5 de nov. de 2022

DISCURSO DO MINISTRO DE RELAÇÕES EXTERIORES, BRUNO RODRÍGUEZ PARRILLA, NA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE RESOLUÇÃO A/77/L.5, INTITULADO “NECESSIDADE DE PÔR FIM AO BLOQUEIO ECONÓMICO, COMERCIAL E FINANCEIRO IMPOSTO PELOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA CONTRA CUBA”, EM 3 DE NOVEMBRO DE 2022

                                       

Expresso a nossa sentida solidariedade com a nação irmã caribenha de Belize, que sofre hoje os estragos de um poderoso furacão.

 

Senhor presidente:

Senhores Representantes Permanentes:

Distintos delegados:


Mais de 80% da população cubana atual nasceu sob o bloqueio.

Três décadas transcorreram, desde que esta Assembleia começou a demandar, a cada ano, que cesse essa política, tipificada como um ato de genocídio, que tem o efeito “de uma pandemia permanente, de um furacão constante” e recebe um repúdio universal.

É um ato deliberado de guerra económica, com o propósito de impedir as entradas financeiras ao país, destruir a capacidade do governo para atender as necessidades da população, fazer colapsar a economia e criar uma situação de ingovernabilidade. Como propunha o subsecretário Mallory, em 1960, busca “provocar o desengano e o desalento […], reduzir os salários […], provocar fome, desespero e a derrubada do governo”.

Desde 2019, o governo dos Estados Unidos levou o cerco contra o nosso país a uma dimensão extrema, mais cruel e desumana, para infligir deliberadamente o maior dano possível às famílias cubanas.

Nos primeiros 14 meses do presidente Joseph Biden, os prejuízos causados pelo bloqueio atingiram 6.364 milhões de dólares, mais de 15 milhões de dólares diários.

Entre Agosto de 2021 e Fevereiro de 2022, estabeleceram um recorde, para apenas sete meses, de 3.806 milhões de dólares. Se o bloqueio não existisse, o nosso PIB nesse período poderia ter crescido 4,5%.

Os prejuízos acumulados, em mais de 60 anos, atingem, a preços correntes, 154.217 milhões de dólares; e, ao valor do ouro, ascendem a 1 bilião 391 mil e 111 milhões. Como seria Cuba hoje, se houvesse contado com esses recursos? O que mais poderíamos ter feito? Como seria a nossa economia?

É impossível quantificar a angústia gerada pelos blecautes e a instabilidade do serviço elétrico, pelo desabastecimento e longas filas para adquirir produtos de primeira necessidade, pelos obstáculos aos projetos de vida das famílias e, especialmente, dos jovens.

O bloqueio, ademais, cria as condições que estimulam a migração irregular, desordenada e insegura; a dolorosa separação de famílias; custa vidas de cubanas e cubanos; e contribui ao crime transnacional organizado e ao tráfico de pessoas.

 

Senhor Presidente:


Durante a pandemia de covid 19, o governo estadunidense aplicou exonerações humanitárias temporais a países vítimas das suas medidas coercivas unilaterais e outras sanções.

Por que os cubanos foram excluídos desse alívio humanitário temporal?

Pior ainda, enquanto a covid ceifava milhões de vidas no planeta e cobria de dor o meu país, o bloqueio se intensificou e gerou dificuldades e demoras para a chegada de insumos e equipamento médico imprescindível para enfrentá-la, em particular para a industrialização das vacinas cubanas. Obstaculizou-se, inclusive, a aquisição de oxigénio medicinal em terceiros países.

Quando o bloqueio impediu o fornecimento de ventiladores pulmonares, Cuba desenvolveu a sua produção nacional com protótipos próprios.

Como se explica que um pequeno país como Cuba tenha conseguido vencer a covid 19 com recursos e vacinas próprias?

No pior momento da pandemia, e apesar dos nossos limitados recursos, colaboramos enviando 58 brigadas médicas a 42 países e territórios, que se somaram aos mais de 28 mil dos nossos profissionais da saúde que naquele momento prestavam serviços em 59 nações.

Mas o bloqueio afeta a produção nacional de antibióticos, analgésicos, hipotensores, tratamentos contra o câncer e as cardiopatias, e outros medicamentos de primeira necessidade, que nunca antes faltaram em tal escala nos nossos hospitais e farmácias.

As crianças cubanas com afeções de retina e glaucoma  não podem contar, nos seus tratamentos, com o sistema laser da empresa estadunidense IRIDEX CORPORATION. Os casos que evoluem a formas mais severas correm o risco de ficar cegas.

As nossas crianças tampouco podem utilizar as válvulas cardíacas biológicas de fabricação estadunidense.

Bebés de baixo peso têm de ser submetidos a cirurgias de tórax aberto, ao nascer, porque não se dispõe de cateteres de baixo calibre, comercializados por firmas estadunidenses, como a BOSTON SCIENTIFIC.

