9 de mai. de 2025

A VITÓRIA E A TENAZ FRANQUEZA DA HISTÓRIA

Este desfecho não foi fruto da sorte, mas do heroísmo de um povo que se recusou a se render.
                                                                                                 Foto: Ilustração retirada de rebelión

    Raúl Antonio Capote

    É impossível apagar da memória coletiva o fato de que a agressão fascista contra a URSS custou a vida de cerca de 27 milhões de pessoas.

   A Conferência de Munique, realizada nos dias 29 e 30 de setembro de 1938, reuniu na cidade alemã os chefes de governo do Reino Unido, Neville Chamberlain; da França, Édouard Daladier; da Alemanha, Adolf Hitler; e da Itália, Benito Mussolini.

   Segundo Neville Chamberlain, o pacto resultante daquele conclave garantia a paz mundial, mas as consequências foram catastróficas: apesar das promessas de Hitler, em março de 1939 a Alemanha invadiu a Tchecoslováquia.

   Na verdade, em Munique havia sido acordado o desmembramento da Tchecoslováquia, a entrega da Polônia e o futuro ataque alemão à URSS.

                                      

Após a vitória definitiva, milhares de moscovitas saíram para comemorar na Praça Vermelha. Foto: Retiradas da RT

   Por outro lado, a União Soviética formulou, em 1938, uma aliança com os círculos dirigentes da França e da Grã-Bretanha, que foi rejeitada.

   Ao amanhecer de 22 de junho de 1941, todas as estações de rádio soviéticas transmitiram a declaração do governo sobre a invasão alemã. Sem declaração de guerra, as hordas fascistas invadiram o território soviético.

  Em 30 de março de 1941, Adolf Hitler declarou, no Decreto Barbarroja: “Trata-se de uma luta de extermínio... No Leste, a crueldade é um bem para o futuro”.

   Após sua rápida conquista da França, Hitler acreditava que um país povoado por Untermenschen (“sub-humanos”) seria facilmente dominado. No entanto, em meados de agosto, a resistência soviética havia frustrado os planos alemães de vencer a guerra no outono de 1941. Em dezembro daquele ano, o “invencível” exército alemão foi derrotado às portas de Moscou.

   As batalhas travadas entre 1942 e 1943 foram decisivas. A conquista de Stalingrado – objetivo estratégico fundamental para a Wehrmacht – terminou com a rendição das tropas alemãs, em fevereiro de 1943. A balança na frente oriental inclinou-se para a URSS. A Segunda Guerra Mundial havia mudado de rumo.

   Os soldados soviéticos derrotaram as tropas nazistas em Moscou, Stalingrado (atual Volgogrado), Leningrado, a frente de Kursk, o rio Dnieper, Bielorrússia, o Báltico e Berlim.

   Durante a guerra, 607 divisões inimigas foram derrotadas na frente soviético-alemã. As perdas da Alemanha e seus aliados ultrapassaram 8,5 milhões de pessoas, e mais de 75% de seu armamento foi destruído ou capturado.

                                                        

Foto: Retiradas da RT

   É impossível apagar da memória coletiva o fato de que a agressão fascista contra a URSS custou a vida de cerca de 27 milhões de pessoas, entre elas dez milhões de soldados do Exército Vermelho. Um total de 1.710 cidades e mais de 70.000 vilarejos foram total ou parcialmente destruídos.

   A Grande Guerra Patriótica culminou com a vitória soviética. O ato de rendição incondicional da Alemanha foi assinado nos arredores de Berlim, em 8 de maio de 1945, às 22h43 (9 de maio, 0h43, hora de Moscou).

    Este desfecho não foi fruto da sorte, do acaso ou do “inverno russo”, mas do espírito de sacrifício, da maestria militar, da superioridade do sistema econômico soviético e do heroísmo incomparável de um povo que se recusou a se render à barbárie.       

