3 de abr. de 2020

UMA CIDADÃ SUÍÇA EM HAVANA EM MEIO À PANDEMIA #CubaSalva #BloqueioMata


                                                COVID-19
 Coronavirus: “Em Cuba me sinto segura”
Por Marcela Águia Rubín
 31 DE MARÇO DE 2020



Em Havana, pessoas esperam o transporte público com máscaras protetoras em meio às preocupações da propagação do coronavirus.  (Reuters / Alexandre Meneghini)



Como se vive em um país sob o bloqueio econômico mais prolongado do mundo em tempos do coronavirus? “Há tensão, sim. Mas há muita confiança”. Depoimento de uma suíça desde Havana.

“Vivo em um edifício com mais de 30 apartamentos. Nos primeiros dias da pandemia veio um médico de família, casa por casa, e nos deu uma aula de como tinha que se comportar, como se cuidar, como se lavar”.


Suíça e Cuba têm celebrado acordos bilaterais nos âmbitos do comércio, da promoção e da proteção dos investimentos, de transporte aéreo e de  translado de pessoas condenadas. Suíça representou os interesses dos EUA  em Cuba de 1961 até a restauração das relações diplomáticas entre os dois países em julho de 2015, bem como os interesses cubanos nos EUA de 1991 até julho de 2015.
Hoje, a Suíça mantém-se principalmente ativa em Cuba no marco da cooperação para o desenvolvimento, onde implementa sua estratégia 2017-2021.
Fonte: Ministério Suíço de Relações Exteriores


O depoimento é de Christine, residente em Cuba há mais de duas décadas e cidadã de Suíça, país com o qual mantém estreito contato e para onde viaja com certa regularidade. “Mas aqui me sinto mais segura”, confessa-nos em entrevista telefônica.

Por que ? Perguntamos.

“Aqui as pessoas  são mais disciplinadas. Estão mais acostumadas  a situações de emergência. Além disso, em Cuba temos um sistema de saúde e de prevenção para a saúde que funciona muito bem. Vimos quando ocorreu a  dengue. Vemos com os furacões. Todo mundo está preparado”.
Descreve-nos com grandes traços a situação na ilha. Em termos gerais não difere muito da que se vive na Suíça e em boa parte do planeta: ruas vazias, escolas desertas, trabalhos suspensos. As principais recomendações são as mesmas: lavar bem e continuamente as mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, não sair de casa senão para o essencial, manter distância social…
Sim, parece que o coronavirus concedeu ao conjunto das nações a possibilidade de entoar o mesmo estribilho. Mas não é assim. Não é para todos. Cuba faz parte das nações que vivem sob a pressão de sanções econômicas e que devem nadar mais vigorosamente para se manter à tona:

“Agora, com o coronavirus, nós mesmos preparamos nossos nasobucos [máscaras protetoras]. Através da televisão nos ensinam como fazer: dão a medida do tecido, mostram como tem que cortar, costurar, passar. Como  usar sem deixar espaços…”
Efetivamente, o fechamento de fronteiras (coronavirus obriga) e quase sessenta anos de embargo (Estados Unidos impõe), fazem com que na ilha caribenha faltem muitas coisas, mas não talento.
E também há uma experiência no manejo epidemiológico reconhecido internacionalmente e uma preocupação fundamental com a educação e a saúde da população.
A informação, explica nossa interlocutora, é constante por rádio, televisão, internet. “Há uma mesa redonda na qual os ministros informam não somente sobre os temas de saúde, senão também das medidas sociais e econômicas. Por exemplo, explicam os direitos das pessoas que têm que adiar seus pagamentos, as isenções de impostos… Todo isso alivia a tensão”.

 Há muita tensão?

