2 de fev. de 2026

SOBRE O ENCONTRO DE SOLIDARIEDADE A CUBA EM SEVILHA E A PARTICIPAÇÃO DO COMITÊ CARIOCA.

                           

O IV ENCONTRO INTERNACIONAL EUROPA POR CUBA/ EXPRESSÕES DE SOLIDARIEDADE COM A REVOLUÇÃO CUBANA E REPÚDIO AO IMPERIALISMO EM SEVILHA  

Com a presença de Aleida Guevara, médica e filha do Comandante Heroico, e da Cônsul da República Bolivariana da Venezuela, entre outros convidados ilustres, teve início em Sevilha, Andaluzia, o 4º Encontro Internacional da Europa por Cuba nos sias 30 e 31 de janeiro de 2026, organizado pelo canal homônimo. Nessa ocasião, a vil agressão de Donald Trump contra Cuba, intensificando o bloqueio para sufocar economicamente a Revolução, e a recente escalada contra a Venezuela, incluindo o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, bem como o bombardeio daquele país, serviram de pano de fundo para fortes condenações ao imperialismo ocidental durante o Encontro.

O evento ocorreu no salão principal de um centro cultural da Câmara Municipal de Sevilha, bem no centro da cidade andaluza, e tanto a sessão da manhã quanto a da tarde contaram com a presença de um grande público e de delegados de diversos países europeus que apoiam ativamente Cuba.

O encontro foi inaugurado com palavras de boas-vindas de José Antonio Toledo, diretor do canal Europa para Cuba, que falou não apenas sobre a oportunidade de realizar o encontro em um momento crítico da política imperialista de agressão contra a Cuba socialista, mas também sobre a importância de fortalecer a solidariedade com a ilha. Em seguida, foi executado o hino nacional cubano e uma mensagem de Havana foi transmitida por Mariela Castro, Diretora do CENESEX.

A lista de oradores foi aberta em grande estilo por Aleida Guevara, que, recordando várias frases proferidas por seu pai, Che Guevara, em diferentes ocasiões, enfatizou a importância da solidariedade internacionalista com Cuba, Palestina e todos os países que lutam contra o imperialismo.

Em seguida, Carlos Aznárez, diretor do Resumen Latinoamericano, foi chamado a discursar. Após solicitar um minuto de aplausos em homenagem aos 32 heróis cubanos e aos militares e civis venezuelanos mortos em combate e brutalmente assassinados pelas tropas americanas de Donald Trump, ele elogiou o papel que Cuba sempre desempenhou no apoio aos que lutam. Também se referiu à necessidade de apoiar o povo venezuelano e a liderança revolucionária em seus esforços para garantir o retorno do legítimo presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, prisioneiros de guerra nos Estados Unidos.

                            

Pela manhã, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Sevilha, onde decorreram os dois dias do Encontro Europa por Cuba, ouviram-se a representante do Brasil, Carmen Diniz, em nome do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, o líder andaluz dos Trabalhadores Rurais, Oscar Reina, o representante da Nação Andaluza, Carlos Ríos, a diplomata bolivariana Glenna Cabello e outros delegados de países europeus.

Um trecho do documentário "Mulheres Cubanas, Guardiãs da Revolução", dirigido por María Torrellas, da Resumen Latinoamericano, também foi exibido. Ela explicou que, assim como no filme anterior sobre as mulheres de Cuba, "desta vez, ampliamos o foco para outros aspectos fundamentais da luta dessas heroínas, que buscamos homenagear, as guerreiras históricas e aquelas que hoje, diariamente, lutam contra o bloqueio criminoso".

Ao comentar o que viu no filme, Aleida Guevara lembrou o papel fundamental desempenhado por Haydée Santamaría, combatente do ataque de Moncada, cujo irmão Abel foi assassinado, e fundadora da Casa de las Américas, de onde reuniu os melhores intelectuais latino-americanos e internacionais.

