30 de out. de 2026

A pergunta que fica: este senhor waltz estudou em que Escola de formação para exercer Relações Exteriores ?

   Cuba rebate acusações dos EUA na ONU e denuncia pressão sobre países

   O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou na terça-feira (27) as acusações do embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, durante o debate sobre uma resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha.

Segundo o jornal cubano Granma, o chanceler solicitou uma repreensão ao representante americano e denunciou pressões de Washington sobre países que participarão da votação.

A reação ocorreu após Waltz responsabilizar as autoridades cubanas pelas dificuldades econômicas da população e, conforme o relato do Granma, negar a existência do bloqueio. O diplomata estadunidense também questionou a cooperação médica internacional de Cuba e o destino da ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos.

Rodríguez apresentou uma questão de ordem e pediu à presidência da Assembleia Geral que repreendesse Waltz por declarações que considerou

“Os Estados Unidos não apenas mentem de forma grosseira e arrogante: também desrespeitam a dignidade dos Estados-membros, exercem pressão e ofendem a dignidade do povo e do governo cubano”, declarou o ministro.

Chanceler denuncia pressão sobre a votação

Ao contestar a intervenção estadunidense, Rodríguez acusou Washington de pressionar outros Estados-membros no contexto da votação da resolução contrária ao bloqueio.

O debate colocou em confronto as posições dos dois governos sobre as dificuldades econômicas da ilha. Enquanto Waltz atribuiu a responsabilidade às autoridades cubanas, Rodríguez rejeitou os argumentos apresentados pelo embaixador estadunidense durante a discussão da proposta que exige o fim das restrições.

As críticas à cooperação médica e à ajuda humanitária também integraram a manifestação dos Estados Unidos.

 

Rodríguez cobra liberdade de viagem para estadunidenses

O chanceler cubano também defendeu que cidadãos dos Estados Unidos possam viajar livremente a Cuba. A cobrança foi uma resposta às referências feitas por Waltz aos destinos turísticos da ilha

A discussão ocorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas durante a análise do projeto de resolução sobre o bloqueio.

                                             


 O que aconteceu no plenário 

• O estopim: O confronto começou quando o representante dos EUA, Mike Waltz, fez críticas ao governo de Cuba e exibiu uma imagem do líder histórico Fidel Castro usando um relógio no ano de 1963 (!?),

• A reação de Cuba: A delegação cubana protestou e o ministro Bruno Rodríguez levantou-se dirigindo-se ao pódio para contestar a fala.

• A frase de Rodríguez: Durante a discussão, Rodríguez lembrou a Waltz que ele estava nas Nações Unidas e não em uma unidade de boinas verdes ou no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Waltz respondeu afirmando que ninguém o intimidaria ali.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, protagonizou nesta terça-feira uma discussão com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em mais um episódio da histórica tensão entre os dois países, alimentada pelo recrudescimento do bloqueio estadunidense contra a Ilha nos últimos meses.

“Colegas, em 1979, o então presidente Reagan fez um alerta ao povo cubano. Ele os advertiu. Disse: “A suposta sociedade comunista e sem classes resultará em uma elite considerável, com muitos privilégios especiais, e ela já começou a surgir. ” (Reagan foi eleito presidente somente em 1981)

A foto de Fidel Castro usando dois relógios Rolex foi tirada em 27 de abril de 1963, no Kremlin (Moscou), durante uma reunião com o líder soviético Nikita Khrushchev, e não na ONU. (Submariner e GMT-Master que ele usava) custava entre US$ 60 e US$ 150. Ajustado pela inflação, esse valor não chegava perto dos patamares de luxo proibitivos de hoje. O valor de dezenas de milhares de dólares citado atualmente refere-se ao preço de mercado das peças vintage de colecionador nos dias de hoje.  Naquele período, a Rolex ainda não era vista puramente como um símbolo de status ou joia de luxo ostentosa. Os relógios eram vendidos como ferramentas operacionais de alta precisão, resistentes à água e ao impacto, ideais para mergulhadores, pilotos e soldados (o que explica por que os revolucionários cubanos os adotaram em campo).

"Estamos nos Estados Unidos da América e ninguém vai me intimidar aqui." 

