nascimento de uma potência humana de nome Fidel Castro Ruz . 



    Estadista único que alterou a realidade da América Latina construindo junto com o povo cubano uma Cuba como o primeiro território livre das Américas, deixando seu imenso legado a seu povo e a todo o mundo, demonstrando a possibilidade da liberdade e da dignidade. 

   



Assim é que em função das condições atuais, celebramos Fidel e Cuba com projeções em ruas e prédios de figuras, fotos e ensinamentos do Comandante em Chefe para que o público veja em locais públicos.

     Sabemos que em seu testamento pediu que seu nome não constasse de prédios, monumentos, ruas ou avenidas. Aqui fazemos somente uma homenagem para celebrar sua vida e principalmente sua obra.  Por isso suas frases mais marcantes, porque a obra é mais importante que  a pessoa, conforme ele mesmo sempre disse. Essa a  nossa intenção.  

"As bombas podem matar os famintos, os doentes, os ignorantes, mas não podem matar a fome, as doenças, a ignorância." (Fidel na ONU em 1979)


 "Os homens passam, os povos ficam; os homens passam, a ideias ficam" 


                "Socialismo ou morte !    Pátria Livre Venceremos !"



"A Teologia da Libertação é mais importante que o marxismo para a revolução latino-americana"

                         ( Fidel em conversa com D.Pedro Casaldáliga) 

                                            Fidel e D. Pedro Casaldáliga - dupla homenagem 


Mais homenagens a Fidel  dos companheiros de Minas Gerais nas ruas de Belo Horizonte:










Aqui um vídeoclipe de 5 minutos - homenagem a esta potência humana, de Cuba e do mundo : 



                        Comandante Fidel sempre presente !!



        Campanha do Prêmio Nobel da Paz à Brigada Henry Reeve - criada por Fidel !

                       Participe: www.cubanobel.org/assine_a_peticao

10 de ago. de 2020

Fidel, por Eduardo Galeano

 Seus inimigos dizem que foi rei sem coroa e que confundia a unidade com a unanimidade.
E nisso seus inimigos têm razão.
Seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterloo.
E nisso seus inimigos têm razão.
Seus inimigos dizem que exerceu o poder falando muito e escutando pouco, porque estava mais acostumado aos ecos que às vozes.
E nisso seus inimigos têm razão.
Mas seus inimigos não dizem que não foi para posar para a História que abriu o peito para as balas quando veio a invasão, que enfrentou os furacões de igual pra igual, de furacão a furacão, que sobreviveu a 637 atentados, que sua contagiosa energia foi decisiva para transformar uma colônia em pátria e que não foi nem por feitiço de mandinga nem por milagre de Deus que essa nova pátria conseguiu sobreviver a dez presidentes dos Estados Unidos, que já estavam com o guardanapo no pescoço para almoçá-la de faca e garfo.
E seus inimigos não dizem que Cuba é um raro país que não compete na Copa Mundial do Capacho.
E não dizem que essa revolução, crescida no castigo, é o que pôde ser e não o quis ser. Nem dizem que em grande medida o muro entre o desejo e a realidade foi se fazendo mais alto e mais largo graças ao bloqueio imperial, que afogou o desenvolvimento da democracia a la cubana, obrigou a militarização da sociedade e outorgou à burocracia, que para cada solução tem um problema, os argumentos que necessitava para se justificar e perpetuar.
E não dizem que apesar de todos os pesares, apesar das agressões de fora e das arbitrariedades de dentro, essa ilha sofrida mas obstinadamente alegre gerou a sociedade latino-americana menos injusta.
E seus inimigos não dizem que essa façanha foi obra do sacrifício de seu povo, mas também foi obra da pertinaz vontade e do antiquado sentido de honra desse cavalheiro que sempre se bateu pelos perdedores, como um certo Dom Quixote, seu famoso colega dos campos de batalha.

