17 de fev de 2017

Ato no no 28° Encontro Estadual do MST, em São Paulo

O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, nesse dia 17, atuou no 28° Encontro Estadual do MST em São Paulo exibindo o filme "Todo Guantanamo é Nosso" como uma homenagem ao Comandante Fidel Castro Ruz. Confira algumas fotos do evento:















16 de fev de 2017

Escreva a Ana, em seu aniversário

Companheir@s,

Próximo dia 28 de fevereiro é aniversário de nossa colega Ana Belém Montes, que faz 60 anos, ainda na solidão de sua prisão. Sabemos que muitos a recordam e a apreciam, e que de alguma maneira gostariam de lhe fazer chegar uma mensagem de alento. 

Lamentavelmente, as condições carcerárias de Ana não lhe permitem receber correspondência salvo de um punhado de pessoas que a conheceram antes de seu encarceramento. Ocorre-nos que poderíamos fazer chegar à sua mãe, que fala com ela todas as semanas, uma mensagem de agradecimento por ter trazido ao mundo uma mulher tão valorosa como Ana. 

A ideia tem dois propósitos: mostrar apoio à sua mãe, quem tem sofrido o indizível; e que ela possa comunicar a Ana que muitos cubanos e pessoas solidárias pelo mundo inteiro seguem lutando por sua libertação. Para conseguir isto, sua prima Miriam Montes, comprometida com a causa, nos orienta a 
escrever ao e-mail 
anabelenesnuestra@gmail.com

estas mensagens, e ela as passaria à mãe de Ana. Peço-lhes que estas mensagens sejam concisas e curtas, deixando transparecer o sentimento de vocês. 
Espero que por esta via possamos expressar nossa solidariedade com esta irmã de luta. 

Seguimos em combate.




12 de fev de 2017

Ana Belen Montes e a Paz

Texto de Dr. Néstor García Iturbe

(Doutor em Ciências Históricas, Professor do Instituto Superior de Relações Internacionais, Membro do Movimento Cubano pela Paz, da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba, da Associação Cubana de Direito Internacional, da Associação Cubana de Nações Unidas, Membro do Comité Cubano pela Libertação de Ana Belém Montes.)

12 de fevereiro 2017



Toda pessoa amante da paz encontrará na figura de Ana Belém Montes um verdadeiro exemplo.

Ana Belém dedicou sua vida a frustrar as tentativas agressivas do governo de Estados Unidos contra Cuba, o que permitiu salvar milhares de vidas de cubanos que sofreriam atentados, e também de estadounidenses, que seriam os atacantes. Ante a cada tentativa de agressão estadounidense, o conhecimento prévio de Cuba sobre a mesma proporcionado por Ana Belém, e a posterior preparação que se realizava por parte das forças cubanas, conseguiram neutralizar os planos bélicos do governo de Estados Unidos.



Ana Belém Montes não teve dúvida alguma quando infiltrou-se dentro do Departamento de Defesa, correndo o risco de ser descoberta e ser sancionada judicialmente a vários anos de prisão, como lhe sucedeu, para poder obter a informação necessária que mantivesse a paz e salvasse vidas humanas.

Neste momento Ana encontra-se na prisão de Carswell, em Fort Worth, Texas, condenada a 25 anos de prisão, dos quais já cumpriu 15. Recentemente sofreu uma operação de câncer na mama, da qual ainda está se recuperando.

Ela dedicou sua vida a manter a paz; nós devemos, ao menos, divulgar mundialmente o que aconteceu e está acontecendo com Ana.



8 de fev de 2017

História: Guantánamo, a espinha que dilacera a soberania cubana


Publicado dia 8 fevereiro, 2017 por siempreconcuba.

Em conformidade com uma história centenária de lutas pela independência plena, a identidade de Cuba e a nação em sim tem hoje uma de suas essências na emancipação, assumida como corrente de ação e pensamento.

No entanto, desde faz mais de um século um enclave militar estrangeiro vilipendiava esse fundamento nacional: a base naval mantida pelos Estados Unidos em Guantánamo - na região sudeste do país - na contramão da vontade do povo e do Governo da ilha.



Cuba considera ilegais essas instalações, além de uma violação à sua integridade territorial. A base norte-americana em Guantánamo tem uma extensão aproximada de 118 quilômetros quadrados, num lugar considerado desde sua ocupação como estratégico para o controle do mar caribenho.

