21 de set. de 2018

Cubanas - Mulheres em Revolução teve cine-debate na Universidade Federal do Rio de Janeiro


O documentário Cubanas - Mulheres em Revolução de Maria Torrellas foi exibido nesta quinta-feira (20) na Escola de Serviço Social da UFRJ na Praia Vermelha.




                   
                 Cubanas - Mulheres em Revolução teve cine-debate  na UFRJ






Com um público emocionado e participante, o filme foi mais uma vez exibido no Rio de Janeiro com aplausos e com a inevitável comparação com a conjuntura brasileira e a importante participação feminina nas eleições do próximo dia 7 de outubro.

A questão do bloqueio a Cuba foi abordada, incluindo o informe e explicação sobre a Jornada em Washington que se inicia na próxima segunda-feira (24), a votação da ONU dia 31 de outubro e "o que fazer" incluindo o 'tuitaço' todo dia 17 de cada mês.





O debate que se seguiu sobre as conquistas da Revolução Cubana contou ainda com testemunhos de pessoas que lá estiveram e suas impressões da ilha, ficando clara a necessidade de se seguir aperfeiçoando a Revolução.

Muitas outras histórias contadas, muita alegria e esperança.

Ao final, distribuição de panfletos e da poesia dos "sapatinhos brancos" para lembrança da linda (e triste) história contada no filme.





Na mesma data, no XII Festival de Cinema dos Direitos Humanos em Valparaíso, no Chile, o filme ganhou o primeiro lugar na competição. (http://www.resumenlatinoamericano.org/2018/09/21/chile-la-pelicula-cubanas-mujeres-en-revolucion-premiada-en-el-xii-festival-de-cine-de-los-ddhh-de-valparaiso/)





Registro importante : foi lembrado e homenageado no evento o professor marxista Carlos Nelson Coutinho da UFRJ , falecido neste mesmo dia há 6 anos.

19 de set. de 2018

Díaz-Canel: “Cuba nunca renunciará à Revolução e não aceitamos imposições de EEUU”






 O Presidente de Cuba falou sobre sua relação com Trump, a reforma constitucional do país, o casal igualitário em Cuba, e a situação na Venezuela e América Latina.


  O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país está disposto ao diálogo, desde que não se condicione a soberania nacional, “porque nós não aceitamos imposições, menos ainda dos EE.UU.”

                    “Se se mantém esta aberrante atitude do Governo dos EE.UU. contra Cuba, não há diálogo”, asseverou o mandatário em entrevista à  teleSUR, a primeira que oferece a um meio de comunicação desde que foi eleito.

Díaz-Canel dialogou com a presidenta do canal internacional, Patricia Villegas, sobre os temas conjunturais da ilha caribenha, como a reforma constitucional cubana, o bloqueio de Estados Unidos contra a nação, e a situação da região latino-americana.




             

Em 19 de abril deste ano, Díaz-Canel assumiu como Presidente de Cuba, afirmando que estes têm sido “meses de muita experiência, e meses também que provocam muita reflexão”.

             Nesse sentido, assinalou que seu Governo, como continuidade dos Governos de Raúl e Fidel Castro, é “um Governo do povo, para o povo, que é o mesmo que ser um Governo para a Revolução” e que, em todo momento conversa com Raúl Castro e o consulta sobre as diretrizes do país.
                 Para isso, se propuseram quatro pilares fundamentais: render conta de seu gerenciamento ante as instâncias governamentais e ante o povo; aprofundar a vinculação, o debate e o diálogo permanente com o povo; potencializar as plataformas de comunicação internas e externas no país; ser ainda mais responsáveis e disciplinados à hora de enfrentar os problemas do país.

                “Atualizaremos nosso sistema de meios”

            O mandatário indicou que nas plataformas de comunicação “prevalecem os conteúdos desmobilizadores e perversos”, e que o dever de Cuba é criar e potencializar conteúdos enaltecedores. “Atualizar todo nosso sistema de meios de comunicação, mais que os meios e só o jornalismo, a cultura de comunicação que o país precisa”, disse o presidente.

            Para isso, contou que se está aspirando a uma primeira etapa “de presença no governo eletrônico do país, que tem muito do seu fundamento em todas as plataformas digitais”.