O governo dos Estados Unidos não tem como justificar, em nenhuma hipótese, uma política que priva as crianças cubanas que têm câncer de receber o tratamento quimioterápico próprio.

A façanha de  salvar e preservar a vida em meio a circunstâncias tão difíceis só pode ser explicada pelo esforço governamental e coletivo do nosso povo, de décadas, para construir um robusto sistema de ciência e saúde, de caráter profundamente humanista e alta qualidade, acessível sem nenhum custo a todas as cubanas e cubanos.


Senhor Presidente:

O bloqueio exacerbou também as limitações financeiras e de acesso a créditos para investir nas termoelétricas do país, repará-las e fazer a sua manutenção, e os fornecedores aumentaram consideravelmente os preços, alegando o risco de realizar operações com Cuba.

Após 26 anos de trabalho ininterrupto, o grupo alemão Continental Reifen Deutschland decidiu cortar as relações com a Unión Cuba Petróleo (CUPET).

O fornecedor francês CNIM comunicou que não poderia continuar ministrando peças de reposição para a Central Termoelétrica Antonio Guiteras, por estar impossibilitado de vincular-se a um país submetido a sanções.

É também incessante e obsessiva, a perseguição às transações financeiras e comerciais e aos investimentos relacionados com o nosso país.

Só entre Janeiro de 2021 e Fevereiro de 2022, registaram-se 642 ações diretas de bancos estrangeiros contra o sistema bancário cubano.

No último ano, um grupo considerável de bancos de terceiros países recusou-se a efetivar pagamentos a provedores da empresa cubana ALIMPORT, importadora de alimentos.

Com licenças sujeitas a restrições impostas por lei, Cuba pode adquirir, por via comercial, limitados produtos agrícolas neste país, mas está obrigada a pagar  adiantado e sem acesso a créditos, o que ademais é extremamente difícil, quando, ao mesmo tempo, obstaculizam-se as nossas fontes de receitas.

Sob essas condições de acosso financeiro, são incalculáveis os esforços do nosso governo para assegurar a canastra alimentícia familiar estabelecida. 

Recusa-se aos empreendedores cubanos, em múltiplas ocasiões, o uso de plataformas de pagamento e comércio eletrónico.

Em várias latitudes, os nossos nacionais são impedidos de abrir contas bancárias pessoais, apenas pela sua condição de cubanos.

A perseguição financeira se exacerbou ainda mais, com a arbitrária e fraudulenta inclusão do nosso país na lista unilateral do Departamento de Estado sobre supostos países patrocinadores do terrorismo, o que eleva exponencialmente o chamado Risco País e nos obriga a pagar qualquer mercadoria até ao dobro do seu preço no mercado internacional. 

É inadmissível tal ato, contra uma nação vítima do terrorismo, que ainda hoje sofre a instigação à violência e a atos terroristas desde o território estadunidense, e cuja conduta de firme repúdio e perseguição a qualquer forma ou manifestação de terrorismo é inatacável e reconhecida.

Foi uma medida letal imposta pelo governo anterior republicano, a apenas nove dias de deixar a Casa Branca. O atual Presidente poderia corrigi-la com apenas uma assinatura. Seria o moralmente correto e apegado ao Direito.

 

Senhor presidente:

 

O impacto extraterritorial do bloqueio fere também a soberania dos países que os senhores representam; infringe as suas legislações nacionais, submete-os a decisões de tribunais estadunidenses, sob o Título III da Lei Helms-Burton, sanciona os seus empresários e impede que ingressem aos seus portos os navios de terceiros que atracaram em Cuba.

Também proíbe as subsidiárias de empresas estadunidenses em terceiros países de comercializar com Cuba; impede a exportação a Cuba de artigos produzidos em qualquer país, quando têm 10% ou mais de componentes estadunidenses; e exclui os produtos fabricados em terceiros países, se estes contêm matérias-primas cubanas.

Quem poderia afirmar, sem mentir, que os Estados Unidos são um sócio comercial de Cuba?

Não atribuímos ao bloqueio todas as dificuldades que o nosso país enfrenta hoje; mas estará faltando com a verdade quem negue os seus gravíssimos efeitos e não reconheça que ele é a causa principal das privações, carências e sofrimentos das famílias cubanas. 


Senhor Presidente:

 

Os Estados Unidos controlam os mais poderosos meios de imprensa e plataformas tecnológicas digitais hegemónicas, e os usa em uma virulenta campanha comunicacional de desinformação e descrédito contra Cuba.

Recorrem aos mais diversos métodos de guerra não convencional e colocam nossas crianças, jovens e artistas no alvo do bombardeio político e mediático. 