Foto: Retiradas da RT

  https://www.granma.cu/mundo/2025-05-09/la-victoria-y-la-tenaz-franqueza-de-la-historia-09-05-2025-00-05-16

Trad: @comitecarioca                   


8 de mai. de 2025

MAIO E A MORTE DA GUSANERA

                                    

Cubainformacion

    Hoje comemoramos duas vitórias: uma, o grande sucesso da primeira palestra, em Madri, na turnê que a jovem comunicadora cubana Gabriela Fernández, roteirista e apresentadora do popular programa da Televisão Cubana “Con Filo”, iniciou pelo Estado espanhol, sob o título “Juventude cubana em tempos de Trump”; outra, a festa popular do Primeiro de Maio em Cuba, um verdadeiro soco na mandíbula dos odiadores de Miami e do secretário de Estado dos EUA, o neofascista Marco Rubio.

     A conferência de Gabriela Fernández em Madri foi a primeira em doze cidades, junto com o Movimento Estatal de Solidariedade com Cuba (MESC). Esta historiadora e jornalista cubana, nas redes sociais, havia sido assediada por extremistas anticubanos favoráveis ao bloqueio dos EUA contra seu país natal. E eles foram tentar boicotar o evento, mas tudo o que conseguiram foi atrair mais pessoas para ele. E, mais uma vez, este pequeno grupo de trumpistas e pró-sionistas fez o ridículo de sempre.

    E o Primeiro de Maio em Cuba? Não acham incrível que, com a situação crítica da economia do país, exista um povo tão consciente do seu papel histórico e de que tem, sim ou sim, que “assumir o inimigo”, como diz a canção de Silvio? El Necio nos diz nas redes sociais: "Sim, é verdade, este é um dos momentos mais difíceis para Cuba; percebem-se as carências, há descontentamento social próprio de uma crise, os serviços públicos foram afetados, a pobreza aumentou e também há decisões políticas que não deram certo; mas lá está novamente um povo que carrega a DIGNIDADE NO PEITO e a alegria nas pernas; um mar de pessoas conscientes do maldito BLOQUEIO que nos impõem. Lá estão eles nas ruas pelos sonhos de Fidel, do Che Guevara, pela sua Revolução, pelo SOCIALISMO e por tudo o que nos impediram de fazer sob a guerra econômica mais longa da história da humanidade. BASTA DE BLOQUEIO:  nunca nos vão dobrar. VIVA CUBA LIVRE".

                 


     Ernesto MJ escreve: "Apagões, crise econômica, bloqueio recrudescido, problemas de transporte, problemas da vida cotidiana, situações com a cesta básica, tudo isso e muito mais sob uma agressão midiática permanente, uma guerra cognitiva... E... a resposta do povo cubano é digna de Fidel e daqueles que, como ele, lutaram! Aqui não há medo, aqui há alegria, dança, risos, aqui esperamos o sol unidos, com uma causa comum, e nosso povo volta a mostrar ao mundo o que é a Revolução, o que é o Socialismo e o que é a Pátria, e como se amam e se defendem".

     Por último, selecionamos também as palavras da diplomata cubana Isabel Allende Karan: "Qual será a análise dos grandes centros de poder imperial sobre este primeiro de maio em Cuba. Que estamos obrigados, que somos cordeiros, que há medo. Eu acredito que eles terão que aprofundar um pouco mais porque a lição não foi aprendida. Não somos idiotas, nem cordeiros, nem pessoas sem pensamento e, se temos algum medo, é de destruir nós mesmos a Revolução. Não confundam as críticas ao que foi malfeito, o mal-estar com a incompetência de alguns ou a burocracia de outros, não confundam a raiva lógica pelas dificuldades que vivemos com a renúncia à Revolução. Não confundam o atual êxodo migratório incentivado por esse bloqueio cruel com a possibilidade de criar condições para transformá-los em inimigos de sua pátria ou em mercenários. A Revolução é algo muito mais profundo e talvez muito difícil de entender para aqueles que veem o mundo apenas em números ou tecnologia. Não é possível mobilizar milhares de pessoas e conseguir, além disso, que o façam rindo e dançando, com métodos abusivos, não é possível fazer isso com a maioria do povo".