“Há tensão porque como você sabe, o turismo é uma das principais fontes de rendimentos da ilha e muita gente vive disso. Agora, e quem sabe por quanto tempo, não há turistas. Mas sobretudo há tensão pelo temor de que haja  escassez de alimentos”.
Comenta que através de mensagens de WhatsApp  as pessoas se informam entre si: “em tal loja há iogurtes, em tal outra há leite”. 
Na ilha é quase proverbial a falta deste ou outro produto, mas a situação atual potencializa o problema, por isso as autoridades têm anunciado  medidas para garantir os alimentos. Igualmente têm fama as esperas nas lojas de bens de consumo, que também se têm dilatado.
“Há tremendas filas nas lojas e esse é o pior momento para manter as distâncias e a gente se põe nervosa quando não encontra o que precisa”

O que é que mais falta, por exemplo…?

“Frango, sabão, detergente e há um temor especial de que cheguem a faltar os feijões e a massa de tomate para preparar. É que agora a situação é duplamente difícil com a paralisia pelo coronavirus e o bloqueio”.
Contudo, nossa interlocutora se diz confiante. “As pessoas em Cuba são muito solidárias e as autoridades estão bem organizadas. Explicaram-nos também como preparar e usar desinfetantes, como reconhecer os sintomas do coronavirus e como atuar caso necessário”.

 Como?

“Primeiro tem que ir ao médico de família. Se este considerar necessário, te envia ao policlínico, e se aí detectam suspeita de contágio, te mandam ao centro de isolamento. Se dá positivo, dão o tratamento correspondente. Se não, da mesma forma te mantêm em isolamento para observar  tua evolução”.
Recorda que a educação e a saúde são os pilares da política da ilha e ratifica que o de Cuba é um povo muito solidário. “Veja você as missões de médicos cubanos agora mesmo na Itália e em muitos outros países. As missões quando da crise do ébola. Alguns dizem que é interesse econômico, para mim é um gesto de humanidade”.

Concluímos a entrevista. Despedimos-nos, e horas mais tarde envia-me esta mensagem:
“Os estudantes de Medicina acabam de passar pela casa perguntando quantas pessoas somos, se temos problemas de saúde, etc. Isso é Cuba!”


Alguns êxitos da medicina cubana:
 • (2015) Cuba cumpre com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
• (2015) Cuba converte-se no 1er país do mundo a receber a certificação por parte da OMS de eliminação da transmissão materno-infantil do HIV e da sífilis congênita.
• (2016) Cuba mantém a taxa de mortalidade infantil abaixo de cinco para cada 1 000 nascidos vivos por dez anos consecutivos.
• (2016) Cuba atinge uma esperança de vida ao nascer de 78,4 anos; 76,5 para os homens e 80,4 para as mulheres.
 • (2016) Cuba cumpre 55 anos mantendo missões internacionalistas em saúde com 48 000 colaboradores em 62 países em 2016.
• (2017) Cuba obtém, através do contingente Internacional de médicos especializados em situações de desastres e graves epidemias “Henry Reeve”, o Prêmio de Saúde Pública Internacional em memória do Dr. LEE Jong-Wook da OMS (a distinção mais importante que outorga a OMS).

Tradução: Comitê Carioca e Solidariedade a Cuba 
Texto original: 



A única coisa boa dessa pandemia  é ter  demonstrado que : as armas são inservíveis; o poder é frágil; a riqueza é inútil e como Cuba é importante.

2 de abr. de 2020

OS AGRADECIDOS TE ACOMPANHAM #CubaSalva #BloqueioMata

   


O revolucionário que transformou o mundo e o perfil da América Latina junto com seu povo. 

Em palestra na escadaria da faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires em 2003 fala de Cuba, da medicina cubana e dos princípios da Revolução Cubana dos quais nunca se afastou. Aqui postamos uma parte do discurso. Uma aula de humanismo.