O governo estadunidense destina dezenas de milhões de dólares do orçamento federal e fundos secretos, e recruta instituições governamentais e empresas privadas para financiar os operadores políticos que executam campanhas de desinformação, ódio e desestabilização nas redes digitais contra Cuba.

Em 24 de Outubro passado, as transnacionais estadunidenses Twitter e Meta (Facebook) – que agora tem entre os seus principais dirigentes o ex-chefe de campanha de um senador republicano anticubano – desataram, simultaneamente, ações de censura contra meios públicos e usuários cubanos. Etiquetaram publicações, que viram limitado o seu alcance nas redes, e eliminaram contas que criticam as operações desestabilizadoras contra o nosso país.  Foi uma ação seletiva, coordenada, que viola o direito à livre expressão dos cubanos e que mostra a subordinação dessas empresas aos arbítrios dos políticos estadunidenses.

 

Senhor Presidente:

 

O Presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez afirmou, em 22 de Julho passado, no ato de encerramento do Nono Período Ordinário de Sessões da Assembleia Nacional do Poder Popular, na sua IX Legislatura, o que cito: “A trajetória de Cuba no desenvolvimento das suas relações exteriores demonstra que o fomento da paz, da cooperação e da solidariedade são características que definem a nossa projeção internacional. Já o demonstramos na nossa região latino-americana e caribenha, e também em outras latitudes”, final da citação.

O atual governo estadunidense não tem uma política própria para Cuba. Atua por inércia e dá continuidade à desumana política de “máxima pressão” instaurada durante a presidência de Donald Trump.

Nos últimos meses, deu passos para ajustar algumas das irracionais restrições aos voos estadunidenses a Cuba, ao envio de remessas e aos trâmites consulares.

São ações positivas, mas muito limitadas no seu alcance e aplicação. Não modificam em nada a política nem as medidas económicas, comerciais e financeiras.

O bloqueio exacerbado em extremo continua sendo o elemento central que define a política dos Estados Unidos para Cuba.

O governo cubano está disposto a avançar a um melhor entendimento com o dos Estados Unidos, e a desenvolver relações civilizadas e de cooperação, sobre a base do respeito mútuo e sem menoscabo da nossa soberania.

Reitero o chamado feito, em 2017, pelo General de Exército Raúl Castro Ruz ao governo dos Estados Unidos, para que remova, e cito, “os obstáculos que impedem ou restringem os vínculos entre os nossos povos, famílias e cidadãos de ambos os países. Devemos aprender a arte de conviver de forma civilizada, com as nossas diferenças”, concluiu.

Mesmo em meio às desumanas limitações que o bloqueio nos impõe, Cuba nunca renunciará ao seu sistema socialista de justiça social, confirmado em livre e universal Referendo Constitucional, em 2019.

Defenderemos sempre o pleno exercício de todos os direitos humanos por todos os nossos cidadãos.

Não aceitaremos jamais os intentos de impor-nos pretensos paradigmas de democracia ou outra cultura, estranha à cubana.

Com a mesma energia com que defendemos o direito inalienável de todo país a decidir o seu sistema político, económico e social, exigimos respeito ao nosso.

Fieis ao legado do Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz, em Cuba sempre haverá um “governo do povo, para todo o povo” e “uma Revolução dos humildes, com os humildes e para os humildes”.

Sirva de inegável evidência, a mais recente mostra de exercício de democracia real, participativa e inclusiva no nosso país.

Em referendo popular, o povo cubano votou a favor de um novo Código das Famílias, moderno e progressista, um dos mais avançados do mundo, prova irrefutável da vocação para escutar todas as cubanas e cubanos, sem discriminação de nenhum tipo. 

O nosso país não deixa de se renovar, sobre a base do princípio de “mudar tudo o que deve ser mudado”, na construção de uma Nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável; no desenvolvimento do nosso “Estado socialista, de direito e justiça social, democrático, independente e soberano”.

Advogamos pela crescente participação dos nossos jovens e de todos os cidadãos nos processos políticos, económicos, sociais e culturais da nação.

Avançamos na descentralização da economia e no empoderamento da empresa estatal socialista; criaram-se milhares de pequenas e médias empresas privadas e estatais; potencializam-se a ciência, a tecnologia e a inovação, a informatização da sociedade e a comunicação social, como pilares da gestão do governo; oferecem-se maiores oportunidades ao investimento estrangeiro, dentro da nossa política de desenvolvimento. 

Cuba se renova o tempo todo. O que permanece inamovível, ancorado no passado e isolado é o bloqueio.

Valorizamos altamente o respaldo de numerosos governos, personalidades, movimentos de solidariedade, organizações políticas, sociais e populares do mundo inteiro, ante a injustiça que se comete contra Cuba.

 

Senhor Presidente:

 

Apreciamos profundamente o compromisso e as expressões dos cubanos e descendentes de cubanos em todas as latitudes, inclusive nos Estados Unidos, cujas vozes se levantam em defesa dos direitos soberanos de Cuba e em repúdio à aplicação dessa política.