     Também falaremos das medidas mafiosas do governo dos EUA contra os desportistas cubanos, em concreto contra os jogadores de beisebol que querem jogar na Liga Principal. O governo cubano impede-os? Não! Sob as Disposições de Controle de Bens Cubanos (CACR), os jogadores cubanos que desejam jogar na Major League Baseball dos EUA são obrigados pela Casa Branca (não por Havana!) a assinar uma “Declaração de Residência Permanente fora de Cuba”, um documento humilhante, próprio de regimes totalitários (como o dos EUA), que exige que eles renunciem a viver, mesmo que temporariamente, em sua pátria, declarando que “assumem residência permanente fora de Cuba” e que “não pretendem voltar”; autoexilar-se politicamente, jurando que não são “funcionários do governo cubano” nem “membros do Partido Comunista”; e mentir sob coação, afirmando que o fazem “por vontade própria, sem coação”, quando na verdade, se não assinam, não podem se registrar nem jogar.

https://www.cubainformacion.tv/especiales/20250507/115559/115559-mayo-y-la-muerte-de-la-gusanera

Edição/Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba


2 de mai. de 2025

MAIS UMA VEZ CUBA DESFILOU EM NOME DO MUNDO.

                           

Alina Perera Robbio

Ilha única em sua fibra, Ilha amada que uma vez mais desfilou em nome do mundo

Cuba, sem medo, sabe e saberá sorrir; Ela aprendeu há muito tempo, e para sempre, que o Homem merece ser irmão do Homem e que, sem essa causa de amor, a existência não teria sentido e seria desprovida de importância.

                    


Foi o que disse uma mulher cubana que vi na cidade de Pilón, em Granma, poucas horas depois de a terra tremer com um terremoto que quebrou paredes: “Esta terra está realmente chateada…” Ela disse isso em nome de sua amada pátria, mas também retratou toda a Ilha. E foi isso que o presidente Díaz-Canel escreveu em sua conta no Twitter na madrugada de 1º de maio, no Memorial José Martí, na Praça da Revolução: "Cuba sempre pode se superar".

Em sua mensagem, o Chefe de Estado também compartilhou uma ideia que nos define de forma sucinta e bela, e que o camarada Raúl expressou: "Que tipo de pessoas nós temos?" E é verdade que o povo cubano é tremendo e domina perfeitamente o que Fidel falou há 25 anos, na mesma Praça que sediou um histórico desfile de 1º de Maio: o "sentido do momento histórico".

O povo sentiu e entendeu, devido ao momento histórico, o significado da marcha. Tinha que ser feito e foi feito; Isso tem sido feito em nome da humanidade mortalmente ferida desde 7 de outubro de 2023 - desde que o povo palestino está sendo martirizado por Israel e seus cúmplices; Isso foi feito porque o mundo parece um coliseu romano, porque nas arenas o sangue corre sem parar enquanto um pequeno imperador caprichoso e vaidoso coloca uma fruta na boca e aponta o polegar para baixo; Isso foi feito porque Cuba não renuncia à fraternidade e porque era necessário marchar — como disse Díaz-Canel Bermúdez — "por esse mundo melhor possível que Cuba quer e merece".

Não nos sentimos o povo escolhido: simplesmente, em nossa história, tornou-se uma questão de destino lutar pelo que é digno e justo, e fazê-lo mesmo em estreita proximidade com os chefes, a arrogância imperial, que todos os rebeldes deste planeta consideram desnecessária.

Tudo começou muito cedo na Praça, onde José Martí parecia pensativo e vigilante. E assim foi feito em outras praças de Cuba. Por volta das sete da manhã, a liderança da Revolução tomou posição. Estavam lá o general do Exército Raúl Castro Ruz; Presidente Díaz-Canel; o Comandante do Exército Rebelde, José Ramón Machado Ventura; Primeiro-Ministro Manuel Marrero Cruz; O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, líderes sindicais, juvenis e estudantis… ouviram-se as notas do Hino Nacional e, em seguida, as palavras históricas que completaram 25 anos nesta quinta-feira: o conceito de Revolução, o legado do Comandante em Chefe.

Lá, no Memorial, estavam mais de 900 amigos de 39 nações; Heroínas e heróis cubanos; familiares das vítimas do terrorismo que a Ilha sofre há tanto tempo; Representantes de partidos e organizações internacionais sediados no país caribenho; membros do corpo diplomático acreditados na Ilha; homens e mulheres que admiram a Revolução.

                           


O membro do Bureau Político e Secretário-Geral da Central Única dos Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte de Nacimiento, falou a todos sobre o mundo complicado em meio ao qual as praças da ilha se encheram de compatriotas; Ele lembrou o conceito de Revolução de Fidel; enfatizou que Cuba manterá sua determinação inabalável de ser leal aos seus heróis e manter a pátria forte. Continuaremos sem hesitação, disse ele, a batalha que estamos travando pela consolidação de nossa liberdade, independência e justiça social.

A força contínua da Revolução não é um milagre, mas o resultado das contribuições de todos os compatriotas, especialmente dos trabalhadores, refletiu o líder, que também afirmou que ainda há muito a ser feito, processos a serem organizados, distorções e tendências negativas a serem erradicadas, o que implica usar todas as reservas produtivas, aproveitar o potencial da Empresa Estatal Socialista e alcançar resultados em frentes vitais, como a produção de alimentos.

Ulisses chamava a todos de “companheiros de luta”; e lembrou que, como "a verdade está do nosso lado", Cuba continuará exigindo o levantamento do bloqueio, agora intensificado, e que a ilha seja retirada da lista imoral de países que supostamente patrocinam o terrorismo. Ele também denunciou a campanha perversa dos EUA contra os programas de cooperação médica cubanos; e rejeitou, em nome de todos, a guerra genocida de Israel contra as crianças da Palestina.

                       


"Avante, compatriotas", disse Guilarte, e uma multidão agitando bandeiras e cartazes, liderada por mais de 40.000 profissionais de saúde, começou seu avanço avassalador.

Neste Primeiro de Maio, apesar de tanto cerco material, reinaram as cores, as bandeiras, os cartazes coloridos, as belas fotografias, palavras como “Fidel entre nós”; e a alegria era avassaladora - não estou exagerando - porque este povo está morrendo de vontade de viver, canta para a vida com seus passos de conga, solta um palavrão para lembrar, como Juan Almeida Bosque, que os homens devem saber cair de pé, como as árvores, e que aqui ninguém desiste, droga... A alegria foi imensa, porque o destino de Cuba está selado: a nação tornou isso explícito pela voz de Fidel no início do século XXI, e na orla marítima de Havana, em outra marcha inesquecível, o Gigante disse ao imperador reinante que aqueles que estão prestes a morrer o saúdam.

Sinto um orgulho saudável pela minha terra natal, que me deu a vida adulta e a alma que tenho; Porque neste Primeiro de Maio, Cuba, irmã amorosa de boas causas, marchou pelo mundo. Cuba, sem medo, sabe e saberá sorrir; Ele aprendeu há muito tempo, e agora para sempre, que o Homem merece ser irmão do Homem e que, sem essa causa de amor, a existência não teria sentido e seria desprovida de importância.

                     


https://www.presidencia.gob.cu/es/noticias/isla-unica-en-su-fibra-isla-amada-que-otra-vez-desfilaste-en-nombre-del-mundo/

trad/Edição : @comitecarioca21



30 de abr. de 2025

UM LUISITO VISITA CUBA (+video de 1 minuto)

                      
Luisito Comunica viaja para Cuba

Entra como qualquer outra pessoa.

Vai a empresas privadas.

Se encontra com artistas e influenciadores.

Tira centenas de fotos na rua.

Passeia com a namorada.

Grava tudo o que quer.

Envia o vídeo com sua visão.

Não tem um único problema de segurança em sua viagem de trabalho.

Ele não tem conflito com as autoridades.

🫴 Obrigado @LuisitoComunica: você acabou de mostrar ao mundo que não existe "ditadura". Venha quando quiser: este é um país livre!

É claro que o seu vídeo sobre Cuba está muito longe da minha opinião e perspectiva. Além disso, não é NADA OBJETIVO. Luisito Comunica é, há muito tempo, um youtuber da DIREITA. Mas queria salientar que ele fez tudo livremente e sem incidentes.

Luisito Comunica pode ir a Cuba e falar mal de Cuba com total liberdade. Mas não pode ir a Miami e falar bem de Cuba. Lá sim existe uma ditadura.

ISTO É CUBA: o lugar onde milhões saem às ruas em defesa de uma Revolução; onde a bandeira nacional, a da Palestina e a LGBT+ são hasteadas UNIDAS. Em poucas horas, o povo cubano voltará a mostrar do que é feito e Miami voltará a desprezá-lo. VOCÊS VÃO VER.

Vocês verão Cuba amanhã: fiquem atentos.

        


Por : https://x.com/ElNecio_Cuba

Trad/Ed: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

28 de abr. de 2025

CUBA NÃO PODE PRODUZIR SEUS PRÓPRIOS MEDICAMENTOS, DETERMINA O BLOQUEIO

Foto:cubadebate

 O governo dos EUA está processando potenciais investidores na indústria biofarmacêutica nacional como criminosos.

    O grupo empresarial BioCubaFarma, responsável por fornecer ao Sistema Nacional de Saúde um número significativo de medicamentos, reagentes, sistemas de diagnóstico e outros produtos, está considerando ampliar suas alianças estratégicas, principalmente para identificar novos fornecedores para a indústria biofarmacêutica que lhe permitam aumentar sua produção.

     No âmbito da 16ª Feira Saúde para Todos, parte da 5ª Convenção Internacional Cuba Saúde 2025, Mayda Mauri Pérez, presidente da BioCubaFarma, explicou ao Granma que as limitações impostas pelo bloqueio do governo dos EUA à indústria são uma realidade, e que a indústria deve estar preparada para receber constantemente respostas negativas dos fornecedores.

     Por isso, afirmou, "estamos no caminho da diversificação do portfólio de fornecedores do nosso setor, com o objetivo de termos novas alternativas ou variações na hora de decidir sobre a aquisição de matérias-primas, insumos, peças de reposição, equipamentos e dispositivos que o setor necessita para atender à demanda de medicamentos e outros insumos que fornecemos ao nosso Sistema Único de Saúde".

    Mauri Pérez enfatizou que estão trabalhando na identificação de investidores, com a especificidade de que seriam "investidores de risco", para participar junto às empresas da BioCubaFarma no co-desenvolvimento de projetos altamente inovadores que exigem investimentos de capital significativos para chegar ao mercado.

    Então, reiterou, estamos buscando esses investidores, porque nas nossas propostas de co-desenvolvimento falamos de produtos altamente inovadores voltados para terapias, principalmente para as principais doenças que afetam a nossa população, como câncer, doenças neurodegenerativas e outros tipos.

 

UM NOVO PROJETO PARA A PRODUÇÃO DE DERIVADOS DE SANGUE 

   A empresa Laboratórios Farmacêuticos AICA apresentou uma proposta de negócios para a construção de um centro de plasmaférese* gerido pela indústria para extração de plasma e futura comercialização.

   O engenheiro John Wilber Arrazcaeta, diretor de investimentos da entidade BioCubaFarma, explicou ao Granma que o projeto faz parte do modelo de investimento estrangeiro.

   Acrescentou que a iniciativa surge da dificuldade que a indústria farmacêutica do país enfrenta em obter os níveis plasmáticos necessários para produzir hemoderivados e atender à demanda.

   Explicou que o projeto busca uma gestão diferenciada de insumos para a indústria; ao contrário da doação de sangue total, a plasmaférese devolve o concentrado de glóbulos vermelhos ao doador, retendo apenas o plasma sanguíneo.

  Ressaltou que o negócio está sendo proposto devido aos altos custos de insumos, como kits de plasmaférese e testes de vírus para doadores, que são projetados dentro do capital necessário, e que o investimento será recuperado por meio da venda do plasma obtido.

   Enfatizou que o objetivo não é apenas desenvolver uma maneira diferente de fazer as coisas, mas também desenvolver plasma com padrões comercializáveis ​​a partir dos quais outros fatores, como fatores de coagulação, possam ser obtidos.

Cuba é um dos poucos países onde a indústria da biotecnologia trabalha em parceria total com o sistema de saúde pública para controlar doenças que podem representar riscos epidemiológicos.


https://www.granma.cu/cuba/2025-04-27/cuba-no-puede-producir-sus-propios-medicamentos-dicta-el-bloqueo-27-04-2025-21-04-07

NT*  Plasmaférese é um procedimento médico que envolve a separação do plasma do sangue, geralmente através de centrifugação ou filtração, com o objetivo de remover substâncias indesejáveis ou obter plasma para fins terapêuticos 


Tradução/Edição: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

    

25 de abr. de 2025

ASFIXIAR A ECONOMIA DE CUBA É O PRINCIPAL OBJETIVO DOS ESTADOS UNIDOS

                             

   Artur González - Os Estados Unidos desperdiçaram bilhões de dólares para fracassar a Revolução Cubana, inicialmente com atos de terrorismo contra suas instalações industriais, campos de cana-de-açúcar, refinarias de petróleo, shoppings, pontes, ferrovias e qualquer outro elemento que permitisse o desenvolvimento econômico do país.

   Isso é evidente em seus planos, que foram descaradamente desclassificados, cujo objetivo é que as pessoas morram de fome e culpem o sistema socialista por suas dificuldades, claramente declarado em 1960 pelo Subsecretário de Estado, quando propôs:

   “Todos os meios concebíveis devem ser prontamente utilizados para enfraquecer a vida econômica de Cuba. Negando dinheiro e suprimentos para reduzir os salários reais e monetários, a fim de causar fome, desespero e a derrubada do governo.”

   Como isso falhou, os presidentes na Casa Branca continuaram o mesmo esforço estabelecido pelo frustrado Dwight Eisenhower, que morreu sem realizar seu sonho dourado, e aprovaram outros planos e leis, mas eles também fracassaram sem alcançar nenhum resultado.

   Acreditando que conseguiria ver Fidel Castro deposto, o presidente Bill Clinton se deixou pressionar pela máfia terrorista instalada no Congresso e aprovou em 1966 a "Lei Cubana de Liberdade e Solidariedade Democrática", conhecida mundialmente como "Lei Helms-Burton", cujo ponto central são as sanções internacionais contra quaisquer investimentos estrangeiros que se materializem na Ilha, após o governo revolucionário iniciar uma abertura às empresas estrangeiras com base na reforma constitucional de 1992, juntamente com um conjunto de leis e decretos-lei que abriram a economia cubana.  

   Ao aprovar a lei, e diante da oposição de países europeus que haviam aprovado leis para se defender do golpe ianque, Clinton congelou temporariamente o Título III, mas Donald Trump o colocou em vigor em 2019, ratificando-o novamente em 2025 ao retornar à Casa Branca, apesar de ser condenado.

   Mantendo o objetivo de sufocar a economia cubana e sob os auspícios da Lei Helms-Burton, várias ações foram movidas contra empresas constituídas em Cuba, sob a alegação de que foram executadas em propriedades confiscadas ilegalmente. Isso é falso porque as nacionalizações e confiscos foram realizados sob leis e decisões legais.

