16 de jan de 2019

TEMA : ARMAS






Aproveitando a temática: ARMAS, quero compartilhar com vocês uma experiência que eu passei em Havana (2015), quando participei de um Congresso de Antropologia.


 Trata-se de uma praça em Havana Velha chamada PLAZA DE ARMAS. Eu fui até lá para tirar umas fotos e ver que tipos de armas estariam expostas nessa praça. Amigos, eram armas poderosas: uma Biblioteca muito bem equipada, vendedores de livros novos e usados ao redor da praça, Crianças tendo aulas em ambiente aberto com seus Professores e, ocasionalmente, a exibição de uma orquestra local. Fiquei emocionado com as armas que eu vi nessa praça. Que poder têm essas armas!












do facebook de : Adilson Dias Salles  

CAMPANHA PELA LIBERTAÇÃO DE JULIAN ASSANGE


Libertem Julian Assange de seu cárcere mediático
O jornalista Julian Assange está enclausurado há 8 anos na embaixada do Equador em Londres, sem que nenhuma denúncia  justifique os motivos desta detenção.
Apesar de não ter violado nenhuma lei, de nenhuma jurisdição das quais tem sido submetido, enfrenta uma extradição para os Estados Unidos, onde estaria irreversivelmente condenado.
Ao desinformar sobre os fatos que conduziram à sua reclusão ou silenciar o caso, os grandes grupos mediáticos se tornaram cúmplices da situação atual do cofundador de Wikileaks .
Estranha que Julian Assange não se tenha beneficiado do apoio em massa das instâncias corporativistas que costumam denunciar os encarceramentos de jornalistas ou defendem aos trabalhadores da informação.
Nosso direito a uma informação plural e verdadeira está massacrado cada vez que se nega a plena liberdade para Julian Assange. Os meios de comunicação têm o dever de proteger este direito e, portanto de oferecer uma informação isenta sobre sua situação.
Exigimos dos grandes grupos mediáticos que ponham fim ao deliberado silêncio sobre o caso Assange e que  informem objetivamente sobre os fatos que levaram o jornalista australiano às condições desumanas nas quais se encontra.

https://es.mediumweb.info/assangeesp








UE adverte EUA que vai por fim ao bloqueio "obsoleto e ilegal" contra Cuba




Frente a quem levanta muros, Bruxelas tende a pontes mediante a cooperação e o diálogo, declarou Federica Mogherini.
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 bloqueio econômico e comercial de Estados Unidos contra Cuba é "obsoleto e ilegal", pelo que a União Européia trabalhará para "lhe pôr fim", advertiu a alta representante para a Política Exterior e de Segurança da União Europeia, Federica Mogherini, que se encontra de visita oficial no país latino-americano.
"O bloqueio não é a solução. Temos dito isso muitas vezes a nossos amigos estadunidenses e o afirmamos repetidamente nas Nações Unidas. O único efeito do bloqueio é piorar a qualidade de vida das mulheres, dos homens e das crianças cubanas", declarou Mogherini, citada pelo portal Cubadebate, durante uma conferência realizada nesta quarta-feira em Havana.

Ademais, a diplomata criticou as medidas adotadas pela Administração de Donald Trump contra a ilha e o retrocesso nas relações entre Washington e Havana. "Sei muito bem que nestes momentos há quem tente isolar Cuba, nós os europeus sabemos que estamos mais perto que nunca de vocês, que Cuba e os cubanos não estão sozinhos", assinalou.



"Evitar novos conflitos"

A chefa da diplomacia europeia instou a EE.UU. renunciar às "demonstrações de força", já que estas não conduzem a nenhuma parte e são "em realidade uma prova de debilidade".
"Vivemos em um mundo difícil e devemos evitar que novos conflitos se somem aos muitos que já temos. Construir muros é inútil, somente podem piorar a situação. A verdadeira força está no diálogo e na cooperação", defendeu.
Por último, Mogherini destacou que a "única" alternativa à atual "desordem internacional" é uma ordem mundial "mais cooperativa, mais justa e mais solidária baseada no multilateralismo”.







Original: https://actualidad.rt.com/actualidad/259096-mogherini-europa-fin-bloqueo-obsoleto-ilegal-eeuu-cuba?fbclid=IwAR2Ua7FRr29nXcsszoIS27peuMxvKOybanJbBc3RHLS6AnPx65I3Rwe-feM

13 de jan de 2019

NOVA EXIBIÇÃO DO FILME "CUBANAS" EMOCIONA O PÚBLICO.