Aqui a tradução que fizemos para facilitar. O vídeo completo se encontra no YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=4Bs9-cnOayQ&t=15s


Nosso país não lança bombas contra outros povos
Nem manda milhares de aviões para bombardear cidades
Nosso país não possui armas nucleares
Nem armas químicas nem armas biológicas
As dezenas de cientistas e médicos
Com que conta nosso país de médicos
Foram educados na ideia de salvar vidas
Estaria em absoluta contradição com sua concepção
Pôr um cientista ou um médico para  produzir
Substâncias ou bactérias ou vírus
Capazes de produzir a morte de outros seres humanos
Em nosso país se fazem pesquisas para curar enfermidades
Tão duras como a meningite meningocócica,
A hepatite, através de vacinas que se produzem por  
técnicas de engenharia genética
Esse é o orgulho de nossos médicos, dos nossos centros de pesquisa
Dezenas de milhares de nossos médicos cubanos
Têm prestado serviços internacionalistas
Nos lugares mais longínquos e inóspitos
Um dia disse que não poderíamos, nem enviaríamos,
e nunca realizaríamos ataques preventivos ou de surpresa
Contra nenhum afastado canto do mundo, mas que em vez disso,
Nosso país seria capaz de enviar os médicos que se necessitasse
A qualquer canto dos mais afastados do mundo
Médicos e não bombas.
Médicos e não armas inteligentes de pontaria certeira
Porque ao fim e ao cabo, uma arma que mata  traiçoeiramente

Não é em absoluto uma arma inteligente.



1 de abr. de 2020

NEM EM TEMPOS DE PANDEMIA CESSA O BLOQUEIO: DOAÇÃO DE PODEROSA EMPRESA CHINESA PARA COVID-19 NÃO PODE CHEGAR A CUBA #CubaSalva #BloqueioMata :


As coisas para Cuba sempre são mais difíceis. Nem em tempos de pandemia aos cubanos lhes permite respirar tranquilos. 




   Quando no último 13 de março, Jack Ma, fundador de Alibaba , o gigante eletrônico chinês e a fundação que leva seu nome anunciavam ao mundo sua intenção de doar aos EUA  500 mil kits de detecção rápida de COVID-19 e um milhão de máscaras, indiferentes às declarações  xenófobas e racistas de seu atual Presidente, antes já o tinha feito a outras nações como Japão, Coréia do Sul, Itália, Irã e Espanha, considerados então os países expostos ao maior perigo, como expressão de seu transparente chamado a unir esforços nesta dura e desigual batalha.

Um segundo envio de donativos para apoiar os trabalhos de prevenção na Europa chegou ao aeroporto belga de Liege em 16 de março. Nesse mesmo dia, reportava-se também a chegada à Etiópia de outro carregamento destinado aos 54 países africanos. Um dia depois, um voo de Hangzhou a Roma levou fornecimentos médicos para a Cruz Vermelha italiana e anunciava-se que mais kits e máscaras estavam a caminho.
Nesse mesmo dia, outro avião chegou a Zaragoza , Espanha, com outro valioso carregamento de umas 500 mil máscaras e outras equipes médicas em apoio ao combate contra o novo Coronavirus.  Nesse dia um post em sua conta de Twitter  assegurava em espanhol #Estevirusloparamosentretodos. Um dia mais tarde, outro envio chegou a Liege  para apoiar os esforços de Bélgica e França. A agência chinesa XINHUA destacou que a fundação Jack Ma incrementava seus esforços para proporcionar mais apoio aos países afetados, especialmente Itália, Bélgica, Espanha, Eslovênia, França, Áustria, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e os Países Baixos.
Em 19 foi a vez de vizinhos asiáticos como Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia.
Em 21 mais fornecimentos de emergência para Afeganistão, Bangladesh, Camboja, Laos, Maldivas, Mongólia, Myanmar, Nepal, Paquistan e Sri Lanka. Dias mais tarde, envios similares chegariam a Azerbaiyán, Bután, Índia, Kazajistán, Kirguistán, Uzbekistan e Vietnã. Somavam já 23 países asiáticos.

Em 22 de março, à medida que a pandemia seguia avançando, seria a vez  da América  Latina e o Caribe.
Um novo tuiter de Jack Ma anunciava o envio de 2 milhões de máscaras, 400 mil kits de diagnóstico rápido e 104 ventiladores, a 24 países de nossa região, entre eles Cuba, Argentina, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana e Peru. Em 24 de março uma publicação do Embaixador chinês no Panamá, confirmava a próxima chegada a esse país de 100 mil máscaras e 10 kits diagnóstico, enquanto seu colega em Havana confirmava o mesmo.