          “O que mais golpeia os cubanos é o bloqueio de EEUU”






          Com respeito ao bloqueio que Estados Unidos impõem à ilha há mais de 60 anos, Díaz-Canel afirmou que este é “o principal obstáculo para o desenvolvimento do país, a coisa que mais golpeia a vida quotidiana dos cubanos e cubanas, e também a vida econômica e social é o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que é uma prática brutal. Eu diria que é um fato de lesa humanidade. Atenta contra um povo. É um povo condenado a morrer de fome, de necessidades”.

            O mandatário cubano defendeu que os cubanos desejam viver em condições normais de qualquer país. “Nós não somos uma ameaça para ninguém. Nós o que temos é uma vontade e uma vocação por justiça social, por construir um país melhor, por construir um país melhor”, assinalou, acrescentando que o maior impedimento para isso é precisamente o bloqueio por parte do império.

                Por isso, fez uma saudação ao povo, felicitando seu compromisso. “Estamos conscientes de que dependemos de nossas próprias forças, de nosso empenho, de nossa vontade”, disse.

“Cuba deve atualizar seu modelo econômico e social”

           Com respeito à reforma constitucional, que atualmente se encontra em processo no país, o mandatário assegurou que diante do bloqueio, o Governo chegou à conclusão de que deve ser atualizado o modelo econômico e social nas condições desse cenário.

            Para isso, a reforma constitucional reforça os postulados da Revolução e, ademais, amplia as visões sobre os direitos civis e direitos humanos. “É uma visão responsável, é uma visão objetiva, é uma visão realista”, afirmou.

          O mandatário agregou que, como cubanos, “temos chegado à conclusão de que temos que atualizar nosso modelo econômico e social nas condições do bloqueio”, para isso todos os temas da Constituição estão em debate.

                Ante as críticas de que a medida implicaria renunciar ao comunismo, Díaz-Canel assinalou que o Governo nunca renunciará à sua ideologia nem aos valores da Revolução Cubana. “Os que mais estão preocupados em se vai ser socialismo ou comunismo, não é inclusive o povo cubano, senão os que nos acusam desde fora”, disse o presidente.
          A esse respeito assinalou que o povo de Cuba tem assumido a reforma com altivez e compromisso. “Há tanta sabedoria em nosso povo. Há tanta responsabilidade em como o povo tem assumido esse debate”.






Apoio ao casal igualitário


             O chefe de Estado cubano assinalou que os temas que antes se assumiam de outro ponto de vista, e podiam ser tabus, hoje estão sendo tratados com outro enfoque. “Portanto é necessária a Reforma Constitucional”.
Nesse sentido, Díaz-Canel manifestou-se de acordo com a união entre pessoas do mesmo sexo, parte do debate constitucional.

                “Eu defendo que não tenha nenhum tipo de discriminação”, afirmou. Ressalvou, além disso, que embora essa seja sua postura, “a última palavra a dará o mandato popular e a soberania do povo”.

         Campanha internacional contra a reforma constitucional

              Ante o chamado dos contrarrevolucionários de não participar na votação à reforma constitucional, que se levará a cabo em fevereiro de 2019, o Presidente assinalou que essa campanha “não responde a um projeto de desenvolvimento nacional” e que confia plenamente na participação popular, que já se reflete no compromisso de assistência e debate que se leva a cabo nestas semanas.
                 A esse respeito assegurou que o desafio de hoje é conseguir a unidade da sociedade, sobretudo atrair as novas gerações. “Estou convencido de que o inimigo da Revolução Cubana sabe que sua principal aposta para nos atacar é fragmentar a unidade”, para isso se aponta aos jovens que têm assumido as vitórias da Revolução como um direito, disse.






Relação Estados Unidos e Cuba

          Díaz-Canel assegurou que o diálogo se constrói entre dois e em igualdade: “Não pode ser obtido um diálogo onde uma parte condiciona a outra de que tens que renunciar a tua soberania e independência”.

               Atualmente, apesar de reconhecer um retrocesso com respeito aos avanços atingidos com a administração de Barack Obama, o executivo cubano afirmou que seu Governo está disposto ao diálogo, enquanto não se condicione sua soberania,“porque nós não aceitamos imposições, menos ainda dos EE.UU. (…) Se se mantém esta aberrante atitude do Governo dos EE.UU. contra Cuba, não há diálogo”, sentenciou.
    Criticou, ainda,  as medidas de Trump contra Cuba, que qualificou como uma “máfia anti-cubana”,  acusando-a de desfavorecer e limitar pessoas, famílias e empresários de EE.UU. a ter relações comerciais, financeiras e sociais, ao não lhes permitir viajar à ilha.