        Na última sexta - feira (11) fomos a São Pedro da Serra (RJ) a convite do Cineclube Lumière de Lumiar para uma sessão do filme de Maria Torrelas Cubanas Mulheres em Revolução.




Em um lindo espaço aberto da denominada ECOARTE  que funciona como livraria, loja de artesanato e ponto de encontro das pessoas da região, a administradora do local Zelma (foto) apresentou a programação.



É um lugar muito agradável e acolhedor onde todos e todas se conhecem e se encontram.






Com muitas cadeiras extras, o filme, precedido do curta cubano Por primeira vez (lindo!) foi apresentado pelo Professor e cineclubista Joaquim Ferreira. Após, o Comitê apresentou o também curta-metragem sobre o bloqueio : 

https://www.youtube.com/watch?v=K7DJeKW7Kww&t=20s



Em seguida, o filme principal seguido de debate. O público, composto por Professores, Coletivo Ana Montenegro, Fundação Dinarco Reis, estudantes, moradores, foi muito aplaudido no final. 
Algumas pessoas muito emocionadas se interessaram a respeito do momento atual em Cuba (e, lógico, no Brasil, isso sempre acontece nas sessões...) sendo o debate que se seguiu muito animado e participativo.



O fato de contarmos com professores na plateia sempre nos anima, sabendo que são formadores de formadores .

Parabéns à cidade por contar com esse Ponto de Cultura.

    O interesse das pessoas pelo filme chegou ao ponto de algumas pessoas assistirem de pé durante toda a exibição.

Agradecemos o convite do cineclube Lumière e especialmente ao Professor e cineclubista Joaquim Ferreira.







10 de jan de 2019

Consulado da Venezuela no Rio de Janeiro e cariocas comemoram a posse de Maduro


         Hoje dia 10 de Janeiro realizamos um ato em defesa da posse legítima do Presidente Nicolás Maduro no Consulado da República Bolivariana da Venezuela no Rio de Janeiro. Salão Libertadores  lotado . Transmissão televisiva ao vivo de Caracas. Seguimos !!



         
              Vários Movimentos Populares,sindicalistas, militantes compareceram ao Consulado para assistir a posse do Presidente Nicolás Maduro Moros .




                    CHÁVEZ VIVE !!  MADURO SIGUE !!!






FESTA CARIOCA PELOS 60 ANOS DO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO CUBANA !

Foi com muita alegria que realizamos a homenagem aos 60 anos do triunfo da Revolução Cubana. 



A data escolhida foi proposital: o dia em que Fidel e companheiros entraram na cidade de Havana para libertar Cuba de uma ditadura sanguinária. 


A festa, realizada no Raízes do Brasil -  casa do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) junto com o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba contou com música cubana, petiscos, mojitos (feitos com o inconfundível Havana Club), comida típica cubana e sorteios de muitos brindes.



O bolo foi uma surpresa à parte: com o desenho feito pelo jovem artista cubano  Samuel Marrero Dubrocq ! Gracias, Samuel !

Todos e todas da equipe do Comitê e do MPA vestiam a camisa com o desenho dos revolucionários entrando em Havana.


Relembrando o dia histórico, foram lidos textos cubanos e uma mensagem do Consulado Geral de Cuba em São Paulo enviado especialmente para o evento. (texto abaixo) 



Na ocasião foram convocados os presentes a comparecer nesta quinta-feira (10) ao Consulado da República Bolivariana da Venezuela em apoio à posse do Presidente Maduro. O Cônsul Edgar Marin também ali nos atualizou sobre a importância do apoio à Venezuela nesta data.





Todos saíram do local animados após muitos gritos de LULA LIVRE !  






Assim seguimos cada vez mais em unidade !





           Viva Cuba ! Viva a Revolução Cubana !  Adelante !!



