17 de jan de 2017

EUA concedem indulto ao independentista porto-riquenho Oscar López Rivera

O presidente Barack Obama concedeu o perdão a Óscar López Rivera e comutou sua condenação à prisão, que expirará no próximo 17 de maio.

O Governo de Estados Unidos anunciou nesta terça-feira a libertação Oscar López Rivera, preso político encarcerado nos EUA há 36 anos por sua luta pela independência de Porto Rico.

O presidente dos EUA, Barack Obama, concedeu o perdão a López Rivera e comutou sua condenação à prisão, que expirará no próximo 17 de maio, segundo uma fonte da Casa Branca, consultada pela agência EFE.

Rivera, nascido em 1943 em Porto Rico, é um líder independentista de seu país natal. É veterano da Guerra de Vietnã, e foi condecorado por seu valor em combate.

Ao regressar a Chicago, integrou-se à luta pelos direitos do povo porto-riquenho e participou em atos de desobediência civil e militância pacífica.

Em 1976 integrou-se à luta clandestina em favor da independência de Porto Rico como membro das Forças Armadas de Libertação Nacional. Em 1981 foi capturado pelo FBI e acusado de “conspiração” por sua militância nas FALN.

No momento de sua captura, reclamou para si a condição de “Prisioneiro de Guerra", amparado pelo protocolo primeiro da Convenção de Genebra de 1949.  O protocolo de Genebra ampara a Oscar López por ser uma pessoa detida em conflito e que luta contra a ocupação colonial.




Os EUA não reconheceram a alegação de López Rivera e o condenou a 55 anos de prisão. Depois de uma suposta tentativa de fuga, a sentença aumentou para 70 anos de cárcere, 12 dos quais Oscar cumpriu em isolamento total.
O ex-presidente estadunidense Bill Clinton, em 1999, ofereceu-lhe um indulto condicional. A oferta foi oferecida a 13 membros que aceitaram, mas López Rivera a recusou.
Para ele a oferta presidencial incluía a condição de cumprir 10 anos mais no cárcere com bom comportamento.
Líderes de todo o mundo, assim como organizações de direitos humanos, tem exigido a libertação de Oscar López Rivera. No dia 18 de junho de 2012, o Comitê de Descolonização da ONU aprovou uma resolução, promovida por Cuba, em que pedia reconhecer o direito à independência e autodeterminação de Porto Rico e instava à libertação dos independentistas prisioneiros nos Estados Unidos.


                                   VENCEMOS!!!!

                                 VENCEREMOS!!!!


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