Dois eventos significativos e históricos ocorreram no mundo nos últimos dias: o encontro em Pequim entre o presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo americano, Donald Trump, e uma reunião em Havana entre o chefe da Agência Central de Inteligência (CIA), John Raccliffe, e altos funcionários do Ministério do Interior cubano.
Ambos os eventos atraíram a atenção de diversos veículos de comunicação, grandes conglomerados de mídia e especialistas e analistas políticos, enquanto as redes sociais foram inundadas com opiniões de todos os tipos.
Os representantes dos EUA, Trump e Raccliffe, viajaram curiosamente para dois países comunistas que Washington sempre considerou seus adversários, o que são claramente eventos de grande importância.
O atual ocupante da Casa Branca fez sua primeira visita de Estado ao gigante asiático em busca de apoio para ajudar os EUA a saírem do atoleiro em que se encontram devido à sua acentuada hostilidade e ao seu crescente isolamento global.
Naturalmente, seus anfitriões, liderados pelo presidente Xi, estabeleceram limites claros para o ocupante do Salão Oval e sua delegação, embora o tenham feito com elegância e a alta diplomacia característica da China.
Apesar das especulações da imprensa e de vários especialistas, pouco foi revelado sobre os resultados dessa visita; no entanto, ficou claro que Washington não tem outra opção senão se comportar de maneira apropriada em relação à nação que atualmente é a mais poderosa economicamente do planeta.
Quase simultaneamente, todos ficaram surpresos com a chegada a Havana, pela primeira vez, de um chefe da CIA, num momento em que os EUA ameaçam um possível ataque militar à ilha caribenha e intensificam o bloqueio que impõem há quase sete décadas.
Inimigos ferrenhos repetem como papagaios que a viagem de Raccliffe é o golpe final para destronar o governo da maior das Antilhas e pôr fim à sua Revolução, iniciada em 1º de janeiro de 1959.
Mas, mais uma vez, e fazendo comparações irrelevantes, omitem intencionalmente que os cubanos lutam contra a CIA e suas ações hostis desde o início do seu processo revolucionário.
Eles também ignoram o fato de que Cuba já enganou e derrotou a principal agência de inteligência dos EUA em inúmeras ocasiões, e Washington sabe disso muito bem.
O próprio secretário de Estado Marco Rubio, profundamente anticubano e descrito por alguns como um linha-dura de Trump, teve que reconhecer que os serviços secretos do arquipélago mais antigo do Caribe estão entre os mais fortes do mundo.
Nos recentes encontros em Pequim e Havana, as autoridades do gigante asiático e da ilha caribenha deixaram claro aos seus convidados que continuarão a defender o diálogo, a colaboração e a paz, mas que, ao mesmo tempo, estão preparadas, juntamente com seus povos, para enfrentar qualquer alegada agressão.
16 de maio de 2026
https://europaporcuba.blogspot.com/2026/05/china-sento-trump-en-beijing-y-cuba-al.html

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o imperialismo em declive não é de confiar 🤜🤛
ResponderExcluirCuba não está só 🇧🇷🇨🇺
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