
Fechamento de embaixadas,
pressão diplomática, campanhas na mídia, a fantasia de uma “revolta popular”. O
que Washington está fazendo hoje contra Cuba não é novidade. É uma cópia fiel
das operações planejadas há 67 anos.
Os documentos desclassificados
falam por si só. E também falam de uma lição que o império nunca quis aprender:
o povo cubano não se rende.
O
ISOLAMENTO REGIONAL: UMA ESTRATÉGIA DE 1962 QUE VOLTA À CENA
O fechamento das embaixadas
cubanas no Equador e na Costa Rica, e as pressões para que a Argentina siga o
mesmo caminho, não são decisões soberanas. São ordens executadas à risca.
No Projeto Cuba apresentado a
John F. Kennedy em 1962, a primeira tarefa era precisamente essa:
“O Departamento de Estado está
concentrando seus esforços na reunião da OEA… esperando obter amplo apoio do
hemisfério ocidental para condenar Cuba e isolá-la do resto do hemisfério. ”
Hoje, Marco Rubio, Mario
Díaz-Balart e outros repetem a mesma fórmula. O politólogo Julio Shiling
resumiu: “já é hora de uma intervenção militar dos Estados Unidos em Cuba”.
O
ROTEIRO DA “REBELIÃO INTERNA”: FABRICAR UMA REVOLTA QUE NÃO EXISTE
O mesmo documento de 1962
descrevia com clareza o que buscavam:
“O clímax da revolta surgirá
da reação furiosa do povo diante de um ato governamental, provocado por um
incidente… Os Estados Unidos ofereceriam apoio aberto à revolta, incluindo uma
força militar, se necessário. ”
Hoje, os pequenos atos de
perturbação da ordem pública em meio à crise energética são apresentados pela
imprensa financiada por Miami como “o início da revolta”. É a mesma encenação
que tentaram há 63 anos. E fracassou.
GUERRA
PSICOLÓGICA: OS MESMOS ALVOS
O Projeto Cuba detalhava como
atingir setores específicos: igrejas, mulheres, jovens, trabalhadores. A CIA
resumiu isso com uma honestidade arrepiante:
“A CIA concluiu que seu papel
real será o de criar a ilusão de um movimento popular que ganha apoio externo.
”
Criar a ilusão. Não a
realidade. Porque a realidade em Cuba é que o povo, apesar das carências, não
apoia uma intervenção estrangeira.
A
RAÍZ HISTÓRICA: O PLANO DE 1898 QUE NUNCA CADUCOU
Para entender por que os
Estados Unidos insistem nos mesmos erros, é preciso remontar a 1898. Um
relatório “ultrassecreto” do secretário da Guerra John Milton Hay expunha os
verdadeiros objetivos:
“Devemos concentrar o bloqueio
de modo que a fome e sua eterna companheira, a peste, minem a população civil…
Nossa política deve ser sempre apoiar o mais fraco contra o mais forte, até que
tenhamos obtido o extermínio de ambos, a fim de anexarmos a Pérola das Antilhas.
”
Essa é a origem. Essa é a
mentalidade que continua vigente. Enfraquecer para anexar.
A
RESPOSTA QUE WASHINGTON NÃO CONSEGUE ENTENDER
Os ianques repetem seus velhos
planos. Mas todos fracassaram. E fracassarão novamente, porque os objetivos
perseguidos — derrubar a Revolução socialista — continuam inabaláveis para uma
nação que aprendeu a resistir.
O povo cubano sabe o que o
espera se os Estados Unidos voltassem a tomar posse da Ilha: governos que se
submetem a Washington, devolução de propriedades nacionalizadas, privatização
da saúde e da educação.
Por isso, como escreveu José
Martí ao seu amigo Manuel Mercado:
“Desta terra não espero nada,
nem para vocês nem para nós, a não ser males.”
Mas também por isso, os
cubanos não esperam nada de Washington. Eles confiam em si mesmos. E estão
dispostos a defender sua independência, como condição essencial da vida.
OS
MESMOS ERROS, A MESMA RESPOSTA
Marco Rubio e Donald Trump
acreditam que desta vez será diferente. Acreditam que o estrangulamento
petrolífero, as pressões diplomáticas e as campanhas midiáticas conseguirão o
que nem a Baía dos Porcos, nem os atentados terroristas, nem o bloqueio mais
longo da história conseguiram.
Mas subestimam mais uma vez a
firmeza de um povo que resistiu por 67 anos e que tem a memória histórica bem
viva.
Os planos são os mesmos. Os erros também. E a resposta do povo cubano, também.
ESTE É UM RESUMO.
NO ARTIGO COMPLETO DA RAZONES
DE CUBA VOCÊ ENCONTRARÁ AS CITAÇÕES TEXTUAIS DOS DOCUMENTOS DESCLASSIFICADOS DE
1962 E 1898, E UMA ANÁLISE PROFUNDA DA ESTRATÉGIA QUE NUNCA MUDOU.
Trad: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

Viva Cuba Martiana, Fidelista y Socialista. Gracias a la solidaridad del pueblo brasileño!
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