   Ao longo do dia, discursaram também as seguintes personalidades: a escritora de Cádiz, Concepción Cruz Rojo; os líderes do Comitê Central do Partido Comunista dos Povos da Espanha, Teresa Pantoja e Víctor Manuel Lucas Ranz; o ex-secretário-geral da União Andaluza de Trabalhadores Rurais e porta-voz nacional da União Andaluza de Trabalhadores, Diego Cañamero; o jornalista Pascual Serrano; uma delegada da França; e a Ministra da Cooperação da República Árabe Saharaui, Fatma El Mehdi.

Durante a tarde, foram ouvidos relatos de delegados solidários a Cuba da Irlanda, Portugal, Eslovênia, Suíça e Rússia. Entre os presentes, estavam também representantes de Madri, Holanda, Sérvia, Senegal, País Basco, Noruega, Alemanha e América Latina, incluindo representantes do México, Colômbia, Argentina e Brasil.

O primeiro dia do Encontro terminou com um discurso comovente de Aleidita Guevara, que começou recitando um belo poema de José Martí. Em seguida, expressou sua gratidão por tudo o que a solidariedade internacionalista fez e continua a fazer por Cuba. Com exemplos reveladores, ela se referiu ao impacto de seis décadas de bloqueio criminoso contra Cuba, à falta de medicamentos em certas circunstâncias que levam à perda de vidas, inclusive de crianças, à escassez de itens essenciais para o dia a dia e a outras consequências. Ela concluiu defendendo a Venezuela e o povo palestino, e afirmando que Cuba se mantém firme na defesa de sua Revolução contra os constantes ataques do imperialismo.

O Encontro Internacional Europa por Cuba terminou no cenário solene da cidade combativa de Marinaleda. Entre os oradores estavam Aleida Guevara, Glenna Cabello e representantes da Palestina e da Frente Polisário.

A cidade andaluza de Marinaleda proporcionou um cenário apropriado para o encerramento do Encontro Internacional Europa por Cuba. O grande anfiteatro da cidade estava lotado e adornado com as bandeiras de Cuba, Venezuela, Palestina, República Árabe Saharaui Democrática e, claro, da Andaluzia. Cartazes com as imagens do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores também eram visíveis, exigindo seu retorno à Venezuela, de onde foram sequestrados por forças militares criminosas dos EUA agindo sob ordens de Trump e Marco Rubio. 

Homenagem a José Martí

                      

Neste domingo, um grupo de delegados do Encontro depositou uma oferenda floral no monumento a José Martí, na Plaza Cuba, em Sevilha, e, além de ouvir um representante dos residentes cubanos na Catalunha, que relatou os valores do Apóstolo da liberdade e inspiração da luta revolucionária cubana, foram lidas as conclusões finais do Encontro.

 

Um pequeno grupo de "vermes" contrarrevolucionários tentou atacar Aleida Guevara em Sevilha.

                

Ao sair da conferência Europa por Cuba, que lotou Sevilha e Marinaleda no último fim de semana, a filha do Comandante Heroico foi violentamente atacada por um casal de “cubanos” contrarrevolucionários que tentaram abordá-la gritando que ela era “filha de um assassino”. A ativista revolucionária respondeu sem levantar a voz que isso não era verdade, enquanto seus companheiros se colocavam na frente dos agressores para proteger a combatente cubana. (Vídeo e fotos dos agressores aqui:  https://www.resumenlatinoamericano.org/2026/02/01/andalucia-un-pequeno-grupo-de-gusanos-intentan-agredir-a-aleida-guevara-en-sevilla/)

Em determinado momento, a mulher, posteriormente identificada como Leslya López Torres, tentou avançar em direção a Aleida, gritando furiosamente. Enquanto filmava a cena com um celular em uma das mãos, carregava um spray de pimenta na outra, que disparou contra os olhos de Teresa Pantoja, uma ativista que se colocou entre o grupo e Aleida. O grupo de apoiadores da Revolução Cubana conseguiu expulsar as agressoras, enquanto a ativista atingida pelo spray foi atendida por um médico que passava pelo local.

Como era de se esperar, o vídeo gravado pelos "vermes" rapidamente circulou nas redes sociais e em alguns veículos de comunicação contrarrevolucionários, que celebraram o "feito" do grupo violento. Essa ação é absolutamente ilegal e proibida, pois envolve o uso de um gás que causa danos graves aos olhos de qualquer pessoa exposta a curta distância.