Agradecemos também a todos os que manifestaram o seu respaldo ao nosso país na difícil conjuntura de recuperação pelos graves danos causados pelo furacão Ian nas províncias ocidentais, no mês de Setembro passado.

Centenas de milhares dos nossos compatriotas sofreram o seu impacto. 119.048 vivendas foram danificadas, grandes áreas de cultivo ficaram destruídas, e se registaram severos danos à infraestrutura elétrica e de comunicações, entre outros estragos.

Continuaremos aceitando com gratidão a ajuda de emergência que se ofereça, sem condições, ao nosso povo.

Agradecemos os nobres esforços humanitários de organizações, movimentos e grupos estadunidenses; de congressistas e personalidades, do movimento de solidariedade e organizações da sociedade civil, que, ante a magnitude das sequelas do furacão, solicitaram ao governo do presidente Joseph Biden o levantamento temporário das medidas coercivas unilaterais contra o nosso país, a autorização do processamento de doações por bancos estadunidenses e a compra de materiais para reconstrução das zonas afetadas.

 

Senhor Presidente:

Senhores Representantes Permanentes:

Distintos Delegados:

 

Milhões de cubanos estão vendo agora mesmo o que acontece nesta sala. Escutaram as suas intervenções e estão atentos aos seus votos.

Em nome deles, devo agradecer as declarações de repúdio ao bloqueio realizadas por dezenas de Chefes de Estado e de Governo e outros Dignitários, no debate geral deste período de sessões, e também dos oradores nas sessões de ontem e desta manhã.

Ao exercer em breve o seu voto, os senhores não só estarão decidindo sobre um assunto de vital interesse para Cuba e os cubanos.

Os senhores estarão também votando a favor da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. Estarão pronunciando-se em apoio à razão e à justiça.


Deixem Cuba viver em paz!

Cuba estaria melhor sem bloqueio!

Cada família cubana viveria melhor sem bloqueio!

Os estadunidenses estariam melhor sem bloqueio a Cuba!

Os Estados Unidos seriam um país melhor sem o bloqueio a Cuba!

O mundo seria melhor sem bloqueio!


Solicito-lhes respeitosamente que votem a favor do projeto de resolução A/77/L.5, intitulado ”Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. Faço-o em nome do valente, nobre e digno povo de Cuba, que, apesar das adversidades, não foi nem será derrotado; em nome das nossas crianças e jovens, que se opõem às políticas de ódio, mas sofrem os seus cruéis efeitos; em nome das gerações de cubanas e cubanos que nasceram e que vão nascer sob o sistema de medidas coercivas mais cruel e prolongado jamais aplicado contra algum país e que deve ser abolido, pelo bem de todos.

Muito obrigado


                      


4 de nov. de 2022

Estados Unidos. O prisioneiro mais velho de Guantánamo libertado após 18 anos de encarceramento sem acusação

                                                 

    O governo estadunidense libertou no último dia 29 o prisioneiro mais velho de Guantánamo. Paracha de 75 anos, voltou para sua família no Paquistão no sábado depois de 18 anos de prisão, embora nunca tenha sido acusado de nenhum crime. A ex-advogada de Paracha, Shelby Sullivan-Bennis, disse que seu cliente encantou os outros detentos e os guardas e se tornou o "tio de Guantánamo". Há 35 detentos ainda definhando em Guantánamo. Vinte deles são elegíveis para transferência e três para uma revisão do seu caso.

Saifullah Paracha, foi preso dois anos após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA e acusado de ser um simpatizante da Al Qaeda.

Paracha era "suspeito", segundo os serviços secretos americanos, de financiar o grupo jihadista, mas manteve sua inocência e nunca foi julgado. Na verdade, nunca houve qualquer evidência e o que é claro é que o detido, que foi física e psicologicamente torturado, o único crime que cometeu foi o de ter nascido no Paquistão e de ser muçulmano.

A prisão militar ilegal dos EUA em Cuba já abrigou centenas de militantes suspeitos capturados após os ataques às torres, todos escolhidos indiscriminadamente e como parte da campanha islamofóbica desencadeada pelo governo dos EUA e seus aliados ocidentais, assim como fazem hoje com qualquer coisa relacionada à Rússia ou ao Irã.

"Saif Ullah Paracha, cidadão paquistanês, que foi detido em Guantanamo Bay, foi libertado e chegou ao Paquistão no sábado, 29 de outubro de 2022", disse o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

"Estamos satisfeitos que um paquistanês detido no exterior esteja finalmente reunido com sua família", acrescentou a declaração.

Clive Stafford-Smith, advogado de Paracha, questionou por que demorou tanto tempo para que seu cliente fosse liberado.

