19 de mar. de 2026

CUBA NO ESCURO: A CONFISSÃO DE UM CRIME ANUNCIADO

                           

   Às 13h40 da tarde de segunda-feira, 16 de março de 2026, o sistema elétrico cubano ficou completamente desligado. Em questão de segundos, mais de dez milhões de pessoas ficaram no escuro. 🕯

 

UMA AVARIA? NÃO. UMA EXECUÇÃO CALCULADA.

 

A União Elétrica foi clara: não houve falhas mecânicas diretas. O sistema simplesmente não aguentou mais. O déficit de geração ultrapassava 62% da demanda nacional. Sem combustível para a geração de base nem para a geração distribuída, a rede perdeu frequência e voltagem. As proteções automáticas fizeram o que tinham que fazer: fragmentar a rede para evitar danos maiores.

O resultado foi a queda total.

 

A OPERAÇÃO SOUTHERN SPEAR: O BLOQUEIO ENERGÉTICO COMO ARMA DE GUERRA


O que diferencia esta crise de episódios anteriores é a implementação de um bloqueio petrolífero absoluto por parte do governo Trump.

Após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, Washington ativou medidas de “pressão máxima”. Em 29 de janeiro, foi emitida a Ordem Executiva 14380, autorizando tarifas secundárias a qualquer nação que fornecesse petróleo a Cuba.

O efeito foi imediato: o México suspendeu os envios. O Comando Sul e o Comando Indo-Pacífico coordenaram a captura de pelo menos dez petroleiros ligados à rede de abastecimento cubana entre dezembro e fevereiro.

No momento do apagão de 16 de março, Cuba não havia recebido um único carregamento de petróleo estrangeiro em mais de três meses.

 

🚢 A CAÇA NO CARIBE: OS PETROLEIROS SEQUESTRADOS

A lista de navios interceptados fala por si só:

 

🛳️ Skipper (10 de dezembro): 1,85 milhão de barris

🛳️ Centuries (20 de dezembro): 1,83 milhão

🛳️ Marinera (7 de janeiro): capturado no Atlântico Norte

🛳️ M Sophia (7 de janeiro): 1,8 milhão no Caribe

🛳️ Olina (9 de janeiro): 700 mil barris

🛳️ Aquila II e Veronica III (fevereiro): 2,6 milhões no Oceano Índico

 

A Casa Branca chamou isso de “quarentena de navios sancionados”. Nós chamamos de pirataria de Estado.

 

🏭 O FATOR FINANCEIRO: COMO AS SANÇÕES IMPEDEM A MANUTENÇÃO

 

As usinas termoelétricas cubanas têm, em média, 40 anos de operação. Elas estão no fim de seu ciclo de vida útil. A manutenção requer peças de empresas como Siemens, GE ou Alstom, que não podem comercializar com Cuba devido à designação como Estado Patrocinador do Terrorismo e ao Título III da Lei Helms-Burton.

 

OS DADOS SÃO ARREPIANTES:

 

🔹 40 bancos estrangeiros se recusaram a realizar operações com Cuba

🔹 140 transferências bancárias bloqueadas para a compra de insumos elétricos

🔹 Um sensor de 500 dólares pode custar 10.000 a Cuba por usar intermediários

🔹 Especialistas estrangeiros se recusam a viajar para a ilha devido a ameaças de sanções pessoais

 

💔 AS CONSEQUÊNCIAS HUMANITÁRIAS

 

O apagão total não é um problema técnico. É uma crise de direitos humanos:

 

🏥 Hospitais operam com geradores com reservas mínimas de diesel

🫁 O oxigênio médico é racionado

🔪 Cirurgias programadas suspensas

💧 80% dos equipamentos de bombeamento de água estão paralisados

🧊 Famílias perdem alimentos por falta de refrigeração

🚜 A safra foi interrompida

🏫 Universidades e escolas fechadas

 

Especialistas da ONU alertaram que o bloqueio energético constitui uma forma de punição coletiva que viola os direitos fundamentais à alimentação, à saúde e à água.

 

🗣 A GEOPOLÍTICA DA CRISE:

 

O governo Trump foi explícito: eles utilizam o colapso elétrico como ferramenta de negociação para forçar mudanças políticas. O próprio Trump levantou a possibilidade de uma “friendly takeover” (aquisição amigável) de Cuba, condicionando o restabelecimento do fluxo de combustível à entrega da soberania econômica e política do país.

Marco Rubio liderou essa estratégia, afirmando que o sistema político cubano “não pode ser consertado” e exigindo a transferência de ativos energéticos para o setor privado.

Para Washington, não se trata de um problema humanitário. É uma oportunidade estratégica.

 

🎯 CONCLUSÃO: A ESCURIDÃO COMO POLÍTICA DE ESTADO

 

A queda da SEN em 16 de março não foi um acidente. Foi o resultado previsível e calculado de uma estratégia de asfixia total. A confluência letal de:

 

A interceptação física de navios

A perseguição financeira para a aquisição de peças de reposição

A coerção diplomática que afugenta investidores

 

Sem petróleo para movimentar as usinas e sem peças para repará-las, o sistema simplesmente agonizou.

Enquanto Washington comemora a “aquisição amigável” como uma oportunidade de negócio, milhões de cubanos enfrentam a realidade diária de um sistema elétrico destruído pelo cerco.

A pergunta que fica no ar não é quando a eletricidade será restabelecida, mas se a comunidade internacional permitirá que a fome e a escuridão continuem sendo utilizadas como ferramentas de dominação no Caribe.

 

 

📖 ESTE É UM RESUMO. NO ARTIGO COMPLETO DA RAZONES DE CUBA VOCÊ ENCONTRARÁ TODOS OS DETALHES SOBRE OS NAVIOS INTERCEPTADOS, AS SANÇÕES E O IMPACTO HUMANITÁRIO DESTE CRIME.

AQUI: https://razonesdecuba.cu/colapso-anunciado-como-el-bloqueo-energetico-de-estados-unidos-dejo-a-cuba-a-oscuras

Trad: @comitecarioca

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