Os Estados Unidos tomaram posse da zona em 1903, se valendo da imposição de condições à ilha para conceder-lhe a independência formal depois da retirada das autoridades coloniais espanholas.


Precisamente, foi ao amparo do Convênio para as Estações Carvoeiras e Navais, assinado entre os governos estadounidense e cubano, em circunstâncias em que o país caribenho não possuía praticamente independência alguma devido a um adendo endossado à sua Constituição, conhecido como Emenda Platt.

Esse último documento, uma vergonha para a nação cubana, foi aprovado pelo Congresso norte-americano e assinado pelo presidente William McKinley em março de 1901. Ademais, a ilha encontrava-se ocupada militarmente pelos vizinhos do Norte, depois da intervenção destes na guerra de independência de Cuba contra a metrópole espanhola.



Apesar da rejeição interna gerada, a Emenda Platt foi incorporada como adendo à Constituição da República de Cuba depois de sua aprovação no dia 12 de junho de 1901, em uma sessão da Assembleia Constituinte, com 16 delegados a favor e 11 contrários. A adoção do texto era uma condição para a retirada das tropas estadounidenses.

Em seu artigo, a emenda assinalava que Cuba arrendaria aos Estados Unidos extensões de terra e água para estabelecer estações carvoeiras ou navais pelo tempo que fosse necessário. Definia que os EUA exerceriam jurisdição e dominação completas sobre essas zonas.

Finalmente, em virtude do referido adendo, em fevereiro de 1903 foi subscrito em Havana e Washington o Convênio para as Estações Carvoeiras e Navais, o qual incluía duas áreas: Guantánamo e Baía Funda, ainda que na última nunca foi estabelecida uma base naval.

Três décadas depois, como resultado das lutas do povo da ilha que puseram fim ao governo pró-norte-americano de Gerardo Machado, foi assinado um novo Tratado de Relações entre a República de Cuba e os Estados Unidos que anulou a Emenda Platt. O novo acordo excluiu definitivamente a Baía Funda como possível local para a instalação de uma base, mas manteve a de Guantánamo, bem como as normas que a regiam.



Mais tarde, em 1940, uma nova Constituição promulgada na maior das Antilhas estabeleceu que não marcar-se-iam nem ratificariam pactos que limitassem a soberania nacional ou a integridade do território.

Não obstante, a oligarquia cubana pôs todo sua empenho em que os postulados mais avançados daquela Lei não se materializassem ou, ao menos, que sua aplicação fosse restringida ao máximo.




AGRESSÕES, ABSURDOS E VERGONHA PLANETÁRIA

Desde 1959, o Governo da ilha denunciou em repetidas oportunidades e em diversos palcos internacionais a ocupação ilegal por parte de Estados Unidos de uma porção de território em Guantánamo.

Segundo as autoridades da nação caribenha, a partir de janeiro do mencionado ano, os EUA converteram a base naval num foco de constantes ameaças, provocações e violações da soberania de Cuba com o objetivo de pôr obstáculos ao processo revolucionário.



Ademais, afirmam que em quase seis décadas a relação de agressões inclui o lançamento de materiais inflamáveis desde aviões procedentes do enclave, provocações, insultos e disparos feitos pelos soldados norte-americanos, violações das águas e do território de Cuba por embarcações e aeronaves militares, bem como torturas e assassinatos de pessoas residentes nesta zona.

Dados proporcionados por Cuba indicam que entre 1962 e 1996 se produziram 8 mil 288 violações principais a partir da base de Guantánamo; dessas, 6 mil 345 aéreas, 1.333 navais e 610 territoriais. Do total referido, sete mil 755 incidentes registaram-se entre 1962 e 1971.

Desde 1959 até a data presente, só numa oportunidade a ilha converteu em rendimento nacional (compensou) o cheque estadounidense por conceito do aluguel do território ocupado pela base. Sucedeu no primeiro ano da Revolução no poder e deveu-se a uma confusão, segundo a parte cubana. A partir de 1960 os cheques não se cobraram mais e ficaram como constantes de uma imposição.

Até 1972 o ‘pagamento’ anual era de 3.386,25 dólares, quando os norte-americanos o reajustaram por sua conta a 3.676. Um ano mais tarde fez-se uma nova correção do valor, calculado pelo Departamento do Tesouro, elevando-o a 4.085 dólares anuais, pouco mais ou pouco menos do que o aluguel mensal atual de um apartamento de dois dormitórios em Manhattan, Nova York.

