18 de mai. de 2022

VIAGEM A CUBA (3) : O ENCONTRO DE SOLIDARIEDADE

                                 

Após o Primeiro de Maio, no dia 2 se iniciou no Palácio das Convenções o Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba.

       Cuba. Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba: Denunciando o Bloqueio e o Desafio da Unidade Anti-imperialista

PorLaura Mor

    "Unidade na diversidade" foi o tema central que reuniu 1.058 delegados de 60 países dos 5 continentes juntamente com 219 organizações sindicais e movimentos de solidariedade no Palácio de Convenções de Havana, durante o Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba.

     Entre sábado e segunda-feira, uma nova edição do evento de solidariedade foi realizada em Havana, que após três anos de interrupção devido às restrições necessárias diante da pandemia de Covid-19, reuniu novamente delegados da Bolívia, Chile, Venezuela, México, Argentina, Panamá, Espanha, Estados Unidos, Palestina, Jordânia, Peru, Porto Rico, Brasil, Canadá, Colômbia e Reino Unido, entre outros, para analisar possíveis linhas de ação nos cenários políticos atuais.

     No sábado passado, antes de participar do desfile do Primeiro de Maio, os delegados visitaram centros de produção em Havana e Artemisa, onde puderam visualizar os efeitos do bloqueio sobre a economia cubana, particularmente no setor produtivo.

       Em um intercâmbio com vizinhos, eles puderam ter uma aproximação mais precisa do que significa para o povo viver em um pequeno país bloqueado por uma das maiores potências econômicas do mundo e as dificuldades que isso gera em todos os setores da sociedade e na vida cotidiana de cada família cubana.

    Na abertura do evento de hoje, organizado pela Central de Trabajadores de Cuba e pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos, Ulises Guilarte de Nacimiento, Secretário-Geral do CTC, destacou a importância de "socializar ideias e construir consenso" para conseguir plataformas de ação que contrariem a investida do imperialismo e do neoliberalismo.

   Por sua vez, o Ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez Parrilla destacou a importância da solidariedade recebida nestes anos de bloqueio econômico, comercial e financeiro e reafirmou o apoio de Cuba ao "direito legítimo da Argentina sobre as Ilhas Malvinas", o direito de Porto Rico de "ser livre e independente do jugo colonial" e o apoio total à Nicarágua na "dissolução dos laços com a desacreditada Organização dos Estados Americanos" (OEA). 

   Ele também destacou a presença da colaboração cubana com 58 brigadas médicas do Contingente "Henry Reeve" em mais de 40 países desde a declaração da pandemia de Covid-19 em 2020 e a cooperação na distribuição de vacinas desenvolvidas em Cuba para países como Nicarágua, Venezuela, Síria, Irã, Vietnã e a República Árabe Saharaui Democrática.

    Também participaram desta sessão de abertura o Presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, membros do Bureau Político Esteban Lazo Hernández, Roberto Morales Ojeda e uma representação de cientistas cubanos que fizeram parte da equipe que criou as primeiras vacinas anti-Covid na América Latina, Soberana e Abdala, que foram calorosamente aplaudidos por todos os presentes.

  A reunião continuou nesta segunda-feira de manhã em três comissões temáticas simultâneas: "Solidariedade mundial, Covid-19 e o direito à vida dos povos", "Unidade na diversidade na luta anti-imperialista" e "Solidariedade com as causas justas dos povos".

    Não naturalizar o bloqueio, uma tarefa essencial


 "À coesão e unidade para derrotar o infame projeto imperial, que aloca recursos financeiros significativos para estimular e organizar a guerra cultural, midiática e subversiva que visa dividir e fraturar este povo heroico", chamou Bruno Rodríguez Parrilla durante a abertura do encontro. 

Os delegados discutiram em três comissões de trabalho sobre a unidade na diversidade na luta global anti-imperialista, o direito dos povos à vida e a defesa de causas justas, e o impacto do Covid-19 na região.

A exigência do fim do bloqueio contra Cuba (cujos danos, segundo Rodríguez Parrilla, totalizam 150.410 milhões de dólares até o final de 2021) foi um dos temas recorrentes do dia, assim como a campanha midiática manipulada a partir do exterior e dirigida à juventude cubana, ambos denunciados pelos delegados presentes na comissão de solidariedade.