O documento divulgado(extraído de cubadebate):




Caravana de luz, de futuro


Fidel e os combatentes da Serra Mestre chegaram a Havana em 8 de janeiro de 1959, com a convicção de que dali em diante tudo seria mais difícil
Foram pouco mais de mil quilômetros que percorreram  os combatentes da Serra Maestra  de um extremo ao outro do país em janeiro de 1959. E foram bem mais de mil, sim, os abraços, as lágrimas de emoção e as mostras de júbilo e de agradecimento que receberam durante a travessia, porque o povo cubano sabia que a partir desse momento, a história de Cuba seria outra.
Os barbudos da Serra, como lhes diziam, deixaram atrás as vicissitudes próprias de uma luta que, contra a brutal repressão batistiana, defendia o direito de todos a desfrutar da liberdade plena em sua terra e de ser donos de seu futuro. Levavam em seus olhos o convencimento pleno de que o proposto por Fidel em A história me absolverá  aconteceria maior porque esta Revolução era e é pelos humildes e para os humildes.
“Não  imaginemos que agora tudo será mais fácil, talvez desde agora todo seja mais difícil”, expressou Fidel quando a caravana entrou em Havana em um dia como hoje, há seis décadas. Tinha razão, pois a alegria do triunfo não podia disfarçar os grandes desafios que se enfrentariam.
A Fidel e a seus colegas de causa preocupava-lhes quantos desses homens e mulheres que lhes demonstravam sua alegria teriam trabalho, quantos meninos podiam assistir a classes, quantos precisavam ir ao médico e não podiam… A responsabilidade para com o povo crescia, mas ali estava esse mesmo povo, em cada trecho por onde passou  a caravana, como hoje, com a intenção de assegurar sua respaldo à construção de uma sociedade justa.
Isso também se sentiu nesta segunda-feira, quando centenas de matanceros rememoraram  em horas da manhã a entrada triunfal da caravana pelo território de San Pedro de Mayabón . Em cada povoado da Estrada Central o povo se aglomerou para receber os novos “ barbudos” :  60 jovens destacados das organizações estudantis, das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, bem como  trabalhadores por conta própria.
Desde aquela madrugada de 2 de janeiro de 1959, quando empreenderam viagem desde Santiago de Cuba, Fidel e os combatentes sabiam que “a liberdade não é tudo. A liberdade é a primeira parte, é a liberdade para começar a ter o direito a lutar”. Por isso a cada ano se rememora a marcha desta caravana que  trouxe a luz do futuro a um país que se sabe dono desse direito para lutar.


 8 de janeiro de 2019


8 de jan de 2019

60 ANOS Y ADELANTE !!


Caravana de luz, de futuro






Fidel e os combatentes da Serra Mestre chegaram a Havana em 8 de janeiro de 1959, com a convicção de que dali em diante tudo seria mais difícil
Foram pouco mais de mil quilômetros que percorreram  os combatentes da Serra Maestra  de um extremo ao outro do país em janeiro de 1959. E foram bem mais de mil, sim, os abraços, as lágrimas de emoção e as mostras de júbilo e de agradecimento que receberam durante a travessia, porque o povo cubano sabia que a partir desse momento, a história de Cuba seria outra.
Os barbudos da Serra, como lhes diziam, deixaram atrás as vicissitudes próprias de uma luta que, contra a brutal repressão batistiana, defendia o direito de todos a desfrutar da liberdade plena em sua terra e de ser donos de seu futuro. Levavam em seus olhos o convencimento pleno de que o proposto por Fidel em A história me absolverá  aconteceria maior porque esta Revolução era e é pelos humildes e para os humildes.
“Não  imaginemos que agora tudo será mais fácil, talvez desde agora todo seja mais difícil”, expressou Fidel quando a caravana entrou em Havana em um dia como hoje, há seis décadas. Tinha razão, pois a alegria do triunfo não podia disfarçar os grandes desafios que se enfrentariam.
A Fidel e a seus colegas de causa preocupava-lhes quantos desses homens e mulheres que lhes demonstravam sua alegria teriam trabalho, quantos meninos podiam assistir a classes, quantos precisavam ir ao médico e não podiam… A responsabilidade para com o povo crescia, mas ali estava esse mesmo povo, em cada trecho por onde passou  a caravana, como hoje, com a intenção de assegurar sua respaldo à construção de uma sociedade justa.
Isso também se sentiu nesta segunda-feira, quando centenas de matanceros rememoraram  em horas da manhã a entrada triunfal da caravana pelo território de San Pedro de Mayabón . Em cada povoado da Estrada Central o povo se aglomerou para receber os novos “ barbudos” :  60 jovens destacados das organizações estudantis, das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, bem como  trabalhadores por conta própria.
Desde aquela madrugada de 2 de janeiro de 1959, quando empreenderam viagem desde Santiago de Cuba, Fidel e os combatentes sabiam que “a liberdade não é tudo. A liberdade é a primeira parte, é a liberdade para começar a ter o direito a lutar”. Por isso a cada ano se rememora a marcha desta caravana que  trouxe a luz do futuro a um país que se sabe dono desse direito para lutar.