                                

"Ele foi liberado há mais de um ano... ele costumava cantarolar a canção dos Eagles "Hotel California" para mim, aquela em que a letra diz, 'mas você nunca pode sair'", disse Stafford-Smith ao programa Newshour da BBC.

Paracha foi capturado em julho de 2003 na Tailândia após uma das muitas operações ilegais disfarçadas pelo FBI [Bureau Federal de Investigação] dos EUA.

Paracha, que estudou nos EUA, foi falsamente acusado pelas autoridades americanas de ter contato com algumas das figuras mais importantes do grupo Al Qaeda, incluindo seu líder Osama bin Laden e Khalid Sheikh Mohammed.

Após 14 meses em uma prisão militar americana em Bagram, Afeganistão, ele foi transferido para Guantánamo.

O advogado de Paracha disse esperar que mais detentos sejam libertados nos próximos meses.

"Ainda tenho quatro clientes lá [em Guantánamo], todos com permissão para serem soltos", disse ele à BBC, acrescentando que foi uma "vergonha para os Estados Unidos".


https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/10/31/estados-unidos-liberan-al-preso-mas-anciano-de-guantanamo-tras-pasar-18-anos-encarcelado-sin-cargos/

Tradução e Edição: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

                                    



                                


1 de nov. de 2022

Estreou em Cuba "La gota de agua", um documentário de Resumen Latinoamericano que mostra os efeitos do bloqueio no setor de saúde. #MejorSinBloqueo

                                         

Por Laura V. Mor/ Fotos: Syara Salado Massip/ Resumen Latinoamericano.

Havana, 27 de outubro de 2022 - Um novo documentário de Resumen Latinoamericano estreou esta tarde no Cinema Chaplin de Havana, desta vez dirigido pelos cineastas cubanos Yaimi Ravelo e Iriana Pupo.

Sob o tema do bloqueio econômico, comercial e financeiro, que causou a Cuba perdas totais de 154.217 bilhões de dólares em 60 anos (1), "La gota de agua" reflete - através da história de vida da pequena Natali Rodríguez Méndez - as dificuldades geradas pela existência desta política hostil tanto na vida cotidiana das famílias cubanas quanto na obtenção de recursos para o atendimento médico, que o Estado cubano fornece gratuitamente a toda a sua população. No setor da saúde, por exemplo, as perdas acumuladas somam mais de três bilhões de dólares (2), afetando 12 milhões de cubanos.

                         

A jornalista Arleen  Rodriguezapresenta a estreia do filme com Graciela Ramirez, correspondente do Resumen Latinoamericano em Cuba

"É um testemunho contra a tortura que as famílias cubanas experimentam diariamente, especialmente aquelas que hoje têm crianças com doenças graves e sofrem diretamente o que implica viver em um país bloqueado", explicou Yaimi durante a Premier diante de uma grande audiência, incluindo representantes diplomáticos da Argentina, Bolívia, Canadá, Equador, Egito, Nicarágua, México, Rússia, Síria e Venezuela, funcionários da MINREX como o Diretor Geral de Imprensa e Imagem, Juan Antonio Fernández, e o Diretor de Comunicação e Imagem, Carlos Rodríguez; Rebeca Hernández, Diretora do Centro Internacional de Imprensa (CPI); a Vice-Presidente da Casa de las Américas Suilan Rodríguez; Rosa Miriam Elizalde, Vice-Presidente do Sindicato dos Jornalistas Cubanos; Roberto Verrier, Diretor Geral do ProCuba do Mincex, membros do ICAP, estudantes do ISRI e representantes culturais como o proeminente artista Nelson Domínguez (criador do cartaz utilizado para divulgar o filme); o escritor argentino Mario Della Roca e o poeta argentino Héctor Celano.

Com suas palavras, a cineasta falou da extraterritorialidade intrínseca à política de bloqueio, que impede o Estado cubano de acessar tratamentos, drogas, próteses e equipamentos contendo 10% de matérias-primas norte-americanas que poderiam melhorar a qualidade de vida de crianças como Natali.                        

A familia de Natali viajou de Camaguey a Havana para a estreia

Graciela Ramírez, chefe do escritório da Resumen em Cuba e produtora deste documentário, descreveu-o como "mais uma gota em um imenso mar de resistência e resiliência", um novo projeto que busca sensibilizar desde o dia a dia dos cubanos e sobre uma política injusta e desumana que nos impede de desenvolver e viver em paz.

"Como encontrar as palavras corretas para agradecer aos médicos cubanos?"disse Yaimi Ravelo, diretora de "A gota de água"

Em trinta minutos, "La gota de agua" nos aproxima da vida de Dairelis e Pedro em sua luta diária para superar a doença de sua filha, mas também para alcançar uma melhor qualidade de vida para Natali, que tem apenas cinco anos de idade, sem - como Che costumava dizer - nunca perder a ternura, apesar dos danos causados pela existência e intensificação de uma política que é tão hostil e ingerencista quanto desumana, uma política que nunca deveria ter existido.                            