(Do livro “Espelhos, uma história quase universal”)
Tradução: Eric Nepomunceno







8 de ago. de 2020

Homenagem a D. Pedro Casaldáliga, o Profeta dos Povos

A poucos dias de festejar mais um ano do aniversário de # Fidel, morre um amigo  de #Cuba, admirador da Revolução Cubana. Hoje, dia 8 de agosto, aos 92 anos, faleceu Pedro Casaldáliga Pla, religioso, escritor e poeta espanhol que viveu grande parte de sua vida no Brasil, defensor dos menos favorecidos. 

  Na década de 1980 ele visitou Cuba e encontrou nosso comandante. Depois dessa visita, ele afirmou:

“Também sou testemunha das conquistas que o povo cubano alcançou na saúde, na educação, na produção. Temos que abrir o coração e o Evangelho a essa ilha admirável”.

Carta aberta de Padre Casaldáliga a Fidel Castro

Pedro Casaldáliga, bispo - 

São Félix do Araguaia, 10 de dezembro de 1996

Fidel:

Mais uma vez recebo um convite de Cuba e mais uma vez tenho que me contentar em enviar uma mensagem. De coração, isso sim.

Hoje eu o dirijo a você, pessoalmente e sob sua tutela, para remover até mesmo o mais leve indício de cerimônia. Como convém a camaradas de lutas e esperanças.

Espero não escandalizar muito nem a direita nem a esquerda.

Nos dias de hoje você tem sido uma grande notícia, também no Brasil. Com manchetes como esta: "Um ateu no Vaticano".

E queria falar sobre isso, a você e a todos os companheiros e companheiras que estão aí nesta hora histórica de seus 70 anos, do processo cubano e da macroditadura neoliberal.

Ainda me lembro com emoção da carta que Betto, os irmãos Boff e eu demos a vocês em 1985, escrita em seu nome pelo Patriarca da Solidariedade e dos Direitos Humanos, Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo. “Mesmo que se diga inacreditável - disse-lhe ele - peço-lhe que ore por mim ...”.

Fidel, neste momento de sua vida e da minha e da marcha de nossos povos e das igrejas mais comprometidas com o Evangelho feito vida e história, você e eu podemos muito bem ser crentes e ateus ao mesmo tempo.

Ateus do deus do colonialismo e do imperialismo, do capital egomaníaco e da exclusão e fome e morte para a maioria, com um mundo mortalmente dividido em dois. E crentes, por outro lado, no Deus da Vida e na Fraternidade universal, com um mundo humano único, na Dignidade respeitada igualmente de todos os povos. 

Com esta fé, abraço todo o povo de Martí, na esperança da sua vitória sobre o bloqueio iníquo, na defesa das suas conquistas sociais e na consolidação de uma democracia sem privilegiados e sem excluídos, com Pão e com Espírito, com Justiça e com Liberdade; na bela pátria da Ilha e em toda a Grande Pátria da Nossa América.

Não estou te dando a bênção porque sou dois anos mais novo que você e cabe aos mais velhos abençoar ...

Eu te abraço, como um companheiro de estrada.

Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Araguaia, MT, Brasil

A pocos días de celebrar un año más del natalicio de #Fidel muere un amigo #Cuba , un admirador de la Revolución Cubana . Hoy 8 de Agosto, a la edad de 92 años falleció Pedro Casaldáliga Plá, religioso, escritor y poeta español que vivió gran parte de su vida en Brasil , defensor de lo menos favorecidos. En  la decada de 1980 visitó Cuba y se encontró con nuestro invicto Comandante . Después de esa visita afirmó:

"Soy testigo también de los logros que el pueblo cubano ha alcanzado en la salud, en la educación, en la producción. Hemos de abrir el corazón y el Evangelio a esa isla admirable".

Carta abierta de Pere Casaldàliga a Fidel Castro

Pedro Casaldáliga, obispo

CASALDALIGASão Félix do Araguaia, 10 de diciembre de 1996

Fidel:

Una vez más recibo invitación de Cuba y una vez más he de contentarme con enviar un mensaje. De corazón, eso sí.