 8 de janeiro de 2019








Matéria Original do Consulado de Cuba em São Paulo:

https://www.facebook.com/pg/ConsuladoGeralSP/posts/?ref=page_internal

7 de jan de 2019

PARTIU !!!


Defendamos que se respeite o direito soberano do povo irmão da Venezuela e o legítimo governo de Nicolás Maduro




 A aberta ingerência do Grupo de Lima, formado por governos de direita da região e Canadá, que encabeça a desprestigiada OEA e seu servil secretário Luis Almagro, com o auspicio e tutela de Washington, em 4 de janeiro emitiu uma ofensiva declaração.
Em clara violação à vontade soberana do povo irmão da Venezuela, seu sistema democrático e o Estado de Direito, convocam a ignorar  a vontade do povo venezuelano que em seu 25º   processo eleitoral realizado em 20 de maio de 2018, mais de 6 milhões de votantes em eleições democráticas e transparentes, elegeram por absoluta maioria Nicolás Maduro como seu Presidente, que no próximo 10 de janeiro assumirá seu segundo mandato de acordo com a  Constituição para o período 2019-2025.

 Denunciamos a ilegalidade, arbitrariedade e o grave dano que provocam as sanções unilaterais e  o bloqueio financeiro de EE.UU contra Venezuela, para estrangular sua economia e criar sofrimentos  ao povo. Alertamos que estas medidas atentam contra os enormes avanços sociais conquistados em duas décadas de Revolução Bolivariana.  Evidenciamos a perseguição midiática que realizam 24 horas do dia  os grandes meios de comunicação para manipular a opinião pública internacional, onde mentem com descaramento, criam falsas bases de opinião e desqualificam de maneira constante as instituições venezuelanas e seu governo.

Perguntamos-nos com que moral podem falar de democracia governos que têm propiciado golpes de estado, manipulado eleições com fraude, destruído as fontes de trabalho e históricas conquistas sociais, esvaziado o patrimônio, entregado os recursos naturais, endividado  nossos povos, que criminalizam o protesto social, ameaçam com o cárcere aos opositores, encarceram e proscrevem  líderes indiscutíveis  como Lula para impedir sua eleição e que há quase  um ano segue em injusta prisão no Brasil do ultradireitista Bolsonaro.

Com que moral pode falar EE.UU de democracia enquanto bloqueia por mais de meio século a Cuba, mantém um campo de concentração como a Base Naval de Guantánamo, instala bases militares em toda a região, invade, saqueia, destrói, cria muros, encarcera, reprime e mata, inclusive a meninos migrantes.
 Mentem sem pudor algum ao falar em nome de uma “democracia” que vulneram, pisoteiam e assassinam  diariamente  com crueldade e deslealmente  desde todos os lugares.

 Junto a Alba Movimentos, Liga  Argentina pelos Direitos Humanos, a Rede Europeia de Solidariedade, o Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos chama  aos amigos do mundo a estar alertas, em mobilização permanente e redobrar a Solidariedade Internacional com Venezuela Bolivariana.

Defendamos com todas nossas forças que se respeite o direito soberano do povo irmão de Venezuela e o legítimo governo de Nicolás Maduro.

Venezuela Não está Sozinha!

 Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos; Liga Argentina pelos Direitos Humanos; Alba Movimentos; Rede Europeia de Solidariedade com Venezuela.

5/01/2019





5 de jan de 2019

CONFRATERNIZAÇÃO PELOS 60 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA

Partiu !!


Neste dia 8 de janeiro vamos comemorar os 60 anos da Revolução cubana no dia em que Fidel, Camilo e demais combatentes entraram em Havana !
Vamos para o Raízes confraternizar com comida cubana, mojitos, sorteio de brindes, música e muita solidariedade à Ilha !


Bóra lá na linda Raízes do Brasil com o MPA. Seguimos em unidade !