Natali a pequena protagonista desta grande história 

"É dedicada com muito amor às crianças que perderam a batalha contra o câncer e àqueles que hoje lutam para sobreviver", disse Dairelis Méndez, mãe de Natali, quando deu a feliz notícia - não sem antes agradecer aos médicos, médicos, enfermeiras e todo o pessoal de saúde que dedicaram horas intermináveis de atenção, como a Dra. Caridad Verdecia, que estava presente -:  de que sua filhinha finalmente está clinicamente estável depois de três anos desde que foi diagnosticada.                        

Dairelis Mendez, mãe de Natali.

Assim, "A gota d'água também é esperança" - como disse Yaimi Ravelo - por ser "um exemplo fiel da resistência do povo cubano" e um reflexo inconfundível do potencial do sistema de saúde cubano e do treinamento humanista e solidário de médicos que lutam dia a dia ao lado de famílias como a de Natali para vencer.

Como nos diz o documentário lançado em Cuba: "Será sempre melhor sem bloqueio, sem dúvida".

Gostaríamos de compartilhar com vocês o trailer de "La gota de agua", um documentário que será lançado em breve em vários países, como Argentina, Brasil, Itália, Espanha, México e Venezuela.

Isto será possível graças à equipe de tradutores que participaram deste projeto: Gloria González Justo da França, Carmen Diniz do Brasil, Ed Hass dos Estados Unidos e Roberto Casella da Itália; assim como o deputado europeu Izquierda Unida Manu Pineda e a delegação que o acompanha em Cuba, que juntamente com a jornalista Ana Hurtado levará a história de Natali para a Europa.

 Trailer do filme:      


(1) Dados de acordo com o relatório de Cuba sob a Resolução 75/289 da Assembleia Geral das Nações Unidas, intitulado "Necessidade de pôr fim ao bloqueio  econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", 2022. Disponível em https://misiones.cubaminrex.cu/es/articulo/informe-de-cuba-sobre-el-bloqueo-2022. 

(2) Dados de acordo com o relatório de Cuba sob a Resolução 74/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, intitulado "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", 2020. Disponível em https://www.mined.gob.cu/wp-content/uploads/2020/10/Informe-de-Cuba-vs.-bloqueo-2020.-Espanol.pdf.

 


https://cubaenresumen.org/2022/10/27/se-estreno-en-cuba-la-gota-de-agua-un-documental-de-resumen-latinoamericano-que-evidencia-las-afectaciones-del-bloqueo-en-materia-de-salud/

Tradução/Edição: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

                                            


28 de out. de 2022

#CamiloVive Camilo Cienfuegos O SENHOR DA VANGUARDA !

                                 
Por Maria Leite

Camilo Cienfuegos Gorriarán nasceu em 6 de fevereiro de 1932, em Havana, Cuba. Ele foi um fiel combatente revolucionário, homem humilde, de caráter jovial, com ótimo senso de humor e um sorriso sincero, qualidades que o colocaram como um dos dirigentes mais carismáticos da revolução.

Ernesto Guevara, seu companheiro inseparável, assim se referia a Camilo: “Sempre sendo o companheiro de todos, ele era o mais brilhante de todos os guerrilheiros”.
                                       


    Em 12 de novembro de 1959 foi anunciado o seu desaparecimento em um comunicado oficial na televisão, feito por Fidel Castro. No dia 28 de outubro, uma forte tempestade ocorria no local onde passava o avião em que viajava Camilo. O bimotor alterou a rota, mas devido ao desvio não previsto, aponta-se que o combustível acabou e, não tendo um lugar para pousar em segurança, o avião caiu no mar. Camilo Cienfuegos desapareceu durante um voo de avião quando voltava a Havana da região centro oriental, para onde tinha viajado para frustrar um ato de traição de Huber Matos contra o governo revolucionário.

Alguns meses depois do triunfo revolucionário, Camilo falava sobre o papel do Exército Rebelde:
“Todos nós que fomos à guerra, sabemos que a Pátria precisa de nossos esforços e de nossos braços. Se na guerra empunhamos os fuzis, hoje estamos dispostos a pegar as enxadas para semear a terra, para que esta nossa terra produza o que precisamos; para que Cuba cresça, para que Cuba floresça, para que a reforma agrária seja um exemplo para os demais países irmãos, para sair da miséria em que vivemos durante mais de 50 anos”.

Todos os dias 28 de outubro, os cubanos homenageiam o desaparecido comandante do Exército Rebelde Camilo Cienfuegos, com peregrinações em todo o país. Crianças, jovens e adultos depositarão flores em rios e no litoral para prestar homenagem a quem contava com um extraordinário apoio popular, no aniversário 63 de seu desaparecimento físico.