(Ele confundiu o fórum onde as nações se reúnem em pé de igualdade com o seu próprio quintal - A ONU não é os EUA, é um terreno internacional neutro)

Sobre Waltz:  https://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Waltz

Vamos examinar quatro grandes mentiras, uma por uma, com o mapa e os arquivos de jornais em mãos.

Mentira 1: “A ilha de Castro”. Waltz denunciou uma misteriosa “ilha” sem apresentar nenhuma prova: nem coordenadas, nem foto desfocada, nem testemunha. Método curioso no “país das evidências”. Porque ilhas particulares, ilhas particulares… elas existem, mas nos EUA: Little St. James, a ilha caribenha de Jeffrey Epstein, onde se reuniam os poderosos de Washington, documentada nas mais de 3 milhões de páginas dos arquivos de Epstein que o próprio Departamento de Justiça dos EUA divulgou em 30 de janeiro de 2026 — incluindo 2.000 vídeos. E o presidente Trump, sócio e amigo de Epstein por duas décadas, segundo os registros de voo do jato do financista, continua sem conseguir se livrar desse escândalo que revela a podridão do poder em Washington. Se Waltz quer falar de ilhas sombrias, tem uma com nome e coordenadas a 40 minutos de jato presidencial da Flórida.

Mentira 2: Cuba “oprime” o setor privado. Os dados dizem o contrário: é Cuba quem mais amplia os espaços para o setor privado — o setor mais dinâmico de sua economia —, com novas reformas legais que estendem até mesmo o investimento privado para dentro das indústrias estratégicas. Quem realmente oprime o setor privado cubano são… os EUA: em 30 de setembro de 2026, o OFAC ordenou o fechamento das contas bancárias de empreendedores cubanos em bancos norte-americanos e exigiu que eles obtivessem licenças individuais para recuperar seu próprio dinheiro, medida que afeta esse setor privado que, em nome da “liberdade”, afirmaram apoiar mil e uma vezes. Com amigos assim, o setor privado cubano não precisa de bloqueios.

Mentira 3: “Não há remédios porque o regime rouba o dinheiro”. Que Washington responda: por que acabou de incluir Cuba em sua nova lista de “países que causam preocupação”, apontando para a biotecnologia e a capacidade da ilha de produzir seus próprios medicamentos? Por que o bloqueio persegue os investimentos em saúde pública, impõe sanções a entidades ligadas à saúde e chegou até a impedir, durante a pandemia da Covid-19, a chegada de oxigênio a Cuba? Não há regime que roube remédios: há um bloqueio que os sequestra.

Mentira 4: “Não existe bloqueio”. Que perguntem isso ao presidente Trump, que, ao assinar a ordem de proibição total do fornecimento de combustíveis à ilha, usou exatamente essa palavra: bloqueio. Dez meses depois, apenas um petroleiro russo chegou às costas cubanas; o país tem 2,6 milhões de toneladas de combustível a menos do que o planejado; hospitais às escuras, transporte paralisado, navios vindos do México interceptados e milhares de contêineres com alimentos retidos. Um bloqueio tão “inexistente” que seus autores o assinaram com sua própria caneta.

As fábulas são o gênero de Waltz — incluindo a Disney —, mas até mesmo os desenhos animados precisam de coerência interna. Cuba não precisa inventar ilhas fantasmas: a do império já tinha dono.

Após o episódio, Rodríguez classificou a manifestação do embaixador como ofensiva em uma publicação nas redes sociais. O ministro também criticou a postura do diplomata e afirmou que ele parecia desconsiderar o fato de estar nas Nações Unidas, e não no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos ou em uma unidade de boinas verdes.

O chanceler cubano associou as declarações de Waltz a uma estratégia de exposição midiática, ameaças e campanha eleitoral. Segundo Rodríguez, o governo estadunidense emprega recursos econômicos e humanos consideráveis nessas iniciativas.

https://espanol.almayadeen.net/noticias/politica/2257200/cuba-rechaza-acusaciones-de-ee--uu--durante-debate-en-la-onu

Ler mais: https://www.notimerica.com/politica/noticia-embajador-eeuu-ministro-exteriores-cubano-enzarzan-gritos-plena-asamblea-general-onu-20261027175338.html  Brasil 247, Granma, notibrasil.com.br, https://www.state.gov/, ICAP, https://www.inder.gob.cu/lo-que-waltz-olvido-en-el-podio/, https://operamundi.uol.com.br/

 @comitecarioca21

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