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| Adolfo Pérez Esquivel |
Pérez Esquivel classifica Trump como “ditador global” e exige que sua política belicista seja freada
O ganhador do Prêmio Nobel da Paz denunciou a Barack Obama o cerco contra Cuba, o sequestro de Nicolás Maduro e o genocídio na Palestina.
O Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, enviou uma carta aberta ao ex-presidente Barack Obama para denunciar as políticas de Donald Trump.
Na carta, ele classificou o atual presidente dos Estados Unidos como um “ditador global” e o “terrorista número um”.
Pérez Esquivel alertou que Washington está empurrando o mundo para o abismo de uma guerra nuclear, violando os princípios básicos do direito internacional.
Um ponto crítico da denúncia é o endurecimento do bloqueio contra Cuba. O Nobel apontou que Trump tenta “afogar economicamente” a ilha, impedindo a chegada de suprimentos vitais, como petróleo.
Repudiou a tentativa de subjugar o povo cubano por meio da fome e da chantagem pela força das armas. Nesse sentido, instou Obama a retomar o caminho do diálogo que iniciou em seu mandato para evitar danos maiores.
Em relação à Venezuela, o intelectual denunciou a agressão militar perpetrada em 3 de janeiro, classificando-a como uma invasão direta. Acusou Trump pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que permanecem detidos nos EUA sem garantias jurídicas.
Nesse sentido, Pérez Esquivel exigiu a libertação imediata dos líderes e lembrou que a América Latina e o Caribe devem ser respeitados como uma “Zona de Paz”.
A carta também aborda a situação no Oriente Médio, responsabilizando Trump pela cumplicidade no genocídio contra o povo palestino. O Nobel criticou que se permita a impunidade de Benjamin Netanyahu, apesar das acusações de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional. Denunciou que essa política de força ignora sistematicamente as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) e conta com a cumplicidade de certas potências europeias.
Pérez Esquivel também questionou a perseguição em massa contra os imigrantes e as ameaças de hegemonia sobre países como México, Brasil, Nicarágua e Irã. Ressaltou que a paz não é simplesmente a ausência de conflito, mas o resultado direto da justiça social e do respeito soberano.
Alertou que a irresponsabilidade do atual governo dos Estados Unidos coloca em risco a estabilidade de todo o hemisfério e a segurança global.
Exortou Obama a usar sua influência para mobilizar o Congresso dos Estados Unidos e reverter essas políticas totalitárias.
O ganhador do Prêmio Nobel argentino confia que surgirá uma nova “rebelião de consciência” entre o povo estadunidense, semelhante à que ocorreu durante a Guerra do Vietnã. Concluiu pedindo a construção de um contrato social que priorize a dignidade humana sobre os interesses belicistas das elites de Washington.
Autor: teleSUR- alr - MS
Fonte: Almayadeen - Agências
@comitecarioca21

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