Muitos cubanos ainda lembram com tristeza quando Fidel Castro compareceu em televisão pública para informar ao povo que se tinha perdido comunicação com o avião bimotor Cessna no qual viajava o hoje reconhecido como Senhor da Vanguarda.
Nunca foram encontrados rastros da aeronave nem de corpo algum, rememoraram.
Para especialistas, Camilo Cienfuegos se caracterizava por seu poder unificador, por sempre ter o que dizer e por uma excepcional análise da realidade.
Também qualificam como essencial sua participação na luta contra o Fulgencio Batista e o consideram como um dos homens necessários nessa contenda que levou ao triunfo da Revolução, em primeiro de janeiro de 1959.




A VOTAÇÃO NA ONU CONTRA O BLOQUEIO IMPOSTO PELOS EUA A CUBA - #MejorSinBloqueo

                                     

Carmen Diniz

       No próximo dia 2 de novembro Cuba apresentará na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) pelo 30° ano uma resolução pelo fim do bloqueio. Trata-se de uma proposta que é submetida às 193 nações que compõem a Organização das Nações Unidas (ONU) anualmente e que tem sido aprovada por essas nações em sua quase totalidade..

   Este ano de 2022 a Resolução leva o número 75/289 e se intitula:

“Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto  pelos Estados Unidos contra Cuba". 

 

 Em rápido cálculo pela tabela aqui inserida, se observa que  a condenação ao bloqueio atinge nos últimos anos em média 98% dos países membros da ONU. Ressalte-se que os únicos dois países que insistem em votar contra o fim do bloqueio são EUA e Israel com algumas adesões pontuais de alguns poucos países.  Inicialmente na década de 90 ainda se viu Romênia (1992) Albânia e Paraguai (1993) Uzbequistão (de1995 a 1997) Ilhas Marshall (de 2000 a 2003) acrescido de Palau (de 2004 a 2009), dois territórios ligados ao poderio estadunidense.  A partir de 2013 somente EUA e Israel votam contra o fim do bloqueio. Em 2016 pela primeira vez na história ambos decidem se abster e, portanto naquele ano não houve qualquer país membro contra. A partir de 2017 voltam a votar contra a Resolução os dois países de sempre: EUA e  Israel. Em 2019 o Brasil rompe com sua tradição diplomática e vota contra o fim do bloqueio, alvo de muitas críticas dentro e fora do país. Em 2020, em função da pandemia, não foi realizada a AGNU e em 2021 os dois votos de sempre contra  (EUA e Israel) e 3 países se abstêm : Colômbia (governo Duque), Ucrânia (já com o atual aliado da OTAN Zelenski) e o Brasil (de Bolsonaro). O gráfico é um retrato da geopolítica mundial em suas diferentes etapas. Mas em nenhum ano desde o início da votação histórica o bloqueio foi aprovado pelas Nações Unidas, fundada com a precípua finalidade de incentivar a paz no mundo.

   De se perguntar, neste caso, por que então o bloqueio não se encerra? A resposta está no fato de que a Assembleia Geral da ONU não tem poder decisório, de determinar a algum país que faça ou deixe de fazer algo, a AGNU é um órgão consultivo que só tem o poder de dar um parecer, de demonstrar o que os países que formam parte daquela instituição indicam como sugestão. 

     O fato é que o governo dos Estados Unidos ignora a reivindicação da quase totalidade dos países parceiros e ainda recrudesce o bloqueio a níveis intoleráveis para todo o povo cubano que em última análise é quem sofre as consequências de uma política falida em vigor há mais de seis décadas e que já foi inclusive considerada publicamente por um de seus recentes presidentes como uma medida "sem efeito nenhum". É medida ilegal, desumana e extraterritorial.

    O bloqueio criminoso que os Estados Unidos impõem ao povo cubano é genocida, assim como a inclusão de Cuba em uma lista abjeta e unilateral como Estado patrocinador de terrorismo, quando o mundo sabe que é  Cuba que é vítima de inúmeros atentados de terrorismo de Estado. Esta inclusão, assim como o bloqueio, causa imensas dificuldades no comércio internacional com a Ilha, assim como dificuldades em transações financeiras.  Os Estados Unidos, com essa arrogância em relação ao restante do mundo só serve para isolar cada vez mais seu próprio país dos demais


A palavra-chave usada neste ano em relação

à AGNU em sua votação contra o bloqueio é:

 #MejorSinBloqueo.

O mundo pede o fim do bloqueio

  




O bloqueio causa prejuízos inquantificáveis às famílias cubanas e impede Cuba de se desenvolver normalmente.  As perdas acumuladas em seis décadas devido ao impacto do bloqueio  de acordo com o Relatório 2021, totalizam mais de um trilhão de dólares. Nos primeiros 14 meses da administração do Presidente Biden, os danos causados pelo bloqueio atingiram mais de seis bilhões de dólares, outro recorde histórico.

