7 de mar. de 2019

BRASIL : UM CARNAVAL POLITIZADO


 O Brasil viveu o carnaval de 2019 como um grito de guerra.  Em todo o país os blocos mostraram uma crítica do povo ao governo atual e o grito de  “Lula Livre”


 As frases se multiplicaram de norte ao sul do país libertando um grito na garganta dos brasileiros como não se via há muito tempo. O atual presidente foi alvo das mais duras rimas, como : “Ei, Bolsonaro, vai t* no C*” em alto e bom som  ou : “Doutor, eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano” . 

Em contrapartida o atual presidente resolveu mostrar que o carnaval (a festa do povo) é uma festa de baixo nível e para prová-lo, postou mensagens obscenas (?!) em seu tuiter – o que gerou uma explosão de críticas nacionais e internacionais e mais uma vez a exposição de sua triste figura ao ridículo.




Na cidade de Olinda, no nordeste brasileiro, os tradicionais bonecos gigantes saíram esse ano homenageando em suas ladeiras o Presidente Chávez, Lula e Marielle em um grito de pedido de justiça e liberdade.


No Rio de Janeiro, especificamente , Lula e Marielle foram lembrados em muitos blocos, bandas e, principalmente, no sambódromo, onde a Escola de Samba Mangueira, vencedora do título de campeã de 2019 homenageou os "esquecidos" ou "ninguneados" (E. Galeano) contando a história que os livros de história não contam: dos índios, dos negros, dos pobres. Desfile perfeito e maravilhoso da Mangueira que politizando o carnaval trouxe para a avenida o verdadeiro Brasil. 
A homenagem a Marielle foi mostrada para o mundo todo.


 A emoção que a Mangueira trouxe para a avenida Marquês de Sapucaí "lavou a alma" dos brasileiros e brasileiras provocando com ironia  a classe dominante com um lindo samba e um desfile perfeito. Muita gente  chorava de emoção naquela segunda-feira de carnaval aos gritos de "é  campeã" no final da apresentação com um dos sambas mais bonitos da história dos desfiles.


A importância da imagem acima  pode ser avaliada em alguns fatos: 


Nas eleições de 2018 o candidato a governador do estado do Rio de Janeiro  Wilson Witzel, em praça pública com outros dois  candidatos do mesmo partido do presidente, quebraram uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco na Cinelândia em um ato grotesco e agressivo, afirmando que, se ganhassem a eleição "a ordem seria restabelecida" (?!).Triste episódio.


Foram  eleitos e no carnaval o que se viu foi também uma placa com seu nome:


E nesse início de março o povo brasileiro dá início a uma reação à nova etapa da política atual e demonstra que está insatisfeito com os rumos do país na sua festa mais importante.




MARIELLE PRESENTE ! 
LULA LIVRE !!LULA INOCENTE !!
#LulaPresoPolítico 



https://www.youtube.com/watch?v=7SObzDOug_A

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