     Graciela Ramirez, Coordenadora do Comitê Internacional para a Paz, Justiça e Dignidade para os Povos e chefe do correspondente da Resumen Latinoamericana em Cuba, detalhou algumas das "tarefas mais urgentes" em termos de solidariedade com o povo cubano.

         No início de seu discurso ele mencionou a amada revolucionária argentino americana Alicia Jrapko, coordenadora do Comitê Internacional para a Paz, Justiça e Dignidade dos Povos nos Estados Unidos, cujo parceiro de vida e luta Bill Hackwell estava presente, e o "querido Ricardo Alarcón, com quem aprendemos tanto a não ter expectativas nos diferentes governos, mas nos trabalhadores, artistas, profissionais e bom povo dos Estados Unidos; a importância de construir pontes de solidariedade e lutar contra o bloqueio". Ele prestou homenagem a ambos, não em silêncio, mas em um aplauso estimulante com o público de pé.

Ao mencionar o "brutal recrudescimento " do bloqueio com as 243 medidas coercivas sancionadas por Donald Trump contra Cuba "em meio a uma pandemia", testemunhou o enorme sofrimento do povo cubano que foi impedido de adquirir "nem aspirinas, nem respiradores, nem medicamentos e alimentos", quando "pessoas estavam morrendo nos hospitais apesar dos enormes esforços do governo cubano".

"Não podemos ter uma atitude de naturalização do bloqueio. Temos que lutar todos os dias contra a guerra não declarada imposta pelos Estados Unidos a um povo inteiro", proclamou ela.

    Ramírez exortou as pessoas a apoiar a Resolução para pôr fim a esta política criminosa e exigir que Cuba não seja excluída da Cúpula e "esteja presente" na Cúpula dos Povos, que será realizada paralelamente à 9ª Cúpula das Américas em Los Angeles, de 8 a 10 de junho, da qual Cuba e Venezuela foram excluídas até agora, e para a qual ele apelou para trabalhar em estreita colaboração com organizações norte-americanas como o Fórum dos Povos.

Ela também pediu a mobilização internacional para a libertação de Julian Assange, cuja extradição para os Estados Unidos está nas mãos do Ministro do Interior do Reino Unido. "Se Assange morrer na prisão, o direito à liberdade de imprensa também morrerá. É tarefa de todos evitar isso.

A estadunidense Gail Walker, Diretora Executiva da IFCO - Pastores pela Paz, também pediu ações fortes para tornar ainda mais visíveis à opinião pública as consequências sofridas pelo povo com uma política que é "um crime contra o povo cubano", como a brasileira Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial pela Paz, também a descreveu.

   Dagmar García Rivera, Diretora de Pesquisa do Finlay Vaccine Institute, responsável pela criação da vacina Soberana, afirmou que "Cuba é uma ameaça para os Estados Unidos por causa do exemplo que representa para o mundo, por causa do exemplo de dignidade, de motivação", "tudo o que o imperialismo quer ofuscar no mundo".


"Cuba Resiste e Avança":

Declaração de Solidariedade com Cuba

  Durante o dia, foi acordada uma declaração que expressa solidariedade com o povo cubano diante das medidas coercitivas impostas contra Cuba durante a administração Trump e que são mantidas durante a nova administração Biden.

  "Os 1.058 participantes, de 54 países, do Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba aprenderam o que a vontade de um povo altruísta é capaz de alcançar quando, liderado por um governo comprometido, continua avançando apesar da insistência da superpotência imperialista, empenhada em minar o nobre projeto social cubano, que se propôs a conquistar toda a justiça com todos e para o bem de todos.

O povo cubano continua comprometido com o legado do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, uma referência legítima e paradigma de solidariedade em todo o mundo.

 Cuba resiste e avança apesar da política sustentada de bloqueio econômico, comercial e financeiro, intensificada com 243 medidas coercitivas unilaterais, adotadas pela administração Trump e mantidas pela administração Biden, em meio a uma pandemia global.

