16 de jun. de 2026

COMO VAMOS VENCER ISSO.

                                           
Por Eduardo Miguel Álvarez Estévez |

 13 de junho de 2026

A pergunta direta: como vamos vencer isso?

Não tenho uma resposta mágica nem salvadora. Ninguém tem. Mas tenho certeza de que vencer não significa que o bloqueio vai desaparecer amanhã. Significa que não desmoronamos. Significa que eles não conseguem o que querem. Significa que resistimos o suficiente para que o custo de nos subjugar se torne insuportável para eles.

Como fazer isso? Aqui vão cinco pontos-chave, sem blá-blá-blá.

Primeiro: manter a coesão interna

O plano deles é nos quebrar por dentro. Que a escassez nos coloque uns contra os outros. Que o apagão nos deixe desesperados. Que a fila nos divida. Que o vizinho culpe o vizinho e não quem arquitetou essa asfixia.

Cada vez que um cubano ajuda outro, cada vez que um bairro se organiza, cada vez que alguém diz “vamos resolver isso aqui” em vez de “cada um por si”, estamos vencendo. A solidariedade não é poesia. É estratégia. Uma população coesa é um inimigo invencível. E nós ainda somos.

Dois: identificar o método

A guerra psicológica funciona quando não sabemos que é guerra psicológica.  O vídeo viral, o boato, a notícia falsa, a mensagem do WhatsApp que chega sem você saber quem a enviou... tudo isso perde força quando o desmascaramos.

É por isso que este blog é importante. É por isso que cada cubano que explica, que contextualiza, que diz “isso não é coincidência, isso faz parte de um plano” é importante. Identificar o método é neutralizá-lo. O que se entende já não assusta da mesma forma.

Três: explorar suas contradições

Eles não são um bloco monolítico. Têm pontos fracos. As eleições de novembro. O custo do destacamento militar, que já ultrapassa 2.100 milhões de dólares. A opinião pública interna que não quer outra guerra. A resistência do México, do Brasil e da Colômbia em serem cúmplices.

Cada dia que passa sem que haja uma explosão, cada dia em que o Nimitz gasta milhões sem resultados, cada dia em que um legislador democrata pergunta “para que estamos fazendo isso?”, a posição deles se enfraquece. Nossa resistência não é passiva: é uma força que desgasta o adversário.

Quatro: não nos isolarmos

A solidariedade internacional existe. Não é suficiente, mas é real. Vimos isso em Londres, com 117 parlamentares assinando uma moção contra as sanções. Vimos isso no Parlatino, alertando sobre a ameaça militar. Vimos isso na ONU, com um embaixador cubano que chamou o embaixador dos Estados Unidos de mentiroso na cara dele.

É preciso alimentar essas vozes. Cada gesto de apoio, cada declaração, cada parlamentar que assina uma moção contra o bloqueio é uma brecha no cerco diplomático que Washington quer impor. Não estamos sozinhos, embora às vezes pareça que sim. E cada voz que se soma torna mais difícil que nos esmaguem em silêncio.

Cinco: resistir com inteligência, não apenas com perseverança

Resistir não é apenas suportar. É se adaptar. É buscar alternativas financeiras. É explorar os mecanismos dos BRICS. É negociar sem se ajoelhar. É saber quando ceder um metro para ganhar um quilômetro.

A firmeza sem inteligência é teimosia. A inteligência sem firmeza é rendição. Precisamos das duas. E nós as temos.

O que eu defendo

Vencemos se não nos rendermos. Vencemos se continuarmos sendo um problema tão caro que eles prefiram buscar outra saída. Vencemos se o mundo continuar observando e eles não puderem fazer o que querem sem pagar um preço político global.

Não será amanhã. Não será fácil. Mas já resistimos por mais de sessenta anos. E este governo tem meses, não décadas. O tempo não está do lado deles.

Resistir, nos manter unidos, nos posicionar, tecer alianças, resistir com sensatez. Esse é o caminho.

Pátria ou Morte. Venceremos.

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  @comitecarioca21                       

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