Ainda ontem 30 de março se anunciavam envios adicionais de equipamento tais como ventiladores, luvas e trajes médicos protetores. A hashtag #OneWorldOneFight  se tornou tendência nas redes.
No entanto, entre tantas notícias e anúncios, um desses envios não poderia chegar a seu destino final.
Ocorre que seu transportador, uma empresa estadunidense contratada para  fazê-lo, declinou na última hora sua encomenda sob o argumento de que as regulações do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra o país de destino, recrudescido pela administração atual  dos EEUU, lhe impediam de  fazê-lo.
O nobre, descomunal e louvável esforço do fundador de Alibaba  e da Fundação Jack Ma, que tinha conseguido chegar a mais de meia centena de países em todo mundo, não pôde tocar solo cubano, sem importar quão necessários podiam ser esses recursos em apoio à batalha que combate a pequena ilha antilhana assediada e bloqueada. De novo, o injusto, arbitrário e ilegal bloqueio que todo subverte.
Nosso agradecimento ao Sr. Ma por ter pensado em nós e pelos esforços que ainda faz para que a contribuição de sua fundação chegue por fim a seu destino.
 As coisas para Cuba sempre serão mais difíceis, por isso a cada êxito, a cada pequeno passo de avanço, se converte em um colossal triunfo contra os demônios.

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba



31 de mar. de 2020

Por que os EE. UU não levantam o bloqueio contra Cuba no meio de uma pandemia mundial.



Raúl Antonio Capote

Essa pergunta muita gente honesta no mundo faz nestes dias;  como é possível que a potência mundial mais poderosa do mundo, negue o acesso de uma pequena ilha caribenha aos alimentos e insumos necessários para enfrentar a pandemia da Covid-19 ?
O governo estadunidense não está disposto a suspender  nenhuma das medidas de cerco econômico, nem em um dia, nem uma hora, nem um segundo, a resposta está em 60 anos de uma guerra que não é só econômica, é uma guerra política que busca acabar com o sistema socialista cubano.
Para entendê-lo devemos recordar a famosa Lei Helms-Burton, que estabelece que inclusive com a queda hipotética da Revolução não suspenderiam o bloqueio.
Caberia pensar que sim,  afinal Cuba estaria sob um governo de transição pró-ianque, mas não, isso não é o que estabelece a aberração que leva o nome de Helms e Burton.  O presidente dos EE.UU ou seu representante devem informar ao Congresso estadunidense que se devolveu ou pagou o valor ou indenizou  seus “antigos proprietários” estadunidenses, incluídos os cubanos convertidos após 1959 em cubano-americanos, todas e a cada uma das propriedades, nacionalizadas, desapropriadas  ou confiscadas de acordo com as leis revolucionárias afinadas com o Direito Internacional.
A “indenização” ou “compensação” segundo calcularam especialistas estadunidenses em 1997, teria um valor aproximado de 100 bilhões de dólares. Para pagar os processos, as indenizações e as dívidas, os governos cubanos teriam que recorrer a empréstimos, por exemplo, ao FMI, que gerariam juros cada vez maiores e criariam uma espiral interminável de saques.
Cairíamos nas mãos dos fundos distressed ou holdouts, mais conhecidos como fundos abutre. Os cubanos demoraríamos anos para pagar uma dívida quase impagável, pois como poderia  pagar um país arrasado, esgotado, empobrecido pela guerra de resistência que certamente o invasor enfrentaria, um país que teria perdido uma boa parte de seus filhos em idade de trabalhar e produzir? Ficaríamos em mãos de exploradores dispostos a “sugar” até a última gota da riqueza nacional.
O bloqueio econômico e suas leis, a Lei para a Liberdade e a Solidariedade Democrática Cubana, por exemplo, é um engendro vingativo que é direcionado a quebrar o espírito de Cuba, mediante uma grande sangria, provocando um imenso choque que a deixe prostrada para sempre. É o projeto de extermínio de uma nação.
Provocar a fome, a doença e a morte de um número elevado de cubanos, faz parte de cenário que desejam construir em Cuba para conseguir seus objetivos hegemônicos, objetivos que nunca vão conseguir, cometam as atrocidades que cometam, Cuba vencerá e jamais abandonará seu espírito solidário e de luta.