Ademais, repudiou as acusações de agressão contra diplomatas da Embaixada de EE.UU. em Cuba. “Nós temos muita ética para atacar a outros. (…) Cuba não ataca, Cuba defende Cuba compartilha, é solidária”, asseverou.

           “Venezuela está resistindo à guerra não convencional”






         Miguel Díaz-Canel celebrou sua amizade com Venezuela e destacou que Nicolás Maduro “é um líder consequente, com um compromisso tremendo com o legado de Chávez”.
Dessa forma, saudou ao povo venezuelano,que “tem sido agredido na expressão mais alta de guerra não convencional”, denunciando ademais que no país “há um bloqueio econômico e financeiro”, do que sairá vitorioso já que os venezuelanos “estão resistindo e vencendo”.

        Com relação aos organismos de integração e solidariedade entre os povos da região, como Unasur e ALBA, o Presidente disse que as nações mais débeis serão as que terminarão se entregando ao império e que “desunir-nos daria a possibilidade de que se destruíssem as construções sociais e políticas”.
        Ao ser consultado sobre o processo de paz na Colômbia, Díaz-Canel afirmou que o debate pertence só ao povo colombiano e que apoiarão o caminho para a paz da sociedade.

          Sobre o México, afirmou que a vitória de Andrés Manuel López Obrador foi recebida com muita satisfação pelos cubanos e que seu Governo é uma esperança para os mexicanos e América Latina, porque promete o equilíbrio de poderes na região.








A entrevista à TeleSur:     https://www.youtube.com/watch?v=DPteuVcXd0Y



Matéria original:   https://cubaenresumen.wordpress.com/2018/09/17/diaz-canel-cuba-nunca-renunciara-a-la-revolucion-y-no-aceptamos-imposiciones-de-eeuu/

17 de set. de 2018

#NoMasBloqueo: Tuitaço mundial contra uma política multidimensional que nunca deixou de existir


                Tuitaço do Comitê Carioca  no evento do ICAP 


          Havana, 17 de setembro de 2018 - Um tuitaço mundial foi impulsionado na manhã de hoje no Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) no marco da recentemente inaugurada Jornada “Temos memória, Solidariedade contra o Bloqueio e o Terrorismo”, que se realiza desde 4 de setembro e transcorrerá com diferentes ações de visualização da política hostil de Estados Unidos contra Cuba até  6 de outubro, data em que se comemora  O Dia das Vítimas do Terrorismo de Estado.







O tuitaço foi acompanhado de um painel multidisciplinar onde se abordaram diferentes pontos às implicações do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba, o qual se tem recrudescido sob a administração republicana de Donald Trump.





O Dr. Jorge Hernández, Professor e pesquisador do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos (CEHSEU) da Universidade da Havana, teorizou sobre o bloqueio e seu caráter multidisciplinar, o qual afirmou, conta com um objetivo claro: destruir a Revolução cubana.






Sobre o início do caminho da normalização de relações sob a Administração Obama afirmou que “a mudança dos métodos respondeu a uma visão realista uma vez que não obtiveram os resultados esperados”. Assim mesmo ratificou que “a espinha dorsal da política de Estados Unidos contra Cuba é o bloqueio”, que não é só uma lei, senão que “constitui um sistema de ações contra Cuba” que “expressa a vontade do Estado norte-americano de asfixiar a Revolução cubana”.





Jonathan Quiros Santos, pesquisador do Centro de Investigações e Estudos da Economia Mundial, ressaltou o caráter multinacional e extraterritorial do bloqueio; que não se limita à relação bilateral entre ambos os países, senão que afeta as relações de Cuba com o mundo.

Por sua vez, o Dr. Enrique Alemán, Presidente do projeto comunitário Quisibuaba e Deputado da Assembleia Nacional do Poder Popular, deu conta das consequências desta criminosa política exterior nas diferentes esferas no cotidiano do povo cubano. “Ao bloqueio não lhe podemos dar nem um tantito assim”, sentenciou.





    Neste marco também se desenvolverão em Washington DC de 24 a 28 de setembro a IV edição das “Jornadas Dias de Ação contra o Bloqueio”, desta vez centrada nas vitórias da Revolução cubana em matéria de educação, apesar dos enormes obstáculos  que implica a existência do bloqueio.