EVENTO: https://www.facebook.com/events/282045512498994/?active_tab=discussion

4 de jan de 2019

A REVOLUÇÃO CUBANA COMPLETA 60 ANOS




A REVOLUÇÃO CUBANA COMPLETA 60 ANOS
Frei Betto
1º de janeiro de 2019, 60 anos da Revolução Cubana. Quem diria? Para a soberba dos serviços de inteligência dos EUA a ousadia dos barbudos de Sierra Maestra, ao livrar Cuba da esfera de domínio de Tio Sam, era um “mau exemplo” a ser o quanto antes apagado das páginas da história. A CIA mobilizou e treinou milhares de mercenários e Kennedy mandou-os invadir Cuba (1961). Foram vergonhosamente derrotados por um povo em armas. E, de quebra, a hostilidade da Casa Branca levou Cuba a se alinhar à União Soviética. O tiro saiu pela culatra. Mexer com Cuba passou a significar aquecer a Guerra Fria, como o demonstrou a crise dos mísseis (1962).
Tio Sam não botou as barbas de molho. Transformou cubanos exilados em Miami em terroristas que derrubaram aviões, explodiram bombas, promoveram sabotagens. E investiu uma fortuna para alcançar o mais espetacular objetivo terrorista: eliminar Fidel. Foram mais de 600 atentados. Todos fracassados. Fidel faleceu na cama, cercado pela família, em 25 de novembro de 2016, pouco antes de a Revolução completar 58 anos. Havia sobrevivido a 10 ocupantes da Casa Branca que autorizaram operações terroristas contra Cuba: Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho.
Fracassada a invasão da Baía dos Porcos, impôs-se o bloqueio a Cuba (1961). Medida criticada por três papas em visita a Havana: João Paulo II (1998), Bento XVI (2012) e Francisco (2015). Porém, a Casa Branca não escuta vozes sensatas. Prefere se isolar, ao lado de Israel, a cada ano em que a Assembleia da ONU vota o tema do bloqueio. Pela 27ª vez, em 2018, 189 países se manifestaram contra o bloqueio a Cuba.
Com a queda do Muro de Berlim e o desaparecimento da União Soviética (1989), os profetas da desgraça prenunciaram o fim do socialismo cubano. Não falharia a teoria do dominó... Equivocaram-se. Cuba resistiu, suportou o Período Especial (1990-1995) e se adaptou aos novos tempos de globalização.
Muitos se perguntam: por que os EUA não invadiram Cuba com tropas convencionais (já que os mercenários foram derrotados), como fez na Somália (1993), Granada (1983), Afeganistão (2001) e Iraque (2003), Líbia (2011), Síria (2017), Níger (2017), e Iêmen (2018)? A resposta é simples: uma potência bélica é capaz de ocupar um país e derrubar-lhe o governo. Mas não derrotar um povo. Esta lição os estadunidenses aprenderam amargamente no Vietnã, onde foram escorraçados por um povo camponês (1955-1975). Atacar Cuba significaria enfrentar uma guerra popular. Após a humilhação sofrida no Sudeste Asiático, a Casa Branca prefere não correr o risco.
Por que Cuba incomoda a tantos que associam, indevidamente, capitalismo e democracia? Porque Cuba convence as pessoas intelectualmente honestas, que não se deixam levar pela propaganda anticomunista fundada em preconceitos, e não em fatos, que, apesar de toda a campanha mundial contra a Revolução, na ilha ninguém morre de fome, anda descalço, é analfabeto com mais de 6 anos de idade, precisa ter dinheiro para ingressar na escola ou cuidar da saúde, seja uma gripe ou uma complexa cirurgia do coração ou do cérebro. No IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU, que abrange 189 países, Cuba ocupa melhor lugar (68º) que a maioria dos países da América Latina, incluído o Brasil (79º lugar).
Enquanto o capitalismo enfatiza, como valor, a competitividade, a Revolução incute no povo cubano a solidariedade. Graças a isso Cuba despachou tropas, nas décadas de 1960 e 1970, para ajudar nações africanas a se libertarem do colonialismo europeu e conquistarem sua independência. Raúl Castro foi o único chefe de Estado estrangeiro a ter direito a discursar nos funerais de Mandela, porque o governo da África do Sul reconheceu a importância da solidariedade cubana para o fim do apartheid.
Graças à solidariedade, professores e médicos cubanos se espalham por mais de 100 países, trabalhando nas áreas mais pobres e remotas. E graças aos princípios éticos da Revolução, em Cuba não se vê famílias debaixo de pontes, crianças de rua, mendigos estirados pelas calçadas, cracolândia, máfias de drogas. Os delatores da Odebrecht denunciaram todos os agentes públicos corrompidos nos países da América Latina nos quais a empresa atuou. Menos Cuba, onde ela construiu o porto de Mariel. Algum delator quis defender Cuba? Óbvio que não. Apenas nenhum cubano se deixou corromper.
O povo cubano chegou ao paraíso? Longe disso. Cuba é uma nação pobre, porém decente. Apesar do bloqueio e de todos os problemas que ele acarreta, seu povo é feliz. Por que então muitos saem de Cuba? Ora, muitos saem de qualquer país que enfrenta dificuldades. Saem da Espanha, da Grécia, da Turquia, do Brasil, da Venezuela e da Argentina. Mas quem sai? De Cuba, aqueles que, contaminados pela propaganda do consumismo capitalista, acreditam que o Eldorado fica acima do Rio Grande. Os mesmos que se regozijam com a emigração de uns poucos cubanos jamais se indagam por que nunca houve em Cuba uma manifestação popular contrária ao governo, como acaba de ocorrer na França (jalecos amarelos) e também recentemente na Tunísia (2011), Egito (2011), Turquia (2016), e anteriormente nos EUA (Seattle, 1999).
Haveria um Cuba soldados ou guardas em cada esquina? João Paulo II declarou que lhe chamou a atenção não ver veículos militares nas ruas ao visitar Havana, como observou em tantos outros países. A maior arma da resistência cubana é a consciência da população.
A Revolução Cubana comemora 60 anos! É muito pouco para um país triplamente ilhado: pela geografia, pelo bloqueio e por ser o único da história do Ocidente a adotar o socialismo. E quando os cubanos comemoram, não olham apenas para o passado de tantas gloriosas conquistas entre muitos desafios e dificuldades. Inspirados por Martí, Che, Fidel e Raúl, os cubanos sabem que a Revolução ainda é um projeto de futuro. Não só para a Cuba, mas para toda a humanidade, até que as diferenças (idioma, cultura, sexo, religião, cor da pele etc.) não sejam mais motivo de divergências, e a desigualdade social figure nos arquivos de pesquisas apenas como uma abominável referência histórica, como é hoje a escravatura.
Longa vida à Revolução Cubana!
Frei Betto é escritor, autor de Paraíso perdido – Viagens pelo mundo socialista (Editora Rocco), entre outros livros.