30 de mar. de 2020

CARTA DE AJUDA HUMANITÁRIA






Brasil, Março 2020

Caros amigos.



Estamos vivendo uma Crise Mundial sem precedentes, é um momento de todos estarem juntos por um bem comum.

Bem comum este que devemos ajudar e ser ajudados. Ser solidário e receber solidariedade. Dar apoio e receber apoio.

Todos os Países tem que estar unidos, pois todos irão passar por novos tempos.

Seguindo este pensamento nos da Câmara Empresarial Brasil Cuba propomos um gesto de ajuda humanitária a todas as nações em Especial ao Presidente dos Estados Unidos de flexibilizar o Bloqueio Econômico imposto a Cuba.

Pois estamos preocupados em salvar vidas Humanas, e neste momento de poucos recursos os mesmos devem ser bem aplicados.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.......




Queridos amigos.

Estamos viviendo una crisis mundial sin precedentes, es un momento para que todos estén juntos por un bien común.

Este es un bien común que debemos ayudar y ser ayudados. Ser solidario y recibir solidaridad.

Dar soporte y recibir soporte.

Todos los países deben estar unidos, ya que todos experimentarán nuevos tiempos.

Siguiendo este pensamiento nosotros de la Cámara Empresarial Brasil y Cuba, proponemos un gesto de ayuda humanitaria a todas las naciones, en particular al Presidente de los Estados Unidos, para aliviar el bloqueo económico impuesto a Cuba.

Porque nos preocupa salvar vidas humanas, y en este momento de pocos recursos deben ser bien aplicados.

JUNTOS SOMOS MÁS FUERTES.......


CÂMARA EMPRESARIAL BRASIL - CUBA 




DECLARAÇÃO SOBRE O NOVO CORONAVIRUS


ASOCIACION NACIONAL DE CUBANOS RESIDENTES EM BRASIL – JOSE MARTI (ANCREB-JM)

DECLARACION



Como es conocido, la pandemia causada por el nuevo coronavirus representa un azote universal de incalculables e imprevisibles proporciones, en la cual, para enfrentarla, la solidaridad entre todos los pueblos es factor fundamental.

Cuba, siguiendo el siempre presente principio de solidaridad y humanismo de nuestra Revolución Socialista, está prestando su cooperación fraterna a otros países del mundo. De ahí los contingentes de médicos enviados a Italia, Venezuela, Guyana, Granada y otros países con ese espíritu.

Además, la ciencia cubana ha desarrollado el Interferón Alfa-2b, un medicamento que se ha revelado eficaz en la terapia de enfermedades virales, como las hepatitis B y C, el herpes-zóster, el HIV-AIDS y el dengue y ahora el COVID-19. Este producto, que se produce también en China, mediante una asociación entre los dos países, está siendo utilizado, con resultados positivos, en el tratamiento de este nuevo virus.

Sin embargo, el criminal bloqueo impuesto a nuestro país por los gobiernos de Estados Unidos durante 60 años y violentamente acrecentado por el actual gobierno de Trump, acarreando enormes daños a nuestra economía y sufrimientos a nuestro pueblo, no sólo se intensifica, sino que ha iniciado una campaña de descrédito hacia nuestros médicos enviados a otros países, sobre todo en estos momentos, instando a esos gobiernos a rechazarlos. Esta es inadmisible. Los gobiernos serios y responsables del mundo tienen que exigir que este bloqueo, que ahora pretende obstaculizar sus propias labores de enfrentamiento a esta pandemia, tiene que acabar.