Esses cheques destinam-se à Marinha de Estados Unidos e dirigem-se à Tesouraria Geral da República de Cuba, servidor público que não faz parte da estrutura governamental da ilha há anos.

Por outro lado, no território cubano ocupado pela nação estadunidense também existe uma prisão denunciada internacionalmente como um centro de torturas e por cujo fechamento se pronunciaram personalidades e organismos de todo mundo, incluídos numerosos estadounidenses e a ONU.

Em 2002, uma porção da base de Guantánamo foi usada para albergar prisioneiros capturados em Afeganistão suspeitos de ter vínculos com a Al Qaeda. Precisamente, o status legal da zona ocupada foi um dos motivos da eleição do lugar para a detenção de tais indivíduos.



Como as referidas instalações estadounidenses se encontram em Cuba, o Governo dos EUA alegou que os detentos dali se encontram legalmente fora de Estados Unidos e, portanto, não tem os direitos constitucionais que teriam, caso lá estivessem presos.

Do mesmo modo, comprovou-se que muitos dos prisioneiros foram transladados a Guantánamo em voos secretos da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana com a cumplicidade de governos europeus.

Relatórios de várias instituições internacionais assinalam que ali se comentem práticas como a exposição dos detentos a ruídos ou música molesta, a temperaturas extremas por períodos prolongados, surras e humilhações de diversa índole.

Segundo políticos norte-americanos do nível de George W. Bush, a informação obtida mediante interrogatórios com métodos violentos no cárcere ajuda a evitar atentados terroristas.



Assim justificou a tortura o mencionado ex-presidente numa ocasião em 2010, quando, ademais, afirmou que tal prática permitia salvar vidas. “O método é duro, mas a CIA assegurou que não produzia danos permanentes”, disse.

Apesar de a anterior administração estadounidense, encabeçada por Barack Obama, se referir em algumas oportunidades ao fechamento da prisão de Guantánamo, essas instalações continuam ali, para vergonha planetária.

Apesar de as autoridades norte-americanas manifestarem-se sobre o fechamento do centro, nunca mencionam a devolução do território ocupado, a qual é uma das exigências de Cuba para a normalização das relações bilaterais, um processo que começou em dezembro de 2014.

De acordo com Michael Strauss, autor do livro ‘The Leasing of Guantanamo Bay’ (2009), depois de um suposto fechamento da prisão, Guantánamo não teria quase nenhum valor para Estados Unidos.

Numa entrevista concedida a BBC Mundo e publicada em março de 2016, o professor e pesquisador recordou que, com os avanços tecnológicos, alocar naves na baía já não faz sentido e, portanto, não se justifica a presença da Marinha.

Outro especialista, o acadêmico da Universidade de Harvard Jonathan Hansen, declarou à Imprensa Latina em 2013 que a prisão é, entre outros, um pretexto para manter a presença militar de Estados Unidos em Cuba.

Ademais, o Governo norte-americano cita a extraterritorialidade do enclave para manter ali um centro de sua alegada guerra contra o terrorismo no qual realiza atos proibidos pelas leis estadounidenses, com a desculpa agregada de preservar a segurança nacional, disse.



Enquanto isso, nos grandes meios de comunicação de Estados Unidos prevalece o silêncio sobre a ocupação de uma parte do território cubano, acrescentou Hansen.

Por sua vez, o presidente do Instituto de História de Cuba, René González, considerou que o enclave norte-americano no sudeste da ilha é um absurdo estratégico, militar e político.

Em poucas palavras: a base naval de Estados Unidos em Guantánamo é um pretexto para manter as tensões, um lugar suscetível a ser utilizado para agressões de diferentes tipos, um insulto à nação e uma espinha que desde faz 114 anos dilacera a soberania cubana. 

(Luis Antonio Gómez/Prensa Latina)



Publicado originalmente em: https://siempreconcuba.wordpress.com/2017/02/08/historia-guantanamo-la-espina-que-lacera-la-soberania-cubana/ 

6 de fev de 2017

ALEXANDRE, PRESENTE !!! Um mês de saudades... Lindas mensagens !

ALEXANDRE, PRESENTE !!!