Hoy te lo dirijo a ti, personalmente y tuteándote, para quitarle hasta el menor atisbo de ceremonia. Como corresponde a compañeros de luchas y de esperanzas.

Espero no escandalizar demasiado ni a la derecha ni a la izquierda.

Estos días has sido noticia mayor, también en Brasil. Con titulares como éste: «Un ateo en el Vaticano».

Y de eso quería hablarte, a ti y a todos los compañeros y compañeras que están ahí en esta hora histórica de tus 70 años, del proceso cubano y de la macrodictadura neoliberal.

Recuerdo, todavía con emoción, la carta que te entregamos, en 1985, Betto, los hermanos Boff y yo, escrita para ti por el patriarca de la Solidaridad y los Derechos Humanos, el cardenal Paulo Evaristo Arns, arzobispo de São Paulo. «Aunque Vd. se declare increyente -te decía él- yo le pido que rece por mí…».

Fidel, a estas alturas de tu vida y la mía y de la marcha de nuestros pueblos y de las iglesias más comprometidas con el Evangelio hecho vida e historia, tú y yo podemos muy bien ser al mismo tiempo creyentes y ateos.

Ateos del dios del colonialismo y del imperialismo, del capital ególatra y de la exclusión y el hambre y la muerte para las mayorías, con un mundo dividido mortalmente en dos. Y creyentes, por otra parte, del Dios de la Vida y la Fraternidad universal, con un mundo humano único, en la Dignidad respetada por igual de todas las personas y de todos los pueblos.

Con esta fe, abrazo a todo el pueblo de Martí, en la esperanza de su victoria sobre el bloqueo inicuo, en la defensa de sus conquistas sociales y en la consolidación de una democracia sin privilegiados y sin excluidos, con Pan y con Espíritu, con Justicia y con Libertad; en la hermosa patria de la Isla y en toda la Patria Grande de Nuestra América.

No te doy la bendición porque tengo dos años menos que tú y es a los mayores a quienes corresponde bendecir…

Te abrazo, como compañero de camino.

Pedro Casaldàliga, bispo de São Félix do Araguaia, MT, Brasil  

A Escola Nacional Florestan Fernandes prestou linda homenagem a D. Pedro Casaldáliga, plantando um ipê branco com seu nome.

A sombra do Ipê branco Dom Pedro Casaldáliga plantado hoje na Enff cobrirá Che Guevara e Fidel Castro. Não poderia estar melhor acompanhado. "O amor faz revolução".

Nosso compromisso é regar e adubar. Cuidar com tal zelo da planta e do legado do Profeta para que um dia possamos viver o sonho transformado em realidade: uma pátria livre !

VENCEREMOS !

Homenagem da Escola Nacional Florestan Fernandes a D. Pedro Casaldáliga

8 de agosto de 2020

                            


“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!” 


Dom Pedro Casaldáliga: Presente, Presente, Presente!! 

Mercadores do ódio

Estados Unidos aposta na pandemia e incrementa a agressão contra Cuba

Sem o socialismo não é possível explicar a capacidade demonstrada por Cuba nestes 62 anos para defender a soberania frente ao desafio histórico do expansionismo imperialista estadunidense

Diretor Geral para Estados Unidos do Ministério de Relações Exteriores
                                                                                                                 

A decisão mais determinante do Governo de EE.UU.a respeito de Cuba no marco da pandemia foi categórica: aproveitar a inevitável propagação universal do vírus para aumentar o custo do bloqueio econômico e tentar assim  incrementar as carências e provocar o sofrimento do povo cubano.

 

Em momentos em que desde todos os rincões do planeta se fizeram chamados à solidariedade e à cooperação, Washington apostou que a doença, seu contágio virulento, as possíveis mortes previsíveis e o agravamento das dificuldades econômicas em Cuba fossem seus aliados de ocasião.

 

Longe de dedicar os recursos, e o talento profissional e cientistas que abundam naquele país e os orientar a salvar a sua própria população do contágio, a morte e as nefastas consequências para a economia e o emprego, o Governo de EE.UU.  se propôs a  castigar a quem com muitos menos recursos têm sucesso em enfrentá-la. O país mais rico e poderoso, entretanto, e por pura negligência política, terminou na injustificável posição de epicentro da pandemia.

 

 

Segundo recentes declarações de quem no Departamento de Estado tem responsabilidade sobre os assuntos cubanos, sua política neste período tem consistido em restringir as fontes de rendimento econômico de Cuba, e obrigar a população a enfrentar carências ainda maiores, para apresentar como deficiências do modelo político e econômico.

Reconhecem, sem a mínima vergonha, ter desatado uma campanha de difamação contra a cooperação médica internacional que prestamos. É uma campanha que se sustenta com ameaças e chantagens contra os países que solicitam e recebem nossa cooperação. Alardeiam, além disso, estar desencorajando os viajantes para impedir os legítimos recursos da indústria turística.

Estas ações, no entanto, não descrevem mais que uma fração da guerra econômica devastadora e persistente que sofremos os cubanos.

No contexto do oportunismo eleitoral e da ênfase outorgada ao peso aparente do estado de Flórida, a Casa Branca alimenta sua ofensiva com uma intensa campanha de propaganda, dirigida a motivar ânimos de ódio, ressentimento e ilusões de revanche entre determinados setores de estadunidenses de origem cubana, cujos votos tratam de capturar.

 

Com o respaldo de fundos milionários e o uso intensivo das redes sociais e laboratórios de propaganda, a máquina de difusão estadunidense se esforça por apresentar Cuba como um país inviável, decadente, com uma miséria estendida e, curiosamente, merecedor de ações cada vez mais hostis para tentar que se converta em realidade o panorama desolador que descreve.

 

Para empreender uma agressão tão ambiciosa, o imperialismo sente-se obrigado a usar a mentira da forma mais absoluta e desavergonhada. Não é algo por ele desconhecido, pois faz parte do modo de fazer política tradicional desse país e componente particular da atitude para com Cuba na longa história compartilhada desde fins do século XIX.

 

EE.UU. não tem o direito nem autoridade moral para se propor interferir nos assuntos internos de Cuba. Comete um crime ao castigar a população cubana em seu conjunto com suas medidas econômicas coercitivas. Transgride o Direito Internacional e a soberania de terceiros Estados ao impor restrições à atividade comercial de empresas desses países com Cuba, e atenta contra os direitos humanos de vários países ao pretender impedir, com ameaças e represálias a cooperação médica internacional que oferece Cuba para atender às necessidades sanitárias de suas populações.

Resulta paradoxal que o empenho doentio contra Cuba, com a finalidade de atingir o colapso do país e diminuir a autoridade do esforço solidário cubano, tenha demonstrado, ao cabo de mais de seis décadas, a resistência do sistema socialista.

 

Ninguém pode negar com honestidade o imenso impacto do bloqueio econômico para a vida quotidiana e o desenvolvimento do país. Nações Unidas publica anualmente dados de sobra para fundamentar a dimensão do dano.

 

Muitas vezes temos perguntado, e não de forma retórica, que outra nação relativamente pequena, subdesenvolvida e de escassos recursos naturais teria suportado durante mais de seis décadas o embate de uma guerra econômica tão prolongada e desigual. É uma pergunta válida, inclusive, para muitos países industrializados.

 

 

O sistema socialista, como o entendemos, construímos e defendemos em Cuba, não é perfeito, como não o é nenhuma obra humana.

No confronto com a pandemia, tem demonstrado sua força indiscutível. Esta repousa, sobretudo, no sentido profundamente humano de um modelo que põe o bem-estar dos indivíduos e da população, justiça social, e o direito a viver totalmente livre de tutela estrangeira acima de qualquer outra consideração.

Cuba conta com a capacidade de mobilizar a nação em função de uma tarefa vital; com a virtude de ter priorizado há décadas o desenvolvimento de um sistema de Saúde robusto e acessível a todos, absolutamente todos, e um potencial educativo, cultural e científico próprio, com resultados de alcance universal.

Sem essas vantagens, só possíveis sob o socialismo, Cuba não teria os resultados favoráveis que hoje lhe reconhecem no controle do contágio, a recuperação de pacientes, a baixa taxa relativa de mortalidade e a capacidade de ir ao auxílio de outras nações. Sem elas, o custo para o país em vidas, doentes e penúrias econômicas seria devastador, como o é em países de nossa própria região. A meta central do sistema político, econômico e social de Cuba é atingir a justiça mais ampla e ambiciosa e tratar de compartilhar com outras nações na medida das possibilidades.

 

A urgência da pandemia obrigou-nos a acelerar a implementação de mudanças econômicas e sociais fundamentais que previmos em momentos de menos pressões, todos dirigidos a fortalecer, atualizar e fazer mais eficiente o sistema socialista.

Preferimos impulsionar essas transformações sob um ambiente de paz, mas estamos obrigados a aplicá-las com criatividade no contexto da mais severa agressão.

Sem o socialismo não é possível explicar a capacidade demonstrada por Cuba nestes 62 anos para defender a soberania  frente ao desafio histórico do expansionismo imperialista estadunidense e ante a tendência recorrente de políticos nesse país que supõem que contam com direito de controlar os destinos da nação cubana.

Um atento observador de Cuba deverá se perguntar que motivação poderia convencer os cubanos a se dobrar ante a imposição imperialista do vizinho ambicioso que nos ataca.

EUA tem e terá, sem direito algum, a capacidade de nos castigar severamente, de gerar imensas dificuldades econômicas, de impor obstáculos enormes às nossas legítimas aspirações de desenvolvimento e bem-estar. Pode estabelecer impedimentos difíceis de superar nos vínculos que deveriam ser naturais entre nossas duas nações. Também tem o poder de impor a alguns outros Estados o império extraterritorial de medidas econômicas coercitivas e ilegítimas contra Cuba. É algo comprovado.

   Mas também tem demonstrado que EE.UU., com todo seu poderio, não tem a capacidade de dobrar a vontade desta nação. Sua crueldade, ainda que levada a extremos, não tem a possibilidade de nos fazer renunciar ao socialismo, nem a ceder um milímetro às prerrogativas soberanas e à verdadeira autodeterminação pela qual se sacrificaram gerações de cubanos durante mais de 150 anos.

 

Com EE.UU. temos muitas diferenças, umas de caráter bilateral e outras sobre visões discrepantes a respeito de assuntos regionais e internacionais. Não faz sentido pretender ou ignorar. Boa parte delas pode ser objeto de discussão civilizada.

 

Também temos áreas de interesse comum e campos que convém a ambos países buscar entendimento, e inclusive cooperar. Por outro lado, os vínculos entre os povos de ambos os países continuam ampliando nos campos mais variados do talento humano, com independência da relação intergovernamental, e parece que será difícil pôr trava a essa realidade.

O destino dirá se, e quando, será possível construir uma relação respeitosa e construtiva. A experiência da história não o exclui, mas também não o garante.

Entre as características mais consistentes da difícil história compartilhada nos últimos 62 anos, está a disposição de Cuba em encontrar uma forma de conviver respeitosamente com EE.UU. e de tentar resolver as diferenças por vias diplomáticas. É uma aspiração que o povo cubano compartilha por esmagadora maioria e que hoje parece longínqua, embora não impossível.

 

5 de agosto de 2020

(Cubaminrex-Granma)

 

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 


http://www.minrex.gob.cu/es/estados-unidos-apuesta-la-pandemia-y-incrementar-la-agresion-contra-cuba?fbclid=IwAR0nxDqDBtTVHJ9tLR8irbCTr9kd44rx-Z-0sSS1TaxSNIP3y79lR2l7zQ20Q

 

7 de ago. de 2020

Henry Reeve, a história continua #NobelMedicosCubanos

O local da queda em combate do "El inglesito", a quatro quilômetros de Yaguaramas, foi o local hoje de um ato comemorativo pelo aniversário de sua morte. Os membros de Cienfuegos do Contingente  Henry Reeve prestaram homenagem ao jovem nascido no Brooklyn, que se tornou um herói da independência cubana.

Esse exército de jalecos brancos honra a memória de quem desde cedo simbolizava a simpatia do povo americano pela nossa nação, e é por isso que hoje suas vozes, cantos e aplausos permeiam o ambiente típico do campo.

Os médicos que hoje apoiam a batalha contra a Covid-19 cumprem o legado internacionalista do jovem norte-americano, que aos 19 anos veio a Cuba para lutar contra o domínio espanhol, sobreviveu à sentença de execução e depois de se recuperar de seus ferimentos, se  incorporou às forças do general Luis Figueredo e depois às tropas libertadoras lideradas pelo major-general Ignacio Agramonte.

Em 2005, o comandante em chefe Fidel Castro, em resposta ao furacão Katrina, criou o contingente Henry Reeve, composto por 1.586 membros na época, e embora a ajuda ao povo americano tenha sido rejeitada, a equipe especializada em catástrofes e grandes epidemias colaborou com várias nações.

Além do monumento, na policlínica de Yaguaramas, uma sala de história perpetua o legado do herói, de acordo com o abreuense  Adalberto García García: “Quando o local foi localizado, eu era um trabalhador comunal, fiquei motivado por seu significado e posso citar ações comemorativas que aqui lideramos: 26 árvores até a idade de sua morte, 83 carvalhos para o aniversário de Fidel e a sala de história em 2009, entre outros ”

A proposta atual do contingente médico cubano Henry Reeve ao Prêmio Nobel da Paz é uma honraria que significa o triunfo das idéias em favor da solidariedade humana e do progresso social e reafirma o pensamento de Eduardo Galeano: “… a história continua  além de nós e quando ela se despede, está dizendo até mais tarde ”.

Participe da Campanha: www.cubanobel.org/assine_a_peticao

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

Original: http://www.5sept.cu/henry-reeve-la-historia-continua/?fbclid (4/08/2020)

Dagmara Barbieri López - Jornalista. Mestre em Ciências da Comunicação.

6 de ago. de 2020

CARTA AO POVO DE BEIRUTE em 6 /08/2020

                                                     Foto de portada: Diario AS

Por Graciela Ramírez/Correspondente de Resumen Latinoamericano em Cuba

Para o povo de Beirute.

Às autoridades políticas e religiosas.

Ao presidente Gasan Ben Jedou da Al Mayadeen

A Wafica Ibrahim Diretora da América Latina

A todos os jornalistas e trabalhadores da TV Al Mayadeen.

Acompanhamos a catástrofe do acidente ocorrido no porto de Beirute pela TV Al Mayadeen em espanhol, uma mídia pan-árabe de excelência, referência para todos como nossa teleSUR. Al Mayadeen acompanhou cada uma de nossas grandes lutas.

Al Mayadeen foi um baluarte na batalha pela liberdade dos Cinco Patriotas Cubanos, na luta contra o bloqueio de Cuba pelos EUA, na defesa da Venezuela bolivariana, dos países da ALBA e na aproximação da América Latina aos povos árabes.

O amor com amor se paga. Hoje estamos todos juntos com vocês e o povo heroico do Líbano, tão historicamente solidário com a Palestina, a Síria, os povos árabes e a América Latina.

Estamos com vocês na solidariedade de Beirute, que refugiou milhares de palestinos e sírios; na Beirute que foi reconstruída após a guerra de Israel em 2006; na Beirute onde todas as religiões coexistem; em Beirute, que reflete em suas ruas os nomes dos mártires caídos em defesa da resistência no Líbano e na Palestina; na Beirute cheia de beleza de seu patrimônio cultural histórico; em Beirute, de homens e mulheres corajosos, heroicos e carinhosos.
Nesta Beirute que nos machuca às lágrimas ao ver tanta destruição, tantos lares perdidos, em meio a uma situação econômica difícil que essa catástrofe agiganta.

Que todos os nossos sentimentos se transformem em um abraço de solidariedade ao povo de Beirute e do Líbano. Que toda a nossa indignação diante da tragédia se esgote diante da ignomínia do regime sionista em Israel, que está tentando lucrar com essa catástrofe em conluio com o imperialismo ianque e o FMI como braço executor de seus saques.

Muita força, resistência e esperança. As  mesmas  que vocês sempre nos deram nos momentos mais terríveis de nossos povos.

Nossa solidariedade incondicional, nossos braços e nosso sangue hoje e sempre com vocês, com Beirute e o Líbano.

Comité Internacional Paz, Justicia y Dignidad a los Pueblos. Corresponsalía de Resumen Latinoamericano en Cuba  


Tradução: Carmen Diniz

É cubano o enfermeiro que salvou um bebê argelino contra o peito

O bebê está salvo, não fará parte das 15.000 crianças menores de cinco anos que morrem diariamente de pobreza e doenças curáveis, segundo a UNICEF

O enfermeiro cubano, José Alberto Oliva, salvou a vida de um  recém- nascido Foto:  de Facebook

Outra criança africana, neste caso argelino, perdeu o ser que lhe deu a vida. Ele perdeu muito cedo. Ela partiu sem ele gaguejando a sílaba e a palavra sagrada; a primeira que todo ser humano tenta dizer: «ma, ma; mamãe".

Esse mundo desigual e egoísta, aquele que detém poder e riqueza às custas da dor de milhões, de bebês órfãos e mães de coração partido, este mundo deixou outro inocente sem a mãe.

Duplamente emocionantes, a notícia veio através de Tele Pinar, desta vez do local do evento: a província de Ouargla, no sul da Argélia, a mais de 9.200 quilômetros de Pinar del Río, lar de um "estranho" que atravessa esses limites e salva a vida do infeliz bebê. Por alguma associação rara psicológica, quando descobri o que aconteceu, a memória me deu um nome: Angiel, outro anjo, abandonado há 12 anos, sob os escombros e na noite do Haiti.

Dizem que o terremoto derrubou a casinha precária de Angiel, e a pequena, sem a menor noção do que estava acontecendo, rastejou pela escuridão, até que sentiu algo delicado e ainda quente. Instintivamente, esperou até o amanhecer; era um braço de sua mãe, morta sob os escombros.

 No meio da tragédia a garota viu alguns seres chorarem - também "estranhos" - que respiraram aliviados e a salvaram. Aqueles, como o enfermeiro de Pinar del Río, José Alberto Oliva, o salvador do garoto argelino, pertencem ao mesmo "exército": são cubanos de jaleco branco chamados de "escravos" por mercadores de ódio.

A mãe do inocente africano morreu de COVID-19 e a criança contraiu a doença. José Alberto, junto com outros colegas cubanos, ajudou a salvá-lo, apoiado por um método que eles chamam de "pele com pele, ou canguru". A imagem diz mais que um milhão de palavras; ali está José Alberto, com o homenzinho pressionado contra o peito; embalou-o e devolveu o calor levado pela pandemia.

O bebê está salvo, não fará parte das 15.000 crianças menores de cinco anos que morrem diariamente de pobreza e doenças curáveis, segundo a UNICEF.

Os inocentes e milhares como ele vivem e viverão porque milhares de cubanos andam pelo mundo, dando saltos de amor, mais altos e mais bonitos que os dos cangurus, para salvar ...


             Para participar da Campanha:  cubanobel.org/assine_a_peticao


A campanha é para a nomeação ao Nobel da Brigada Médica Cubana :  médicos, enfermeiros, técnicos, etc

Tradução; Carmen Diniz

Autor: José LLamos Camejo | internet@granma.cu

6 de agosto de 2020 00:08:39