Nuestra Cuba revolucionaria continúa luchando, en condiciones cada vez más difíciles, enfrentando con toda seriedad las medidas internas de protección y seguridad requeridas sin dejar de prestar su cooperación a otros pueblos del mundo que así lo requieran. Nada nos doblegará.

Nuestra Asociación condena, una vez más, ese criminal bloqueo que ahora se vuelca hacia toda la humanidad.

Desde Brasil enviamos nuestro fraternal saludo y reconocimiento a nuestros médicos internacionalistas, y a nuestros valiosos científicos. Nos sentimos muy orgullosos de ellos. ¡Honor y gloria a todo ellos!

¡HASTA LA VICTORIA SIEMPRE!



       Como se sabe, a pandemia causada pelo novo coronavirus representa um açoite universal de incalculáveis  e imprevisíveis proporções, na qual, para  enfrentá-la, a solidariedade entre todos os povos é fator fundamental. Cuba, seguindo o sempre presente princípio de solidariedade e humanismo de nossa Revolução Socialista, está prestando sua cooperação fraterna a outros países do mundo. Daí os contingentes de médicos enviados a Itália, Venezuela, Guiana, Granada e outros países com esse espírito. Ademais, a ciência cubana tem desenvolvido o Interferón Alfa-2b, um medicamento que se revelou eficaz na terapia de doenças virais, como as hepatites B e C, o herpes zoster, o HIV-AIDS e a dengue e agora o COVID-19. Este produto, que se produz também na China, mediante uma associação entre os dois países, está sendo utilizado, com resultados positivos, no tratamento deste novo vírus. No entanto, o criminoso bloqueio imposto a nosso país pelos governos dos  Estados Unidos durante 60 anos e violentamente agravado pelo atual governo de Trump , acarretando enormes danos à nossa economia e sofrimentos ao nosso povo, não só se intensifica, senão que tem iniciado uma campanha de descrédito com nossos médicos enviados a outros países, sobretudo nestes momentos, instando  esses governos a  recusá-los. Isto é inadmissível. Os governos sérios e responsáveis pelo mundo têm que exigir que este bloqueio, que agora pretende obstaculizar seus próprios trabalhos de confronto a esta pandemia, tem que acabar. Nossa Cuba revolucionária continua lutando, em condições  cada vez mais difíceis, enfrentando com toda seriedade as medidas internas de proteção e segurança requeridas sem deixar de prestar sua cooperação a outros povos do mundo que assim o requeiram. Nada nos dobrará. Nossa Associação condena, uma vez mais, esse criminoso bloqueio que agora se vira contra toda a humanidade. Desde Brasil enviamos nossa fraternal saudação e reconhecimento a nossos médicos internacionalistas, e a nossos valorosos cientistas. Sentimos-nos muito orgulhosos deles.  Honra e glória a todo eles!


HASTA LA VICTORIA SIEMPRE  !!







29 de mar. de 2020

LINDO TEXTO ! "...E a história O absolveu.."



E a história o absolveu

   Pedro García - Diário Córdoba.- Escrevo estas linhas pouco antes de aterrissar  o avião que saiu de Havana, com destino à Lombardia (Itália), com 53 cubanos e cubanas membros da brigada Henry Reeve, de pessoal da saúde, para colaborar solidariamente com o país transalpino e com toda a humanidade, na luta contra o covid-19.
   Conheço perfeitamente todo o ritual protocolar que os cubanos utilizam quando  se  despedem de  uma brigada de pessoal sanitário para qualquer país do mundo. São centenas de missões às que os cientistas, médicos ou enfermeiros cubanos têm enfrentado nos últimos cinquenta anos. Na imensa maioria das tragédias que temos visto pela televisão nas últimas décadas, sobretudo nos países mais pobres do mundo, poucas horas após a mesma um contingente de médicos cubanos chegavam ao Aeroporto José Martí para embarcar em nova missão.
   Tragédias naturais como o terremoto do Paquistão em 2005 que causou 20.000 mortos, o terremoto do Haiti, a luta contra o ebola na África… São simples exemplos dos países onde as diferentes brigadas  têm cumprido com seu  dever internacionalista. Seguramente jamais vimos nem uma só notícia em nenhum meio de comunicação europeu sobre esta circunstância. Coincidência? Com certeza não.


