Seguiremos denunciando el criminal e inmoral bloqueo contra #Cuba, la devolución incondicional del territorio usurpado de Guantanamo, denunciar las graves amenazas de Bolsonaro contra el programa #MaisMedicos en Brasil, es por esto que nos reunimos para fortalecer la solidaridad pic.twitter.com/wVG0BDMsYD— Con Cuba Fidelidad (@FidelidadACuba) 30 de novembro de 2018
3 de dez. de 2018
Declaração Final do IX Encontro Nacional de Amizade e Solidariedade com Cuba
26 de nov. de 2018
Despedida dos Médicos Cubanos no Rio de Janeiro - "GraciasCuba !"
Hoje pela manhã, no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim - Galeão os cariocas foram se despedir da brigada médica Cubana que atuou no Rio de Janeiro.
Muita emoção, muito choro e afeto marcaram a despedida dos companheiros e companheiras cubanas que tanto contribuíram com a saúde do povo pobre do estado.
A carta, assinada por várias entidades de solidariedade foi lida e repetida em voz alta com muita emoção:
Muita emoção, muito choro e afeto marcaram a despedida dos companheiros e companheiras cubanas que tanto contribuíram com a saúde do povo pobre do estado.
A carta, assinada por várias entidades de solidariedade foi lida e repetida em voz alta com muita emoção:
"Queridas médicas e queridos médicos de Cuba
É com grande admiração e respeito que viemos aqui prestar esta homenagem a vocês. Agradecemos, em nome do povo do Rio de Janeiro pelo trabalho e dedicação neste período em que vocês estiveram aqui, cuidando das pessoas como se fossem sua própria família. Distantes de seus pais e filhos, compartilharam das durezas que o cotidiano das desigualdades do Brasil pode gerar e ofereceram carinho, cuidado e amor ao povo que mais sofre.
Não tenham dúvidas que as pessoas que vocês cuidaram e cativaram reconhecem toda a dedicação de vocês, por mais que as elites tentem negar isso. Como diria Dom Quixote: ' se os cães ladram, é sinal que avançamos'. E como essa burguesia ladrou. Definitivamente, vocês deixaram uma marca na vida de cada brasileiro e brasileira que conheceram vocês e entraram para a história pelo maior ato de solidariedade que o nosso povo já recebeu.
Gostaríamos que o contexto da despedida fosse outro, que a nossa conjuntura política fosse outra.....mas estas são as asperezas da luta de classes, na qual temos muito a aprender com vocês. Ernesto Che Guevara disse que para escutar o clamor de um povo não é preciso estetoscópio, basta ter coração. Sintam, pois, no coração de cada um de vocês, a mais profunda gratidão por tudo o que fizeram pelo povo brasileiro. Com a certeza de que o futuro nos pertence, esperamos poder reencontrá-los, no dia que a nossa vitória chegar!
Não tenham dúvidas que as pessoas que vocês cuidaram e cativaram reconhecem toda a dedicação de vocês, por mais que as elites tentem negar isso. Como diria Dom Quixote: ' se os cães ladram, é sinal que avançamos'. E como essa burguesia ladrou. Definitivamente, vocês deixaram uma marca na vida de cada brasileiro e brasileira que conheceram vocês e entraram para a história pelo maior ato de solidariedade que o nosso povo já recebeu.
Gostaríamos que o contexto da despedida fosse outro, que a nossa conjuntura política fosse outra.....mas estas são as asperezas da luta de classes, na qual temos muito a aprender com vocês. Ernesto Che Guevara disse que para escutar o clamor de um povo não é preciso estetoscópio, basta ter coração. Sintam, pois, no coração de cada um de vocês, a mais profunda gratidão por tudo o que fizeram pelo povo brasileiro. Com a certeza de que o futuro nos pertence, esperamos poder reencontrá-los, no dia que a nossa vitória chegar!
Assinam:
Associação de Médicas e Médicos Populares, Associação Cultural José Martí - RJ, Levante Popular da Juventude, ASFOC-SN, Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba - Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos - Capítulo Brasil.
Associação de Médicas e Médicos Populares, Associação Cultural José Martí - RJ, Levante Popular da Juventude, ASFOC-SN, Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba - Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos - Capítulo Brasil.
GRACIAS, CUBA !!!!!
16 de nov. de 2018
Declaração do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba lamenta profundamente a situação criada pelo governo brasileiro aos médicos cubanos Programa Mais
Médicos . Aliás, o único país que adotou esse tipo de ofensa contra Cuba
Sabemos que Cuba atende centenas de países com seu “exército de batas
brancas” para dar atenção a milhares de pessoas que não tem condições de serem
atendidas em locais distantes e perigosos por todo o mundo.
Nos enche de vergonha as declarações “oficiais” sobre a competência de
uma das medicinas mais reconhecidas no mundo, da solidariedade , da
fraternidade. Sequer ouvem as pessoas, os futuros desassistidos. Nos envergonha
a hipocrisia, nos envergonha a falta de respeito com os profissionais da saúde,
com o governo cubano, enfim, uma situação que só podemos lamentar.
Respeitamos muito e sempre as decisões de Cuba, não há como não
reconhecer seu mérito e a dignidade com que sempre agem e agiram no campo
nacional e internacional.
Princípios não se negociam. Por isso Cuba segue há sessenta anos com sua
Revolução Vitoriosa e com a admiração de todo o mundo apesar das muitas
dificuladades.
Venceremos !! Gracias por tudo,
companheir@s !!
14 de nov. de 2018
Muita tristeza em postar essa declaração, mas respeitando a decisão
DECLARAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA
O Ministério da Saúde
Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas
que durante 55 anos têm guiado a cooperação médica cubana, participa desde seus
começos, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa
de Dilma Rousseff, nessa altura presidenta da República Federativa do Brasil,
tinha o nobre propósito de garantir a atenção médica à maior quantidade da população
brasileira, em correspondência com o princípio de cobertura sanitária universal
promovido pela Organização Mundial da Saúde.
Este programa previu
a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres
e longínquas desse país.
A participação cubana
nele é levada a cabo por intermédio da Organização Pan-americana da Saúde e se
tem caracterizado por ocupar vagas não cobertas por médicos brasileiros nem de
outras nacionalidades.
Nestes cinco anos de
trabalho, perto de 20 mil
colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113 milhões 359 mil pacientes, em mais
de 3 mil 600 municípios, conseguindo
atender eles um universo de até 60
milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88 % de todos os médicos participantes no programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela
primeira vez na história.
O trabalho dos
médicos cubanos em lugares de pobreza extrema, em favelas do Rio de Janeiro, São
Paulo, Salvador de Baía, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, sobretudo na Amazônia,
foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais desse
país e por sua população, que lhe outorgou 95%
de aceitação, segundo o estudo encarregado pelo Ministério da Saúde do Brasil à
Universidade Federal de Minas Gerais.
Em 27 de setembro de
2016 o Ministério da Saúde Pública, em declaração oficial, informou próximo da
data de vencimento do convênio e em meio dos acontecimentos relacionados com o
golpe de estado legislativo-judicial contra a Presidenta Dilma Rousseff que
Cuba “continuará participando no acordo com a Organização Pan-americana da Saúde
para a implementação do Programa Mais Médicos, enquanto sejam mantidas as garantias
oferecidas pelas autoridades locais”, o que até o momento foi respeitado.
O presidente eleito
do Brasil, Jair Bolsonaro, fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras
à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará termos e condições
do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-americana da Saúde
e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos
médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e
como única via a contratação individual.
As mudanças
anunciadas impõem condições inaceitáveis que não cumprem com as garantias
acordadas desde o início do Programa, as quais foram ratificadas no ano 2016
com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-americana da
Saúde e o Ministério da Saúde da República de Cuba. Estas condições
inadmissíveis fazem com que seja impossível manter a presença de profissionais
cubanos no Programa. Por conseguinte, perante esta lamentável realidade, o
Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu interromper sua participação no
Programa Mais Médicos e foi assim que informou a Diretora da Organização Pan-americana
da Saúde e os líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta
iniciativa.
Não aceitamos que se ponham
em dúvida a dignidade, o profissionalismo, e o altruísmo dos colaboradores
cubanos que, com o apoio de seus familiares, prestam serviço atualmente em 67
países. Em 55 anos já foram cumpridas 600 mil missões internacionalistas em 164
nações, nas quais participaram mais de 400 mil trabalhadores da saúde, que em não
poucos casos cumpriram esta honrosa missão mais de uma vez. Destacam as façanhas
de luta contra o ébola na África, a cegueira na América Latina e o Caribe, a
cólera no Haiti e a participação de 26
brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e
Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru,
Chile e Venezuela, entre outros países.
Na grande maioria das
missões cumpridas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Igualmente,
em Cuba formaram-se de maneira gratuita 35 mil 613 profissionais da saúde de
138 países, como expressão de nossa vocação solidária e internacionalista.
Em todo momento aos
colaborados foi-lhes conservado seu postos de trabalho e 100 por cento de seu salário
em Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, mesmo como os restantes
trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde.
A experiência do
Programa Mais Médicos para o Brasil e a participação cubana no mesmo, demonstra
que sim pode ser estruturado um programa de cooperação Sul-Sul sob o auspício
da Organização Pan-americana da Saúde, para impulsionar suas metas em nossa região.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da
Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas em cooperação
triangular e a implementação da Agenda 2030 com seus Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável.
Os povos da Nossa
América e os restantes do mundo bem sabem que sempre poderão contar com a vocação
humanista e solidária de nossos profissionais.
O povo brasileiro,
que fez com que o Programa Mais Médicos fosse uma conquista social, que desde o
primeiro momento confiou nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece
o respeito, a sensibilidade e o profissionalismo com que foram atendidos, poderá
compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não possam
continuar oferecendo sua ajuda solidária nesse país.
Havana, 14 de
novembro de 2018.
13 de nov. de 2018
Onde dói mais o bloqueio de EUA contra Cuba ?
Cuba se vê impossibilitada de adquirir no mercado estadunidense o Óxido Nítrico utilizado para a prevenção ou tratamento eficaz da crise de hipertensão pulmonar aguda , que pode ser graves e inclusive, mortal.
Entre 8 e 10% das operações anuais do Cardiocentro Pediátrico William Soler são feitas em crianças que sofrem dessa doença.
O Óxido Nítrico, devido à sua composição ser potencialmente explosiva, só pode ser transportado em barcos e por curto período de tempo, o que impede seu envio de mercados longínquos.
EUA 'bate' onde dói mais em Cuba
De se notar que no caso de Cuba, a ilha não é um "mercado longínquo", ou seja, o que a matéria informa é que Cuba não pode importar o medicamento de países longínquos, conforme explicado: de avião não pode; de barco, somente se for próximo. Ou seja, não há como adquirir a substância no caso do povo cubano.
É impressionante, mas é isso mesmo: não se abre qualquer exceção a esta medida criminosa a que se dá o nome de BLOQUEIO.
“Nos perseguem. Somos o único país obrigado a declarar o destino final das compras de medicamentos. Isso é criminoso, genocida, saber que os pacientes estão morrendo e proibir a venda a Cuba. Isso não tem nada a ver com a política, se trata da saúde de um povo. É um genocídio " - Dr. Juan Oliva
12 de nov. de 2018
Direitos humanos no processo penal
Remigio Ferro afirmou que para o país, no centro de todas as noções, de todas as atividades e esferas, está o ser humano.
Havana, 9 nov (RHC) Rubén
Remigio Ferro, presidente do Tribunal Supremo Popular (TSP) de Cuba, afirmou neste
9 de novembro, em Havana, que a atividade de controle, influência e atenção
para as pessoas que cumprem suas sanções em liberdade é um exemplo do caráter
humanista e inclusivo da Revolução.
Enfatizou que essa tarefa,
na qual se envolvem instituições como a Polícia Nacional Revolucionária, o
Ministério do Trabalho e a Segurança Social, a Central de Trabalhadores de
Cuba, além das organizações de massas comunitárias do país e o próprio TSP,
demonstra que a obra da Revolução é infinita e se expressa das mais diversas
maneiras e em todas as esferas.
Remigio Ferro, que preside
as sessões do X Encontro Nacional do Juiz de Execução que se efetua em Havana,
afirmou que para o país, no centro de todas as noções, de todas as atividades e
esferas, está o ser humano.
"Em Cuba vai-se para
além do controle, até atender e influir sobre quem cumpriu sanções em condições
de liberdade", precisou.
Assinalou que a inclusão
das pessoas na sociedade depois de cometer algum delito, como a política penal
em seu conjunto, são uma segurança do sistema social socialista e do processo
que se vive em Cuba.
Igualmente, referiu que
este processo, que inclui um segmento da
população, é uma alternativa plausível às penas de encarceramento às medidas de
internação, e, ademais, constitui uma valiosa contribuição à tranquilidade
cidadã, à segurança jurídica e à legalidade.
Mais de 200 representantes
das instituições com certa responsabilidade sobre estas pessoas e seu processo
de reincorporação à sociedade, se reúnem desde a última quinta-feira, na
capital cubana.(Fonte: ACN)
8 de nov. de 2018
A realidade que os Estados Unidos pretendem maquiar com os milhões que investe em sua imagem
O capitalismo norte-americano dedica bilhões de
dólares na construção de sua imagem, essa que consumimos através de múltiplas vias
e que se impõe aos estadunidenses desde o berço, geração após geração. Autor: Raúl
Antonio Capote | internet@granma.cu 6 de novembro de 2018 18:11:42
Protestos contra o abuso e o racismo
da polícia em Estados Unidos (foto Reuters)
Estados Unidos apresenta-se a si mesmo como o melhor país do mundo, a
terra da igualdade e das oportunidades, apesar da realidade dizer o contrário.
O capitalismo norte-americano dedica bilhões de dólares na construção de sua
imagem, essa que consumimos através de múltiplas vias e que se inculca aos
estadunidenses desde o berço, geração após geração.
Na terra prometida, milhões de pessoas encontram-se excluídas do sistema de saúde. É um negócio a saúde, não um direito. Em 2016 a proporção de cidadãos sem proteção era de 27,3 milhões e chegou a ser em anos anteriores de 48,6 milhões.
Os Direitos das crianças nos EE. UU.
Na terra prometida, milhões de pessoas encontram-se excluídas do sistema de saúde. É um negócio a saúde, não um direito. Em 2016 a proporção de cidadãos sem proteção era de 27,3 milhões e chegou a ser em anos anteriores de 48,6 milhões.
Os Direitos das crianças nos EE. UU.
A Convenção de Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (Art. 37 a) estabelece que “Nem a pena capital nem a prisão perpétua podem ser impostas por delitos cometidos por menores de 18 anos”. Estados Unidos é o único país que não ratificou esta convenção.
Em março de 2005, a Suprema Corte de Justiça aboliu a pena de morte por delitos cometidos antes de cumprir a idade de 18 anos, muitos anos depois que praticamente todo o resto do mundo.
Em meados de 2003 eram 78 réus nos corredores da morte por delitos cometidos
quando eram menores. Nos estados do sul, 69 % dos menores executados eram
negros.
Entre 1984 e 2002 foram executados nos Estados Unidos 44 portadores de transtornos mentais. O negócio das prisões privadas, verdadeiro esquema do sistema, submete os menores a regimes extremos de crueldade. Na Flórida existem cerca de 200 entidades privadas para o encarceramento de menores.
Um da cada cinco meninos e uma da cada três meninas sofre abuso sexual antes de cumprir os 18 anos. A pobreza, as carências e a exploração levam a que milhares de meninos sejam vendidos em troca de sexo. O FBI assegura que o abuso sexual infantil tem chegado a níveis quase epidêmicos. Uma verdadeira desgraça que se agrava no caso dos imigrantes, vulneráveis hoje como nunca, graças à política de Donald Trump e à ação das máfias de tráfico de pessoas.
O Racismo
Teria que decorrer quase um século para que a escravidão desaparecesse como instituição nos EUA. . A declaração de que “todos os homens são criados iguais” não incluía os escravos, nem as minorias.
A Seção 2 do Artigo 1 da Constituição de Estados Unidos estipulava que, para a representação dos estados no Congresso, o valor de um escravo negro era o de 3/5 de uma pessoa.
Nos EUA há mais homens negros hoje nas prisões que escravos no século XIX
Em setembro de 1862, Lincoln assinou a Proclamação da Emancipação, mas esta
libertava somente os escravos dos territórios rebeldes não ocupados pelo
exército da União.
O racismo e a discriminação contra os afrodescendentes, os latinos e outras
minorias nos Estados Unidos, estão bem longe de ter desaparecido, os negros e latinos
seguem vivendo nos piores bairros, frequentando as piores escolas, recebendo os
piores empregos e abarrotando os cárceres do país, os centros de detenção de
jovens e os corredores da morte.
Manifestação contra o racismo nos EUA
Nos primeiros meses deste ano, 123 pessoas afro americanas morreram em confrontos com a polícia. A maioria dos policiais envolvidos nestes assassinatos foi absolvida.
Cárceres para a migração
A política migratória dos Estados Unidos tem sido sempre racista. As primeiras prisões privadas dos Estados Unidos começaram a operar em 1984 como centros de detenção de imigrantes: Aurora Services Processing Center, de Wackenhut , para perto de Denver, Colorado, e Houston Processing Center no Texas. Hoje os cárceres privados, que lucram com o encarceramento de seres humanos, cobrem todo o território do país.
A detenção de imigrantes converteu-se em negócio muito lucrativo e, à sua sombra, outros muitos negócios colaterais prosperam.
Policiais e migrantes na fronteira
Relatórios de Flórida Immigration Advocacy Centre (FIAC) e de Human Rights Watch (HRW) revelaram que nos centros
de detenção de imigrantes, se abusa sistematicamente dos detentos, especialmente
das mulheres e dos menores. HRW informa sobre graves violações no trato às
mulheres, como o acorrentamento de grávidas.
Crianças filhos de imigrantes separados dos pais em "abrigos"
Prisões de mulheres
As atrocidades que se cometem nos centros de detenção com o fim de dobrar a vontade dos prisioneiros, podem ser comparadas com as de Abu Ghraib e Guantánamo.
A criação das High Security Unit (HSU), “unidade de controle” experimental para mulheres, situada na Federal Correctional Institution, de Lexington, é um exemplo sombrio.
A HSU foi inaugurada em 1986 durante a administração de Ronald Reagan. Constava de 16 celas de isolamento subterrâneas onde as prisioneiras durante as 24 horas do dia eram vigiadas por câmeras, as submetiam a um regime de privação do sono, privação sensorial ou ao chamado “efeito Ganzfeld”, para o que se utiliza um estímulo (luz, som, etc.) de maneira constante e durante longos períodos.
Com frequência eram submetidas a humilhações como a “revisão de cavidades”, que se convertia em ataque sexual ao ser realizado por homens.
Como vivem as mulheres
Segundo estatísticas dadas pela Coalizão Nacional contra a violência doméstica (NCADV por suas siglas em inglês) a cada nove segundos uma mulher é agredida; 38 028 000 mulheres sofreram violência física alguma vez em sua vida, sendo as mulheres jovens (de 18 a 25 anos) e as afro americanas as mais afetadas; 35 % mais que as brancas.
Polêmica campanha contra a violência doméstica feita pela artista Sam Humphreys com a boneca Barbie
O jornal Huffington Post reportou que o número de mulheres assassinadas por seu cônjuge entre 2001 e 2012 foi de 11 766.
O salário médio das mulheres representa só 75 % do dos homens(1) Estados Unidos não tem uma lei nacional sobre licença remunerada por motivos familiares.
Marcha "Me Too" contra a violência doméstica
A Comissão para a Igualdade de Oportunidades recebe a cada ano milhares de denúncias de discriminação por gravidez e de violência sexual.(2) Estados Unidos é um dos cinco países em todo mundo que não assume o salário da mãe trabalhadora durante o período da maternidade.
O Governo de Trump
A campanha para a eleição de Donald Trump como presidente em novembro de 2016 esteve marcada por um discurso misógino, xenófobo, racista e pelo anúncio de políticas que causariam enormes danos a comunidades vulneráveis e transgrediriam as obrigações fundamentais de direitos humanos assumidas pelos Estados Unidos.
As propostas de campanha propostas por Trump incluíram a deportação de milhões de imigrantes não autorizados, a reforma de leis federais para permitir a tortura de pessoas suspeitas de terrorismo e “encher” o centro de detenção da Baía de Guantánamo(3). O Presidente tem cumprido até agora cabalmente suas promessas.
Prisão de Guantánamo
Muito pode ser falado sobre os direitos humanos dos estadunidenses, esta breve pincelada permite apreciar quanto de história construída tem a afirmação dessa nação como terra promissora, país das liberdades e dos direitos. A verdade apresenta-nos seu verdadeiro rosto.
1 O Mundo https://www.elmundo.es/america/2011/03/02/estados_unidos/1299100021.html.
2 Relatório de hrw .
3 Relatório de hrw .
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