Juntamente com uma declaração da embaixada cubana deplorando os acontecimentos, foi divulgada também uma declaração do Encontro Europa por Cuba, repudiando "a atitude reiterada daqueles que, encorajados pelas políticas imperialistas de Trump e seus cúmplices, tentam denegrir, quase sempre com violência, uma Revolução do Povo e para o Povo, que continua a iluminar milhões de nós em todo o mundo". A declaração, em nome dos delegados de 23 países que participaram do evento, elogia o exemplo de ativismo revolucionário personificado pela companheira Aleida Guevara, digna herdeira do pensamento e das ações de seu pai. Além disso, a ativista atacada afirmou que registraria uma queixa sobre o incidente, pois sua visão foi seriamente afetada. Essa queixa deve ser levada a sério, visto que os vídeos mostram claramente os rostos dos supostos agressores, identificados por suas aparências sem disfarce nas redes sociais, onde se vangloriavam do crime. O nome do homem é Brian José Infante Machin e o da mulher é Leslya López Torres. Como é comum nesses casos, ambos provavelmente já receberam o pagamento mercenário pelo ataque.

 

TODAS  as fotos e vídeos e a base dos textos do Encontro, aqui no Resumen Latino-americano :

https://www.resumenlatinoamericano.org/2026/01/30/andalucia-quedo-inaugurado-en-sevilla-el-iv-encuentro-internacional-europa-por-cuba-expresiones-de-solidaridad-con-la-revolucion-cubana-y-de-repudio-al-imperialismo/

https://www.resumenlatinoamericano.org/2026/02/01/andalucia-culmino-el-encuentro-internacional-europa-por-cuba-en-el-digno-marco-de-la-combativa-localidad-de-marinaleda-hablaron-aleida-guevara-glenna-cabello-y-representantes-de-palestina-y-el-fr

Traduções: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba(@comitecarioca21)

NT: Algumas anotações sobre o Encontro em Sevilha: (e a participação brasileira)

    Carmen Diniz, coordenadora do Comitê Carioca e militante do MST, convidada pelos organizadores do Encontro, em sua participação no evento elencou as campanhas e brigadas que no Brasil têm sido realizadas em solidariedade a Cuba e agradeceu a imensa solidariedade incomparável da Ilha pelo mundo e, especificamente com o Brasil, ressaltando e agradecendo publicamente:

  - A grande contribuição de Cuba em acolher dezenas de jovens indicados pelo MST e outras organizações populares para se graduarem na Ilha;

 - Pelo método de alfabetização cubano “Sim, Eu Posso” com o qual o MST já alfabetizou mais de 100 mil adultos no país;

- Pelo Programa mais Médicos (PMM) que atendeu milhares de pessoas no país, algumas que nunca em suas vidas haviam sido atendidas por um médico...

Como proposta objetiva para divulgar a realidade de Cuba, distribuiu entre os presentes um tipo de panfleto usado no país e muito didático, que explica a questão do bloqueio a Cuba de forma simples. Basta a tradução para o idioma requerido e a reprodução é "copyleft".                                                      

Da mesma forma distribuiu entre as pessoas o adesivo do grupo carioca Julho Negro de defesa de favelas e da Palestina. O adesivo serve para ser colado em metrô, ônibus, muros e paredes e ressalta que "Verifique se você é humano, defenda a Palestina". 

Por fim, o agradecimento pelo oxigênio que a Venezuela enviou a Manaus na crise da Covid em um triste período do Brasil com um governo brasileiro à época contrário à Revolução Bolivariana . Venezuela salvou muitas vidas de brasileiros e brasileiras. Jamais esqueceremos.                        

                                
Com essa declaração emotiva de agradecimento, a representante venezuelana, Glenna Cabello, cônsul da Venezuela em Bilbao foi presenteada  com um boné do MST, que a emocionou bastante e que com ele seguiu se apresentando. 
 

Glenna Cabello, diplomata bolivariana. 

VENCEREMOS !