    Como dizia, conheço o ritual protocolar. Hoje no aeroporto alguém muito importante da direção do país e do partido, possivelmente dada a envergadura da missão o próprio Presidente Díaz Canel, terá se despedido do pessoal sanitário na escada do avião, um a um, uma a uma, lhes desejando sucessos n a missão e incentivando as brigadas, lhe explicando a importância histórica do que estão fazendo nesses momentos, em uma última tentativa de lhes subir a moral revolucionária, lhes fazendo se sentir como o que são, os heróis e heroínas de um país pobre, se doando pelo  bem da humanidade. Antes de subir no avião, o chefe da brigada abrirá uma bandeira cubana (que possivelmente lhe tenha feito chegar, ou isso lhe dirão, o próprio Raúl Castro), em um último ato de despedida na maior das Antillas.
     Muitas horas após um longo voo, o protocolo segue, o primeiro ato começa como o da despedida, quando cheguem no aeroporto italiano, o chefe da brigada voltará a sacar a bandeira cubana em um fato muito significativo e que encherá de orgulho, não só a esses brigadistas que sabem o que supõe esse gesto, e seu significado histórico, se não a todo um país o que se repetirá a imagem uma e outra vez, tanto no noticiário como na mesa redonda de amanhã e ontem . A partir daí, os nomes dos médicos cubanos e o de seu chefe de brigada, serão conhecidos pela sociedade cubana no mesmo nível que o de qualquer pelotero (jogador de beisebol), ou futebolista de clube famoso.
    Mas que representa a bandeira de Cuba na escada do avião no aeroporto italiano? Essa é a grande pergunta que hoje deveríamos  nos fazer os seres humanos.


     Cuba é um país, bloqueado, cujo embargo criminoso por parte de EEUU e Europa leva mais de 50 anos castigando  uma sociedade que resiste graças a ter um povo culto e que é consciente da época histórica que lhe tocou viver.
    Apesar disso, segundo a UNESCO e vários organismos internacionais,  Cuba é o país de América Latina e o Caribe com os maiores índices de nível de vida, sobretudo em educação e previdência.
      Hoje será difícil ocultar para os meios de comunicação ocidentais a chegada da brigada à Itália, era bem mais fácil quando esta brigada ia a qualquer país pobre do mundo, mas hoje os médicos e o pessoal sanitário cubano chega a uma das regiões mais ricas do mundo, a Lombardia italiana.
     Esta noite em horário europeu, Cuba dará uma lição ao mundo, mais uma, mas esta será conhecida, apesar dos ter bloqueado, apesar de todo o que lhe fizemos sofrer e o dano causado nas últimas décadas, os médicos descerão desse avião. Em um mundo acostumado a dar o que sobra, Cuba vai compartilhar o pouco que tem, em um dos maiores atos de solidariedade e colaboração da história recente. O realmente surpreendente, é que este fato não é nada novo para eles e elas, no entanto, é tão inovador para nós…
    Oxalá uma das grandes lições desta pandemia seja aprender, aprender a pensar por nós e nós mesmas, aprender a dar valor às coisas realmente importantes, aprender a importância do público, a previdência e a educação como prioridade urgente, aprender que o público é o que nos faz iguais, em resumo, aprender a ser melhores pessoas.
    Em 1953, alguém terminou um discurso com a frase, “A história me absolverá”, curiosamente, ao desfraldar a bandeira, eles e elas saberão que a história O absolveu.



*Pedro García Jiménez
Coordenador Provincial de Esquerda  Unida Córdoba. (Espanha)


Do FaceBook da companheira Noemi Rabaza em 25-03-2020
Tradução : Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba