21 de fev. de 2026

A SITUAÇÃO ATUAL EM CUBA. SEM RODEIOS, SEM ROMANTIZAR, SEM ALARMISMOS. (fotos e vídeo)

                                     

Texto importante sobre a situação atual de Cuba para neutralizar a quantidade de notícias falsas sobre a Ilha na tentativa de 'bloquear' também o turismo.

      A matéria, muito útil e explicativa, especialmente nesses tempos que vivemos, é da Professora Maria Leite*, Doutora e Mestre em Educação, com pesquisas nas escolas de Cuba há quatro décadas. 

    Maria Leite esteve entre janeiro e fevereiro deste ano em Cuba durante quase um mês e nos traz a realidade cubana sem romantizar. E sem alarmes falsos.    

                                             

  A apresentação das medidas pelo presidente de Cuba, em 7 de fevereiro de 2026, para fazer frente à situação atual,  confirma o que todos sabíamos: o recrudescido bloqueio petrolífero, que prejudica todo o povo cubano. Também não é preciso ser um especialista para saber o que representa para a economia de um pequeno país que se pretenda cortar completamente os meios de obtenção de combustível dos transportes e as fontes que alimentam a matriz energética, em especial a termoelétrica. Cuba tem a aspiração de até 2030 transformar a energia fotovoltaica em 30% do total consumido no país. 

     Em meio a uma situação adversa, uma das pretensões da direção nacional do país é manter a educação fundamental funcionando. A movimentação de crianças indo às classes segue em sua normalidade, até porque há um grande número de escolas em todos os bairros do país e nas zonas rurais. A limitação, motivada pela falta de combustível, restringe as aulas presenciais nas universidades a um escalonamento semanal, ao funcionamento limitado de museus e centros de cultura, abertos um período menor de tempo diário. Os hospitais estão todos funcionando, contudo há restrições por falta de insumos, em especial, de remédios. 

   O turismo segue com a garantia de transportes e funcionamento normal dos hotéis e pousadas, assim como os restaurantes, um vez que o país necessita urgentemente da entrada de moedas fortes. O congresso Universidad e a tradicional Feira do livro foram cancelados. 

    O que vem à tona  são as manifestações que a realidade difícil  produz em setores dentro e fora do país. Fico espantada em ver os comentários de que este castigo,  o recrudescimento e a perseguição, é "a única solução" e que o governo cubano necessita negociar! Negociar o que ? A soberania do país? Nunca! Os sem pátria lamentam cada barco de petróleo e ajuda humanitária que chega a Cuba. Na realidade, a dor, as ameaças e as dificuldades são consequência do fato que Cuba, há 65 anos, escolheu o socialismo. O esperado pelos inimigos de sempre, como resultado "inevitável" deste processo, é a asfixia total que leve o povo a derrubar o governo. Chega a ser patética a reação de muitos intoxicados pelos odiosos de Miami e de uma inexpressiva contra-revolução interna, é que exijam mais medidas e louvem ao seu algoz! 

                                                        

   O que não dá para suportar é a ajuda em disseminar notícias falsas. 

  Nesta segunda-feira, dia 9 de fevereiro  amanheci com uma enxurrada de avisos fakes e advertências de que “os voos desde Cuba para o resto do mundo estavam cancelados”, em uma tentativa torpe de acabar com o turismo e isolar a Ilha, notícias de que não há comida, não há água …e, inclusive, que os restaurantes estão fechados !! Tudo falso!

    No momento, creio que Cuba necessita de pessoas solidárias que venham participar de brigadas, de caravanas, de viagens histórico-culturais, que demonstrem seu apoio à resistência do povo cubano, que venham e tragam remédios aos hospitais. Cuba necessita seguir a frente para aumentar o poder aquisitivo da sua população.   

    Cuba precisa do fortalecimento das denúncias contra o conjunto de medidas que buscam de todas as formas  o desespero popular. O que sinto muito presente é a forte determinação da direção  do país em aprofundar as relações comerciais com os países aliados, entre eles o Brasil.

Professora Maria Leite e seu livro.


* Maria Leite é vice-presidente da Associação Cultural José Marti da Baixada Santista e autora do livro Cuba Insurgente.


Áudio da professora enquanto ainda estava na Ilha  (3 minutos): 




       

Nenhum comentário:

Postar um comentário