O bloqueio é a principal ferramenta do imperialismo em sua tentativa de quebrar e render o espírito de independência, altruísmo, socialismo e internacionalismo dos cubanos. Esta política cruel e hostil constitui uma violação sistemática e permanente dos direitos humanos de todo um povo e é rejeitada e condenada pela imensa maioria dos países do mundo e por todos aqueles que defendem a paz e o direito à soberania, autodeterminação e solidariedade entre os povos. O bloqueio é um ato de genocídio, um ultraje à humanidade e o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba. 

  Em sua aplicação extraterritorial, o bloqueio privou os povos do mundo do direito de manter laços mais estreitos com um país que se destaca por sua criatividade, capacidade de resistência, espírito de luta e espírito de solidariedade.

Em meio às circunstâncias mais difíceis, o povo cubano manteve estoicamente sua nobre tradição de compartilhar o que tem, não o que lhe sobra. A colaboração médica cubana já cuidou de mais de um bilhão de pessoas em 150 países, sem outro compromisso que o de servir aos mais pobres e necessitados, praticando a solidariedade com ações e não com palavras.

Esta Reunião foi possível precisamente porque Cuba é um exemplo no enfrentamento da pandemia da COVID-19 com a imunização da maioria de seu povo com suas próprias vacinas, que também beneficiaram milhões de pessoas em todo o mundo. Este é o resultado de sua resistência criativa.

Apelamos ao mundo para que se mobilize em defesa da Revolução Cubana, cercada por uma brutal campanha midiática que exacerba a mentira, a manipulação, a desinformação e a desídia, que estimula o ódio e o confronto, para confundir e tentar justificar novas ações que visem reverter a ordem política, econômica e social livre e esmagadoramente escolhida pelo povo cubano.

Reafirmamos que, juntamente com os cubanos patrióticos que vivem no exterior, manteremos e promoveremos a jornada mundial de solidariedade com Cuba, a defesa de suas missões diplomáticas contra qualquer ação hostil, a mobilização de doações para apoiar seus esforços pela vida de seu povo e a promoção objetiva de sua realidade.

Pedimos coesão e unidade para derrotar o infame projeto imperial, que aloca recursos financeiros significativos para estimular e organizar a guerra cultural, midiática e subversiva que visa dividir e fraturar este povo heroico. Cuba demonstra que tem a força moral e ideológica para assegurar a continuidade da Revolução, que representa um símbolo de luta e de internacionalismo. Reafirmamos que "aquele que hoje se levanta por Cuba, se levanta por todos os tempos", como disse José Martí.


Com base no respeito ao direito internacional, à paz mundial e à soberania dos povos, à coexistência pacífica, à amizade, à solidariedade e à cooperação: Cuba socialista tem o direito de existir!


Chega de bloqueios!


Viva o internacionalismo e a paz!


Viva a Solidariedade com Cuba e os povos em luta"!


Havana, 2 de maio de 2022

                        


Desta forma, amigos solidários de diferentes países do mundo levantaram mais uma vez sua voz para exigir o fim de uma política genocida contra 12 milhões de cubanos e cubanas.


Fotos: Yaimi Ravelo/ Resumen Latinoamericano Cuba Correspondente


https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/05/03/cuba-encuentro-internacional-de-solidaridad-con-cuba-la-denuncia-del-bloqueo-y-el-desafio-de-la-unidad-antimperialista/

Tradução: Carmen Diniz / Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

                        


Parte de integrantes do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos no Encontro 



17 de mai. de 2022

VIAGEM A CUBA (2) PRIMEIRO DE MAIO: A FESTA DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS #NoMasBloqueo

                                                 

     Chega o grande dia esperado e saímos todos para a Praça da Revolução de madrugada, ainda noite.  Após dois anos sem o desfile do primeiro de maio em Cuba em função da pandemia,  especulava se com todos os problemas do último período, covid, arrocho do bloqueio, guerra na Europa, dificuldades de todos os tipos, se o povo realmente iria este ano mostrar sua resistência e apoio ao governo. Aí está o resultado.              


     O fato é que mais de cinco milhões de cubanos foram às ruas e praças por todo o país festejar o dia do Trabalhador e da Trabalhadora com a resistência de sempre. Um golpe nos que apostavam no fracasso ou em um não - apoio do povo aos seus governantes. Ledo engano. O que mantém esse país funcionando e sendo um pesadelo para o capitalismo é a força de seu povo, a consciência política e acima de tudo o socialismo. 

        


 A Praça da Revolução, lotada de cubanos e estrangeiros se enche de orgulho e alegria. Uma festa que começou com um desfile que trouxe como grupo à frente os profissionais de saúde que tanto contribuíram no combate à pandemia em Cuba e no mundo, seguidos das mais diversas categorias de trabalhadores, muito aplaudidos e encerrando o desfile com a Internacional cantada por todos em meio a lágrimas de emoção. Uma festa (esta sim...) da democracia. 

  Mais do ato:   https://pt.granma.cu/cuba/2022-05-03/misterios

 Um vídeo com parte do desfile (3min):   


   O gran finale do desfile: A Internacional ! De arrepiar !(2:50m)

                      



FOTOS : https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/05/01/cuba-cobertura-especial-del-1o-de-mayo-vamos-con-todo/
#CubaViveYTrabaja 
    

    Em contraponto aos festejos da data, o Primeiro de Maio de 2022 contou com a triste notícia do falecimento do político e diplomata  Ricardo Alarcón de Quesada. Um sentimento de tristeza percorreu toda a Ilha por esse que foi um dos grandes nomes da Revolução Cubana em todos os momentos. Grande perda.

                        

Ricardo Alarcon

Mais: https://cubaenresumen.org/2022/05/01/cuba-fallecio-ricardo-alarcon-de-quesada/

16 de mai. de 2022

DECLARAÇÃO DO MINREX : um passo limitado na direção correta.

                                    

Hoje, o governo dos Estados Unidos  anunciou várias medidas, positivas mas de escopo muito limitado, com respeito a Cuba nas áreas de vistos, migração regular, voos para as províncias, remessas e ajustes nos regulamentos para transações com o setor não estatal.

Por sua natureza, é possível identificar algumas das promessas do Presidente Biden durante a campanha eleitoral de 2020 para aliviar  decisões desumanas tomadas pela administração do Presidente Trump, o que apertou o bloqueio para níveis sem precedentes e a política de "pressão máxima" desde então aplicada contra nosso país.

Os anúncios não modificam em nada o bloqueio, nem as principais medidas de cerco econômico tomadas pela Trump, tais como as listas de entidades que estão sujeitas a medidas coercivas adicionais, nem elimina as proibições de viagem impostas aos americanos.

EUA anunciam medidas para Cuba.

Não reverte a inclusão arbitrária e fraudulenta de Cuba na lista do Departamento de Estado de países alegadamente patrocinadores do terrorismo, uma das principais causas das dificuldades de Cuba em suas transações comerciais e financeiras em muitas partes do mundo.

É, entretanto, um passo limitado na direção correta, uma resposta à denúncia do povo e do governo cubanos. Também responde aos apelos da sociedade norte-americana e dos cubanos que vivem nos EUA. Esta tem sido uma exigência da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe e de quase todos os Estados membros das Nações Unidas, expressada no voto esmagador contra o bloqueio. Estas são apenas exigências que têm sido ignoradas pelo governo dos EUA a um custo muito alto para nossa população.

Desde 2019, o bloqueio foi intensificado ao extremo, aproveitando oportunisticamente o contexto da pandemia de Covid 19, a crise internacional e a consequente depressão econômica. Sem exagero, as consequências deste cerco podem ser descritas como devastadoras. O aumento da migração é uma mostra disso.

Ao tomar estas medidas limitadas, o Departamento de Estado está usando uma linguagem abertamente hostil, acompanhada por calúnias tradicionais e novas falácias que se tornaram moda nos últimos meses, demonstrando que nem os objetivos da política dos EUA contra Cuba, nem suas principais ferramentas, mudaram

Para conhecer o alcance real deste anúncio, será necessário aguardar a publicação dos regulamentos de implementação.

O Governo de Cuba reitera sua disposição de iniciar um diálogo respeitoso em pé de igualdade com o Governo dos Estados Unidos, com base na Carta das Nações Unidas, sem interferência nos assuntos internos e com pleno respeito à independência e soberania.

https://www.pcc.cu/noticias/declaracion-del-minrex-un-paso-limitado-en-la-direccion-correcta

Tradução: Carmen Diniz 




As medidas: 

https://www.granma.cu/mundo/2022-05-16/estados-unidos-anuncia-medidas-para-cuba




VIAGEM A CUBA ABRIL/MAIO 2022 (1): dia 29 de abril ALICIA JRAPKO


Uma homenagem de Cuba a Alicia Jrapko, aquela grande "pequena luz" no caminho da solidariedade

Por Laura V. Mor/ Fotos: Yaimi Ravelo/ Video: Victor Villalba Gutiérrez/ Resumen Latinoamericano Corresponsalía Cuba.

    Havana, 29 de abril de 2022 - "Alicia Jrapko Vive". Uma vida de luta pela mudança revolucionária no mundo" é o nome da exposição fotográfica inaugurada hoje na sede do Sindicato dos Jornalistas e Escritores de Cuba (UPEC) na capital cubana e que traça em imagens a vida de "uma mulher que não foi apenas solidária com Cuba, mas com todas as causas nobres e justas deste mundo".

    Foi assim que Ricardo Ronquillo, Presidente da UPEC, descreveu nossa querida companheira do Resumen Latinoamericano no Escritório do Correspondente dos EUA, junto com seu marido Bill Hackwell.

 "Somente alguém com sua capacidade de amar pode unir pessoas com tanta história". Ela será sempre um símbolo", disse o Herói da República e amigo de Alicia, Gerardo Hernández Nordelo, diante de um auditório cheio de colegas solidários de diferentes partes do mundo que se reuniram para recordar sua vida.

   Alicia, que nos deixou fisicamente em 11 de janeiro, era argentina, de Merlo, na Província de Buenos Aires. Estudou jornalismo em Córdoba, viveu vários anos no México após seu exílio, até que finalmente se estabeleceu nos Estados Unidos, onde começou a trabalhar em solidariedade com Cuba junto com Pastores por la Paz.

                        

     Até seus últimos dias ela foi coordenadora do Comitê Internacional pela Paz, Justiça e Dignidade para os Povos (antigo Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco) e Co-Presidente da Rede de Solidariedade com Cuba nos Estados Unidos.

   Entre as distinções que recebeu por seu enorme compromisso político estavam a medalha "Félix Elmuza", o Brasão da Cidade de Holguín e a Medalha da Amizade concedida pelo Conselho de Estado da República de Cuba, sob proposta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos.

  "A grande causa de Alicia Jrapko foi a plena reivindicação do povo cubano, uma batalha que ela empreendeu com enorme capacidade organizacional. Ela não conhecia impossibilidades e por isso, pelo anonimato, ela fez tudo por nosso povo", lembrou a jornalista e vice-presidente da UPEC Rosa Miriam Elizalde.

   "Por que é importante que a Revolução Cubana exista? Porque é aquela luzinha no fim do caminho", dizia Alicia; que hoje também se transforma naquela grande "luzinha" que "nos rearmará e nos dará forças para continuar lutando" na defesa de Cuba e de todas as causas justas, seguindo as palavras de Graciela em homenagem a Alicia.

    "Cada pessoa brilha com sua própria luz entre todas as outras. Não há dois fogos iguais. Há fogos grandes e pequenos e fogos de todas as cores. Há pessoas de fogo sereno, que nem notam o vento, e há pessoas de fogo louco, que enchem o ar de faíscas. Alguns fogos, fogos bobos, não se acendem ou ardem; mas outros ardem tão intensamente que você não consegue olhar para eles sem piscar, e quem se aproximar, acende", escreveu Eduardo Galeano em "El libro de los abrazos" (O livro dos abraços).  Alicia é uma dessas pessoas, como disse Graciela, sem dúvida.

Celebrar a grandeza humana e moral" de uma mulher como Alicia - como Ricardo Ronquillo tão bem definiu - é o objetivo desta exposição fotográfica. A partir de hoje, ela pode ser visitada na sede da UPEC e retrata uma vida de luta, dedicação revolucionária e, acima de tudo, muito amor


VEJA A REPORTAGEM COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS :  

https://cubaenresumen.org/2022/04/30/un-homenaje-desde-cuba-a-alicia-jrapko-esa-gran-lucecita-en-el-camino-de-la-solidaridad/

Mais um vídeo em homenagem à querida Alicia:


E por fim, alguns registros de Alicia Jrapko em sua estadia no Brasil (fotos de Bill Hackwell) 

Na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em atividade pela liberdade dos 5 cubanos

Na Escola Nacional Florestan Fernandes 


       Tradução e edição: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba     

25 de abr. de 2022

À SENHORA PRITI PATEL #FreeAssangeNOW

      Carmen Diniz                                    

Não atire no mensageiro !


    Até o dia 18 de maio é o prazo que a Ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel tem para determinar a extradição do jornalista australiano  Julian Assange para uma prisão dos Estados Unidos.

    De várias partes do mundo pessoas e entidades se insurgem contra a injustiça que esta extradição significa e o risco de vida que Assange enfrenta.  Uma das ações divulgadas é escrever para Priti Patel para que decida não extraditá-lo aos EUA. Julian Assange não cometeu nenhum crime. Enquanto sua equipe de advogados recorre da decisão do judiciário daquele país, a campanha por sua libertação continua. 

Como sugestão de mensagem:*

Dear Priti Patel 

Julian Assange is a political prisoner. He is innocent. 

Please stop the extradition.  

With best regards,

Para enviá-la  por correio eletrônico basta copiar e enviar aos seguintes endereços:

priti.patel.mp@parliament.uk withammp@parliament.uk public.enquires@homeoffice.gov.uk

(*Prezada Priti Patel

Julian Assange é um preso político. Ele é inocente.

Por favor não o extradite.

Com os melhores cumprimentos)

                              #FreeAssangeNOW

  

   Outra maneira de contribuir pela liberdade de Assange é aderir à lista da campanha no facebook Freedom for Julian Assange 

 https://www.facebook.com/groups/24278492874983

(Escrevemos uma carta a Priti Patel, se você quiser assinar, por favor, dê seu nome e país nos comentários)

                   

  A campanha já conta com mais de sete páginas de nomes de  apoiadores.          



                   

    

Como Assange não pode receber mensagens pela internet, segue o endereço para quem possa escrever cartas para ele:

                              

23 de abr. de 2022

CHEGA A CUBA NOVA DOAÇÃO DO GOVERNO RUSSO

                             

Por Víctor Villalba Gutiérrez

Havana, 21 de abril - Uma representação do governo cubano chefiada por Lázara Mercedes López Acea, Primeira Vice-Ministra do MINAL agradeceu a doação de 19.526 toneladas de trigo no valor de 6 milhões 353 mil dólares destinados ao Ministério do Comércio Interior.

Nesta ocasião, a doação chegou com um mês de atraso devido às sanções ilegais impostas pelos Estados Unidos à Rússia.

Junto com a China e a Índia, a Rússia é um dos maiores produtores mundiais de trigo, com quase 100 milhões de toneladas de trigo, de acordo com a FAO.

A Rússia é também o maior exportador mundial do valioso grão.

Esta nova doação ao povo e ao governo cubanos faz parte dos laços de amizade, cooperação e solidariedade que destacam as relações entre a Rússia e Cuba.


                

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

https://cubaenresumen.org/2022/04/21/cuba-llega-nuevo-donativo-del-gobierno-de-rusia/

                                          





22 de abr. de 2022

#FreeAssangeNOW

Nenhuma descrição de foto disponível.

Aos jornalistas brasileiros,

Caros(as) dirigentes de organizações de jornalistas no Brasil:
Neste 20 de abril ficamos sabendo que “o juiz Paul Golspring da Corte de Magistrados de Westminster já enviou à ministra do Interior da Inglaterra, Priti Patel, a liberação para que seja assinada a ordem de extradição de Assange. A ministra tem a última palavra sobre a decisão.” (https://is.gd/8lPADu). Como a ministra Patel é conservadora, sua decisão tenderá a ser pela extradição. A não ser que a mobilização e as pressões em nível mundial – e também aqui no Brasil – sejam suficientemente fortes para impedir a extradição.
Em 25 de fevereiro a Assembleia Internacional dos Povos e mais 60 entidades organizaram atos pela liberdade de Julian Assange em 11 cidades e seis capitais brasileiras (https://is.gd/AfGckB).
Novas atividades estão sendo preparadas para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de maio.
São as seguintes as iniciativas em andamento:
1 – O Manifesto 3 de Maio – Liberdade para Assange, a ser assinado pelas organizações de jornalistas no Brasil (as assinaturas estão sendo colhidas ate o 27 de abril por várias organizações e centralizadas no seguinte endereço de e-mail: secretaria@asambleadelospueblos.org);
2 – Leitura do manifesto em 3 de maio em todas as casas legislativas do país em que haja parlamentares dispostos a fazer tal leitura;
3 – Publicação do manifesto com as assinaturas das organizações em todos os meios jornalísticos que se disponham a fazê-lo (em 3 de maio);
4 – Organização de uma comitiva para entregar ao embaixador do Reino Unido no Brasil, em Brasília, no mesmo 3 de maio, o Manifesto, com o conjunto de assinaturas das organizações de jornalistas brasileiros, mais um documento de caráter jurídico explicitando os argumentos jurídicos que respaldam a reivindicação da liberdade para Assange;
5 – Coleta de assinaturas junto às demais instituições, personalidades e movimentos brasileiros que se somam à iniciativa dos jornalistas e apoiam o conjunto de atividades aqui listadas.
Estas são as iniciativas. Solicitamos à sua organização que assine o Manifesto e participe da coleta de assinatura junto às demais organizações de jornalistas brasileiros.
MANIFESTO
Prisão e ameaça de extradição de
Assange são agressões à liberdade
de imprensa em todo o mundo
Neste 3 de maio de 2022, dia mundial da Liberdade de Imprensa, jornalistas por todo o mundo cumprem o dever de prestar homenagem a Julian Assange.
Por sua luta, determinação e exemplo, Assange contribuiu de modo decisivo para o avanço do conhecimento e da proteção do direito à informação em todo o planeta.
Recolhido num presídio de segurança máxima na Inglaterra e ameaçado de extradição para os Estados Unidos – onde poderá ser condenado à prisão perpétua e sentenciado à pena de morte – seu "crime" é bem conhecido. Revelou segredos das máquinas de guerra das grandes potências, em particular o império estadunidense e aliados próximos.
Denunciou mentiras, desmascarou falsos heróis, desvendou tratativas escusas entre governos. Comprovou denúncias de execução e tortura de prisioneiros e de jornalistas.
Num exemplo de rigor profissional, suas revelações sempre foram acompanhadas por farta documentação e por fotos e vídeos cuja veracidade jamais foi contestada.
Este é o drama com a liberdade de informação neste 3 de maio de 2022. Assange é perseguido – e pode perder a vida – porque ousou dizer a verdade. Não falsificou os fatos, não omitiu, não distorceu, não mentiu nem enganou. Apenas cumpriu o dever de apurar a dura realidade deste nosso século XXI. Também não lhe faltou coragem para reportar o que descobriu.
Pelas responsabilidades que assumiu, pelos riscos que enfrentou, a permanência de Assange na prisão representará um passo na criação de um estado de exceção em escala mundial, compatível com uma nova desordem internacional já à vista no horizonte, que ameaça a liberdade de homens e mulheres e a autodeterminação dos povos.
Em nome de seu direito à liberdade – e também pela preservação de conquistas que interessam a toda a humanidade – só há uma medida correta a tomar: libertar Julian Assange já.
(Nomes das organizações de jornalistas que assinam – favor enviar confirmação para secretaria@asambleadelospueblos.org, até 27 de abril de 2022).
São Paulo, 20 de abril de 2022,
Giovani del Prete – Assembleia Internacional dos Povos.