A este respeito já se pronunciou o chanceler cubano Bruno Rodriguez Parrilla em seu twitter:              

El 2 y 3 de noviembre, presentaremos ante #AGNU, por

30ª ocasión, el proyecto de resolución vs bloqueo

Tras más de 60 años de asedio, esa política impacta hoy,

como nunca, a las familias cubanas dentro y fuera del país #Cuba tiene derecho a vivir sin bloqueo #MejorSinBloqueo

 https://twitter.com/BrunoRguezP/status/1570362246475436034



   Cuba tem o direito de viver sem o bloqueio. 

Cuba tem o direito de viver e desenvolver-se em paz. 

Será sempre melhor sem um bloqueio. 

Para Cuba, para os próprios  Estados Unidos e para o mundo.  

O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba se solidariza mais uma vez com o valente povo cubano que com toda essa carga criminosa resiste e mantém uma Revolução que a tornou o Primeiro Território Livre das Américas  para nos inspirar e mostrar que outro mundo é possível. E necessário.  

Hasta la Victoria, Siempre !                                           




25 de out. de 2022

REJEIÇÃO DO BLOQUEIO CONTRA CUBA EM DEFESA DOS POVOS - JOSÉ MUJICA #MejorSinBloqueo

                                   

A rejeição internacional do bloqueio dos EUA contra Cuba é hoje um princípio em defesa de todos os povos do mundo, afirmou o ex-presidente uruguaio, José Mujica.

Assim o declarou em uma entrevista exclusiva com a Prensa Latina, faltando pouco mais de uma semana para a Assembleia Geral das Nações Unidas tratar da questão da política hostil de Washington pela trigésima vez.

O caso de Cuba é a enésima expressão de uma política bárbara praticada por potências desenvolvidas por razões ideológicas contra países terceiros, disse ele de sua casa, na periferia da capital.

Pepe, como seus compatriotas o chamam, fez referência a outros cercos cometidos na história "e são sempre os setores mais pobres que pagam o preço".

"A prática do bloqueio econômico é um recurso bastardo na política internacional que deveria ser banido", frisou ele.

"Não serviu a nenhum outro propósito além de colocar as pessoas passando necessidades e é um abuso de arrogância", disse ele.

Disse que, no caso de Cuba, a recusa dos Estados Unidos em cumprir as decisões tomadas pelas Nações Unidas, em particular o chamado da comunidade internacional para levantar o cerco na ilha caribenha, tem sido repetida até o cansaço.

É um grande poder, praticamente por si só, que reitera sem cerimônia uma recusa fechada em considerar a posição do mundo, observou.

Considerou que ao fazer isso, Washington desrespeita os outros e sua posição ridiculariza a existência de organizações internacionais, seus mecanismos e acordos reconhecidos.

"Para que queremos instituições mundiais se um país poderoso faz o que quer?", ele perguntou.

"É como se esse país não se importasse com o que acontece no planeta", acrescentou ele, referindo-se a outros problemas globais cujas soluções também são bloqueadas pela Casa Branca.

 Um embuste

O ex-líder uruguaio descreveu a inclusão de Cuba na lista unilateral de países que promovem o terrorismo, a última volta do parafuso no bloqueio assinado por Donald Trump antes de deixar o cargo, como um "embuste".

É uma medida que torna o cerco ao país antilhano ainda mais letal e fecha as portas ao comércio internacional, às finanças e aos investimentos.

"A presença de Cuba nesta lista não tem base alguma, é um trapo", exclamou Mujica.

"Pelo contrário", enfatizou, "Cuba é vítima do terrorismo. A este respeito, Washington mantém a linguagem da Guerra Fria, que hoje não faz qualquer sentido".

Além disso, concluiu que as punições impostas ao país caribenho, por sua vez, prejudicam parte da sociedade estadunidense.

Na semana passada, em Havana, o Ministro das Relações Exteriores cubano Bruno Rodríguez apresentou o relatório sobre os danos causados pelo bloqueio que seu país apresentará à Assembleia Geral da ONU em novembro.

O documento afirma que  seis décadas desta política hostil causou perdas para a economia da maior das Antilhas, superiores a 154 bilhões de dólares.

Desse total, mais de seis bilhões de dólares correspondem aos danos causados durante o atual mandato do Presidente Joe Biden.

Cuba considera o bloqueio dos EUA como o maior obstáculo ao seu desenvolvimento.

O relatório já circulando na ONU afirma que entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022, o Produto Interno Bruto da ilha poderia ter crescido 4,5% sem as medidas punitivas do bloqueio dos EUA.


https://cubaenresumen.org/2022/10/24/rechazo-de-bloqueo-a-cuba-en-defensa-de-los-pueblos-jose-mujica/

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba