13 de abr. de 2026

A HISTÓRIA SE REPETE: OS MESMOS PLANOS DE 1962… E A MESMA RESPOSTA CUBANA

                                 
            Fechamento de embaixadas, pressão diplomática, campanhas na mídia, a fantasia de uma “revolta popular”. O que Washington está fazendo hoje contra Cuba não é novidade. É uma cópia fiel das operações planejadas há 67 anos.

Os documentos desclassificados falam por si só. E também falam de uma lição que o império nunca quis aprender: o povo cubano não se rende.

 

O ISOLAMENTO REGIONAL: UMA ESTRATÉGIA DE 1962 QUE VOLTA À CENA

O fechamento das embaixadas cubanas no Equador e na Costa Rica, e as pressões para que a Argentina siga o mesmo caminho, não são decisões soberanas. São ordens executadas à risca.

No Projeto Cuba apresentado a John F. Kennedy em 1962, a primeira tarefa era precisamente essa:

“O Departamento de Estado está concentrando seus esforços na reunião da OEA… esperando obter amplo apoio do hemisfério ocidental para condenar Cuba e isolá-la do resto do hemisfério. ”

Hoje, Marco Rubio, Mario Díaz-Balart e outros repetem a mesma fórmula. O politólogo Julio Shiling resumiu: “já é hora de uma intervenção militar dos Estados Unidos em Cuba”.

 

O ROTEIRO DA “REBELIÃO INTERNA”: FABRICAR UMA REVOLTA QUE NÃO EXISTE

O mesmo documento de 1962 descrevia com clareza o que buscavam:

“O clímax da revolta surgirá da reação furiosa do povo diante de um ato governamental, provocado por um incidente… Os Estados Unidos ofereceriam apoio aberto à revolta, incluindo uma força militar, se necessário. ”

Hoje, os pequenos atos de perturbação da ordem pública em meio à crise energética são apresentados pela imprensa financiada por Miami como “o início da revolta”. É a mesma encenação que tentaram há 63 anos. E fracassou.

 

GUERRA PSICOLÓGICA: OS MESMOS ALVOS

O Projeto Cuba detalhava como atingir setores específicos: igrejas, mulheres, jovens, trabalhadores. A CIA resumiu isso com uma honestidade arrepiante:

“A CIA concluiu que seu papel real será o de criar a ilusão de um movimento popular que ganha apoio externo. ”

Criar a ilusão. Não a realidade. Porque a realidade em Cuba é que o povo, apesar das carências, não apoia uma intervenção estrangeira.

 

A RAÍZ HISTÓRICA: O PLANO DE 1898 QUE NUNCA CADUCOU

Para entender por que os Estados Unidos insistem nos mesmos erros, é preciso remontar a 1898. Um relatório “ultrassecreto” do secretário da Guerra John Milton Hay expunha os verdadeiros objetivos:

“Devemos concentrar o bloqueio de modo que a fome e sua eterna companheira, a peste, minem a população civil… Nossa política deve ser sempre apoiar o mais fraco contra o mais forte, até que tenhamos obtido o extermínio de ambos, a fim de anexarmos a Pérola das Antilhas. ”

Essa é a origem. Essa é a mentalidade que continua vigente. Enfraquecer para anexar.

 

A RESPOSTA QUE WASHINGTON NÃO CONSEGUE ENTENDER

Os ianques repetem seus velhos planos. Mas todos fracassaram. E fracassarão novamente, porque os objetivos perseguidos — derrubar a Revolução socialista — continuam inabaláveis para uma nação que aprendeu a resistir.

O povo cubano sabe o que o espera se os Estados Unidos voltassem a tomar posse da Ilha: governos que se submetem a Washington, devolução de propriedades nacionalizadas, privatização da saúde e da educação.

Por isso, como escreveu José Martí ao seu amigo Manuel Mercado:

“Desta terra não espero nada, nem para vocês nem para nós, a não ser males.”

Mas também por isso, os cubanos não esperam nada de Washington. Eles confiam em si mesmos. E estão dispostos a defender sua independência, como condição essencial da vida.

 

OS MESMOS ERROS, A MESMA RESPOSTA

Marco Rubio e Donald Trump acreditam que desta vez será diferente. Acreditam que o estrangulamento petrolífero, as pressões diplomáticas e as campanhas midiáticas conseguirão o que nem a Baía dos Porcos, nem os atentados terroristas, nem o bloqueio mais longo da história conseguiram.

Mas subestimam mais uma vez a firmeza de um povo que resistiu por 67 anos e que tem a memória histórica bem viva.

Os planos são os mesmos. Os erros também. E a resposta do povo cubano, também.


ESTE É UM RESUMO.

NO ARTIGO COMPLETO DA RAZONES DE CUBA VOCÊ ENCONTRARÁ AS CITAÇÕES TEXTUAIS DOS DOCUMENTOS DESCLASSIFICADOS DE 1962 E 1898, E UMA ANÁLISE PROFUNDA DA ESTRATÉGIA QUE NUNCA MUDOU.

https://acortar.link/kAgdbC 

Trad: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

                           

Um comentário:

  1. Viva Cuba Martiana, Fidelista y Socialista. Gracias a la solidaridad del pueblo brasileño!

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