   Uma das reivindicações mais recentes foi feita pelo cubano Mario Echevarría, que se tornou cidadão americano em 1983 e agora reivindica a propriedade de terras em Cayo Coco, que ele alega terem sido confiscadas de sua família pela Lei de Reforma Agrária. A questão é que Cuba construiu vários hotéis de luxo lá, e seus quartos são reservados por meio de diversas plataformas internacionais especializadas no assunto.

   O processo atual é contra o Expedia Group, empresa controladora da Hotel.com LP, Hotels.com GP e Orbitz LLC, alegando que as quatro entidades fizeram reservas "para lucrar com hotéis construídos em terras expropriadas pelo regime de Castro".

   Esta ação demonstra a escalada da guerra econômica, comercial e financeira contra Cuba e, neste caso, o objetivo é impedir o desenvolvimento do setor turístico, que atualmente é uma das principais fontes de rendas.

   Um júri federal em Miami, capital da máfia anticubana e refúgio de terroristas e assassinos, ordenou à empresa Expedia Group, na última sexta-feira, 17 de abril de 2025, o pagamento de uma indenização de 29,8 milhões de dólares, protegida pelo Título III da Lei Helms-Burton, ação que busca intimidar todos os estrangeiros que fazem negócios com Cuba.

   Agora, eles vão comemorar em Miami a decisão, que certamente será apelada em uma instância superior e possivelmente seguirá o mesmo destino de outros autores que ficaram querendo enriquecer às custas dos investidores.

   Em 2019, esse mesmo cubano entrou com uma ação judicial, junto com outros três cubanos, alegando ser herdeiros de propriedades confiscadas em Varadero e Santa Cruz del Norte, mas a reivindicação foi negada em 2020 pelo juiz federal de Miami, Robert N. Scola.

   Desde que Trump deu sinal verde para o Título III em 2019, os tribunais dos EUA receberam 45 ações judiciais, com seis acordos extrajudiciais e apenas um veredito a seu favor.

   Lembre-se de que os juízes do Tribunal de Apelações do Décimo Primeiro Circuito em Atlanta reverteram uma decisão anterior da juíza federal Beth Bloom ordenando que a Carnival, a MSC SA, a Royal Caribbean e a Norwegian pagassem US$ 439 milhões por supostamente se envolverem em atividades ilegais durante suas viagens a Cuba entre 2015 e 2019.

    Os canalhas de Miami pretendem fazer a ceia de Natal acusando empresas poderosas, mas até agora não conseguiram nada, e ninguém teve medo de investir no mercado cubano, na medida em que as leis da guerra econômica permitem, e as propriedades continuam sendo propriedade do povo cubano.

    Ainda há quem se recuse a reconhecer que esta guerra criminosa não é responsável pelas agruras do povo cubano, porque nem sequer leram as diversas leis que estrangulam a economia da ilha, como: 

   Lei de Comércio com o Inimigo de 1917, Seção 5.b. Lei de Cooperação Internacional de 1961, seção 620.a. Decreto nº 3447 Resolução Federal nº 1085 Embargo ao comércio com Cuba de 1962. Regulamentos sobre o controle de ativos cubanos de 1963. Lei de Administração de Exportações de 1979. Lei da Democracia Cubana de 1992, também conhecida como Lei Torricelli. Lei de Liberdade Cubana e Solidariedade Democrática de 1996 (Lei Helms-Burton). Lei de Sanções Comerciais e Incentivo ao Comércio de 2000. Proibições a países na lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo.

   O que irrita aqueles que sonham em voltar a ser donos de Cuba é que, apesar de tantas leis, ações terroristas, pressões diplomáticas e políticas de todo tipo, o povo cubano permanece firme porque sabe o que perderia se a ilha caísse novamente nas mãos do imperialismo ianque.