Organizadas pelo Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos e pelo Instituto de Estudos Políticos –IPS-. A página do lugar em a rede social Facebook refere uma série de atividades que se realizarão a cada um desses dias, que incluem conversas com professores e alunos em universidades de Washington, projeção de documentários com a presença de suas realizadoras em salas de cinema-teatro e visitas ao Congresso para sensibilizar congressistas e senadores sobre o dano do bloqueio aos povos de Cuba e Estados Unidos.





No próximo 31 de outubro ocorrerá a vigésima sétima votação na Assembleia Geral da ONU, onde seguramente uma vez mais o mundo exigirá a necessidade de pôr fim a uma política genocida que, como afirmou Hernández, “nunca deixou de existir”.










 Texto: Laura V. Mor, fotos: Yaimi Ravelo Vermelhas.
Resumen Latinoamericano Corresponsalía Cuba.
Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
Texto original :
 https://cubaenresumen.wordpress.com/2018/09/17/nomasbloqueo-tuitazo-mundial-contra-una-politica-multidimensional-que-nunca-dejo-de-existir/

#NoMasBloqueo Pelo fim do bloqueio dos EUA contra Cuba







Em 17 de dezembro de 2014 o presidente norte-americano reconheceu que mais de 60 anos da política estadunidense dirigida a Cuba havia falhado e precisava ser mudada. Foram abertas embaixadas nos dois países em 2015. Enquanto os países da América Latina aplaudiam estas mudanças, também se sabia que somente com o fim do bloqueio, Cuba e Estados Unidos e os povos de ambos os países poderiam ter “relação respeitosa de colaboração”.

Para que ambas as nações tenham uma relação normal, o bloqueio dos EUA a Cuba, que tem causado grandes dificuldades ao povo cubano durante tantos anos tem ser eliminado.
O bloqueio também afeta o povo dos Estados Unidos. A eliminação do bloqueio oferece a oportunidade de intercâmbios culturais e acesso à nova tecnologia médica, novos medicamentos e sistemas educacionais reconhecidos pelo mundo todo. O fato é que ambos os povos saem perdendo sem qualquer justificativa racional para tal medida se protrair no tempo.

No próximo dia 31 de outubro será votada a Resolução 72-4 na Assembleia Geral das Nações Unidas que condena o bloqueio econômico, financeiro e comercial que os EUA impõem a Cuba há mais de 50 anos, constituindo-se um atentado aos Direitos Humanos e à soberania de um povo. 

O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba condena veementemente este criminoso bloqueio e espera que os EUA cumpram a decisão do maior órgão da Organização das Nações Unidas representando os países – membros, uma vez que é essa a atitude de um país civilizado que respeita a decisão de outras nações aliadas. EUA é signatário da fundação da Organização das Nações Unidas e deve respeito às suas resoluções como qualquer outro país. Tal atitude somente o isola perante o mundo.
Nossa fervorosa esperança e desejo é que o Congresso dos Estados Unidos escute também as vozes de seus constituintes, assim como as dos povos do planeta, eliminando o bloqueio, medida que conta com o apoio da maioria dos seus cidadãos e eleitores.

PELO FIM DO BLOQUEIO GENOCIDA CONTRA CUBA!! #NoMasBloqueo

HOJE É DIA 17, BÓRA "TUITAR":     #NoMasBloqueo 




NOVA SESSÃO DO FILME : AGORA NA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DA UFRJ



Aproveitando a data de hoje,  17 de setembro, "tuitaço" : #NoMasBloqueo  !!!  

Olá pessoal!!! Na próxima quinta-feira, 20 de setembro, às 18h vai acontecer um CINEdebate no auditório da Escola de Serviço Social da UFRJ. Organizado pelo GETCC, LEHC e a Escola de Serviço Social, a exibição do documentário “Cubanas - Mulheres em Revolução” da cineasta Maria Torrellas, que já registrou seu sucesso no último dia 12, noite que marcou sua estreia no Brasil. 

Contaremos com a presença de Carmen Diniz, coordenadora do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, que se colocará como facilitadora para nosso debate.

Sin las mujeres no hay revolucion! Contamos com a presença de todas e todos!

