O IV
ENCONTRO INTERNACIONAL EUROPA POR CUBA/ EXPRESSÕES DE SOLIDARIEDADE COM A
REVOLUÇÃO CUBANA E REPÚDIO AO IMPERIALISMO EM SEVILHA
Com a presença de Aleida Guevara, médica e filha do
Comandante Heroico, e da Cônsul da República Bolivariana da Venezuela, entre
outros convidados ilustres, teve início em Sevilha, Andaluzia, o 4º Encontro
Internacional da Europa por Cuba nos sias 30 e 31 de janeiro de 2026,
organizado pelo canal homônimo. Nessa ocasião, a vil agressão de Donald Trump
contra Cuba, intensificando o bloqueio para sufocar economicamente a Revolução,
e a recente escalada contra a Venezuela, incluindo o sequestro do presidente
Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, bem como o bombardeio daquele
país, serviram de pano de fundo para fortes condenações ao imperialismo
ocidental durante o Encontro.
O evento ocorreu no salão principal de um centro cultural
da Câmara Municipal de Sevilha, bem no centro da cidade andaluza, e tanto a
sessão da manhã quanto a da tarde contaram com a presença de um grande público
e de delegados de diversos países europeus que apoiam ativamente Cuba.
O encontro foi inaugurado com palavras de boas-vindas de
José Antonio Toledo, diretor do canal Europa para Cuba, que falou não apenas
sobre a oportunidade de realizar o encontro em um momento crítico da política
imperialista de agressão contra a Cuba socialista, mas também sobre a
importância de fortalecer a solidariedade com a ilha. Em seguida, foi executado
o hino nacional cubano e uma mensagem de Havana foi transmitida por Mariela
Castro, Diretora do CENESEX.
A lista de oradores foi aberta em grande estilo por Aleida
Guevara, que, recordando várias frases proferidas por seu pai, Che Guevara, em
diferentes ocasiões, enfatizou a importância da solidariedade internacionalista
com Cuba, Palestina e todos os países que lutam contra o imperialismo.
Em seguida, Carlos Aznárez, diretor do Resumen
Latinoamericano, foi chamado a discursar. Após solicitar um minuto de aplausos
em homenagem aos 32 heróis cubanos e aos militares e civis venezuelanos mortos
em combate e brutalmente assassinados pelas tropas americanas de Donald Trump,
ele elogiou o papel que Cuba sempre desempenhou no apoio aos que lutam. Também se referiu à necessidade de apoiar o povo venezuelano e a
liderança revolucionária em seus esforços para garantir o retorno do legítimo
presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, prisioneiros de guerra
nos Estados Unidos.
Pela manhã, no Centro Cultural da Câmara Municipal de
Sevilha, onde decorreram os dois dias do Encontro Europa por Cuba, ouviram-se a
representante do Brasil, Carmen Diniz, em nome do Comitê Carioca de
Solidariedade a Cuba, o líder andaluz dos Trabalhadores Rurais, Oscar Reina, o
representante da Nação Andaluza, Carlos Ríos, a diplomata bolivariana Glenna
Cabello e outros delegados de países europeus.
Um trecho do documentário "Mulheres Cubanas, Guardiãs
da Revolução", dirigido por María Torrellas, da Resumen Latinoamericano,
também foi exibido. Ela explicou que, assim como no filme anterior sobre as
mulheres de Cuba, "desta vez, ampliamos o foco para outros aspectos
fundamentais da luta dessas heroínas, que buscamos homenagear, as guerreiras
históricas e aquelas que hoje, diariamente, lutam contra o bloqueio
criminoso".
Ao comentar o que viu no filme, Aleida Guevara lembrou o papel fundamental desempenhado por Haydée Santamaría, combatente do ataque de Moncada, cujo irmão Abel foi assassinado, e fundadora da Casa de las Américas, de onde reuniu os melhores intelectuais latino-americanos e internacionais.