Fonte: 

2 de jan de 2019

Médica cubana explica a realidade de Cuba: nasci num mundo onde tem igualdade de oportunidades para todos

"👉 Amigos e amigas solidários a Cuba! Quem não viu o vídeo abaixo sugiro que assista e se gostar compartilhe.👍 ✊🚩 Viva os 60 anos da Revolução Cubana! Fidel eternamente presente! 🇨🇺👩‍⚕️ Entrevista em Vídeo 📲💕 Dainerys Sandoval Tellez 1- Como é a formação médica em Cuba? 2- A maioria do povo cubano apoia a Revolução? 3- Os cubanos odeiam os Estados Unidos ? 4- Qual sua opinião sobre Fidel Castro? 5- Há crianças de rua em Cuba ? 6- Há fome em Cuba ? 7- Há tráfico de drogas, como o crack, em Cuba ? 8- Cubanos são proibidos de sair de Cuba ? 9- Cubanos são proibidos de usar internet ?


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Doutora Dainerys Sandoval Tellez que trabalhou no Brasil entre os anos de 2017 e 2018
Por Sturt Silva

Em entrevista feita pela página Vitórias da Revolução Cubana, a médica cubana fala sobre sua formação médica em Cuba, como foi o ingresso no programa Mais Médicos e responde algumas perguntas como: A maioria do povo cubano apoia a revolução?; Os cubanos odeiam os Estados Unidos?; Qual sua opinião sobre Fidel Castro?; Há crianças de rua em Cuba?; Há fome em Cuba?; Há tráfico de drogas, como o crack, em Cuba ?; Cubanos são proibidos de sair de Cuba ?; Cubanos são proibidos de usar internet ?

Assista a íntegra da entrevista:

Leia mais:
Médica cubana denuncia Bolsonaro e lamenta ter de deixar os pacientes, “o coração chega a quebrar”






Matéria original do blog  Solidários a Cuba - Convenção 2009 - ACJM - SC