 

14 de set. de 2018

Uma mensagem importante do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, ICAP






Tuitaço e Foro Painel On-line,
"O Mundo Contra o Bloqueio", segunda-feira,
 17 setembro 2018

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), convoca  todas as pessoas e amigos que defendem a paz como um direito humano, a se somar na próxima segunda-feira 17 de setembro, entre as 11:00 e 13:00  horas (Horário de Brasília) , ao Tuitaço e Foro Painel "O MUNDO CONTRA O BLOQUEIO" no contexto da Jornada Mundial "Temos Memória: Solidariedade contra o Bloqueio e o Terrorismo" iniciada em 4 de setembro e que finalizará em 6 de outubro de 2018.





O Tuitaço e Foro Painel On-line, com base na sede do ICAP, serão transmitidos ao vivo pela emissora Rádio Habana Cuba e poderão ser seguidos pelas plataformas institucionais de Facebook e Twitter do Instituto @Siempreconcuba. Para compartilhar os detalhes do foro e trocar com os panelistas estarão disponíveis as etiquetas #Cuba, #NoMasBloqueo e #UnblockCuba.

Em seu informe anual sobre os danos econômicos e sociais que provoca a Cuba o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Estados Unidos há mais de 60 anos, o Ministério de Relações Exteriores assinala que a administração norte-americana "impôs um sério retrocesso às relações" bilaterais, depois da retomada oficial em 2015 sob os governos de Barack Obama e Raúl Castro. Em 2017 Trump assinou o "Memorando presidencial de segurança nacional sobre o fortalecimento da política de EE.UU para Cuba", um documento que implicou o endurecimento do bloqueio. Para nosso país, essa política estadunidense é uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo o povo cubano e qualifica como ato de genocídio, em virtude da Convenção para a Prevenção e Sanção do Delito de Genocídio, de 1948.

O relatório anual cubano, que respalda um projeto de resolução proposto por Cuba à Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio, estima em 933 678 milhões de dólares os danos por essa política ao longo de 60 anos.

O 31 de outubro próximo a Assembleia Geral das ONU votará novamente um projeto de resolução sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio, proposto por Cuba. Será o vigésimo sétimo ano consecutivo em que se realiza a votação da iniciativa, que desde 1992 tem ganhado anualmente o respaldo majoritário no principal órgão deliberativo das Nações Unidas. A votação de 2017 só registrou a oposição de Estados Unidos e Israel. 


Não se esqueça: segunda-feira, 17 de setembro de 11h às 13h tuitaço e foro.


13 de set. de 2018

Cubanas : Mulheres em Revolução

Estreia Nacional do documentário de Maria Torrellas lota cinema no Rio de Janeiro







O documentário Cubanas - Mulheres em Revolução da cineasta Maria Torrellas estreou no Brasil nesta quarta-feira (12) no cine-clube do Museu da República no Rio de Janeiro.







A atividade começou com a exibição de um curta metragem sobre o bloqueio estadunidense a Cuba com uma conversa sobre o que isso causa e muita gente se perguntando o que se poderia fazer a respeito.

A  estreia do filme também se realizou neste dia em homenagem à data :

Há exatos vinte anos, em 12 de setembro em 1998 Cinco Cubanos foram presos nos EUA por estarem naquele país para "desmontar" ataques terroristas a Cuba  planejados por mafiosos de Miami. Com isso evitaram muitas mortes e por isso também amargaram mais de 15 anos de pena. Hoje, libertados pela pressão internacional, vivem em Cuba como heróis,  reconhecidos por todos os seus compatriotas. Não se dobraram.

Uma salva de palmas emocionadas para eles foi o resultado da conversa inicial.





Após, o diretor do Museu da República , Mario Chagas, saudou os presentes informando a situação dos museus no país e a tentativa de destruir toda a memória de uma nação, muito aplaudido.





Uma plateia atenta acompanhou com muito interesse o filme, embora a lotação da sala estivesse esgotada, com muita gente de pé e sentada pelo chão da sala.
Da porta, infelizmente, com a sala de projeção  absolutamente lotada, dezenas de  pessoas não puderam entrar para assistir o filme, e por isso vamos agendar outra data para poder atender a todos.

O filme foi muito aplaudido no final e os espectadores saíram dali com pedidos de exibição em outros locais, inclusive (e especialmente) em universidades.

Outras pessoas opinando a exibir o filme em praças públicas - para que mais pessoas possam ver como é uma Revolução.





O evento foi um sucesso. Seguimos !!!

Parabéns aos realizadores da obra !!