Ao longo do dia,
discursaram também as seguintes personalidades: a escritora de Cádiz,
Concepción Cruz Rojo; os líderes do Comitê Central do Partido Comunista dos
Povos da Espanha, Teresa Pantoja e Víctor Manuel Lucas Ranz; o
ex-secretário-geral da União Andaluza de Trabalhadores Rurais e porta-voz
nacional da União Andaluza de Trabalhadores, Diego Cañamero; o jornalista
Pascual Serrano; uma delegada da França; e a Ministra da Cooperação da
República Árabe Saharaui, Fatma El Mehdi.
Durante a tarde, foram ouvidos relatos de delegados
solidários a Cuba da Irlanda, Portugal, Eslovênia, Suíça e Rússia. Entre os
presentes, estavam também representantes de Madri, Holanda, Sérvia, Senegal,
País Basco, Noruega, Alemanha e América Latina, incluindo representantes do
México, Colômbia, Argentina e Brasil.
O primeiro dia do Encontro terminou com um discurso
comovente de Aleidita Guevara, que começou recitando um belo poema de José
Martí. Em seguida, expressou sua gratidão por tudo o que a solidariedade
internacionalista fez e continua a fazer por Cuba. Com exemplos reveladores,
ela se referiu ao impacto de seis décadas de bloqueio criminoso contra Cuba, à
falta de medicamentos em certas circunstâncias que levam à perda de vidas,
inclusive de crianças, à escassez de itens essenciais para o dia a dia e a
outras consequências. Ela concluiu defendendo a Venezuela e o povo palestino, e
afirmando que Cuba se mantém firme na defesa de sua Revolução contra os
constantes ataques do imperialismo.
O Encontro Internacional Europa por Cuba terminou no cenário solene da cidade combativa de Marinaleda. Entre os oradores estavam Aleida Guevara, Glenna Cabello e representantes da Palestina e da Frente Polisário.
A cidade andaluza de Marinaleda proporcionou um cenário apropriado para o encerramento do Encontro Internacional Europa por Cuba. O grande anfiteatro da cidade estava lotado e adornado com as bandeiras de Cuba, Venezuela, Palestina, República Árabe Saharaui Democrática e, claro, da Andaluzia. Cartazes com as imagens do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores também eram visíveis, exigindo seu retorno à Venezuela, de onde foram sequestrados por forças militares criminosas dos EUA agindo sob ordens de Trump e Marco Rubio.
Homenagem
a José Martí
Neste domingo, um grupo de delegados do Encontro depositou uma oferenda floral no monumento a José Martí, na Plaza Cuba, em Sevilha, e, além de ouvir um representante dos residentes cubanos na Catalunha, que relatou os valores do Apóstolo da liberdade e inspiração da luta revolucionária cubana, foram lidas as conclusões finais do Encontro.
Um
pequeno grupo de "vermes" contrarrevolucionários tentou atacar Aleida
Guevara em Sevilha.
Ao sair da conferência Europa por Cuba, que lotou Sevilha e
Marinaleda no último fim de semana, a filha do Comandante Heroico foi
violentamente atacada por um casal de “cubanos” contrarrevolucionários que
tentaram abordá-la gritando que ela era “filha de um assassino”. A ativista
revolucionária respondeu sem levantar a voz que isso não era verdade, enquanto
seus companheiros se colocavam na frente dos agressores para proteger a
combatente cubana. (Vídeo e fotos dos agressores aqui: https://www.resumenlatinoamericano.org/2026/02/01/andalucia-un-pequeno-grupo-de-gusanos-intentan-agredir-a-aleida-guevara-en-sevilla/)
Em determinado momento, a mulher, posteriormente identificada como Leslya López Torres, tentou avançar em direção a Aleida, gritando furiosamente. Enquanto filmava a cena com um celular em uma das mãos, carregava um spray de pimenta na outra, que disparou contra os olhos de Teresa Pantoja, uma ativista que se colocou entre o grupo e Aleida. O grupo de apoiadores da Revolução Cubana conseguiu expulsar as agressoras, enquanto a ativista atingida pelo spray foi atendida por um médico que passava pelo local.