Um mês atrás nos deixou fisicamente o companheiro Alexandre Tavares. Um dos integrantes mais atuante do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba. Trabalhou incessantemente pela liberdade dos Cinco Herois cubanos presos nos EUA, se emocionou profundamente naquele 17 de dezembro de 2014 quando, após 16 anos de prisão, todos os 5 se encontravam em Cuba, livres enfim.

Novos caminhos e a partir daquela data e o Comitê centra seus esforços no fim do bloqueio criminoso dos EUA contra Cuba – além da devolução do território de Guantánamo ilegalmente ocupado pelo império. Seguimos em combate: pelo fim das transmissões subversivas de rádio e tv para Cuba, fim do financiamento de grupos cubanos subversivos na Ilha. Enfim, em combate sempre pela justiça e em defesa de Cuba. E Alexandre sempre trabalhando de forma coletiva, trocando ideias, textos, desenhos, fotos e afetos. Além de tudo, um bom humor imbatível. Tudo isso apesar dos obstáculos físicos que enfrentava com muita coragem e determinação.

Em janeiro, após sua partida, recebemos muitas mensagens de companheiros de todo o Brasil lamentando sua partida física. Muita solidariedade (porque ela começa, necessariamente, entre nós mesmos). Repassamos todas as mensagens à sua família, em especial à sua mãe, Miriam Salles, que nos autorizou a divulgá-las aqui. 

Cuba, com sua constante solidariedade, consegue nos alentar dessa tristeza. De lá recebemos muitas mensagens por Alexandre. Publicamos, aqui, três delas.


A primeira do Consulado Geral de Cuba em São Paulo;
A segunda, de um professor da Universidade de Havana, Fabio Grobart;
A terceira, do ICAP (instituto Cubano de Amizade com os Povos) assinada por Fernando González Llort, vice-presidente do ICAP e um dos Cinco Herois Cubanos que agradece a Alexandre e família em nome dos Cinco.


Esse sentimento cubano de reconhecimento por qualquer atuação que se faça em defesa de Cuba é o que nos faz seguir adiante e ter orgulho de pertencer a essa grande comunidade de solidariedade. 
Alexandre, esse imprescindível, segue conosco e daqui fazemos uma simples mas sincera homenagem a ele e sua família.
Alexandre, presente !


Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.
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Cónsul General De Cuba, São Paulo


Querida Carmen:


Gracias por informarnos de tan lamentable pérdida.
La verdad es que sentimos profundamente no poder acompañarlos en este momento de profundo dolor.
Por favor, traslada a los familiares y compañeros del Comité Carioca nuestros más sentidos sentimientos de dolor. El compañero Alexandre fue un activo miembro de este Comité en su solidaridad hacia Cuba y en nombre de nuestro Gobierno y nuestro Partido, queremos que sepan que siempre apreciamos mucho toda la entrega que hizo a la causa de Cuba y en defensa de nuestro pueblo y que desde ya, estamos sintiendo su ausencia.
Un fuerte abrazo para su mamá y demás familiares.


Nélida Hernández Carmona
Cónsul General de Cuba en Sao Paulo
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De um professor da Universidade de Havana:


Va allá el pésame por Alexandre, de un humilde receptor de tanta solidaridad,
siempre presente, del pueblo brasileño, para con el cubano... para con
la causa de los trabajadores, campesinos sin tierra, intelectuales de las
causas justas y toda la población...
Recibiremos sus mensajes en portugues, tan cercano al español, siempre
integrado a nuestra lucha, que es la misma...
Carmen, dile a Alexandre, a sus cercanos, que allí donde el vaya, como dice
el bello poema que nos envías, allí nos encontraremos... y seguiremos juntos
luchando en portugues y español...
Un fuerte abrazo,
Fabio.
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Do do ICAP, assinada por Fernando González Llort:

ALEXANDRE, PRESENTE!!!

3 de fev de 2017

OMS premia brigada médica cubana por combate ao Ebola e trabalho solidário pelo mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) outorgou no último dia 31 de janeiro, por unanimidade na 140ª reunião do seu Conselho Executivo, o Prêmio de Saúde Pública ao contingente médico cubano Henry Reeve, reconhecendo seu trabalho solidário internacional para o enfrentamento de desastres naturais e epidemias graves.

Instituído em 2009, o Prêmio de Saúde Pública, em memória ao Dr. Lee Jong-wook, reconhece o trabalho de pessoas, instituições e organizações com uma contribuição significativa para o setor da saúde pública.