É por isso que José Martí afirmou:

“Levantar a cabeça é muito mais bonito do que abaixá-la.” 

https://www.cubainformacion.tv/la-columna/20250424/115390/115390-asfixiar-la-economia-de-cuba-principal-objetivo-de-estados-unidos

Trad/Edição: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba @comitecarioca21


18 de abr. de 2025

ROSA MARÍA PAYÁ E JOSÉ DANIEL FERRER, CUJOS SALÁRIOS SÃO PAGOS PELO GOVERNO DOS EUA, PEDEM UM SEGUNDO BLOQUEIO ECONÔMICO CONTRA A ILHA.

                                        

    Em 9 de abril, em uma audiência telemática perante a Subcomissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu, as figuras contrarrevolucionárias Rosa María Payá e José Daniel Ferrer —financiadas e promovidas pelo governo dos EUA— exigiram novas sanções econômicas contra Cuba, em um ato de hipocrisia e crueldade que busca aprofundar o sofrimento do povo cubano.

    Ambos, conhecidos por seu histórico de justificativa de violações de direitos humanos em Washington e seus vínculos com a máfia terrorista de Miami, culparam o governo cubano pela crise econômica que o bloqueio dos EUA provocou deliberadamente por mais de seis décadas, especialmente desde a imposição de 240 novas sanções nos últimos cinco anos. O objetivo deles é claro:  estender o cerco econômico da Europa, seguindo as diretrizes de Washington, enquanto veículos de comunicação mercenários como o Diario de Cuba —também financiado por agências do governo dos EUA— amplificam sua retórica intervencionista.


O cinismo dos mercenários: eles denunciam as deficiências causadas pelo seu patrocinador.

    Payá, cuja organização Cuba Decide recebe financiamento da USAID e da NED, tanto direta quanto triangulada, e cujo salário é pago integralmente pela Casa Branca, afirmou que o governo cubano “mergulhou os cubanos na fome e na miséria”, omitindo que o bloqueio dos EUA destruiu as fontes de renda do país e, portanto, impede a entrada de medicamentos, alimentos e combustível. Ferrer, por sua vez, repetiu slogans fabricados em Miami sobre "presos políticos", ignorando o fato de que ele próprio foi vinculado a atos violentos e financiamento ilegal do exterior.

   O mais escandaloso é que ambos exigem que a Europa suspenda o Acordo de Diálogo Político e Cooperação com Cuba, bem como “pare todo o financiamento" à Ilha, justamente quando a Ilha enfrenta uma crise agravada pelas 243 medidas de Trump que Biden manteve em vigor. Ou seja:  primeiro apoiam o bloqueio que estrangula Cuba, e depois pedem mais sanções para culpar o governo pelas consequências.

 

Mídia cúmplice: a máquina de mentiras dos EUA

   Esta operação não seria possível sem a cumplicidade de meios de comunicação pagos por Washington, como Diario de Cuba, ADN Cuba, Cubanet e outros, que repetem sem questionar as acusações de Payá e Ferrer. Esses espaços, longe de serem independentes, fazem parte da guerra midiática contra Cuba, destinada a justificar novas agressões econômicas.

            

   Enquanto isso, o povo cubano resiste, consciente de que esses valores não representam seus interesses, mas sim os de quem os paga. A verdade é clara:  a escassez de Cuba é um produto do bloqueio, não do sistema socialista, e qualquer "solução" que envolva mais sanções só busca forçar a submissão de uma nação soberana.

 

A solidariedade internacional deve pôr fim a esta infâmia.

   Organizações e governos amigos denunciaram a audiência no Parlamento Europeu como uma forma de legitimar a agressão imperialista. Enquanto Payá e Ferrer pedem mais punições, dezenas de organizações de solidariedade pedem o fim do bloqueio criminoso dos EUA, se opõem a um “segundo bloqueio" da Europa e exigem a exposição dos mercenários e de sua mídia cúmplice. 

https://www.resumenlatinoamericano.org/2025/04/17/cuba-rosa-maria-paya-y-jose-daniel-ferrer-con-salario-pagado-por-el-gobierno-de-eeuu-piden-segundo-bloqueo-economico-contra-la-isla/

@comitecarioca21