Como era de se esperar, o vídeo gravado pelos
"vermes" rapidamente circulou nas redes sociais e em alguns veículos
de comunicação contrarrevolucionários, que celebraram o "feito" do
grupo violento. Essa ação é absolutamente ilegal e proibida, pois envolve o uso
de um gás que causa danos graves aos olhos de qualquer pessoa exposta a curta
distância.
Juntamente com uma declaração da embaixada cubana
deplorando os acontecimentos, foi divulgada também uma declaração do Encontro
Europa por Cuba, repudiando "a atitude reiterada daqueles que, encorajados
pelas políticas imperialistas de Trump e seus cúmplices, tentam denegrir, quase
sempre com violência, uma Revolução do Povo e para o Povo, que continua a
iluminar milhões de nós em todo o mundo". A declaração, em nome dos
delegados de 23 países que participaram do evento, elogia o exemplo de ativismo
revolucionário personificado pela companheira Aleida Guevara, digna herdeira do
pensamento e das ações de seu pai. Além disso, a ativista atacada afirmou que
registraria uma queixa sobre o incidente, pois sua visão foi seriamente
afetada. Essa queixa deve ser levada a sério, visto que os vídeos mostram
claramente os rostos dos supostos agressores, identificados por suas aparências
sem disfarce nas redes sociais, onde se vangloriavam do crime. O nome do homem
é Brian José Infante Machin e o da mulher é Leslya López Torres. Como é comum
nesses casos, ambos provavelmente já receberam o pagamento mercenário pelo
ataque.
TODAS as fotos e vídeos e a base dos textos do Encontro, aqui no Resumen Latino-americano :
Traduções: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba(@comitecarioca21)
NT: Algumas anotações sobre o Encontro em Sevilha: (e a participação brasileira)
Carmen Diniz, coordenadora
do Comitê Carioca e militante do MST, convidada pelos organizadores do
Encontro, em sua participação no evento elencou as campanhas e brigadas que no
Brasil têm sido realizadas em solidariedade a Cuba e agradeceu a imensa solidariedade incomparável da Ilha pelo mundo e, especificamente com o Brasil, ressaltando e agradecendo publicamente:
- A grande contribuição de Cuba em acolher dezenas
de jovens indicados pelo MST e outras organizações populares para se graduarem
na Ilha;
- Pelo método de
alfabetização cubano “Sim, Eu Posso” com o qual o MST já alfabetizou mais de
100 mil adultos no país;
- Pelo Programa mais Médicos (PMM) que atendeu milhares de
pessoas no país, algumas que nunca em suas vidas haviam sido atendidas por um
médico...
Como proposta objetiva para divulgar a realidade de Cuba, distribuiu entre os presentes um tipo de panfleto usado no país e muito didático, que explica a questão do bloqueio a Cuba de forma simples. Basta a tradução para o idioma requerido e a reprodução é "copyleft".
Da mesma forma distribuiu entre as pessoas o adesivo do grupo carioca Julho Negro de defesa de favelas e da Palestina. O adesivo serve para ser colado em metrô, ônibus, muros e paredes e ressalta que "Verifique se você é humano, defenda a Palestina".
Por fim, o agradecimento pelo oxigênio que a Venezuela
enviou a Manaus na crise da Covid em um triste período do Brasil com um governo brasileiro à época contrário à Revolução Bolivariana . Venezuela salvou muitas vidas de
brasileiros e brasileiras. Jamais esqueceremos.

Com essa declaração emotiva de agradecimento, a representante venezuelana, Glenna
Cabello, cônsul da Venezuela em Bilbao foi presenteada com um boné do MST, que a emocionou bastante e que com ele seguiu se apresentando.
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| Glenna Cabello, diplomata bolivariana. VENCEREMOS ! |






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