A distinção outorgada à brigada Henri Reeve premia o trabalho solidário realizado em inúmeros países afetados por desastres naturais, bem como aos mais de 250 especialistas cubanos que trabalharam em nações africanas durante a perigosa epidemia do vírus Ebola.




Henry Reeve foi fundada em 19 de setembro de 2005, em Havana, por Fidel Castro, para ajudar as vítimas do furacão Katrina que devastou Nova Orleans em 2005. Porém o presidente dos EUA naquela época, George W. Bush, recusou receber a ajuda humanitária cubana. Apesar da soberba estadunidense, a brigada se manteve ativa e tem se destacado na linha de frente contra epidemias graves e efeitos de desastres naturais pelo mundo. Calcula que aproximadamente 7.254 colaboradores médicos ofereceram sua ajuda em 19 nações, incluindo Haiti e Chile por mais de uma vez. Os profissionais treinados e capacitados para essas missões, atenderam mais de 3,5 milhões de pessoas e salvaram a vida de 80 mil pacientes, segundo estimativas.

A entrega do prêmio será realizada durante a 70ª Assembleia Mundial da Saúde, prevista para o período entre os dias 22 e 31 de maio, em Genebra, Suíça.


Publicado originalmente em: https://convencao2009.blogspot.com.br/2017/02/oms-premia-brigada-medica-cubana-por.html

55 ANOS DO BLOQUEIO MAIS LONGO DA HUMANIDADE !


CUBA RESISTE !! #SomosTodosFidel

No dia 3 de fevereiro de 1962 o presidente John F.Kennedy assinou a Ordem Executiva 3447 que dispôs sobre o embargo total do comércio com Cuba. Dessa forma, o governo dos EUA oficializou o bloqueio contra o Estado e o povo cubanos.

Daquela data em diante novas agressões e novas leis foram editadas por aquele país na tentativa de 'asfixiar' o povo cubano com a finalidade (hoje já divulgada ) de fazer com que as pessoas se insurgissem contra a Revolução Cubana. 

Todas estas leis converteram o bloqueio em um complexo conjunto de normas onde a motivação principal do poder estadunidense se traduz de forma transparente nas palavras de Lester Mallory, secretário de Estado em 1960 : "provocar fome, desespero e a derrota do governo cubano."


 
Atualmente, quando a pergunta que se faz é "o que Cuba pode esperar de do recém eleito presidente - por ser do partido republicano" é bom que se esclareça que grande parte dos ataques contra Cuba (aí incluídas as leis hostis) foi tomada durante os governos democratas, a saber:

Kennedy (democrata) em 1961 com a invasão de Playa Girón; expulsão de Cuba da OEA; em 1962 com a Ordem 3447;

Bill Clinton (democrata) em 1996 promulgou a Lei Helms-Burton que englobava todas as normas anteriores; proibição de viagens a Cuba;

Obama (democrata) apesar de declarações sobre o bloqueio ter sido inútil e estar obsoleto, muito pouco fez para flexibilizar o mesmo com poderes que detinha para isso. Além disso, foi o presidente estadunidense que mais multas aplicou em empresas e bancos estrangeiros por violar o bloqueio. Foram mais de 50 empresas e bancos que renderam aos cofres estadunidenses mais de 14 bilhões de dólares.

Assim sendo e por tudo isso o povo cubano segue resistindo e contando com enorme solidariedade em todo o mundo, isolando cada vez mais os EUA da comunidade internacional, independente do partido ou da pessoa que esteja no poder naquele país.

Mesmo porque, como já foi declarado, pouco importa quem seja o atual 'inquilino' da casa Branca. Ali funciona uma "corporocracia' - governo das corporações. Qualquer aproximação entre os dois países terá que ser realizada dentro do respeito mútuo. Sem isso, não há possibilidade de 'normalização' das relações diplomáticas. 
Sem o fim do bloqueio, a devolução do território de Guantánamo ilegalmente ocupado, o fim das subvenções a grupos terroristas, o fim, enfim, das hostilidades perpetradas pelos EUA contra Cuba, não se pode falar em boas relações entre ambos países.

Não acabou ! Tem que acabar !!

PELO FIM DO BLOQUEIO CONTRA O POVO CUBANO !

VENCEMOS !! VENCEREMOS !!!